A partir do primeiro mês do se-gundo semestre, as altas tempe-raturas e o tempo seco tomam conta de vez da capital piauiense. Para dri-blar esse clima, a população procu-ra todas as alternativas. Paprocu-ra quem está longe das praias, a melhor delas - é claro, é se jogar nas piscinas. Ao longo de toda sua história, o
homem sempre quis assegurar que sua existência fosse estável. Desde a antiguidade, ele procurava se organi-zar em grupos para ter mais força e garantir o sustento e segurança. Com o tempo - e o desenvolvimento de ati-vidades comerciais - surgiu a neces-sidade de se proteger de prejuízos financeiros.
Leia mais na página 14 Leia mais na página 18
Leia mais na página 11
Leia mais na página 08
Leia mais na página 16
Leia mais na página 12
Calor e tempo
seco movimenta
a área da piscina
Segurança em
primeiro lugar
Inaugurado primeiro
condomínio para idosos
no Brasil
PEC das Domésticas no
condomínio
Obra-prima: Condomínios
devem adequar reformas e
obras à lei
Cidade verde que queremos verde
T
eresina é conhecida como a cidade verde, no entanto, o crescimento populacional e econômico da ca-pital acarretou com a perda de boa partede sua cobertura vegetal original - que era frondosa.
É de conhecimento geral que as árvores ajudam a regular a temperatura das cida-des e reduzam a poluição do ar e do som, entretanto, é cada vez mais comum ver as pessoas cortando espécimes enormes (que precisaram de décadas para alcançar este tamanho), em prol de mais espaço para co-locar concreto em toda a extensão do chão, pôr asfalto ou “limpar” as calçadas.
Muito além dos danos estéticos, cortar as árvores - “em prol da civilização” - preju-dica e muito! Para reverter essa situação, algumas empresas apresentaram soluções no mínimo interessantes:
Editorial
Olá, leitores e leitoras!
Chegamos ao segundo semestre do ano de 2014, durante esta estação (inverno), que em Teresina se caracteriza pelas altas temperaturas, quem tem piscina em casa aproveita para se refrescar. Para garantir a segurança desses moradores, o síndico deve tomar algumas medi-das. Confi ra-as nesta edição do nosso informativo.
Aproveitando a ausência de chuvas, muitos querem aproveitar para dar uma renovada no apartamento, no entanto, acabam desistindo por conta de diversos contratempos. À estes, uma boa notícia: Que tal repaginar o apê sem barulheira, demora na reforma ou outras adver-sidades? Separamos nesta edição, duas matérias para você dar uma cara nova ao seu lar assim: de forma rápida e tranquila.
Neste segundo domingo do mês de agosto, comemoramos o dia de uma das fi guras mais importantes para a formação do nosso cará-ter. Desde já, a equipe PredNews gostaria de desejar a todos os pais, padrastos, pais considerados e avôs, um feliz dia, recheado de coisas boas. Nas próximas páginas, dicas para celebrar esta data com estilo e tranquilidade.
Além da matéria sobre os pais, confi ra uma notícia sobre outros im-portantes membros da família: Nossos anciãos. Merecedores de res-peito e dignidade, eles receberam as chaves do primeiro condomínio público exclusivo para idosos, no Estado da Paraíba.
Quer conferir alguma matéria das edições anteriores? Acesse o site da Predial (predialadm.com.br) e nos acompanhe também pelas re-des sociais (@predialadm). Tem uma dúvida ou sugestão de matéria? Envie para o email [email protected] e participe da cons-trução do nosso informativo.
Boa leitura!
@
PredNews
EDIÇÃO BIMESTRAL
Agosto - Setembro / 2014
Diretor: Antônio Luiz de Hollanda
Rocha
Comercial: Luis Neto Artes e Criação: Luis Neto Projeto Gráfi co: Luis Neto Revisão: Cibelle Resende Textos: Najila Morais
Realização: H. Rocha Gráfi ca e Editora
Ltda.
Colaboradores: Imobiliária Rocha &
Rocha e Predial Administradora de Condomínios
Impressão: Gráfi ca São João Tiragem: 10 mil exemplares Periodicidade: Bimestral
Endereço: Av. Nossa Senhora de Fátima,
1613 • 1º Piso • Bairro de Fátima CEP.: 64048-180 • Teresina-PI
Contatos: 86 3133 5000 / 3133 5032 E-mail: [email protected]
[email protected] As matérias publicadas neste edi-ção poderão ser reproduzidas total ou parcialmente, desde que citada a fonte. Solicitamos que as reproduções das ma-térias sejam comunicadas à redação.
As opiniões expressas nos artigos assinados são de inteira responsabilidade dos seus autores.
www.facebook.com/predialadm www.facebook.com/predialadministradora
Reformar ou realizar alguma mu-dança vira um problema quando o lugar a ser reformado está localizado em um condomínio. Há vários contratempos que tornam essa ação mais difícil: O ba-rulho que incomoda os vizinhos, a mão de obra terceirizada que tem que entrar cedo e ficar sozinha no apartamento, a sujeira, entre muitos outros.
Muitas vezes, estas adversidades acabam fazendo com que os condôminos desistam de fazer uma mudança no apar-tamento. Entretanto, há novidades no mercado que possibilitam as mudanças sem que hajam maiores transtornos.
Entre estas escolhas estão os pré-moldados, drywallls, as estruturas de gesso e os papéis de parede. Em ambas as opções, praticidade é a palavra-chave. Mas em relação à decoração e renovação dos ambientes, o papel de parede pode
ser a opção perfeita para a reforma de um apartamento.
Esse tipo de revestimento para as paredes se tornou muito mais funcional até mesmo que as próprias tintas. São opções baratas, duráveis, não têm o chei-ro forte da tinta, há muita variedade de cores, texturas e efeitos, podem ser tro-cados sem muitas dificuldades e podem ser limpos de forma fácil. Além disso, a aplicação do papel de parede requer pou-co tempo. Em poucas horas, o ambiente estará de cara nova.
