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Regras de Regata FBVM

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Academic year: 2021

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Índice

PARTE 1 - REGRAS FUNDAMENTAIS...3

PARTE 2 - QUANDO BARCOS SE ENCONTRAM ...5

PARTE 3 - CONDUÇÃO DA REGATA...9

PARTE 4 - OUTROS REQUISITOS EM REGATA ...13

PARTE 5 - PROTESTOS, REPARAÇÃO, AUDIÊNCIAS, MÁ CONDUTA E APELAÇÕES ...18

PARTE 6 - INSCRIÇÃO E QUALIFICAÇÃO...25

PARTE 7 - ORGANIZAÇÃO DE REGATAS...27

APÊNDICE A - SISTEMAS DE PONTUAÇÃO ...29

APÊNDICE B - REGRAS DE REGATA DE PRANCHA A VELA ...32

APÊNDICE C - REGRAS DE "MATCH RACING"...34

APÊNDICE D - REGRAS DE REGATA DE EQUIPE...42

APÊNDICE E - REGRAS DE REGATA PARA BARCO DE RÁDIO - CONTROLE ...46

APÊNDICE F - PROCEDIMENTO DE APELAÇÕES ...51

APÊNDICE G - IDENTIFICAÇÃO NAS VELAS...53

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PARTE 1 - REGRAS FUNDAMENTAIS

1. SEGURANÇA

1.1 AUXILIANDO A ALGUÉM EM PERIGO

Um barco ou competidor deve prestar todo o auxílio possível a qualquer pessoa ou barco em perigo. 1.2 EQUIPAMENTO SALVA-VIDAS E DE FLUTUAÇÃO PESSOAL

Todo barco deve manter equipamento salva-vidas adequado para todas as pessoas a bordo, incluindo um item para pronto uso, a menos que as regras de sua classe especifiquem de outra forma. Todo competidor é individualmente responsável por vestir equipamento de flutuação pessoal adequado às condições reinantes.

2. NAVEGAÇÃO LEAL

Um barco e seu proprietário devem competir de acordo com os reconhecidos princípios de esportividade e lealdade. Um barco somente poderá ser penalizado por esta regra quando for claramente estabelecido que houve violação desses princípios. Uma desclassificação por esta regra não deverá ser descartada do resultado da série.

3. ACEITAÇÃO DAS REGRAS

Ao participar de uma regata sujeita a estas regras, todo competidor e proprietário de barco concorda em: a. ser governado por estas regras;

b. aceitar punições impostas e outras ações tomadas de acordo com estas regras, sujeitas aos procedimentos de apelação e revisão nelas prescritas, como a determinação final de qualquer questão levantada com base nas regras; e

c. com respeito a tal determinação, não recorrer a qualquer corte ou outro tribunal não previsto nestas regras.

4. DECISÃO DE COMPETIR

A responsabilidade pela decisão de participar da regata ou de continuar em regata pertence exclusivamente ao competidor.

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5. DROGAS

Um competidor não deve tomar qualquer substância ou usar tratamento proibido pelo Código do Movimento Olímpico Contra as Drogas ou da Agência Mundial contra as Drogas e deve cumprir o Apêndice 3 (Código Anti-Doping da ISAF - Regulamento 19). Qualquer suposta ou efetiva infração a esta regra deve ser tratada de acordo com o Regulamento 19 da ISAF, não deve ser motivo de um protesto e a regra 63.1 não se aplica.

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PARTE 2 - QUANDO BARCOS SE ENCONTRAM

As regras da Parte 2 se aplicam entre barcos que estão velejando na área de regata ou suas

proximidades e têm intenção de competir, estão em regata ou estiveram em regata. Entretanto, um barco que não está em regata, não será penalizado por infração a estas regras, exceto pela regra 22.1. O Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar ou outras regras oficiais de direito de passagem se aplicam entre um barco que veleja por estas regras e um que não o faz, mas substituem estas regras se as instruções de regata assim determinem.

SEÇÃO A - DIREITO DE PASSAGEM

Um barco tem direito de passagem quando o outro barco é obrigado a manter-se afastado. No entanto, algumas regras das Seções B, C e D limitam as ações do barco com direito de passagem.

10. AMURAS OPOSTAS

Quando os barcos estão em amuras opostas, o barco que está com amuras a bombordo deve manter-se afastado de um barco com amuras a boreste.

11. MESMAS AMURAS, EM COMPROMISSO

Quando barcos estão em mesmas amuras e em compromisso, o barco de barlavento deve manter-se afastado do barco de sotavento.

12. MESMAS AMURAS, SEM COMPROMISSO

Quando barcos estão em mesmas amuras e não estão em compromisso, o barco safo de popa deve manter-se afastado do barco safo de proa.

13. VIRANDO POR DAVANTE

A partir do momento em que a sua proa ultrapassa a linha do vento e até que esteja novamente em rumo de bolina cochada, um barco deve manter-se afastado dos demais barcos. Neste ínterim, as regras 10, 11 e 12 não se aplicam. Se dois barcos, ao mesmo tempo, estão sujeitos a esta regra, aquele que estiver a bombordo do outro deve manter-se afastado.

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14. EVITANDO CONTATO

Todo barco deve, sempre que razoavelmente possível, evitar contato com outro barco. Entretanto, um barco com direito de passagem ou um barco com direito a espaço:

a. Não precisa manobrar para evitar contato até que seja evidente que o outro barco não vai manter-se afastado ou conceder espaço; e

b. Não será penalizado por esta regra a menos que o contato provoque danos.

15. ADQUIRINDO DIREITO DE PASSAGEM

Quando um barco adquire direito de passagem, ele deve inicialmente conceder ao outro barco espaço para manter-se afastado, a menos que adquira o direito de passagem por ação do outro barco.

16. ALTERANDO RUMO

16.1 Quando um barco com direito de passagem altera seu rumo, deve dar ao outro barco espaço para manter-se afastado.

16.2 Além disso, após o sinal de partida, se barcos com amuras opostas estão prestes a passar ou estão passando um pelo outro e o barco amurado por bombordo procura manter-se afastado de um barco amurado por boreste, este não deve alterar rumo obrigando-o, imediatamente, a mudar de rumo para continuar a manter-se afastado.

17. MESMAS AMURAS; RUMO CORRETO

17.1 Um barco safo de popa que estabelece compromisso a menos de duas vezes o seu comprimento, a sotavento do outro barco em mesmas amuras, não deverá velejar acima de seu rumo correto, enquanto permanecerem em compromisso e a distância entre eles for inferior àquele limite, a menos que, assim fazendo, fique prontamente para trás do outro barco. Esta regra não se aplica se o compromisso foi estabelecido quando o barco de barlavento era obrigado, pela regra 13, a manter-se afastado.

17.2 Exceto quando estiver na perna de contravento, quando um barco estiver a menos de duas vezes o seu comprimento de um barco de sotavento ou de um barco safo de popa que se dirige para uma posição a sotavento, o barco não deve velejar para sotavento de seu rumo correto a menos que vire em roda.

SEÇÃO C - JUNTO A MARCAS E OBSTÁCULOS

Quando uma regra da Seção C conflita com as regras das Seções A e B, a regra da Seção C prevalece.

18. CONTORNANDO E PASSANDO MARCAS E OBSTÁCULOS

Na regra 18, espaço é o espaço para um barco interior contornar ou passar entre um barco exterior e a

marca ou obstáculo, inclusive o espaço para virar por davante ou em roda quando a virada normalmente

fizer parte da manobra.

18.1 QUANDO ESTA REGRA SE APLICA

A regra 18 se aplica quando barcos estão prestes a contornar ou passar por uma marca que se requer seja deixada pelo mesmo bordo, ou prestes a passar pelo mesmo lado de um obstáculo, até que por ele tenha passado. Mas, não se aplica:

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a. A uma marca de partida circundada por águas navegáveis, ou seu cabo de âncora, quando barcos dela se aproximam para partir até por ela passar; ou

b. Entre barcos em amuras opostas, navegando na perna de contravento ou quando o rumo correto para um deles ou ambos contornarem ou passarem pela marca ou obstáculo exigir que ele vire por davante.

18.2 MANTENDO-SE AFASTADO, CONCEDENDO ESPAÇO a. COMPROMISSO - REGRA BÁSICA.

Quando os barcos estão em compromisso o barco exterior deve conceder ao barco interior espaço para contornar ou passar pela marca ou obstáculo; e se o barco interior tiver direito de passagem o barco exterior deve também manter-se afastado. As demais partes da regra 18 contém exceções a esta regra.

b. EM COMPROMISSO NA ÁREA DE DOIS COMPRIMENTOS.

