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Redes móveis de produções: os tablets na prática pedagógica

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE EDUCAÇÃO

PROGRAMA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

ANA ELISA DRUMMOND CELESTINO SILVA

REDES MÓVEIS DE PRODUÇÕES:

OS TABLETS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Salvador 2017

(2)

ANA ELISA DRUMMOND CELESTINO SILVA

REDES MÓVEIS DE PRODUÇÕES:

OS TABLETS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia.

Orientador: Prof. Dr. Edvaldo Souza Couto.

Salvador 2017

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SIBI/UFBA/Faculdade de Educação – Biblioteca Anísio Teixeira

Silva, Ana Elisa Drummond Celestino.

Redes móveis de produções : os tablets na prática pedagógica / Ana Elisa Drummond Celestino Silva. – 2017.

220 f. : il.

Orientador: Prof. Dr. Edvaldo Souza Couto.

Tese (doutorado) - Universidade Federal da Bahia. Faculdade de Educação, Salvador, 2017.

1. Tecnologia educacional. 2. Sistemas de comunicação móvel. 3. Tablet (computadores). 4. Inovações educacionais. 5. Prática de ensino. 6. Internet na educação. I. Couto, Edvaldo Souza. II. Universidade Federal da Bahia.

Faculdade de Educação. III. Título.

CDD 371.334 - 23. ed.

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ANA ELISA DRUMMOND CELESTINO SILVA

REDES MÓVEIS DE PRODUÇÕES: OS TABLETS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA. Tese

apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação,

Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Educação, defendida e aprovada em 25 de setembro de 2017, pela banca examinadora:

_________________________________________________________________ Prof. Dr. Edvaldo Souza Couto – Orientador - Universidade Federal da Bahia (UFBA)

_________________________________________________________________ Profª. Drª. Cristiane de Magalhães Porto - Universidade Tiradentes (UNIT)

_________________________________________________________________ Profª. Drª. Mary Valda Souza Sales - Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

_________________________________________________________________ Profª. Drª. Nicia Cristina Rocha Riccio - Universidade Federal da Bahia (UFBA)

_________________________________________________________________ Profª. Drª. Raquel do Rosário Santos - Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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Dedico este trabalho ao meu filho Lucas. Uma bênção de Deus que desde o dia que entrou na minha vida tem me trazido mais luz, inspiração e coragem para seguir em frente, trilhando novos caminhos rumo a um futuro pleno de realizações.

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AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar agradeço a Deus por todas as oportunidades em minha vida.

À minha mãe, Mara, aos meus irmãos Gilberto, Marcus e Walter, e familiares, que sempre acreditaram na minha capacidade.

A meu filho, Lucas, por precisar dividir seu tempo com a minha vida acadêmica.

Ao meu companheiro, que sempre me apoiou e acreditou no meu potencial.

Aos meus amigos, que tiveram paciência e entenderam minhas ausências.

Ao Prof. Dr. Edvaldo Souza Couto, orientador de todas as horas, pela confiança demonstrada, atenção e condução nas orientações.

Aos colegas do Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Tecnologia (GEC), pela colaboração e inteligência coletiva.

Aos professores e colegas do Doutorado em Educação, por terem contribuído para a minha formação.

Aos professores, alunos e equipes gestora e pedagógica da Escola Municipal Lagoa do Abaeté pela participação e colaboração na pesquisa.

E a todos que participaram direta ou indiretamente deste trabalho.

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Fé não faz as coisas serem fáceis, mas as torna totalmente possíveis, creia. Romanos 5:8

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RESUMO

As tecnologias móveis digitais estão presentes no ambiente escolar e, cada vez mais, professores e alunos compreendem a importância de integrá-las ao processo de ensino e aprendizagem, percebendo como os usos dos dispositivos móveis podem contribuir para as práticas pedagógicas. A inclusão dos tablets no processo de aprendizagem possibilita transformar as práticas, nas quais professores e alunos podem juntos ensinar, aprender, interagir e construir conhecimentos, pois essa tecnologia torna-se dispositivo de produção e difusão de conteúdos digitais e saberes, proporcionando uma aprendizagem participativa, colaborativa e compartilhada. Nesse contexto, o problema da tese foi norteado a partir da questão “em que medida as atividades de produção de conteúdos digitais, construídos por meio dos tablets, por um grupo de professores e alunos, possibilitam inovações nas práticas pedagógicas, no contexto da cibercultura?”. O objetivo da pesquisa foi analisar os processos e os produtos finais de três conteúdos digitais construídos por meio dos tablets por professores e alunos. De maneira mais específica, avaliar a maneira como esses sujeitos aproveitam e potencializam a mobilidade dos tablets para a construção dos conteúdos digitais, ultrapassando o espaço escolar; examinar as ações pedagógicas desenvolvidas pelos professores para trabalhar na perspectiva da colaboração nas produções dos conteúdos digitais, de modo a promover a interação entre os envolvidos no processo; e discutir a maneira com que os professores e alunos utilizam os tablets para compartilhar informações, inclusive os conteúdos digitais por eles produzidos. A metodologia usada foi a qualitativa, de cunho descritivo e analítico. A pesquisa foi desenvolvida na Escola Municipal Lagoa do Abaeté (Salvador – Bahia) e contou com a participação e colaboração de uma professora de tecnologia, duas professoras regentes e 60 alunos do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental I. Para a produção dos dados do campo, foram utilizados os seguintes instrumentos de pesquisa: observação de práticas pedagógicas com os usos dos tablets; questionários para caracterização do locus e dos sujeitos; análise de documentos, dentre eles os conteúdos digitais produzidos pelos professores e alunos; entrevistas individuais com os professores; e grupos focais com os alunos. As análises dos produtos foram feitas considerando seus aspectos pedagógicos, técnicos e estruturais. Os resultados alcançados revelaram que a interação dos alunos com os tablets acontecia de maneira intuitiva, integrando-se às práticas pedagógicas desenvolvidas dentro e fora do espaço escolar. Essas práticas geralmente eram pautadas no trabalho colaborativo, no qual professores e alunos realizavam ações com objetivos de ampliar as trocas na produção de novos conhecimentos e conteúdos digitais. Como meio de valorizar as práticas desenvolvidas, professores e alunos compartilhavam suas atividades através de apresentações para a comunidade escolar e na internet, por meio da página da escola no Facebook. Os resultados obtidos permitem concluir que as atividades de produção de conteúdos digitais construídos por meio dos tablets possibilitam inovações nas práticas pedagógicas, transformando os processos de ensino-aprendizagem.

Palavras-chave: Tecnologia educacional. Tecnologias móveis. Tablets. Práticas pedagógicas.