Algumas variedades deste material são mais resistentes e podem ser utiliza-das inclusive em ambientes umidos. O papel de parede de vinil (também conhe-cido como emborrachado), por exemplo, é o material ideal para aplicação em lo-cais como quartos de crianças ou ainda banheiros e cozinhas. A durabilidade
deste material chega a ser até três vezes maior que as tintas comuns: Os papéis vinílicos chegam a durar até 12 anos.
A maior parte dos papéis, depen-dendo da marca, possui propriedades antialérgicas. E a cola utilizada no pro-cesso, geralmente é à base de água e como mencionado anteriormente, não deixa cheiro.
A tecnologia possibilita também que os papéis de parede, apesar da apa-rência delicada, proporcionem mais se-gurança. Há muitos modelos que são an-ti-chamas, prevenindo maiores danos no caso de incêndio acidental.
Por fim, é válido ressaltar que em-bora não careça de mão de obra espe-cializada, ao aplicar o papel de parede é sempre importante consultar um espe-cialista para que o resultado saia como o esperado.
Deixe seu apartamento de cara nova
sem contratempos
Os insetos, que estão na Terra há muito mais tempo até mesmo que os extintos dinossauros, representam mais de três quartos de todos os animais atu-almente conhecidos. Há cientistas que acreditam que só as espécies de formi-gas, que compreendem uma pequena parte dos insetos, devam pesar mais que todas as pessoas do planeta.
Devido a este número, é impossível que nós não nos encontremos constante-mente. Uma freqüência que nos deixa es-tarrecidos. Mesmo que alguns insetos – como as abelhas – sejam essenciais para a vida humana (pela função polinizadora e decompositora), na maioria das vezes na cidade (principalmente por conta do contato com o lixo e conseqüente trans-missão de doenças), eles recebem a alcu-nha de praga urbana.
Na primavera (que inicia dia 21 de setembro no hemisfério sul do planeta, onde o Brasil se localiza) os dias fi cam mais longos, as temperaturas aumentam e os animais se proliferam como nunca.
Incluindo os insetos - que tem um ciclo de vida muito rápido e se reproduzem quase sempre em grande quantidade (moscas fêmeas, por exemplo, colocam até 150 ovos por vez).
Para combater a presença exces-siva destas criaturas, o melhor método ainda é a prevenção: Mantendo o lixo bem armazenado em lixeiras tampadas, mantendo os ambientes domésticos (es-pecialmente a cozinha) limpos e apli-cando repelentes, preferencialmente os naturais.
Entretanto nos condomínios, como há uma aglomeração de pessoas maior e muitos espaços comuns, podem haver esconderijos com pequenas colô-nias de insetos, então a dedetização pre-ventiva é obrigatória e a recomendação geral é que a cada seis meses haja a con-tratação de uma empresa para realizar uma dedetização completa no local.
É aconselhável que o síndico in-forme os moradores da data e hora da administração do veneno, para que
pos-sam se preparar. Enquanto os técnicos especializados (que devem estar em tra-jes específi cos para se proteger) aplicam os produtos químicos, a orientação é que os moradores fi quem dentro dos apar-tamentos, pois o veneno faz mal para a saúde.
É importante que haja uma atenção redobrada em relação a crianças e ani-mais de estimação – que são ani-mais sensí-veis e desatentos. Se um animal inala ou lambe o produto, ele pode até mesmo vir a morrer. Pessoas adultas com alergias também devem se proteger, evitando o local até três horas após a aplicação.
Algumas empresas que realizam a dedetização também são responsáveis pela limpeza da caixa d’água. Para agili-zar o serviço, muitas vezes o próprio sín-dico pode querer agendar as duas tarefas no mesmo dia, entretanto, essa prática deve ser evitada. O veneno utilizado para matar os insetos pode acabar contami-nando a água do condomínio.
O uniforme dos colaboradores funciona como um cartão de visitas de um lugar: A boa imagem de um con-domínio pode começar pelos trajes que seus funcionários vestem. A roupa pro-fissional tem como objetivo principal a comunicação do lugar - em condomínios grandes, os moradores podem identificá -los mais facilmente, sem confundi-los com outros moradores, por exemplo.
Além disso, um uniforme garante que o funcionário esteja adequado para algumas atividades. Quem trabalha com a limpeza, logo desgastaria uma roupa mais simples de algodão ao utiliza-la para executar seu serviço. Nesses casos, o uniforme de brim, por exemplo, evita o desgaste de roupas.
Por tratar-se de peças de vestuá-rio é imprescindível que o uniforme seja adequado a cada tipo de trabalhado e ao biotipo do trabalhador para não lhe cau-sar desconforto, constrangimento e risco de acidentes.
Se existe uma exigência para que o trabalhador utilize um uniforme ina-dequado às suas condições viola direitos individuais, isso pode ser questionado - inclusive judicialmente, se o ou a fun-cionária se sentirem demasiado prejudi-cados.
Já a determinação da empresa para que o uniforme seja mantido limpo é completamente cabível, assim como é aceitável que havendo rescisão de con-trato o trabalhador seja obrigado a de-volvê-lo. Entretanto, isso não abre espaço para que o síndico exija do trabalhador o reembolso por reposição das peças des-gastadas pelo uso.
Para evitar a falta do uniforme, o síndico pode disponibilizar sempre duas ou três mudas de roupa aos colaborado-res. No caso de um eventual problema, eles não terão dificuldade para trocar o vestuário, sem comprometer o farda-mento no trabalho.
Há alguns anos, porém, nem sem-pre o colaborador achava agradável ter que vestir um uniforme. Depois de um tempo, as vantagens para ele também fo-ram sendo percebidas. O uniforme pode garantir conforto, economia e muita pra-ticidade para o funcionário, além de pro-ver economia de tempo.
