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The first visit at the pediatric Dentistry office

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Academic year: 2021

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Gestão Financeira e Organizacional

Consulta inicial na clínica de Odontopediatria

The first visit at the pediatric Dentistry office

Paulo César Barbosa Rédua1

Lilian de Fátima Guedes de Amorim2 Jordanna Guedes de Amorim3 Renato Barcellos Rédua4

1 Esp. em Odontopediatria, Me. em Ciências Fisiológicas, Prof. de Esp. em Odontopediatria – SLMANDIC. 2 Dr.ª em Ciências da Saúde, Esp. em Odontopediatria, Prof.ª de Esp. em Odontopediatria – ABO.

3 Doutoranda em Ciências da Saúde, Me. em Ciências da Saúde, Esp. em Odontopediatria, Prof.ª de Esp. em Odontopediatria – ABO. 4 Dr. em Odontopediatria, Me. e Esp. em Ortodontia, Prof. de Clínica Infantil – Faculdade MULTIVIX.

E-mail do autor: [email protected]

Como citar este artigo:

Rédua PCB, de Amorim LFG, de Amorim JG, Rédua RB. Consulta inicial na clínica de Odontopediatria. Full Dent. Sci. 2020;12(45):8-13. DOI: 10.24077/2020;1245-GFO813

RESUMO

A consulta inicial é um dos momentos mais importantes na rotina do consultório de Odontopedia-tria considerando que, idealmente, a criança tenha a oportunidade de ser assistida ainda nos primeiros anos de vida, momento este em que é possível desenvolver um programa de promoção de saúde objetivando uma experiência de vida de cárie zero. É na primeira consulta que se tem a oportunidade única de criar vínculos através do fornecimento de uma série de informações sobre todas as questões que envolverão os próximos anos da criança com relação ao que tange a Odontologia. O objetivo deste artigo é mostrar um modelo de atendimento voltado para educação do núcleo familiar, estabelecer um programa de promoção de saúde e de prevenção direcionado para consultas de manutenção preventi-va, independente do motivo da consulta.

Descritores: Gestão em saúde, Odontopediatria, economia em odontologia.

ABSTRACT

The first visit is one of the most important moments of the dental office routine, considering that, ideally, the child has the opportunity to be attended even in the first years of life, when it is possible to develop a health promotion program aiming at an experience zero caries life. At the first visit we have the unique opportunity to create partnership, providing a series of information on all issues that will involve the child’s next years in relation to Dentistry. The purpose of this paper is to propose a model of care for the family nucleus education, to establish a health promotion and prevention program directed to preventive maintenance consultations, regardless of the reason for the consultation.

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Rédua PCB, de Amorim LFG, de Amorim JG, Rédua RB.

O primeiro contato

Idealmente, a primeira visita da criança ao odon-topediatra deve ser feita assim que irrompam os pri-meiros dentes de leite, ou seja, já no primeiro ano de vida1-3.Identificar o motivo da primeira consulta é

fundamental para guiar as principais informações que serão transmitidas. Normalmente os motivos da con-sulta inicial são: (a) prevenção, (b) tratamento da cárie, (c) histórico da criança de não deixar ser atendido, (d) evento de traumatismo dentário, (e) dor devido esto-matite ou aftas e (f) dúvidas como dente irrompido fora da posição ou dente que não nasce.

O motivo do agendamento da consulta é que vai definir a estratégia de abordagem e direcionamento da conversa, por isto a importância de identificá-lo des-de o primeiro contato, seja através do agendamento por telefone, seja pelo agendamento por aplicativo de mensagem, e se preparar para o primeiro contato.

Também é importante identificar quem indicou o paciente ao consultório, pois sabendo quem o fez tere-mos uma noção de que tipo de informação o paciente tem sobre nós, sobre nosso trabalho, nossa filosofia, nossa rotina de consultório.

O primeiro contato com o consultório começa com o telefone, que deve ser atendido na primeira chamada de maneira gentil, fazendo-se a identificação do con-sultório (concon-sultório de Doutor/Doutora), nome da se-cretária e cumprimento (bom dia/tarde). Neste primei-ro contato, a secretária deve anotar tudo que é falado ou perguntado pela mãe e transmitir com precisão as informações necessárias pelo telefone (endereço, dis-ponibilidade de estacionamento, horários disponíveis para o agendamento, valor da consulta, forma de pa-gamento), além de solicitar dados, tais como o motivo da consulta, se é a primeira vez que a criança está indo ao dentista, nome da mãe/pai, telefones de contato.