(9)

ABSTRACT

Digital mobile technologies are present in the school environment and both teachers and students increasingly understand the importance of integrating them into the teaching and learning process, recognizing how the use of mobile devices may contribute to pedagogical practices. The integration of tablets into the learning process makes it possible to transform practices, in which teachers and students are able to, working together, teach, learn, interact and build expertise, once that technology become device for producing and disseminating digital content and knowledge, providing participatory, collaborative and shared learning. In this context, the problem approached in the thesis was directed from the question "in which way does the production of digital content by a group of teachers and students, through the use of tablets, enable innovation in pedagogical practices, in the context of cyberculture?". The objective of the present research was to analyze the processes and final products of three digital content built by teachers and students, through the use of tablets. More specifically, evaluate the way these subjects take advantage of and potentiate tablet mobility to build digital content, beyond the school environment; examine the pedagogical actions developed by teachers to work in the perspective of collaboration in digital content productions, in order to promote the interaction between those involved in the process; discuss the way both teachers and students use the tablets to share information, including the digital content they produced. The qualitative methodology was applied, in its descriptive and analytical basis. The research was developed at the Escola Municipal Lagoa do Abaeté (Salvador - Bahia) with the active participation and collaboration of a technology teacher, two teachers and 60 students of the 4th and 5th years of Elementary School. The field data were produced through

the use of the following research instruments: observing pedagogical practices with the use of tablets; applying questionnaires so as to characterize both locus and subjects; analyzing documents, including digital content produced by teachers and students; conducting individual interviews with teachers and focal groups with the students. The product analysis considered its pedagogical, technical and structural aspects. The results achieved revealed that the interaction of students with tablets occurred intuitively, integrating with the pedagogical practices developed in and out of the school environment. These practices were mostly guided by collaborative work, in which teachers and students performed actions so as to enhance the exchanges while producing knowledge and digital content. As a means of treasuring the practices developed, teachers and students shared their activities through presentations to the school community and on the Internet, through the school page on Facebook. The results achieved lead to the conclusion that the activities of producing digital content through the use of tablets enable innovation in pedagogical practices, hence transforming teaching and learning processes.

Keywords: Educational technology. Mobile technologies. Tablets. Pedagogical practices.

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RESUMEN

Las tecnologías digitales móviles están presentes en el ambiente escolar y, cada vez más profesores y alunmos comprenden la importancia de intregarlas al proceso de enseñanza - aprendizaje, percibiendo como los usos de los dispositivos móviles pueden contribuir en las prácticas pedagógicas. La inclusión de las tablets en el proceso de aprendizaje posibilita transformar las prácticas, en las cuales profesores y alumnos pueden juntos enseñar, aprender e interactuar y construir conocimientos, pues esa tecnología se tornan dispositivo de producciony difusión de contenidos digitales y saberes, proporcionando un aprendizaje participativo, colaborativo y compartido. En ese contexto, el problema de la tesis fue guiado a partir de la pregunta: "¿En qué medida las actividades de producción de contenidos digitales, contruidos por medio de tablets, por un grupo de profesores y alumnos, posibilitan inovaciones en las prácticas pedagógicas, en el contexto de la cibercultura?". El objetivo de la investigación fue analizar los procesos y los productos finales de tres contenidos digitales construidos por medio de tablets por profesores y alumnos. De manera más específica, evaluar las formas de como esos sujetos aprovechan y potencializan la movilidad de las tablets para las construcción de contenidos digitales, sobrepasando el espacio escolar; examinar también las acciones pedagógicas desarrolladas por los profesores para trabajar desde la perspectiva de la colaboración en la producción de contenidos digitales, promoviendo la interacción de los actores envueltos en el proceso; discutir las formas en que los profesores y alumnos usan las tablets para compartir información, incluyendo los contenidos digitales que ellos producen. La metodología usada fue de tipo cualitativa, de tipo descriptivo y analítico. La investogación fue desarrollada en la Escuela Municipal Lagoa de Abaeté (Salvador - Bahia) e contó con la participación y colaboración de una profesora de tecnología, dos profesoras regentes y 60 alumnos de 4to y 5to años de Educación Básica I. Para la producción de los datos de campo, fueron utilizados los siguientes instrumentos de investigación: observación de prácticas pedagógicas con los usos de las tablets; cuestionarios para la caracterización del locus y de los sujetos; analisis documental, incluyéndose los contenidos digitales producidos por los profesores y alumnos; entrevistas individuales con los profesores; y grupos focales con los alumnos.Los análisis de los productos fueron hechos considerando sus aspectos pedagógicos, técnicos y estructurales. Los resultados alcanzados revelaron que la interacción de los alumnos con las tablets ocurre de manera intuitiva, integrándose a las prácticas pedagógicas dentro y fuera del espacio escolar. Esas prácticas, generalmente estaban enmarcadas en el trabajo colaborativo, en el cual los profesores y alumnos realizaban acciones con el objeto de ampliar el intercambio en la producción de nuevos conocimientos e contenidos digitales. Como forma de dar valo a las prácticas desarrolladas, profesores y alumnos compartían sus actividades a través de presentaciones para la comunidad escolar y en la internet, a través de la página escolar de Facebook. Los resultados obtenidos permiten concluir que las actividades de producción de contenidos digitales construídos por medio de tablets posibilitan innovaciones en las prácticas pedagógicas, transformando los procesos de enseñanza-aprendizaje.

Palabras clave: Tecnología educativa. Tecnologías móviles. Tabletas. Prácticas pedagógicas. Contenidos digitales.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Técnicas e instrumentos da pesquisa 33

Figura 2 - Fachada da escola 47

Figura 3 - Fachada da escola 48

Figura 4 - Laboratório de informática 49

Figura 5 - Biblioteca 50

Figura 6 - Pátio interno 50

Figura 7 - Quadra de esportes 50

Figura 8 - Cozinha 51

Figura 9 - Banheiro 51

Figura 10 - Aula no laboratório de informática utilizando os computadores 54 Figura 11 - Aula no entorno da unidade escolar utilizando os tablets 55 Figura 12 - Autorização para aula extraclasse e para uso de imagens 56

Figura 13 - Para que você usa o tablet? 61

Figura 14 - Dispositivos móveis wireless conectáveis à internet em uso no Brasil

– Evolução e Tendência (milhões) 69

Figura 15 - Razões pelas quais o brasileiro usa a internet 71

Figura 16 - Computador Portátil do PROUCA 73

Figura 17 - Tablet Educacional 74

Figura 18 - Motorola Xoom 75

Figura 19 - Características de uma rede móvel de produções de conteúdos digitais 82 Figura 20 - Hibridização dos espaços na produção dos conteúdos digitais 88 Figura 21 - Processos de sociabilidade e interação nas produções de conteúdos digitais 93 Figura 22 - Registro de alunos em atividades fora da unidade escolar 103 Figura 23 - Registro de alunos em atividades fora da unidade escolar 103 Figura 24 - Interação e colaboração nas práticas pedagógicas 108 Figura 25 - Alunos trabalhando de forma colaborativa dentro do ambiente escolar 108 Figura 26 - Alunos trabalhando de forma colaborativa fora do ambiente escolar 109 Figura 27 - Alunos do 5º ano apresentando o Seminário Baleia Jubarte 110

Figura 28 - Práticas de compartilhamento 121

Figura 29 - Compartilhamento analógico 121

(12)

LISTA DE FIGURAS

(continuação)

Figura 31 - Compartilhamento analógico 122

Figura 32 – Compartilhamento digital 122

Figura 33 - Compartilhamento digital 123

Figura 34 - Alunos do 4º ano na atividade sobre reciclagem de papel 124 Figura 35 - Alunos do 4º ano apresentando a atividade sobre reciclagem de papel

para outras turmas 125

Figura 36 - Registro de reunião de pais e mestres 126

Figura 37 - Registros de atividades 126

Figura 38 - Registros de atividades 127

Figura 39 - Alunos fazendo pose para a postagem no Facebook 132 Figura 40 - Alunos fazendo pose para a postagem no Facebook 132 Figura 41 - Critérios de análise dos conteúdos digitais 144

Figura 42 - Apresentação do álbum digital 145

Figura 43 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 1) 150 Figura 44 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 1) 150 Figura 45 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 1) 150 Figura 46 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 1) 150 Figura 47 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 2) 151 Figura 48 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 2) 151 Figura 49 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 2) 151 Figura 50 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 2) 151 Figura 51 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 3) 152 Figura 52 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 3) 152 Figura 53 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 3) 152 Figura 54 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 3) 152 Figura 55 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 4) 153 Figura 56 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 4) 153 Figura 57 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 4) 153 Figura 58 - Registro “As flores do meu bairro” (grupo 4) 153

