C ADERNO DE DISCIPLINA S 01.2018 PPGCINE | UFF 2
Horários das disciplinas optativas (OP) ofertadas pelo PPGCnine para o primeiro semes-tre de 2018, distribuídas ensemes-tre as duas linhas gerais de pesquisa do programa: Narrativas e Estéticas (L1) e Histórias e Políticas (L2).
QUADRO DE HORÁRIOS
Dia / Horário Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira
09 - 13h
MULHERES NO CINEMA BRASILEIRO
Profa. Karla Holanda Profa. Nina Tedesco [ L1 OP ]
HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA DO AUDIOVISUAL Prof. Rafael De Luna [ L2 OP ]
14 - 18h
CINEMA E PROCESSOS SUBJETIVOS
Prof. Cezar Migliorin [ L2 OP ]
CADERNO DE DISCIPLINAS
01 . 2018
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ADERNO DE DISCIPLINA
S
01.2018
PPGCINE | UFF
Dois caminhos de investigação se cruzam nesse curso. As relações do cinema com os processos subjetivos em seus aspectos representativos e, mais importante, o cinema como pensamento e ação na produção subjetiva. Para fazermos esse trabalho, teremos os escritos de Felix Guattari e Gilles Deleuze como as leituras centrais. O curso não dei-xa de ser, nesse sentido, uma introdução ao pensamento desses autores. Paralelamente estaremos atentos as desdobramentos contemporâneos das leituras dos dois autores. Maurízio Lazzarato, Beatriz Preciado, Peter Paul Pelbart, Regina Benevides, Viveiros de Castro e David Lapoujade nos acompanham nesses caminhos em que nos dedicaremos a pensar questões estéticas, semióticas e enunciativas e suas relações com os processos subjetivos individuais e coletivos contemporâneos.
Imaginamos construir o curso com três movimentos:
• Pesquisando a noção de processos subjetivos e as relações que estes possuem com aspectos estéticos, macro e micropolíticos.
• Pensando as formas como certas práticas cinematográficas estiveram diretamente engajadas em participar de agenciamentos coletivos, não só em filmes, mas nas rela-ções com a educação ou com a política.
• Investigando certas relações entre grupos, arte e processos subjetivos. Relações essas que passam por questões ligadas à schizoanálise, como indicadas em textos e práticas de Sueli Rolnik e Eduardo Passos, entre outros.
Avaliação
Os inscritos no curso deverão apresentar um artigo de aproximadamente 12 páginas
ba-CINEMA E PROCESSOS SUBJETIVOS - L2 OP
Docente Prof. Cezar Migliorin Horário quarta-feira, 14 - 18h
C ADERNO DE DISCIPLINA S 01.2018 PPGCINE | UFF 4 Bibliografia
BENEVIDES de Barros, Regina. Grupo: a afirmação de um simulacro. Porto Alegre: Sulina. 2007.
DELEUZE, G. Post-scriptum sobre as sociedades de controle. In Conversações. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992.
_______________.Foucault. São Paulo: Brasiliense, 1988.
_______________. A imagem-movimento. Lisboa: Assírio & Alvim. 2004.
DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. Mille plateaux: capitalisme et schizophrénie 2. Paris: Les Éditions de Minuit, 2006.
FOCAULT, Michel. História da sexualidade I. A vontade do saber. Rio de Janeiro: Graal, 2003.
GUATTARI, Félix. O Divã do Pobre. In: Psicanálise e Cinema. Coletânea do no 23 da Revista Communications. Comunicação/2. Lisboa : Relógio d’ Água, 1984.
______________. Combattre le chaos (Entrevistado por Marco Senaldi). Revue Chimeres março 1992 – Último acesso: 12.mar. 2015. http://www.revue-chimeres.fr/drupal_chimeres/ files/38chi04.pdf
______________. A Revolução Molecular, São Paulo: Editora Brasiliense, 1985.
______________. Lignes de fuite: pour un autre monde de possibles. Éditions de l’Aube, 2015. ______________. Qu’est-ce que l’écosophie?. Lectures, Les livres. 2013.
ROLNIK, Sueli, and Félix GUATTARI. Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis. Vozes, 2007.
LAZZARATO, Maurizio. Signos, máquinas, subjetividades. N-1 Edições: São Paulo, 2017. SIMONDON, Gilbert. L’individuation psychique et collective. Paris: Aubier, 1989.
PASSOS E, KASTRUP V, ESCÓSSIA LD. Pistas do método da cartografia. Porto Alegre: Sulina. 2009.
PELBART, PP. O avesso do niilismo: cartografias do esgotamento. São Paulo: n-1 edições. 2013.
PRECIADO, Beatriz. Manifesto Contrasexual. N-1 Edicões: São Paulo, 2016.
ROPARS-WUILLEUMIER, Marie Claire. Le temps d’une pensée: du montage à l’esthétique plurielle. Presses Universitaires Vincennes, 2009.
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MULHERES NO CINEMA BRASILEIRO - L1 OP
Docentes Profa. Karla Holanda e Marina Tedesco Horário quinta-feira, 09 - 13h
Ementa
Cinema silencioso; percalços da afirmação feminina; cinema de autoria feminina: o lado B da história; mulheres e ditadura; articulações feministas; cinema experimental; mulheres negras – documentário; mulheres negras – ficção; pioneiras nos anos 2000; biografia no documentário; documentaristas brasileiras contemporâneas.