Se os barcos estavam em compromisso antes de um deles ter alcançado a área de dois comprimentos, e o compromisso for desfeito depois que um deles alcançou a área de dois comprimentos, o barco que estava no exterior deve continuar a conceder espaço ao outro barco. Se um barco exterior ficar safo de popa ou em compromisso interior ao outro barco, não terá direito a espaço e deve manter-se afastado.

c. SEM COMPROMISSO NA ÁREA DE DOIS COMPRIMENTOS

Se um barco está safo de proa no momento em que alcança a área de dois comprimentos, o barco safo de popa deve, daí em diante, manter-se afastado. Se o barco safo de popa estabelece compromisso exterior ao outro barco, deve mesmo assim conceder espaço ao barco interior. Se o barco safo de popa estabelece compromisso interior ao outro barco, não terá direito a espaço. Se o barco que estava safo de proa passa além de proa ao vento, a regra 18.2(c) não mais se aplica. d. ALTERANDO RUMO AO CONTORNAR OU PASSAR A MARCA

Quando a regra 18 se aplica entre dois barcos e o barco que tem direito de passagem está alterando rumo para contornar ou passar pela marca a regra 16 não se aplica entre esses barcos. e. DIREITO DE COMPROMISSO

Havendo razoável dúvida se um barco estabeleceu ou rompeu compromisso em tempo hábil, deve-se presumir que não o fez. As regras 18.2(a) e 18.2(b) não se aplicam se no momento em que o compromisso se inicia o barco exterior não tiver condições de dar espaço.

18.3 VIRANDO POR DAVANTE JUNTO À MARCA

Quando dois barcos se aproximam da marca em amuras opostas e um deles completa a virada por davante no interior da área de dois comprimentos quando o outro está preste a passar pela marca, a regra 18.2 não se aplica. O barco que vira por davante:

a. Não pode obrigar o outro barco a velejar acima de bolina cochada com o fim de evitá-lo ou impedir o outro barco de passar a marca; e

b. Deve conceder espaço se o outro barco estabelece compromisso interior, caso em que a regra 15 não se aplica.

18.4 VIRANDO EM RODA

Quando um barco em compromisso interior, com direito de passagem, tiver de virar em roda junto à marca ou obstáculo para seguir seu rumo correto, até que ele vire em roda ele não pode velejar adiante da marca ou obstáculo mais do que o necessário para tomar seu rumo.

18.5 PASSANDO POR UM OBSTÁCULO CONTÍNUO

Quando os barcos estão passando por um obstáculo contínuo, as regras 18.2(b) e 18.2(c) não se aplicam. Um barco safo de popa que estabelece compromisso interior tem direito a espaço para passar entre o

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outro barco e o obstáculo somente se, no momento em que o compromisso foi estabelecido havia espaço para passar entre o outro barco e o obstáculo. Caso contrário, não tem direito a espaço e deve manter-se afastado.

19. ESPAÇO PARA VIRAR POR DAVANTE JUNTO A UM OBSTÁCULO

19.1 Quando a navegação segura exige que um barco em bolina cochada faça uma substancial alteração de rumo para evitar o obstáculo e se o barco tem intenção de virar por davante mais não tem espaço para fazê-lo sem abalroar o outro barco em mesmas amuras, então ele deve bradar por espaço para fazê-lo. Antes de virar, ele deve conceder ao barco bradado tempo para responder. O barco bradado deve:

a. Logo que possível, virar por davante e, neste caso, o barco que bradou deve também, tão logo que possível, virar por davante; ou

b. Imediatamente responder "vire você" e neste caso o barco que bradou deve, tão logo quanto possível, virar por davante; o barco bradado deve dar espaço e as regras 10 e 13 não se aplicam. 19.2 A regra 19.1 não se aplica em uma marca de partida circundada de águas navegáveis ou seu cabo de âncora, a partir do momento em que os barcos dela se aproximam para partir, até que a tenham deixado para trás ou em uma marca que o barco bradado possa alcançar. Quando a regra 19.1 se aplica, a regra 18 não se aplica.

SEÇÃO D - OUTRAS REGRAS

Quando as regras 20 e 21 são aplicáveis, as regras da Seção A não se aplicam.

20. ERROS DE PARTIDA; VOLTAS DE PUNIÇÃO; VELEJANDO COM SEGUIMENTO À RÉ

Um barco retornando para aquém da linha de partida ou seus prolongamentos, após seu sinal de partida, para cumprir com a regra 29.1 ou a regra 30.1, deve manter-se afastado de um barco que não o esteja fazendo até que esteja inteiramente aquém da linha. Um barco que faz voltas de punição deve manter-se afastado de um barco que não as faz. Um barco com seguimento à ré, por aquartelar a vela, deve manter-se afastado de um barco que não o faz.

21. VIRADO, ANCORADO, ENCALHADO OU PRESTANDO SOCORRO

Se possível, um barco deve manter-se afastado de um barco que está emborcado, que ainda não recuperou controle após desemborcar, que está ancorado, encalhado ou tentando prestar socorro a embarcação ou pessoa em perigo. Um barco está emborcado quando o topo de seu mastro está na água.

22. INTERFERÊNCIA COM OUTROS BARCOS

22.1 Sempre que possível, um barco que não está em regata não deve interferir com um barco que está em regata.

22.2 Um barco não deve deliberadamente interferir com um barco que faz voltas de punição com o intuito de fazê-lo perder tempo.

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PARTE 3 - CONDUÇÃO DA REGATA

25. INSTRUÇÕES DE REGATA E SINALIZAÇÃO DE REGATA

As instruções de regata devem estar disponíveis para todos os barcos antes do início das regatas. O significado dos sinais visuais e sonoros no quadro de Sinalização de Regata não deve ser alterado exceto nos termos da regra 86.1(b). O significado de qualquer outro sinal que possa ser utilizado deve ser descrito nas instruções de regata.

26. PROCEDIMENTO DE PARTIDA

A partida de uma regata deve ser sinalizada conforme procedimento a seguir descrito. Os tempos devem ser contados a partir dos sinais visuais; a falha do sinal sonoro deve ser desconsiderada.

SINAL BANDEIRA E SINAL SONORO MIN. ANTES DA PARTIDA

Atenção Bandeira da Classe 1 som 5 minutos * Preparação Bandeira P, I, Z, Z com I, ou Preta

1 som 4 minutos

Um minuto Sinal de Preparação removido 1 som longo 1 minuto partida Bandeira da Classe arriada 1 som 0 ( * ou conforme especificado nas Instruções de Regata )

O sinal de atenção para cada classe subsequente será dado com ou após o sinal de partida da classe precedente.

27. OUTRAS AÇÕES DA COMISSÃO DE REGATA ANTES DO SINAL DE PARTIDA

27.1 A menos que as instruções de regata já especifiquem, a comissão de regata deve, antes ou com o sinal de atenção de uma classe, sinalizar ou de outra forma designar o percurso a ser seguido; pode substituir um sinal de percurso por outro; sinalizar que um percurso encurtado será utilizado ( bandeira S com dois sinais sonoros ) ou sinalizar o uso obrigatório do colete salva-vidas ( bandeira Y com um sinal sonoro ).

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pode aplicar a regra 30.

27.3 Antes do sinal de partida, a comissão de regata pode, por qualquer motivo, retardar ( galhardete RECON, RECON sobre H ou RECON sobre A, com dois sinais sonoros ) ou anular a regata ( bandeiras N sobre H ou A com três sinais sonoros ).

28. NAVEGANDO O PERCURSO

28.1 Um barco deve largar, passar cada marca pelo lado requerido na seqüência correta e chegar, de forma que um fio representando sua esteira após largar e antes de chegar passe, quando esticado, pelo lado requerido de cada marca, tocando cada marca de percurso. Antes de chegar, um barco pode corrigir qualquer erro para cumprir com esta regra. Após chegar, um barco não precisa cruzar completamente a linha de chegada.

28.2 Um barco pode passar por qualquer dos lados de uma marca desde que ela não seja o início, o limite ou o fim da perna do percurso na qual esteja. Ele deve, porém, passar a marca de partida pelo lado requerido quando dela se aproxima para largar vindo do lado anterior da linha de partida.

29. PARTIDA; CHAMADAS DE VOLTA

29.1 ALÉM DA LINHA DE PARTIDA

Quando, no momento do sinal de partida de um barco, qualquer parte do seu casco, sua tripulação ou equipamento estiver além da linha de partida, ele deve retornar completamente aquém da linha e largar. 29.2 CHAMADA INDIVIDUAL

Quando, no momento do sinal de partida de um barco, ele está sujeito à regra 29.1 ou à regra 30.1, a comissão de regata deve prontamente expor a bandeira X com um sinal sonoro. A bandeira deve permanecer exposta até que todos os barcos escapados estejam aquém da linha de partida ou seus prolongamentos e tenham, quando aplicado, cumprido com a regra 30.1; caso contrário deverá ficar exposta por quatro minutos após o sinal de partida ou até um minuto antes de qualquer sinal de partida subsequente, o que ocorrer primeiro.

