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Governo dá Toques Finais às Inelegibilldades!

Publicitário

lem profissão

regulamentada

O prcsidonto Castelo, snn-clonou, com votoo, a Íol quo regula o exercido da profs-nau do publicitário e agonio dn propaganda.

Em outro ato, o sr. Casto-lo Branco designou o coronel Dllermando Gomes Monteiro para subchefe da Casa Ml-litar da Presidência cm subs-tltulçao ao coronel Meira Mattos, que se encontra na República Dominicana.

IPM da

Novacap toi

para o STF

O juiz (fa lia Vara CrlnVnsl de Brasília encaminhou ao STF os doze volumes refercn-tes no IPM da Novacap. A de cisão foi tomada em virtude de ser o ex-prenldento João Goulart um dos indiciados no inquérito.

Reivindicação

da cafeicultura

em exame hoje

Encontra-se no Rio, desde as primeiras horas da noite passada, o preeddentr Castelo Branco. O chefe do Governo convocou para hoje reunião no Palácio das Laranjeiras, quando serão examinadas as reivindicações dos caíeiculto-res.

Incêndio dá

prejuízos de

600 milhões

Começou nos fundos de um armazém o Incêndio que des-triiiu ontem pela madrugada, 50 estabelecimentos comer-ciais Toda a área consumida pelas chamas era composta de barracões de madeira. Os pre juízos sobem a 600 milhões

de cruzeiros.

13.° salário

parcelado

será votado

Na próxima semana, se-rá votado pelo plenário da Câmara j dos Deputados, o projeto do Executivo que estabelece o parcelamen-to do décimo terceiro sala-rio.

Lacerda pede

a suspensão

da TV Globo

O governador Carlos Lacer-da enviou ao ministro dá Jus-tiça ofício solicitando «a sus-pensão da empresa do Televl são Globo, bem como de «ou-trás emissoras de rádiodifu-são operadas pelo mesmo gru po, sob idêntica orientação estrangeiro». O oficio foi acompanhado de dois documen tos, um dos quais 6 um depoi-mento prestado à policia ca-rioca por um cidadão cubano, Alberto Hernandez Cata,

O ministro Milton Campos se gundo se informou em Brasília examinou os documentos en-vlados pelo governador cario-ca. comprovando a ligação da TV com o grupo «Time Life» e decidiu encaminhá-los ao Conselho Nacional de Televl-comunicações (CONTEL) pa-ra ser aberto inquérito.

Dójar

cotado a

Cr$ 1.860

No fechamento do mer-cado de câmbio manual o dólar regulou ontem a Cr$ 1.855 para a compra e a Cr$ 1.860 para a venda. Mercado

inalterado.-Bibi vai à

DOPs para

justificar.se

Protestando contra «os ve-xames que a DOPS paulista acaba de submeter a atriz Bibi Ferreira, intimando-a a prestar contas do um progra-ma de que ela 6 apresentadora na televisão paulista», Andra de Lima Filho, do PTB de Pernambuco, apontou, ontem, na Câmara, o episódio como» mais um elo da cadela de fa-tos demonstrativos do terror cultura! vigente no pais».

c

Os toques finais ao ante-projeto qua trata das incom-patlbllidades eleitorais, que está para ser encaminhado ao Congresso, foram dados, on-tem à tarde, em Brasilla, pelo presidente Castelo Branco, o ministro da Justiça e os If-deres do governo na Câmara e no Senado.

Segundo o deputado Gui-lherrne Machado «as inten-ções do presidente Casteb não são perseguir ninguém», enquanto quo Adauto Cardo-so esclareceu que «o projeto ressalva os que se encontrà*m no exercício de mandatos». O deputado Adauto Cardoso citou, nominalmente, Doutel de Andrade, Chagas Rodri-gues e Osvaldo Lima Filho, dizendo que «não estão a salvo de processo de incom-patibilidade», e que «o go-vêrno distingue perfeitamen-te oposição de subversão».

Afirmou ainda o parlamen-tar udenista que, ao contra-rio do que se propala, a lei não visa a determinadas fi-guras da vida política brasi-leira, mas que o governo pre-tende «um decumento capaz de resguardar o processo po-lítico dos vícios, fraudes e corrupção». (Página 3).

Falta do

leite será

examinada

Os leiteiros vão debater no próximo dia 24 o problema da escassez do produto em Curitl-ba o as medidas a longo prazo para solucioná-lo. Participarão da reunião promovida pela Fe-deraçâo da3 Associações Rurais do Estado, o delegado federal da Agricultura no Paraná, Co-operativa do Leite, Coopcrati-va Witmarsum, Associação doa Criadores de Bovinos do Para-ná, Sindicato dos Leiteiros da Curitiba, Cooperativas Eatovo e de Arapotl, Agência do Depar-tamento do Promoção e Agro-pecuária o Secretaria de Agri-cultura. (Página 6).

EDIÇÃO

HOJE

*

N° 3.416 - CURITIBA, SÁBADO, 19 DE JUNHO DE 1965.- ÔRGAO DOS DIÁRIOS ASSOCIADOS - ANO XI *

Desfalque de

60 milhões

em Sindicato

(£a página)

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DE PflZ E PEDE FIM DA

Rosmary

'nos "Associados"

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Rccshida pelos direioros dos Diários e Emissoras Associados.srs. Adherbsl G. Slrcssor. Ronr-ld Sanson Stresscr a Nercu Maia Teniaiii, com quem aparece num flagrante ob-lido durante a visita que fex ontem à tardo à empresa «associada», Miss Paraná de 1965, srla. Rosmary Raduy, foi agradecer «s gentilezas e atenções que lhe foram dispensa-das desde o instante «m que chegou a Londrina para participar do Conrjutsrj dêsto ano. Na agradável palestra que manteve com os dirigentes dos órgãos «associados», rea-firmou o seu propósito de procurar ao máximo corresponder & coniiar.cn que os paranaenses nela depositaram outorg ando-lhe o honroso litulo da Miss Paraná. (Noticiário na

— —- —. l.à páaina do 2,o caderno), —— ——

A organização don Estado» Americanos (OEA) pediu on-tem ás facçõeB quo lutam polo poder na República Dominica-na, que deponham suas armas o aceitem um Governo provlsó-rio, que se regerá por um ato institucional do compromisso a que convocará eleições gerais para o primeiro trimestro do 19GC.

