D EC R E T O N° 7.711/2020 DE 30 DE D EZ E M BR O DE 2020
“ DISPÕE SO BR E P R O C E D IM E N T O PAR A C O N C E SSÃ O DE USO ESPEC IA L PAR A FIN S DE M O R A D IA - C U EM E DA A U T O R IZ A Ç Ã O DE U SO EM IM Ó V E IS DO M U N IC ÍPIO DE P O Á .”
O Prefeito M unicipal da Estância H idrom ineral de Poá, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 44, inciso IV, da Lei O rgânica do M unicípio de 26/03/1990;
DEC RETA:
A rt. Io. Os procedim entos relativos à C oncessão de U so Especial para fins de M oradia - CU EM no âm bito de program as ou ações de regularização fundiária ou provisão habitacional de interesse social em im óveis do M unicípio, obedecerão ao disposto neste D ecreto.
A rt. 2o. A Concessão de U so Especial para fins de M oradia é o instrum ento pelo qual a Prefeitura da E stância H idrom ineral de Poá reconhece o direito subjetivo à m oradia, quando preenchidos os requisitos da M edida Provisória n° 2.220. de 4 de setem bro de 2001, não se subm etendo a C U EM à análise de conveniência e oportunidade pela A dm inistração.
C A PÍT U L O I D AS D IR E T R IZE S G ER AIS
Art. 3o. Para os fins do disposto neste D ecreto, entende-se por:
BA IX A R E N D A - C onsidera-se de baixa renda, a unidade fam iliar com renda igual ou inferior ao valor correspondente a cinco salários m ínim os, conform e art. 1°. § 2°. do D ecreto-lei n° 1.876. de 15 de julho de 1981.
FRA ÇÃ O ID E A L - área atribuída a cada possuidor, nas concessões coletivas, não superior a duzentos e cinqüenta m etros quadrados.
IM Ó V EL F U N C IO N A L - im óveis residenciais de propriedade do M unicípio de Poá, para ocupação tem porária por servidores da A dm inistração Pública Direta, nos term os da Lei nü 8.025 de 12 de abril de 1990. regulam entada pelo D ecreto n° 99.266. de 28 de maio de 1990, e do D ecreto n° 980 de 11 de novem bro de 1993.
IN TER ESSE SO C IA L - diretam ente afeto às cam adas mais pobres da população, concernente à m elhoria nas condições de vida desta população com o objetivo de atenuar as desigualdades sociais.
O PO SIÇ Ã O - constatação de litígio em relação à propriedade do im óvel objeto da concessão do direito constitucional à moradia.
R EG U L A R IZ A Ç Ã O F U N D IÁ R IA DE IN T ER E SSE SO C IA L - procedim ento que confere legalidade e reconhece a posse exercida por pessoa (s) ou grupo de pessoas, cuja renda fam iliar não ultrapasse cinco salários m ínim os, com o objetivo de viabilizar o acesso da cam ada m ais pobre da população à terra urbanizada e à habitação digna e sustentável, especialm ente no caso de núcleos residenciais, sem excluir da apreciação da adm inistração casos individuais.
C A PÍT U L O II DA CUEM Seção I
Das D isposições Gerais
A rt. 4o. A Concessão de U so Especial para fins de M oradia CU EM será conferida a quem com provar que possuiu como seu, por cinco anos, ininterruptam ente e sem oposição, im óvel do M unicípio de até duzentos e cinqüenta m etros quadrados, quando situado em área urbana e utilizado para sua m oradia ou de sua fam ília, desde que não seja proprietário ou concessionário, a qualquer título, de outro im óvel urbano ou rural e que ainda esteja residindo no imóvel.
§ I o. A propriedade continuará em poder da adm inistração pública, que concederá ao possuidor o direito de usar, fruir e dispor do direito objeto da referida concessão.
§ 2o. O poder público tem obrigação de conferir a CU EM a todos os m oradores que atendam aos requisitos da M edida Provisória n° 2.220. de 2001, e que solicitem o reconhecim ento de seu direito à m oradia conform e estabelecido neste Decreto.
§ 3o. A CU EM será conferida tanto ao hom em quanto à mulher, ou a am bos, independentem ente do estado civil, dando-se preferência na titulação, sem pre que possível, para as m ulheres de cada núcleo fam iliar.
