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CERTIFICAÇÃO DE BEA NAS CADEIAS PRODUTIVAS

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Academic year: 2021

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CERTIFICAÇÃO DE BEA NAS CADEIAS

PRODUTIVAS

Rosangela POLETTO1

PA L AV R A S - C H AV E abate, auditoria, BEA, consumidor, ética, produção.

RESUMO

As preocupações do consumidor quanto às práticas de produção usadas para criar e alojar os animais têm se intensificado na ultima década. Sistemas de produção e práticas correntes tais como, alojamento em gaiola, procedimentos invasivos sem controle de dor e condições de abate, adotados na criação intensi-va confinada moderna são questionados por desafiarem as naturezas fisiológicas e comportamentais dos animais, prejudicando o seu estado de bem-estar (BEA). Os programas de certificação por terceira parte de BEA (ex. Programa Certified Humane) possibilitam que produtos de origem animal sejam comercializados com selos que asseguram alto padrão de BEA do nascimento ao abate. Os pro-gramas avaliam padrões de BEA nas propriedades e frigoríficos referentes ao cuidado fornecido aos animais quanto à nutrição, ambiente, sanidade, geren-ciamento e qualidade do manejo, condições do transporte, manejo pré-abate e abate. Os programas de certificação, além de auditar a produção (“inputs)”, tam-bém avaliam a rastreabilidade entre a produção, processamento (os “output”) e comercialização (produção vs. venda). Desta forma, a certificação tem o papel de transferir a credibilidade ao consumidor de que as condições de BEA estão sendo atendidas e, que os produtos adquiridos na prateleira do supermercado provêm de animais criados de forma socialmente responsável, ética e humanitá-ria.

1Médica Veterinária, Ph.D.,

Coordenadora do Curso de Zootecnia, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Cam-pus Sertão, Sertão/RS, Brasil. E-mail: [email protected].

ABSTRACT

Consumer concerns with practices used to raising and rearing animals have intensified within the last decade. Production systems and current practices such as cage housing, invasive procedures without pain control that are adopted in the modern intensive confinement system are questioned due to challenging the physiological and behavioral nature of animals, prejudicing their well-being state. Third party animal welfare certification programs (e.g. Certified Humane Program) allow that products of animal origin are sold with labels which ensure high-welfare methods from birth to slaughter. The programs assess animal wel-fare standards in the farms and plants that refer to the care provided to animals regarding nutrition, environment, health, management and quality of handling, transport, pre-slaughter and slaughter conditions. The certification programs, in addition to audit production inputs, also assess traceability of production, pro-cessing (outputs) and selling (produced vs. sold). The certification has the role of transferring credibility to consumers that animal welfare conditions are met and, that products sold at supermarkets´ shelves are from animals reared in a humane, ethical and socially responsible manner.

K E Y W O R D S animal welfare, audit, consumer, ethics, pro-duction, slaughter.

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A atenção e preocupação do público consu-midor com as práticas de produção adotadas para criar e alojar os animais tem gradualmente aumen-tado na ultima década (Poletto e Hötzel, 2012). Vá-rios sistemas de produção e, as respectivas práticas usadas na criação intensiva confinada moderna, de-safiam os animais com condições adversas às suas naturezas fisiológicas e comportamentais, que por vez se apresentam como estressores psicológicos e físicos (Duncan, 1981). Práticas questionadas e criticadas no âmbito científico, ético e social, prin-cipalmente em países industrializados, incluem os alojamentos para suínos e galinhas poedeiras (ex. em grupo versus gaiolas), procedimentos cirúr-gicos em animais jovens (ex. castração, corte de dente e cauda sem o uso de anestesia local, realiza-dos de forma desnecessária), e condições de trans-porte e métodos de insensibilização para o abate animal (Rayment et al., 2010). Essas práticas são controversas e inaceitáveis por parte do público consumidor por comprometer em diferentes graus, a capacidade dos animais em superar o estresse decorrente, prejudicando consequentemente o seu estado de bem-estar (BEA).

