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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

A APLICABILIDADE DA PEDAGOGIA EMPRESARIAL E SEUS BENEFÍCIOS

por

MARIA DE FÁTIMA CARVALHO DE OLIVEIRA

Duque de Caxias 2016

MARIA DE FÁTIMA CARVALHO DE OLIVEIRA

DOCUMENTO PROTEGIDO PELA LEI DE DIREITO AUTORAL

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A APLICABILIDADE DA PEDAGOGIA EMPRESARIAL E SEUS BENEFÍCIOS

Trabalho de conclusão de curso, apresentado a Universidade Cândido Mendes, como requisito para a conclusão do Curso Pós-Graduação em Pedagogia Empresarial, sob a orientação do Prof. Jorge Vieira.

Duque de Caxias 2016

MARIA DE FÁTIMA CARVALHO DE OLIVEIRA

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A APLICABILIDADE DA PEDAGOGIA EMPRESARIAL E SEUS BENEFÍCIOS

Trabalho de conclusão de curso, apresentado a Universidade Cândido Mendes, como requisito para a conclusão do Curso Pós-Graduação em Pedagogia Empresarial, sob a orientação do Prof. Jorge Vieira.

Aprovada em: ___/___/2016.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus,

porque sem ele não chegaria até aqui para depois ir mais além.

A minha família,

que sempre acreditou em mim.

Aos meus professores ,

que me deram a bússola de ensinamentos.

E a minha amiga Jane Arruda, que não me deixava esmorecer.

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DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho in memória aos meus pais, Raimunda Francisca do Espírito Santo e Raimundo Felipe de Carvalho, a minha prima Joana Batista Dias, por todo amor, carinho, compreensão e que sempre me incentivaram aos estudos.

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RESUMO

Através de uma pesquisa bibliográfica, o estudo tem por objetivo relatar a aplicabilidade e os benefícios da Pedagogia Empresarial. Com o surgimento das novas tecnologias, a educação e, consequentemente, seus segmentos, passaram a adquirir uma nova postura. A Pedagogia ainda é caracterizada como uma ciência exclusiva para as instituições de ensino. No mundo atual, essa realidade vem sendo transformada a cada dia, porque além dos interesses profissionais, os pedagogos estão mostrando ter grande interesse nos segmentos empresariais de ensino, conhecido como informal, enfatizando a Pedagogia Empresarial, que com o seu advento, vem dando suporte estrutural e ampliando investimentos referentes a conhecimentos nos espaços organizacionais, principalmente nos setores de Recursos Humanos.

Palavras-chave: Pedagogia Empresarial. Gestão. Recursos Humanos.

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METODOLOGIA

O presente estudo utilizará como metodologia a pesquisa bibliográfica. Tem como base, pesquisas atualizadas em Pedagogia Empresarial que viraram artigos constantes em sites especializados e livros, com aprofundamento naqueles que enfatizam sua aplicação no tema abordado.

A monografia será dividida em 03 (três) capítulos, onde serão abordadas questões sobre Pedagogia Empresarial em empresas. São eles:

- Capítulo I – O Pedagogo em espaços não escolares

- Capítulo II – O Pedagogo e os processos formativos nas empresas: As diretrizes nos amparam

- Capítulo III – A didática para a formação profissional

Estes textos, junto aos trabalhos desenvolvidos no decorrer do Curso, proporcionaram a reflexão necessária para a elaboração de um trabalho aprofundado e bem fundamentado, facilitando a leitura e o entendimento do tema em questão.

Todo o trabalho será devidamente referenciado e estruturado, de forma a facilitar a leitura, o entendimento e o aprofundamento do estudo.

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EPÍGRAFE

As empresas passaram a se preocupar não só com treinamentos, mas com a educação também. Eles perceberam que a Pedagogia aumenta a eficácia dos programas de treinamento porque as pessoas aprendem melhor. E, quando maior a coerência entre a cultura da companhia e os princípios pedagógicos aplicados, maior será o sucesso da empresa no mercado.

