Geologia
estrutural
Haakon Fossen
2ª ediçãoFig 6.1
O gelo nas geleiras flui de modo similar a um fluido viscoso, mas as abundantes fraturas na superfície das geleiras indicam que esse modelo pode não ser perfeitamente válido para a sua parte superior. Sudeste da Groenlândia
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2ª ediçãoElástica linear E =σ/ e F F F Viscosa linear σ tg–1(η) η Perfeitamente plástica Limite de elasticidade t0 σn σn t1 t0 t0 t1 e e e e e e
• Relação linear esforço-deformação • Resposta instantânea ao esforço • Deformação não permanente
• Relação linear esforço-taxa de deformação • Esforço depende da taxa de deformação
• Resposta retardada ao esforço (quanto mais tempo, maior a deformação)
• Deformação permanente
• Deforma-se sob esforço constante após o limite de elasticidade ser atingido
• Esforço constante independente da taxa de deformação • Deformação permanente A B C D E F G H I
Fig 6.2
Deformações elástica, viscosa e plástica ilustradas por análogos mecânicos, curvas de esforço e deformação (centro) e curvas de história de deformação (à direita)
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2ª ediçãoEsforço: F/A l0 A1 A2 <A1<A0 F1 I–l0 I–l0 A0 F2 tg E σ e a b c A B C D Deformação: e = (I–l0)/l0 = 0,05 Deformação: e = (I–l0)/l0 = 0,1
Fig 6.3
Deformação elástica ilustrada (A–C) pela extensão uniaxial de uma barra. Quanto mais intensa for a força F atuante na extremidade da área A, mais alongada será a barra (comprimento l). Se o material for elástico linear, a relação entre a
extensão e e σ(= F/A) será linear e formará uma linha no espaço e–σ (d). O gradiente ou inclinação da linha corresponde a E (módulo de Young). Quando a força é relaxada, o material recupera sua forma original (a origem)
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2ª ediçãoFig 6.4
Alguns minerais e rochas apresentam elasticidade linear, o que significa que eles seguem a mesma trajetória linear no espaço esforço-deformação tanto na acumulação como no alívio de esforços. Dados de Griggs e Handin (1960) e Hobbs et al. (1972)
σ (MP a) 1,5 1,0 0,5 1,0 2,0 % e Quartzo Piroxenito Granito Dolomita
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2ª ediçãoe σ Elástico com histerese e σ Elástico linear e σ Elástico perfeito E = σ/ e E = f (σ/e ) A B C
Fig 6.5
Três tipos de elasticidade. (A) Elasticidade linear, em que as trajetórias de carga (deformação, strain) e alívio de carga (recuperação da forma original) são lineares e idênticas, e cujo gradiente pode ser descrito pelo módulo de Young. (B) A deformação elástica perfeita segue uma mesma trajetória não linear durante o aumento e o alívio de carga. (C) Na elasticidade com histerese, a trajetória é não linear e diferente durante o aumento e o alívio de carga
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2ª ediçãoFig 6.6
(A) Um esforço vertical (σz) aplicado a uma barra não confinada (compressão uniaxial não confinada). O retângulo tracejado indica a forma do material antes da deformação uniaxial. A elongação horizontal ex está diretamente relacionada ao
encurtamento vertical pela razão de Poisson. (B) Adicionando-se uma pressão confinante, obtém-se uma situação mais realista, na qual surgem esforços horizontais que se contrapõem ao esforço vertical
σ
ze
ze
x= e
y= νe
z1/2 e
x1/2 e
x1/2 e
x1/2 e
xe
zσ
zσ
y= σ
xA
B
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2ª ediçãoγ
45°
ISA
145°
σ
1σ
sFig 6.7
O cisalhamento de um meio (fluido) implica um esforço principal máximo atuando a 45° em relação à superfície. Para
pequenas deformações, essa situação equivale à orientação de ISA1. Se o material for viscoso, o aumento do esforço resultará em cisalhamento mais rápido. A relação entre ambos é determinada pela viscosidade do material
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2ª ediçãoe η σ η1 η2 η3
Fig 6.8
Reologia viscosa linear (linha reta) e não linear no diagrama esforço-taxa de deformação. A inclinação da linha reta