Felizmente, hoje, há diferentes ti-pos de tecidos que podem ser emprega-dos para oferecer conforto, segurança e durabilidade, de forma que sejam ainda adaptados às tendências de moda, garan-tindo um visual alinhado.
O síndico deve garantir também que o uniforme seja adequado ao cli-ma. É inviável para o funcionário vestir terno, se os termômetros marcam uma temperatura de 35ºC. Em um local de trabalho quente, o fardamento deve ser leve e facilitar a respiração da pele - pro-cesso que regula a temperatura do corpo.
Vestindo a camisa: Uniformizando o
condomínio
Presentes na arquitetura das casas brasileiras desde os tempos idos, as varandas são uma verdadeira paixão nacional. Alguns até mesmo a colocam como um instrumento que auxi-liou no processo de emancipação das mulheres.
No período colonial, por influência moura, as varandas eram em sua maioria cobertas por muxarabiês. As mulheres, que eram tratadas como propriedades do marido à época, ficavam confinadas em casa, vendo a vida passar por trás dessas estru-turas em madeira que muitas vezes eram cobertas por plantas.
Com a vinda da corte portuguesa, Dom João mandou tirar esta espécie de treliça porque envergonhavam a Coroa por lem-brarem os tempos em que Portugal ficou submetido ao domínio árabe.
Embora a mudança não tenha sido assimilada imediata-mente pela população - precisando de uma lei para que fosse cumprida -, logo as mulheres (que na época se limitavam apenas a sair do ambiente doméstico para ir à igreja) descobriram novas práticas sociais através deste espaço da casa, como flertar e olhar o movimento das ruas em época de festejos e comemorações.
Com o passar do tempo, elas foram saindo de casa aos poucos, para fazer compras (atividade categorizada, a partir daí, como entretenimento e não como obrigação), atividade exclu-siva de mulheres negras e índias – que aliás, eram consideradas selvagens, e não pessoas.
Já no século XX, a varanda abandona sua má reputação. Quem fica na varanda vendo o movimento da rua não é mais chamada de namoradeira ou rameira. Pelo contrário, este agora se tornara um espaço valorizadíssimo.
Atualmente, muita gente que procura um apartamento faz questão deste ambiente, mesmo que ele seja diminuto. A tendên-cia, entretanto, é o ambiente gourmet – que é um dos grandes atrativos dos mais novos empreendimentos.
E seja para receber os amigos, pra curtir a família ou es-nobar o dolce far niente (expressão italiana que significa o doce prazer de fazer nada), as varandas compõem um dos espaços preferidos dos brasileiros desde os primórdios. Apesar disso, é necessário respeitar alguns aspectos antes de deixar este espaço com a cara do dono.
O Código Civil, em seu artigo 1.336, que enumera os deve-res dos condôminos, estipula em seu inciso III que não é permi-tido “alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas”, com a intenção de preservar as características arquite-tônicas da edificação, mantendo a uniformidade do todo.
Varanda:
Um condomínio para todos
Acessibilidade é sinônimo de igualdade, democracia. É uma forma de prover meios para que pessoas que tem uma necessidade especial tenham seus direitos garantidos, da mesma forma que você tem – podendo desta forma parti-cipar da sociedade de forma ativa (estu-dando, trabalhando, fazendo compras), sem nenhuma difi culdade.
Embora muitos pensem que é um adendo específi co do direito de ir e vir, este predicado deve estar presente em todos os setores e espaços: na educação, nos transportes, na comunicação e uso de sistemas, nas instalações públicas e nas empresas, seja no meio rural ou ur-bano.
Há ainda a disseminação da idéia errônea que liga acessibilidade somente aos cadeirantes. Na verdade, o grupo be-nefi ciado com essas práticas é bem mais amplo: Inclui os idosos com difi culdade de locomoção, pessoas com alguma lesão temporária como uma perna quebrada, cegos, surdos-mudos ou até mesmo uma mãe com um carrinho de bebê.
Este é um tema pouco difundido,
tendo em vista sua grande importância. A implementação de medidas apropria-das que asseguram o acesso de forma igual a todos, muitas vezes fi ca somente na porta de entrada, literalmente. A úni-ca medida que muitos condomínios to-mam para tornar o prédio mais acessível é uma rampa de acesso antes das portas, quando há muitas outras medidas – al-gumas bem simples, inclusive – que po-dem ser tomadas.
O Novo Código Civil, no seu de-creto de número 5.296, incumbe à As-sociação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a descrição das intervenções que devem ser realizadas nos espaços para que a acessibilidade seja promovida.
A ABNT, por sua vez, estabele-ce em sua Norma Brasileira de número 9050 parâmetros a serem observados em qualquer tipo de construção e espaços urbanos, especifi cando até mesmo sina-lizações verticais, visuais, táteis e sonoras em lugares como corrimãos, degraus, piso, entre outros. Sendo uma edifi cação somente considerada acessível, se aten-derem às resoluções:
“Todos os espaços, edifi cações, mobi-liário e equipamentos urbanos que vierem a ser projetados, construídos, montados ou implantados, bem como as reformas e ampliações de edifi cações e equipamentos urbanos, devem atender ao disposto nesta Norma para serem considerados acessí-veis”.
Os condôminos, especialmente os que possuem a mobilidade reduzida ou alguma necessidade específi ca, que acre-ditam que seu prédio não é adequado, podem consultar a NBR 9050 e o decre-to-lei 5.296 para observar as disposições legais e tomar a frente, solicitando ao síndico e puxando uma assembléia, in-formand oos outros moradores para que tornem a acessibilidade uma realidade efi ciente de fato, que possa servir e facili-tar a vida das pessoas.
Por fi m, é válido lembrar que a Assembleia teria meramente caráter in-formativo, para explicar as disposições legais e resolver problemas relativos ao orçamento - já que se trata de uma obra determinada pela legislação (e não de re-forma, manutenção ou embelezamento).
