Redes de Comunicações Via Satélite
Mercado de Comunicações Via Satélite
Potencial Mercadológico
•
DBS-TV (Direct Broadcast Satellite TV)
• Transmissão de Dados
• Acesso à Internet
Módulo I
• Mecânica Orbital
• Veículos Lançadores
• Satélites Geoestacionário
• Segmentos do Sistema
Mecânica Orbital
Mecânica Orbital
FORÇAS QUE ATUAM SOBRE O SATÉLITE
2
r
m
GM
F
IN=
Er
mv
F
OUT 2=
Fin → Força Centrípeta (Força Gravitacional)
FOUT → Força Centrífuga (Devido a energia cinética) G → Constante Gravitacional Universal
G = 6,672 x 10-20 Km3/Kg s2
µ = GME → Constante de Kepler
Mecânica Orbital
PERÍODO DE ROTAÇÃO DO SATÉLITE
F
IN= F
OUTm p 2 3
2
4
r
T
=DISTÂNCIA DO SATÉLITE AO CENTRO DA TERRA
3 1 2 2
4
= p mT
r
(3a Lei de Kepler)Mecânica Orbital – Satélite Geoestacionário
T = 24h x 3600 s = 86.400 s µµ = 3,986004418 x 105 Km3/s2 d = r - re ; re = 6.378 Km d = 35.863,095 Km ≅≅ 36.000 Km 3 1 2 2 54
86400
10
986004418
,
3
× × = pr
Km
r
=42
.
241
,
095
Mecânica Orbital – Satélite Geoestacionário
Satélite Geoestacionário:
Satélite que permanece em repouso em relação a um observador localizado na superfície terrestre.
Órbita Geosíncrona:
Órbita circular situada no plano do equador a 36000 Km da superfície terrestre na qual o período de rotação do satélite é igual ao período de rotação da Terra, ou seja, 24 horas.
Satélites Não - Geoestacionário
Satélites de Baixa Órbita (LEO):
Satélites com altitudes entre 500 e 1.500 Km
Satélites de Média Órbita (MEO):
Sistema GPS (Global Positioning System)
• O segmento espacial do sistema GPS é constituído por 24 satélites situados em 6 planos orbitais de 20.200 Km de altitude (MEO). Em cada órbita são agrupados 4 satélites em planos
separados de 600 em longitude. O período orbital é de 11 h 58 min
tal que um mesmo satélite aparece duas vezes em um mesmo ponto a cada dia.
Exercício
O ônibus espacial (Space Shuttle) pode ser considerado um
exemplo de satélite de baixa órbita. Muitas vezes, sua órbita é de 250 Km acima da superfície terrestre. Nesta altitude ainda existe um número finito de moléculas da atmosfera terrestre. O raio média da Terra é de aproximadamente 6378,14 Km. Com base nestes dados, determine o período da órbita circular do “Space Shuttle” a uma
Solução do Exercício
T2 = (4π2r3)/µ T2 = 4π2 x (6628,14)3/3,986004418 x 105 s2 T2 = 2,88401145 x 107 s2 T = 5.370,30 s T = 89 min 30,3 s (Período) v = 2πr/T v = 41.645,83/5.370,13 v = 7,755 Km/s (Velocidade Linear)Cálculo do Ângulo de Elevação
)
sen(
)
sen(
)
cos(
)
cos(
)
cos(
)
cos(
g =L
eL
sl
s −l
e +L
eL
sLe → Latitude em graus da estação terrena Ls → Latitude em graus do satélite
le → Longitude em graus da estação terrena ls → Longitude em graus do satélite
Para satélites geoestacionários: Ls = 0
Cálculo do Ângulo de Elevação
Distância do Satélite a Estação Terrena:
(
)
2 1 2)
cos(
2
1
− + = g s e s e sr
r
r
r
r
Km
d
Ângulo de Elevação:d
r
El
)
ssen(
)
cos(
=
g
Cálculo do Ângulo de Azimute
Ângulo intermediário αα:(
)
( )
− = − e e sL
l
l
sen
tan
tan
1 a1o Caso: A estação terrena (et) está no hemisfério norte com
(a) o satélite localizado a sudeste da et: Az = 1800 - α
(b) o satélite localizado a sudoeste da et: Az = 1800 + α
2o Caso: A estação terrena está no hemisfério sul com
(a) o satélite localizado a nordeste da et:: Az = α
Cálculo do Ângulo de Azimute
Para posicionar o ângulo de azimute deve-se apontar o
eixo focal da antena para o norte verdadeiro (referência 00)
e, então, girar a antena no sentido horário para o ângulo de azimute em questão.
