SINDICATO É PRA LUTAR SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MARINGÁ FUNDADO EM 28/11/1988 CNPJ /

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Texto

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Avenida Paissandu, 465 – V. Operária – Fone (44) 3269 – 1782 – Maringá – PR E-MAIL: sismmaroficio@gmail.com

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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) PROCURADOR(A) DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DO ESTADO DO PARANÁ – PR.

U R G E N T E

EMERGÊNCIA DE SAÚDE PÚBLICA – PRESERVAÇÃO DA VIDA – NOTÍCIA DE SUSPENSÃO/INTERRUPÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DE SAÚDE NO HOSPITAL PARANÁ PARA OS SERVIDORES PÚBLICOS EFETIVOS, ATIVOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO MUNICÍPIO DE MARINGÁ E SEUS DEPENDENTES PELA EMPRESA SUDAMED INTERMEDIAÇÕES DE NEGÓCIOS E ODONTOLOGIA LTDA. CONTRATADA PELO MUNICÍPIO DE MARINGÁ

O SISMMAR – SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS

MUNICIPAIS DE MARINGÁ, pessoa jurídica de direito privado, entidade

sindical de primeiro grau, inscrito sob CNPJ nº 80.892.177/0001-89, com sede na Avenida Paissandu, 465 , Vila Operária, Maringá, Paraná (CEP: 87050-130), por sua advogada ao fim assinada, procuração anexa (Doc.01), vem, respeitosamente, a presença de Vossa Excelência, apresentar a presente

DENÚNCIA, em face do MUNICÍPIO DE MARINGÁ, pessoa jurídica de direito

público interno, inscrito no CNPJ sob nº 76.282.656/0001-06, localizado na Avenida XV de Novembro, nº 701, Centro, Maringá, Paraná (CEP: 87013-230), com base nas razões de fato e direito que passa a expor:

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Pela presente, esta Entidade Sindical submete à apreciação de Vossa Senhoria, à ofensa a direitos humanos fundamentais/sociais, protagonizada pelo Município de Maringá, expressa na colisão verificada entre os atos do administrador público, normas de caráter específico, em razão da interrupção da prestação de serviços no Hospital Paraná, por parte da

SUDAMED INTERMEDIAÇÕES DE NEGÓCIOS E ODONTOLOGIA LTDA,

empresa que opera o Sistema de Atenção à Saúde dos Servidores da Prefeitura de Maringá (SAMA), deixando a partir do dia 28 de abril de 2021 os servidores públicos efetivos, ativos, aposentados e pensionistas do Município e seus dependentes desassistidos com relação a assistência em saúde, em especial neste momento de emergência de saúde pública, com importância internacional, em virtude da pandemia do coronavírus (COVID-19), contrariando as garantias de igualdade, direito à vida e saúde pública.

Em 16 de dezembro de 2020, a PREFEITURA MUNICIPAL DE

MARINGÁ firmou Contrato de Prestação de Serviços Nº 1049/2020 (anexo)

com a empresa SUDAMED INTERMEDIAÇÕES DE NEGÓCIOS E

ODONTOLOGIA LTDA (CNPJ 10.997.730/0004-05) para a prestação de

serviços de assistência à saúde para a quantidade estimada de 30.181 (trinta mil e cento e oitenta e uma) vidas, que incluem servidores públicos efetivos, ativos, aposentados e pensionistas do Município e seus dependentes, por solicitação da Secretaria Municipal de Recursos Humanos – SERH, de acordo com os documentos que instruíram o Processo Licitatório nº 2585/2020 – Pregão Presencial nº 254/2020.

Ainda, a MARINGÁ PREVIDÊNCIA – PREVIDÊNCIA DOS

SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MARINGÁ, autarquia municipal

estadual, firmou Contrato de Prestação de Serviços Nº 006/2020 com a empresa SUDAMED INTERMEDIAÇÕES DE NEGÓCIOS E ODONTOLOGIA

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estimada de 5.607 (cinco mil seiscentos e sete) vidas, também incluindo os servidores públicos efetivos, ativos, inativos e pensionistas do Município e seus dependentes.

A prestação de serviços objeto dos instrumentos iniciou-se após a assinatura do contrato, sob o regime de execução indireta por preço mensal, pelo prazo de 12 (doze) meses, prorrogáveis, nos termos do Artigo 57, inciso II c/c §4º da Lei nº. 8.666/93, a contar da data de 10 de janeiro de 2021.