(13)

LISTA DE FIGURAS

(continuação)

Figura 60 - Apresentação dos alunos do 4º ano sobre reciclagem de papel semente 158 Figura 61 - Print do vídeo da atividade de reciclagem de papel semente 161 Figura 62 - Print do vídeo da atividade de reciclagem de papel semente 161 Figura 63 - Print do vídeo da atividade de reciclagem de papel semente 161 Figura 64 - Print do vídeo da atividade de reciclagem de papel semente 161 Figura 65 - Print do vídeo da atividade de reciclagem de papel semente 161 Figura 66 - Print do vídeo da atividade de reciclagem de papel semente 161 Figura 67 - Print do vídeo da atividade de reciclagem de papel semente 162 Figura 68 - Print do vídeo da atividade de reciclagem de papel semente 162 Figura 69 - Print do vídeo da atividade de reciclagem de papel semente 162 Figura 70 - Print do vídeo da atividade de reciclagem de papel semente 162 Figura 71 - Apresentação dos alunos do 5º ano no Seminário Baleia Jubarte 167 Figura 72 - Apresentação dos alunos do 5º ano no Seminário Baleia Jubarte 168 Figura 73 - Folder convite do Seminário Baleia Jubarte 168 Figura 74 - Apresentação Grupo 1 - Seminário Baleia Jubarte 172 Figura 75 – Apresentação Grupo 1 - Seminário Baleia Jubarte 172 Figura 76 - Apresentação Grupo 1 - Seminário Baleia Jubarte 173 Figura 77 - Apresentação Grupo 1 - Seminário Baleia Jubarte 173 Figura 78 – Apresentação Grupo 1 - Seminário Baleia Jubarte 173 Figura 79 - Apresentação Grupo 1 - Seminário Baleia Jubarte 173 Figura 80 - Apresentação Grupo 2 - Seminário Baleia Jubarte 174 Figura 81 – Apresentação Grupo 2 - Seminário Baleia Jubarte 174 Figura 82 – Apresentação Grupo 2 - Seminário Baleia Jubarte 174 Figura 83 – Apresentação Grupo 2 - Seminário Baleia Jubarte 174 Figura 84 – Apresentação Grupo 2 - Seminário Baleia Jubarte 175 Figura 85 – Apresentação Grupo 2 - Seminário Baleia Jubarte 175 Figura 86 – Apresentação Grupo 3 - Seminário Baleia Jubarte 176 Figura 87 - Apresentação Grupo 3 - Seminário Baleia Jubarte 176 Figura 88 - Apresentação Grupo 3 - Seminário Baleia Jubarte 176 Figura 89 - Apresentação Grupo 3 - Seminário Baleia Jubarte 176

(14)

LISTA DE FIGURAS

(continuação)

Figura 90 - Apresentação Grupo 3 - Seminário Baleia Jubarte 176 Figura 91 - Apresentação Grupo 4 - Seminário Baleia Jubarte 178 Figura 92 - Apresentação Grupo 4 - Seminário Baleia Jubarte 178 Figura 93 - Apresentação Grupo 4 - Seminário Baleia Jubarte 178 Figura 94 - Apresentação Grupo 4 - Seminário Baleia Jubarte 178 Figura 95 - Apresentação Grupo 4 - Seminário Baleia Jubarte 178

(15)

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Temas para análise dos processos das produções de conteúdos digitais 39

Quadro 2 - Os sujeitos da pesquisa 57

Quadro 3 - Local utilizado pelos usuários para acesso à internet 60

(16)

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Idade dos alunos 59

Gráfico 2 - Atividade com o tablet sobre o que mais gosta de realizar nas aulas 62

(17)

LISTA DE SIGLAS

APA Área de Proteção Ambiental

CENAP Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico

CETIC Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação COGEL Companhia de Governança Eletrônica do Salvador

CSEAR SouthAmerica

Conferência Internacional de Contabilidade Ambiental da América do Sul

DVD Digital Vídeo Disc ou Disco Digital de Vídeo EAD Educação a Distância

EAESP Escola de Administração de Empresas de São Paulo EMLA Escola Municipal Lagoa do Abaeté

FACED Faculdade de Educação FGV Faculdade Getúlio Vargas

GEC Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Tecnologia GEP Grupo de Estudos Permanente

GVcia Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Faculdade Getúlio Vargas

IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

IDC International Data Corporation IDG International Data Group MEC Ministério da Educação

NET Núcleo de Educação e Tecnologia NTE-17 Núcleo de Tecnologia Educacional – 17 NTM Núcleo de Tecnologia Municipal

PBM Pesquisa Brasileira de Mídias

PC Personal Computer ou Computador Pessoal PCN Parâmetros Curriculares Nacionais

PETI Projeto de Educação e Tecnologias Inteligentes PIE Projeto Internet nas Escolas

PPGE Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação PRODASAL Companhia de Processamento de Dados de Salvador

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LISTA DE SIGLAS

(continuação)

PROINFO Programa Nacional de Informática na Educação PROUCA Projeto Um Computador por Aluno

SEC-BA Secretaria da Educação – Bahia

SEJA Segmento de Educação de Jovens e Adultos SMED Secretaria Municipal de Educação

SUPPE Subcoordenação de Projetos Experimentais Especiais TECMED Tecnologias Móveis na Educação

TI Tecnologia da Informação

TIC Tecnologias da Informação e Comunicação

UE Unidade Escolar

UFBA Universidade Federal da Bahia UNEB Universidade do Estado da Bahia Wi-Fi Wireless Fidelity ou fidelidade sem fio

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 20

1.1 O CONTEXTO DA PESQUISA 21

1.2 DELINEAMENTO DA PESQUISA 24

2 OS CAMINHOS PERCORRIDOS: A METODOLOGIA 29

2.1 PERCURSOS METODOLÓGICOS: PESQUISA QUALITATIVA,

DESCRITIVA E ANALÍTICA 30

2.2 OS INSTRUMENTOS DA PESQUISA 32

2.2.1 Observação participante 33

2.2.2 Questionários tipo misto para caracterização do locus e dos sujeitos 34

2.2.3 Documentos 35

2.2.4 Entrevistas semiestruturadas 36

2.2.5 Grupos focais 37

2.3 ANÁLISES DOS DADOS 38

2.4 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES 40

3 A ESCOLA MUNICIPAL LAGOA DO ABAETÉ: O CAMPO EMPÍRICO 42 3.1 AS TECNOLOGIAS MÓVEIS NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE

SALVADOR 43

3.2 A ESCOLA MUNICIPAL LAGOA DO ABAETÉ 47

3.3 SUJEITOS DA PESQUISA 56

3.3.1 A professora de tecnologia 58

3.3.2 As professoras regentes 58

3.3.3 Os alunos 59

3.4 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES 63

4 TECNOLOGIAS MÓVEIS NA PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS DIGITAIS 65

4.1 TECNOLOGIAS MÓVEIS NA EDUCAÇÃO: A EXPANSÃO DOS TABLETS 66 4.2 IMPLICAÇÕES DA MOBILIDADE NA PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS

DIGITAIS 76

4.2.1 A desterritorialização da informação e do conhecimento nas produções

de conteúdos digitais 77

4.2.2 A hibridização dos espaços e das comunicações nas produções de

conteúdos digitais 85

4.2.3 Sociabilidades e interações em rede nas produções de conteúdos digitais 91

4.3 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES 97

5 MOBILIDADE, COLABORAÇÃO E COMPARTILHAMENTO NAS

(20)