A comissão <ad-hoc> da OEA, Integrada pelos cmbalxadore» dos Estados Unidos, Brasil a El Salvador, entregou ontem uma fórmula com vários pontos ao general Antônio Imbert Bar-reras e uo coronel Francisco Ca-amafio Dono, para conseguir a solução política do problema da Republica Dominicana; ao mes-nio tempo, a comissão expediu uma declaração ao povo dominl-cano, na qual diz: 4.1-0001111606-mos o patriotismo e o valor pos-to na presente luta o o convida» mos a contribuir com os esfor-';os nara salvar o pais, assegu-rar-lhe paz, liberdade e recupe-ração do sua economia.

Os pontos da fórmula clabo. roda pela conrssâo <ad-hoc»dé-pois de conffienciar com dlri-gentes dos grupos mais repre-sentatlvos deste pais, são, erw tro outros:

Realização de eleições 11-vres para presidente da Repú-blica e Congresso Nacional, den tro do um praso quo nao será, inferior a seis meses nem supe» rlor a nove meses, a partir des-ta dades-ta;

A organização de uma co-missão técnica assessora espe-ciai da juristas e peritos para quu fiscalize todo o processo eleitoral. (Página 5).

Gabinete da Holanda

debate os planos de

casamento de Beatriz

PTB, INDA e PSD

O gabinete holandês reuniu-se ontem reuniu-secretamente para tra tar dos planos matrimoniais da princesa Beatriz, herdeira do trono; o primeiro ministro Jo-seph M. L. T. Cais se prepa-íava paia consultar os diversos partidos políticos para saber por antecipação se a escolha da princesa, de 27 anos, conta-va com simpatia suficiente para obter a aprovação do Parlamen to.

No caso desta não ser outor-gada, a princesa teria que re-nunciar ao seu direito de suces-são, se insistir em se casar com o noivo, o diplomata alemão de 38 anos, Claus Von Amsberg, cuja antiga ínilitáncia nas hos-tes da Hitler, invasor da Ho-landa na Segunda Guerra Mun-dial, suscitou protestos cm todo o pais, notadamente nos seto-res esquerdistas, e torna proble-mática a aprovação parlamen-tar.

Fontes bem informadas dl-zem quo Beatriz pretende anun-ciar formalmente seu compro-misso a 29 do corrente, data do qulnquagésimo aniversário do

seu pal; o príncipe consorte Ber nardo; este, também alemão, na turallzou-so holandês ao casar-se com a que atualmente é a rainha Juliana e obteve a sim-patia dos holandeses ao com-bater os alemães na Segunda Guerra Mundial. A imprensa lo-cal já antecipa que Beatriz re-nunclará de inicio ao seu direi-to de sucessão, como fez sua ir-mã Irene, ao se casar com o príncipe espanhol Carlos do Bor bon Parma, para o que abando-nou o protestantismo e se tor-nou católica.

Arraes

já na

Argélia

Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco, seguiu no dia 17 à Argélia, após breve parada em Paris. Os amigos pessoais do Arraes foram esperá-lo no salão de passageiros do aero-porto de Orly, ondo êle e sua esposa descansavam depois de chegados do Rio.

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Snperbombardeiros dos

EUA arrasam reduto de

guerrilheiros Vietcong

O deputado Fernando Gama, o agrônomo Silvio Carvalho Lima e o deputado Mário Gomei foram os entrevistados de ontem no programa «Na Linha Dura» do C mal 6. O parlamentar trabalhista disse dos motivos que levaram o seu partido a apoiar a candidatura Bento Munhoz ds Rocha Neto ao Go-vêrno paranaense; o delegado do Instituto Nacional do Descnvcivimci-io Agrário destacou a atuação desse órgão no Estado; a por último, o representante do PSD manifestou-se favorável a chapa

Bento-— Bento-—~ Rafael Rezende (Página» 3 e 4).

Crítica sob Olhar de Guerra

^^iíSwSrW*^'-' ¦'¦¦¦¦¦¦¦¦ ¦¦¦¦'¦- -V ¦'¦ .¦.•&¦••••? .». ;¦- "*t«!v,. -.-:-.' V .^r "•¦: ¦ . y_.; mW^mtÊamm^mmVyy^^^^^^S^X^SíS^^^^^^BImmm

Os superbombardeiros «B-52> dos Estados Unidos dispersa-ram uma grando concentração de guerrilheiros vietcong me-diante um devastador ataque durante a noite passada a No-roesto de Saigon, demonstrando com isso que as forças comu-nistas não serão Imunes aos bombardeios diretos enquanto se preparam para a estação das chiryas, segundo disseram on-tem autorizadas fontes governa-mentais.