corresponde à viscosidade (esforço dividido pela deformação). A linha curva indica uma mudança gradual de inclinação, que é denominada viscosidade efetiva. Uma curva mais inclinada indica uma viscosidade mais alta, o que significa que o material se deforma de modo relativamente lento qualquer que seja a condição de esforços
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2ª ediçãoFig 6.9
Curva de esforço e deformação. (A) A deformação elástica é substituída pela plástica quando o limite de plasticidade (σy) é atingido. Quando o esforço é retirado, a deformação elástica é desfeita e a plástica permanece. (B) Nesse caso, o esforço é aumentado até o ponto em que ocorre a
deformação rúptil e σ σy σ σy Elás tico Plástico eplástico eplástico eelástico eelástico e Elás tico Plástico Ruptura Resistência à ruptura A B Limite de elasticidade Esforço limite de elasticidade
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2ª ediçãoσ
Elástico
Endurecimento por deformação
Amolecimento por deformação
e
Sem endurecimento / amolecimento
Fig 6.10
Curva de esforço e deformação para materiais elástico-plásticos com propriedades de endurecimento (hardening), amolecimento (softening) e sem tais propriedades
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2ª ediçãoLE e e Viscoelástico (Kelvin) E=σ/e e LE Viscoso Elástico Viscoelástico (Maxwell) e Linear geral F F F F F e σ σ σ σ Plástico Elástico–plástico (Prandtl) Elástico F Visco-plástico (Bing-ham) e Perm. t0 t1 t0 t1 t0 t1 t0 t1 t0 t1 Elástico e LE e LE Elástico Plástico e Visc. Perm. Elástico e LE σ σ e LE
• Relação esforço-deformação elástica e, em seguida, plástica
• Resposta instantânea ao esforço • Deformação permanente + não permanente
• Viscoso linear acima do limite de elasticidade (LE)
• Sem resposta ao esforço até LE; a partir daí, dependente do tempo • Deformação permanente
• Ao mesmo tempo elástico e viscoso • Resposta instantânea ao esforço • Taxa de deformação controlada pela viscosidade
• Deformação não permanente
• Elástico, viscoso acima do esforço • Resposta elástica instantânea ao esforço
• Taxa de deformação controlada pela viscosidade
• Deformação permanente + não permanente
• Elástico, viscoso acima do esforço • Resposta elástica instantânea ao esforço; a partir daí, dependente do tempo
• Taxa de deformação controlada pela viscosidade
• Deformação permanente + não permanente e σn η η A B C D E F G H I J K L M limite de elasticidade limite de elasticidade
Fig 6.11
Combinações de deformação elástica, viscosa e plásticailustradas por análogos mecânicos (à esquerda), por curvas de esforço-taxa de deformação (strain) e por curvas de histórico da deformação (à direita). A deformação elástica perfeita é representada por uma mola, ao passo que uma caixa com atrito em sua base representa a deformação plástica perfeita. A deformação viscosa perfeita é representada por um amortecedor. LE, limite de elasticidade; t1, tempo de remoção do esforço
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2ª ediçãoFig 6.12
(A) Configuração padrão de carga de um aparato de deformação triaxial. A carga axial (σa) e a pressão confinante (Pc) são controladas de modo independente. (B) Configuração em que uma torção se soma à compressão axial e à pressão confinante. Essa configuração permite o acúmulo de grandes deformações por cisalhamento
A
σ
a= F/A
σ
a= F/A
P
CP
CA
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2ª ediçãoTempo Elástico Ruptura Fluência secundária ou em estado constante Fluência terciária Fluência primária e Limite de elasticidade
Fig 6.13
Curva de deformação-tempo em experimentos de fluência. Após a deformação elástica inicial, três tipos de fluência podem ser definidos. Veja o texto para uma discussão
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2ª ediçãoFig 6.14