Marisa Éboli

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 10

CAPÍTULO I – O PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES 11

1.1 Novas contribuições da Pedagogia 11

1.2 O trabalho do Pedagogo fora da escola 12

1.2.1 A Pedagogia entre o dizer e o fazer 13

1.3 Trabalho e conhecimento: Dilemas na educação do trabalhador 14 1.4 O perfil pedagógico atual 17 1.5 O mercado do conhecimento e o conhecimento para o mercado 18

1.6 Contribuição do pedagogo na sociedade do conhecimento 21

CAPÍTULO II – O PEDAGOGO E OS PROCESSOS FORMATIVOS NAS EMPRESAS:

AS DIRETRIZES NOS AMPARAM 23

2.1 Um novo cenário de atuação do Pedagogo 23

2.2 A educação nas empresas 24

2.3 A aprendizagem 25

2.4 Treinamento e desenvolvimento profissional 26

2.5 O ambiente de trabalho e o clima organizacional 28

2.6 Temas importantes em Pedagogia Empresarial 29

2.7 A educação profissional brasileira no século XXI 31

CAPÍTULO III – A DIDÁTICA PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL 34

3.1 As primeiras abordagens da didática 34

3.2 Tendências pedagógicas de ensino 34

3.3 A responsabilidade dos pedagogos 35

3.4 Educação social 36

3.5 O perfil do Pedagogo Empresarial 37

3.5.1 Áreas da empresa que pode atuar 38

3.5.2 Dez fatores prioritários 42

CONCLUSÃO 43

BIBLIOGRAFIA 45

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INTRODUÇÃO

O tema do estudo é a “Pedagogia Empresarial”. A escolha da profissão é um processo evolutivo (SUPER, 1957, citado por SPARTA, BARDAGI e TEIXEIRA, 2006) que, se realizada de forma consciente e planejada, interfere positivamente na qualidade de vida.

Com o surgimento das novas tecnologias, a educação e, consequentemente, seus segmentos, passaram a adquirir uma nova postura. A Pedagogia ainda é caracterizada como uma ciência exclusiva para as instituições de ensino. No mundo atual, essa realidade vem sendo transformada a cada dia, porque além dos interesses profissionais, os pedagogos estão mostrando ter grande interesse nos segmentos empresariais de ensino, conhecido como informal, enfatizando a Pedagogia Empresarial, que com o seu advento, vem dando suporte estrutural e ampliando investimentos referentes a conhecimentos nos espaços organizacionais, principalmente nos setores de Recursos Humanos.

O estudo se justifica na contribuição para a educação, mostrando a importância desse segmento na ciência pedagógica e seus benefícios e nas estratégias e metodologias que assegurem uma melhor aprendizagem e desenvolvimento entre empresas e seus colaboradores.

O objetivo do estudo é relatar a aplicabilidade e os benefícios da Pedagogia Empresarial. Tendo como objetivos específicos:

- Demonstrar como o pedagogo pode melhorar a prestação de serviços nas organizações;

- Desenvolver uma pesquisa sobre a atuação de pedagogos nas empresas;

- Demonstrar que o pedagogo vem conseguindo abrir espaço junto as organizações, promovendo projetos, solucionando problemas e melhorando os serviços prestados pelas empresas.

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CAPÍTULO I

O PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES

O novo cenário da educação se abre no século XXI com novas perspectivas para o profissional que se insere no mercado de trabalho, sob diversas abrangências, exigindo profissionais cada vez mais qualificados e preparados para atuarem neste cenário competitivo.

1.1 Novas contribuições da Pedagogia

A Pedagogia é a ciência por meio da qual o pedagogo pesquisa, estuda, elabora e aplica, por meio de didáticas, metodologias, técnicas e estratégica de ensino-aprendizagem e conteúdos relacionados às necessidades da pessoa humana em um determinado contexto.

Para serem úteis ao professor, os objetivos educacionais devem ser expressos em termos do comportamento do aluno. O professor deve propiciar treinos discriminativos explícitos para seus alunos. Mostrar e instruir são maneiras poderosas de ensejar um comportamento em seres humanos, desde que a pessoa esteja olhando, vendo, ouvindo e, de alguma forma, repetindo o que vê e ouve (ALENCAR, 1995).

Um bom professor deve estar no controle do comportamento de seus alunos, devendo ser capaz de descrever o que eles sabem, do que gostam, do que são capazes de fazer e como o fazem. Deve ser capaz de analisar cuidadosamente o que revelam as pausas, erros, perguntas, omissões e pedidos de repetição de seus alunos; ser sensível, deixar-se afetar por essas descobertas, deixando que elas afetem seu planejamento de ensino, bem como a implementação desse planejamento (ALENCAR, 1995).