«O objetivo do ataque reali-zado pelos «B-52r» foi dispersar as concentrações de guerrilhei-ros do Vietcong»,' declarou um porta-voz militar; esse objetivo foi alcançado. Ao fazer consi-derações sôbre a missão realiza-da pelo Comando Estratégico com 27 aparelhos, para comple-montar operações terrestres, ; o Departamento de Defesa fez as seguintes monções: Patrulhas do Governo do Vietnam do Sul puderam penetrar nessa densa selva, 45 quilômetros a Noroes-te de Saigon, que havia sido centro de atividades e reduto dos guerrilheiros; anteriormente as forças sul-vietnamitas eram obrigadas a esperar o ataque dos comunistas, porque não po-diam penetrar na zona aludida. «De agora em diante — prós-segue a informação — os co-munlstns do Vietcong estão sa-bendo que estão sujeitos aos ata quês, a despeito.da prolongada estação das chuvas que começa agora, c que por isso não podem se concentrar cm grandes mi-cleori nem sequer nas regiões

mais frondosas das florestas; os superbombardeiros «B-52> deixaram cair «uma chuva de bombas» em cinco quilômetros quadrados de floresta em Blen Cat; foram 500 toneladas de bombas de alto poder explosivo capazes uo penetrar superfícies blindadas.

Chegou

o. carro

popular

O cario popular da Willys qu* será financiado pela Caixa Eco-nõmica chegou ontem a Curl-tiba, despertando desde o inicio grande curiosidade. O modelo da VemaR está sendo espe.-ado hoje, quando ocorrerá a abet> tura da inscrição para os moto-rislas profissionais. O público restante poderá inscrever-se ' a partir do dia 2G à rua Barão do Rio Branco. (6.a página)

Diário poderá

ser comprado

em todo país

O ministro Robrrrto Campos determinou que o Diário Ofi-ciai seja vendido em todas aí capitais bras leiras. Postos ofi ciais eerão criados para a ven da do órgão oficial de dlvul-gaçâo da União. .".d.

A lado do ministro Costa o Silva e do sr. Rui Gomes de Almeida, fazendo severas criticas aos responsáveis pela politica econômica do Governo, o sr. Antônio Carlos do Ama-1 Osório tomou posse na presidência da Associação Comercial do Rio, O titular da Guerra assistiu ao'bombardeio, em elegante postura, quo a fisionomia, entretanto, não o ira ratificar, sobretudo porque o orador, inicinlmcnlo, cumprimentou o marechal Castelo Branco, quo costuma encampar possíveis «nos • acertos de seus auxiliarca. .(Foto

PROGRAMAÇÃO DA

TV-Coroados

TVJPARANÁ

PARA HOJE

lCh — Abertura; I l.liO.mt — Ci-neminhn; 16h25m —' Big Gin-kana; 17hS0m — O Texano; 18h lOm — Clrquiniin Canal 6; 18h 50m — Faclt; 19ii05m — Pa-trulha Rodoviária; 191i49m — Telenotíclás; Í9h55m — Johnny Ringo; 20hS0m — Clube de Ami gos; 21U — O Fugitivo; 22h — Telenovela; 22h30m — Longa Metragem; OOhOOm — DIÁRIO DO PARANÁ na XV.

I aT? 1

PARA HOJE

18h — Cincminha Canal 8; l&a 30iu — Musical TV; lOh — Cir-co Show Mercantil Castelo Bran co; lOlUOm — Tclenoticla»; 19Ii55m — Atualidades Esportl-" vas; 20h05m — Musical YnsUt»-roTuclij-n/Philco; 20h30m —' Paladino do Oeste; 21h05m — Flecha quo dá Milhões; 21h40iri — Variedades; 22h — Rota 68; 23!i0õm — O Assunto é Cafõ; 23h50m — DIÁRIO DO PARA". NA na TV; 00h05m — Dlari*" de um Repórter,

(2)

PRIMEIRO CADERNO - PAGINA 2

*.

«DIÁRIO

DO

PARANÁ"

*

Curitiba, Sábado,

19 àB Junho «To

1965

Nossa Opinião

Atraso Agrícola

Coube ao ministro Rsbsrto Campos proferir, no dia 15, a aula Inaugural do curto d* planejamento agrícola do Ministério da Agricultura, tendo salientado de inicio que num pafs em desenvolvimento, como o nosso, e da maior Importância o aperfeiçoamento de profissionais para a pro-gramacio econômica do citado campo de produção. O titu-lar nacional do Planejamonto foi enfático na conceituação de nosso atraso em matéria do agricultura. As atividades rurais brasileiras, acentuou, têm sido incapazes de gerar um fluxo de renda satisfatório a manutenção dos que nelas tra-balham, Insuficiente para abastecer os demais setores da economia nacional, • de crescimento domasiado lento. Nos-sa agricultura ó, no predominante tradicional, e seus pro-blemas técnicos e econômicos até hoje vêm sendo resolvidos, ou pretensamenle resolvidos na base do empirismo.

A critica foita pelo ministro de falo não traz maior contribuição ao que so sabe publicamente quanto a situa-cio da agricultura em nosso país. Nem seria sua intenção fa-zor, nesse terreno, revelações originais sequer quanto aos Índices de nossa produtividade agrícola, e no próprio meio que dispõe dos dados estatísticos na mataria. O ímportan te, nossa aula ó destacar que o ministro, ao frisar que o a-tual governo aceitou o desafio para tirar a agricultura bra-sileira do atraso om que jaz. não fêz promessas de soluções amplas e imediatas: «A complexidade da agricultura braii-loira, agravada pelas dimensões do território nacional, não permite uma ação ampla • imediata, divorciadamente da coleta das informações para a análise setorial. Um procedi-mento desse titulo refletiria uma irresponsabilidade profit-sfemal imperdoável, pois poderia agravar ainda mais a mag-nitude do problema agrfcola atual, com a adoção de medi das defeituosamente concebidas, algumas delas de caráter irreversível».

