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PROPOSTA DE RESOLUÇÃO COMUM

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Academic year: 2021

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PT

Unida na diversidade

PT

Parlamento Europeu

2019-2024 Documento de sessão B9-0282/2021 } B9-0283/2021 } B9-0284/2021 } B9-0285/2021 } B9-0286/2021 } B9-0287/2021 } RC1 19.5.2021

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO

COMUM

apresentada nos termos do artigo 144.º, n.º 5, e do artigo 132.º, n.º 4, do Regimento

em substituição das propostas de resolução seguintes: B9-0282/2021 (The Left) B9-0283/2021 (Verts/ALE) B9-0284/2021 (S&D) B9-0285/2021 (Renew) B9-0286/2021 (ECR) B9-0287/2021 (PPE) sobre a situação no Haiti (2021/2694(RSP))

Michael Gahler, Željana Zovko, Isabel Wiseler-Lima, Sandra Kalniete, David McAllister, Andrey Kovatchev, Antonio López-Istúriz White, Sara Skyttedal, Miriam Lexmann, Loránt Vincze, Krzysztof Hetman, Vladimír Bilčík, Róża Thun und Hohenstein, David Lega, Seán Kelly, Romana

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Tomc, Magdalena Adamowicz, Tomáš Zdechovský, Peter Pollák, Christian Sagartz, Janina Ochojska, Loucas Fourlas, José Manuel Fernandes, Paulo Rangel, Stanislav Polčák, Inese Vaidere, Eva Maydell, Michaela Šojdrová, Stelios Kympouropoulos, Luděk Niedermayer, Jiří Pospíšil, Ioan-Rareş Bogdan

em nome do Grupo PPE

Pedro Marques, Andrea Cozzolino, Hannes Heide, Łukasz Kohut em nome do Grupo S&D

Nathalie Loiseau, Petras Auštrevičius, Stéphane Bijoux, Izaskun Bilbao Barandica, Dita Charanzová, Olivier Chastel, Katalin Cseh, Vlad

Gheorghe, Klemen Grošelj, Bernard Guetta, Svenja Hahn, Irena Joveva, Karin Karlsbro, Moritz Körner, Ilhan Kyuchyuk, Karen Melchior, María Soraya Rodríguez Ramos, Nicolae Ştefănuță, Ramona Strugariu

em nome do Grupo Renew

Hannah Neumann, Caroline Roose, Salima Yenbou em nome do Grupo Verts/ALE

Anna Fotyga, Karol Karski, Jadwiga Wiśniewska, Ryszard Antoni Legutko, Adam Bielan, Raffaele Fitto, Joanna Kopcińska, Veronika Vrecionová, Assita Kanko, Elżbieta Rafalska, Bogdan Rzońca, Angel Dzhambazki, Ryszard Czarnecki, Elżbieta Kruk, Carlo Fidanza, Witold Jan Waszczykowski

em nome do Grupo ECR Marisa Matias

em nome do Grupo The Left Fabio Massimo Castaldo

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PT

Resolução do Parlamento Europeu sobre a situação no Haiti

(2021/2694(RSP))

O Parlamento Europeu,

– Tendo em conta as suas anteriores resoluções sobre o Haiti, em particular a de 19 de janeiro de 2011, sobre a situação no Haiti um ano após o sismo: ajuda humanitária e reconstrução1, a de 8 de fevereiro de 2018 sobre a escravatura infantil no Haiti2, e a de

28 de novembro de 20193,

– Tendo em conta a declaração do Presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o Haiti, em 24 de março de 2021,

– Tendo em conta o relatório do Gabinete Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH), de 11 de fevereiro de 2021,

– Tendo em conta a Declaração Universal dos Direitos do Homem, de dezembro de 1948, – Tendo em conta o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (PIDCP), de

16 de dezembro de 1966,

– Tendo em conta a Convenção Americana sobre os Direitos Humanos,

– Tendo em conta a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, de 20 de novembro de 1989,