29.3 CHAMADA GERAL

Se, no momento do sinal de partida, a comissão de regata não conseguir identificar os barcos que estiverem além da linha de partida ou para os quais se aplique a regra 30, ou se houve erro no procedimento de partida, a comissão de regata pode sinalizar uma chamada geral de volta ( Primeira Substituta com dois sinais sonoros ). O sinal de atenção para a nova partida da classe chamada de volta será dado um minuto após a Primeira Substituta ter sido arriada. A partida para as classes subseqüentes será sinalizada na ordem originalmente programada.

30. PENALIDADES DE PARTIDA

30.1 REGRA DE CONTORNO DE UMA EXTREMIDADE

Se a bandeira I foi exposta antes, com ou como sinal de preparação de um barco e, durante o minuto que antecede o seu sinal de partida, qualquer parte de seu casco, tripulante ou equipamento estiver além da linha de partida ou seus prolongamentos, ele deve, antes de largar, retornar para aquém da linha, contornando por uma de suas extremidades.

30.2 REGRA DA PUNIÇÃO DE 20%

Se a bandeira Z foi exposta antes, com ou como sinal de preparação de um barco, nenhuma parte de seu casco, tripulante ou equipamento poderá estar no triângulo formado pelas extremidades da linha de chegada e a primeira marca de percurso durante o minuto que antecede o seu sinal de partida. Se um

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barco infringe esta regra e for identificado, receberá, sem audiência, punição de pontuação de 20%, calculada conforme especificado na regra 44.3(c). Se a regata tiver nova partida, for novamente disputada ou for reprogramada, ele deve, ainda assim, receber a punição, mas não será punido se a regra for retardada ou anulada antes do sinal de partida.

30.3 REGRA DA BANDEIRA PRETA

Se a bandeira preta foi exposta antes, com ou como sinal de preparação de um barco, nenhuma parte de seu casco, tripulante ou equipamento poderá estar no triângulo formado pelas extremidades da linha de partida e a primeira marca de percurso durante o minuto que antecede o seu sinal de partida. Se um barco infringe esta regra e for identificado, será desclassificado sem audiência, mesmo se a regata tiver nova partida, for novamente disputada ou reprogramada, mas não será punido se se a regata for retardada ou anulada antes do sinal de partida. Se for sinalizada uma chamada geral ou se a regata for anulada após o sinal de partida, a comissão de regata deve expor seu numeral, e se a regata tiver nova partida ou for novamente disputada ele não deve participar. Se participar, sua desclassificação não poderá ser excluída do cálculo de seu resultado na série.

31. TOCANDO UMA MARCA

31.1 Estando em regata , um barco não deve tocar uma marca de partida antes de largar, uma marca que marque o início, um limite ou o fim da perna do percurso que está velejando nem uma marca de chegada, após chegar.

31.2 Quando um barco infringiu a regra 31.1 pode isentar-se afastando-se tão logo que possível de todos os outros barcos e imediatamente dando uma volta completa de 360° que inclua uma virada por davante e uma virada em roda. Quando um barco cumpre sua punição após tocar uma marca de chegada, deve velejar completamente para aquém da linha de chegada e então chegar. No entanto, se o barco, em decorrência de ter tocado na marca, conseguiu vantagem significativa na regata ou na série ele deve se retirar.

32. ENCURTANDO O PERCURSO OU ANULANDO A REGATA APÓS A PARTIDA

32.1. Após o sinal de partida, a comissão de regata pode anular a regata ( bandeira N ou N sobre H ou A com três sinais sonoros ) ou encurtar o percurso ( bandeira S com dois sinais sonoros ), conforme apropriado:

a. por erro no procedimento de partida; b. por mau tempo;

c. por insuficiência de vento que torne improvável a chegada de qualquer barco no limite de tempo estabelecido;

d. por uma marca ter-se desgarrado ou desaparecido ou

e. por qualquer outra razão que afete diretamente a segurança ou a justiça da competição.

No entanto, após um barco ter completado o percurso e chegado dentro do limite de tempo, se prescrito, a comissão de regata não anulará a regata sem considerar as conseqüências para todos os barcos naquela regata ou série.

32.2. Após o sinal de partida, a comissão de regata pode encurtar o percurso (exibindo a bandeira "S" com dois sinais sonoros) para permitir que outras regatas programadas sejam disputadas.

33. ALTERAÇÃO DE POSIÇÃO DA PRÓXIMA MARCA

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próxima perna do percurso, mostrando a bandeira C com repetidos sinais sonoros e o rumo a seguir, antes que qualquer barco inicie aquela perna. A comissão de regata pode alterar o comprimento da próxima perna do percurso expondo a bandeira C com repetidos sinais sonoros e um sinal " - " se a perna for encurtada ou um sinal " + " se a perna for aumentada.

34. MARCA DESAPARECIDA

Quando qualquer marca desaparecer ou se desgarrar, a comissão de regata deve, sempre que possível: a. recolocá-la na sua devida posição; ou

b. substituí-la por outra com características semelhantes ou por uma bóia ou embarcação exibindo a bandeira M com repetidos sinais sonoros.

35. LIMITE DE TEMPO E PONTUAÇÃO

Se um barco veleja o percurso conforme requerido pela regra 28.1 e chega dentro do limite de tempo, se estabelecido, todos os barcos que chegarem terão pontuação válida de acordo com sua colocação de chegada, a menos que a regata seja anulada. Se nenhum barco chega no limite de tempo a comissão de regata deve anular a regata.

36. REGATAS COM NOVA PARTIDA OU NOVAMENTE DISPUTADAS

Quando uma regata tem nova partida ou é novamente disputada, uma infração cometida na regata original, exceto no caso da regra 30.3, não pode impedir que um barco dela participe e o barco não será penalizado pela infração da regata original, exceto no caso das regras 30.2, 30.3 ou 69.

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PARTE 4 - OUTROS REQUISITOS EM REGATA

As regras da Parte 4 se aplicam apenas quando os barcos estão em regata.

40. EQUIPAMENTO DE FLUTUAÇÃO PESSOAL

Quando uma bandeira Y é exposta, com um sinal sonoro, antes ou com o sinal de atenção, os

competidores devem vestir salva-vidas ou outro equipamento pessoal de flutuação adequado. Uma roupa de borracha ou impermeável não é equipamento adequado de flutuação pessoal.

41. AUXÍLIO DE TERCEIROS

Um barco pode receber auxílio de terceiros conforme permitido pela regra 1. Outrossim, não deve receber auxílio exceto para atender a um tripulante doente ou ferido ou, após abalroamento, dos tripulantes do outro barco.

42. PROPULSÃO

42.1 REGRA BÁSICA

Exceto quando permitido pelas regras 42.3 ou 45, um barco deve competir usando apenas as forças do vento e da água para aumentar, manter ou diminuir sua velocidade. Sua tripulação pode ajustar as posições das velas e do casco, praticar outros atos de marinharia, mas não deve movimentar seus corpos para impulsionar o barco.

42.2 AÇÕES PROIBIDAS

As seguintes ações são proibidas, sem que sejam consideradas como limitações à aplicação da regra básica 42. 1:

a. Bombear: fazer repetidos movimentos de abanar, caçando e folgando as velas ou fazer movimentos de corpo no sentido vertical ou transversal do barco;

b. Balançar: obter repetido movimento pendular do barco induzido por movimentos de corpo ou ajuste das velas ou da bolina, que não sejam para facilitar a manobra;

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d. Lemar: fazer movimentos repetidos de leme, que não sejam necessários para direcionar o barco e e. Executar repetidas viradas por davante ou em roda não relacionadas com mudanças de vento ou

considerações táticas. 42.3 EXCEÇÕES

a. A tripulação pode mover seu corpo para exagerar o efeito de rolar o barco, que facilita o seu direcionamento durante a manobra de virar por davante ou em roda, desde que no momento em que a virada for completada, a velocidade do barco não seja maior do que teria sido na ausência da virada.

b. Quando não estiver navegando em contravento e houver condições para surfar (rapidamente acelerando o barco no lado de sotavento de uma onda) ou planar, a tripulação pode, para iniciar uma surfada ou planada, puxar a escota e o gaio que controlam qualquer vela, mas somente uma vez em cada onda ou rajada.

c. Qualquer meio de propulsão pode ser usado para prestar ajuda a outro barco ou pessoa em perigo.

d. Para libertar o barco, após ficar encalhado ou abalroar outro barco ou colidir com um objeto, um barco pode usar força aplicada pela tripulação de qualquer dos barcos ou equipamento, exceto o motor.