Ora, é, precisamente esse tom de cautela e humilda-de diante do problema, junto com o conhecimento que se tem, comprovado, de que o sr. Roberto Campos é um ho-mem de rara persistência na condução da política de plane-jamento adotada pelo governo da República, que empresta real força de convicção a sua afirmativa de que este está tomando as medidas preliminares para a elaboração de um plano a longo prazo para a economia brasileira, dentro do qual, é lógico, figura o imperativo do desenvolvimento a-gricola. Pode-se, realmente confiar em que tudo será feito, planifícadamente, para que a taxa de crescimento de 4,5% ao ano, no setor agrícola nacional, que prevaleceu nos quin quenios 1955/59 o 1959/63 e ainda não alcançada no pri-meiro ano do qüinqüênio vigente, será elevada para os 8% que o ministro considera mínimos como contributo decisivo da agricultura para o crescimento econômico do pafs e ele-vaçSo do padrão de vida da população brasileira.

Exercito

que

Novo Adiamento

do Envio da Lei

de Inelegibilidades

uri o

tem os

RIO, 10 (Meridional) — .In so começa u. acreditar em muis um adiamento da remes.su, ao Congresso, da Mensagem do Hxeoutivo acompanhando o pro-Jato do lei das Inelegibildadea, Segundo n opinião do sr. llntls-ta liamos, vice-presidente cia Câmara dos Deputados, mesmo que o projeto chegue nté o fim da semana, seu encomlnhamen to só so iniciara na próxima, com a lcl^uru da matéria no Plenário, pnru começar-se a Contagem do prazo do tramita-çao. Revelou, também que até o momento, o Governei não «lera conhecimento a qualquer parta-mentor do teor da proposição, quo ao supõe concluída.

EXPECTATIVA Continua dramática a expec-tativa dos parlamentares em Brasília e, embora se insista om afirmar que os adiamentos presidenciais obedecem a Impo-slções da <linha duras sendo o último provocado pela cantil-datura Hélio de Almeida. Es-sas idéias estão sendo conslde-radas puramente especulativas, diante do sigilo absoluto de quo se cerca o reoxnme da matéria, com a direta supervisão do ma-rechal Castelo Branco.

Assegura o líder Pedro Alei-xo que o projeto das Ineleglbill-dadea está merecendo cuidados especiais do Governo, exatamen

te para níto ser deturpado em .suou finalidades. B adverte:

— O projeto nao conterá ne-nhum dispositivo visando casos especiais e obedecerá aos prin-cípios da emenda recentemente aprovada.

«IIJKSTAO FECHADA Enquanto Isso, nfirma-so a> disposição do presidente Cnste-io Branco do fechar a questão sobre a votação da matéria no Congresso, uprovanclo-so u pro-posição tal qunl encaminhada pelo Executivo, após os estudos finais, de que participam o de-putndo Guilherme Machado e o senador Daniel Krleger.

OBJETO DO DECRETO Lideres governlstas, que tive-ram acesso ao projeto de lei das inelegibilidades, asseguram tratar-se do um trabalho juridl-camente perfeito, com uma Jus-tlflcativa do 45 páginas, pri-morosamente escritas pelo a.'. Milton Campos,, para os Intér-pretes futuros. Houve a preo-cupaçáo de uma construção Ju-ridica quo atenda ao interesse político Imediato, sem prejuízo A perspectiva histórica. Procu-rou-ao uma lei formal o mate-rialmente perfeita, que cubra a generalidade dos fatos e nao se refira a indivíduos Isoladamen-te.

• Conclui nii •*.• pág. do 2.° cadU)

RIO, 19 (Meridional) — Con-, vençam-se os maus patriotas» que enda vez mais difícil ser-Ihes-a enganar o povo o quo tu-do será feito pnra evitar quo Ales voltem & subversão e & corrupção — declara o gen. Octnclllo Torra Ururahy, coman dnnto do I Exército, cm nota ofl clnl, distribuída A Imprensa, om que considera apócrifas decla-rações atribuídas aos encarre-gados dos Inquéritos Policiais Militares abertos após a vlgén-cia do Ato Institucional.

A NOTA Eis, na Integra, a nota: «O general comandante do I Exército volta a tornar públl-co que as Informações sobre as-Hiintos pertinentes nos Inquéri-tos Policiais Militares são de sua competência exclusiva, ve-dado qualquer outro informante á imprensa. De acordo com a norma estabelecida, os oficiais encarregados do IPM nenhuma doclaríiçtí.-) tôm prestado aos dl-versos órgãos do publicidade a

partir da vigência daquela nor-mu, conforme reafirmação por elos feita no comandanto do I Exército. Por esse motivo, tu-do o que se tem ventilatu-do a res-peito ou que vier a ser dlfun-tildo por jornal, rádio ou tele-visão, sem a chancela do I Exér cito, deve ser considorado como matéria apócrifa, destinada a confundir a opinião pública, a serviço de Interesses excusos. Convém acentuar que aa lnfor-moções distorcidas ou inverldl-cas, difundidas sobre o assun-to, tôm por fim sensibilizar a opinião do povo, cm proveito de ¦políticos Impatrlntns, despidos do respeito e amor ao bom co-muni, aqueles mesmos políticos que, por egoísmo, ganância e Insensibilidade, só fizeram de-socreditar os valores morais nue devem caracterizar a ação do homem público. Convençam-SO esses maus patriotas que ca-da vez mais difícil ser-lhes-á enganar o povo e que tudo se-rá feito para evitar que êlcs voltem a. subversão e & corrup ção.

