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As Duas Tábuas de Habacuque Parte 2

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As Duas Tábuas de Habacuque

Parte 2

Linha Sobre Linha #4

Os Três Decretos

Trevas

Hoje a igreja de Deus é livre para levar a êxito o plano divino para a salvação de uma raça perdida. Por muitos séculos o povo de Deus sofreu restrição de sua liberdade. A pregação do evangelho em sua pureza foi proibida, e as mais severas penalidades aplicadas aos que ousaram desobedecer aos mandamentos de homens. Como conseqüência, a grande vinha moral do Senhor ficou quase inteiramente desabitada. O povo viu-se privado da luz da Palavra de Deus. As trevas do erro e da superstição ameaçavam obliterar o conhecimento da verdadeira religião. A igreja de Deus na Terra esteve tão verdadeiramente em

cativeiro durante este longo período de feroz perseguição, como estiveram os filhos de Israel em Babilônia durante o período do exílio. {PR 366.4}

Tempo do Fim

Daniel 9:1-2

Registrados em Livros

“Levando ainda o fardo pelo bem de Israel, Daniel estudou de novo as profecias de Jeremias. Elas eram muito claras — tão claras que ele compreendeu por esses testemunhos registrados em livros “que o número de anos de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém,

era de setenta anos”. Daniel 9:2. {PR 282.1}

Com fé fundada na segura palavra da profecia, Daniel pleiteou do Senhor o imediato cumprimento dessas promessas. Suplicou que a honra de Deus fosse preservada. Em sua petição ele se identificou plenamente com os que não tinham correspondido ao propósito divino, confessando os pecados deles como seus próprios.” {PR 282.2}

As Desolações de Jerusalém

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70 D.C

“Terríveis foram as calamidades que caíram sobre Jerusalém quando o cerco foi reassumido por Tito. A cidade foi assaltada na ocasião da Páscoa, quando milhões de judeus estavam reunidos dentro de seus muros.... {GC 31.2}

Milhares pereceram pela fome e pela peste. A afeição natural parecia ter desaparecido. Maridos roubavam de sua esposa, e esposas de seu marido. Viam-se filhos arrebatar o alimento da boca de seus pais idosos. A pergunta do profeta: “Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria?” (Isaías 49:15) recebeu dentro dos muros da cidade condenada, a resposta: “As mãos das mulheres piedosas cozeram os próprios filhos; serviram-lhes de alimento na destruição da filha de Meu povo.” Lamentações 4:10.

Novamente se cumpriu a profecia de aviso, dada catorze séculos antes: [Deuteronômio 28:56, 57

citado].” {GC 32.1}

Mensagem Formalizada

“A oração de Daniel tinha sido proferida “no ano primeiro de Dario” (Daniel 9:1), o rei medo cujo general, Ciro, tinha arrebatado de Babilônia o cetro do governo universal. O reinado de Dario foi honrado por Deus. A ele foi enviado o anjo Gabriel, “para o animar e fortalecer”. Daniel 11:1. Após sua morte, cerca de dois anos depois da queda de Babilônia, Ciro o sucedeu no trono, e o início do seu reinado marcou o

fim dos setenta anos desde que o primeiro grupo de hebreus tinha sido levado cativo por Nabucodonosor,

de sua pátria judaica para Babilônia. {PR 283.2}

O livramento de Daniel da cova dos leões tinha sido usado por Deus para criar uma impressão favorável no espírito de Ciro o Grande. As excelentes qualidades do homem de Deus como estadista de vistas largas levou o governante persa a mostrar-lhe marcado respeito e a honrar suas decisões. E agora, justo no tempo em que Deus tinha dito que faria fosse [com que] o Seu templo em Jerusalém [fosse] reconstruído, Ele

moveu Ciro como Seu instrumento para discernir as profecias com respeito a ele mesmo, com as quais

