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Medida padronizada para avaliação de intangíveis organizacionais por meio da teoria da resposta ao item

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Academic year: 2021

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(1)UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. Vera do Carmo Comparsi de Vargas. MEDIDA PADRONIZADA PARA AVALIAÇÃO DE INTANGÍVEIS ORGANIZACIONAIS POR MEIO DA TEORIA DA RESPOSTA AO ITEM. Tese de doutorado. Florianópolis 2007.

(2) Vera do Carmo Comparsi de Vargas. MEDIDA PADRONIZADA PARA AVALIAÇÃO DE INTANGÍVEIS ORGANIZACIONAIS POR MEIO DA TEORIA DA RESPOSTA AO ITEM. Tese apresentada ao programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito parcial para a obtenção do título de Doutor em Engenharia de Produção.. Orientador: Prof. Paulo Maurício Selig, Dr.. Co-orientador: Prof. Dalton Francisco de Andrade, PhD.. Florianópolis. 2007.

(3) Vargas, Vera do Carmo C. de Medida padronizada para avaliação de intangíveis organizacionais por meio da Teoria da Resposta ao Item / Vera do Carmo C. de Vargas; orientado por Selig. - - Florianópolis, 2007. 207f. Inclui figuras, tabelas, quadros e apêndices. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. Título em inglês: Standardized measurement to evaluation of intangibles organizationals by means of item response theory. 1. Administração - Capital intelectual 2. Ciências Contábeis - Ativos intangíveis 3. Psicometria - Teoria da resposta ao item..

(4) Vera do Carmo Comparsi de Vargas. MEDIDA PADRONIZADA PARA AVALIAÇÃO DE INTANGÍVEIS ORGANIZACIONAIS POR MEIO DA TEORIA DA RESPOSTA AO ITEM. Esta tese foi julgada adequada e aprovada para a obtenção do título de Doutor em Engenharia de Produção no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina.. Florianópolis, 26 de junho de 2007.. Prof. Antônio Sérgio Coelho, Dr. Coordenador do Curso. BANCA EXAMINADORA. Prof. Paulo Maurício Selig, Dr. Orientador – UFSC. Profa. Lucila Maria de Souza Campos, Dra. Moderadora – UNIVALI. Prof. Dalton Francisco de Andrade, PhD. Co-orientador – UFSC. Profa. Maria Thereza Pompa Antunes, Dra. MACKENZIE. Prof. Antonio Cezar Bornia, Dr. UFSC. Prof. José Luis Duarte Ribeiro, Dr. UFRGS.

(5) Aos meus pais Antonio Vargas (in memoriam) e Glória Maria Comparsi de Vargas..

(6) AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – por esta oportunidade de experiência de vida concedendo-me tudo o que foi necessário para o êxito deste trabalho. Enumerar todos que contribuíram para o meu crescimento pessoal e acadêmico seria impossível neste momento, porém creio na justiça e providência divina que recompensará cada pessoa pelo bem que fez. No entanto, não poderia deixar de falar especialmente em algumas. Meus pais, Antonio Vargas (in memoriam) e Glória Maria Comparsi, os primeiros visionários que proporcionaram os meios e incentivos aos estudos e demonstraram total confiança nos meus empreendimentos. Minhas irmãs, Verônica e Vandrieli Vargas e meu irmão Alécio José Vargas que sempre me animaram e estiveram torcendo por mim. Minha sobrinha e afiliada Viviane Vargas Berwaldet pelo carinho e compreensão nas minhas ausências em datas importantes de sua infância. Meu orientador, prof. Paulo Maurício Selig, pelo carinho, amizade e confiança demonstrados no transcorrer desses anos de orientação. Meu co-orientador, prof. Dalton Francisco de Andrade – um declarado apaixonado pela Teoria da Resposta ao Item –, grande incentivador e animador nessa trajetória. Colegas do curso, em especial, ao grande e prestativo amigo, Rivalino Matias Júnior que, desde as primeiras e vagas idéias que eu tinha sobre o capital intelectual, foi um incentivador permanente ajudando-me superar as dificuldades que surgiram no percurso, com muito conhecimento e sabedoria. Amigas Maria Helena Romero, Lourdes Webber, Luciene Marim, Jussara Rossato, Daniela Tonkelski, Maria Aparecida Rosso, Michele Giongo, Ângela Correa, e amigos Frei Felix Stolf, Frei Moacir Busarello e Valdir Marques, pelo carinho, amizade, orações, estímulos e energia positiva. Pessoas das empresas que colaboraram nas análises dos itens, teste piloto e no levantamento de dados, desde as que receberam os e-mails e os encaminharam, até aquelas que responderam ao questionário, colaboração imprescindível para a realização deste trabalho. Universidade Federal de Santa Catariana, em especial o PPGEP, a equipe do GAV e professores do departamento de administração que contribuiram na melhoria do questionário. Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões de São Luiz Gonzaga – RS – por conceder-me a dedicação exclusiva para os estudos..

(7) RESUMO VARGAS, Vera do Carmo C. de. Medida padronizada para avaliação de intangíveis organizacionais por meio da teoria da resposta ao item. 2007. 207 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2007. O problema de pesquisa trata de como realizar a avaliação dos intangíveis de modo padronizado, possibilitando considerar as diferentes características que oferecem vantagens competitivas às empresas. A pesquisa desenvolve um modelo para avaliação dos intangíveis, criando-se uma medida padronizada com o suporte da Teoria da Resposta ao Item (TRI). A medida estabelecida serve tanto aos gestores internos das organizações quanto aos seus stakeholders, permitindo conhecer os intangíveis da empresa e acompanhar a evolução de sua performance. A pesquisa bibliográfica no campo dos intangíveis, abrangendo as definições, classificações, métodos de avaliação e medição, indicadores e relatórios de divulgação, fornece suporte para a composição do modelo conceitual. A implementação da primeira fase do modelo é realizada por meio de um levantamento por amostragem, junto a 203 empresas associadas à Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), utilizando um conjunto de itens estruturado, produzido para o processo de desenvolvimento do capital humano (DCH). O conjunto de itens demonstra as propriedades de validade e confiabilidade e os pressupostos de unidimensionalidade e independência local. Os dados levantados permitem a criação da Escala de Medida de Performance nos Intangíveis – EMPI – com significados gerenciais para avaliação e conhecimento dos intangíveis em quatro níveis. O desenvolvimento das fases subseqüentes do modelo, abrangendo as categorias conceituais dos intangíveis, proporcionará a interpretação gerencial para os níveis da EMPI, formando um banco de itens. O banco de itens facilitará a avaliação por meio de medidas padronizadas e confiáveis tanto para os intangíveis quanto para as performances organizacionais. Palavras-chave: Avaliação de performance, ativos intangíveis, capital intelectual, medição dos intangíveis, teoria da resposta ao item..