Se o motivo for traumatismo ou dor, a secretária deve ser instruída para que o atendimento seja agen-dado com prioridade e, em caso de traumatismo, o profissional deve ser chamado para conversar imedia-tamente com os pais para saber o histórico do trauma e de pronto fornecer informações de como proceder.

Se a consulta é de prevenção e a criança tem pou-ca idade, pou-caso a mãe pergunte como será a consulta do seu bebê, a secretária deve anotar o comentário e repassar para que o profissional ligue um dia ou dois antes da consulta para tranquilizar a mãe e orientar sobre a rotina da consulta.

Se a consulta é porque a criança “não deixa tra-tar”, da mesma forma a secretária deve passar a in-formação para que o contato telefônico seja feito pelo profissional antes da consulta inicial e o profissional assim já poderá ter noção do que aconteceu, orientar a mãe sobre como proceder e definir nesse lapso de tempo estratégias de abordagem.

Recebendo o paciente

Um dos fundamentos para conquistar pacientes é atender no horário. Evite marcar consulta inicial após algum agendamento que corra o risco de atrasar; lem-bre-se, “você nunca vai ter uma nova chance de causar uma primeira boa impressão”.

Sugerimos que o tempo para a consulta inicial seja de no mínimo 1 hora. Ao receber o paciente, cumpri-mente com gentileza pais e criança, evitando diminuti-vo e elogios iniciais, evitando intimidade, buscando ser discreto e amigável.

Após a secretária preencher os dados de identifica-ção e endereço, o primeiro contato vai ser iniciado; ce-rifique-se que a mesa para conversar com os pais está em perfeita organização e, então, dirija-se à recepção para também cumprimentá-los e convidá-los para o lo-cal de entrevistas (escritório ou sala clínica) dando iní-cio à consulta; nesse momento, a criança pode ficar na sala de recepção, área infantil, brinquedoteca se estiver acompanhada. Se tratando de crianças pequenas, caso a mãe tenha vindo sozinha para a consulta inicial, pre-cisamos de sua atenção e calma durante a entrevista, por este motivo, a auxiliar odontológica deve colaborar brincando ou distraindo a criança.

A entrevista deve ser bem objetiva anotando todos os dados que precisam ser conhecidos para o perfeito entendimento do comportamento familiar e aspectos relacionados à criança sobre sua saúde, tais como do-enças, medicamentos, tratamentos médicos e odonto-lógicos, perfil psicológico da criança e comportamento dos pais em relação a ela, hábitos de sono, rotina de vida, ambiente em casa, escola, médico pediatra ou outro se houver, histórico odontológico (se já foi no dentista, idade de primeira consulta e comportamento, uso de anestésicos locais), hábitos comportamentais de higiene bucal (recursos utilizados, frequência, compor-tamento, uso de pasta, concentração e quantidade da pasta empregada), hábitos de sucção nutritiva e não nutritiva (aleitamento materno e uso de bicos artifi-ciais, frequência de uso, tipo de bicos, outros hábitos não nutritivos), e práticas alimentares (horários, rotina, textura e consistência de alimentos). Para este último tópico da entrevista, é importante avaliar a frequência do consumo de sacarose e outros alimentos, podendo lançar mão de um recordatório alimentar de 24h na consulta inicial ou entregar um diário alimentar que o responsável deve entregar em um segundo momento.

Recursos para orientação do projeto de preven-ção

Utilizar recursos visuais na consulta inicial é um re-curso valioso para transmitir aos pais a filosofia de pre-venção à doença e definir a estratégia de controle da consulta de manutenção periódica. Informar, educar e conscientizar os pais sobre cuidados com a saúde bucal

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não envolve apenas higiene bucal, controle de alimen-tos com açúcar ou utilizar creme dental com flúor.