Ficou acordado entre as partes (Prefeitura Municipal de Maringá x SUDAMED) o pagamento do valor mensal estimado de R$ 1.340.640,02 (um milhão, trezentos e quarenta mil, seiscentos e quarenta reais e dois centavos) e o valor anual de R$ 16.087.680,24 (dezesseis milhões, oitenta e sete mil, seiscentos e oitenta reais e vinte e quatro centavos), correspondente a prestação de serviços de 30.181 (trinta mil e cento e oitenta e uma) vidas, em moeda corrente nacional, em até 20(vinte) dias após a apresentação da fatura mensal.

E, entre a Maringá Previdência – Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Maringá x SUDAMED, o pagamento do valor mensal de R$ 44,42 (quarenta e quatro reais e quarenta e dois centavos) “per capita” (unitário), totalizando o valor total mensal estimado de R$ 249.062,94 (duzentos e quarenta e nove mil e sessenta e dois reais e noventa e quatro centavos) e o valor anual estimado de R$ 2.988.755,28 (dois milhões, novecentos e oitenta e oito mil, setecentos e cinquenta e cinco reais e vinte e oito centavos), correspondente a prestação de serviços de 5.607 (cinco mil seiscentos e sete) vidas, em moeda corrente nacional, em até 20 (vinte) dias após a apresentação da fatura mensal.

Ocorre que no dia 28 de abril de 2021, a Diretoria do Hospital Paraná disponibilizou em sua porta de entrada um “COMUNICADO”

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informando a interrupção imediata do atendimento aos usuários/assistidos da SUDAMED, sob alegação de ausência de pagamento dos serviços na forma contratada, recomendando que os pacientes usuários se encaminhassem a outro hospital, salvo no caso de optarem pelo atendimento na modalidade particular.

Por parte da Administração Pública, foi publicada uma “NOTA SOBRE A SUDAMED” – cópia anexa, informando que a Prefeitura de Maringá notificou a empresa para prestar esclarecimentos sobre a situação financeira e a regularização dos atendimentos, sendo certo que caso a situação não se normalizasse, o contrato de prestação de serviços poderia ser rescindido, buscando de imediato uma contratação emergencial de nova empresa para atender o Sistema de Atenção à Saúde dos Servidores da Prefeitura de Maringá (SAMA) enquanto houvesse a abertura da nova licitação, bem como informou que não tem débitos com a SUDAMED e todos os pagamentos a esta empresa estão regularizados e em dia.

O Sindicato, desde o início, vem acompanhando tal situação, em especial quando a SUDAMED assumiu a questão de assistência à saúde dos servidores, bem como vem elencando desde então, todos os problemas enfrentados pelos servidores durante estes quase 4 (quatro) meses de prestação de serviços pela empresa.

Registre-se que a entidade sindical subscritora sempre apresentou os problemas e as dificuldades denunciadas pelos servidores de forma verbal e oficial, tanto à Prefeitura Municipal quanto para a Empresa SUDAMED, objetivando a garantia de atendimento com qualidade, igualdade, preservando sempre o direito à vida e saúde pública.

Dessa forma, a presente DENÚNCIA tem como principal objetivo garantir a manutenção da prestação de serviço de assistência de saúde no

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Hospital Paraná para os servidores públicos efetivos, ativos, aposentados e pensionistas do Município de Maringá e seus dependentes, afastando, de imediato, a decisão anunciada da interrupção/suspensão da prestação de serviços no Hospital Paraná, em especial neste momento crucial de emergência de saúde pública, com importância internacional, em virtude do combate à pandemia decorrente no coronavírus (COVID-19), vez que o direito a saúde é garantia fundamental.

Aliás, é relevante considerar que, na atual conjuntura e situação que acomete o país, em decorrência da pandemia do coronavírus (COVID-19), a interrupção da prestação de serviços no Hospital Paraná acarreta um RISCO À SAÚDE COLETIVA de todo o conjunto da categoria profissional, de modo que a medida aqui pretendida, extrapola a pretensão de proteção individual, revestindo-se de CARÁTER COLETIVO, sendo certo que a garantia da manutenção da prestação de serviço de assistência de saúde para os servidores públicos é MEDIDA DE URGÊNCIA E DE SAÚDE PÚBLICA, devendo, assim, ser observada e realizada pelo Administrador.

É certo que a Administração Pública tem o dever de garantir a manutenção da prestação de serviço de assistência de saúde para os servidores públicos pacientes do Hospital Paraná, bem como dar continuidade de atendimento necessários para estes nas situações de saúde, sendo certo que o desamparo da prestação de serviço fere direito fundamental.

Assim sendo, é IMPRESCINDÍVEL que a Administração Pública, adote todas as condutas necessárias para preservação do direito à VIDA e SAÚDE, sendo este o responsável por garantir a manutenção da prestação de serviço de assistência de saúde para os servidores públicos pacientes no Hospital Paraná e demais hospitais/clínicas a contento, sendo certo que não podem ter prejuízo, bem como ficar desamparados em razão de problemas contratuais enfrentados pela Prefeitura Municipal

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de Maringá com a empresa prestadora de serviços contratada SUDAMED, na forma ora noticiada.