A origem etimológica das palavras é um elo perdido com o nosso passado e acaba provendo explicações no mínimo, inusitadas. A palavra domus (em latim), por exemplo, signifi ca residência. Na época, ser a pessoa principal na casa era muito importante - é daí, por exemplo, que derivam palavras como dominante, domínio, Dom (usado como título de res-peito) e ainda doméstico, que faz referên-cia a algo que foi submetido ao controle do homem.
O empregado doméstico daquela época fazia menção à pessoas escraviza-das (tiescraviza-das como selvagens ou sem alma, por isto, domesticadas), responsáveis pela limpeza, alimentação e cuidados com crianças e idosos na casa de quem era mais abastado - recebendo nada em troca, a não ser uma moradia e uma ali-mentação precárias. Hoje, embora dis-tante da escravidão, esse serviço ainda carrega fortes heranças daquela época.
É um emprego que, embora seja braçal e tão cansativo quanto qualquer outro, não dava ao trabalhador nenhuma garantia por tempo de serviço ou benefí-cios como férias, 13º, adicional noturno, seguro contra acidentes de trabalho e di-reito a hora extras.
A Proposta de Emenda Constitui-cional (PEC) de número 72/2013, que fi cou conhecida como PEC das Domés-ticas, foi aprovada em março de 2013 e marca a conquista de alguns direitos des-tes trabalhadores.
Muitos condôminos fi caram pre-ocupados por conta da relação dos fun-cionários com os condomínios, já que há funcionários que cumprem as mesmas funções que um ‘doméstico’ convencio-nal. Entretanto, a medida não modifi ca a
situação das faxineiras, vigias e jardinei-ros do prédio. Neste caso, estes não são assim considerados porque o condomí-nio, é registrado como pessoa jurídica (funcionando de forma similar a uma empresa, porém sem fi ns lucrativos). Além disto, todos os funcionários devem obrigatoriamente ter o devido registro e a carteira de trabalho assinada.
Contudo, é muito importante que os condôminos estejam a par das novas regulamentações e atentem na hora da contratação de faxineiras, babás, acompa-nhantes de idosos, motoristas e cozinhei-ras. A nova norma assegura a jornada se-manal de 44 horas semanais (8h/dia) com direito a horário de almoço, o pagamen-to do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e integração no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
Por fi m, é válido ressaltar que há uma exceção à nova lei. Trabalhando no ambiente residencial menos de três dias por semana, o trabalhador ou trabalha-dora é considerado diarista e não empre-gado(a). Portanto, os benefícios da Con-solidação das Leis de Trabalho (CLT) não se aplicam.
PEC das Domésticas
no condomínio
O que fazer com o lixo
eletrônico do condomínio?
Surgida na Revolução Industrial, a obsolescência programada é uma técnica de marketing na qual os fabricantes pre-vêem a substituição de um produto por outro modelo com mais funções em um curto espaço de tempo, com o objetivo de movimentar a economia.
É aquele acessório novo para ce-lular que não funciona no modelo anti-go do mesmo fabricante, o computador mais novo, mais bonito e mais rápido que surgiu apenas um ano depois de você comprar o seu, a câmera digital com mais pixels ou aquela máquina de lavar antiga que está em boas condições, mas que não pode ser consertada porque não há mais peças disponíveis.
Essa manobra de fato, movimen-ta mais a economia, entremovimen-tanto, ela gera toneladas de lixo eletrônico. Segundo pesquisas (2012) da agência de teleco-municações da Organização das Nações Unidas - ONU, se os fabricantes de celu-lar adotassem o padrão universal de
car-regador recomendado, seriam evitados anualmente 300 mil toneladas deste tipo de lixo.
De fato, quando a pilha do con-trole da tv não funciona mais, o celular, o computador e a televisão quebram ou quando a bateria dá problemas, a primei-ra reação do cidadão comum é atiprimei-rar essa tralha no lixo comum.
O problema do lixo eletrônico, en-tretanto, é que esse material (especial-mente as pilhas e baterias) é composto de metais pesados como cádmio, zinco, níquel, chumbo e mercúrio - altamente tóxicos e que se acumulam na natureza por não serem biodegradáveis. Jogados no lixo comum, esse material segue para aterros sanitários ou lixões e contamina o solo, cursos d’água e atingindo a vege-tação e formas de vida da região - inclu-sive a vida humana.
Para se ter ideia, cada pilha lança-da ao meio ambiente pode contaminar o solo por 50 anos. O mercúrio que ela
contém causa, entre outras coisas, perda de memória e problemas no sistema res-piratório. O chumbo, provoca distúrbios digestivos e tremores musculares. O cád-mio, por sua vez, é um elemento cance-rígeno. Entretanto, quando recicladas, se tornam pigmentos que colorem vidros, tintas, pisos e fogos de artifício.
Por conta da desinformação da po-pulação, somente 1% das pilhas descarta-das são reaproveitadescarta-das no Brasil, segundo dados de 2008. Para mudar este quadro, o Conselho Nacional de Meio Ambien-te - CONAMA, elaborou uma resolução (n° 257/99), que disciplina o descarte e o gerenciamento adequado de pilhas e ba-terias usadas. E define que:
“As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, necessário ao funcionamento de quaisquer tipos de aparelhos (...) após seu esgotamento ener-gético, serão entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias, para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem diretamente, ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutiliza-ção, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequado”.
Para ajudar a diminuir o impacto do lixo eletrônico no mundo, devemos começar de casa - ou do condomínio. O primeiro passo é educar os moradores a diminuir a quantidade de lixo eletrôni-co produzida. Comprar pilhas e baterias que duram mais (ou que sejam recarre-gáveis), modelos universais de acessó-rios, etc.
Depois disso, deve-se procurar pontos de coleta de lixo eletrônico na ci-dade. O síndico pode iniciar uma campa-nha no condomínio, instalando coletores nas áreas comuns - de forma que fiquem próximos aos moradores (para facilitar a adesão) - e colando cartazes educativos que conscientizem os moradores.