Daniel estava tão familiarizado, e a conceder ao povo judeu a sua libertação.” {PR 283.3}

O Primeiro Decreto Amplitude Mundial

Esdras 1:1-2

Colocando a Pedra de Esquina

“A casa que estava prestes a ser reconstruída tinha sido objeto de muitas profecias concernentes ao favor que Deus desejava mostrar a Sião, e todos os que estavam presentes no lançamento dos alicerces [da pedra de esquina] devem ter estado, de coração, possuídos do espírito do momento. Mas em meio à música e às exclamações de louvor que se ouviam nesse dia feliz, houve uma nota discordante. “Muitos dos

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sacerdotes, e levitas, e chefes dos pais, já velhos, que viram a primeira casa, sobre o seu fundamento, vendo perante os seus olhos esta casa, choraram em altas vozes”. Esdras 3:12. {PR 285.4}

Era natural que a tristeza enchesse o coração desses homens encanecidos, ao considerarem os resultados da longa impenitência. Tivessem eles e a sua geração obedecido a Deus, executando o Seu propósito para Israel, e o templo construído por Salomão não teria sido destruído nem teria sido necessário o cativeiro. Mas em virtude da ingratidão e deslealdade, eles haviam sido espalhados entre as nações gentílicas. {PR 286.1}

Mudadas estavam agora as condições. Em terna misericórdia o Senhor havia visitado outra vez o Seu povo, e permitira-lhe retornar a sua própria terra. A tristeza pelos erros do passado devia ceder lugar a sentimentos de grande alegria. Deus tinha movido o coração de Ciro para que os ajudasse a reconstruir o templo, e isto devia ter despertado expressões de profunda gratidão. Mas alguns não discerniram [falharam em discernir] as providências de Deus em operação. Em vez de se alegrarem, acariciaram pensamentos de descontentamento e desânimo. Haviam visto a glória do templo de Salomão, e lamentavam a inferioridade da construção a ser agora construída [erigida].” {PR 286.2}

O Fundamento Colocado

Esdras 3:6, 10

A Festa das Trombetas

Levítico 23:24

Os Fundamentos

“O inimigo está procurando desviar o espírito [as mentes] de nossos irmãos e irmãs da obra de preparar um povo que subsista nestes últimos dias. Seus enganos destinam-se a desviar a[s] mente[s] dos perigos e deveres do momento. Avaliam como nada a luz que, por intermédio de João, Cristo deu ao Seu povo, para isso descendo do Céu Cristo veio do céu dar à João para Seu povo. Ensinam que as cenas que estão justamente diante de nós não são de importância suficiente para merecer atenção especial. Tornam de nenhum efeito a verdade de origem celestial, roubam ao povo de Deus sua experiência passada, dando-lhes em seu lugar uma ciência falsa. {T8 296.2}

“Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele.” Jeremias 6:16. {T8 296.3}

Que ninguém procure remover os alicerces [fundamentos] de nossa fé — os alicerces [fundamentos]

lançados no princípio de nossa obra, pelo piedoso estudo da Palavra [em oração] e pela revelação. Sobre

esses alicerces [fundamentos] temos estado a construir nestes cinqüenta anos passados. Poderão os homens supor que tenham achado um novo caminho, e sejam capazes de lançar um alicerce mais firme do que o já lançado. Mas isso é grande engano. Homem nenhum pode pôr outro fundamento além do que já foi posto.