43. ROUPA E EQUIPAMENTO

43.1

a. Um competidor não deve usar ou levar nenhuma roupa ou equipamento com a finalidade de aumentar o seu peso.

b. Além disso, a roupa e o equipamento do competidor não deve pesar mais que 8 kg, excluindo o cinto ou colete de escora, calçados e roupa que só possam ser usados abaixo dos joelhos. As regras da classe ou instruções de regata podem especificar um limite de peso inferior ou superior até 10kg. As regras da classe podem incluir naquele limite os calçados e roupa usada abaixo dos joelhos. Um cinto ou colete de escora deve flutuar e não deve pesar mais que 2 kg; regras da classe podem especificar um limite mais alto, até 4 kg. A pesagem deve ser feita de acordo com o apêndice H.

c. Quando o medidor responsável pela pesagem de roupas e equipamentos julga que um competidor infringiu a regra 43.1(a) ou 43.1(b) deve reportar o fato à comissão de protesto, por escrito, que deve protestar o barco do competidor.

43.2 A regra 43.1 (b) não se aplica a barcos em que cabos de vaivém são obrigatórios.

44. PUNIÇÕES POR INFRAÇÃO A REGRAS DA PARTE 2

44.1 ACEITANDO PUNIÇÃO

Um barco em regata que cometeu infração a uma regra da Parte 2, tem a oportunidade de logo se isentar, fazendo-o na hora do incidente. Deve realizar a punição de voltas de 720° a menos que as instruções de regata determinem a punição de pontuação ou qualquer outra punição. No entanto, se ele provocou avaria grave ou se auferiu significativa vantagem na regata ou na série, deve se retirar.

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44.2 PUNIÇÃO DE VOLTAS DE 720°

Após se afastar completamente dos outros barcos, tão breve quanto possível após o incidente, um barco executa a punição de voltas de 720° imediatamente, dando duas voltas completas de 360° na mesma direção (720°), o que certamente incluirá duas viradas por davante e duas viradas em roda. Quando o barco cumpre a punição após um incidente na linha de chegada, deve velejar completamente para aquém da linha e então chegar.

44.3 PUNIÇÃO DE PONTUAÇÃO

a. Um barco aceita a punição de pontuação exibindo uma bandeira amarela na primeira

oportunidade após o incidente, mantendo-a exposta até a chegada e chamando a atenção da comissão de regata para a bandeira na linha de chegada. Na mesma hora deve também informar à comissão de regata contra que barco a infração foi cometida. Se impraticável, deve fazê-lo na primeira oportunidade razoável dentro do limite de prazo para apresentação de protestos. b. Um barco que exibe a bandeira amarela deve também cumprir as demais exigências da regra

44.3(a).

c. A punição deve ser a pontuação de uma colocação de chegada do barco correspondente à perda de um certo número de posições prescrito nas instruções de regata, exceto que não será pior do que um DNF. Quando as instruções de regata não prescrever um número de posições perdidas, o número deve ser o inteiro mais próximo de 20% do número de barcos inscritos (arredondando 0,5 para cima). A pontuação dos demais barcos não será alterada, portanto dois deles podem receber a mesma pontuação.

44.4 LIMITAÇÕES APLICÁVEIS AS PUNIÇÕES

a. Quando um barco pretende cumprir uma punição conforme a regra 44.1 e no mesmo incidente tocou a marca, não precisa cumprir a punição prevista na regra 31.2.

b. Um barco que aceita a punição não pode ser penalizado novamente por infração ao mesmo incidente, a menos que não tenha se retirado quando a regra 44.1 assim o determina.

45. IÇADO, AMARRADO OU ANCORADO

Um barco deve estar flutuando e fora do ancoradouro ao sinal de preparação. A partir deste momento, o barco não pode ser içado ou estar amarrado, exceto para esgotar, rizar velas ou fazer reparos. O barco pode ancorar ou estar seguro por um tripulante em pé no fundo. Não deve abandonar a âncora antes de seguir em regata, a menos que seja incapaz de recuperá-la.

46. PESSOA RESPONSÁVEL

Um barco em regata deve ter a bordo uma pessoa que será o responsável designado pelo sócio do clube ou organização que o inscreveu. Veja a regra 75.

47. RESTRIÇÕES A EQUIPAMENTO E TRIPULAÇÃO

47.1 Um barco deve competir apenas com o equipamento e tripulação que estavam a bordo no momento do sinal de preparação.

47.2 Nenhuma pessoa a bordo do barco pode intencionalmente desembarcar a menos que esteja doente, ferido ou para prestar auxílio a uma pessoa ou barco em perigo, ou para nadar. No entanto, uma pessoa que deixe o barco por acidente ou para nadar deve estar de volta a bordo antes que o barco prossiga na regata.

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48. SINAIS DE CERRAÇÃO E LUZES

Atendendo aos requisitos de segurança, todos os barcos devem emitir sinais sonoros de cerração e exibir luzes de navegação, conforme exigido pelo Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar - RIPEAM ou pelas regras governamentais aplicáveis.

49. POSIÇÃO DA TRIPULAÇÃO

49.1 Um barco não utilizará qualquer dispositivo para projetar o peso de qualquer tripulante para fora da borda, exceto alças de escora e talas reforçadoras inseridas na roupa sob a coxa.

49.2 Quando as instruções de regata ou regras da classe determinam que o barco tenha cabo de balaustrada este deve estar esticado e nenhum membro da tripulação poderá manter qualquer parte do seu tronco por fora deles, a não ser temporariamente para cumprir uma tarefa. Em barcos equipados com dois cabos de balaustrada, um membro da tripulação, sentado ao convés, olhando para fora, com sua cintura para dentro do cabo inferior, pode ter a parte superior de seu corpo para fora do cabo superior da balaustrada.

50. ENVERGANDO E MAREANDO VELAS

50.1 MUDANDO VELAS

Enquanto se mudam velas de proa e balões, pode ser completamente envergada e mareada uma vela de substituição antes de ser arriada a que ela substitui. Mas apenas poderão ser mantidas trabalhando uma vela grande e, exceto durante uma mudança, um balão.

50.2 PAUS DE BALÃO E DA BUJA

Somente um pau de balão ou pau da buja pode ser envergado por vez, exceto ao virar em roda. Quando em uso, deve ser fixado ao mastro mais avante.

50.3 USO DE VERGAS

a. Nenhuma vela será envergada sobre ou através de uma verga, exceto conforme permitido pela regra 50.3(b). Uma verga é qualquer dispositivo de algum modo colocado, de forma a exercer pressão para fora em uma escota ou vela, num ponto que, com o barco na vertical, se estenda além da borda do casco ou do convés. Para os efeitos desta regra a borda falsa, a balaustrada, o guarda-mnancebo, trilhos e verdugos não fazem parte do convés ou do casco. A retranca de uma vela de proa ou qualquer dispositivo de fixação de seu olhal ou punho e que não requer ajuste ao se virar por davante não é uma verga.

b. (1) Qualquer vela pode ser envergada sobre a retranca regularmente usada para uma vela de trabalho e permanentemente ligada ao mastro ao qual o punho da adriça da vela de trabalho esteja amurado.

(2) Uma vela de proa pode estar amurada em seu punho a um pau de balão ou pau da buja, desde que o balão não esteja sendo envergado.

50.4 VELAS DE PROA

A seguinte distinção se aplicará entre balões e velas de proa. Uma vela de proa é uma vela cuja largura média, medida entre os pontos médios da testa e da valuma, não exceda a 50% do comprimento da esteira e, a qualquer outra altura da testa e valuma, não exceda um valor similarmente proporcional à distância daqueles pontos ao topo. Uma vela envergada à ré do mastro mais avante não é uma vela de proa.

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51. LASTRO MÓVEL

Todo lastro móvel será corretamente estivado. Água, peso morto e lastro, não serão deslocados com a finalidade de mudar o equilíbrio ou estabilidade do barco. O assoalho dos paneiros, anteparas, portas, escadas e reservatórios de água ficarão nos respectivos lugares; todos os apetrechos e guarnições da cabine estarão a bordo.

52. FORÇA MANUAL

A mastreação, adriças e escotas, estaiamento e aparelhos móveis do barco serão ajustados e operados somente por força manual.

53. ATRITO DA ÁGUA NO CASCO

Um barco não poderá expelir ou soltar qualquer substância, tal como um polímero e não terá o revestimento com textura especial de modo a melhorar as características do fluxo da água na camada limite da superfície do casco.

54. ESTAIS DE PROA E PUNHOS DE AMURA DAS VELAS DE PROA

Os estais de proa e punhos das amuras das velas de proa, exceto do balão quando o barco não está em bolina cochada, estarão fixados aproximadamente na linha central do barco.