Utilize recursos principalmente através de um mo-nitor de frente aos pais (Figura 1). O uso de mesas com material educativo para a explicação das orientações

também é um ótimo recurso já que os responsáveis po-dem manipular os objetos/dispositivos alvos da explica-ção e tirar as suas dúvidas vendo os produtos, embora implique em um investimento adicional para o profis-sional (Figura 2).

Figura 1 – Uso de monitor para transmitir informações

relevantes durante a consulta inicial.

Figura 2 – Mesa clínica com material educativo para

au-xiliar no fornecimento de informações durante a primeira consulta.

Com uma linguagem simples e objetiva, iniciar a conversa dando os parabéns por procurar cuidar da saúde do filho ou falando da importância dos cuidados com os dentes, de maneira individual, dependendo do nível cultural dos pais, informando na tela:

• Que dente de leite tem raiz e a polpa deste dente é viva;

• Que os dentes de leite são importantes para a manutenção de espaço para o desenvolvimen-to craniofacial e para fala;

• A cárie como doença, conceitos sobre a for-mação da placa, presença de bactérias na ca-vidade oral, frequência de consumo do açú-car, queda do pH da placa, como o tempo influência a formação de ácidos, a inflamação gengival como fator preditivo, mancha branca (desmineralização inicial) até o aparecimento de cavidades;

• Que vermelhidão, edema e sangramento são os primeiros sinais clínicos de inflamação gen-gival, ou seja, é possível identificar os sinais antes da doença;

• Que manchas brancas opacas pode ser o pri-meiro sinal de perda mineral e possibilidade de aparecer cavidades;

• A frequência da limpeza dos dentes e quem deve fazer;

• Como o flúor atua e quantidade de creme dental com flúor a ser utilizada;

• Conceito de açúcares livres e a sua implicância na saúde bucal e geral infantil;

• Importância da alimentação na hora e frequ-ência certa;

• A importância da consulta de manutenção

preventiva e a função do profissional de con-trolar as doenças através da manutenção pe-riódica;

• Sinais e sintomas da irrupção dental e estraté-gias de atenuação;

• Conceitos e consequências de defeitos de de-senvolvimento dentário;

• Orientações sobre respiração bucal e bruxismo na infância.

Importante ter no computador apresentações ou fotos com os temas que mais levam a perguntas dos pais, como irrupção de dentes por lingual, HMI, selan-te, traumatismo, estética, Endodontia, fluorose, mordi-da cruzamordi-da, mordimordi-da aberta, enfim, todos os recursos necessários para os esclarecimentos necessários, con-forme sugerido.

Estratégias de abordagem para exame clínico

Uma maneira de iniciar o contato com o paciente, independentemente da idade, é pedir para que a mãe escove os dentes da criança como ela faz em casa, em frente da pia, ou sentada na cadeira de entrevista, ou na bancada, momento em que o profissional já mostre a quantidade de creme dental utilizado e observe se a mãe limpa bem ou se for necessário fazer a orienta-ção neste momento. A literatura de maior evidência até o momento recomenda o uso de creme dental com flúor desde a irrupção do primeiro dente de leite, com a quantidade equivalente a um grão de arroz cru até os 3 anos de idade e, após esta idade, a quantidade equivalente a um caroço de ervilha4-7. Esta abordagem

evita choros e já ajuda no nosso contato com a criança, pois ela está segura junto com a mãe, como sugerido (Figura 3).

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A seguir, a mãe é direcionada para sentar na ca-deira e o profissional realizará o exame observando a idade dentária, se existe presença de placa visível, pon-to de inflamação gengival com sangramenpon-to, presen-ça de mancha branca, cavidade, tipo de arco, relação de arcada/rebordos, aspecto da mucosa e inserção de frênulo lingual. Dependendo da idade, o exame inicial pode ser feito no próprio colo da mãe na cadeira de entrevista ou do equipo, ou ser for bebê, na posição joelho-joelho, conjuntamente à utilização de outros re-cursos para a distração da criança, como TV, tablets, celular e música.

Nesta etapa da consulta, a utilização da câmera in-traoral tem um valor educativo muito grande pois aju-da no entendimento aju-das necessiaju-dades restauradoras por parte dos pais e na própria adaptação da criança.