Espelhos aumentam
sensação de espaço nos
apartamentos pequenos
Nos deparamos diariamente com situa-ções nas quais os espelhos se fazem mui-to úteis. Nas luminárias públicas e nos fa-róis dos carros, refletindo e direcionando a luz; ampliando detalhes - como no caso de espelhos côncavos utilizados em lojas e ônibus; nos retrovisores; entre outros. Dentro de casa, a utilidade desses objetos vai muito além da mera função de supor-te estético que ele cumpre.
Nos apartamentos pequenos, que são vantajosos à sua maneira, a falta de espa-ço pode incomodar e deixar uma sensa-ção de claustrofobia - que é uma aversão patológica à espaços pequenos.
Para atenuar essa sensação, há diver-sas técnicas do design de interiores que corrigem as dimensões do ambiente uti-lizando espelhos e fazendo com que se tenha uma percepção diferente, de um espaço mais amplo e aconchegante. Refletindo o ambiente e suas luzes, os es-pelhos ampliam-no consideravelmente no campo visual, iluminando partes mais escuras da casa. Se bem posicionados, podem até mesmo refletir uma paisagem exterior dentro do apartamento.
Um dos lugares mais indicados pelos de-coradores de ambiente é a parede oposta a uma janela. Ao invés de barrar, a parede
irá refletir a luz dentro do apartamento, ajudando a iluminar o espaço.
Se o apartamento possui um local estrei-to, como um corredor, a dica é colocar um grande espelho para refletir esse es-paço, pois a imagem refletida trará uma sensação de continuidade e amplitude, além de trazer mais luz (claridade) para o ambiente.
Nos banheiros, é preciso tomar alguns cuidados, pois a iluminação pode criar sombras na imagem refletida. Este é o principal motivo do uso de lâmpadas nas laterais do espelho ou logo acima dele ser tão comuns: dessa forma, as penumbras são evitadas.
Outro material que também pode cum-prir uma função similar é o vidro refle-xivo, que possui uma diferença principal em relação aos espelhos: as cores - que podem ser ainda aliadas de acordo com o estilo decorativo que o apartamento já possui.
Inaugurado primeiro condomínio para
idosos no Brasil
Envelhecer é um processo natural e inevitável para todos os seres vivos. Pelo longo processo, pelas inúmeras ex-periências vividas e por todas as contri-buições sociais, culturais e econômicas proporcionadas pelos mais antigos, é um dever - principalmente para quem ainda não chegou nesta fase - tratá-los com res-peito, dignidade e atenção.
A cultura de algumas sociedades orientais tem como tradição glorificar e reverenciar seus idosos - resultado de uma educação milenar de dignidade e respeito - e isso se reflete de diferentes formas. Japoneses, por exemplo, consul-tam seus anciãos antes de qualquer gran-de gran-decisão, especialmente as gran-de cunho político, por considerarem seus conse-lhos sábios e experientes. E as mulheres tem orgulho de suas 70 ou 80 voltas ao sol, diferente de muitas brasileiras, que comumente se incomodam ao terem a idade perguntada.
Cuidar das pessoas que chegaram na terceira idade (e que tanto já contri-buiram para o crescimento do país) é um
dever da família, da sociedade e do Esta-do. Visando dar uma vida mais digna e adequada para este público e respeitando o Estatuto do Idoso, o governo do Estado da Paraíba inaugurou no dia 10 de junho deste ano, o primeiro condomínio públi-co exclusivo para idosos do país.
O vice-governador Rômulo Gou-veia acredita que o local é um centro de humanização e resgate da dignidade de uma população que muitas vezes ficou excluída das políticas públicas. “A Para-íba desenvolve uma experiência inédita no país que, com certeza, será dissemi-nada pelo Brasil inteiro”, ressaltou.
O Residencial Cidade Madura, localizado no bairro Cidade Verde, em João Pessoa - PB, foi pensado para aco-lher idosos de baixa renda que moram em condições inadequadas - os quais passarão a viver em um condomínio com toda a infraestrutura destinada a pessoas nesta faixa de idade.
O condomínio conta com uma infraestrutura completamente adequa-da ao público. O local, composto por 40
unidades habitacionais, possui guarita de vigilância, praças, pista de caminhada, redário, sala para atendimento médico, centro de vivência e uma horta comuni-tária. Além disso, é todo urbanizado nas normas de acessibilidade.
A presidente da Companhai Es-tadual de Habitação Popular (CEHAP), Emília Correia Lima, acredita que o con-domínio vai despertar a atenção de ou-tros estados e do país ao dar o direito ao idoso, após se aposentar, poder viver e não apenas sobreviver. “Os idosos aqui terão mais facilidades para viver com uma casa ampla e adaptada às suas ne-cessidades, locais de caminhadas e ginás-tica, um núcleo de assistência à saúde, redários e um lugar de eventos. O lugar dos sonhos de muita gente”, enfatizou.
Fontes: Site institucional Gov. da Paraíba; Blog LongeVIDAde - Silvia Masc (longe-vidade-silvia.blogspot.com)
Cidade verde que
queremos verde
Teresina é conhecida como a ci-dade verde, no entanto, o crescimento populacional e econômico da capital acarretou com a perda de boa parte de sua cobertura vegetal original - que era frondosa.
É de conhecimento geral que as árvores ajudam a regular a temperatu-ra das cidades e reduzam a poluição do ar e do som, entretanto, é cada vez mais comum ver as pessoas cortando espé-cimes enormes (que precisaram de dé-cadas para alcançar este tamanho), em
prol de mais espaço para colocar con-creto em toda a extensão do chão, pôr asfalto ou “limpar” as calçadas.
Muito além dos danos estéticos, cortar as árvores - “em prol da civiliza-ção” - prejudica e muito! Para reverter essa situação, algumas empresas apre-sentaram soluções no mínimo interes-santes: Já que não há espaço no chão, por que não cultivar espécies no teto?