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PARTE 5 - PROTESTOS, REPARAÇÃO, AUDIÊNCIAS, MÁ CONDUTA E

APELAÇÕES

SEÇÃO A - PROTESTOS E REPARAÇÃO

60.1 Um barco pode:

a. Protestar outro barco, exceto no caso de infração a uma regra da Parte 2, quando é necessário que esteja envolvido ou tenha visto o incidente;

b. Pedir reparação.

60.2 A comissão de regatas pode:

a. Protestar um barco, mas não em decorrência de informação de um competidor de outro barco ou de outra parte interessada ou por informação recebida em um protesto inválido;

b. Pedir reparação para um barco; ou

c. Informar à comissão de protesto solicitando ação pela regra 69.1 (a).

60.3 A comissão de protesto pode:

a. Protestar um barco, mas não em decorrência de informação de um competidor de outro barco ou de outra parte interessada, exceto no caso da regra 61.1(c) e nem decorrente de informação obtida em um protesto inválido exceto no caso da regra 60.4;

b. Convocar audiência para considerar uma reparação; ou c. Agir de acordo com a regra 69.1(a).

60.4 A comissão de protesto, tendo recebido informação de um incidente do qual possa ter resultado avaria grave ou ferimentos, pode protestar qualquer barco nele envolvido.

61. REQUISITOS DE UM PROTESTO

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a. Um barco que tem a intenção de protestar deve sempre informar o outro barco na primeira oportunidade razoável. Quando seu protesto se refere a um incidente na área de regata em que ele esteja envolvido ou que o tenha presenciado, deve na primeira oportunidade razoável para cada barco, bradar "Protesto" e expor visivelmente uma bandeira vermelha. Entretanto, barcos com menos de 6 metros de comprimento não são obrigados a expor a bandeira e se o outro barco não está ao alcance de um brado, o protestante não é obrigado a bradar mas deve informar ao outro barco na primeira oportunidade razoável. Um barco obrigado a expor a bandeira vermelha deve mantê-la exposta até que não mais esteja em regata.

b. Quando a comissão de regata ou de protesto tem intenção de protestar um barco, pela regra 60.2(a) ou regra 60.3(a), deve informá-lo logo que possível, exceto quando o protesto é decorrente de um incidente que a comissão observou naa área de regata quando então deve informá-lo no mesmo limite de tempo determinado pela regra 61.3.

c. Se durante a audiência de um protesto válido ou um pedido de reparação, a comissão de protesto decide protestar um barco envolvido no incidente mas que não é parte naquela audiência deve, logo que possível, informá-lo de sua intenção e, então, apresentar protesto conforme requerido pela regra 61.2 e proceder à audiência conforme requerido pela regra 63.

61.2 CONTEÚDO DO PROTESTO

Um protesto deve ser feito por escrito e deve identificar: a. Protestante e o protestado;

b. O incidente, incluindo onde e quando ocorreu;

c. Qualquer regra que o protestante acredita tenha sido infringida e d. Nome do representante do barco protestante.

Desde que o protesto escrito identifique a natureza do incidente, outros detalhes podem ser corrigidos antes ou durante a audiência.

61.3 LIMITE DE TEMPO

Um protesto de um barco, da comissão de regata ou da comissão de protesto sobre um incidente que a comissão observou na área de regata, deve ser entregue na secretaria do evento no prazo especificado nas instruções de regata. Se não houver prazo estabelecido, o limite de tempo será de duas horas após a chegada do último barco. Os demais protestos da comissão de regata ou da comissão de protesto devem ser entregues à secretaria até duas horas após a comissão ter recebido a informação a ele pertinente. A comissão de protesto pode estender este limite de tempo quando houver boa razão para fazê-lo.

62. REPARAÇÃO

62.1 Um pedido de reparação e a decisão da comissão de protesto em considerar uma reparação devem ser baseados na alegação ou possibilidade de que a posição de chegada do barco, em uma regata ou na série, foi substancialmente prejudicada, sem sua culpa, por:

a. Ação imprópria ou omissão da comissão de regata ou da comissão de protesto;

b. Ter sido fisicamente danificado por ação de um outro barco que cometeu infração a uma regra da Parte 2 ou por uma embarcação que não estava em regata e que tinha obrigação de manter-se afastada;

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c. Prestar assistência de acordo com a regra 1.1 (exceto a si mesmo ou sua tripulação) ou d. Um barco contra quem foi imposta punição sob a regra 2 ou tomada ação disciplinar pela regra

69.1(b).

62.2 O pedido de reparação deve ser feito por escrito, no limite de tempo da regra 61.3 ou até duas horas após o incidente, o que for mais tarde. A comissão de protesto deverá prorrogar este limite de tempo se houver boa razão para isso. A bandeira vermelha não é requerida.

SEÇÃO B - AUDIÊNCIAS E DECISÕES

63. AUDIÊNCIAS

63.1 REQUISITOS DE UMA AUDIÊNCIA

Um barco ou competidor não deve ser punido sem uma audiência, exceto como previsto nas regras 30.2, 30.3, 67, 69, A5 e N2. Uma decisão de pedido de reparação não deve ser tomada sem audiência. A comissão de protesto deve conceder audiência a todos os protestos e pedidos de reparação entregues à secretaria da regata, a menos que permita que um barco retire seu protesto ou pedido de reparação. 63.2 HORÁRIO E LOCAL DA AUDIÊNCIA; TEMPO DE PREPARAÇÃO DAS PARTES PARA A AUDIÊNCIA

Todas as partes envolvidas em uma audiência devem ser notificadas do seu horário e local; o conteúdo do protesto ou do pedido de reparação deve estar à disposição das partes, que deverão ter um tempo

razoável de preparação para a audiência. 63.3 DIREITO DE ESTAR PRESENTE

a. As partes na audiência ou um representante de cada parte têm direito de estar presentes durante toda a apresentação de depoimentos. Quando um protesto trata de uma infração a regras das Partes 2, 3 ou 4, os representantes dos barcos devem ter estado a bordo no momento do incidente, a menos que haja boa razão para que a comissão de protesto determine de outra forma. Qualquer testemunha, que não seja um membro da comissão de protesto, deve estar presente apenas no momento de prestar seu depoimento.

b. Se uma das partes do protesto não comparece à audiência, a comissão de protesto pode, apesar disso, decidir o protesto ou pedido de reparação. Se a ausência da parte tiver sido por motivo inevitável, a comissão pode reabrir a audiência.

63.4 PARTES INTERESSADAS

Quando um membro da comissão de protesto é considerado parte interessada não deve, a partir de então, tomar parte na audiência, mas pode depor como testemunha. Uma parte do protesto que entende que um membro da comissão é uma parte interessada deve objetar tão logo quanto possível.

63.5 VALIDADE DE UM PROTESTO OU PEDIDO DE REPARAÇÃO

No início da audiência a comissão de protesto deve decidir se todos os requisitos de um protesto ou pedido de reparação foram cumpridos interrogando as partes, se julgar necessário. Se todos os requisitos foram cumpridos o protesto ou pedido é válido e a audiência deve prosseguir. Caso contrário, a audiência deve ser encerrada. Se o protesto foi feito pela regra 60.4, a comissão de protesto deve também

determinar se houve avaria grave ou ferimento decorrente do incidente em questão. Caso contrário, a audiência deve ser encerrada.

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63.6 TOMADA DE DEPOIMENTOS E APURAÇÃO DOS FATOS

A comissão de protesto deve tomar o depoimento das partes da audiência, de suas testemunhas e outros mais que julgar necessários. Um membro da comissão de protesto que viu o incidente pode dar seu testemunho. Qualquer parte da audiência pode fazer perguntas a qualquer testemunha. A comissão de protesto deve então apurar os fatos e neles basear sua decisão.

63.7 PROTESTOS ENTRE BARCOS DE DIFERENTES REGATAS

Um protesto entre barcos velejando em diferentes regatas conduzidas por diferentes autoridades organizadoras deve ter audiência por uma única comissão de protesto aceitável para ambas autoridades organizadoras.

64. DECISÕES

64.1 PUNIÇÕES E ISENÇÃO

a. Quando a comissão de protesto decide que um barco que é parte interessada na audiência cometeu infração a uma regra, a comissão deve desclassificá-lo a menos que outra punição seja aplicável. Uma punição deve ser imposta, independentemente da regra aplicável ter sido ou não citada no protesto.

b. Se em conseqüência de sua infração, um barco compeliu outro a cometer infração, a regra 64.1(a) não se aplica e o barco compelido deve ser isentado.

c. Se um barco infringiu uma regra quando não estava em regata, sua punição deve ser imposta na regata mais próxima da hora em que ocorreu o incidente.