Os erros dos alunos flagram erros de programação dos professores e informa sobre que dimensões irrelevantes da situação estão de fato controlando os alunos. Quando um aluno demonstra dificuldade com alguma parte do programa de ensino, isto indica que se deve revê-lo e modificá-lo. A responsabilidade pelo ensino e aprendizagem é do professor (ALENCAR, 1995).

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1.2 O trabalho do Pedagogo fora da escola

O trabalho costumeiramente desenvolvido pelo profissional da educação (o Pedagogo) refere-se a oferecer instrumentos para que o sujeito aprenda a desvendar a realidade. Para que o conhecimento aconteça por parte do sujeito, o educador tem um papel fundamental que é o de oferecer subsídios de cunho teórico-prático para que a partir da ação o sujeito interfira na realidade (GRECO, 2005).

A modernidade criou dispositivos para organizar, separar e hierarquizar os bens simbólicos, criando coleções. Mas, essas coleções estão sendo quebradas e mescladas a outras coleções. Esse processo de descoleção/recoleção vai também desterritorializando os processos simbólicos, roubando-lhes a relação natural que pareciam ter com territórios geográficos e sociais, sendo criados novos sistemas culturais, constituídos por um gênero impuro que intercepta o visual, o sonoro e o literário; o culto e o popular; o artístico e o comercial. São fusões interculturais e intertemporais que apostam na contingência e criticam a ideia de história como progresso (OLIVEIRA e SGARBI, 2001).

No final do século XX, passou-se a conviver com uma proliferação de particularismos, deixando de lado o sonho (ou pesadelo) moderno da totalidade e abrindo espaço para as manifestações das mais variadas tribos. A cultura (popular) pós-moderna constrói novas formas plurais de identidade possíveis, sendo o lugar por excelência de uma nova agência (OLIVEIRA e SGARBI, 2001).

A resistência político-cultural pode se efetivar, na medida em que a cultura pós- moderna é uma nova sensibilidade que estrutura nossa vida cotidiana, numa economia afetiva que sacrifica a negatividade da resistência em prol da positividade da celebração e da sobrevivência (OLIVEIRA e SGARBI, 2001).

Aí se terá uma agenda contemporânea para o campo da educação, que questionará as fronteiras que definem as pessoas como pertencentes a diferentes culturas, nações, etnias, grupos religiosos. A educação contemporânea, nesse sentido, precisa ter propostas, horizontes, projetos, subvertendo essas divisões e garantindo espaço para a pluralidade (OLIVEIRA e SGARBI, 2001).

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1.2.1 A Pedagogia entre o dizer e o fazer

A formação humana, em qualquer espaço, escolar ou não escolar, necessita de um profissional que esteja preparado para lidar com a prática pedagógica sistematizada ou não. O campo de trabalho do pedagogo não se limita mais às escolas. As possibilidades são as mais variadas: organizações sociais, brinquedotecas, clubes, hotéis, desenvolvimento de materiais e metodologias para a educação a distância e, até, empresas e hospitais. Os pedagogos também estão sendo requisitados a atuar nos setores de recursos humanos de empresas. Nesse ambiente, atuam com o objetivo de aprimorar os processos da empresa por meio da valorização do conhecimento e da aprendizagem. Ou seja, trabalham para a instalação de uma cultura de formação continuada e de constante busca de informações e conhecimento com a finalidade de melhorar a qualidade do atendimento dos clientes e o relacionamento com os funcionários (NASCIMENTO et al, 2010).

O professor experimenta essa diferença de postura cotidianamente. Por isso, é preciso insistir no trabalho sobre a linguagem na ação pedagógica e circunscrever as formulações incorretas, identificando as ambiguidades de vocabulário, os termos que evocam representações equívocas ou contraditórias. Enquanto o momento pedagógico remete o professor a sua própria relação com o saber e lhe permite explorar essa relação até que o saber torne-se para o aluno um objeto acessível, o momento psicopedagógico consiste em perseguir obstinadamente o aluno, suas patologias, suas características de todos os tipos, em observar seu nível de desenvolvimento e a natureza de seus mecanismos mentais para implantar nele conhecimentos que se deseja que ele aprenda (MEIRIEU, 2002).