Os programas de avaliação e certificação de BEA por terceira parte auditam ambos, as pro-priedades e as plantas de abate e processamento. Além de levarem em consideração os “inputs” da produção como, por exemplo, os animais propria-mente ditos, itens relacionados ao manejo, a saúde, a nutrição, o comportamento, e o estado produtivo, que serão discutidos adiante, os programas também incorporam parâmetros ou indicadores de bem-es-tar baseados na qualidade final do produto animal, ou seja, a carne, o ovo ou o leite – os “outputs”. Por exemplo, a avaliação de lesões na carcaça tem sido usada como uma ferramenta objetiva a prática para estimar a condição de bem-estar dos animais antecedente ao abate (Welfare Quality®, União Europeia).

Durante um processo de auditoria, estar de acordo com as normas é importante principalmente para aqueles parâmetros que estão associados a re-sultados específicos e diretos da condição de cria-ção. Alguns exemplos destes parâmetros incluem a condição corporal dos animais, alterações físicas e métodos de identificação, e presença de animais doentes ou com ferimentos óbvios, resultantes de mau manejo ou instalações/meios de transporte

po-bres em manutenção. Nos Estados Unidos, grande parte da agroindústria tem desenvolvido e adota-do recomendações com embasamento científico para a criação animal em resposta às preocupações dos consumidores, que demandam que os animais usados para a produção de alimento de consumo humano sejam tratados humanitariamente (USDA, 2014). Em muitos casos, as garantias de que os ani-mais são criados e tratados conforme essas reco-mendações são providas através de programas de auditorias por terceira parte ou por programas da iniciativa privada, como por exemplo, o programa PQA Plus™ (Pork Quality Assurance), criado pelo Conselho Nacional de Suinocultores dos EUA, ao invés de legislações.

Dentre as certificadoras internacionais de BEA, tem se destacado no Brasil desde 2008, o Programa Humane Farm Animal Care, de origem americana e que concede o selo Certified Huma-ne® impresso nos rótulos de produtos certificados comercializados. Os participantes do programa são inspecionados anualmente por auditores indepen-dentes, ou seja, que possuem conhecimento técni-co de BEA sobre a espécie e, que não têm vínculo com a certificadora ou com a parte sendo auditada. Padrões de criação, que incorporam pesquisa cien-tífica, recomendações profissionais, e experiências práticas dos produtores, determinam o manejo e os sistemas de criação por espécie animal a serem au-ditados. Os padrões do programa estão divididos cinco grandes áreas de forma a atender aquém das cinco liberdades (FAWC, 1993) e garantir o bem--estar dos animais. Cada área está subdividida em vários padrões enumerados, o que permite a identi-ficação de quais estão conformes ou não conformes no ato da auditoria. As grandes áreas são: 1) Nutri-ção: os animais devem ter acesso à água fresca e a uma dieta formulada para manter a saúde plena e promover um estado positivo de bem-estar; ambos devem estar distribuídos para minimizar competi-ção. O uso de melhoradores de desempenho e pro-motores de crescimento é proibido; 2) Ambiente: este deve ser considerado de acordo com as neces-sidades da espécie e deve ser projetado para pro-teger os animais de desconforto físico e térmico, medo e diestresse, e deve permitir que eles realizem os seus comportamentos naturais; 3) Gerenciamen-to: um manejo altamente cuidadoso e responsável é vital para assegurar bom estado de bem-estar dos