Bibliografia
ANCINE. Diversidade de gênero e raça nos lançamentos brasileiros de 2016. Disponí-vel em: https://www.ancine.gov.br/sites/default/files/apresentacoes/Apresentra%C3%A7%-C3%A3o%20Diversidade%20FINAL%20EM%2025-01-18%20HOJE.pdf
CAROLINA, Ana. Monteiro Lobato. In: CESAR, Ana Cristina. Literatura não é documento.
Rio de Janeiro: Funarte, 1980.
DAVIS, Angela.Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
FREIRE, Vera. “Pesquisa ‘Participação, formação técnica e aspirações das mulheres de ci-nema e vídeo no Rio de Janeiro”. 1986.
GALVÃO, Maria Rita. Crônica do cinema paulistano. São Paulo: Ática, 1975.
GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984.
HOLANDA, Karla; TEDESCO, Marina Cavalcanti (orgs). Feminino e plural: mulheres no cinema brasileiro. Campinas, SP: Papirus, 2017.
C ADERNO DE DISCIPLINA S 01.2018 PPGCINE | UFF 6
PEREIRA, Ana Catarina dos Santos. “A mulher cineasta: Da arte pela arte a uma estética da diferenciação”. Covilhã, Portugal: Ars. 2016. Disponível em http://www.labcom-ifp.ubi.pt/
livro/256.
PESSOA, Ana. Carmen Santos: O cinema dos anos 20. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2002. RAGO, Margareth. Feminizar é preciso: por uma cultura filógina. In: São Paulo Perspec-tiva, v. 15, n. 3, 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-d=S0102-88392001000300009.
RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala. Belo Horizonte: Letramento: Justificando, 2017. SCHVARZMAN, Sheila. Humberto Mauro e o documentário. In: TEIXEIRA, Francisco Eli-naldo (org.). Documentário no Brasil: tradição e transformação. São Paulo: Summus, 2004. p.261-296
SCOTT, Joan. “História das mulheres”. IN: BURKE, Peter. A escrita da história: novas
pers-pectivas. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1992. p.63-95
SELEM, Maria Celia Orlato. Políticas e poéticas feministas: Imagens em movimento sob a ótica das mulheres latino-americanas”. Tese de doutorado em História. Campinas: Unicamp. SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica. São Paulo: Cosac Naify, 2006. SOIHET, Rachel. “Feminismos e cultura política: Uma questão no Rio de Janeiro dos anos 1970-1980”. IN: ABREU, Marta; SOIHET, Rachel; GONTIJO, Rebeca (orgs). Cultura política e leituras do passado: Historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasi-leira, 2007. p.441-436
SOUZA, Edileuza. “Contando nossas próprias histórias: Mulheres negras arquitetando o cinema brasileiro”. IN: VÁRIOS AUTORES. Avanca Cinema International Conference. Avanca: Cine-Clube de Avanca, 2016. p.485-502
VEIGA, Ana Maria. “Cineastas brasileiras em tempos de ditadura: Cruzamentos, fugas,
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HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA DO AUDIOVISUAL - L2 OP
Docentes Prof. Rafael De Luna Horário sexta-feira, 9h30 - 13h
O curso consistirá na discussão de livros, artigos e autores que revisaram a historiografia do cinema e do audiovisual e propuseram novas abordagens, metodologias e enfoques para a pesquisa histórica sobre o audiovisual desde os anos 1970 até a atualidade. As aulas serão baseadas na leitura prévia de textos para sua discussão em sala de aula. Serão constantemente utilizados textos em inglês e eventualmente em espanhol e francês. Alguns dos tópicos que serão eventualmente abordados são: 1) o estado da pesquisa his-tórica em cinema até os anos 1970; 2) a conferência da Federação Internacional de Filmes (FIAF) em Brighton, em 1978, e a “virada arquivística” (archival turn); 3) A emergência da “Nova história do cinema” (New Film History) e a revisão do “primeiro cinema”; 4) A “historiografia de crise” e “cinema como evento” (Altman); 5) Os estudos de recepção e a “Nova História do Cinema” (New Cinema History); 6) A emergência de uma “arqueologia das mídias”; 7) A “historiográfica clássica do cinema brasileiro” (Bernardet) e o estatuto da pesquisa histórica sobre audiovisual no Brasil; 8) novas perspectivas para o estudo histórico do audiovisual.
O objetivo do curso é auxiliar os pós-graduandos a refletirem sobre as abordagens his-tóricas do audiovisual que pretendem realizar em suas dissertações ou teses.
Avaliação
O trabalho final deverá ser um artigo que disserte sobre um aspecto da história do ci-nema e audiovisual levando em consideração as questões historiográficas discutidas ao longo do curso.
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AUTRAN, Arthur. Panorama da historiografia do cinema brasileiro. Alceu, Rio de Janeiro, PUC, v. 7, n. 14, jan-jun. 2007. http://revistaalceu.com.puc-rio.br/media/Alceu_n14_Autran.pdf BERNARDET, Jean-Claude. Historiografia clássica do cinema brasileiro. São Paulo: Anna-blume, 1995.
BORDWELL, David; STAIGER, Janet; THOMPSON, Kristin. The Classical Hollywood Cine-ma: Film Style & Mode of Production to 1960. New York: Columbia University Press, 1985. ELSAESSER, Thomas (org.). Early cinema: space, frame, narrative. Londres: BFI, 1990. HUHTAMO, Erkki, PARIKKA, Huhtamo. Media archaeology: approaches, applications and implications. Los Angeles: University of California Press, 2011.
MALTBY, Richard. New cinema histories. In: _______. BILTEREYST, Daniel; MEERS, Phili-ppe (orgs.). Explorations in New Cinema History: Approaches and Case Studies, 2011.