(8) ABSTRACT VARGAS, Vera do Carmo C. de. Standardized measurement to evaluation of intangibles organizationals by means of item response theory. 2007. 207 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2007. The problem of research concerns how to carry out the evaluation of intangibles in a standard way, allowing considering the different characteristics that offer competitive advantages to the companies. The proposal is to develop a model to evaluate intangibles, thus providing a standardized measurement supported by Item Response Theory (IRT). The established measurement can be used not only by internal managers but also by stakeholders, allowing to know the intangibles of the company and following the evolution of its performance. The bibliography research in the intellectual capital area provides basis for the composition of the conceptual model, including the definitions, classifications, evaluation and measurement methods, indicators and disclosure reports. The implementation of the model’s first phase is carried out through a survey, together with 203 companhies associated with Federation of Industries of the State of Santa Catarina (FIESC), using a structured item set produced to the human capital development. The item set demonstrate validity and reliability properties and the unidimensionality and local independence assumptions. The collected data allows the creation of the Scale for Performance’s Measurement of Intangibles – EMPI – with management meanings to the intangible evaluation and knowledge in four levels. The development of the subsequent phases of the model will provide an interpretation in terms of management for EMPI’s levels, including the categories of intangibles, thus forming an item bank. The item bank will facilitate the evaluation by standard and reliable measurement not only to the intangible but also to the organizational performances. Keywords: Performance valuation, intangible assets, intellectual capital, intangible measurement, item response theory.

(9) LISTA DE FIGURAS Figura 2.1 – Representação dos ativos físicos e intangíveis na empresa .................................33 Figura 2.2 – Processo de gerenciamento do CH....................................................................... 60 Figura 3.1 – Ilustração da medida e seus parâmetros de validade e fidedignidade..................72 Figura 3.2 – Curva Característica do Item – CCI ..................................................................... 76 Figura 3.3 – Três CCIs com a mesma discriminação e diferentes níveis de dificuldade ......... 77 Figura 3.4 – Três CCIs com a mesma dificuldade e com diferentes níveis de discriminação . 78 Figura 3.5 – Curva Característica do Item - CCI...................................................................... 81 Figura 3.6 – Função de Resposta ao Item de três itens no ML2 ..............................................83 Figura 3.7 – Funções de Resposta aos Itens e Funções de Informações dos Itens no ML2 para três itens............................................................................................................................ 84 Figura 3.8 – Funções de Informação e Erro Padrão de Medida para três itens no ML2 ..........85 Figura 3.9 – Representação gráfica dos modelos de resposta gradual e escala gradual........... 88 Figura 3.10 – Seis casos ilustrativos de equalização ................................................................ 93 Figura 3.11 – Sistematização para a construção de um instrumento de medida .................... 107 Figura 4.1 – Modelo conceitual de avaliação de intangíveis.................................................. 112 Figura 4.2 – Modelo de avaliação de intangíveis ................................................................... 116 Figura 4.3 – Representação visual da equalização para o modelo de avaliação dos intangíveis ........................................................................................................................................ 118 Figura 4.4 – Delimitação conceitual da aplicação.................................................................. 120 Figura 4.5 – Ramos de negócios da amostra .......................................................................... 128 Figura 4.6 – Função de Informação do Teste (FIT – linha contínua) e Erro Padrão de Medida (EPM – linha pontilhada) ............................................................................................... 132 Figura 4.7 – Histograma da percentagem de empresas em cada nível da EMPI....................137 Figura 4.8 – Percentagem de empresas que apresentam as práticas nos diferentes níveis de performance .................................................................................................................... 138 Figura 4.9 – Localização das empresas na EMPI de acordo com a classificação em MPMG139 Figura 4.10 – Formação dos colaboradores em percentuais de empresas nos níveis da EMPI ........................................................................................................................................ 143 Figura 4.11 – Funções do principal responsável pela área de RH ou GP nas empresas, de acordo com os níveis da EMPI ....................................................................................... 144 Figura 5.1 – Níveis interpretados da EMPI ............................................................................153 Figura 5.2 – Classificação das empresas por tamanho e sua localização na EMPI................ 154 Figura 5.3 – Grau de escolaridade dos colaboradores na EMPI............................................. 155 Figura 5.4 – Exemplos de empresas e sua localização na EMPI............................................ 156 Figura 5.5 – Interpretação da EMPI e localização das empresas ........................................... 159.

(10) LISTA DE QUADROS Quadro 2.1 – Conceitos e definições atribuídas aos intangíveis e seus respectivos autores .... 33 Quadro 2.2 – Fatores que compõem os intangíveis.................................................................. 34 Quadro 2.3 – Classificação mais comumente utilizada para os intangíveis............................. 35 Quadro 2.4 – Alguns métodos classificados em DIC, MCM, ROA, SC e MS ........................ 39 Quadro 2.5 – Método para avaliação dos intangíveis de Andriessen (2004b) ......................... 51 Quadro 2.6 – Definições para CH e seus respectivos autores .................................................. 59 Quadro 2.7 – Comparação entre treinamento, desenvolvimento profissional e formação profissional ....................................................................................................................... 62 Quadro 2.8 – Definições para treinamento............................................................................... 62 Quadro 2.9 – Definições para desenvolvimento profissional................................................... 63 Quadro 2.10 – Definições para formação profissional / educação ...........................................63 Quadro 2.11 – Etapas do processo de TD&E........................................................................... 64 Quadro 2.12 – Passos do processo de TD&E........................................................................... 64 Quadro 3.1 – Comparativo TCT e TRI .................................................................................... 75 Quadro 3.2 – Modelos matemáticos para uma única população .............................................. 79 Quadro 3.3 – Características dos modelos para itens não dicotômicos e seus respectivos autores............................................................................................................................... 87 Quadro 3.4 – Métodos de estimação e seus autores .................................................................91 Quadro 3.5 – Diferentes tipos de equalização .......................................................................... 94 Quadro 3.6 – Diferentes problemas de estimação ....................................................................94 Quadro 3.7 – Programas apropriados para análises da TRI e suas características ................... 98 Quadro 3.8 – Passos para demonstrar a validade de conteúdo............................................... 101 Quadro 3.9 – Categorias da taxonomia do domínio cognitivo e suas descrições................... 102 Quadro 3.10 – Critérios ou regras para a elaboração dos itens ..............................................106 Quadro 3.11 – Conceitos de população e amostra ................................................................. 107 Quadro 4.1 – Sistematização da primeira fase do modelo de avaliação dos intangíveis .......117 Quadro 4.2 – Definições constitutivas para o DCH ............................................................... 122 Quadro 4.3 – Critérios para elaboração do conjunto de itens................................................. 124 Quadro 4.4 – Municípios de origem das empresas componentes da pesquisa ....................... 127 Quadro 4.5 – Itens âncoras ..................................................................................................... 134 Quadro 4.6 – Itens quase âncoras ........................................................................................... 135 Quadro 4.7 – Performance ao nível 500 da EMPI, os tópicos conceituais e a taxonomia .....135 Quadro 4.8 – Performance ao nível 550 da EMPI, os tópicos conceituais e a taxonomia .....135 Quadro 4.9 – Performance ao nível 600 da EMPI, os tópicos conceituais e a taxonomia .....136 Quadro 4.10 – Performance ao nível 650 da EMPI, os tópicos conceituais e a taxonomia ...136 Quadro 4.11 – Distribuição dos itens conforme os conceitos e os níveis de performance ....136 Quadro 4.12 – Distribuição dos itens de acordo com a taxonomia e os níveis de performance ........................................................................................................................................ 137 Quadro 5.1 – Níveis interpretados da EMPI .......................................................................... 151 Quadro 5.2 – Perfil de empresas localizadas na EMPI .......................................................... 156 Quadro 5.3 – A espiral de criação do conhecimento e o modelo de avaliação de intangíveis ........................................................................................................................................ 159 Quadro 5.4 – Exemplos de indicadores de CH sugeridos na literatura .................................. 161 Quadro 5.5 – Exemplos de indicadores financeiros para os intangíveis ................................ 163.

