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Resumo de Sociologia 2º ano

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Academic year: 2021

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Resumo elaborado pelos professores do Colégio Odete São Paio: Milra e Jorge.

Resumo de Sociologia 2º ano

Bens e serviços

Bens são todas as coisas materiais colhidas na natureza ou produzidas para satisfazer necessidades humanas. Serviços são as atividades econômicas voltadas para a satisfação de necessidades e que não estão relacionadas diretamente à produção de bens.

Em qualquer atividade econômica, bens e serviços estão interligados. Uns dependem dos outros para que o sistema econômico funcione. Bens e serviços resultam da transformação de recursos da natureza em objetos úteis à vida humana. E isso só ocorre por meio do trabalho nos processos de produção.

Produção, distribuição, consumo

Com o nosso trabalho, somos capazes de produzir alguns bens e realizar serviços que eventualmente podemos utilizar. Entretanto, como um indivíduo isolado não é capaz de produzir tudo aquilo de que precisa, somos “obrigados” a viver em sociedade. Coletivamente, as pessoas participam da vida econômica, tendo como principais atividades a produção, a distribuição e consumo de bens e serviços.

Da matéria-prima ao produto final

O processo de produção é formado por três componentes principais associados:

· trabalho

· matéria-prima

· instrumentos de produção

Como exemplo: A cadeira, para se fazer uma cadeira é necessário a madeira (matéria-prima), o trabalho para transformar a matéria-prima que é madeira em cadeira e por final é necessários instrumentos de produção como martelo, serrote, pregos, etc para poder fazer a cadeira.

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O trabalho pode ser classificado conforme o grau de capacitação exigido do profissional. Assim, temos:

· trabalho qualificado- não pode ser realizado sem um certo grau de aprendizagem e conhecimento técnico; o trabalho de torneiro mecânico, por exemplo se enquadra na categoria;

· trabalho não qualificado- pode ser realizado praticamente sem aprendizagem; por exemplo, o trabalho de um servente de pedreiro.

Essa classificação não é uma simples divisão teórica. Ela atinge profundamente a vida das pessoas, pois diferentes salários são atribuídos conforme o grau de capacitação ou qualificação exigido pelas tarefas a cumprir.

Matéria-prima

Os componentes iniciais do produto que no processo de produção são transformados até adquirirem a forma de bem final são chamados de matéria-prima.

Recursos naturais

Para produzir, o ser humano utiliza recursos naturais como o solo( para a agricultura e a pecuária), as rochas ( para mineração), os rios e quedas-d’água ( para a navegação e a produção de energia elétrica), o petróleo ( do qual saem a gasolina e o plástico e outros produtos), etc. Na qualidade de recurso natural, elas tornam-se parte integrante da economia. Porque, quando o “elemento natural” passa a ser “ recurso”, caracteriza-se um uso social do que antes era só natureza.

Meios de produção

Os meios de produção são os instrumentos de produção e a matéria prima. Certos recursos naturais, como a terra, também são meios de produção. O conceito de meios de produção é, portanto, mais amplo do que o de instrumentos de produção.

As forças produtiva

Todo processo produtivo combina o trabalho com os meios de produção. Esses dois componentes estão presentes tanto na produção artesanal de uma bordadeira quanto nas atividades de uma grande indústria moderna. AO conjunto dos meios de produção

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somados ao trabalho humano damos o nome de forças produtivas. Assim: meios de produção ( matéria-prima e instrumentos de produção) + trabalho = forças produtivas. As forças produtivas alteram-se ao longo da História.

Relações de produção

No processo produtivo, as pessoas dependem umas das outras para obter os resultados pretendidos. Dessa forma, para produzir os bens e serviços de que necessitam, os seres humanos estabelecem relações entre si. Tais relações são chamadas de relações de produção. O trabalho é necessariamente um ato social. As relações de produção mais importantes são aquelas que se estabelecem entre os proprietários dos meios de produção e os trabalhadores. Isso porque todo processo produtivo conta sempre com pelo menos dois agentes sociais básicos: trabalhadores e proprietários dos meios de produção. Os trabalhadores participam da produção somente com sua força de trabalho. Na condição de senhores, nobres ou empresários, os proprietários participam do processo produtivo como os donos dos meios de produção. No decurso da história, existiram diversos tipos de sociedade. Cada um deles se caracterizava por relações específicas de produção. A esse conjunto de forças produtivas e relações de produção damos o nome de modo de produção. O conceito de modo de produção foi criado pelo alemão Karl Marx.

De que modo a sociedade se transforma

Modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços como os utiliza e como distribui. É também chamado de sistema econômico. Assim: relações de produção + forças produtivas = modo de produção. Cada sociedade tem sue próprio modo de produção. Na sequência estabelecida por Karl Marx, os grandes modos de produção teriam sido: antigo ( ou escravista), asiático, feudal e burguês moderno.

Escravidão na Grécia e em Roma

Não se sabe como e quando ocorreu em alguns lugares a dissolução da comunidade primitiva e quando surgiram as primeiras formas de escravidão. Sabe-se, porém, que a guerra entre comunidades e povos propiciou prisioneiros que foram rapidamente escravizados. Surgia, assim, pouco a pouco, o modo escravista de

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produção. Na sociedade escravista, os meios de produção ( terras e instrumentos de produção) e os escravos eram propriedade do senhor. O escravo era considerado um instrumento, um objeto, como um animal ou uma ferramenta. Um pequeno número de senhores explorava a massa de escravos, que não tinha nenhum direito. O modo de produção escravista caracteriza duas importantes sociedades: a grega e a romana da Antiguidade Clássica. Mais tarde, já na Idade Moderna, ele ressurgia sob uma nova forma, a do escravismo colonial.

O modo asiático de produção

Na abordagem de Marx e Engels, o modo de produção asiático predominou na Índia e no Egito da Antiguidade, bem como nas civilizações pré-colombianas dos incas, maias e astecas. Trata-se, na verdade, de sociedades fechadas, equipadas com um Estado forte e uma burocracia eficiente, capaz de manter o poder total do Estado, ao qual toda sociedade estava subordinada.

O feudalismo medieval

As relações do feudalismo basearam-se, sobretudo na propriedade do senhor sobre a terra e no trabalho agrícola do servo. Assim, a sociedade feudal estruturou-se basicamente sobre a divisão entre senhores e servos, embora existissem outros grupos sociais, como os mercadores, religiosos e artesãos. Os servos tinham uma condição muito inferior nessa sociedade, mas não viviam como escravos. Tinham o direito de cultivar um pedaço de terra cedido pelo senhor, desde que, em troca pagassem a ele impostos e rendas. Além disso, eram obrigados a trabalhar nas terras do senhor sem nada receber, sistema conhecido como corvéia. O servo tinha o direito ao usufruto da terra, mas não podia comprá-la ou vendê-la. O feudalismo estava em declínio, e as cidades e as feiras cresciam bastante. O fim do feudalismo era também uma mudança do modo de produção feudal para o modo capitalista de produção.

O avanço da burguesia

Nesse processo de transição teve o surgimento de uma nova classe social, a burguesia mercantil. A burguesia mercantil rejeitava o modo de produção feudal e preconizava o modo capitalista de produção. Enfim, como vimos nesse capítulo, os

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modos de produção não são permanentes e podem ser substituídos por novos modos de produção

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