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No passado, muitos têm empreendido o reerguimento de uma nova fé, o estabelecimento de novos princípios. Mas por quanto tempo resistiu seu edifício? Ruiu logo, pois não se achava alicerçado sobre a Rocha. {T8 297.2}

1842, 1843, 1844

“A advertência veio: nada deve entrar que possa perturbar o fundamento da fé sobre o qual temos

edificado desde que a mensagem veio, em 1842, 1843 e 1844. Eu estava nesta mensagem, e desde então eu

estive de pé diante do mundo, fiel à luz que Deus nos deu. Não nos propomos a tirar os pés da plataforma em que foram colocados, pois dia após dia procuramos o Senhor com fervorosa oração, buscando a luz. Você acha que eu poderia desistir da luz que Deus me deu? É para ser como a Rocha das Eras. Ela tem me guiado desde que me foi dada. ” {RH April 14, 1903}

Nenhuma Nova Coluna

“A Palavra do Senhor tem guiado nossos passos desde a passagem do tempo em 1844. Nós pesquisamos as Escrituras; nós construímos de maneira sólida; e nós não tivemos de derrubar os

fundamentos e colocar novas colunas.” {1MR 54.1}

Deus Nunca se Contradiz

“Quando o poder de Deus testifica daquilo que é a verdade, essa verdade deve permanecer para

sempre como a verdade. Não devem ser agasalhadas quaisquer suposições posteriores contrárias ao

esclarecimento que Deus proporcionou. Surgirão homens com interpretações das Escrituras que para eles são verdade, mas que não o são. Deu-nos Deus a verdade para este tempo como um fundamento para

nossa fé. Ele próprio nos ensinou o que é a verdade. Aparecerá um, e ainda outro, com nova iluminação,

que contradiz aquela que foi dada por Deus sob a demonstração de Seu Santo Espírito. Vivem ainda alguns que passaram pela experiência obtida quando esta verdade foi firmada. Deus lhes tem benignamente poupado a vida para repetir e repetir até ao fim da existência a experiência por que passaram da mesma maneira que o fez o apóstolo João até ao termo de sua vida. E os porta-bandeiras que tombaram na morte devem falar mediante a reimpressão de seus escritos. Estou instruída de que, assim, sua voz se deve fazer ouvir. Eles devem dar seu testemunho relativamente ao que constitui a verdade para este tempo. {ME1

161.1}

Não devemos receber as palavras dos que vêm com uma mensagem em contradição com os pontos especiais de nossa fé. Eles reúnem uma porção de passagens, e amontoam-na como prova em torno das

teorias que afirmam. Isto tem sido repetidamente feito durante os cinqüenta anos passados. E se bem que as Escrituras sejam a Palavra de Deus, e devam ser respeitadas, sua aplicação, uma vez que mova uma coluna

do fundamento sustentado por Deus estes cinqüenta anos, constitui grande erro. Aquele que faz tal

aplicação ignora a maravilhosa demonstração do Espírito Santo que deu poder e força às mensagens passadas, vindas ao povo de Deus. {ME1 161.2}

As provas do Ancião G não são de confiar. Caso sejam recebidas, destruirão a fé do povo de Deus na verdade que fez de nós o que somos. {ME1 161.3}

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Importa que sejamos decididos quanto a esse assunto; pois os pontos que ele tem estado procurando provar pelas Escrituras não são seguros. Não provam que a experiência passada do povo de Deus fosse

enganosa. Tínhamos a verdade; éramos dirigidos pelos anjos de Deus. Foi sob a direção do Espírito Santo

que a apresentação do assunto do santuário foi proporcionada. É eloqüência da parte de cada um manter-se em silêncio a respeito dos aspectos de nossa fé em que não desempenhou qualquer parte. Deus nunca Se

contradiz. São mal aplicadas provas escriturísticas, uma vez que sejam forçadas para testificar daquilo que

não é verdadeiro. Outros e mais outros se levantarão e introduzirão pseudo grande esclarecimento, e farão suas afirmações. Nós, porém, permanecemos com os velhos marcos. 1 João 1:1-10. {ME1 161.4}

Estou instruída a dizer que estas palavras podemos usar como sendo apropriadas para este tempo, pois é chegado o tempo em que o pecado precisa ser chamado por seu justo nome. Somos estorvados em nosso trabalho por homens não convertidos, que buscam sua própria glória. Desejam ser considerados originadores de teorias novas, as quais apresentam pretendendo que sejam verdade. Se, porém, essas teorias forem recebidas, levarão à negação da verdade que, nos últimos cinqüenta anos, Deus tem estado a conceder a