Exercício
Uma estação terrena está sendo instalada na cidade de
Londres Inglaterra, para transmissão de sinal de TV. Para o link de comunicação será utilizado um satélite geoestacionário do grupo Intelsat localizado sobre o oceano índico. Para a correta instalação da estação terrena é necessário determinar com certa precisão o ângulo de elevação e o ângulo de
azimute da antena. Utilizando os dados a seguir, determine: (a) a distância do satélite a estação terrena; (b) o ângulo de elevação; (c) o ângulo de azimute.
Latitude da Estação Terrena: 520 N
Longitude da Estação Terrena: 00
Resposta
Distância do Satélite a Estação Terrena: 41.034,28 Km Ângulo de Elevação: 5,8470
Perturbações Orbitais
Variação Longitudinal: Efeito da Curvatura da Terra
A Terra não é perfeitamente esférica e nem perfeitamente
elíptica. A geometria terrestre pode ser melhor representada por elipsóide triaxial. A Terra é achatada nos pólos; e o diâmetro equatorial é 20 Km maior que o diâmetro médio polar. O raio equatorial não é constante e não apresenta variação superior a 100 m. Além destas irregularidades, existem regiões da Terra onde a densidade média de massa parece ser maior. Estas regiões são referidas como regiões de concentração de massa (Mascons). A não esfericidade da Terra, a não uniformidade de seu raio e as variações de densidade de massa produzem
alterações no campo gravitacional em torno da Terra. Tais irregularidade produzem variações longitudinais, para leste ou para oeste, na posição nominal do satélite.
Perturbações Orbitais
Variação de Inclinação: Efeito do Sol e da Lua
O plano da órbita terrestre em torno do Sol – órbita eclíptica –
apresenta uma inclinação de 7,30 em relação ao plano equatorial do
Sol. O plano do equador terrestre apresenta uma inclinação de 230 em
relação ao plano da órbita eclíptica. A lua circula a Terra com uma inclinação de 50 em relação ao plano do equador terrestre. Todas
estas variações de plano, produzem uma variação na inclinação do plano da órbita do satélite. Neste caso, uma força de aceleração atua sobre o satélite fora de seu plano orbital.
A massa do Sol é muito maior que a massa da Lua. No entanto, a Lua está muito mais próxima da Terra do que o Sol. Por esta razão, a força de aceleração induzida pela Lua sobre o satélite geoestacionário é duas vezes maior do que a do Sol. Esta força de aceleração provoca uma variação de inclinação da órbita do satélite a uma taxa de
Perturbações Orbitais
Perturbações Orbitais
Os satélites geoestacionários são mantidos na posição correta por controladores em Terra. O controle de
posição é feito de modo a manter o satélite em uma caixa imaginária com limites de ± 0,050 em latitude e
Efeitos Orbitais Sobre os Sistemas de Comunicação
Eclipse Solar:
O satélite está em condição de eclipse quando se encontra na região de sombra da Terra. Os eclipses ocorrem em dois períodos: nos equinócios de 21 de março e 23 de setembro. Os eclipses se iniciam 23 dias antes dos períodos de equinócio e terminam 23 dias após tais períodos. Durante os equinócios de 21 de março e 23 de setembro o Sol cruza o plano do equador terrestre. Nesta condição, a Terra, o satélite e o Sol se encontram no mesmo plano.
Durante os períodos de eclipse as baterias do satélite devem
manter os seus sistemas em prefeito funcionamento. Desta forma, o sistema de baterias do satélite é dimensionado de forma a
Efeitos Orbitais Sobre os Sistemas de Comunicação
Efeitos Orbitais Sobre os Sistemas de Comunicação
Efeitos Orbitais Sobre os Sistemas de Comunicação
Interferência Solar:
Durante os períodos de equinócio, o satélite não só passa através da sombra da Terra, mas também cruza a linha que une o Sol a estação terrena. Durante esta fase do período de equinócio a antena da estação terrena fica exposta a uma radiação solar de grande intensidade. O Sol é uma poderosa fonte de microonda com temperatura equivalente de ruído variando de 6.000 a 10.000 K. A estação terrena não só receberá o sinal do satélite mas também a temperatura de ruído proveniente do Sol. A elevação da temperatura de ruído poderá causar desvanecimento do sinal recebido de tal modo que a transmissão poderá ser momentaneamente
Efeitos Orbitais Sobre os Sistemas de Comunicação
Lançamento
GTO/AKM - Órbita de Transferência Geoestacionária com Motor de Apogeu
AKM – (Apogee Kick Motor)
GTO com Transferência Lenta de Órbita