– Tendo em conta os Princípios Fundamentais da Independência do Sistema Judiciário das Nações Unidas,

– Tendo em conta o Estatuto Universal do Juiz e o Estatuto do Juiz Ibero-Americano, – Tendo em conta o Acordo de Cotonu,

– Tendo em conta a Constituição da República do Haiti, de 1987,

– Tendo em conta o relatório conjunto do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACDH) e do BINUH, de 18 de janeiro de 2021, intitulado «Unrest in Haiti: Their impact on Human Rights and the State’s obligation to protect all citizens» (Agitação em Haiti: Impacto nos direitos humanos e na obrigação do Estado de proteger todos os cidadãos),

– Tendo em conta o artigo 144.º, n.º 5, e o artigo 132.º, n.º 4, do seu Regimento,

1 JO C 136 E, 11.5.2012, p. 46. 2 JO C 463, 21.12.2018, p. 40.

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A. Considerando que a incapacidade de realizar eleições em outubro de 2020 também desencadeou a governação por decreto, com relatos de tentativas de golpe de Estado falhadas, o que representa um aumento da instabilidade política e social no Haiti; B. Considerando que a oposição política e os grupos da sociedade civil alegam que o

mandato do Presidente Moïse terminou em 6 de fevereiro de 2021, tal como decidido pelo Conselho Superior da Magistratura do Haiti, e insistem na designação de um presidente interino; considerando que Jovenel Moïse se recusa a abandonar o cargo, uma vez que considera que o seu mandato teve início em fevereiro de 2017, na sequência de uma segunda eleição em 2016, uma vez que os resultados das eleições anteriores tinham sido contestados devido a alegações de fraude;

C. Considerando que milhares de haitianos manifestam desde 14 de janeiro de 2021 contra a prorrogação, por um ano, do mandato do Presidente Moïse, bem como contra o referendo; considerando que os protestos estão a ser reprimidos pela força;

D. Considerando que, devido à incapacidade de realizar eleições em tempo útil em 2019, o mandato de todos os legisladores da Câmara dos Deputados e de dois terços do Senado terminou em janeiro de 2020 e que o mandato de todos os presidentes de câmaras municipais terminou em julho de 2020; considerando que o Presidente Moïse tem vindo a governar, desde então, através de decretos, com um grande número de decretos que reforçam o poder da sua presidência; considerando que o Presidente Moïse agendou eleições legislativas, locais e presidenciais para 19 de setembro de 2021;

E. Considerando que, em 5 de janeiro de 2021, o Presidente Moïse decretou a realização de um referendo constitucional em 27 de junho de 2021 e que confirmou recentemente a sua decisão, apesar dos protestos no país e por parte da comunidade internacional; considerando que a reforma constitucional proposta concentraria ainda mais os poderes executivos; considerando que o artigo 284.º, n.º 3, da Constituição haitiana estipula que «as eleições gerais para alterar a Constituição são estritamente proibidas»; considerando que, desde janeiro, milhares de haitianos foram para as ruas, em protesto contra o referendo;

F. Considerando que, em 6 de maio de 2021, a UE anunciou que não financiaria a organização do referendo previsto para 27 de junho de 2021 no Haiti, nem enviaria observadores para o acompanhar, considerando que o processo não seria

suficientemente transparente e democrático num país devastado pela insegurança e pela instabilidade política;

G. Considerando que o grupo restrito para o Haiti (composto pela Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, pelos embaixadores do Brasil, do Canadá, da França, da Alemanha, de Espanha, da União Europeia e dos Estados Unidos da América, assim como pelo Representante Especial da Organização dos Estados Americanos) manifestou a sua preocupação pelo facto de o processo de alteração da Constituição não ter sido suficientemente inclusivo, participativo e transparente; H. Considerando que os resultados do inquérito senatorial e de um relatório do Tribunal

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PT

Superior de Contas do Haiti implicaram o Presidente Moïse num caso de peculato e

fraude, em que terá, alegadamente, recebido fundos do programa PetroCaribe;