64.2 DECISÕES AO CONCEDER UMA REPARAÇÃO

Ao decidir que um barco tem direito a reparação pela regra 62, a comissão de protesto adotará o ajuste mais eqüitativo possível para todos os barcos envolvidos, quer tenham ou não pedido reparação. Esta pode ser a de ajustar a pontuação (vide regra A10 para alguns exemplos) ou tempo de chegada dos barcos, anular a regata, manter os resultados da regata ou adotar qualquer outra solução. Quando em dúvida sobre fatos ou possíveis conseqüências de qualquer ajuste naquela regata ou na série,

especialmente antes de anular a regata, a comissão de protesto deverá obter informações de fontes apropriadas.

64.3 DECISÕES SOBRE PROTESTOS DE MEDIÇÃO

a. Quando a comissão de protesto conclui que desvios além das tolerâncias especificadas pelas regras da classe foram causados por danos ou desgaste normal e não melhoram o desempenho do barco, não deve penalizá-lo. Entretanto, o barco não deve competir novamente até que os desvios sejam corrigidos, exceto quando a comissão de protesto julgar que não há oportunidade razoável para fazê-lo.

b. Quando a comissão de protesto tem dúvidas sobre a interpretação de uma regra de medição, deve encaminhar suas questões, juntamente com os fatos relevantes, a uma autoridade

responsável pela interpretação da regra. Ao tomar sua decisão, a comissão deve se orientar pela resposta daquela autoridade.

c. Quando um barco desclassificado por uma regra de medição declara, por escrito, que tem intenção de apelar, pode competir nas regatas subseqüentes sem efetuar as modificações requeridas, mas será desclassificado se a apelação for julgada improcedente ou se não for apresentada.

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pagos pela parte perdedora, a menos que a comissão de protesto decida de outra forma.

65. INFORMANDO A DECISÃO ÀS PARTES E OUTROS

65.1 Após tomar decisão, a comissão de protesto deve prontamente informar às partes da audiência sobre os fatos apurados, as regras aplicáveis, a decisão, seus fundamentos, punições impostas ou reparação concedida.

65.2 Uma parte na audiência tem direito de receber as informações acima, por escrito, desde que a parte as solicite à comissão de protesto, por escrito, no prazo de sete dias após a parte ter sido notificada da decisão. A comissão deve então, prontamente, fornecer as informações incluindo, quando for relevante, um diagrama do incidente preparado ou endossado pela comissão.

65.3 Quando uma comissão de protesto penaliza um barco por regra de medição, deve comunicar a decisão às autoridades responsáveis pela medição.

66. REABERTURA DE AUDIÊNCIA

A comissão de protesto pode reabrir uma audiência quando conclui que pode ter havido erro significativo ou quando a ela é apresentada alguma nova prova substancial, dentro de um tempo razoável. Deve reabrir uma audiência quando determinado pela autoridade nacional de acordo com a regra F5. Uma parte na audiência pode solicitar reabertura de uma audiência dentro de vinte e quatro horas após ter sido informada da decisão. Quando uma audiência é reaberta, a maioria dos membros da comissão de protesto deve, se possível, ser composta por membros da comissão de protesto original.

67. REGRA 42 E REQUISITO DE AUDIÊNCIA

Quando assim prescrito nas instruções de regata, a comissão de protesto pode punir sem audiência um barco que cometeu infração à regra 42, desde que um membro da comissão ou pessoa por ela designada como observador tenha visto o incidente e uma desclassificação por esta regra não poderá ser

descartada. O barco punido deve ser informado por notificação nos resultados da regata.

68. DANOS

A questão dos danos causados por infrações a qualquer das regras deve ser orientada por prescrições da autoridade nacional, se houverem.

A FBVM determina que a autoridade organizadora indicará os responsáveis pela reparação dos danos, os quais serão apurados e satisfeitos de acordo com as leis em vigor.

SEÇÃO C - GRAVE MÁ CONDUTA

69. ALEGAÇÕES DE GRAVE MÁ CONDUTA

69.1 AÇÃO DA COMISSÃO DE PROTESTO

a. A comissão de protesto pode convocar uma audiência quando, por sua própria observação ou informação recebida, entende que um competidor pode ter cometido grave infração a uma regra, às boas maneiras ou esportividade, ou causado má reputação ao esporte. A comissão de protesto deve, prontamente e por escrito, informar ao competidor a descrição das alegações de má

conduta, o horário e local da audiência.

b. Uma comissão de protesto composta de pelo menos três membros deve conduzir a audiência conforme as regras 63.2, 63.3, 63.4 e 63.6. Se a comissão conclui que o competidor cometeu falta grave deve:

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2. Excluir o competidor e o barco, quando apropriado, de uma regata ou das regatas

restantes na série ou de toda série ou qualquer outra punição no âmbito de sua jurisdição.

c. A comissão de protesto deve prontamente comunicar a punição imposta, mas não uma advertência, à sua autoridade nacional, à do competidor e à do proprietário do barco. d. Se o competidor abandonou o local, se não há como notificá-lo e portanto não comparece à

audiência, a comissão de protesto deve ouvir todos os testemunhos possíveis e, se considerar procedente a alegação de má conduta, deve reportar o caso às autoridades nacionais pertinentes. e. Quando uma notificação alegando má conduta é recebida após a comissão de protesto ter

abandonado o local do evento, a comissão de regata ou a autoridade organizadora podem nomear uma nova comissão de protesto para proceder de acordo com esta regra.

69.2 AÇÃO DA AUTORIDADE NACIONAL

a. Quando a autoridade nacional recebe uma comunicação, conforme requerido pela regra 69.1(c) ou 69.1(d), de que um competidor cometeu grave infração a uma regra, falta grave de boas maneiras ou falta de esportividade que pode causar má reputação ao esporte, ela pode investigar e, quando apropriado, convocar uma audiência. A autoridade nacional pode então aplicar

qualquer ação disciplinar, apropriada em sua jurisdição, contra o barco, competidor ou outra pessoa envolvida. Tal ação pode ser a suspensão permanente da elegibilidade ou por um determinado período de tempo, impedindo-o de competir em qualquer evento realizado sob sua jurisdição e aplicando a suspensão da elegibilidade da ISAF de acordo com o Apêndice 2 - Regulamento 21.3.1(a).

b. A autoridade nacional do competidor deve, também, aplicar-lhe a suspensão de elegibilidade da ISAF, conforme determinado no Apêndice 2 Regulamento 21.3.1(a).

c. A autoridade nacional deve prontamente informar todas as suspensões da elegibilidade pela regra 69.2(a) à ISAF e, quando o competidor ou proprietário do barco não é afiliado à autoridade nacional que o suspendeu, deve reportar a suspensão de elegibilidade à autoridade nacional do competidor e à do proprietário do barco.

69.3 AÇÃO DA ISAF

Ao receber uma notificação determinada pelas regras 69.2(c) e Apêndice 2 Regulamento 21.4.1, a ISAF deve informar as demais autoridades nacionais, que podem também aplicar a suspensão da elegibilidade em eventos sob sua jurisdição. Se a autoridade nacional do infrator não aplicar suspensão de elegibilidade da ISAF, o Comitê Executivo da ISAF deve fazê-lo conforme determinado pelo Apêndice 2 Regulamento 21.3.1(a).

SEÇÃO D – APELAÇÕES 70. DIREITO DE APELAR E PEDIDOS DE INTERPRETAÇÃO

70.1 Desde que o direito de apelar não tenha sido negado pela regra 70.4, podem apelar à autoridade nacional a respeito da interpretação de uma regra por parte da comissão de protesto ou do procedimento por ela adotado, mas não no que diz respeito aos fatos apurados pela comissão de protesto em sua decisão:

a. Um barco ou competidor que seja parte de uma audiência;

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constituída por um júri.

1. A FBVM determina que a apelação deve ser endereçada à entidade regional, ou diretamente

à FBVM, caso seja esta a promotora da regata. Apelações submetidas pelas partes devem ser apresentadas dentro do prazo de vinte dias, a contar do recebimento da decisão da comissão de protesto, acompanhada da taxa de apelação estipulada. Da decisão da entidade regional não caberá recurso, salvo extraordinário, para a FBVM, na forma do item 2.

2. Cabe recurso extraordinário das decisões da entidade regional para a FBVM, no prazo de

trinta dias e mediante o pagamento da taxa estipulada quando:

a. A decisão for contra a letra destas regras ou

b. A interpretação dada à mesma regra for diversa de interpretações contidas na

jurisprudência anteriormente consagrada pela FBVM ou por instâncias superiores.

70.2 Uma comissão de protesto pode submeter sua decisão em um protesto à autoridade nacional para retificação ou ratificação.

70.3 Um clube ou outra organização afiliada a uma autoridade nacional podem solicitar uma interpretação das regras, desde que não haja protesto em relação ao qual possa haver apelação.