Os telhados verdes podem deli-beradamente trazer uma melhor quali-dade de vida para os habitantes de uma
cidade, principalmente em lugares que a princípio não tem espaço para áreas verdes.
As vantagens de cultivar um espa-ço assim logo acima das nossas cabeças são várias. A primeira delas tem relação direta com o clima: Evita a retenção da água das chuvas, minimizando enchen-tes e alagamentos - muito comuns em Teresina na época de chuvas; e diminui substancialmente a temperatura do pré-dio.
efeito conhecido como ilha de calor (que ocorre quando uma determinada área fi ca mais quente que as outras ao redor); fi ltragem de partículas suspen-sas no ar, melhorando o ar que respi-ramos; absorção da poluição sonora - contribuindo para um melhor sono; umidifi cação do ar, facilitando a res-piração; abriga a fauna nativa, como pássaros (reequilibrando assim a cadeia alimentícia - as aves servirão como predadoras naturais de pragas urbanas como baratas e pequenos roedores);
Uma estrutura desse porte - que deve ser executada com um substrato especial e não com terra comum (por causa do seu peso) tem a total capaci-dade de trazer economia para o condo-mínio. Como há reservatórios de água, existe a possibilidade de guardar a água da chuva ou da irrigação, economizan-do os recursos
Por fi m, a instalação de um telha-do verde - ou jardim suspenso - tam-bém pode resolver um problema muito comum: a falta de um espaço de
socia-lização para a comunidade do prédio. E pode ser utilizado tanto em prédios co-merciais - que podem utilizar essa área como uma área de relaxamento para os funcionários (que estando relaxados e em contato com a natureza, produ-zem mais); ou nos prédios residenciais, podendo inclusive ser utilizado para a plantação de ervas culinárias e medici-nais, como hortelã, camomila, ente ou-tros.
Calor e tempo seco movimenta a área
da piscina
Cuidados com crianças na área da piscina
A partir do primeiro mês do se-gundo semestre, as altas temperaturas e o tempo seco tomam conta de vez da capital piauiense. Para driblar esse clima, a população procura todas as alternati-vas. Para quem está longe das praias, a melhor delas - é claro, é se jogar nas pis-cinas.
Para quem mora em um condo-mínio, as vantagens de uma piscina são várias: Além de se refrescar, os condô-minos podem desfrutar de um local para se exercitar nadando, podem confrater-nizar com os amigos, ter uma fonte de lazer livre de multidões ou trânsito, etc.
A piscina pode trazer benefícios até mesmo quando não se está nadando. A evaporação que sai da água pode che-gar ao interior dos apartamentos e das áreas no entorno, melhorando a umida-de do ar.
Entretanto, para garantir a segu-rança de todos, as convenções condomi-niais devem ter regras claras acerca da
utilização deste espaço, assim como os outros ambiaentes destinados ao lazer.
Uma das regras importantes em re-lação à utilização deste espaço refere-se à limpeza e ao bom senso dos moradores. A utilização de óleos bronzeadores, lo-ções cremosas, além de comes e bebes na beira da piscina compromete a qualidade da água e a médio prazo, pode acarretar na transmissão de algumas doenças.
Para minimizar a oleosidade da água, provocada por esses protetores e outros produtos, pode-se utilizar um produto eliminador de oleosidade, en-contrado em lojas especializadas. No caso das sujeiras maiores que ficam boiando na água, tais como folhas e inse-tos, é necessário peneirar a piscina - pelo menos uma vez a cada dois dias, assim como a aspiração. Além disso, é impor-tante escovar as bordas mais ou menos a cada 15 dias.
É válido lembrar ainda que o ma-quinário - que compreende o motor, a
bomba e o sistema de filtragem - deve estar perfeito e passar por uma revisão pelo menos uma vez por ano. A respon-sabilidade é do síndico - que também deve atentar para as recomendações téc-nicas e específicas do tratamento quími-co, geralmente feito com cloro. No mais, o controle do potencial Hidrogeniônico (pH) e da alcalinidade devem ser con-feridos e nunca esquecidos. O primeiro deve ser feito uma vez por semana e o segundo uma vez por mês.
Muitos acidentes envolvendo crianças vêm acontecendo na área das piscinas. Um leve descuido pode ser suficiente para que acon-teça uma fatalidade. Para evitá-los, o melhor a se fazer ainda é tomar atitudes preventivas. Seguem abaixo algumas dicas. Confira:
• É prudente construir um cercado em volta da piscina ou um portão de segurança que as impeça de circular livremente; • Cobrir o contorno da borda com um revestimento antiderrapante protege contra escorregamentos e queda;
• Brinquedos e bóias nas bordas chamam a atenção das crianças, que se sentem atraídas. É importante que estes objetos estejam bem guardados;
• Sempre deve ter um adulto acompanhando uma criança enquanto ela estiver na piscina. É importante lembrar que essa tarefa não pode ser feita pelos funcionários (tendo em vista que isso caracteriza uma função não prevista no contrato e que pode gerar problemas judiciais trabalhistas), mas pelos
próprios pais ou responsáveis da criança;
• Colocar placas com regras e ensinar as crianças a respeitá-las pode fazer a diferença;
• O maquinário de manutenção e limpeza da piscina devem estar desligados enquanto as crianças estiverem na água; • Colocar marcações ou colocar azulejos de cores diferentes para demarcar onde são as partes mais rasas e profundas da piscina também pode evitar acidentes;
• Por fim, tenha equipamentos de salvamento (bóias, kits de primeiro socorros, etc) sempre por perto para que possam ser utilizados nos casos
A Latere - Importância da assistência
jurídica para condomínios
Na atual sociedade, que ultravaloriza a especialização, passamos por graduações, mestrados e até mesmo doutorados e con-tinuamos sem saber como trocar a lâm-pada queimada da nossa casa. Embora o exemplo seja um tanto exagerado, o fato é que ao passo que conhecemos mais sobre nossa área de trabalho, mais desconhece-mos sobre outras que são indissociáveis da nossa vida.