I. Considerando que Yvickel Dieujuste Dabrésil, juiz do Supremo Tribunal haitiano, foi detido em 7 de fevereiro de 2021, juntamente com outras 18 pessoas, e acusado de conspirar contra o governo; considerando que o juiz Dabrésil foi libertado em 11 de fevereiro de 2021, mas que outras 17 pessoas continuam detidas;

J. Considerando que, em 8 de fevereiro de 2021, o Presidente Moïse promulgou um decreto que ordena a «aposentação» de três juízes do Supremo Tribunal (os juízes Yvickel Dieujuste Dabrésil, Joseph Mécène Jean-Louis e Wendelle Coq Thelot), e que, alguns dias depois, promulgou outro decreto para nomear três novos juízes para o Supremo Tribunal, sem seguir os procedimentos previstos na lei; considerando que, em resposta, o pessoal do sistema judicial iniciou uma greve ilimitada, na segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021;

K. Considerando que, em março de 2021, o regime haitiano deteve um oficial superior de polícia, o que agrava exponencialmente a crise constitucional no país;

L. Considerando que, nos últimos meses, o Haiti se viu confrontado com um aumento acentuado da violência, como raptos, violações, homicídios e massacres, perpetrados principalmente por bandos armados, que operam com impunidade quase total;

considerando que, nos primeiros três meses de 2021, 117 pessoas foram assassinadas e 142 raptadas; considerando que, só em abril de 2021, se registaram 91 casos de rapto; M. Considerando que o rapto, em Porto do Príncipe, em 11 de abril de 2021, de vários

membros do clero católico (posteriormente libertados) que trabalham em benefício da população local, chocou profundamente a opinião pública haitiana e internacional e provocou uma intensificação das manifestações contra o atual governo;

N. Considerando que mais de 300 000 pessoas abandonaram o país desde 2015; considerando que o aumento da violência e a deterioração da segurança no país conduziram a um aumento acentuado do número de requerentes de asilo provenientes do Haiti, em particular na Guiana Francesa, e fizeram com que muitas ONG

internacionais e humanitárias abandonassem o Haiti;

O. Considerando que, nos últimos anos, o Haiti foi afetado por várias vagas de

mobilizações em grande escala contra os elevados custos de vida, o autoritarismo e a corrupção; considerando que a atual crise política está associada e é proporcional à deterioração de todos os indicadores sociais e económicos e em matéria de segurança e de direitos humanos; considerando que a pobreza aumentou, que o acesso a serviços sociais básicos, já reduzido, continuou a diminuir e que, num espaço de dois anos, a insegurança alimentar quase duplicou, afetando agora milhões de haitianos;

considerando que o Haiti é o único país classificado como menos desenvolvido das Américas; considerando que o Haiti, que ocupa o 170.º lugar no Índice de

Desenvolvimento Humano 2019 do Programa das Nações Unidas para o

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ao desenvolvimento e continua a ser o país mais pobre das Américas e um dos Estados mais pobres do mundo, com 59 % da população a viver abaixo do limiar nacional de pobreza; considerando que a corrupção governamental é um fenómeno descontrolado e que o Haiti ocupa a 161.ª posição entre os 180 Estados examinados no Índice de Perceção da Corrupção da «Transparency International» de 2018;

P. Considerando que, entre agosto de 2020 e fevereiro de 2021, cerca de quatro milhões de pessoas4 faziam face, no Haiti, a uma situação de grave insegurança alimentar;

considerando que o declínio económico, as más colheitas, o furacão Laura (em 23 de agosto de 2020) e a pandemia de COVID-19 estão entre os principais fatores que agravam a situação em matéria de segurança alimentar;

Q. Considerando que a agitação e o caos burocrático são dominantes, perturbando a disponibilização da vacina contra a COVID-19 no Haiti, o que acentua o risco de mais mortes e impede o país de acompanhar o ritmo da luta mundial contra o vírus;

considerando que a gestão inadequada da pandemia de COVID-19 apenas contribuiu para os problemas sociais subjacentes que já existem;