(11) LISTA DE TABELAS Tabela 4.1 – Distribuição dos itens por tópicos conceituais e processos cognitivos .............125 Tabela 4.2 – População alvo................................................................................................... 126 Tabela 4.3 – Composição da amostra..................................................................................... 126 Tabela 4.4 – Idade das empresas em anos .............................................................................. 127 Tabela 4.5 – Colaboradores trabalhando nas empresas.......................................................... 128 Tabela 4.6 – Exemplo de item âncora .................................................................................... 133 Tabela 4.7 – Exemplo de item quase âncora .......................................................................... 133 Tabela 4.8 – Percentagem de empresas por níveis na EMPI e classificação MPMG ............140 Tabela 4.9 – Estatísticas básicas para o tempo, em anos de atuação no ramo de negócio, para os níveis da EMPI........................................................................................................... 140 Tabela 4.10 – Percentagem de empresas em cada nível da EMPI por anos de atuação no seu ramo de negócio.............................................................................................................. 141 Tabela 4.11 – Percentagens de empresas distribuídas nos níveis da EMPI por áreas de negócios .......................................................................................................................... 142 Tabela 4.12 – % de empresas por grau de escolaridade em cada nível da EMPI...................143.

(12) ABREVIATURAS E SIGLAS AE BSC CAT CC CCI CH CI CO CV DCH DIC EM EMPI EPM FII FIT FRI FRO FRT GP HVA. Alinhamento estratégico Balanced Scorecard Computer Adaptive Testing Capital de Cliente Curva Característica do Item Capital Humano Capital Intelectual Capital Organizacional Criação de Valor Desenvolvimento do Capital Humano Direct Intellectual Capital Methods E – Esperança e M – Maximização Escala de Medida de Performance nos Intangíveis Erro Padrão de Medida Função de Informação do Item Função de Informação do Teste Função de Resposta ao Item Função de Resposta a Opção Função de Resposta do Teste Gestão de Pessoas Holistic Value Approach. IVMTM MCM MEG ML1 ML2 ML3 MPMG MRG MS PI P&D PNQ RD ROA SAEB SARESP SC SM T&D. Inclusive Value Management Market Capitalization Methods Modelo de Escala Gradual Modelo Logístico de 1 Parâmetro Modelo Logístico de 2 Parâmetros Modelo Logístico de 3 Parâmetros Micro, Pequena, Média e Grande empresas Modelo de Resposta Gradual Proper Measurement Systems Performance nos Intangíveis Pesquisa e Desenvolvimento Prêmio Nacional de Qualidade Relatório para Divulgação Return on Assets Methods Sistema Nacional de Ensino Básico Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo Scorecard Methods Sistemas de Medição Treinamento e Desenvolvimento.

(13) TCT TD&D TI TRI. Teoria Clássica dos Testes Treinamento, Desenvolvimento e Educação Tecnologia da Informação Teoria da Resposta ao Item.

(14) SUMÁRIO CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO........................................................................................................................ 16 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO .............................................................................................. 16 1.2 PROBLEMA .................................................................................................................. 17 1.3 OBJETIVOS................................................................................................................... 20 1.4 JUSTIFICATIVA ........................................................................................................... 20 1.4.1 Relevância ............................................................................................................... 22 1.4.2 Ineditismo ................................................................................................................ 25 1.4.3 Escopo do trabalho .................................................................................................. 27 1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO ................................................................................... 29 CAPÍTULO 2 INTANGÍVEIS......................................................................................................................... 31 2.1 CONCEITOS PARA OS INTANGÍVEIS ..................................................................... 31 2.2 ESTRUTURAS OU COMPONENTES DOS INTANGÍVEIS...................................... 34 2.3 MÉTODOS PARA MEDIR OS INTANGÍVEIS........................................................... 37 2.3.1 Balanced scorecard ................................................................................................. 40 2.3.2 Holistic Value Approach ......................................................................................... 42 2.3.3 Intellectual capital audit.......................................................................................... 44 2.3.4 Inclusive Value MethodologyTM............................................................................... 45 2.3.5 Intellectual capital benchmarking system ............................................................... 47 2.3.6 Weightlees wealth tool kit........................................................................................ 49 2.4 INDICADORES ............................................................................................................. 51 2.5 RELATÓRIO PARA DIVULGAÇÃO DOS INTANGÍVEIS....................................... 54 2.6 CAPITAL HUMANO - CH ........................................................................................... 58 2.6.1 Valor agregado pelo CH .......................................................................................... 59 2.7 SÍNTESE DO CAPÍTULO.............................................................................................65 CAPÍTULO 3 CONCEITOS DA TEORIA CLÁSSICA DOS TESTES......................................................... 68 E DA TEORIA DA RESPOSTA AO ITEM ............................................................................68 3.1 CONCEITOS DE MEDIÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS.............................................69 3.2 TEORIA DA RESPOSTA AO ITEM - TRI .................................................................. 73 3.2.1 Histórico da TRI ...................................................................................................... 73 3.2.2 Vantagens da TRI relativas a TCT .......................................................................... 74 3.3 CONCEITOS DA TRI ...................................................................................................75 3.4 ESTRUTURAS E MODELOS.......................................................................................78 3.4.1 Itens dicotômicos: Modelos..................................................................................... 79 3.4.2 Itens não dicotômicos (politômicos) .......................................................................86 3.5 ESTIMAÇÃO................................................................................................................. 90 3.6 EQUALIZAÇÃO ........................................................................................................... 92 3.7 ESCALA DE MEDIDA DE PERFORMANCE NOS INTANGÍVEIS - EMPI ............ 95 3.8 CONJUNTOS DE ITENS ADAPTADOS POR COMPUTADOR ............................... 97 3.8.1 Banco de itens.......................................................................................................... 97 3.8.2 A lógica do CAT ..................................................................................................... 98 3.9 SOFTWARES UTILIZADOS NA TRI ......................................................................... 98 3.10 ELABORAÇÃO DO CONJUNTO DE ITENS ........................................................... 99 3.10.1 Confiabilidade ........................................................................................................... 99 3.10.2 Validade................................................................................................................... 100 3.10.3 Sistematização dos procedimentos para elaborar um conjunto de itens.............. 104.