Temos ainda, que tal decisão do poder público afronta todos os princípios constitucionais, em especial, o direito “à vida e à saúde”, sendo certo que nossa Constituição reconheceu ser dever do Estado, conforme disposto nos Artigos 6º e 196º da nossa Carta Magna, assim:

Art. 6º. São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 90, de 2015)

(...)

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Imperioso ressaltar que a Carta Magna do país assegura a todos o direito à saúde. Visto sua importância, não se trata apenas de uma norma constitucional, mas sim de um direito fundamental previsto no capítulo dos direitos sociais, sendo este essencial para que se efetivem outros direitos como: à vida, liberdade, entre outros, posto que sem que haja bem estar físico e mental, não haverá dignidade.

É importante ressaltar que normas que regulamentam o direito à saúde, por serem normas de efeito fundamental, não podem retroceder e qualquer política que atente contra esse direito deve ser repelido, não sendo crível e de bom senso a medida anunciada pelo Poder Executivo, que desampara os(as) servidores neste momento crucial de combate à proliferação do coronavírus COVID-19, mal que assola o mundo!!

Temos um arcabouço de legislações no país acerca do tema, entre estas, em especial, a Lei Federal nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, prevê

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que a saúde é um direito fundamental do ser humano e é dever do estado provê-la, assim dispondo:

(...)

Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado

prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.

§ 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.

Ademais, o direito à saúde tem ampla proteção em âmbito internacional, sendo o Brasil signatário de inúmeros Tratados Internacionais que versam sobre o tema. Acerca do tema, os Artigos 22 e 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Organização das Nações Unidas, de 1948, asseguram que:

“Artigo XXII: Todo ser humano, como membro da sociedade, tem direito à segurança social, à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

[...]

Artigo XXV: Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe, e a sua família, saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.”

Na mesma esteira, os Artigos 4º e 5º da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (promulgada pelo Decreto 678, de 6 de novembro de 1992), dispõem que:

“Artigo 4 – DIREITO À VIDA

1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção.

Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.

2. Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta só poderá ser imposta pelos delitos mais graves, em cumprimento de sentença final de tribunal competente e em conformidade com lei que estabeleça tal pena, promulgada antes de haver o delito sido cometido. Tampouco se estenderá

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sua aplicação a delitos aos quais não se aplique atualmente.

3. Não se pode restabelecer a pena de morte nos Estados que a hajam abolido.

4. Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada por delitos políticos, nem por delitos comuns conexos com delitos políticos.

5.Não se deve impor a pena de morte à pessoa que, no momento da perpetração do delito, for menor de dezoito anos, ou maior de setenta, nem aplicá-la a mulher em estado de gravidez.

6.Toda pessoa condenada à morte tem direito a solicitar anistia, indulto ou comutação da pena, os quais podem ser concedidos em todos os casos. 7. Não se pode executar a pena de morte enquanto o pedido estiver pendente de decisão ante a autoridade competente.

Artigo 5 – DIREITO À INTEGRIDADE PESSOAL

1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua integridade física, psíquica e moral.

2. Ninguém deve ser submetido a torturas, nem a penas ou tratos cruéis, desumanos ou degradantes. Toda pessoa privada da liberdade deve ser tratada com o respeito devido à dignidade inerente ao ser humano.

3. A pena não pode passar da pessoa do delinquente.

4. Os processados devem ficar separados dos condenados, salvo em circunstâncias excepcionais, a ser submetidos a tratamento adequado à sua condição de pessoal não condenadas.

5. Os menores, quando puderem ser processados, deve ser separados dos adultos e conduzidos a tribunal especializado, com a maior rapidez possível, para seu tratamento.

6. As penas privativas da liberdade devem ter por finalidade essencial a reforma e a readaptação social dos condenados.”

O Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, em seu Artigo 12 dispõe que:

“Artigo 12

1. Os Estados Partes do presente Pacto reconhecem o direito de toda pessoa de desfrutar o mais elevado nível possível de saúde física e mental.

2. As medidas que os Estados Partes do presente Pacto deverão adotar com o fim de assegurar o pleno exercício desse direito incluirão as medidas que se façam necessárias para assegurar:

a) A diminuição da mortinatalidade e da mortalidade infantil, bem como o desenvolvimento é das crianças;

b) A melhoria de todos os aspectos de higiene do trabalho e do meio ambiente;

c) A prevenção e o tratamento das doenças epidêmicas, endêmicas, profissionais e outras, bem como a luta contra essas doenças;

d) A criação de condições que assegurem a todos assistência médica e serviços médicos em caso de enfermidade.”