5.1 TECNOLOGIAS MÓVEIS A FAVOR DAS PRODUÇÕES DOS

CONTEÚDOS DIGITAIS 100

5.2 A COLABORAÇÃO NAS PRODUÇÕES DOS CONTEÚDOS DIGITAIS 105

5.3 COMPARTILHAMENTO DOS CONTEÚDOS DIGITAIS 119

5.4 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES 137

6 OS CONTEÚDOS DIGITAIS 140

6.1 O CONTEXTO DAS PRODUÇÕES DOS CONTEÚDOS DIGITAIS 140

6.2 AS FLORES DO MEU BAIRRO 144

6.2.1 Análise do conteúdo digital 147

6.3 PAPEL, PENSE DE NOVO! 155

6.3.1 Análise do conteúdo digital 159

6.4 BALEIA JUBARTE 166

6.4.1 Análise do conteúdo digital 169

6.5 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES 180

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS 182

REFERÊNCIAS 190

APÊNDICE A - Carta de apresentação à SMED 200

APÊNDICE B - Resposta da SMED 201

APÊNDICE C - Carta de apresentação à unidade escolar 202 APÊNDICE D - Termo de consentimento de participação na pesquisa (diretora e

professores) 203

APÊNDICE E - Termo de consentimento de participação na pesquisa (alunos) 204 APÊNDICE F - Questionário - caracterização da escola 205 APÊNDICE G - Questionário - caracterização das professoras regentes 209 APÊNDICE H - Questionário - caracterização do professor tecnologia 212 APÊNDICE I - Questionário - caracterização do aluno 217 APÊNDICE J - Entrevista semiestruturada – professor regente 219

(21)

1 INTRODUÇÃO

O tempo muito me ensinou: ensinou a amar a vida, não desistir de lutar, renascer na derrota, renunciar às palavras e pensamentos negativos, acreditar nos valores humanos e a ser otimista. Aprendi que mais vale tentar do que recuar… Antes acreditar do que duvidar, que o que vale na vida, não é o ponto de partida,

e sim a nossa caminhada.

(Cora Coralina, 2013)

Produtores de conteúdos. Narradores de conhecimentos construídos. Colaboradores em potencial. Apresentadores das suas produções. Repórteres por alguns dias. Fotógrafos por gosto. Professores e alunos que se apropriam dos tablets para enriquecer as aulas, potencializar as produções e ampliar os conhecimentos. Este trabalho trata das produções de conteúdos digitais construídos nas práticas pedagógicas, colaborativamente entre professores e alunos que interagem no ciberespaço e buscam implementar e vivenciar a cultura digital no ambiente escolar.

A escolha pelo tema da pesquisa está diretamente implicada com a minha vida pessoal/profissional, de maneira a compreender o mundo e de como agir sobre ele em um movimento constante de transformações sociais e pedagógicas. Ao atuar como professora de tecnologias, e ao realizar formação de professores e alunos na área, sempre me questionei sobre as dificuldades e as possibilidades relacionadas às tecnologias nas práticas pedagógicas, uma vez que, nessas formações, ouvia diferentes tipos de relatos referentes às possibilidades das tecnologias na educação.

Com a expansão das tecnologias móveis, em especial os celulares e os smartphones, e sua presença no ambiente escolar, outras inquietações surgiram nas ações de formação. Com o desejo de ampliar os estudos sobre tecnologias móveis na educação, em 2011 ingressei no Mestrado em Educação, na Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde me aproximei de discussões sobre tecnologias, mobilidade, interação, produção colaborativa, compartilhamento de informações e produção de conhecimentos. Em 2013 concluí o mestrado com a dissertação intitulada “Tecnologias Móveis na Educação:

(22)

relações de professores com o smartphone”. A pesquisa tinha como objetivo analisar as possibilidades de comunicação, interação e compartilhamento de informações e conhecimentos produzidos por um grupo de professores da rede municipal de Salvador que atuavam no Núcleo de Tecnologia Educacional - 17, por meio do smartphone.

Foi atuando na área, experienciando diferentes práticas e buscando novos saberes, que o desejo por aprofundar os conhecimentos sobre tecnologias móveis e educação, por meio da investigação das práticas pedagógicas de professores e alunos que utilizam os tablets no seu cotidiano escolar, impulsionou a produção desta pesquisa.

Esse desejo foi intensificado com a chegada dos tablets em algumas escolas da rede municipal de ensino de Salvador; com a expansão do uso dos celulares e smartphones por alunos e professores; com a exploração pedagógica dos ambientes colaborativos da web 2.0, como blogs, Twitter e redes sociais; e com o advento dos recursos da web 3.0, que viabilizam novas formas de aprender e ensinar. Essas inovações estimulam a pensar numa mudança de postura e visão frente às ações de formação de professores para usos das tecnologias e, consequentemente, as práticas pedagógicas que se utilizam das tecnologias, no sentido de refletir sobre a maneira de internalizar a importância de desenvolvimento de uma nova cultura, na qual haja possibilidade de participação, produção, colaboração e compartilhamento de informações e conteúdos digitais em rede.

1.1 O CONTEXTO DA PESQUISA

A presença das tecnologias da informação e comunicação (TIC) nos mais diversos espaços culturais e sociais tem contribuído para a transformação e criação de novos hábitos, comunicações, relacionamentos, aprendizagens, saberes, convivência, entre outras modificações. Atualmente, estamos vivenciando um momento de aceleradas mudanças sociais, determinadas pelos novos espaços de interação, mobilidade, liquidez, pluralidade, relação espaço/tempo, borramento das fronteiras, desterritorialização, liberação dos fluxos informacionais, cultura do espetáculo etc.

Considerada uma das fases do desenvolvimento tecnológico na sociedade, na qual prevalece a cultura do acesso, da conectividade, da ubiquidade e o surgimento de novas e diferentes formas de socialidade, a cibercultura apresenta-se como resultante da convergência entre a sociabilidade e as tecnologias. Ou seja, a cibercultura pode ser compreendida como a relação entre as tecnologias digitais (ciberespaço, simulação, desterritorialização, virtualização etc.) e a vida social produzida pela e na sociedade contemporânea.

(23)

Assim como a cibercultura, o ciberespaço transforma a noção de espaço e tempo na sociedade contemporânea, de modo a manter novos tipos de interações e trocas sociais e culturais, inclusive nos espaços físicos da cidade, como as escolas, os shoppings, as praças etc. O ciberespaço compõe, portanto, um espaço de práticas sociais que priorizam os diálogos, as trocas e as interações, onde as pessoas podem produzir, colaborar e compartilhar informações na rede.

As tecnologias digitais fortalecem os espaços de convivência e aprendizagem, principalmente quando consideramos o ciberespaço como um espaço de rede de conexões, dinâmico, fluido, atemporal, que interconecta pessoas, espaços e objetos sociotécnicos, em infinitas ações interativas.

É nesse contexto que a cibercultura configura a cultura contemporânea, já que sua essência é dinâmica, fluida, mutante, permitindo que as pessoas superem as fronteiras dos seus espaços, redefinam seus tempos e mudem seus modos de viver e conviver. Imersos na cibercultura, as pessoas são cada vez mais plurais, produtores de conteúdos e conhecimentos e reconhecem que as informações são dados inacabados. Da mesma forma, as produções são marcadas por múltiplas conexões que se inserem diante de atuais práticas sociais e de comunicação.