Fará_Para_

Pronunciamento de

Castelo Sobre as

Eleições Deste Ano

Torça a Orelha

Adhemar Declara que Esperava

Prisão de Hélio e Pediu Para

Theophiio de Andrade FlãO LònÇofem SUâ C d R di d atura

Ministro!

RIO — Perdóe-me Nosso Se-nhor Jesus Cristo, mas devo con-fessar que senti aquilo que os Blem&es chamam de «Sehaden-freud» — que temo seja um pe-cado mortal a macular a minha alma — ao ler. nus matutinos de ontem o Regulamenta dè Em bar-quês para Safra de 1065/66 com data um pouco atrnsada de 12 <fe junho corrente, expedido não pelo coronel Paula Soares que é presidente da Junta Administra-tiva do Instituto Braslloíro do Café, mas meu muito estimado amigo Daniel Farráco com a de-signação do seu cargo, com tô-das as letras: Ministro de Esta-do Esta-dos Negócios da Indústria e Comércio A isto chegamos, no pandemônio do café: um Regu-lamento de Embarques expedido pelo Minietro c coberto por um decreto (fo presidente da Rcpú-blica, referendado pelo próprio Ministro Faraeo.

Quando o presidente da He-pública é posto nessa dança mn-cabra que se vem desenvolven-do há mais de um ano é que as coisas estão a ficar mesmo pretas Realmente já ha um General Ca-fé em campo de que o Ministro , foge apavorado como paisano quo é tanto assim que foi mister mo bllizar para enfrentá-lo o próprio marechal Castelo Branco.

Nada como um dia atrás do outro diz o ditado. Quero fixar esta situação anômala de um chefe de Estado o expedir Ue-gulamento de Embarques para café quando há um órgão ao qual a lei conferiu competência para tanto. E tenho o dever de chamar a atenção dos leitores em primeiro lugar do ministro, em segundo para o fato de tal coisa acontece porque Frei Da-nlel Faraeo não quis dar ouvidos ji este jornalista quando denta coluna. Indiquei o caminho que a revolução deveria ter seguido cm relação ao IBC.

Hão de estar todos lembrados que, depois efe 31 de março pre-conizel cm vários artigos a ne-cessidade de ser decretada a Intervenção naquela autarquia primeiro para se levar a termo uma boa política e segundo, pa-ra apupa-rar as bandalheiras da «Comal» já então conhecidas e denunciada por unia Comissão Parlamentar de Inquérito.

A revolução tinha força par» tanto por ser revolção. Elaborar-se-la, imediatamente um proje-to de lei a ser apresentado ao Congresso, para ser votado em trinta dias, nos termos do Ato Instituclanal da sorte a já den-tro do novo diploma poder-se provendenciar o escoamento da nova safra cafeeira.

Havia tempo de sobra. A ox-portação da nova safra começa a 1.° de julho, e o Regulamento de Embrques pode ser expedido por todo o mês de julho. A rovo-lução fora vitoriosa a primeira de abril. Tinha se mais de dois rnesc« pela frente.

Esta sugestão foi por mim não somente trazida a público nas colunas do «Diários Associadas» mas também levada pessoalmen» te, ao ministro Daniel Fa raça, pelo meu desejo de ver a rovo» volução, de que fui um doe sol*

dados, acertar, no caí*,

Mas foi inútil o meu intento. Deparei um a resistência intrans ponivel por parte de Frei Daniel que é um homem que, não sò~ mente cumpre religiosamente, cumpro todos (is Mandamentos da Lei de Deus man é imbuído também de um respeito absolu-to à lei dos homens. E' êle da-quelcK oujo jurisdlclsmo ó tão profundo que acha que o mundo pode perecer desde que a lei se-ja salva. Para èle uma interven-ção seria um ato revolucionário «trpn fort». Poderia provocar mandato de segurança por parte da Junta Administrativa do IBC com conseqüência tremendas «ô-bro a segurança política do go-vèrnol

Destarte, vl-me na posição da serpente, em pleno Paraíso a tentar seduzir Adão (ou foi Kvat) mas encontrando pela frento um varão forte, que re-pella a tentação. Bati em reti-racfa como os demônios em for-ma de chacal, que tentavam inutilmente os cenobitas no de-serto da Líbia.

O resultado foi que o governo pasou um ano a negociar com a Junta Administrativa de po-têncla a potência. Eeta se reu-nia mensalmente, para tratar dos assuntos mais variados embo-ra, pela lei que a criou somente devesse reunir-se regularmente duas vezes por informações es-crevi ser de uns duzentos milhões por convocação cifra que o co-ronol Paula Soares em carta que me escreveu há algum tempo corrigiu para menos.

A lei número L779 de 22 do dezembro de 1952. foi. votada em uma época em que não havia superprodução e quando tudo marchava normalmente sem In-tervenção do governo ou com mímina de vh que havia equi-librio entre a produção e a ex-portação. Mas deu ao coleglado podêres tão vastos, que se fôs-sem todos utilizados o governo ficaria sem ter o que. fazer, no que «e refere a preço de café câmbio e balanço de pagamsntos. Era uma escrescência. Tor-nnra-se um perigo desde que ai-guns grupos flnancieros «e or-ganlzaram em cooperativas e pus saram a legislar em causa pró-pria votando-se privilégios es-candaloeos à custa da lavoura que não pertencia aos tais gru-pos ou à custa do comercio do café que dendo então passou a. ser uma atividade suspeita e perseguida como se não fosse êle o grande instrumento de coloca-ção no exterior das safras que a

lavoura produz.