Diariamente, por desconhecimento do próprio código que conduz nossa socie-dade, somos vítimas de injustiças e de afrontas absurdas na rua, no trabalho, no banco, no supermercado, até mesmo em casa e nada fazemos, além de seguir com a vida. E ainda pior: muitas vezes, também por desconhecimento (ou por
mau-cara-tismo), acabamos violando o direito de uns, enquanto nos beneficiamos.
O Código Civil é um dos mais importante instrumentos da sociedade. É nele que es-tão inseridos os princípios que vão guiar as próprias ações das pessoas e das insti-tuições em todas as esferas do cotidiano. Cada item contido no Código tem como objetivo trazer uma vida melhor para to-dos os cidadãos, através da justiça e igual-dade.
Como cidadãos, nossa obrigação é conhe-cer esse código e usá-lo para facilitar todas as transações do dia-a-dia e para melho-rar a dinâmica da nossa vida. Entretanto, como o dito acima, o modo de vida atual nos compele a desconhecer alguns assun-tos e a pagar pelo serviço especializado de
quem o conhece a fundo, portanto é mui-to importante termos esse auxílio.
O papel da assessoria jurídica é o de an-tecipar os riscos, prever as possibilidades que possam vir a acontecer, auxiliando no planejamento de projetos de forma que estes sejam executados sem trazer preju-ízos para terceiros ou sem acarretar em penalidades para a pessoa - física ou ju-rídica.
Essa, aliás, é uma das grandes vantagens em relação à contratação de uma admi-nistradora de condomínio. Ao contratar uma administradora, como no caso da Predial, a assessoria jurídica está incluída.
Obra-prima: Condomínios devem
adequar reformas e obras à lei
Uma obra, por definição, é um projeto que tem como objetivo alterar a aparência, estrutura ou forma de uma edificação ou parte dela. É como uma cirurgia: Mesmo as mais simples envol-vem riscos, portanto, para que não hajam complicações ou imprevistos enquanto a mesma ocorre, é preciso seguir uma série de normas de segurança.
A responsável pela normatização destas alterações no condomínio é a As-sociação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que publicou a norma 16.280 – validada em abril deste ano.
Qualquer obra ou reforma reali-zada no condomínio deve respeitar esta normatização – incluindo as obras den-tro dos apartamentos, no caso dos con-domínios verticais, e reformas discretas, como uma troca de piso. Se feitas de ma-neira inadequada, essas reformas podem causar impactos na própria estrutura do
prédio.
A principal novidade que a nor-matização traz é que agora os moradores que querem executar qualquer tipo de intervenção em suas unidades deverão apresentar um projeto assinado por um engenheiro ou arquiteto detalhando o que será feito ali, portando também uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Sendo a autorização final, uma incumbência do síndico.
Em relação às obras realizadas nas áreas comuns do condomínio, é im-portante lembrar que estas devem ter a aprovação da maioria dos moradores. No caso de obras voluptuárias, que são aque-las de mero deleite, que não aumentam o uso do bem e que são de elevado va-lor, precisa-se do voto de dois terços dos condôminos; As obras úteis, que aumen-tam ou faciliaumen-tam o uso do bem, precisam do voto da maioria (50% + 1);
Algumas obras, no entanto, não carecem de aprovação em Assembleia. Segundo o artigo 1.341 do Novo Código Civil, “as obras ou reparações necessá-rias podem ser realizadas, independen-temente de autorização, pelo síndico, ou, em caso de omissão ou impedimento deste, por qualquer condômino”.
Estas obras são caracterizadas por objetivar a conservação de um bem e evi-tar sua deterioração, além disso, elas não podem ter um custo dispendioso. São as correções de vazamentos, manutenções preventivas obrigatórias e impermeabili-zações, por exemplo.
Se este tipo de obra demandar uma despesa excessiva, o síndico ou o condô-mino que tomou a iniciativa deve levar o fato a conhecimento do resto do prédio em Assembleia, que deve ser convocada o mais brevemente possível.
Ponto alto: Escadas
no condomínio
síndico dedique à elas um cuidado especial.
É importante estar atento a algumas questões relacionadas até mesmo com o projeto, como a altura e largura dos degraus, iluminação (que pode ser natural ou não), corrimão, além dos critérios de acessibilidade que o Novo Código Civil impõe.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por sua vez, fixou a NBR 9077, que prevê o acesso livre à escada, portas corta-fogo e luzes de emergência funcionando, comple-tam os itens básicos de segurança para o uso de escadas em con-domínios.
Outros itens também são indispensáveis para garantir se-gurança e proteção nas escadas, tais quais guarda corpo, tapetes ou adesivos anti-derrapantes, janelas para iluminação e/ou para ventilação e espelhos.
É importante lembrar que espaços que não estão devida-mente sinalizados; não estão com a manutenção em dia; e que estão cheios de objetos que atrapalham o fluxo; oferecem risco para moradores, funcionários e visitantes.
Portanto, o síndico deve educar os moradores para que estes evitem a colocação de vasos de plantas, peças decorativas muito grandes ou móveis que possam bloquear a passagem, como sofás e poltronas.
Outro ponto importante a ser evitado tem a ver com o lixo, que costumeiramente é colocado nas escadas - em espe-cial as de incêndio, que são subutilizadas quando o condomínio possui elevador. Nestas condições, o lixo exala mal cheiro, atrai insetos e roedores transmissores de diversas doenças e impede a passagem no caso de acidentes ou incêndio.
Por fim, além de prejudicar a segurança do condomínio, más condições de uso e manutenção das escadas também po-dem pesar no bolso dos moradores. A sansão pode ir de multas pesadas, passando pela não renovação do AVCB (Auto de Visto-ria do Corpo de Bombeiros) até chegar à possibilidade do segu-ro não pagar pelas reformas de um incêndio, caso se compsegu-rove a irregularidade.