§ 4o. Os casos previstos nos arts. 4° e 5° da M edida P rovisória n° 2.220, de 2001, não exim em o poder público da obrigação de reconhecer o direito à concessão, ainda que a m oradia venha a ser exercida, em definitivo, em local diverso daquele em que é exercida a posse.
§ 5°. A CU EM é sem pre gratuita.
§ 6o. A utilização do im óvel para com ércio ou serviço de interesse local, desde que seja coexistente e se dê de form a com patível ao uso para m oradia, não exim e o poder público da obrigação de reconhecer o direito à CUEM , observado o disposto no art. 25. parágrafo único, deste Decreto.
§ T . O direito de que trata este artigo não será reconhecido ao mesmo concessionário m ais de um a vez.
Art. 5o. A CU EM poderá ser conferida na m odalidade coletiva nas situações em que não é possível, por qualquer m otivo, individualizar os terrenos possuídos pelos m oradores.
§ I o. N os casos de que trata o caput, a área possuída coletivam ente poderá ser superior a duzentos e cinqüenta m etros quadrados, desde que a fração ideal atribuída a cada fam ília não ultrapasse esta dim ensão, nos term os do art. 2°, § 3°, da M edida Provisória n° 2.220, de 200 1 .
§ 2o. N a m odalidade coletiva, será atribuída a cada fam ília um a fração ideal da área, independente da dim ensão do terreno que cada um ocupar de fato, adm itindo-se acordo escrito entre todos os ocupantes que estabeleça frações ideais diferenciadas.
§ 3°. A CUEM na m odalidade coletiva som ente poderá ser conferida a fam ílias de baixa renda, nos term os do art. 2° da M edida Provisória n° 2.220, de 2001.
§ 4°. Para os fins do disposto neste artigo, a CU EM na m odalidade coletiva poderá ser etapa interm ediária ao posterior reconhecim ento do direito de form a individualizada, recom endando-se que, sem pre que possível, conste expressam ente no instrum ento de contrato um prazo para a urbanização e posterior individualização dos lotes.
§ 5o. N a m odalidade coletiva, para efeitos de contagem do prazo de cinco anos, é perm itido ao possuidor de área do M unicípio acrescer ao seu tem po de posse o tem po de posse de seus antecessores, desde que a posse seja contínua e que este ainda esteja residindo no im óvel, inclusive nos casos previstos no art. 4o, § 4o do presente Decreto.
§ 6o. Para os casos de que trata o caput, adm ite-se a com provação do tem po de posse a partir de registros de início do assentam ento inform al de baixa renda, desde que este tenha se constituído até 30 de junho de 1996.
Art. 6o. Poderão ser objeto da CU EM os bens im óveis do M unicípio, exceto os im óveis funcionais, conform e estabelecido pelo art. 22-A , §1°, da Lei n° 9.636 de 15 de m aio de 1998.
Parágrafo Ú nico. A Secretaria M unicipal de A dm inistração poderá oficiar ao D epartam ento Com petente da Prefeitura solicitando que a área seja incluída no Plano D iretor da Cidade, ou que por meio de lei especial a área seja tratada como de interesse social ou outro instituto que garanta a função social do imóvel.
Seção III Da C om petência
Art. 7o. O C hefe do Executivo é a autoridade com petente para autorizar a celebração de contratos de Concessão de U so Especial para fins de M oradia - CUEM .
§ I o. Para os fins do disposto no caput, o C hefe do Executivo deverá encam inhar à Secretaria M unicipal de A dm inistração, relatório circunstanciado do processo de regularização fundiária atestando o preenchim ento dos requisitos e reconhecendo os direitos estabelecidos no art. 4o e 5o deste Decreto.
§ 2o. Publicada a necessária autorização pelo Chefe do Executivo, a Secretaria M unicipal de A dm inistração, lavrará os contratos de CUEM , aprovado por m eio de Processo A dm inistrativo.
Art. 8°. Para atendim ento do disposto no presente D ecreto, o Chefe do Eixecutivo é com petente para representar o M unicípio na assinatura dos contratos de C U EM ,com interveniência da Secretaria M unicipal de A dm inistração.
Seção IV Da Instrução do Processo
Art. 9°. O processo para a obtenção da CU EM será autuado a partir da apresentação de requerim ento pelos interessados ou por iniciativa da própria A dm inistração Pública.