Nada disso, porém, demoveu o ministro Faraeo que achava as tais cooperativas muito boas e multo corretas e também que a Junta deveria continuar a legls-lar em causa própria com a co-bertura do governo.

A perspectiva de Intervenção não o seduziu sequer para fixar as ladroeiras da «Coma»! qua continuaram não apuradas ate Jaoje, e que assim continuarão porque -a' revolução pifou ao ca-fé e deixou os comparsae da i Com-;! nos mesmíssimos luga-res no IBC e tem alguns deles «Conclui na <,* páej, da 2," omiti),

S. PAULO, 19 (Meriodlonal) — O governador Adhemar tro Barros após a reunião do Se-cretarlado, hoje, afirmou que esperava a prisão do sr. Hélio de Almeida, acentuando: «Con-versei com Luteru e o José Ermirio de Morais, pedindo-lhos que não prejudicassem o desenvolvimento do processo democrático. Não fui ouvidos.

A seguir, afirmou que. antes de qualquer providência oom* relação à prisão dos fiscais da Secretaria da Fazenda, pela Aeronáutica, vai manter qnten dlmentos com o presidente da República. <Só depois é que farei declarações ou tomarei quaisquer providências».

Quanto à reunião do Secre-t&riado, a qunl nao Compare-ceu, mesmo tendo sido convi-dado, o deputado Francisco Franco, presidente da Assem-biõiu. cuidou exclusivamente de assuntos administrativos Afirmou quo a situação do Es-tado ó ruim, pois para uma previsão de arrecadação men-sal de 110 bilhões está se che-gando com dificuldades aos 80. Disse no entanto, que não há motivos para alarma e que suo preocupação é no sentido ex-cluslvo do prevenir a crise, pois ela «nfio nos deve surpre-ender de braços cruzados».

Acrescentou que fez um ape-Io aos seus auxillares no son-tido de que sejam evitados gastos parlamentares, recomen dando compressão de despesas em todos os sentidos. Final-mento, pediu A Assembléia que evit* a aprovação de pro-Jetos onerosos ao Orçamenta EstaduaL

ACUSAÇÃO — O professor Carvalho Pinto, que é candi-dato a candicandi-dato a governador do Estado, reafirmou, hoje, sua disposição de concorrer è. au-c-essflo Adhemar de Barros, desde que, para isso, seja soli-citado pelas necessidades do Estado. Formulou essas decla-ruçõe3 aos representantes do PTB, com os qunis so avistou hoje.

Por outro lado, o ex-minis-tro da Fazenda do governo João Goulart segundo noticia-ram os jornais da tarde, acu-sou o deputado Herbert Levy de estar articulando com to-do o empenho possível, a alto-ração do esboço do projeto das Incompatibilidades eleitorais, para acrescentar o dispositivo pelo qual os ex-ministros do governo João Goulart sejam considerados Incompatíveis.

DECLARAÇÃO — O depu-tado Leonidas Umburana, cm nome da bancada do PR, leu hoje no plenário da Ass^m-bléla Legislativa uma declara-ção segundo a qunl não há quaisquer dlscrepanclas entro os parlamontares da legenda com assento no Palácio Nova Julho. A intenção da nota foi desmentir cisões na bancada estadual do PR.

RETORNO — O retorno do sr. Jânio Quadros a São Paulo esta previsto apenas para agôs to, isto porque o ex-presidsrit? da República que renunciou aio mandato e até agora não ex-plicou porque o fez, vai visitar uma sério de países em sua viagem <*a retorno ao BrasiL

RIO, 19 (Meridional) — In-.'ormaçOcs colhidas junto aos as aessores imediatos do presldon-te da República asseguravam, na noito de ontem em Brnsllla. que o marechal Castolo Branco está disposto a um pronuncia-mento político de larga reper-cussaó, a fim do orientar a opi-nião pública com referência no próximo pleito sucessório em onze Estados da Federação, aceitando a Idéia que lhe foi su gerida pelos altos setores poli-ticos c escalões militares supe-riores, «com a disposição de rea-Uzá-la».

Segundo apurou a nossa re-portagem, no Planalto, o Pre-sidente pediu apenas «algum tempo para pensar no

assun-tOÍ.

NA GUANABARA Civis e militares concordam em que o palco nossa definição devo ser no Estado da Guana-barril pois aqui conquistaria re-percussão em todo 0 Pois, pela facilidade das comunicações com os demais Estados. Citam o recente pronunciamento do presidente da República, cm

Be-lém, que só chegou ao coube-cimento do Pais 24 horas depois pela morosidade da divulgação oficial e falta de entrosamento dos seus diversos setores.

Até mesmo a data Ideal foi escolhida: apontam o 2 de ju-lho, pelo seu significado hiato-rico e pelo resultado prático Imediato, pois nesse dia os can didatoíi ao Governo em vários Estados iniciarão sua campa-nha eleltoraL

A insistência daqueles seto-res, consultado previamente o ministro Costa e Silva, foi tão eficiente que levou o chefe da Nação a cuidar do assunto.

DEFINIÇÕES As teses sustentadas na fala presidencial deverão expressar, antes de tudo, definições cia-romente políticas e nltidamen-te favoráveis aos anseios de preservação dos Ideais revolu-clonárlos, em termos que encon trem a melhor receptividade na opinião pública, inclusive apnn-tados os pretensos candidatos que representam ligações com o comunismo c a corrupção.