R. Considerando que o Haiti recebeu uma ajuda sem precedentes da comunidade

internacional para financiar a reconstrução após o terramoto de 2010; considerando que estes esforços não são, de modo algum, percetíveis para a população haitiana, o que suscita receios de má governação e de má gestão de fundos;

S. Considerando que, em resultado da má gestão dos fundos internacionais recebidos, das elevadas propinas – conjugadas com o nível baixo generalizado de rendimentos das famílias – e da baixa qualidade do ensino disponível, cerca de metade dos haitianos com idade igual ou superior a 15 anos são analfabetos; considerando que, devido ao

agravamento do clima de agitação e da pandemia, bem como aos seus impactos na vida quotidiana dos haitianos, 70 % das crianças haitianas não estão escolarizadas;

considerando que, em todo o país, pelo menos 350 000 crianças e jovens continuam sem frequentar o ensino primário e secundário;

T. Considerando que o sistema de Restavèk, uma forma moderna de escravatura, continua a ser prática comum no Haiti; considerando que esta prática afeta crianças haitianas provenientes de agregados familiares pobres, que são enviadas pelos seus pais para viver com outras famílias para trabalharem, para estas, como empregados domésticos; considerando que estas crianças são, frequentemente, vítimas de abusos e maus-tratos, não podendo aceder ao ensino;

1. Exorta as autoridades haitianas a organizarem eleições legislativas, locais e

presidenciais livres, justas, transparentes e credíveis e a garantirem uma segurança sustentável durante estes processos eleitorais; recorda que, enquanto não estiverem reunidas as condições de transparência, equidade e democracia, a UE não deve prestar qualquer apoio financeiro e técnico aos processos eleitorais; relembra que só um processo eleitoral credível, transparente, participativo e pacífico pode superar a

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prolongada crise política no Haiti;

2. Salienta a importância de um sistema judicial independente e mais acessível e insta o Governo haitiano a respeitar a Constituição haitiana de 1987, em particular o seu artigo 284.º, n.º 3, a respeitar os princípios fundamentais da democracia e a reforçar o Estado de Direito; reitera o papel crucial da participação plena, equitativa e significativa das mulheres e da inclusão de todos os haitianos, incluindo os jovens, as pessoas com deficiência e a sociedade civil, nos processos políticos do Haiti;

3. Insiste firmemente em que as autoridades haitianas devem intensificar os seus esforços para pôr termo aos confrontos entre bandos, bem como aos ataques armados a civis e às forças responsáveis pela aplicação da lei, devendo também julgar os responsáveis, no âmbito de processos justos;

4. Reitera a sua profunda preocupação face ao agravamento da situação humanitária, política e de segurança no Haiti; condena veementemente todas as violações dos direitos humanos e os atos de violência, em especial o aumento dos raptos, do tráfico de

crianças para a República Dominicana, dos homicídios e das violações, e salienta a necessidade de combater a violência contra as mulheres, as raparigas e os idosos; condena com veemência o rapto de vários membros do clero católico, no mês passado, em Porto do Príncipe; recorda que, no Haiti, a violência está fortemente ligada a bandos armados, alguns dos quais são apoiados e financiados pela oligarquia local; apela a uma resposta imediata e coordenada por parte das autoridades haitianas para prevenir a violência, combater as suas causas profundas e pôr termo à impunidade dos

responsáveis; recorda que a reforma do sistema judicial e a luta contra a corrupção devem continuar a ser uma prioridade;

5. Apela a uma investigação independente no caso do massacre de La Saline e de outras atrocidades semelhantes; exige que todos os autores de crimes sejam julgados e sujeitos a processos justos;

6. Condena o alegado uso de força letal contra manifestantes e as detenções arbitrárias; condena a violência contra os jornalistas; insta o Governo haitiano a pôr termo à prática de detenção preventiva prolongada; insta as autoridades haitianas a respeitarem os direitos fundamentais, a liberdade de expressão e a liberdade de associação;