Parágrafo único. As associações, cooperativas ou outras form as associativas legalm ente constituídas poderão apresentar requerim ento em nom e dos
Art. 10. O requerente deverá indicar dados de qualificação pessoal, apresentando os originais e cópia dos seguintes docum entos: cartão de CPF, Carteira de Identidade ou outro docum ento com validade para identificação civil, e certidão de casam ento, se aplicável.
Parágrafo único. A ausência justificada dos originais de qualquer um dos docum entos de identificação não obstará o reconhecim ento do direito à m oradia de que trata este D ecreto, desde que seja com provada a autenticidade de outra forma.
A rt. 11. Para o fim de com provação do preenchim ento dos requisitos previstos nos arts. 1° e 2°. da M edida Provisória n° 2.220. de 2001, o processo será instruído com os seguintes docum entos:
I- para com provação do dom ínio do M unicípio: m atrícula em cartório de registro de im óvel - CRI. term o de incorporação, dem arcação de LPM e/ou LM EO, decreto de desapropriação, auto de dem arcação, discrim inação adm inistrativa, com provação da inexistência de ação judicial que tenha por objeto a dom inialidade do M unicípio;
II- para com provação do tam anho do imóvel: planta de situação do imóvel, croqui, m em orial descritivo ou certidão a ser fornecida pelo Poder Público M unicipal, na form a do $ 2°. art. 6° da M edida Provisória n° 2.220. de 2001. que ateste, tam bém , as especificações técnicas do imóvel;
III- para com provação do tem po de posse: fotos aéreas, cadastros m unicipais, estaduais ou federais; m atérias jornalísticas; publicações; estudos acadêm icos: boletos de cobrança em itidos por concessionárias de serviços públicos; correspondência ou recibo com indicação do endereço; registro escolar; carteira de vacinação; docum ento de entrega de m ercadorias entre outros que contenha indicação de data e localização;
IV - para com provação de inexistência de oposição: declaração do possuidor no corpo do requerim ento que dá início ao processo; certidão da G RPU atestando inexistir reclam ação adm inistrativa ou ação possessória em relação à área no período aquisitivo;
V- não ser proprietário ou concessionário de outro im óvel urbano ou rural: declaração de próprio punho feita pelo possuidor em seu requerim ento inicial; e
VI- localização em área urbana para fins de moradia: certidão expedida pela prefeitura, atestando tratar-se de área urbana, indicando o uso do solo previsto em Lei M unicipal e o uso efetivam ente constatado. v ^
§ I o. Em caso de dúvidas, o M unicípio poderá consultar a Secretaria M unicipal de A ssuntos Jurídicos, quanto à existência, ou não, de ações possessórias, antes de expedir a certidão a que se refere o inciso IV deste artigo.
§ 2o. A relação de docum entos de que trata este artigo é exem plifícativa, podendo, desde que justificada, ser suprida por outros docum entos que possam com provar as inform ações exigidas.
Seção V D os C ontratos
Art. 12. A C oncessão de U so Especial para fins de M oradia - CUEM , de que trata este D ecreto, será form alizada por instrum ento contratual celebrado entre o M unicípio e o(s) possuidor(es) da área.
Parágrafo único. O título conferido terá, para todos os fins de direito, caráter de escritura pública e servirá para efeito de registro no Cartório de R egistro de Im óveis, conform e disposto no a r t 167, inciso I. item 37 da Lei n° 6.015 de 31 de dezem bro de 1973.
A rt. 13. Para elaboração do contrato de CUEM , a D ivisão de Patrim ônio do M unicípio poderá utilizar o m odelo constante no A nexo I do presente Decreto, adequando-o à realidade de cada caso.
Art. 14. Q uando houver parceria com outros entes, é recom endável que, do contrato, conste sua interveniência, de form a a garantir o cum prim ento das responsabilidades acordadas, com o, por exem plo, a elaboração de projetos, licenciam entos, urbanização, im plantação de m elhorias etc.
Art. 15. O contrato deve conter cláusula que vede a locação do im óvel ou da área objeto de contrato da CUEM , a fusão de im óveis ou áreas concedidas que resulte em área superior a duzentos e cinqüenta metros quadrados, bem com o parcelam entos que contrariem os padrões estabelecidos em lei m unicipal de uso e ocupação do solo.