O momento pedagógico pode ser descrito como o instante em que o aluno concreto, impenetrável em sua singularidade psicológica, mas plenamente identificável em sua identidade pessoal, conduz o saber à ordem dos conhecimentos. O saber que se ensina, particularmente conscientes de que muitas dificuldades pedagógicas experimentadas nas salas de aula no dia a dia devem-se ao fato de que o professor domina de modo comum o saber que ensina e seu nível epistemológico; em geral, ele domina os saberes universitários, que estão em um outro nível de complexidade, mas não é exagero dizer que às vezes ele não compreende verdadeiramente a coerência própria daquilo que deve ensinar a seus alunos (MEIRIEU, 2002).

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1.3 Trabalho e conhecimento: Dilemas na educação do trabalhador

A prática pedagógica ficou restrita ao âmbito escolar por muitos anos, reduzindo a atuação do pedagogo somente à docência. A revolução tecnológica modificou a sociedade capitalista e, consequentemente, a forma de trabalho, surgindo a necessidade da incorporação de saberes teóricos por parte dos trabalhadores, para então haver um aperfeiçoamento da capacidade de raciocínio dos profissionais, para, posteriormente, esse saber ser usado em benefício das empresas (NASCIMENTO et al, 2010).

Carneiro e Maciel (p.2, s.d.) discutem essa situação quando afirmam que,

[...] à medida que a sociedade se tornou tão complexa, há que se expandir a intencionalidade educativa para diversos contextos, abrangendo diferentes tipos de formação necessários ao exercício pleno da cidadania. Nessa perspectiva, as referências e reflexões sobre as diversas formas e meios de ação educativa deverão também constar do rol de atribuições de um pedagogo, e, mais que isto, referendar seu papel social transformador.

A Pedagogia tem a prática educativa como objetivo de estudo e essa prática acontece em outros lugares, não somente na escola. Frison (2004, p.88), discute o lugar da educação afirmando que:

Na escola, na sociedade, na empresa, em espaços formais ou não formais, escolares ou não escolares, estamos constantemente aprendendo e ensinando.

Assim, como não há forma única nem modelo exclusivo de educação, a escola não é o único em que ela acontece e, talvez, nem seja o mais importante. As transformações contemporâneas contribuíram para consolidar o entendimento da educação como fenômeno multifacetado, que ocorre em muitos lugares, institucionais ou não, sob várias modalidades.

Sá (2000, p.173), ao discutir a função da Universidade na formação do pedagogo apto para atuar em espaços escolares no mundo globalizado, afirma que:

[...] sem aqui desconsiderar o papel e a função social preponderante que a escola teve, ao longo desses duzentos anos, e tem no processo de emancipação da grande maioria da população dos Estados nacionais, outros espaços educativos se manifestam na sociedade capitalista mundializada. É preciso que a Universidade [...] passe a estudar e formar intelectuais, pedagogos para atuarem com competência epistêmico-política e técnica nestes novos cenários criados nas e pelas relações sociais.

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O trabalho pedagógico pode estabelecer-se em outros locais, na medida em que esses requisitos forem concretizados pelos acadêmicos, cabendo a universidade preparar esses profissionais para que possam desenvolver um bonito trabalho além dos muros da escola (NASCIMENTO et al, 2010).

Para Frison (2004, p.89),

O Pedagogo gerencia muito mais do que aprendizagens, gerencia um espaço comum, o planejamento, a construção e a dinamização de projetos, de cursos, de materiais didáticos, as relações entre o grupo de alunos ou colaboradores. Isso significa que não basta possuir inúmeros conhecimentos teóricos sobre determinado assunto, é preciso saber mobilizá-los adequadamente.

Os saberes pedagógicos são determinantes para a atuação do pedagogo em locais extraescolares e para sua interação com outros sujeitos, de outras áreas, no local em que ele atua.

Para o pedagogo, em qualquer instituição, seja ela escolar ou não, os desafios são grandes e dificultam categoricamente sua prática (NASCIMENTO et al, 2010).

A desvalorização desse profissional, talvez seja um dos maiores desafios para o trabalho pedagógico, pois muitos profissionais não veem a possibilidade de atuação em outros espaços, somente relacionam a prática pedagógica à escola.

A relação da pedagogia com a docência é uma fragmentação conceitual. Para Libâneo (2007, p.14),

Pedagogia é uma reflexão teórica a partir e sobre as práticas educativas. Ela investiga os objetivos sociopolíticos e os meios organizativos e metodológicos de viabilizar os processos formativos em contextos socioculturais específicos.

Portanto, reduzir a ação pedagógica à docência é produzir um reducionismo conceitual, um estreitamento do conceito da pedagogia. Um dos grandes desafios da prática pedagógica, em qualquer espaço é a delimitação de atuação.