(15) 3.11 COLETA DE DADOS ...............................................................................................107 3.12 SÍNTESE DO CAPÍTULO.........................................................................................108 CAPÍTULO 4 CRIAÇÃO DO MODELO DE AVALIAÇÃO DE INTANGÍVEIS ..................................... 111 4.1 MODELO CONCEITUAL ..........................................................................................111 4.1.1 Representação do modelo...................................................................................... 115 4.2 IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO PARA AVALIAR INTANGÍVEIS – PRIMEIRA FASE .................................................................................................................................. 119 4.2.1 Sistematização da primeira fase do modelo para avaliar os intangíveis................121 4.3 ANÁLISE DOS ITENS................................................................................................129 4.3.1 Avaliação da qualidade do instrumento e análise dos itens................................... 129 4.3.2 Estimação dos parâmetros dos itens ......................................................................130 4.3.3 Função de Informação do Item - FII...................................................................... 131 4.3.5 Construção da escala de medida de performance nos intangíveis – EMPI ou escala de conhecimento ............................................................................................................. 132 4.3.6 Localização das empresas na EMPI ...................................................................... 137 4.4 SÍNTESE DO CAPÍTULO...........................................................................................144 CAPÍTULO 5 CRIAÇÃO DE CONHECIMENTO EM INTANGÍVEIS ORGANIZACIONAIS ............... 148 5.1 CONHECIMENTO GERADO ....................................................................................148 5.2 CONTINUAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DO MODELO (FUTUROS TRABALHOS)...................................................................................................................160 5.3 DIMENSIONALIDADE ..............................................................................................162 5.4 SÍNTESE DO CAPÍTULO...........................................................................................164 CAPÍTULO 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................166 6.1 RESULTADOS OBTIDOS..........................................................................................166 6.2 DIFICULDADES ENCONTRADAS .......................................................................... 168 6.2.1 Limitação no escopo de aplicação ......................................................................... 168 6.2.2 Construção do conjunto de itens............................................................................ 168 6.2.3 Teste piloto ............................................................................................................ 169 6.2.4 Levantamento de dados ......................................................................................... 170 6.2.5 Escala de medida de performance nos intangíveis - EMPI ................................... 170 6.3 TRABALHOS FUTUROS ...........................................................................................171 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................... 174 APÊNDICE A – Conjunto de itens utilizado para o levantamento dos dados ....................... 185 APÊNDICE C – Correlações bisseriais.................................................................................. 189 APÊNDICE D – Parâmetros a e b dos itens........................................................................... 190 APÊNDICE E – Curvas Características dos Itens.................................................................. 191 APÊNDICE F – Funções de Informação dos Itens ................................................................ 196 APÊNDICE G – Parâmetros a e b e as probabilidades acumuladas na escala (500, 50) ....... 205 APÊNDICE H – Empresas localizadas em cada um dos níveis da escala de performance ... 206.

(16) ______________________________________________________________CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO As mudanças econômicas das últimas décadas têm gerado uma sociedade em que o principal recurso é o conhecimento. Neste modelo social, a fonte de riqueza deixou de se concentrar essencialmente nos fatores econômicos representados por ativos físicos como: terra, dinheiro, máquinas etc. e passou a reconhecer o valor de outros elementos intangíveis, como habilidades e conhecimento dos empregados, capacidade de inovação, administração de processos internos, valores e normas coletivos da organização, redes de relacionamentos, carteira de clientes, pesquisa e desenvolvimento, tecnologia, marcas, patentes, franquias etc. Os elementos intangíveis têm sido denominados na literatura de capital intelectual (CI), ativos intangíveis, ativos de conhecimento, recursos intangíveis ou simplesmente intangíveis. O termo capital intelectual tem sido usado por autores como Stewart, Edvinsson e Malone, Klein, Bontis, Pike e Roos. Outros pesquisadores do campo, como Sveiby, Lev, Brooking e Motta, utilizam ativos intangíveis para denominar o valor de mercado não explicado pelo patrimônio visível de uma empresa. Andriessen (2004b) argumentou sobre as expressões que compõem os termos “capital intelectual” e “ativos intangíveis” e optou por designá-los de recursos intangíveis. O que se verifica na literatura é que os termos têm sido usados como sinônimos, dependendo do perfil do pesquisador. Neste trabalho, adota-se a denominação de intangíveis, por entender que essa palavra caracteriza melhor a situação em estudo, ou seja, aquilo que contribui para aumentar o valor ou a importância de uma organização, mas que não pode ser diretamente medido. O primeiro a usar o termo capital intelectual foi o economista Galbraith em 1969, segundo Andriessen (2004b). De acordo com Stewart, em 1958 este termo já tinha sido empregado para explicar a avaliação do mercado para as ações de pequenas empresas voltadas para atividades científicas. Para essas organizações, o elemento mais importante talvez fosse seus intangíveis. Na imprensa de negócios, o primeiro artigo sobre capital intelectual foi publicado por Stewart em 1991. Desde então, inúmeras publicações têm abordado esse tema, visto que o valor de certas empresas bem sucedidas no mercado de ações tem sido elevado, podendo ser.

(17) 17. bem mais alto que o valor dos ativos apresentados nos relatórios financeiros (STEWART, 2002). Na exposição tratando sobre os recursos intangíveis, Andriessen (2004b) declarou que o problema é que eles são intangíveis. O termo “intangível”, segundo Houaiss (2001), significa “que não se pode tanger, tocar, pegar; intocável; não perceptível pelo tato; impalpável, incorpóreo; que não é suficientemente claro ou definido para ser percebido ou entendido; que elude a percepção ou o entendimento”. Alguns trabalhos empíricos, como os de Bontis (1998), Bontis, Keow e Richardson (2000), Bontis (2004) e Wang e Chang (2005), procuraram demonstrar as relações existentes entre diferentes construtos dos intangíveis com o desempenho organizacional. Os construtos são manifestações da realidade observadas indiretamente por meio de outras variáveis que podem ser observadas e que estejam relacionadas ao assunto de interesse a ser medido (PASQUALI, 1997). Isto é, os intangíveis são resultantes de diversos fatores que contribuem para elevar o valor das empresas, caracterizando um construto. Por exemplo, a satisfação dos consumidores é uma variável observável que pode ser medida e está relacionada com os intangíveis, porém não é a única responsável por uma melhor performance organizacional. 1.2 PROBLEMA O problema real com os intangíveis encontra-se na complexidade de sua avaliação (BONTIS, 1998). Muitos estudos tentam conceituar os intangíveis, mas poucos (BONTIS e FITZ-ENZ, 2002; BONTIS et al., 2002) adotam uma perspectiva prescritiva que habilitaria esclarecer como administrar uma estratégia bem sucedida desses intangíveis para a empresa e como eles se relacionam com seu desempenho. Porém, isso requer um mecanismo de medição valioso e exeqüível (MARQUÉS; SIMÓN, 2003). As concepções para medir os intangíveis têm mostrado uma extensão de objetivos e áreas comuns criando um conjunto de métricas genéricas e uniformes que tem apresentado uma finalidade evasiva. Se os intangíveis são usados como um componente de discurso da empresa para mobilizar mudança, não há necessidade de um esquema exaustivo e de classificação exclusiva. Porém, se a tarefa é entender a importância dos intangíveis como parte de um modelo do negócio ou função de produção, definições rigorosas são indispensáveis (GRASENICK; LOW, 2004)..