70.4 Não deve haver apelação das decisões de um júri internacional constituído de acordo com o apêndice M. Além disso, se o aviso e as instruções de regata assim o determinam, o direito de apelar pode ser negado desde que:

a. Seja essencial determinar prontamente o resultado de uma regata que será classificatória para os barcos competirem em um estágio posterior de um evento ou num evento subseqüente ( a autoridade nacional pode prescrever que sua aprovação seja necessária para tal procedimento);

A FBVM determina que é necessária sua aprovação prévia.

b. Uma autoridade nacional assim aprove para um evento específico aberto apenas a inscritos de sua própria jurisdição ou

c. Uma autoridade nacional assim aprove para um evento específico, após consulta à ISAF, quando o júri é constituído de acordo com o Apêndice M, exceto que apenas dois membros do júri devem ser Juizes Internacionais.

70.5 As apelações e os pedidos devem estar de acordo com o Apêndice F.

71. DECISÕES DE APELAÇÃO

71.1 Nenhuma parte interessada ou nenhum membro de uma comissão de protesto deve tomar qualquer parte na discussão ou decisão de uma apelação ou de um pedido de retificação ou ratificação.

71.2 A autoridade nacional pode manter, alterar ou reverter uma decisão da comissão de protesto, pode declarar o protesto ou pedido de reparação inválido ou devolvê-lo para nova audiência e decisão pela mesma ou por comissão de protesto diferente.

71.3 Quando, com base nos fatos apurados pela comissão de protesto, a autoridade nacional conclui que um barco que era parte em uma audiência de protesto cometeu infração a uma regra, deve penalizá-lo, quer tenha sido ou não aquele barco ou aquela regra citada na decisão da comissão de protesto. 71.4 A decisão da autoridade nacional será final. A autoridade nacional deve enviar sua decisão por escrito a todas as partes na audiência e à comissão de protesto que a ela devem se sujeitar.

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PARTE 6 - INSCRIÇÃO E QUALIFICAÇÃO

75. INSCRIÇÃO NUMA REGATA

75.1 Para se inscrever em uma regata um barco deve cumprir os requisitos estabelecidos pela autoridade organizadora da regata. O barco deve ser inscrito:

a. Por um sócio de um clube ou de organização afiliada à autoridade nacional; b. Pelo próprio clube ou organização; ou

c. Por um membro de uma autoridade nacional.

75.2 Os competidores devem cumprir o Apêndice 2 - Regulamento 19.

76. EXCLUSÃO DE BARCOS OU COMPETIDORES

76.1 A autoridade organizadora ou a comissão de regata pode recusar ou rescindir a inscrição de um barco ou excluir um competidor, sujeita à regra 76.2, desde que o façam antes da largada da primeira regata e declarem a razão de assim procederem. Entretanto, a autoridade organizadora ou comissão de regata não deverá, por razões de propaganda, recusar ou rescindir a inscrição de um barco ou excluir um competidor, que esteja agindo de acordo com o Apêndice 1.

76.2 Em campeonatos mundiais e continentais nenhuma inscrição, respeitado o limite de quotas, deve ser recusada ou rescindida sem que, primeiramente, seja obtida aprovação da respectiva associação

internacional da classe (ou do Offshore Racing Council) ou da ISAF.

77. IDENTIFICAÇÃO NAS VELAS

Cada barco deverá cumprir os requisitos do apêndice G a respeito a emblemas da classe, letras nacionais e numerais nas velas.

78. OBEDIÊNCIA ÀS REGRAS DA CLASSE; CERTIFICADOS

78.1 O proprietário de um barco ou qualquer pessoa por ele responsável deve assegurar-se de que o mesmo seja mantido de acordo com as regras de sua classe e de que seu certificado de medição ou " rating " tenha validade.

78.2 Quando o representante responsável por um barco não puder apresentar o certificado exigido em uma regata, ele poderá ser autorizado a competir desde que dê à comissão de regata uma declaração escrita e por ele assinada de que um certificado válido existe e que vai apresentá-lo à comissão de regata antes do término do evento. Se o certificado não for apresentado a tempo, o barco não deve constar dos resultados do evento.

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deve notificar a falha, por escrito, à comissão de regata, que deve protestar o barco.

79. PROPAGANDA

Um barco e seus tripulantes devem cumprir com o Apêndice 1 - Regulamento 20.

80. REGATAS REPROGRAMADAS

Quando uma regata for reprogramada, aplica-se a regra 36 e todos os barcos inscritos na regata original, exceto barcos desclassificados pela regra 30.3, devem ser notificados e têm direito de competir na regata reprogramada. A critério da comissão de regata, podem ser aceitas novas inscrições que atendam aos requisitos da regata original.

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PARTE 7 - ORGANIZAÇÃO DE REGATAS

85. REGIMENTO

A autoridade organizadora, a comissão de regata e a comissão de protesto devem cumprir estas regras na condução e julgamento das regatas.

86. ALTERAÇÕES DAS REGRAS

86.1 Uma regra não pode ser alterada a menos que permitido na própria regra ou como segue: a. Determinações de uma autoridade nacional podem alterar as regras de regata, exceto as

Definições, Introdução, Esportividade, Partes 1, 2 ou 7; as regras 43.1, 43.2, 69, 70, 71, 75, 76.2 ou 79; as regras de um apêndice que alterem qualquer dessas regras; os Apêndices H, M, 1, 2 ou 3;

b. As instruções de regata podem alterar uma regra de regata, desde que especificamente façam referência à regra alterada e descrevam a alteração, exceto a regra 76.1, o apêndice F ou as regras relacionadas na regra 86.1 (a) e

c. Regras da classe podem alterar apenas as regras 42, 49, 5O, 51, 52, 53 e 54.

86.2 Se a autoridade nacional assim determinar, estas restrições não se aplicam se alterações das regras são feitas para desenvolvimento e experiência em regatas locais. A autoridade nacional pode determinar que sua aprovação é necessária em tais alterações.

87. AUTORIDADE ORGANIZADORA; AVISO DE REGATA; NOMEAÇÃO DE COMISSÕES

87.1 AUTORIDADE ORGANIZADORA

As regatas devem ser organizadas por uma autoridade organizadora, que deve ser: a. A ISAF;

b. Uma autoridade nacional afiliada à ISAF;

c. Um clube ou outra organização afiliada à autoridade nacional;

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afiliado ou

e. Uma entidade não afiliada em conjunto com um clube afiliado,exceto que, em um evento

importante designado pela ISAF, a entidade não afiliada deverá pertencer ou estar sob controle de um clube afiliado para o que deverá ter a aprovação da autoridade nacional competente.

87.2 AVISO DE REGATA; NOMEAÇÃO DE JUIZES

A autoridade organizadora deve publicar um aviso de regata preparado de acordo com a regra J1, nomear a comissão de regata e, quando apropriado, nomear um júri. Entretanto, comissão de regata, júri

internacional e árbitros de "match race" poderão ser nomeados pela ISAF, conforme previsto em seu regulamento.

88. COMISSÃO DE REGATA; INSTRUÇÕES DE REGATA; PONTUAÇÃO

88.1 COMISSÃO DE REGATA

A comissão de regata deve dirigir a regata de acordo com as diretrizes da comissão organizadora e segundo os requisitos das regras.

88.2 INSTRUÇÕES DE REGATA

a. A comissão de regata deve publicar as instruções de regata, por escrito, de acordo com a regra J2.

b. As instruções de regata para um evento internacional devem incluir em inglês, as determinações da autoridade nacional aplicáveis ao caso.

c. Alterações das instruções de regata devem ser feitas por escrito e afixadas, dentro do prazo prescrito, no quadro oficial de avisos ou comunicadas na água a cada barco antes de seu sinal de atenção. Alterações verbais somente podem ser dadas na água e apenas quando tal

procedimento for assim descrito nas instruções de regata. 88.3 PONTUAÇÃO

a. A comissão de regata deve computar os resultados de uma regata ou série de acordo com o Apêndice A utilizando o Sistema Linear ou o Sistema de Bônus de pontuação ou de outra forma quando especificado nas instruções de regata.

b. Quando um sistema de pontuação prevê o descarte da pontuação de uma ou mais regatas para o cômputo da série, não deverão ser descartadas as pontuações de infração à regra 2, regra 30.3 na sentença final ou regra 42 caso a regra 67, N2.2 ou N2.3 se aplique. O pior resultado seguinte deverá ser descartado em seu lugar.

89. COMISSÃO DE PROTESTO

A comissão de protesto, deverá ser:

a. Uma comissão nomeada pela comissão de regata;

b. Um júri nomeado pela autoridade organizadora e que é separado e independente da comissão de regata ou

c. Um júri internacional nomeado pela autoridade organizadora ou conforme prescrito pelo

regulamento da ISAF e que atenda aos requisitos do Apêndice M. Uma autoridade nacional pode determinar que sua aprovação é requerida para a nomeação de júris internacionais para regatas no âmbito de sua jurisdição, exceto eventos da ISAF ou quando o júri internacional é nomeado pela ISAF de acordo com a regra 87.2.