Carneiro e Maciel (p.3, s.d.) afirmam que:

O grande desafio a que se submete o pedagogo atualmente é, utilizando- se de fundamentos de diversas áreas do conhecimento, elaborar categorias de análise para a apreensão e compreensão de variadas práticas pedagógicas que se desenvolvem em diversos contextos conforme as relações sociais de nossa época.

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O pedagogo não pode fazer nenhuma intervenção por motivos éticos, profissionais ou até mesmo por medo de alguma repreensão que pode ser causada, quando se trata de reações negativas dos indivíduos envolvidos no trabalho (NASCIMENTO et al, 2010).

É curioso como as formas mais rudimentares de trabalho no capitalismo podem conviver, lado a lado, com as formas mais sofisticadas, sobretudo nos países pobres. Hoje, muitas empresas estão treinando um pequeno número de trabalhadores para o comando e a manutenção de robôs ou de computadores, que fazem sozinhos o trabalho de muitos homens e mulheres. A automação e a informatização da produção de bens e serviços exigem trabalhadores cada vez mais qualificados e especializados. Isso por um lado, promove e melhora as condições de trabalho; mas por outro, reduz um número crescente de trabalhadores a condição de subqualificados ou mesmo desqualificados, sujeitos à insegurança, a instabilidade laboral ou mesmo a marginalidade (GOMEZ et al, 1989).

Serão encontrados desafios de diversos níveis e graus de dificuldades. Primeiro, o desafio de criar um sistema que viabilize a superação do divórcio entre trabalho intelectual e trabalho manual. É necessário um duplo trabalho de capacitação: dos trabalhadores manuais, para que ampliem gradualmente seus horizontes de saber e de percepção, com vistas a se tornarem sujeitos decisórios nos seus campos de atividade, na sua vida de cidadãos e mesmo no seu universo pessoal, familiar e comunitário; e dos trabalhadores intelectuais, para que aprendam a compartilhar as tarefas da produção material, na sociedade, na comunidade e na família, a fim de liberarem os primeiros para a atividade formativa, sem prejuízo da produção material. Em ambos os casos fica evidente que, lado a lado com a luta pela mudança das estruturas sociais, econômicas e políticas, ou melhor, no próprio seio dessa luta, desenrola-se outra muito mais sutil e complexa: a luta por uma práxis social solidária e democrática também no plano dos valores, das atitudes, dos comportamentos, das relações interpessoais, das expectativas, de tudo que compõe o universo cultural e espiritual (GOMEZ et al, 1989).

Segundo, o desafio de valorizar concretamente os trabalhadores manuais, que têm sido historicamente os mais explorados, compensando com maior equidade o seu trabalho. Daí a importância da organização dos trabalhadores nas suas próprias unidades produtivas, com relativa autonomia e efetiva articulação, de modo que possam ir vivendo no seu dia a dia os potenciais de imaginação, criatividade e solidariedade (GOMEZ et al, 1989).

Para que exista uma relação interativa e fértil entre trabalhado e educação, é indispensável superar a noção de que a colocação tem um objeto em si mesma e, portanto, subordina o trabalho enquanto outro polo da relação. A educação não tem um sentido em si, é

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educação para. Sua finalidade está fora dela e só é possível identificar esta finalidade em contextos histórico-sociais específicos (GOMEZ et al, 1989).

Somos a favor de uma educação formativa, na qual o educando seja sujeito ativo de sua própria educação, uma educação participativa, ligada a vida, que forme o homem integral, que desenvolva os valores morais e estéticos, que permita adquirir habilidades que sirvam para se encaminhar na vida, que desenvolva o sentido social e solidário e não o egoísmo individualista e competitivo, uma educação que promova a reflexão, a atitude crítica e autocrítica, libertadora (SILVA, 1986).

1.4 O perfil pedagógico atual

No mundo contemporâneo, com as mudanças nas relações de trabalho, as empresas também precisaram se reorganizar em relação aos cargos, funções e atividades dentro das organizações.

Minarelli (1996, p.17) assim se posiciona: “as grandes empresas e corporações, para sobreviver à crise econômica mundial e atender às novas demandas do mercado, eliminaram ou redesenharam cargos e, em muitos casos, operações inteiras”.

Em relação às pessoas atuando dentro deste novo contexto profissional, o mesmo autor (1996, p.18) pondera: “Os trabalhadores precisarão reciclar-se periodicamente para manter seus conhecimentos atualizados e desenvolver outras habilidades”.