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animais, e para isso, os gerentes e funcionários de-vem ser treinados, habilidosos e competentes no manejo, e devem ter bom conhecimento funcional do sistema e da espécie sob os seus cuidados; 4) Saúde: uma vez que o ambiente no qual os animais são alojados deve contribuir para uma boa saúde, todos os produtores devem ter um planejamento sanitário que esteja de acordo com boas práticas de criação. Registros de tratamento veterinário, mortalidade e suas causas devem ser mantidos; 5) Transporte: os sistemas de transporte devem ser planejados e manejados ao mínimo absoluto para assegurar que os animais não sejam submetidos a diestresse ou desconforto desnecessários, e os tratadores envolvidos devem ser cuidadosamente treinados e competentes para executar as tarefas que deles são exigidas; e, 6) Abate: todos os aba-tedouros/frigoríficos devem atender as especifica-ções do Guia do American Meat Institute – AMI (Grandin, 2013), que é descrito em mais detalhe a seguir no texto. Os programas de certificação, além de auditar a produção (“inputs)”, também avaliam a rastreabilidade entre a produção, processamento (os “output”) e comercialização (produção vs. ven-da) como forma de assegurar que produtos finais comercializados com o selo sejam de fato oriundos de animais/propriedades certificadas para bem-es-tar.

Os animais, independentemente da espécie, fazem o uso de varias estratégias de adaptação con-comitantemente para superar ou lidar com experi-ências positivas e negativas e, com as condições adversas encontradas durante seu ciclo de vida. Desta maneira, a utilização simultânea de uma va-riedade de indicadores é a estratégia mais efetiva ao avaliar-se o bem- estar animal (SVC, 1997). Duncan e Fraser (1997) definem que “a avaliação da qualidade de vida de um animal não pode ser inteiramente objetiva, pois ela engloba o conheci-mento cientifico da espécie, e os julgaconheci-mentos de valores e princípios do avaliador”. No entanto, métodos mais objetivos (e não subjetivos) podem ser exclusivamente usados para se avaliar o BEA. Isso pode ser alcançado por meio da adoção de técnicas e metodologias de avaliação que podem ser modificadas de acordo com as variáveis, como indicadores fisiológicos, comportamentais, índices de produção, ou fatores específicos como o tipo de alojamento e qualidade do manejo. Espaço físico

ou área por animal, a condição da cama quando for o caso, e a qualidade do ar (ex. níveis de amônia e poeira) são pontos críticos de ambiência verifica-dos durante as auditorias. As celas de gestação para matrizes suínas e gaiolas como forma de alojamen-to para galinhas poedeiras, ou qualquer forma de confinamento restritivo que compromete as cinco liberdades (FAWC, 1993), são proibidas por pro-gramas de certificação de BEA.

Além disso, indicadores indiretos que sina-lizam a condição de manutenção dos alojamentos e o manejo dos mesmos incluem, por exemplo, a re-corrência de lesões físicas (ferimentos), incidência de doenças, e sinais clínicos de dor (fuga ao ser ma-nejado, anorexia, tentativa de se esconder, relutân-cia para se mover, depressão e apatia). Alterações fisiológicas e comportamentais, como variação no nível de atividade física, também podem ser utili-zados como medidas de bem-estar em resposta ao ambiente no qual os animais estão expostos. Ani-mais são Ani-mais suscetíveis a uma condição de estres-se quando mantidos num ambiente que induz medo e que é imprevisível, como por exemplo, forneci-mento de aliforneci-mento em horários irregulares, funcio-nários adentrarem nas instalações falando em voz alta. Alterações dos mecanismos neurofisiológicos (que envolvem a função do sistema nervoso) são indicadores limitados quanto a sua aplicabilidade para a avaliação direta de bem-estar no dia a dia de um sistema de produção; mas, eles podem au-xiliar no entendimento dos mecanismos que levam ao desencadeamento do comportamento, como por exemplo, agressão em suínos. Regiões específicas do cérebro são responsáveis por funções motoras e estão intrinsecamente relacionadas com o controle de comportamentos de motivação como comer ou atividade sexual, e emocional. O uso deste método, algumas vezes referenciando como neuroetologia, tem se tornado mais popular nas ultimas décadas principalmente entre a comunidade cientifica. Indi-cadores de produção são também relevantes e prá-ticos na avaliação de bem-estar nas granjas, e de-vem ser agregados a observações comportamentais do rebanho. Esses incluem a taxa de crescimento dos animais (desmame até o abate), sucesso repro-dutivo das fêmeas (número de coberturas por cio, taxa de postura), expectativa de vida, principal-mente no que se refere a descarte de fêmeas e suas respectivas motivações, e até mesmo, medidas de

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produção coletadas no abate como a qualidade da carcaça.