(18) 18. Se os leitores confiam nas divulgações e as companhias as fazem com segurança, então elas terão que fazer de modo a evitar ambigüidades. Isto significa que expressões mal definidas e uso de indicadores determinados flexivelmente não serão aceitáveis. As estimativas de desempenho obtidas por meio de indicadores mais simples são consentidas nas operações internas da companhia, mas manter esta visão é aumentar o custo indireto da mensuração mais propriamente que reduzi-lo (PIKE; ROOS, 2004a). Uma ferramenta desenvolvida de uma definição conceitual bem delimitada dos intangíveis, a qual pode ser usada para coletar informações e descobrir o grau para o qual as empresas estão interessadas na administração dos intangíveis é essencial (BONTIS, 1998; ANDRIESSEN, 2004b). A falha em medir e registrar os intangíveis pode conduzir a má alocação de capital, sub investimento em áreas importantes, gerar atividades como treinamento e relatórios de renda irreais (MARQUÉS; SIMÓN, 2003). Andriessen (2004b) concluiu que os intangíveis ainda são muito surpreendentes nas organizações, mesmo atribuindo números a eles. Ele constatou que é difícil a gerência levar a sério uma administração apropriada de intangíveis como conhecimento, propriedade intelectual ou marcas. Na opinião do autor, a pesquisa nesse campo deveria desenvolver e testar métodos que elevem a consciência sobre a importância vital dos intangíveis. A meta seria garantir que finalmente os administradores comecem a dar significado aos seus intangíveis (ANDRIESSEN, 2004b). Stewart já alertava para a dificuldade de “tentar identificar e gerenciar os ativos baseados no conhecimento” (STEWART, 1998, p. 52). Na opinião dele, as empresas perdem grandes quantias de dinheiro não aproveitando as oportunidades de explorar suas idéias e elevando os custos com a negligência em “entender como e porque os ativos intelectuais deixaram de ser gerenciados” (STEWART, 1998, p.52). Para Edvinsson e Malone (1998), a “falta de experiências práticas na descoberta e na visualização dos intangíveis atinge todos os acionistas e investidores” (p.7). A carência de informações para mudanças que transformam o negócio leva a economia e a sociedade em geral terem prejuízos como: “desemprego, menor produtividade e competitividade nacional reduzida. Uma economia que não consegue medir adequadamente seu valor não consegue distribuir seus recursos de maneira precisa nem remunerar adequadamente seus cidadãos” (p.7)..

(19) 19. Muito dos esforços têm se concentrado na proposição de métodos, bem como de indicadores, para avaliar e ou medir os intangíveis. O desenvolvimento de conceitos para consolidar a importância dos intangíveis também tem sido escopo dos trabalhos publicados. Essas pesquisas convergem no sentido de proporcionar maior confiança nos sistemas de gestão e divulgação dos intangíveis. Uma tendência nos trabalhos publicados tem sido a adoção de um enfoque para realçar as vantagens competitivas que distinguem as empresas e que lhes proporcionam um diferencial no mercado. Por outro lado, há também a necessidade de se estabelecer um padrão de medição ou benchmarking. Em ambas tendências, é imprescindível demonstrar a criação de valor pelos intangíveis e, de modo confiável, sustentar a tomada de decisões por gestores e a divulgação de resultados para os stakeholders (todas as pessoas interessadas no desempenho da empresa, como acionistas, sócios, parceiros, funcionários, fornecedores e outros grupos ou comunidades ligados à empresa). Durante a revisão da literatura, também se verificou que tanto os métodos sugeridos quanto os indicadores integrantes dos modelos ou sistemas para avaliação e divulgação dos intangíveis não possibilitam fazer comparações padronizadas e confiáveis entre diferentes intangíveis, levando-se em consideração que são exatamente esses que caracterizam as particularidades do negócio dando vantagens competitivas às empresas e tornando-as sustentáveis no mercado. O que se tem observado é que os resultados das avaliações obtidas por meio de indicadores não financeiros dependem do particular conjunto de indicadores (itens) considerados. Desse modo, as análises e as interpretações estão sempre associadas aos indicadores tomados no conjunto como um todo, porque dependem fundamentalmente do conjunto de itens e das empresas inspecionadas. Com essas observações resume-se a problemática para o presente trabalho na seguinte questão: como realizar a avaliação dos intangíveis de modo que seja possível atender tanto o objetivo de se ter um padrão de medição como também contemplar as características que oferecem vantagem competitiva às empresas? Nesse sentido, o presente trabalho propõe desenvolver um modelo de avaliação que possibilite, tanto aos gestores internos quanto aos stakeholders, conhecer a realidade da empresa e acompanhar a evolução da sua performance nos intangíveis, por meio de uma escala de medida padronizada, estabelecida com a Teoria da Resposta ao Item (TRI)..

(20) 20. A Teoria da Resposta ao Item (TRI) é uma teoria de medida que pode ser empregada para se estabelecer qualquer medição, a partir de um conjunto de atributos relacionados com o que se pretende medir. Assim, por meio dos modelos matemáticos da TRI, é possível criar uma escala de medida padronizada que possibilita fazer comparações entre diferentes tipos de intangíveis e diferentes empresas, com a garantia de que ambos estejam na mesma unidade de medida. Portanto, a TRI atende a necessidade levantada no problema de pesquisa porque, por estarem na mesma unidade de medida, tanto os intangíveis quanto as empresas, pode-se verificar onde cada empresa se localiza na escala e, assim, constatar quais os intangíveis que a mesma possui. A escala permite conhecer quais são os intangíveis comuns às empresas e quais os intangíveis que as distinguem no mercado e lhes dão vantagem competitiva. Além disso, é possível, constantemente, inserir novos itens de intangíveis e novas empresas a um banco de itens, garantindo-se que estejam na mesma unidade de medição padronizada. 1.3 OBJETIVOS O objetivo geral proposto para este trabalho é desenvolver um modelo para a avaliação dos intangíveis organizacionais criando-se uma medida padronizada com suporte da Teoria da Resposta ao Item (TRI). O desenvolvimento do modelo proposto possibilitará estimar os parâmetros dos itens e das performances para se estabelecer a escala de medição. Com os parâmetros dos itens, localizar os intangíveis e com os parâmetros das performances, localizar as empresas e assim, obter novos conhecimentos sobre os intangíveis e sobre as empresas, para auxiliar aos gestores e aos demais stakeholders na sua gestão e avaliação. Os parâmetros estimados, tanto de itens quanto de performances, constituem um banco de itens, possibilitando criar indicadores apropriados e informativos para avaliação dos intangíveis. 1.4 JUSTIFICATIVA O sistema de demonstrações contábeis é eficiente para análises dos ativos físicos de modo que atende às necessidades dos gestores, governos, investidores e da sociedade em geral no controle do capital representado por bens tangíveis. No entanto, com as características atuais dos intangíveis, percebe-se que ainda não há uma forma para administrar, mensurar e divulgar que atenda os interesses econômico, fiscal e social (LEV, 2001). Esta situação tornou-se aparente com a elevação do valor das empresas de alta tecnologia, como as empresas virtuais.