Seu povo, comprovando-a pela demonstração de Seu Santo Espírito. — Carta 329, 1905.” {ME1 162.1}

Que Nos Foram Feitas Certas

“Os cinquenta anos passados não obscureceram um jota ou princípio de nossa fé desde quando recebemos as grandes e maravilhosas evidências que nos foram feitas certas em 1844, depois da passagem

do tempo. As almas abatidas devem ser confirmadas e avivadas segundo Sua Palavra. ...Nenhuma palavra é alterada ou negada. Aquilo que o Espírito Santo testificou como sendo verdade após a passagem do tempo em nosso grande desapontamento, é o sólido fundamento da verdade. [Os] pilares da verdade foram revelados e nós aceitamos os princípios fundamentais que fizeram de nós o que somos -

Adventistas do Sétimo dia, guardando os mandamentos de Deus e tendo a fé de Jesus. {Upward Look,

352.4}

Não têm os corações dos discípulos de Cristo ardido dentro deles ao falar Ele conosco ao longo do caminho e nos abrir as Escrituras? Não tem o Senhor Jesus aberto para nós as Escrituras, e apresentado coisas que foram mantidas em segredo desde a fundação do mundo?” {Upward Look, 352.5}

Mensagem Fortalecida

“Enquanto Satanás estava procurando influenciar as mais altas autoridades no reino da Medo-Pérsia para que não mostrassem favor ao povo de Deus, anjos trabalhavam no interesse dos exilados. Era uma controvérsia na qual todo o Céu estava interessado. Por intermédio do profeta Daniel é-nos dado um lampejo desta poderosa luta entre as forças do bem e as do mal. Durante três semanas Gabriel se empenhou em luta com os poderes das trevas, procurando conter as influências em operação na mente de Ciro; e antes que a contenda terminasse, o próprio Cristo veio em auxílio de Gabriel. “O príncipe do reino da Pérsia se pôs defronte de mim vinte e um dias”, Gabriel declara; “e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia”. Daniel 10:13. Tudo que o Céu podia fazer em favor do

povo de Deus foi feito. A vitória foi finalmente ganha; as forças do inimigo foram contidas todos os dias de Ciro, e todos os dias de seu filho Cambisses, que reinou cerca de sete anos e meio.” {PR 290.3}

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Atividade dos Inimigos: Esdras 4:1-24

“Durante o reinado de Cambisses, o trabalho do templo progrediu lentamente. E durante o reinado do falso Smerdis, chamado Artaxerxes em Esdras 4:7, os samaritanos induziram o inescrupuloso impostor a baixar um decreto proibindo os judeus de reconstruir sua cidade e templo.” {PR 291.2}

O Segundo Decreto

“Uma vintena ou mais de anos havia passado, quando um segundo decreto, tão favorável quanto o primeiro, foi baixado por Dario Histaspes, o rei que governava então. Assim proveu Deus em misericórdia outra oportunidade para os judeus na Medo-Pérsia, a fim de que voltassem à terra de seus ancestrais. O

Senhor previra os tempos turbulentos que se seguiriam durante o reinado de Xerxes — o Assuero do

livro de Ester — e Ele não somente operou uma mudança de sentimentos no coração dos homens em autoridade, mas inspirou também Zacarias a que se empenhasse com os exilados para que voltassem. {PR

306.2}

“Oh, oh fugi agora da terra do norte”, era a mensagem dada às tribos dispersas de Israel que se

tinham estabelecido em muitas terras longe do seu antigo lar. Zacarias 2:6-9 citado.” {PR 306.3}