Curvas de esforço-deformação para o mármore de Yule, estirado na direção (A) perpendicular e (B) paralela à foliação. Dados de Heard e Raleigh (1972). (C) Curvas de esforço-deformação para mármore de Yule a 500ºC, sob diversas taxas de deformação. Dados de Heard (1960)
180 240 300 120 60 0 0 4 8 12 300 °C 400 °C 500 °C 600 °C 700 °C 800 °C 180 240 300 120 60 0 0 4 8 12 300 °C 400 °C 500 °C 600 °C 700 °C 800 °C 180 240 Rápido 300 120 60 0 0 4 8 12 e (%) e (%) e (%) Lento 500 °C A B C σdif (M Pa ) 3,3 x 10 –4s–1 3,3 x 10–8s–1 3,3 x 10–7s–1 3,3 x 10–6s–1 3,3 x 10–5s–1 4 x 10–3s–1 4 x 10–2s–1 4 x 10–1s–1
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2ª ediçãoσ (
MP
a)
10
-610
100
10
-310
-410
-5a
d
d
e
e
e
e
b
010
k
m
m
001
011
101
100
e (s
-1)
110
Fig 6.15
Curvas de taxa de esforço-deformação para monocristais de olivina anidra, comprimidos segundo três orientações
cristalográficas distintas. Sob qualquer taxa de deformação, a deformação é mais pronunciada na direção[110], devido à menor resistência do sistema de eslizamento (010)[100] (ver Cap. 11). Dados de Durham e Goetze (1977)
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2ª edição1 km
1 km A
B
Fig 6.16
Natureza (dependente da escala) do estilo de deformação dúctil ilustrada por um perfil regional (A), em que as camadas parecem ser contínuas (estilo de deformação dúctil), e uma visão de detalhe (B), em que se percebe que a deformação é dada por múltiplas pequenas falhas. Esse exemplo é diretamente relevante para deformação sísmica versus deformação subsísmica
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2ª ediçãoFig 6.17
Relação entre os estilos de deformação rúptil e dúctil e os mecanismos plásticos e rúpteis (friccionais) em microescala. A parte inferior
direita da figura é impossível, porque não podemos gerar um estilo de deformação rúptil em um
mecanismo 100% plástico Rúptil Rúptil-dúctil Rúpti l-p lástic o Plástico Dúctil Estilo estrutural Mecan ismo em micro escala Estilo rúptil, mecanismo rúptil (friccional) Estilo dúctil, mecanismo plástico Inexistente Estilo dúctil, mecanismo rúptil (friccional) 1 3 4 1 2 2 4 3
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2ª ediçãoEsforço de cisalhamento (MPa)
Prof undidade (k m) 30 20 10 00
Normal Rejeito direcional (ou transcorrente) Reversa
500
e =10–15 e =10–13
Fig 6.18
A resistência (ao cisalhamento) aumenta para baixo através da crosta rúptil até que a temperatura seja suficientemente alta para ativar o fluxo plástico. As deformações rúptil e plástica têm perfis de resistência diferentes, e a intersecção entre as duas linhas define a transição rúpteis-plásticas. A resistência plástica obedece a uma lei de fluxo (como mostrado na Eq. 6.24) que depende da taxa de deformação. As leis do fluxo plástico são derivadas da
deformação experimental de quartzitos (Gleason; Tullis, 1995). A resistência ao cisalhamento para os três tipos de regimes de esforços é mostrada
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2ª ediçãoCrosta superior Crosta média Rúptil Predomínio do quartzo Predomínio do feldspato da olivina Predomínio Moho Rúptil Rúptil Plástico Plástico Plástico “Anidro” “Hidratado” Crosta inferior Manto Resistência 1000 0 1000 0 0 50 Prof undidade (k
m) Lei de fluxo de quartzo
Lei de fluxo de feldspato
Lei de fluxo de olivina
Resistência rúptil
1000
0 σd (MPa) σd (MPa) σd (MPa)
A B C
Fig 6.19
Estratificação reológica da litosfera continental baseada na combinação das leis da fricção rúptil e do fluxo plástico
experimentalmente determinadas para quartzo (quartzito), feldspato (diabásio) e olivina (dunito). A transição rúptil-plástica ocorre onde as linhas definidas pelas leis rúptil (friccional) e plástica se intersectam. O perfil de resistência depende da
estratificação mineralógica e litológica. Se escolhermos uma estratificação quartzo-feldspato-olivina, obteremos três transições rúpteis-plásticas. Note que as rochas “secas” (C) são consideravelmente mais resistentes (suportam esforços diferenciais