(21) 21. chamadas companhias ponto-com no final da década de 90. A valoração pelo mercado financeiro também tem sido percebida nas multinacionais, nas grandes empresas de consultoria e de propaganda, nas detentoras de marcas famosas e grifes franqueadas, onde os valores investidos em ativos tangíveis estão muito aquém da valoração da empresa. A preocupação é que disparidades deste tipo tenham a capacidade de desequilibrar o processo de trabalho do mercado de capital. Para evitar que isto ocorra, necessitam-se identificar alguns meios para divulgação dos intangíveis para o mercado (ROSLENDER; FINCHAM, 2004; BUKH, 2003). Pesquisadores e grupos de especialistas têm buscado soluções abrangentes. O Conselho de Normas da Contabilidade Financeira - FASB lançou um comitê para inspecionar questões da contabilidade. O Conselho de Normas de Contabilidade Internacional - IASB tem explorado o assunto juntamente com o Conselho de Normas da Contabilidade da Austrália - AASB. Outras iniciativas, como as da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) e da União Européia (UE), têm promovido simpósios e fóruns para o debate sobre a criação de valor nos setores público e privado na economia do conhecimento. Junto a essas iniciativas, também se tem fomentado projetos como PRISM (publicação de resultados de pesquisas para uma conferência especial em Londres), MERITUM (medindo intangíveis para entender e melhorar administração da inovação), MAGIC (medindo e contabilizandos intangíveis), os quais exemplificam a proliferação de movimentos a favor das atividades de mensuração, avaliação e divulgação dos intangíveis (MARTIN, 2004). A constatação do surgimento de problemas por falta de conhecimento e incerteza na seleção de ações e decisões de alocação de ativos devido às limitações das fontes de informações de domínio público foi agravada pelo aumento dos componentes intangíveis nos preços das ações. Um estudo com administradores de fundos, no Reino Unido, tratando dessas questões revelou a natureza da agenda de informação privada dos gestores de empresas com relação aos intangíveis e as conexões dinâmicas entre as variáveis no processo de criação de valor. Combinando a informação privada com as fontes públicas, criaram-se vantagens de aprendizagem e conhecimento que representam um papel central na concepção de ganhos, perdas e riscos das empresas, na percepção dos administradores de fundos. A vantagem de conhecimento e a concepção antecipada estimulam variáveis de desempenho futuro da empresa e, conseqüentemente, seu valor. O estudo também forneceu algum insight em como surge a diferença entre o valor contábil e o valor de mercado e o papel especial da informação.

(22) 22. em intangíveis na avaliação de uma empresa. A informação privada, a vantagem de conhecimento e a concepção antecipada foram também dados chave para controle de riscos em carteiras de valores e alocação de ativos pelos administradores de fundos (HOLLAND, 2006) Devido às características do atual contexto econômico, marcadas pelo dinamismo, tem-se a necessidade de constantemente estar criando novas abordagens e indicadores para acompanhar o desempenho dos negócios. O modelo proposto neste trabalho viabiliza realizar comparações entre diferentes tipos de intangíveis e diversos modelos de organizações, desenvolvendo uma unidade de medida que coloca na mesma escala os parâmetros estimados dos itens de intangíveis e das performances das empresas. Com isso, é possível avaliar diferentes tipos de indicadores de intangíveis e, por meio deles, fazer equiparações na performance das empresas (micros, pequenas, médias e grandes para diferentes setores ou áreas de negócios). Além disso, a escala de medição padronizada possibilita que se acompanhe a evolução da performance de uma empresa ao longo do tempo e a inserção de novos itens de intangíveis na mesma unidade de medida estabelecida (ANDRADE; TAVARES; VALLE, 2000; EMBRETSON; REISE, 2000). O significado do termo performance que se assume neste trabalho é o de desempenho. O conjunto de indicadores utilizados para avaliação de desempenho nas empresas é representado por medidas financeiras e não financeiras. O foco do trabalho está nas medidas não financeiras. Isto é, as avaliações resultantes desta proposta não têm uma equivalência para converção em valores monetários. A unidade de medição criada permite que se façam comparações entre intangíveis e entre empresas, porém, no âmbito da escala desenvolvida, com média e desvio padrão próprios estabelecidos com a implementação desta pesquisa, designada para os intangíveis. 1.4.1 Relevância Segundo Andriessen (2004b), na década de 80 o problema de mensurar conhecimento era tratado, em âmbito mais amplo, por um grupo de companhias da Suécia que foi denominado de Konrad. Este grupo consistia de administradores que usavam primeiramente indicadores não financeiros para monitorar e relatar intangíveis. Sveiby relatou seus métodos em 1989. Em 1995, a Skandia, empresa sueca, apresentou o primeiro relatório público em CI. Em 1997, a publicação de diferentes livros, intitulados capital intelectual (EDVINSSON; MALONE,.

(23) 23. 1997; ROOS et al., 1997; STEWART, 1997; SVEIBY,1997) ajudaram criar uma grande comunidade de acadêmicos e práticos no assunto. A partir daí houve uma explosão de atividades, como apresenta a revisão da literatura de Petty e Guthrie (2000), Ayuso (2003), Kaufmann e Schneider (2004) e Roos; Pike e Fernström (2004). Organizações pioneiras que iniciaram na prática de medir seus intangíveis e publicar suas experiências bem sucedidas nesse campo adquiriram um diferencial no mercado e com isso também obtiveram vantagem competitiva, como as empresas da Suécia: Skandia e Celemi (BRENNAN, 2001; GUTHRIE; PETTY, 2000). Os pesquisadores têm investigado quanto estão sendo incrementados os sistemas de mensuração e divulgação dos intangíveis nos diversos empreendimentos e negócios. O exemplo das pioneiras tem sido utilizado como benchmarking para avaliar a importância atribuída a esse tema, por meio dos relatórios publicados, informando o estado dos intangíveis (APRIL; BOSMA; DEDLON, 2003). Pesquisas empíricas com objetivo de verificar a experiência das empresas em divulgar seus intangíveis têm sido realizadas e publicadas. Por exemplo, o estudo conduzido pela Agência de Indústria e Comércio da Dinamarca, no ano de 1998, em dez empresas que operavam na medição dos intangíveis, concluiu que medir e administrar os intangíveis eram importantes para o sucesso de longo prazo da companhia (ENGSTRÖM; WESTNES; WESTNES, 2003). As organizações que mediam e administravam seus intangíveis claramente apresentavam desempenho melhor que as outras. Na Austrália em 1999, uma pesquisa concluiu que as experiências em focar nos intangíveis proporcionaram benefícios nas principais áreas como: melhorias na informação fornecida aos acionistas, favorecendo investimentos; mais informação para auxiliar e guiar a tomada de decisões; suporte e orientação na administração de recursos humanos e administração das relações com clientes. Estes benefícios intensivos em informação, seriam efeito direto do foco em intangíveis, portanto, difícil de logicamente explicar como resultaram da mensuração em uma companhia (ENGSTRÖM; WESTNES; WESTNES, 2003). O nível de desenvolvimento da informação e da divulgação nos relatórios de recursos humanos realizados em seis países (Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Reino Unido, Japão e Coréia do Sul) foi mostrado no estudo de Subbarao e Zeghal em 1997 (ABEYSEKERA; GUTHRIE, 2004b). Alguns trabalhos publicados expuseram as experiências na divulgação dos intangíveis verificadas nas empresas de outros países como: Austrália (GUTHRIE;.