No atual cenário, com o imbricamento das pessoas e seus dispositivos, vivenciamos uma nova relação entre as tecnologias digitais e os processos de comunicação, que foram potencializados com a expansão das tecnologias móveis. Em sua fase atual, a cibercultura vem se caracterizando pela emergência da mobilidade ubíqua em conectividade com o ciberespaço e os espaços físicos. Com isso, as tecnologias móveis, a conexão contínua, a rede móvel de pessoas e a ampliação do potencial comunicacional transformam as práticas sociais por meio da mobilidade, que prioriza o tempo real e instantâneo e a troca de informações multimidiáticas.

Na educação as tecnologias móveis se fazem presentes nas escolas, sejam trazidas pelos próprios professores e alunos, com os celulares e smartphones, ou pelas políticas públicas, com os notebooks e tablets. Já fazendo parte desse espaço, o importante é não utilizar as tecnologias móveis apenas como mais um recurso pedagógico, de maneira instrumental e tecnicista, que pouco se beneficia das suas potencialidades. O importante é permitir que professores e alunos teçam novas experiências e fazeres por meio dos dispositivos, revelando novas formas de ensinar e aprender.

É por meio da integração das tecnologias móveis na sociedade e sua presença nas escolas que a educação recebe o reflexo de todas as transformações. Quando se consideram as

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potencialidades de trocas e interatividades ao fazer diferentes usos das tecnologias, internet, redes sociais, portais educacionais etc., é factível perceber a ampliação de novos espaços de convivência e de construção colaborativa de informações, conteúdos, conhecimentos, saberes e aprendizagens.

Nesse sentido, as mudanças também são necessárias nos espaços escolares, visto que, de um modo geral, as práticas pedagógicas permanecem centradas no interior das salas de aula, sem atender às atuais demandas do perfil dos alunos, agora mais digital e conectado, e considerar os aspectos socioculturais da sociedade em que estamos inseridos.

A presença dessas tecnologias no cotidiano escolar pode ser um meio de otimizar o processo de ensino-aprendizagem, de modo a atender as necessidades individuais dos alunos por meio da aprendizagem personalizada, colaborativa e compartilhada, fomentando uma prática pedagógica flexível, dinâmica e participativa. Por diferentes razões, a presença das tecnologias e da internet no ambiente escolar tem uma relevância para as práticas pedagógicas.

Interagir na rede em ambientes que estimulam a participação e a colaboração é estratégia para dinamizar trocas, fluxos e compartilhamento de mensagens entre professores e alunos, formando uma cadeia produtiva de informações e conhecimentos, que vão além dos muros das escolas.

A aprendizagem em rede proporciona novas concepções de tempo, espaço e ação. Criar espaços de discussões e articular conhecimentos em torno de problemas sociais, inclusive apresentados pelos alunos, é propiciar uma aprendizagem no seu tempo, em que se valoriza a troca constante de experiência entre alunos e todos que estão em rede, além de possibilitar diferenciadas maneiras de aprender.

No ambiente escolar, a presença dos celulares, smartphones e tablets reforça a chegada e permanência das tecnologias móveis para diversas ações sociais e educacionais. Estamos numa fase de mobilidade produtiva, onde, por meio desses dispositivos, é possível realizar variadas atividades, inclusive em tempo e espaços distintos, que compreendem, além da expressão verbal, a construção de informações em diferentes linguagens (vídeo, áudio, imagens). Dessa maneira, as tecnologias móveis tornam-se dispositivos de produção e difusão de conteúdos digitais e conhecimentos, estabelecendo alternativas para as pessoas se fazerem presentes no mundo.

Mais do que apresentar a questão da mobilidade, da participação em rede e da descentralização das informações, esse estudo pretende chamar a atenção para as possíveis transformações nas práticas pedagógicas mediante as produções colaborativas de conteúdos

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digitais e construção de conhecimentos por um grupo de professores e alunos por meio dos tablets. É neste contexto que a tese “Redes móveis de produções: os tablets na prática pedagógica” foi escrita.

1.2 DELINEAMENTO DA PESQUISA

As tecnologias móveis digitais estão cada vez mais presentes no cotidiano escolar. Com isso, os professores são provocados no que tange à integração dessas tecnologias móveis no processo de ensino-aprendizagem. Nesse contexto, e com a chegada dos tablets em algumas unidades escolares da rede municipal de ensino de Salvador, é importante que os professores, alunos e toda comunidade escolar compreendam a importância de como os usos dos dispositivos móveis podem contribuir com as práticas pedagógicas, uma vez que conectados e em rede, ganha-se mais um espaço para trocas e aprendizagens.

As tecnologias móveis tornam-se dispositivos de produção e difusão de conteúdos digitais e conhecimentos, oportunizando uma aprendizagem participativa, colaborativa e compartilhada. A característica dinâmica e atual do tema investigado contribui para transformar os processos de ensino-aprendizagem, nos quais professores e alunos podem ensinar e aprender, concomitantemente, trocando, interagindo e mediando os arcabouços de conhecimentos construídos coletivamente.

Considerando o contexto educacional, esta investigação tem como objeto os conteúdos digitais produzidos por um grupo de professores e alunos por meio dos tablets para o enriquecimento e potencialização das práticas pedagógicas no contexto da cibercultura, no qual a participação, a colaboração e o compartilhamento de produções e conhecimentos em rede são priorizados. A partir desse objeto, delineia-se a seguinte pergunta de investigação: Em que medida as atividades de produção de conteúdos digitais, construídos por meio dos tablets, por um grupo de professores e alunos, possibilitam inovações nas práticas pedagógicas no contexto da cibercultura?

Com base na pergunta de investigação, desdobram-se outros questionamentos que subsidiaram a realização da pesquisa:

 De que maneira os tablets, com sua característica básica de mobilidade, proporcionam a construção de conteúdos digitais que ultrapassem o espaço escolar?

 Que ações pedagógicas o professor desenvolve para trabalhar na perspectiva da colaboração nas produções dos conteúdos digitais, de modo a promover a interação entre os envolvidos no processo?

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 De que maneira professores e alunos utilizam os tablets para compartilhar informações, inclusive os conteúdos digitais produzidos por eles?

Definidos o problema e as questões de investigação, o objetivo geral da pesquisa é: Analisar os processos e os produtos finais de três conteúdos digitais construídos por meio dos tablets por um grupo de professores e alunos, considerando as inovações nas práticas pedagógicas dentro do contexto da cibercultura.

Nessa direção, os objetivos específicos são:

 Avaliar a maneira que os professores e alunos aproveitam e potencializam a mobilidade dos tablets para a construção dos conteúdos digitais, ultrapassando o espaço escolar.

 Examinar as ações pedagógicas desenvolvidas pelos professores para trabalhar na perspectiva da colaboração nas produções dos conteúdos digitais de modo a promover a interação entre os envolvidos no processo.

 Discutir a maneira como os professores e alunos utilizam os tablets para compartilhar informações, inclusive os conteúdos digitais produzidos por eles.

Para a pesquisa, a escolha metodológica por uma abordagem qualitativa de cunho descritivo e analítico se deu pela viabilidade de investigar de maneira mais profunda o processo de produção de conteúdos digitais construídos por professores e alunos, os quais passaram a utilizar os tablets nas práticas pedagógicas desenvolvidas no contexto da escola. Para a produção dos dados do campo optou-se por alguns instrumentos de pesquisa que propiciaram o material para as análises, a saber: observação de práticas pedagógicas com os usos dos tablets; questionários para caracterização do locus e dos sujeitos; análise de documentos, dentre eles os conteúdos digitais produzidos pelos professores e alunos; entrevistas individuais com os professores; e grupos focais com os alunos.