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APÊNDICE A - SISTEMAS DE PONTUAÇÃO

Vide regra 88.3.

A1. NÚMERO DE REGATAS

O número de regatas programadas e o número necessário de regats que devem ser completadas para se constituir uma série deve ser estabelecido nas Instruções de Regata.

A2. PONTUAÇÃO DE SÉRIES

A pontuação de cada barco na série deve ser a soma dos pontos em cada regata descartado o pior resultado.

( As Instruções de Regata podem estabelecer um critério diferente determinando, por exemplo, que nenhum resultado será descartado, que dois ou mais resultados serão descartados, ou que um certo número de resultados será descartado dependendo do número de regatas completadas.)

Se um barco tem dois ou mais resultados piores idênticos, o resultado da regata mais próxima ao início da série será descartado. Será vencedor o barco com o menor número de pontos perdidos na série e os demais serão seqüencialmente classificados de maneira semelhante.

A3. TEMPO DE LARGADA E COLOCAÇÕES DE CHEGADA

O horário do sinal de largada de um barco deve ser seu horário de largada e a ordem em que os barcos chegam na regata deve determinar suas colocações de chegada. Entretanto, quando um sistema de handicap ou tempo corrigido é utilizado o tempo de regata de um barco, com a precisão de segundos será usado para se determinar sua colocação de chegada.

A4. SISTEMA LINEAR E SISTEMA DE BÔNUS PARA RESULTADOS DE UMA REGATA

A maioria das séries é computada utilizando-se o Sistema Linear ou o Sistema de Bônus de Pontuação. O Sistema Linear usa a colocação de chegada de um barco como seu número de pontos. O Sistema de Bônus concede uma certa vantagem aos primeiros seis colocados na regata devido à maior dificuldade de se avançar de um quarto lugar para um terceiro lugar, por exemplo, do que avançar de um décimo quarto lugar para um décimo terceiro lugar. O sistema escolhido pode ser posto em vigor especificando-se nas instruções de regata, por exemplo, que " A série será computada de acordo com o Apêndice A das regras de regata usando o Sistema Linear ( ou de Bônus ) de Pontuação.

A4.1 Cada barco que parti e chega e depois não se retira, não é punido ou não recebe reparação receberá os pontos conforme segue:

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Primeiro 0 1 Segundo 3 2 Terceiro 5.7 3 Quarto 8 4 Quinto 10 5 Sexto 11.7 6 Sétimo 13 7

Daí em diante - acrescente um ponto em ambos os sistemas

A4.2 Os demais barcos, que não largam, não chegam ou se retiram depois de chegar ou são

desclassificados devem receber pontuação equivalente ao número de barcos inscritos na série mais um. A pontuação de barcos que são penalizados pela regra 30.2 ou 44.3 deve ser computada de acordo com a regra 44.3(c).

A5. PONTUAÇÃO DETERMINADA PELA COMISSÃO DE REGATA

Um barco que não largou, cumpriu com a regra 30.2 ou 30.3, ou chegou, ou cumpre punição de acordo com a regra 44.3 ou se retira após chegar, deve ter sua pontuação determinada pela comissão de regata sem audiência. Apenas a comissão de protesto pode decidir ações que afetm a pontuação de um barco piorando seu resultado.

A6. AJUSTES NAS COLOCAÇÕES E PONTUAÇÃO DE OUTROS BARCOS

a. Se um barco é desclassificado de uma regata ou se retira depois de chegar, cada barco que chega depois dele deve ser movido uma posição acima.

b. Se a comissão de protesto decide conceder reparação ajustando os pontos de um barco, os pontos dos demais barcos não devem ser alterados a menos que a comissão de protesto decida de outra forma.

A7. EMPATES NUMA REGATA

Se barcos estão empatados na linha de chegada ou se tem o mesmo tempo corrigido num sistema de handicap, os pontos da posição de chegada em que os barcos empataram devem ser somados aos pontos das posições seguintes e divididos igualmente entre eles. Barcos empatados numa premiação devem dividi-la ou devem receber prêmios iguais.

A8. EMPATES NUMA SÉRIE

A8.1 Se houver empate no resultado da série entre dois ou mais barcos, os resultados de cada barco devem ser ordenados na sequencia do melhor para o pior, e no primeiro ponto em que houver resultados diferentes, o desempate favorecerá o barco com melhor resultado. Não deverá ser considerado um resultado que tenha sido descartado.

A8.2 Se o empate permanecer, deve ser favorecido o barco com melhor resultado que o outro no maior número de regatas. Se mais de dois barcos estão empatados, deve ser favorecido o barco com o melhor resultado que qualquer um dos demais empatados, no maior número de regatas. Não deverá ser

(31)

resultado na última regata. Qualquer empate remanescente deve ser resolvido pelo melhor resultado na penúltima regata e assim por diante até que todos os empates sejam resolvidos. Neste caso todos os resultados devem ser considerados mesmo os descartados.

A9. PONTUAÇÃO DE REGATA NUMA SÉRIE COM MAIS DE UMA REGATA

Para uma série que se realiza por um longo período de tempo com mais de uma regata, um barco que compareceu à área de partida mas não largou, não chegou ou se retirou após chegar, ou foi

desclassificado deve receber a pontuação da colocação de chegada do número de barcos que compareceram à área de largada mais um. Mas, um barco que não veio para a área de largada deve receber a pontuação da colocação de chegada do número de barcos inscritos na série mais um.

A10. ORIENTAÇÃO EM CASOS DE REPARAÇÃO

Se a comissão de protesto decide conceder reparação pelo ajuste da pontuação de um barco em uma regata, é aconselhável considerar um dos seguintes critérios:

a. Pontos iguais à média, arredondada para o mais próximo décimo de ponto (0,05 arredondado para cima), dos seus pontos em todas as regatas da série, exceto a regata em questão; b. Pontos iguais à média, arredondada para o mais próximo décimo de ponto (0,05 arredondado

para cima), dos seus pontos em todas as regatas que antecederam a regata em questão; ou c. Pontos baseados na posição do barco naquela regata, no momento do incidente que justificou a

reparação.

A11. SIGLAS DE PONTUAÇÃO

As seguintes siglas abreviadas são recomendadas para registro das circunstâncias que determinaram uma pontuação:

DNC Não compareceu à área de regata DNS Não largou ( não foi um DNC e OCS ) OCS Não largou, infringiu a Regra 29.1 ou 30.1 ZFP Punição de 20% pela regra 30.2

BFD Desclassificado pela regra 30.3

SCP Aceitou punição de pontuação pela regra 44.3 DNF Não chegou, não completou a regata

RAF Retirou-se após chegar DSQ Foi desclassificado

DNE Desclassificação não descartável pela regra 88.3(b) RDG Reparação concedida

(32)

APÊNDICE B - REGRAS DE REGATA DE PRANCHA A VELA

As regatas de prancha a vela devem ser disputadas de acordo com as Regras de Regata à Vela, com as alterações prescritas neste apêndice.

B1. DEFINIÇÕES

Acrescentem-se as seguintes definições:

"Emborcada - Uma prancha a vela está emborcada quando a vela ou o corpo do velejador está na água. Desemborcando - Uma prancha a vela está desemborcando a partir do momento em que sua vela e/ou, quando largando da água, o corpo do velejador esteja se erguendo da água e até que tenha condições de velejar".

B2. PARTE 2 - QUANDO BARCOS SE ENCONTRAM

B2.1. A última sentença da regra 20 muda para: " Uma prancha a vela com seguimento à ré deve manter-se afastada de todas as demais pranchas e barcos. "

B2.2 Acrescentar à Seção D: 23. Vela Fora da Água na Partida

Quando se aproximando da linha de partida para partir, uma prancha a vela deve manter sua vela fora da água e em posição normal, a menos que tenha sido acidentalmente emborcada.

24. Desemborcando

A prancha a vela que estiver desemborcando não deve atrapalhar as pranchas a vela e barcos que estão velejando.

B3. PARTE 3 - CONDUÇÃO DA REGATA

A regra 31 muda para: " Um competidor não pode segurar-se em uma marca de partida. "

B4. PARTE 4 - OUTROS REQUISITOS EM REGATA

B4.1 A regra 42 muda para: " Uma prancha a vela só pode ser impulsionada pela ação do vento na vela, pela ação da água no casco e por ação do próprio competidor, sem qualquer ajuda. "

B4.2 A regra 43.1 (a) muda para permitir que um competidor use um reservatório que contenha bebida. O reservatório deve ter capacidade de pelo menos um litro e não pode pesar mais de 1,5 kg, quando cheio. B4.3 Na regra 44.2 foi eliminado " incluindo duas viradas por davante e duas cambadas em roda. "

Referências

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