A rt. 16. A concessão de uso especial para fins de m oradia é transferível por ato inter vivos ou causa m ortis, por sucessão legitim a ou testam entária, conform e o art. 7° da M edida Provisória n° 2.220. de 2 0 0 1 .
§ I o. A transferência de direito relativo ao im óvel concedido depende de prévia em issão de C ertidão A utorizativa de T ransferência - CAT pelo órgão com petente da M unicipalidade, sem incidência de laudêm io quando se tratar de ocupante cuja rerfda mensal fam iliar é igual ou inferior a cinco salários m ínim os.
§ 2°. O instrum ento de contrato deverá conter cláusula expressa perm itindo a transferência do im óvel, cláusula esta que deverá estar tam bém expressa no contrato particular de com pra e venda, caso em que serão m antidas todas as condições do direito concedido.
§ 3o. As transferências ficarão sujeitas à averbação na Divisão de Patrim ônio do M unicípio, por parte dos adquirentes, no prazo estabelecido no § 4o do art. 3° do D ecreto-lei n° 2.398. de 21 de dezem bro de 1987, sob pena de incidência da m ulta prevista no § 5o desse artigo.
Seção V I Da extinção A rt. 17. A CU EM se extingue:
I- se o concessionário der ao im óvel concedido destinação diversa da m oradia para si ou para sua fam ília;
H -se o concessionário adquirir a propriedade ou a concessão de uso de outro imóvel urbano ou rural, nos term os do artigo 8o da M edida Provisória n° 2.220 de 2001;
III- pela m orte dos concessionários sem herdeiros, ou com herdeiros que sejam proprietários ou concessionários de outro im óvel urbano ou rural.
§1° Nas hipóteses acim a, a extinção da concessão im plica a reversão do im óvel ao M unicípio.
§ 2o. N os casos dos incisos II e III, o concessionário ou herdeiro terá o prazo de cento e oitenta dias para transferir a CUEM ou o outro im óvel possuído, antes da concretização da extinção.
§ 3o. Para os fins de que trata o § 2o deste artigo, o concessionário ou o herdeiro deve ser notificado pessoalm ente.
C A PÍT U L O III DA A U T O R IZ A Ç Ã O DE U SO
Seção I D as D isposições G erais
A rt. 18. Q uando houver a utilização da área exclusivam ente para desenvolvim ento de atividade econôm ica, poderá ser aplicada a autorização de uso prevista no art. 9° da M edida Provisória n° 2.220. de 200 1 .
§ I o. O benefício de que trata o caput poderá ser conferido a quem com provar que, até 30 de junho de 2001, possuiu como seu, por cinco anos, ininterruptam ente e sem oposição, im óvel do M unicípio de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, quando situado em área urbana desde que o requerente não possua outro estabelecim ento, tenha renda fam iliar de até cinco salários m ínim os e o exercício da atividade econôm ica seja para sustento próprio ou de sua fam ília.
§ 2o. A autorização de uso de que trata este artigo será conferida de form a gratuita.
§ 3o. O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo, acrescentar sua posse à de seu antecessor, contanto que am bas sejam contínuas.
§ 4o. É facultado ao M unicípio assegurar ao possuidor o exercício do direito à autorização de uso em outro lugar, no caso de a ocupação oferecer risco à vida ou à saúde de seus ocupantes ou usuários.
Art. 19. A autorização de uso de que trata o art. 18 será sem pre conferida de form a individual e em nom e da pessoa física que realiza tal atividade econôm ica.
Seção II - Do C ontrato
Art. 20. A autorização de uso, de que trata este D ecreto, será form alizada por instrum ento contratual celebrado entre o M unicípio e o(s) possuidor(es) da área.
Art. 21. O contrato deverá indicar o objetivo para a qual se destina a autorização de uso, caracterizando sem pre que possível a atividade econôm ica a ser realizada.
Art. 22. O contrato deve conter cláusula que vede a locação da área utilizada exclusivam ente para desenvolvim ento de atividade econôm ica, assim com o a fusão que resulte em área superior a duzentos e cinqüenta m etros quadrados, bem com o parcelam entos que contrariem os padrões estabelecidos em lei m unicipal de uso e ocupação do solo.