Posteriormente às principais leituras do quadro teórico que embasaram este estudo, e com a ida ao campo para levantamento dos dados da pesquisa, ocorreu o processo de transcrição e análises das informações. As discussões e análises desenvolvidas com esses materiais estimularam a busca de um diálogo intenso com autores que investigam essas mesmas problemáticas no contexto tecnológico em que vivemos.

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Com vista a responder aos questionamentos que nortearam toda a investigação, a tese foi escrita em capítulos que se interligam para que se compreendam as implicações dos usos das tecnologias móveis nas produções de conteúdos digitais e no desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras. Após essa introdução, seguem os seguintes capítulos:

O capítulo 2 – Os Caminhos Percorridos: A Metodologia – apresenta os caminhos percorridos durante a pesquisa, desde a definição da metodologia que atenda o objeto pesquisado, aos instrumentos da pesquisa, sendo eles: observação, questionários para caracterização do locus e dos sujeitos, análise de documentos, entrevistas e grupos focais.

O capítulo 3 – Escola Municipal Lagoa do Abaeté: O campo empírico – apresenta o histórico das tecnologias da informação e comunicação na rede municipal de Salvador até a chegada dos tablets e sua inserção em algumas unidades de ensino. Além de apresentar o campo empírico da pesquisa, a Escola Municipal Lagoa do Abaeté, o capítulo descreve sua estrutura física e analisa a implantação e integração das tecnologias e sua utilização pelos sujeitos da pesquisa.

O capítulo 4 – As Tecnologias Móveis na Produção de Conteúdos Digitais - contextualiza a expansão dos tablets na sociedade e na educação. Também traz questões sobre a liquidez dos espaços, das informações e da capacidade de interação que foram ampliadas e potencializadas por conta da mobilidade, conectividade e portabilidade dos dispositivos móveis de comunicação. Essas questões foram analisadas a partir das ideias da desterritorialização das informações, da hibridização dos espaços e das comunicações e dos atuais processos de sociabilidade e interação em rede, considerando as práticas de produção de conteúdos digitais.

O capítulo 5 – Mobilidade, Colaboração e Compartilhamento nas Produções de

Conteúdos Digitais - traz discussões acerca da mobilidade como mais uma característica das

tecnologias para agregar e ampliar o cenário informacional e educacional, uma vez que, com a mobilidade, os saberes movem-se junto com as pessoas, formando uma rede de inteligência coletiva. Também discute acerca das produções colaborativas, potencializadas pela expansão das tecnologias móveis e dos ambientes colaborativos digitais e, ainda, sobre as práticas de compartilhamento de informações e conteúdos, caracterizando a atual dinâmica da internet. Essas discussões surgem a partir da análise dos processos das produções de conteúdos digitais produzidos entre professores e alunos da Escola Municipal Lagoa do Abaeté.

O capítulo 6 – Os Conteúdos Digitais – apresenta e analisa os três conteúdos digitais - “As flores do meu bairro”; “Papel, pense de novo!”; e “Baleia Jubarte” - produzidos de maneira colaborativa entre professores e alunos da Escola Municipal Lagoa do Abaeté, por

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meio dos tablets, e compartilhados junto à comunidade escolar e na página do Facebook da escola.

O capítulo 7 - Considerações Finais - apresenta as respostas da pergunta de investigação e aponta lacunas para a realização de outros estudos.

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REDES MÓVEIS DE PRODUÇÕES:

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2 OS CAMINHOS PERCORRIDOS: A METODOLOGIA

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade. (Paulo Freire, 2002) Para o desenvolvimento da pesquisa, a escolha metodológica por uma abordagem qualitativa, de cunho descritivo e analíticos e deu pela viabilidade de investigar de maneira mais profunda o processo de produção de conteúdos digitais construídos por professores e alunos, que passaram a utilizar os tablets nas práticas pedagógicas.

A escolha da metodologia e dos procedimentos utilizados na pesquisa orientaram e serviram de base em todas as fases e percursos de sua execução, pois ampliaram os olhares frente ao objeto pesquisado e nortearam os passos em busca das respostas da pergunta de investigação. Foi possível perceber que as considerações e delineamentos do método, pensadas antes e durante a pesquisa de campo, foram de grande relevância para identificar os caminhos que deveriam ser trilhados a fim de alcançar os objetivos, pois durante esses percursos surgiram várias dúvidas, inquietações, receios, escolhas e decisões.

O processo de pesquisa é feito de minúcias e de intermitentes tomadas de decisões, cada uma delas exigindo do pesquisador um posicionamento ao qual não pode se isentar de responder e de responsabilizar-se – pelas teorias, pelas crianças, pelas instituições e também por ele mesmo. (PEREIRA, 2015, p. 63).

Nesse caminhar, conhecer a metodologia mais adequada para a pesquisa e desenhar um percurso elaborado são meios de manter a qualidade da investigação diante do seu objeto de estudo e da sociedade, além de conferir segurança ao pesquisador. Tão importante quanto conhecer a metodologia, é ter domínio da sua aplicabilidade, pois será possível desenvolver a reflexão crítica do objeto de pesquisa.

Com esse sentido de fazer pesquisa é que foi viável observar, descrever, analisar e avaliar cada etapa do processo de produção, desde as questões iniciais até o atual momento, com a difusão dos resultados, pois, numa pesquisa de abordagem qualitativa, o quadro teórico, a metodologia e o campo empírico se entrelaçam e vão sendo edificados simultaneamente com o contato com o campo, os sujeitos e os dados produzidos.

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2.1 PERCURSOS METODOLÓGICOS: PESQUISA QUALITATIVA, DESCRITIVA E ANALÍTICA

A pesquisa qualitativa considera a existência de um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito, criando, dessa maneira, uma relação dinâmica entre o mundo e as pessoas. O foco principal dessa abordagem está nos processos (LÜDKE; ANDRÉ, 1986; BOGDAN; BIKLEN, 1994) e nos significados apresentados durante a realização da pesquisa. A interpretação dos fatos e os significados que o pesquisador atribui aos dados construídos tornam-se a base da pesquisa.

Captar o significado dos gestos, palavras, ações, materiais, narrativas e produções são maneiras de compreender o objeto em seus diferentes sentidos, pois “a competência da pesquisa qualitativa é, portanto, o mundo da experiência vivida, pois é nele que a crença individual, a ação e a cultura entrecruzam-se” (DENZIN; LINCOLN, 2006, p. 22). Assim, a pesquisa qualitativa procura situar o pesquisador no mundo, a partir de diversas ações individuais e/ou coletivas dentro de um contexto social, onde as interpretações vão sendo construídas, gerando outras visibilidades de mundo.

A escolha por uma abordagem qualitativa se deu pelo fato da mesma se preocupar com “as ciências sociais em um nível de realidade que não pode ser quantificado, trabalhando com o universo de crenças, valores, significados e outros construtos profundos das relações que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis” (MINAYO, 2007, p. 22). Nesse sentido, a abordagem qualitativa possibilita compreender a complexidade do objeto, analisando suas particularidades e diversidades.

A natureza da pesquisa qualitativa apresenta uma implicação com a subjetividade, formalizada através das percepções, juízos e valores que formam os dados de uma consciência individual frente às suas vivências. Com isso, o pesquisador torna-se aprendiz de si mesmo e das interpretações do seu objeto, que acontece em todo o processo de pesquisa, visto que “os investigadores qualitativos interessam-se mais pelo processo do que simplesmente pelos resultados ou produtos”. (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p. 49)

Os objetos pesquisados podem gerar interpretações diferentes, pois os arcabouços individuais de cada pesquisador são utilizados diante das narrativas apresentadas pelos sujeitos da pesquisa. Pereira (2015) acredita nessa afirmação quando questiona sobre a possibilidade de apenas extrair uma única resposta para um objeto pesquisado de diferentes perspectivas, uma vez que é possível obter distintos ângulos de posicionamentos e respostas, reconhecendo a diversidade dos modos de fazer pesquisa.