A avaliação de alterações comportamentais tem sido considerada um dos métodos mais rápi-dos e práticos para avaliar o bem-estar. Variações nos padrões comportamentais podem ocorrer em resposta, por exemplo, a mudanças no ambiente (social: formação da estrutura de hierarquia em grupos recém-misturados; física: mudança de fê-meas alojadas em grupo para gaiolas individuais), estado de higidez (saudável para doente), ou nu-tricional (desmame e alteração abrupta de dieta). O surgimento de comportamentos anormais indica que o animal tem dificuldades para adaptar-se ao meio e que seu bem-estar está reduzido (Duncan, 1981). Em algumas instâncias, esses comporta-mentos anormais são chamados estereotipias, ou seja, ações repetitivas que são invariáveis em for-ma e sem ufor-ma função fisiológica óbvia, que são co-mumente obervadas em animais severamente frus-trados e geralmente expostos a estresses crônicos (SVC, 1997). A alta frequência de comportamentos estereotipados é tida por muitos como indicador de um estado de estresse crônico, como é o caso das matrizes suínas gestantes nas celas (ex. mascado em falso, mordedura de barras). Para otimizar o uso do comportamento como uma ferramenta para avaliar o bem-estar, é essencial o monitoramento diário dos animais. Por tanto, na auditoria, é verifi-cada a frequência diária em que os animais são ins-pecionados pelos tratadores (que também é crítico para o monitoramento da saúde dos animais), e se estes têm conhecimento (treinamento) amplo sobre a espécie sob os seus cuidados. Isso, para que eles possam identificar o que se é esperado e considera-do um comportamento normal nos diferentes está-gios de produção e, tomar ações corretivas imedia-tas e efetivas frente aos comportamentos anormais. Durante as auditorias de bem-estar, os parâmetros de desempenho, que devem ser coletados durante o ciclo produtivo do rebanho, também são verifica-dos. Para isso, é essencial que a granja ou fazenda tenha um sistema de registros em funcionamento, mesmo que seja simplificado. Registros devem con-ter informações sobre perfil sanitário do rebanho, como o calendário de vacinação e vermifugação, tratamento veterinário com causas de segregação se for o caso, e obrigatoriamente a taxa de mortali-dade. Monitoramento pelos tratadores da condição

corporal dos animais conforme o estágio de produ-ção é visível durante as verificações nas proprie-dades. Dados produtivos de desempenho, como o acompanhamento rotineiro da taxa de postura e ganho de peso dos animais, também são informa-ções relevantes exigidas durante a verificação. A taxa e eficiência de ganho de peso de animais de crescimento e os registros de prevalência de doen-ças estão entre os métodos mais diretos e práticos aplicados na propriedade para avaliar o bem-estar. A incidência de lesões e atrofia de perna e laminite, principalmente nas vacas mantidas em free-stall e nas porcas mantidas em gaiolas, pode ser agrega-da a mediagrega-das de produção (ex. longeviagrega-dade). Feri-mentos ou lesões, especialmente quando recorren-tes (um indicativo de manutenção inadequada do alojamento), ou uma condição de enfermidade com duração de médio ou longo prazo, também com-prometem o bem-estar por estarem associados com dor, desconforto e estresse.