Saí de Babilônia

Zacarias 2:6-7

Templo Finalizado no Sexto ano de Dario: Esdras 6:15

“A promessa: “As mãos de Zorobabel têm fundado esta casa; também as suas mãos a acabarão” (Zacarias 4:9), foi literalmente cumprida. “E os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando pela profecia do profeta Ageu, e de Zacarias, filho de Ido; e edificaram a casa e a aperfeiçoaram conforme ao mandado do Deus de Israel, e conforme ao mandado de Ciro e de Dario, e de Artaxerxes rei da Pérsia. E acabou-se esta casa no dia terceiro do mês de Adar, que era o sexto ano do reinado do rei Dario”. Esdras 6:14, 15.” {PR 304.5}

O Clamor da Meia Noite

“Os acontecimentos que se seguiram em rápida sucessão — a apresentação de Ester perante o rei, o assinalado favor a ela mostrado, os banquetes do rei e da rainha com Hamã como o único comensal, o sono perturbado do rei, a honra pública mostrada a Mardoqueu, e a humilhação e queda de Hamã após a descoberta de sua ímpia trama — tudo pertence a uma história familiar. Deus operou maravilhosamente

por Seu penitente povo; e um decreto em contrapartida baixado pelo rei, permitindo-lhes lutar por sua vida, foi rapidamente comunicado a toda parte do reino por correios a cavalo, que “apressuradamente saíram,

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a sua ordem, havia entre os judeus alegria e gozo, banquetes e dias de folguedo; e muitos, entre os povos da terra, se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles”. Ester 8:14, 16. {PR 308.2}

No dia apontado para a sua destruição, “os judeus nas suas cidades, em todas as províncias do rei

Assuero, se ajuntaram para pôr as mãos naqueles que procuravam o seu mal; e nenhum podia resistir-lhes, porque o seu terror caiu sobre todos aqueles povos”. Anjos magníficos em poder tinham sido comissionados por Deus para proteger Seu povo, enquanto eles se punham “em defesa de sua vida”. Ester 9:2, 16.” {PR

308.3}

O Terceiro Decreto

“Cerca de setenta anos após o retorno do primeiro grupo de exilados sob a liderança de Zorobabel e Josué, Artaxerxes Longímano subiu ao trono da Medo-Pérsia. O nome deste rei está em relação com a História Sagrada por uma série de importantes providências. Foi durante o seu reinado que Esdras e Neemias viveram e trabalharam. Ele foi quem em 457 a.C. baixou o terceiro e final decreto para a

restauração de Jerusalém. Seu reinado viu o retorno de um grupo de judeus sob Esdras, a conclusão dos

muros de Jerusalém por Neemias e seus companheiros, a reorganização das cerimônias do templo e as grandes reformas religiosas instituídas por Esdras e Neemias. Durante seu longo reinado ele não raro mostrou favor ao povo de Deus; e em seus estimados amigos judeus merecedores de sua confiança, Esdras e Neemias, ele reconhecia homens indicados por Deus, despertados para uma obra especial.” {PR 310.1}

A Perfeição Requerida Pela Profecia

“No Capítulo 7 de Esdras acha-se o decreto. Esdras 7:12-26. Em sua forma completa foi promulgado por Artaxerxes, rei da Pérsia, em 457 antes de Cristo. Mas em Esdras 6:14 se diz ter sido a casa do Senhor em Jerusalém edificada “conforme o mandado [ou decreto, como se poderia traduzir] de Ciro e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia.” Estes três reis, originando, confirmando e completando o decreto, deram-lhe a

perfeição exigida pela profecia para assinalar o início dos 2.300 anos. Tomando-se o ano 457 antes de

Cristo, tempo em que se completou o decreto, como data da ordem, viu-se ter-se cumprido toda a especificação da profecia relativa às setenta semanas.” {GC 326.3}