Se for preciso realizar a limpeza dos dentes, a su-gestão é que seja feita em uma outra consulta, do con-trário é feita a escovação com gaze, dedeira, a própria escova ou com escova elétrica. Se for um paciente que necessite tratamento restaurador, os dados são anota-dos e a consulta clínica é encerrada. Se existir necessi-dade de exames radiográficos complementares, estes

serão solicitados e uma consulta complementar será marcada para a apresentação do plano de tratamento. Considerando o paciente sem necessidades de tratamento, um relatório da consulta inicial por escrito deve ser entregue com todos os dados anotados e defi-nido o mês de retorno para a consulta de manutenção preventiva de acordo com o risco de cárie identificado ou não identificado.

É muito importante que nesta consulta inicial a importância dos retornos periódicos (consulta de ma-nutenção) seja informada e compreendida visando os benefícios para a saúde e qualidade de vida da criança e da própria família, do baixo custo que uma consulta vale se considerar, por exemplo, o retorno de 6 em 6 meses, este valor dividido por 6 meses, o custo mensal é muito baixo. Rédua et al.3 (2019) demonstraram que

crianças que frequentaram o odontopediatra com in-tervalo máximo de 8 meses entre as consultas durante 12 anos de acompanhamento tiverem 18 vezes menos chances de desenvolver a doença cárie do que àquelas que passaram período superior a um ano afastadas do consultório. E que o maior número de visitas de pre-venção foi fator de proteção à doença.

Figura 3 (A-D) – Manejo inicial da criança de baixa idade na primeira consulta.

A

C

B

D

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Dependendo da condição bucal, nos pacientes que apresentam lesões cavitadas com dentes sem polpa ex-posta ou necrosada, nem necessidade de exodontia, a “adequação do meio” é uma opção. A adequação do meio é um conjunto de procedimentos com a fi-nalidade de melhorar as condições bucais que inclui o tamponamento destas cavidades com óxido de zinco/ eugenol reforçado para promover melhores condições de mastigação, ajudando na alimentação e, ao mesmo tempo, por ser um procedimento pouco invasivo, aju-dará no condicionamento comportamental e modela-mento do paciente.

Se a criança já oferece um grau maior de coopera-ção, podemos optar na segunda consulta pelo ART ou ART modificadoque, muitas vezes, poderá ser o trata-mento restaurador definitivo nos dentes decíduos.

Nesta etapa, a exodontia e endodontia também são prioridades. Uma vez que o equilíbrio biológico bu-cal foi restabelecido e a criança está condicionada para cooperar, o tratamento restaurador definitivo é reali-zado se possível pelo arco superior pela facilidade de anestesia e alteração que ela apresenta como sensação de formigamento.

Estabelecendo a rotina da manutenção preven-tiva

Estabelecer a consulta de manutenção preventiva com avaliação das condições de cuidados da saúde bu-cal da criança em casa, avaliação do padrão de limpeza e reforço sobre saúde faz parte de uma série de ativi-dades da clínica de Odontopediatria, sendo que estas medidas vêm ao anseio dos novos pacientes, que são consumidores exigentes, ávidos por informações e con-sultadores do Google.

O objetivo da Odontopediatria é manter a crian-ça em saúde e, para isto, é necessário mantê-la sob controle obtendo a adesão do núcleo familiar na roti-na do controle periódico. A consulta de manutenção preventiva é a chave do sucesso profissional, e todos os recursos que foram discutidos devem ser colocados em prática.

Se na consulta inicial colocamos a prevenção como nosso principal objetivo, devemos agora usar os meios para motivar e continuar conscientizando os pais e a criança. O programa de manutenção preventiva tem por objetivo, basicamente, manter a já existente ou re-cém-conquistada saúde do paciente e evitar o reapare-cimento da cárie, da doença periodontal e dos demais problemas relativos à saúde bucal.

A sequência da consulta de manutenção segue a mesma da consulta inicial; avaliar a mãe escovando ou a criança dependendo da idade, exame clínico, limpeza se necessário e aplicação de flúor. Sugerimos fornecer o relatório por escrito de todos aspectos que foram ob-servados durante a consulta, como irrupção de novos

dentes, se os novos dentes apresentam alguma altera-ção de desenvolvimento, evolualtera-ção da oclusão da crian-ça, necessidades de intervenção ortodôntica, dentre outros, que vai ser entregue a cada consulta semestral, fortalecendo a importância da consulta de ção (Figura 4). A frequência das consultas de manuten-ção preventiva deve ser determinada de acordo com o risco identificado ou não do paciente a ter doença, levando em consideração um protocolo, onde vários parâmetros deverão ser considerados.