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“Artigo 10 – DIREITO À SAÚDE

1. Toda pessoa tem direito à saúde, compreendendo-se como saúde o gozo do mais alto nível de bem-estar físico, mental e social.

2. A fim de tomar efetivo o direito à saúde, os Estados-Partes comprometem-se a reconhecer a saúde como bem público e, especialmente, a adotar as seguintes medidas para garantir esse direito: a) assistência primária a saúde, entendendo-se como tal à assistência médica essencial ao alcance de todas as pessoas e famílias da comunidade à jurisdição do Estado;

b) total imunização contra as principais doenças infecciosas;

c) prevenção e tratamento das doenças endêmicas, profissionais e de outra natureza;

d) educação da população com referência à prevenção e ao tratamento dos problemas da saúde; e

e) satisfação das necessidades de saúde dos grupos de mais alto risco e que, por sua situação de pobreza, sejam mais vulneráveis.”

O objetivo da entidade subscritora através da presente é de

DEFESA DA VIDA E DA SAÚDE DE TODOS SERVIDORES PÚBLICOS MARINGAENSES, declarando de forma contumaz sua discordância com

referidas medidas e manifestações do tema, pois, com certeza, incidem diretamente contra o direito à vida e à saúde, bem maior da humanidade, o que não poderá ser admitido.

Nesta perspectiva, em meio a uma crise pandêmica sem precedentes, de âmbito mundial, se apresenta completamente desproporcional e inadmissível a interrupção/suspensão da prestação de serviços no Hospital Paraná, por parte da SUDAMED INTERMEDIAÇÕES DE NEGÓCIOS E ODONTOLOGIA LTDA, empresa que opera o Sistema de Atenção à Saúde dos Servidores da Prefeitura de Maringá (SAMA), na forma anunciada, deixando a partir do dia 28 de abril de 2021 os servidores públicos efetivos, ativos, aposentados e pensionistas do Município e seus dependentes desassistidos com relação a assistência em saúde, afrontando as previsões legais dispostas pelos Artigos 1º, III; 5º, I; 6º; 7º, XXII da Constituição Federal, que garantem igualdade, saúde como um direito social e adoção das medidas de prevenção aos riscos como um direito fundamental dos(as) servidores(as), devendo ser

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serviço de assistência de saúde no Hospital Paraná para os servidores públicos efetivos, ativos, aposentados e pensionistas do município e seus dependentes.

Ademais, considerando-se que neste período de exceção infelizmente provocado pela pandemia, as decisões da Administração Pública jamais podem sem compreendidas como livre discricionariedade ou capazes de restarem alicerçadas em motivação vaga e duvidosa, visto que obrigatoriamente devem estar, direta e obrigatoriamente, vinculadas aos sempre prevalentes princípios protetivos da vida e da saúde, estabelecidos na Constituição Federal e na legislação pertinente ao tema, neles compreendida a devida e pública justificação sanitária de tomada de risco.

As razões expostas na presente DENÚNCIA ensejam a adoção das medidas cabíveis, atuando com soma de esforços e dentro de suas respectivas competências, em especial para GARANTIA DA MANUTENÇÃO DA

PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DE SAÚDE NO HOSPITAL PARANÁ PARA OS SERVIDORES PÚBLICOS EFETIVOS, ATIVOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO MUNICÍPIO DE MARINGÁ E SEUS DEPENDENTES NO HOSPITAL PARANÁ, bem como dar continuidade aos demais atendimentos nos hospitais/clínicas, exames, etc., GARANTINDO CONDIÇÕES EM CONSONÂNCIA COM AS LEGISLAÇÕES VIGENTES, DEVENDO TAIS MEDIDAS SEREM ADOTADAS PARA A PRESERVAÇÃO DA SAÚDE E VIDA DOS SERVIDORES(AS)/TRABALHADORES(AS), O QUE ORA SE REQUER.

Diante do exposto, espera e aguarda esta entidade sindical denunciante, que seja recebida a presente DENÚNCIA, em todos os seus

termos, bem como requer a adoção das medidas e procedimentos cabíveis à

espécie, no âmbito de sua competência, em atendimento aos mais basilares princípios de direitos e preceitos democráticos!!

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Avenida Paissandu, 465 – V. Operária – Fone (44) 3269 – 1782 – Maringá – PR E-MAIL: sismmaroficio@gmail.com Pá gin a11 Termos em que, Pede e espera deferimento. Maringá, 29 de abril de 2021.

ELIANA LÚCIA FERREIRA OAB/SP 115.638

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