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É necessário que essas interpretações garantam a fidelidade do processo de execução da pesquisa, da produção dos dados e da construção dos novos conhecimentos, fomentando a qualidade da pesquisa. Sobre a interpretação do seu objeto, Macedo (2009, p. 97) afirma que “passa a ser um processo de tensão, de negociação entre o conjunto de interpretações do pesquisador, as inteligibilidades das realidades pesquisadas em expressão e as intimidades dos atores sociais, ou seja, suas implicações sociais, afetivas, culturais e eróticas”. O autor ainda completa afirmando que a “inspiração teórica de uma pesquisa qualitativa se realiza na dialogia crítica que estabelecemos com a teoria, com a empiria, implicando aí as nossas interpretações e dos atores sociais” (MACEDO, 2009, p. 93)

As interpretações proporcionam problematizar o que é produzido e, com isso, o ato de pensar (BAKHTIN, 2010) se faz presente e constante durante todo o processo de pesquisa. É esse ato de pensar que coloca o pesquisador em movimento com o objeto pesquisado, posicionando-o como sujeito no mundo social. Em consonância com Bakhtin, Pereira (2015, p. 57) afirma que

[...] quando escolho pensar (ou não pensar) sobre um tema, me posiciono no mundo, instauro com meu pensamento uma realidade que, sem o meu pensar, não existiria. Isso faz do pensar uma ação no mundo, uma convocação que mobiliza singularmente os sujeitos e deles cobra uma assinatura que só o seu pensar e o seu agir podem firmar.

Essa assinatura não pode ser traduzida em números; consequentemente, é mais descritiva. Nessa descrição, visa descobrir a natureza, características e conexões entre os fatos. Também procura conhecer e compreender as relações do comportamento humano, tanto individualmente como em grupo. Sendo assim, “a pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos e fenômenos (variáveis) sem manipulá-los” (BERVIAN; CERVO, 2002, p.66). É nesse momento que o pesquisador apresenta suas análises e autoria do objeto pesquisado, pois

Assinar uma teoria significa tornar-se singularmente seu autor. Nesse sentido, a verdade de uma teoria torna-se fruto da relação da validade de seu conteúdo com a possibilidade de assinatura deste pensamento pelo sujeito que a pensa – seja ele seu autor ou um estudioso dessa teoria. (PEREIRA, 2015, p. 56)

A relevância da descrição está na aptidão de produzir com clareza o campo. Relatar os detalhes, os pormenores, é um meio de apresentar seu ponto de vista e destacar seu objeto de pesquisa dentre outras. A descrição não pode partir das idealizações do pesquisador; ela “determina-se com precisão conceitual rigorosa a essência genérica da percepção”. (MARTINS, 2010, p. 63).

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A análise resultante do levantamento das características pessoais, sociais e culturais do sujeito pesquisado possibilita que o pesquisador extrapole a superficialidade e atinja o aprofundamento do fenômeno observado, relacionando-o com seus contextos sociais. Ao refletir sobre as ocorrências dos fatos, ele constrói sua própria interpretação do objeto estudado. A pesquisa descritiva é, então, analítica e, no contexto desta investigação, essencial para o alcance dos objetivos traçados.

Para a realização dessa análise foi necessária a criação de categorias com os elementos de maior significância na problemática estudada. Tais grupos podem surgir a partir do referencial teórico ou do levantamento feito na produção de dados. Essas categorias no processo de análise de dados são “como um funil: as coisas estão abertas de início e vão-se tornando mais fechadas e específicas ao extremo” (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p. 50). O importante é perceber as expressões mais relevantes e que obtiveram maior destaque entre os sujeitos da pesquisa. As categorias de análise foram divididas em dois eixos e serão apresentadas no tópico “Análise dos dados”.

2.2 OS INSTRUMENTOS DA PESQUISA

Tendo como base a pesquisa qualitativa, descritiva e analítica, a opção por alguns de seus instrumentos se deu por permitir as análises mais complexas do objeto, a saber: observação de práticas pedagógicas com o uso dos tablets; questionários para caracterização do locus e dos sujeitos; análise de documentos, dentre eles os conteúdos digitais produzidos pelos professores e alunos; entrevistas individuais com os professores; e grupos focais com os alunos.

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Figura 1 – Técnicas e instrumentos da pesquisa

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

A aplicação desses instrumentos ocorreu durante o trabalho em campo, quando identificou-se o momento ideal de se aplicar os instrumentos para a produção dos dados. Macedo (2009, p. 95) enfatiza que o pesquisador, ao entrar no campo de pesquisa, deve entender que “o campo é um contexto cultural e político com o qual temos que dialogar e negociar a nossa presença”. A pesquisa de campo ocorreu de março a dezembro de 2015.

2.2.1 Observação participante

A observação, que aconteceu durante toda a pesquisa de campo, foi de fundamental importância pela perspectiva da pluralidade de olhares e linguagens voltados para os processos educativos com o uso dos tablets.

Os olhares múltiplos das práticas educativas, do cotidiano e das relações entre professores e alunos, sob variados ângulos, ampliaram as observações para além dos contextos oficiais de espaços de aprendizagem, para um espaço referencial de construção desta pesquisa acadêmica. Nesse sentido, “faz-se necessário frisar, ainda, que o processo de observação não se consubstancia num ato mecânico de registro. Apesar da especificidade da função do pesquisador que observa, ele está inserido num processo de interação e atribuição de sentidos”. (MACEDO, 2004, p. 151)

A observação participante permitiu uma aproximação do sujeito, possibilitando alcançar a sua percepção de mundo e os distintos significados e entendimentos de suas ações. À medida que o contato progredia, o campo de observação se ampliava e a familiaridade entre

observação questionários para caracterização do locus e dos sujeitos análise de documentos entrevistas grupos focais

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sujeitos e pesquisador se fortaleceu, possibilitando mais entendimentos sobre suas ações. Durante a observação buscou-se captar toda informação, implícita e explícita, dos processos de produções de conteúdos digitais, construídos por meio dos tablets entre professores e alunos, destacando-se as peculiaridades de participação, produção colaborativa de conteúdos digitais e compartilhamento de ideias e conhecimentos no contexto da cultura digital, objetivo da pesquisa.

No que se refere aos registros do campo, foi utilizado um caderno exclusivamente para anotar os momentos em que estivemos em contato com os professores e alunos. As anotações feitas a partir das observações e conversas informais

[...] permitem que sejam destacadas observações particulares sobre aquilo que seja de interesse, escrever notas analíticas, ou anotações para o próprio pesquisador sobre um evento ou relação que se quer investigar com mais profundidade, ou, ainda, outras leituras sobre o tema que tenha sido observado, ou que tenha surgido de suas observações. (MACEDO, 2004, p. 152)

Esses registros pessoais tornaram-se um sistema de arquivo aos quais, sempre que necessário, pudéssemos recorrer a fim de despertar a memória sobre os eventos ocorridos em campo.

2.2.2 Questionários tipo misto para caracterização do locus e dos sujeitos

Os questionários mistos de caracterização do locus e dos sujeitos foram aplicados para construir o perfil da unidade escolar, das professoras e alunos. Eles são apresentados no capítulo “Escola Municipal Lagoa do Abaeté: o campo empírico”.