A rápida difusão dos elevadores nos condomínios - que é utilizado mesmo nos prédios menores, com poucas unidades - fez com que as escadas e suas respectivas estruturas fossem deixadas de lado.
Entretanto, esse item não deixa de ter sua devida impor-tância. No caso de manutenções, queda de energia ou incêndios, elas serão as únicas opções viáveis. Portanto, é necessário que o
Síndica do mês
Focada em uma gestão participativa - sempre dividindo opiniões com o
subsíndico e os demais condôminos - a síndica do Condomínio
Residen-cial Cristal, Ieda Mileno Lima, mostra como boa vontade e boas ideias
podem transformar o condomínio em um espaço melhor para se viver.
Visão é a arte de ver oportunidadese soluções onde muitos só vêm problemas. E esta talvez seja a característica mais pro-eminente da administração de Iêda Mile-no Lima Mile-no Residencial Cristal. Logo Mile-no início de sua gestão, após o pagamento de diversas dívidas, o condomínio conta-va com apenas R$ 80 reais em caixa para começar. Foi aí que percebeu que tinha de fazer alguns ajustes nos gastos do condo-mínio para que um espaço harmonioso, que preserva e busca o bem estar de todos fosse possível.
Logo quando a síndica assumiu o cargo em julho do último ano, após o pe-ríodo de chuvas, o condomínio começou a apresentar problemas em diversas unida-des. “Tinham rachaduras nas paredes, nas colunas, muitas infiltrações. Muitos iam na construtora, reclamavam e nada” lembra. Após muita insistência e sem nenhuma resposta, Iêda resolveu fazer o pedido de uma forma diferente: Levou um pendrive
que circulou entre os condôminos durante um mês para que estes gravassem imagens e vídeos de todos os problemas estruturais que o condomínio apresentava e fez ainda um relatório que era um verdadeiro e sin-cero desabafo.
Pouco depois, a construtora enviou uma equipe para realizar todos os reparos nos apartamentos e áreas externas, elimi-nando a maior parte dos problemas: re-formando, colocando manta no teto, pin-tando paredes e substituindo pisos - tudo gratuitamente. “Tá todo mundo tão feliz com isto! Havia condômino insatisfeito por causa dos problemas, mas agora com as reformas, é visível a satisfação de todos”, diz a síndica.
BOA VONTADE
PARA UMA BOA GESTÃO
Segundo Iêda, para ocupar o cargo de gestora de um condomínio, alguns pontos são essenciais: Boa vontade, visão, tempo,
tolerância e capacidade de se sensibilizar com o problema do outro. E de fato, fazer isto tem mostrado resultados excelentes em sua gestão.
O local onde os porteiros permane-cem, que antes era uma guarita baixa e in-segura, por exemplo, hoje (através de ações da construtora e a pedidos insistentes da síndica), foi elevado - oferecendo uma vi-são mais ampla; e equipada, com recursos do próprio condomínio, com condiciona-dor de ar e TV. Adquirindo ainda câmeras de monitoramento e um gerador de ener-gia para aumentar a segurança. “Priorizei o bem estar dos funcionários. Aqui falta muita energia, então era muito perigoso ao anoitecer, quando chegava um condômino. Eles abriam o portão manualmente, no es-curo. A compra do gerador foi um ponto muito positivo, todo mundo gostou. E eu entendo que quando o funcionário trabalha bem, com prazer, com alegria, a coisa anda melhor, funciona” diz. Além de tudo, ainda
mandou confeccionar 88 caixas postais para que os condôminos pegassem suas corres-pondências individualmente; medida que também teve o intuito de facilitar o trabalho dos porteiros.
Além de melhorias na estruturação física do condomínio, Iêda focou ainda na melhoria da qualidade de vida dos morado-res. É o caso, por exemplo, da plantação de árvores sombreiras, que garantem o frescor do ambiente; Da doação do antigo playgrou-nd para a Igreja do bairro, após um grupo de mães do condomínio idealizar uma brin-quedoteca – idéia prontamente abraçada pela sindica e que já está em fase de prepa-ração para o início da construção; E da hor-ta, que mobilizou os ânimos no residencial e que sem dúvidas, trará muitos benefícios, até mesmo para a saúde: alguns moradores já compraram inclusive mudas de plantas medicinais para cultivar, juntamente com os temperos orgânicos.
Com um alto astral delicioso, a síndi-ca também cuida de todos os pormenores. “Sempre que vou fazer algo aqui, faço um comunicado e mando sempre uma frase com ânimo, com pensamentos bem baca-nas. O que é possível para o bem estar das pessoas, eu gosto de realizar. Tem que ter boa vontade para fazer. Você tem que usar seu tempo com aquilo que você ama, que
você quer bem. Se eu quero que isso melho-re, as vezes tenho que deixar de fazer algo que é importante só para mim, para fazer algo que é importante para todos” afi rma. E toda a gentileza empenhada, com certeza volta. Segundo Iêda, o relacionamento entre os condôminos é tranquilo e muito harmo-nioso, raramente apresentando problemas.
A representante acredita que contar com uma administradora de condomínios é também fundamental para gerir bem o condomínio. “A Predial é um suporte ma-ravilhoso, ela norteia a gestão garantindo pontualmente os repasses e acho isso muito importante. Tenho muito que agradecer o auxílio da Predial” elogia.
PLANOS FUTUROS
Embora muitos problemas já te-nham sido resolvidos, a síndica consegue visualizar melhorias diversas. Uma área do salão de festas utilizada para assistir as partidas da Copa do Mundo, por exemplo, ela quer aproveitar para fazer uma acade-mia. “São projetos que a gente sonha e faz acontecer, só precisamos de Deus. Tiramos o condomínio do vermelho e isso garante todos os procedimentos: as podas das ár-vores, troca dos extintores, troca de lâmpa-das... tudo feito dentro de um cronograma que agrada a todos” diz.