«Linha Dura» Quer

Ação Firme Contra

a Anti-Revolução

RIO, 19 (Meridional) — O deputado Costa Cavalcanti, que representa a opinião dos mili-tares da «linha dura», entro-sando-se, assim, no plano de ação da LÍDER, está retocar.-do o discurso que pronunciará na Câmara, considerando uma provocação a candidatura Hé-lio de Almeida na Guanabara. Ontem, além de volumoso dos-siê, demorou-se em pesquisas, para reforçar o seu pronuncia-mento com uma vigorosa mas-sa de fatos, que indique o peri-go representado pela candldatu-ra do ex-ministro da Viação do sr. João Goulart á sucessão do sr. Carlos Lacerda.

LÍDER COMANDA Atualmente o movimento

con-tra a candidatura de corruptos e subversivos 4 comandado pe-Ia LÍDER, contando com gene-rals e coronéis da reserva, além de tenentes, capitães, majores e coronéis da ativa, dizendo-se que o seu número ascende a 1.500 oficiais, somente na Gua-nabara. Assegura-se que, nas próximas 72 horas, surgirá um manifesto «incisivo», duro e de Interpelação as autoridades do Governo», sobre as providências tomadas contra a provocação de comunistas e coroomidos, que pretendem retornar ao poder, por intermédio das candldatu-ra.s dos srs. Hélio de Almeida, Renato Archer e Sebastião Pais de Almeida, respectivamente, na Guanabara, no Maranhão e em Minas Gerais.

(Conclui na 4.» pág. do 2.° cad.)

Ainda o Governo

do sr. Ipei tos

GILBERTO FREYRE (Para os "Diários Associados")

RECIFE (Meridional) — Não de-fendo a causa usinei lista: longe de mim resvalar em tal atitude. Considero o «osi-nelrlsmo* — aquele que é constituído, em Pernambuco, por usinas parasitárias e por ustnciros sem o mais elementar sen-tttlo das suas responsabilidades sociais — tâo pernicioso, como doença, para Per-nambuco, como pernicioso seria para este hoje difícil Estado — para o problema da sua miséria,— o «remédio» comunista.

Semelhante «remédio» resultaria tal vez na cura de tão grande mal; mas des-graçando o doente ao último ponto. Ma-tando nêlo apemambucnnldodc para siibs-tltí-la pela negação mesma das grandes virtudes pernambucanas de altivez e da brio: pela vassolagem de Pernambuco a ordens do estrangeiro, como as que Cuba vem recebendo da União Soviética.

Estou corto, porém, de que é possl-vel extingillr-se o «uslnclrismo» daquela espécie em Pernambuco sem lançar-se o interior da província em estado de guerra civil, com a policia do Estado deixando, por vezes, de cumprir os seus mais sim-pies deveres. O ex-governador Miguel Arraea poderia ter assinalado a sua passa-gem pelo governo de Pernambuco por ês-te grande feito: o de ês-ter sido o governa-dor mais decidido a enfrentar cem firme-s» de animo o problema do imperialismo ustaelrista nas terras agrárias do Esta-do. O de ter sido o governador mais de-cldldo a vencer um dragão, digno de ser

vencido por um novo Miguel, que pouco tendo, talvez de santo, poderia recomen-dar-se à gratidão dos posteros pela sua coragem de patriota, fi que é bem dife-rente da simples còndlçfid de «nacionalis-ta». Dai — seja dito de passagem — terem se tornado tão poucos, entre os homens públicos do Kra.sil, os patriotas; e tão numerosos, durante a presidência Goulart, no Brasil e o governo Arraes do Alencar, cm Pernambuco, os «nacionalis-tas», em postos do mando. Ou do desman da

Para que tal se tivesse realizado, porém, teria sido preciso, da parte do sr. Miguel Arraes de Alencar, outro ânimo ou outra coragem, com relação a outro e mais forte dragão. Coragem que infeliz-mente lhe faltou. A coragem do agir, co-mo governador de Pernambuco, a, revelia de ordena o pressões que lhe viessem dl-reta ou obllquamento de um comunismo sectário e arcaico que parece ter se tor-nado, por vezes, pelo menos, dono da von tade e das Idéias desse medíocre homem público. E que para dominar, como do-minou, o por alguns meses governador do Pornambuo, conseguiu pôr-lhe ao ouvido, com astúcia vermelha, a mosca azul: a aua candidatura à presidência da Repú-blica com o inteiro apoio comunista e para-comunista. Inclusive o do católico, nos últimas tempos tfto enamorado do comunismo, mesmo ateu, qua é o eminen-te professor Alceu Amoroso Lima.

Ninguém diz que o sr. Arraes de Alencar devesse ter deixado de ser avan çado nas suas idéias de reformador so-ciai, soguindo o exemplo do pernambuca-nlsslmo Joaquim Nabuco. Ninguém diz quo êle não devesse ter se tornado, co-mo governador, audaz nos seus atos, iml tando o primeiro e igualmente multo per-nnmbucano Barbosa Lima. Ninguém diz que file devesse ter so omesqulnhado ou aclnzentado num expressivo governador burocrata. Mas não é preciso que um ho-mem público se cubra de cinza para dei-xar do ser mané-gostoso em mãos de «vermelhos», alguns dos quais estrangel-ros ou a serviço do estrangeiestrangel-ros. Serviço criminoso. Crime que noutros paises 6 considerado gravíssimo.

O que Pernambuco além do genuína-mente brasileiro, autontlcagenuína-mente pornam-bucano, não perdoa ao sr. Miguel Arraes de Alencar â o excesso de benevolência — senão conivência — como governador, com a instrusáo comunista neste Estado. Excesso de benevolência — senão conl-vencia — que caracterizou parte consi-derável dos seus atos, como chefe de um Estado que — ninguém se iluda — seria o último, no Brasil a acomodar-se a po-siç&o de vassalo de qualquer poder estran geiro. Uma vez consciente de que o esta-riam enganando ou iludindo, Pernambuco saberia erguse — como alias, se er-gueu contra os mlstificadorçs, contra os traidores e contra os intrusos, com o seu v!~or já hlrtórico.