Art. 23. C onstará do contrato cláusula que autoriza a transferência, por ato inter vivos ou causa mortis, do direito de autorização de uso, desde que seja previam ente anuído pela Secretaria M unicipal de A dm inistração.
Art. 24. A plica-se. à A utorização de U so, no que couber, o disposto no Capítulo II, Seção V deste Decreto.
C A PÍT U L O IV D isposições Finais
Art. 25. O C hefe do Executivo doM unicípio de Poá terá o prazo m áxim o de doze meses para decidir o pedido de concessão, contado da data de seu protocolo.
Parágrafo Único. Q uando houver a preponderância da área com ercial ou a incom patibilidade de m oradia, não se aplicará a CUEM , porém poderá ser aplicada a A utorização de U so de que trata o art. 9° da M P n° 2.220. de 2001. nos term os previstos nos arts. 18 a 24 da presente Decreto.
A rt. 26. N o caso de ocupação de área de risco ou prejudicial à saúde dos ocupantes, os órgãos técnicos da M unicipalidade deverá diligenciar no sentido de buscar um a alternativa de alocação para aquela população, nos term os do art. 4° da M edida Provisória n° 2.220. de 200 1 .
Parágrafo Ú nico. Em não existindo im óveis do M unicípio disponíveis para atendim ento do disposto no caput, a Secretaria M unicipal de A dm inistração deverá buscar apoio ju n to aos dem ais órgãos públicos de qualquer esfera da federação a fim de encontrar solução que contem ple o direito à m oradia do(s) beneficiário(s) que deve(m ) ser realocado(s).
A rt. 27. N o caso de ocupação em im óveis de uso especial, poderá ser adotado o disposto no art. 5° da M edida Provisória n° 2.220, de 2001.
Art. 28. Este D ecreto entra em vigor na data de sua publicação. REG ISTR E-SE E PU BLIQ U E-SE.
PR EFEITU RA DA ESTÂ N CIA H ID R O M IN ER A L DE POÁ Em 30 de dezem bro de 2020.
An t o n i o Al e x a n d r e Nu n e s Pr o v i s o r
Se c r e t á r i o d e Ad m i n i s t r a ç ã o
Registrado no Departamento de Administração<e afixado na Portaria Municipal, na mesma data:- . , * I
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Va l é r i a Ma r a P ^e s v i e i r a v
C O N TR A TO C U EM M O D ELO
C O N TR A T O DE C O N C E SSÃ O DE U SO E SPE C IA L PARA FINS DE M O R A D IA do im óvel constituído por um a área de [m2] localizado na [EN D EREÇO ], que entre si celebram , com o O U TO R G A N TE C oncedente o M unicípio, e com o O U TO R G A D O C oncessionário [NOM E], para fins de regularização fundiária de interesse social conform e Processo [n°], e com a interveniência do [NOM E, SE FO R O CASO],
A os [DATA], a Prefeitura da E stância H idrom ineral de Poá/SP, situada na [EN DEREÇO ], com pareceram as partes entre si justas e acordadas, a saber: de um lado, com o O U TO R G A N TE C O N C ED EN TE, o M unicípio de Poá/SP, representada neste ato pelo Prefeito M unicipal, de acordo com o inciso IV, do artigo 44, da Lei O rgânica do M unicípio de Poá, S r . _____________ [NOM E], portador da carteira de identidade RG [N°], inscrito sob o CPF [N°], residente e dom iciliado em [EN DEREÇO ], e de outro lado, como O U TO R G A D O C O N C ESSIO N Á R IO , [N OM E], [ESTAD O CIV IL],
portador da carteira de identidade RG [n°], inscrito sob o CPF [n°], residente e dom iciliado em [EN DEREÇO ], e como A N U EN TE IN TER V EN IEN TE SECR ETA R IA M U N ICIPA L DE A D M IN ISTR A Ç Ã O , representada neste ato por [NOM E], portador da carteira de identidade R G [n°], inscrito sob o CPF [n°], residente e dom iciliado em [EN DEREÇO ], e as testem unhas qualificadas e assinadas ao final do presente Contrato. E na presença das m esm as testem unhas foi dito que:
C LÁ U SU L A PR IM EIR A - O M unicípio é senhor e legítim o possuidor do im óvel com a área de [m2], localizada na [EN D EREÇO ], adquirido por força da [FU N D A M EN TO JU RÍD ICO ] registrado sob [N° M A TRÍCU LA OU TR A N SC R IÇ Ã O E IN D ICA Ç Ã O D O CA R TÓ R IO , SE
H O U V ER ], cadastrado sob o RIP [n°, SE H O U V ER ], caracterizado com o área de interesse social / zona especial interesse social conform e [N° LEI M U N IC IPA L, SE H O U V ER ], declarado de interesse público nos term os da Portaria SPU [N° E D ATA DE PU BLIC A ÇÃ O . SE H O U VER],
C LÁ U SU L A SE G U N D A - O m encionado im óvel assim se descreve e caracteriza: [M em orial Descritivo] OU [Q UA NDO C O LETIV A , SE FO R O CASO ] No aludido im óvel insere-se [quadra, setor, O QU E CO U B ER ], com [m2], assim descrito e caracterizado: [M em orial Descritivo],
C LÁ U SU L A T E R C E IR A - [SE FO R CO LETIV A ] A cada um dos O U TORG A D O S
concessionários é atribuída igual fração ideal do terreno descrito na cláusula [número] OU A cada um dos O U TO R G A D O S concessionários é atribuída fração ideal
diferenciada do terreno descrito na cláusula [n°], nos term os do acordo firm ado entre os cessionários, com a seguinte descrição [ESPECIFIC A R A M ETRA G EM DE CAD A C O N C ESSIO N Á R IO ]. Parágrafo único
- [SE FOR O CASO ] - O tam anho da área na qual cada fam ília exercerá, em definitivo, seu direito à m oradia poderá sofrer alterações de acordo com o projeto urbanístico, a ser executado, a cargo da [outorgante C O N C ED EN TE ou órgão a ela conveniado/cooperado ou anuente interveniente, O QUE COUBER],
C LÁ U SU L A Q U A R T A - Com fundam ento no [art. 1°, se individual, ou T , se coletivo, da M edida Provisória n° 2.220. de 4 de setem bro de 200 1 ; no art. 22-A Lei 9.636. de 15 de m aio de 1998. ; no art. 4°, inciso V, alínea h, da Lei n° 10.257. de 10 de iulho de 2001. O QUE C O U BER, e outros fundam entos jurídicos, SE H OU VER] é feita a concessão de uso especial para fins de m oradia [na m odalidade coletiva, SE FOR O CASO ], gratuitam ente, por prazo indeterm inado, do im óvel descrito e caracterizado na cláusula [núm ero], observado o disposto na cláusula [SOBRE FR A Ç Ã O , SE FO R O CASO Q U A N D O COLETIVA ] o qual se destina à utilização [SE FO R C O LETIV A , por [número] fam ílias de baixa renda] para fins de m oradia do O U TO R G A D O S concessionário ou de sua fam ília.
C LÁ U SU LA Q U IN T A - [SE H O U V ER IN TERV EN IÊN CIA ] Ficará a cargo da A N U EN TE IN TER V EN IEN TE [elaboração de projetos, licenciam ento, urbanização, im plantação de melhorias. O Q UE COU BER]. Parágrafo único - São fixados os prazos [n° meses OU anos], a contar da data de assinatura do contrato de concessão, para que o A N U EN TE IN TER V EN IEN TE dê cum prim ento os objetivos previstos na cláusula [n°], em especial [PO R EX EM PLO , início e térm ino de obras, DE A CO R D O COM C LÁ U SU LA ACIM A, PO D EN D O E STA B ELEC ER RESPO N SA B ILID A D ES D IFEREN CIA D A S E ETA PA S CO M PRAZO S ESPECÍFICO S],
C LÁ SU LA SEXTA - [Q U A N D O A PLICÁ V EL ART. 4o] Tendo em vista as restrições contidas no art. 4° da M edida Provisória n° 2.220, de 2001, a [outorgante CO N C ED EN TE ou órgão a ela conveniado/cooperado ou A N U EN TE IN TER V EN IEN TE, O QUE COUBER] garantirá que o exercício do direito à m oradia, reconhecido nos term os da cláusula [núm ero], seja assegurado em local distinto do possuído.