Os programas de bem-estar também variam na rigorosidade das exigências de idade e proce-dimento aplicado para realizar alterações físicas nos animais, quanto permitidas. A exemplo do programa Certified Humane, práticas como o amo-chamento e a descorna, a castração, corte de tetas supranumerárias, e descola são permitidas sob con-dições específicas quanto a idade do animal e o uso de analgesia e anti-inflamatórios. Já a debicagem de aves é proibida, permitindo apenas o aparo da ponta do bico por cauterização que deve ser rea-lizado até os 10 dias de vida. Da mesma forma, os dentes de leitões não devem ser cortados, mas lixados. Para maiores informações sobre especifi-cidades dos procedimentos e alterações físicas, ver os padrões por espécie do Programa Certified Hu-mane que estão disponíveis em português no site da Ecocert Brasil.

Para fechar o ciclo de produção e ter um produto final com o selo de certificação de BEA, é imprescindível a auditoria também nos processa-dores. Em relação aos procedimentos de avaliação e certificação de BEA do manejo pré-abate e abate, vários programas seguem os critérios estabelecidos no “Recommended Animal Handling Guidelines and Audit Guide”, elaborado por Temple Grandin, em colaboração com o American Meat Institute (Grandin, 2013). As auditorias das plantas frigorí-ficas pelos programas de terceira parte, ou até

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mes-mo por comitês de avaliação que representam redes de restaurantes (ex. o McDonald´s, Burger King), têm sido muito efetivas quanto à adoção das nor-mas de bem-estar no manejo pré-abate e abate. As auditorias no pré-abate e abate são razoavelmente simplificadas por terem como base classificações numéricas dos pontos críticos de controle. Isso quando se compara às verificações nas diferentes etapas da criação animal onde, conforme descrito acima, requer a compilação e avaliação de diver-sos itens que variam amplamente em importância. Não conformidades indicadas por percentuais ina-ceitáveis levam a falha na auditoria, mas também, observações e indícios de qualquer um dos atos de abuso contra os animais como, arrastar animais conscientes, tocar áreas sensíveis do animal com o bastão elétrico, empurrar animais uns sobre os outros, bater os portões contra os animais, e bater nos animais ou torcer o rabo, resultam em falha au-tomática na auditoria da planta frigorífica.

Concluindo, o processo de avaliação ou verificação do estado de bem-estar de um animal ou do grupo, o qual pode variar de reduzido/bai-xo para muito bom, é um procedimento complereduzido/bai-xo e requer senso crítico e conhecimento técnico de profissionais capacitados na área. Um apanhado completo da condição geral dos animais, do mane-jo e das instalações pode ser alcançado utilizando a combinação de critérios de avaliação que incluem o estado clínico de saúde do animal, observação de indicadores de comportamento e homeostase fi-siológica, verificação de parâmetros de produção e das práticas de manejo. O gerenciamento e manejo da criação são essenciais para a garantia do BEA do nascimento ao abate. Desta forma, a certificação tem o papel de transferir a credibilidade ao consu-midor de que condições de BEA estão sendo aten-didas e, que os produtos adquiridos na prateleira do supermercado provêm de animais criados de forma socialmente responsável, ética e humanitária.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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GRANDIN, T. 2013. Recommended Animal Han-dling Guidelines and Audit Guide. 124 p. Ameri-can Meat Institute. Acesso em 20 de maio, 2014. http://www.animalhandling.org/ht/d/sp/i/26752/ pid/26752.

POLETTO, R., HÖTZEL, M. J. 2012. The Five Freedoms in the global animal agriculture market: Challenges and achievements as opportunities. Animal Frontiers, 2: 22-30.

RAYMENT, M., P. ASTHANA, H. VAN DE WEERD, J. GITTINS, AND J. TALLING. 2010. Evaluation of the EU policy on animal welfare and possible policy options for the future. Final Report. Acesso em 20 de maio, 2014. http://ec.europa.eu/ food/animal/welfare/actionplan/3%20Final%20 Report%20-%20EUPAW%20Evaluation.pdf. USDA, United States Department of Agriculture - National Library. Animal Welfare Information Center. Acesso em 20 de maio de 2014. http://awic. nal.usda.gov/farm-animals/animal-welfare-audits--and-certification-programs.

Referências

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