0

Promotor

«ipiiuíi»

Assis Chateaubriand

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9. PAULO (Casa Í^^^^j^S^SÍ&

taram-se os -Diários Associados».para con ar t «ventura do «Chambá». quo intriga muita g

mo fora daqui, fazendeiros meus umlgos,

com Sn^rnos^miorUo,

tinham para formular

esta <^™<fR,.fts)|

tem sootecnla para operar com reba-"h0S

cum^feque multo poucas pessoas, fora daqui sa-^

«O^ ™8 —

RlmlnA^Sao0K^:alizada

é que òUbos Indicus» exerce uma supremacia total, entro nós. .

Não existem para os europeus, outros rebanhos, fora

da-quô,es^da.tualSad^ Uuinoa,

Importadas "»;, ™

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do uma rusticldado compatível com o grau inferior dos nossos Í,i, os natuíals e, também da j^J^^CnSflSto aqui Ja maioria dos criadores domésticos para fazei stuglr aqui, ju """"" nutrem

as esiiéc os das nobres as pastagens artificiais, que nuin-m »íi ^-i

linhagens.

Não nos damos conta da surpresa, na própria Inglnterra, quando se revela, ã grande maioria dos seus criadores, que há no Brasil meridional um rebanho de Hereford. Angus, De-von e holandês, somando algumas centenas de milhares de cabeças.

Ultimamente, em 53, 57, 68 no Reino Unido, na Escócia e na Irlanda, fazendeiros, vendo-nos empenhados em levar plan leis de boa filiação nara o Brasil, interrogavam, incrédulos:

«Mas se pensa atrair paro a sua terra, este rçproduto-res e estas matrizes, o problema do» pastos na criação tnten-siva não será fundamental para as fazendas do seu pais?»

Perguntarão, aqui:

«Porém, como poderá o condado de Hereford ignorar o denso rebanho hercforcllano do Rio Grande do Sul?»

Sim, desconhece-o. E isto se explica.

Quaso todas, ou melhor, todas as cabanhas ganchas nao são formadas do planteis diretamente tirados do Reino Unido. Originàriomento sangue inglês, saído dos seus troncos famosos para o Rio Grande do Sul, não existe nada, ou multis-.limo pouco.

Os Herefords das cabanhas do pampa vêm da Argentina e do Uruguai.

Dão descendentes de primeira ordem bem escolhidos mas Isto não exclui a afirmativa que os pais e avós britânicos do célebre rebanho desconheçam os propagadores brasileiros do cara branca.

Não esqueço que um jovem fazendeiro convidou-me, na Inglaterra, para ver-lhes os planteis.

Possuia reprodutores «hors concours». Aniiiiair, de exposição, para leite e corte, Flxel-Iho um touro.

Não pedia caro — 3 mil libras era pouco dada a sua filiação.

Matutou um instante, para depois pôr a cabeça para o lado esquerdo e direito, em sinal de negativa:

«Não não lhe vendo.

«O sonhor que rcomprá-lo há do ser para cvuzá-lo com matrizes inferiores da índia, como fazem estes mercenários

dos ranchos do Texas». «

Se nfio caprichamos, para por os ingleses com a cara no Procurávamos uma propriedade, ondo pudéssemos ani-nhar as cspéoiea inglesas que íamos adquirir e, em seguida, dizer aos nossos amigos do Reino Unido:

«Agora venham ver».

«Vocês não acreditam nos pastos artificais do Brasil». tOlhem.

«Duvidam quo possamos Importar Herefords para fazé-los procriarem entre si».

«Acreditem».

«As barrigadas estão prontas». «Tudo sucede como na Inglaterra». «O gado estabulado».

«As pastagens sâo finas».

«E não há fêmeas zebu a fim de receber os nossos fida!-gos garanhões».

O dr. Assis Brasil, nosso confidente pecuário, bem conhe-cia o nosso ponto de vista favorável ao gado puro inglês e ho-landes no Brasil meridional.

rio Uruguai™1''*11'

dCSdC 1919' °rtt Para ° °eSte' na beira do

^ Depois Quarahy, Don Pedrito e Bagé entram a seduzir-«a. Por„ultiumo- ontretanto, para as duas idéias cabanha es-cola e cabanha-propaganda de um rebanho de qualidade fora preciso s. uá-la nas vizinhanças da metrópole gaTha a fim de

Foi quando apareceu «Champor» em Viamão.

pelo 5SSSSS°

neC£8SárÍ0 deSpender à vi3ta' - »™ 3**"a

.. ,(l,Para as comPras d0 eado passara-se a Nova York todas as libras acumuladas em 3 anos - 60 mil

rio daAN^Ítefd^°sÍo0^ ' Tr a Gui'herme Guinle o

«Diâ-Almeida, Fulvta. Morwnt1* v*t°S\* ******* Mário de Pará» (todos estes am^! r ^ Prado a «P^Vlncia do prestadas ou gacantZsrdest^v reembo,sadt>8 *» -ornas em-que sem o banquriro gaúcho „. ?°S, Será Permi«d° afirmar do Viamão. S Ch° nao se farla ° negócio <ia fazenda

(Conclui na 4« pág. do 2» cad.)

chão

Diário do Paraná

"¦',;*• DL4RIO DO PAR ANA AÜHERBAL O. 8TRi£88EB

Diretor-Presidetifct NEBiSO MAIA TONIATTI Piretor-Gerente

Ternas, ««^'SSL^!

«Matutino,

(Redação) ^^

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