Juízo

Esdras 7:25-26

“Em 1844 nosso grande Sumo Sacerdote entrou no lugar santíssimo do santuário celeste, para iniciar a obra do juízo investigativo. Os casos dos justos mortos têm estado a passar em revista diante de Deus. Quando esta obra se completar, o juízo deve ser pronunciado sobre os vivos.” {ME1 125.2}

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A Chegada de Esdras

A chegada de Esdras a Jerusalém foi oportuna. Havia grande necessidade de influência de sua presença. Sua vinda infundiu coragem e esperança ao coração de muitos que de longa data vinham trabalhando sob dificuldades. Desde o retorno do primeiro grupo de exilados sob a liderança de Zorobabel e Josué, havia mais de setenta anos antes, muito tinha sido realizado. O templo havia sido concluído, e as paredes da cidade parcialmente reparadas. Não obstante muito estava ainda por fazer. {PR 316.1}

Jejum: Esdras 8:21-23 Separação: Esdras 8:24-32 Aliança: Esdras 9:8 - 10:17

Desapontamento

“Esdras havia esperado que um grande número retornasse a Jerusalém, mas o número dos que responderam ao chamado era desapontadoramente pequeno.” {PR 313.2}

“O número que respondeu ao chamado para sair de Babilônia era desapontadoramente pequeno. Esdras esperava que um grande número retornasse.” {Review and Herald, 13 de Fevereiro, 1908.}

23 de Outubro de 1844

Encontrávamos em todos os lugares os escarnecedores sobre os quais falou Pedro, dizendo que viriam nos últimos dias, andando segundo suas próprias paixões e dizendo: “Onde está a promessa da Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” 2 Pedro 3:4. Mas aqueles que tinham esperado a vinda do Senhor não estavam sem consolação. Haviam obtido valioso conhecimento da pesquisa da Palavra. O plano da salvação estava mais claro em sua compreensão. Cada dia descobriam novas belezas nas páginas sagradas, e uma maravilhosa harmonia através delas todas,

um texto explicando outro e não havendo nenhuma palavra empregada em vão. {T1 57.2}

Nosso desapontamento não foi tão grande como o dos discípulos. Quando o Filho do homem cavalgava triunfantemente para Jerusalém, esperavam que Ele fosse coroado Rei. O povo se ajuntava de toda a região em redor, e exclamava: “Hosana ao Filho de Davi!” Mateus 21:9. E quando os sacerdotes e anciãos pediram a Jesus que silenciasse a multidão, Ele declarou que, se eles se calassem, as próprias pedras clamariam, pois a profecia deveria cumprir-se. Não obstante, dentro de poucos dias esses mesmos discípulos viram seu amado Mestre, que acreditavam iria reinar no trono de Davi, estendido na torturante cruz, por sobre os fariseus zombadores e sarcásticos. Suas elevadas esperanças foram frustradas [desapontadas], e as trevas da morte os cercaram. {T1 57.3}

Cristo, porém, estava sendo fiel às Suas promessas. Doce foi a consolação que proporcionou a Seu povo, e rica a recompensa dos verdadeiros e fiéis. {T1 58.1}

O Sr. Miller e os que com ele se achavam supuseram que a purificação do santuário, de que fala (Daniel 8:14), significava a purificação da Terra pelo fogo antes de se tornar a habitação dos santos. Isso deveria ocorrer por ocasião do segundo advento de Cristo; portanto, esperávamos aquele acontecimento no fim dos

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2.300 dias, ou anos. Depois de nosso desapontamento, porém, as Escrituras foram cuidadosamente pesquisadas, com oração e fervor; e após um período de indecisão derramou-se luz em nossas trevas; a dúvida e a incerteza foram varridas. Em vez de a profecia de Daniel 8:14 referir-se à purificação da Terra, era então claro que se referia ao trabalho de nosso Sumo Sacerdote a encerrar-se nos Céus, à conclusão da obra expiatória, e ao preparo do povo para suportar o dia de Sua vinda. {T1 58.2}

Referências

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