C LÁ SU L A SÉTIM A - [Q U A N D O A PLICÁ V EL ART. 5o] Tendo em vista o disposto no art. 5° da M edida Provisória n° 2,220. de 2001, e por se tratar de imóvel [de uso com um do povo, necessário para obra pública, de preservação am biental ou outra hipótese do art. 5o, O Q UE CO U BER, C O N FO R M E O CA SO ], faculta-se o exercício do direito à m oradia em local distinto do possuído.
PREFEITURA DA ESTANCIA HIDROMINERAL DE POA
ESTADO DE SÃO PAULO
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C LÁ U SU LA O ITA V A - Fica vedada a fusão que resulte em área [OU fração ideal, Q UA N D O CO LETIVO ] superior a 250 m2, assim como a locação da área concedida, no todo ou em parte.
C LÁ SU L A N O N A - [Q U A N D O H O U V ER U SO M ISTO ] É reconhecida e autorizada a prestação de serviço ou com ércio de interesse local, com patível com o uso para m oradia, exercido pelos concessionários [nom e e CPF] com a finalidade de sustento próprio ou da fam ília, quando perm itido na legislação m unicipal de uso e ocupação do solo.
C LA U SU L A D ÉC IM A - Ficará sob a responsabilidade do O U TO R G A D O C oncessionário a adm inistração, uso, conservação, instituição de condom ínio [QUA N D O CO LETIV A , SE FO R O CA SO ], os encargos financeiros que recaiam sobre o im óvel ou seu uso, bem como as responsabilidades civis e adm inistrativas. Parágrafo único - O O U TO R G A D O C oncessionário deverá dar condições para que o M unicípio realize fiscalização periódica no im óvel concedido.
C L Á U SU L A D ÉC IM A PR IM EIR A - A concessão ora contratada e dem ais transferências de direito realizadas em relação ao im óvel descrito e caracterizado na cláusula [núm ero], ainda que de parcelas do m esm o, perm anecerão vinculadas aos fins sociais que fundam entam sua outorga, nos term os da cláusula [núm ero], ficando as transferências condicionadas à conferência dos requisitos do art. 1° ou 2f, O QUE COU BER] da M edida Provisória n° 2.220, de 2001.
§ I o. A transferência de direito relativo ao im óvel concedido depende de prévia em issão de Certidão A utorizativa de T ransferência (CA T) pelo órgão técnico da M unicipalidade, na form a do art. 3°, inciso I. §2°. do D ecreto-lei n° 2.398. de 21 de dezem bro de 1987.
§ 2°. Os dados de registro da transferência deverão ser fornecidos ao M unicípio no prazo de sessenta dias, sob pena de multa, em observância ao disposto no § 4° do art. 3° do D ecreto-lei n° 2.398. de 21 de dezem bro de 1987. § 3o. No caso de transferência, o concessionário não poderá ser novam ente beneficiado em program as de afirm ação do direito constitucional à moradia.
C LÁ U SU L A D ÉC IM A SEG U N D A - Considerar-se-á rescindido o presente contrato, independentem ente de requerim ento judicial, retornando o im óvel à C ON CED EN TE. nos seguintes casos: a) se o concessionário der ao im óvel destinação diversa da m oradia para si ou para sua fam ília: b) se o concessionário adquirir a propriedade ou a concessão de uso de outro im óvel urbano ou rural, c) se o(s) C oncessionário(s)
•'VWVUO' —
SftML-renunciar(em ) à concessão.
Pelo(s) O utorgado(s) CO N C ESSIO N Á R IO (S) e perante às testem unhas presentes, foi dito que aceitava(m ) o presente contrato. E, assim, de com um acordo, assinam o
M unicípio, com o O utorgante C O N C ESSIO N Á R IA . e
... . com o O utorgado(s)
C oncessionário( s), juntam ente com as testem unhas ... . o presente contrato de concessão de uso especial para fins de m oradia, sujeitando-se, no que couber, às disposições legais aplicáveis à espécie, para que produza os devidos efeitos jurídicos. Presentes a todo o ato. depois de lido e achado conform e o presente instrum ento, o qual é lavrado em livro próprio desta Prefeitura da Estância H idrom ineral de Poá, valendo o m esm o com o escritura pública por força do art. 13, inciso VI, da Lei n° 147. de 3 de fevereiro de 1967. E eu. , lavrei o presente C O N TRA TO DE C ESSÃ O , que lido e achado conform e vai assinado por m im e pelos presentes.