(24) 24. PETTY, 2000), Irlanda (BRENNAN, 2001), Sri Lanka (ABEYSEKERA; GUTHRIE, 2004b), África do Sul (APRIL; BOSMA; DEDLON, 2003), Itália (BOZZOLAN; FAVOTTO; RICCERI, 2003), Brasil e Estados Unidos (KAYO, 2002), Ásia, Europa e Oriente Médio (PABLOS, 2002), Espanha (PABLOS, 2003), Malásia (BONTIS; KEOW; RICHARDSON, 2000) e Taiwan (TSAN; CHANG, 2005). Andriessen (2004b) concluiu que a perspectiva dos intangíveis habilita para exposição e explicação das drásticas mudanças no modo de se comportarem a economia, as companhias individuais e os indivíduos. Na opinião dele, a perspectiva dos intangíveis também é capaz de identificar novos problemas organizacionais e oferecer novas soluções para a administração, conforme assegura o grupo de práticos e pesquisadores que estudam o assunto. A importância do tema tem sido ampliada considerando um escopo macroeconômico. Rembe (1999) referiu-se aos intangíveis como um recurso indispensável para as nações competirem no mundo dos negócios alicerçados em conhecimento. Assim como nos fluxos de investimentos das empresas, os investimentos internacionais serão cada vez mais determinados pelos intangíveis das nações. As estatísticas tradicionais são válidas por si mesmas para comparar nações, diz o pesquisador, porém, hoje apenas estas não são suficientes, haja vista este novo componente. Os investidores devem analisar também os valores relativos aos intangíveis de uma nação e como ele pode ser utilizado para crescimento e lucros futuro (REMBE, 1999). Pasher (1999) questionou se apenas os indicadores econômicos são capazes de fornecer uma avaliação completa e exata dos ativos de um país, bem como a indicação do seu potencial de crescimento futuro. A primeira nação a produzir um relatório de intangíveis foi a Suécia (PASHER, 1999), seguida por Israel (REMBE, 1999) e a Região da Arábia (BONTIS, 2004). Outro exemplo é a publicação dos intangíveis da União Européia (ANDRIESSEN; STAM MBA, 2004). Estas constatações constituíram o primeiro momento no qual se estabeleceu a consciência da importância dos intangíveis para as organizações (MARR; CHATZKEL, 2004). Atualmente, esta área entra numa fase de consolidação após um período no qual predominou a proposição de diversos novos métodos para sua administração ou avaliação (ANDRIESSEN, 2004a). O próximo passo dos pesquisadores e práticos será definir o que se entende ao se referir aos intangíveis. A natureza transdisciplinar deste campo permite que diferentes pessoas, com diversas experiências, falem sobre o assunto (MARR; CHATZKEL, 2004). No próximo estágio, os práticos e os acadêmicos devem demonstrar a relevância dos intangíveis como.

(25) 25. uma disciplina para alcançar metas estratégicas e melhorar o nível de desempenho das organizações. Há necessidade de progredir no entendimento de como o valor pode ser gerado e capturado, usando uma perspectiva de intangíveis bem como o reconhecimento que há múltiplos modos de conhecimento e diferentes modelos de intangíveis (CHATZKEL, 2004). 1.4.2 Ineditismo O ineditismo desta pesquisa pode ser verificado em mais de um aspecto, os quais são: (1) Proposição de um modelo conceitual abrangendo outras categorias relacionadas aos intangíveis para o entendimento de sua estrutura e a complexidade de sua avaliação; (2) Criação de uma escala de medida padronizada que permite fazer a avaliação dos intangíveis; (3) Proposição para criar um banco de itens para avaliação dos intangíveis; (4) Generalização para criar escalas de medidas da performance em outras áreas de avaliação de interesse das organizações e (5) ampliação para um escopo macroeconômico. A revisão dos trabalhos desenvolvidos no campo dos intangíveis tem mostrado a preocupação dos práticos e acadêmicos em propor métodos para avaliação e medição, medidas apropriadas e relatórios para divulgação. Na maior parte desses trabalhos, as categorias para representar os intangíveis são expressas pelos conceitos de: capital humano, capital organizacional e capital de cliente. Neste trabalho, ampliam-se as categorias conceituais abrangendo valores essenciais e estruturas para designar os componentes que contribuem para a complexidade da avaliação dos intangíveis, acrescentando-se às já mencionadas outras quatro. Essas categorias são: o alinhamento estratégico, os sistemas de medição, a criação de valor e o relatório de divulgação. O estudo realizado nos métodos, indicadores e as recomendações para o relatório de divulgação possibilitou estabelecer o conjunto de categorias que auxiliam a compreenção da estrutura conceitual, o conhecimento da realidade dos intangíveis e o acompanhamento de sua evolução nas organizações. Entre os métodos ou sistemas de avaliação e ou medição de intangíveis, não foram encontrados trabalhos que estabeleçam uma medida padronizada que possibilite fazer comparações entre diferentes intangíveis. A escala de avaliação e conhecimento criada em níveis de performance, interpretável para os intangíveis, permite uma medição padronizada, a partir dos parâmetros dos itens e das performances das empresas. As formas de avaliação de desempenho, como por exemplo, o PNQ – Prêmio Nacional de Qualidade: Critérios de Excelência ou o Malcolm Baldrige National Quality Award – Estados Unidos – são voltadas.

(26) 26. para os programas de qualidade. Nesses sistemas de avaliação a escala atinge uma pontuação mínima e máxima. A escala de avaliação produzida nesta pesquisa é ilimitada, permitindo que a evolução da performance nos intangíveis seja acompanhada para níveis continuamente crescentes (ou decrescentes), aspecto este relevante no campo dos intangíveis, já que gradativamente as empresas buscam melhorias nos seus níveis de performance. Outra importante característica da escala gerada neste trabalho refere-se ao fato de que diferentes intangíveis podem ser comparados (por meio de seus parâmetros) possibilitando atualizar a interpretação da escala de medida com a inserção de novos itens de interesse para análise. Essa vantagem vem ao encontro da necessidade das empresas estarem sempre inovando, ou seja, precisa-se de um sistema de avaliação que permita acompanhar a agilidade requerida pela economia do conhecimento sem perder o vínculo histórico da progressão alcançada por cada empresa. A escala criada para avaliação dos intangíveis, à medida que seja implementado o modelo proposto, vai adquirindo mais significado e, conseqüentemente, novos conhecimentos são gerados no campo dos intangíveis. O modelo possibilita que sejam avaliados diferentes tipos de intangíveis de todas e quaisquer organizações. Uma das vantagens da escala é que os parâmetros estimados tanto dos itens de intangíveis quanto das performances empresariais encontram-se na mesma unidade de medida e por isso podem ser comparáveis entre si. O desenvolvimento do modelo gera um banco de itens. O banco de itens é formado por conjuntos de itens calibrados na mesma escala de medida estabelecida. Assim, as empresas que desejam avaliar sua performance nos intangíveis poderão fazer quaisquer comparações, a partir do banco de itens, tanto com relação a outras empresas, como também com relação a sua própria evolução. O banco de itens também possibilita que, a partir de conjuntos reduzidos de itens, selecionados apropriadamente por computador, de acordo com a realidade de cada empresa, se estime a performance nos intangíveis de modo rápido, econômico e confiável. Esta pesquisa não se limita à criação de uma escala que serve unicamente para a medição dos intangíveis organizacionais. A idéia demonstrada com a implementação de uma categoria de intangíveis fornece um embasamento que pode ser aplicado para outros sistemas de avaliação da performance das organizações, que se caracterizam por não possuir um modo de medição direta, como os sistemas de qualidade, os sistemas de gestão ambiental e responsabilidade social e outras áreas de interesse dos gestores e stakeholders. Cada área de interesse constitui.