A diretora da unidade escolar foi a pessoa que respondeu ao questionário de caracterização da escola (apêndice F), mostrando-se bastante solícita em passar todas as informações e contribuir com a pesquisa. Esses dados foram imprescindíveis para apresentar e descrever o funcionamento da Escola Municipal Lagoa do Abaeté, bem como construir um perfil da comunidade escolar e do seu entorno.

Para levantar o perfil dos sujeitos da pesquisa, foram aplicados os questionários de caracterização com uma professora de tecnologia (apêndice H); duas professoras regentes do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental (apêndice G); e os sessenta alunos do 4º e 5º anos (apêndice I). Na pesquisa, foram utilizados pseudônimos para preservar a identidade dos professores e alunos.

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três meses de observação e contato com as professoras e alunos, justamente com o intuito de trazer maior veracidade dos sujeitos na sua realização. As perguntas do questionário foram elaboradas em busca de trazer respostas sobre as práticas individuais e pedagógicas com os usos dos tablets, mais próximas da realidade dos envolvidos, contendo, de acordo com Gil (1999, p.128), “conteúdo sobre a realidade, atitudes, comportamentos, sentimentos, padrão de desempenho, comportamento presente ou passado”, dentre outras.

2.2.3 Documentos

A análise dos documentos foi realizada a partir dos documentos que nortearam as práticas desenvolvidas pela professora de tecnologia, os quais nos foram disponibilizados durante todo o processo de pesquisa de campo. Esses registros foram importantes, pois apresentaram informações significativas na rede coletiva de produções de conteúdos digitais.

Os documentos são registros que fornecem e embasam as informações acerca do objeto estudado, visando a ampliação do conhecimento e da compreensão dos fatos e das relações desenvolvidas nas ações praticadas no contexto social de determinado grupo. De acordo com Cervo e Bervian (1983, p.79), documento é “toda base de conhecimento fixado materialmente e suscetível de ser utilizado para consulta ou estudo”. Corroborando essa definição, Santos, Gomes e Duarte (2016, p. 119) afirmam que

A documentação pode ser entendida como um dispositivo que proporciona a transferência da informação sobre algo ou sobre alguém independente do contato direto com seu autor. [...]. O processo da documentação amplia a quantidade de sujeitos que poderá ter acesso a informação registrada, quebrando as barreiras tanto temporais quanto geográficas.

Um dos primeiros documentos a que tivemos acesso ao iniciar a pesquisa foi o projeto pedagógico produzido pela equipe pedagógica da escola que, para o ano de 2015, tinha como tema: “Na Lagoa a Vida Ecoa”. Com o projeto em mãos, pude fazer anotações sobre sua proposta e sua relação com as atividades desenvolvidas na escola durante o ano letivo. No decorrer da pesquisa, tivemos acesso aos planos das aulas de tecnologias e a alguns registros feitos por meio de fotos e vídeos, os quais foram gravados e disponibilizados num pen-drive. Além disso, o roteiro das atividades de tecnologias era apresentado a cada encontro, seguido de uma conversa informal com a professora de tecnologia, para conhecimento e esclarecimento de dúvidas sobre o desenrolar das aulas.

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que foram analisadas nessa tese, também foram gravadas e disponibilizadas num pen-drive. Essas produções foram apresentadas nas culminâncias de projetos ou temáticas de estudos e, depois, compartilhadas na internet, na página do Facebook da escola.

2.2.4 Entrevistas semiestruturadas

Após alguns meses de convívio com a comunidade escolar da Escola Municipal Lagoa do Abaeté, de conhecer o perfil de alunos e professores por meio dos questionários de caracterização e de analisar alguns documentos, como planos de aula e registros de produções por meio do tablet, no mês de novembro de 2015 foram realizadas as entrevistas semiestruturais individuais com a professora de tecnologia e as professoras regentes do 4º e 5º anos.

Por meio de perguntas semiestruturadas (apêndice J), obtivemos informações acerca do objeto investigado, revelando as inquietações pessoais desses professores e apresentando as práticas no uso dos tablets. Vale ressaltar que apesar da entrevista semiestruturada ter um roteiro que norteou a ação, as entrevistadas tiveram liberdade de se posicionarem além das perguntas elaboradas, visto que este instrumento

ultrapassa a simples função de fornecimento de dados no sentido positivista do termo. Comumente com uma estrutura aberta e flexível, a entrevista pode começar numa situação de total imprevisibilidade, em meio a uma observação ou em contatos fortuitos com os participantes. Pode estruturar-se assim no desenrolar das interações. (MACEDO, 2004, p. 164)

A escolha pela entrevista semiestruturada deu-se por ser um dos meios mais apropriados de se construir diálogos para além das perguntas norteadoras da ação, caracterizando-se por sistemas mais flexíveis, típicos para uma abordagem a que a pesquisa qualitativa de cunho descritivo e analítico propõe-se.

Com o constante contato com as professoras, foi possível produzir dados significativos para a pesquisa durante as conversas informais que tínhamos, sem o teor típico de entrevista. Muitos desses contatos ocorreram quando nos encontrávamos nos ambientes comuns da escola, durante as aulas de tecnologias ou durante as apresentações e culminâncias das atividades produzidas.

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2.2.5 Grupos focais

Assim como as entrevistas com as professoras, os grupos focais, realizados apenas com os alunos, ocorreram também em novembro, após meses de convívio e conhecimento dos seus perfis e de analisar alguns documentos e registros de produções por meio dos tablets.

Diante do quantitativo de 60 alunos sujeitos da pesquisa e interessados em manter uma escuta sensível sobre a visão desses alunos quanto ao objeto da pesquisa, optamos pela conversa em grupo, seguindo as tendências do grupo focal, que pode ser entendido, segundo Macedo (2004, p. 178), como

[...] um recurso de coleta de informações organizado a partir de uma discussão coletiva, realizado sobre um tema preciso e mediado por um animador-entrevistador ou mesmo mais de um. Em realidade, configura-se numa entrevista coletiva aberta e centrada. Alguns elementos, entretanto, devem ser levados em conta: os membros do grupo; sua preparação para a entrevista; as condições de tempo; o lugar do encontro; a qualidade da mediação ou do entrevistador em termos de domínio da temática a ser trabalhada e da dinâmica grupal.

As turmas foram divididas em grupos, com média de 10 alunos, de modo a proporcionar um controle maior sobre os diálogos que iam sendo construídos. Na turma do 4º ano, com um total de 27 alunos, foram realizados três grupos focais de 9 alunos, que discutiram sobre as tecnologias, os tablets, as aulas de tecnologias e sobre as atividades desenvolvidas durante o ano letivo, em especial as atividades que geraram produtos que serão analisados nessa tese: reciclagem de papel semente.

Na turma do 5º ano, com um total de 33 alunos, foram realizados três grupos focais de 11 alunos, que também discutiram sobre as tecnologias, os tablets, as aulas de tecnologias e sobre as diferentes atividades produzidas a partir do estudo sobre as baleias jubarte e, também, sobre os registros fotográficos que representavam a cidade de Salvador. Ambas as atividades também geraram produtos que serão analisados nessa tese.

A conversa em grupo foi integralmente mediada, reforçando-se a importância de equilibrar as participações dos alunos e controlar o debate, evitando a “fuga” do assunto lançado. A seleção dos temas discutidos foi de grande relevância no processo de coleta dos dados, pois

[...] é no temário ou guia de temas que a ligação entre os objetivos de pesquisa e o grupo focal fica mais evidente. Objetivos bem definidos levam a um bom temário, que, por sua vez, leva a uma investigação mais produtiva. O temário é, na verdade, uma orientação, um auxílio para a memorização de questões importantes a serem tratadas. Deverá ser flexível o suficiente para que a discussão transcorra de forma

Referências

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