Figura 4 – Relatório entregue a cada consulta de

preven-ção da criança.

Para colocar em prática este modelo, existe no mercado aplicativos que emitem cartas no mês de-terminado facilitando este controle. Sabemos que os meios digitais de comunicação já são realidade na ro-tina da grande maioria dos pais, todavia, preferimos a utilização de carta ao invés de e-mails devido à lem-brança física que a carta representa. O e-mail pode ser identificado como “spam” pelo servidor e ir direto para lixeira. Os responsáveis nem sempre observam e-mails com frequência, muitas vezes o paciente guarda-o numa pasta e não se lembra de marcar a consulta. Já

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a carta, na grande maioria das vezes, é vista tanto pelo pai quanto pela mãe, comumente fica anexada em um local de grande importância, como na porta da gela-deira, dentro da bolsa ou junto às contas para pagar.

Se os pais estiverem em viagem ou com algum compromisso ou circunstância mais importante na-quela semana a carta permite a lembrança para que o agendamento seja feito em um momento mais opor-tuno. Atualmente, dispositivos de mensagem como o

WhatsApp é muito utilizado para confirmar as

consul-tas e também chamar no mês determinado.

Muitos profissionais utilizam telefonema para fazer o agendamento das consultas de revisão. Esta prática, apesar de permitir marcação direta, pode, por muitas vezes, representar um desconforto e indelicadeza ao paciente. Se no momento da ligação o paciente está em um momento de estresse ou de ocupação profissional, ou até mesmo em um dia de mau humor aquele telefo-nema pode representar uma experiência desagradável, por mais gentil que a secretária possa ser. Existem os profissionais que preferem utilizar agenda pré-marcada com antecedência (o paciente sai do consultório com horário marcado para o mês determinado).

Se o paciente não comparece para a consulta de manutenção no mês determinado, deve-se mandar uma segunda carta, dois meses depois, lembrando que uma primeira chamada já foi realizada. Passado um ano, os que não retornaram recebem uma nova e úl-tima carta, mensagem por WhatsApp ou um telefone-ma para saber se ocorreu mudança de endereço ou se realmente o paciente não retornará para manutenção. À medida que o paciente vai retornando para as manutenções e os pais começam a observar resulta-dos positivos, tais como ausência de lesões de cárie e doença periodontal, e maior interesse da criança pelos seus dentes, mais e mais valorizam seu investimento na saúde, no nosso trabalho e, como consequência, valoriza a importância da consulta periódica de manu-tenção preventiva.

CONCLUSãO

A consulta inicial na prática da Odontopediatria é o momento mais importante para permitir o esta-belecimento de um programa de promoção de saúde e fidelização da criança ao consultório. Nela deve-se demonstrar a importância de estabelecer consultas preventivas rotineiras para prevenção da cárie e outras doenças bucais, gerando qualidade de vida com menor ônus biológico e financeiro. A educação continuada do paciente motiva e reforça a adoção de boas práticas de alimentação e de cuidados de higiene bucal.

REFERêNCIAS

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3. Rédua RB, Rédua PCB, Oliveira LOA. Importance of dental clinic recalls for caries prevention in children: Practice based research. J Clin Pediatr Dent. 2019; 43(6):376-81.

4. Marinho VC, Higgins JP, Sheiham A, Logan S. Fluoride too-thpastes for preventing dental caries in children and adoles-cents. Cochrane Database Syst Ver. 2003; (1):CD002278. 5. Cury JA, Oliveira MJ, Martins CC, Tenuta LM, Paiva SM.

Available fluoride in toothpastes used by Brazilian children. Braz Dent J. 2010; 21(5):396-400.

6. Cury JA, Tenuta LM, Ribeiro CC, Paes LAF. The importance of fluoride dentifrices to the current dental caries prevalence in Brazil. Braz Dent J. 2004; 15(3):167-74.

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Referências

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