(27) 27. um construto com definição teórica própria. Assim, a partir do foco conceitual inerente da área, se estabelece uma escala de medida de performance apropriada para os sistemas da qualidade, ou sistemas de gestão ambiental e responsabilidade social aplicando a mesma proposta desenvolvida nesta pesquisa. Por fim, este trabalho pode ser empregado para realizar avaliações macroeconômicas, sejam essas na área dos intangíveis (das nações, regiões, estados, etc) ou outras como, por exemplo, o desenvolvimento sustentável ambiental com a criação de um índice, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), abrangendo os temas propostos na Agenda 21 (Global, Nacional e Local). 1.4.3 Escopo do trabalho 1.4.3.1 Delineamento metodológico Gil (2002) classifica as pesquisas com base em seus objetivos em exploratórias, descritivas e explicativas. De acordo com essa classificação, o presente trabalho possui as características de pesquisa exploratória e descritiva. É exploratória porque busca o aprimoramento de idéias com base na pesquisa bibliográfica dentro do tema dos intangíveis e é descritiva porque procura descrever as características de um fenômeno, utilizando técnicas padronizadas de coleta de dados, no caso desta pesquisa, o conjunto de itens (GIL, 2002). Para as “formas de raciocínio ou de argumentação”, ou seja, “formas de reflexão”, os métodos utilizados pelas ciências são o indutivo e dedutivo (CRUZ; RIBEIRO, 2003 p. 33). De acordo com a conceituação destes métodos, “a indução e a dedução são processos que se complementam (...) Na prática, recorre-se a ambos os instrumentos para demonstrar a verdade das proposições submetidas à análise” (CANNABRAVA apud CRUZ; RIBEIRO, 2003 p.35). O presente estudo é dedutivo porque parte das premissas que: - Os intangíveis são resultados de um fenômeno observado: freqüentemente o valor comercial das empresas tem se apresentado superior ao seu valor contábil. - As organizações são feitas de pessoas, e um negócio, para ser competitivo, depende das habilidades humanas para a criação de valor. Essas competências são fatores não observados.

(28) 28. diretamente de modo objetivo. Para fazer uma avaliação dessas habilidades, é necessário utilizar uma ferramenta apropriada para trabalhar com o traço latente, nesse caso, a TRI. É também uma reflexão indutiva no aspecto que, a partir de um conjunto de variáveis secundárias, se faça a inferência do construto que representa o objeto do estudo. São características indutivas, ainda, as conclusões obtidas nas análises dos parâmetros dos itens e das performances das empresas estimados do conjunto de itens. Outra discussão para o desenvolvimento de uma proposta de investigação refere-se aos métodos quantitativos e qualitativos. Sob esse aspecto, este trabalho se caracteriza como misto por empregar ambos os métodos no seu desenvolvimento. Conforme Minayo, “o conjunto de dados quantitativos e qualitativos (...) não se opõem (...) se complementam, pois a realidade abrangida por eles interage dinamicamente, excluindo qualquer dicotomia” (DESLANDES et al., 1994, p.22). O estudo é quantitativo pelas características dadas em Richardson (1999), quanto ao “emprego da quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas” (p.70). O método quantitativo representa, na visão de Richardson (1999) e na perspectiva deste trabalho, “a intenção de garantir a precisão dos resultados, evitando distorções de análise e interpretação” (p.70). Ainda, o presente estudo utiliza métodos qualitativos “como tentativa de compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas pelos entrevistados” (RICHARDSON, 1999, p. 90), no caso, as empresas. Os significados e características situacionais relacionan-se aos conceitos e classificações atribuídos aos intangíveis. Para confrontar a visão teórica com os dados da realidade, Gil (2002) denomina o modelo conceitual e operativo da pesquisa de delineamento. Assim, Gil (2002) classifica o desenvolvimento da pesquisa, com ênfase nos procedimentos técnicos utilizados, segundo seu delineamento, em dois grupos. O primeiro constituído pela pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental. O segundo grupo composto pela pesquisa experimental, a pesquisa ex-post-facto, o levantamento e o estudo de caso. Neste grupo, conforme Gil (2002), podem também estar incluídas a pesquisa ação e a pesquisa participante. O delineamento do presente estudo envolve a pesquisa bibliográfica e o levantamento por amostragem, por meio de um conjunto de itens..

(29) 29. 1.4.3.2 Delineamento teórico A fundamentação teórica para o embasamento do presente trabalho está limitada no campo dos intangíveis. Mais especificamente, os conceitos, os métodos para avaliação e medição, bem como os indicadores não financeiros e os relatórios de divulgação propostos pela literatura, constituem o marco teórico que sustentam as proposições para o modelo conceitual desenvolvido neste trabalho. A Teoria da Resposta ao Item oferece o suporte para o estabelecimento do modelo de avaliação dos intangíveis e as análises dos dados. A proposição das etapas para o desenvolvimento do conjunto de itens (instrumento de medida ou questionário) segue as orientações práticas de Pasquali (1997, 1998, 2003). Quanto ao tipo de problema tratado no campo dos intangíveis, a proposição do presente trabalho é para ambos os sistemas: interno e externo. No âmbito interno, pretende-se auxiliar os gestores nas tomadas de decisões para a criação de valor na empresa e benchmarking. No externo, fornecer informações ao público para fins de complementar as avaliações financeiras, por meio de uma Escala de Medida de Performance nos Intangíveis - EMPI. No entanto, não possibilita que sejam determinados valores monetários dos intangíveis. A escala criada, em unidade de medição padronizada, estabelece diferentes níveis que podem ser interpretados a partir dos itens que a compõe, gerando conhecimentos nos intangíveis e na performance das empresas. 1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO O presente trabalho está estruturado em seis capítulos. O primeiro capítulo apresenta uma introdução sobre os intangíveis descrevendo o problema e os objetivos propostos para a pesquisa. Traz ainda a justificativa que se subdivide em (a) relevância (b) ineditismo e (c) demarcações metodológicas e teóricas da pesquisa. O segundo capítulo trata dos conceitos, das definições e das classificações dos intangíveis. Relata as pesquisas empíricas que têm sido realizadas para verificar as relações entre os componentes dos intangíveis. Aborda os métodos propostos, os indicadores e o relatório de divulgação. Realiza um aprofundamento na categoria de capital humano contemplando o processo de medição do valor agregado pelos recursos humanos com foco em desenvolvimento. O terceiro capítulo apresenta os conceitos de medição para o construto, com base na Teoria Clássica dos Testes (TCT) e Teoria da.

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