7. Recorda o seu forte apoio a todos os defensores dos direitos humanos e do ambiente no Haiti e ao seu trabalho;

8. Insta as autoridades haitianas a assegurarem uma melhor governação a todos os níveis do Estado e da sociedade, inclusive na luta contra a corrupção e o clientelismo; exige, com insistência, que a Comissão garanta, de forma sistemática, que toda a ajuda, incluindo a ajuda humanitária, seja efetivamente acompanhada, a fim de garantir que seja utilizada para os projetos específicos a que se destina;

9. Exorta as autoridades haitianas a esclareceram a situação em torno das suspeitas de fraude e má gestão dos fundos internacionais recebidos após o terramoto de 2010 e a

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PT

punirem os autores destes atos;

10. Apela a uma auditoria e a um relatório do Tribunal de Contas Europeu sobre a forma como os fundos da UE são gastos no Haiti, especialmente à luz das recentes alegações de corrupção e do relatório do Tribunal Superior de Contas do Haiti;

11. Insta a União Europeia a continuar a conceder financiamento ao Haiti, a fim de fazer face à grave insegurança alimentar e à subnutrição, que foram exacerbadas pela pandemia de COVID-19; solicita igualmente aos serviços competentes da União Europeia que assegurem o acompanhamento e a gestão adequada da ajuda europeia, de modo a que esta beneficie diretamente a população carenciada;

12. Lamenta que o Haiti não tenha concluído as etapas necessárias para receber vacinas contra a COVID-19; insta as autoridades haitianas a tomarem disposições para receber as vacinas;

13. Congratula-se com a atribuição, pela UE, de 17 milhões de EUR para apoiar os mais vulneráveis no Haiti e noutros países das Caraíbas; insta a Comissão a continuar a dar prioridade à ajuda humanitária ao Haiti; exorta a Comissão a assegurar que a prestação de ajuda humanitária ao Haiti esteja ligada, de forma eficaz, à sua estratégia de

desenvolvimento;

14. Reclama o fim da prática denominada Restavèk; insta o Governo haitiano a adotar medidas destinadas a garantir o registo e a proteção das crianças, tanto física como psicologicamente, bem como a sua escolarização obrigatória; exorta a UE a cooperar com o governo do Haiti a fim de introduzir um quadro legislativo que proteja os direitos das crianças;

15. Insta o Governo haitiano a garantir o bem-estar dos seus cidadãos de todas as formas essenciais; salienta que o facto de não o fazer pode resultar numa fuga irreversível de cérebros e tornar o Haiti incapaz de funcionar;

16. Manifesta a sua preocupação com o afluxo maciço, à Guiana Francesa, de nacionais haitianos que requerem asilo ou que se encontram em situação irregular, e insta a UE a apoiar os territórios europeus da região no reforço das medidas de luta contra o tráfico de seres humanos;

17. Reitera a importância de esforços internacionais harmonizados, coordenados e

reforçados para ajudar o povo do Haiti; salienta a importância da continuidade do apoio internacional e da UE ao Haiti, a fim de contribuir para a criação de condições para a realização de eleições pacíficas e democráticas, bem como para assegurar a estabilidade, o desenvolvimento e a autossuficiência económica do país a longo prazo;

18. Encarrega o seu Presidente de transmitir a presente resolução ao Conselho, à Comissão, ao Vice-Presidente da Comissão/Alto Representante da União para os Negócios

Estrangeiros e a Política de Segurança, aos governos e parlamentos dos Estados-Membros, ao Representante Especial da União Europeia para os Direitos Humanos, à

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Alta-Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e ao Secretário-Geral das

Nações Unidas, ao Conselho de Ministros e à Assembleia Parlamentar Paritária da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico e da União Europeia, às instituições do Cariforum e às autoridades haitianas.

Referências

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