Esta mudança tem um deslocamento do foco no trabalho onde antes era enfatizado as atividades manuais e hoje, a atenção em relação aos trabalhadores está centrada no intelecto, resultantes da nova relação de trabalho estabelecida no mundo moderno, onde se pode perceber a necessidade de um profissional com um perfil voltado a ajudar a organização, de qualquer segmento, a atingir os seus objetivos e metas organizacionais (CERONI, 2006).

Hoje, as necessidades do mundo do trabalho estão mais voltadas a uma visão ampliada e rica do mundo e também por alguns conteúdos específicos para a realização de uma tarefa, que pode ser facilmente aprendido, mas a interação entre as habilidades do profissional e da instituição já é uma questão mais profunda e difícil de ser encontrada e desenvolvida.

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1.5 O mercado do conhecimento e o conhecimento para o mercado

A primeira instituição de educação superior que manteve o caráter de universidade foi criada em 1920 pela reunião de instituições preexistentes foi a Universidade do Rio de Janeiro. A construção das estradas de ferro demandou maior número de profissionais, exigindo uma formação específica (NEVES e PRONKO, 2008).

Até os anos iniciais do século XX, a formação para o trabalho simples era realizada, na maior parte dos casos no próprio processo de trabalho, não exigindo uma preparação específica.

Desde fins do século XIX e até o início do século XX (década de 30), a formação técnico- profissional foi se expandindo desorganizada e assistematicamente, fruto de uma concepção que atribuía a esse tipo de ensino um caráter eminentemente assistencial (NEVES e PRONKO, 2008).

Apesar das primeiras instituições de ensino técnico-profissional terem sido criadas ainda durante o Império, foi na República que elas passaram a fazer parte das preocupações governamentais pela manutenção da ordem. A criação do Ministério da Educação e Saúde em 1930, primeiro, e a promulgação do Decreto 19.851 de 11 de abril de 1931, conhecido como Estatuto das Universidades Brasileiras, depois, balizaram os limites e as possibilidades para o ensino superior no país, cabendo ao Estado a ampliação e integração dos ramos de conhecimento a serem transmitidos e/ou produzidos (NEVES, 2000b).

O desenvolvimento da urbanização e da industrialização nas primeiras décadas do século XX impulsionou o surgimento e a expansão de uma escolarização de cunho tecnológico realizada nas escolas técnicas de nível médio, ao mesmo tempo em que se iniciavam os debates sobre o desenvolvimento institucional da formação técnico-profissional. A utilização de tecnologias complexas em certos ramos industriais e de transportes (como o ferroviário) e a lenta introdução de métodos de racionalização do trabalho no processo produtivo impuseram a prática de uma ressocialização sistemática para a força de trabalho que estava sendo incorporada, independentemente da sua origem (NEVES e PRONKO, 2008).

As décadas de 1930 e 1940 constituíram o marco cronológico específico para o desenvolvimento dos debates em torno da implementação do ensino técnico-profissional e da definição das modalidades que deveriam integrá-lo, como parte de uma crescente ação reguladora do Estado sobre o mercado e as relações de trabalho (NEVES e PRONKO, 2008).

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A reforma da educação superior, desenhada em 1968, também incidiu na redefinição do ramo tecnológico da formação para o trabalho complexo, embora ele já estivesse sofrendo alterações significativas desde o período precedente (NEVES e PRONKO, 2008).

As atuais mudanças qualitativas e quantitativas na educação escolar brasileira e, mais especificamente, na formação para o trabalho complexo, remontam à segunda metade da década de 1980 (NEVES e PRONKO, 2008).

O debate em torno da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional se iniciou logo após a promulgação da Constituição Federal de 1988 e chegou ao seu final em dezembro de 1996, durante o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, numa conjuntura em que a classe trabalhadora já perdia espaço na disputa pela hegemonia societal e educacional para a burguesia. A sociedade civil brasileira teve presença significativa na redefinição dos marcos legais e políticos-pedagógicos da formação para o trabalho simples e para o trabalho complexo na primeira metade dos anos 1990 (NEVES e PRONKO, 2008).

A nova LDB prescreveu para o século XXI apenas dois níveis de ensino para a educação escolar: a educação básica (formada pela educação infantil, pelo ensino fundamental e pelo ensino médio) e pela educação superior. A expressão educação profissional foi incluída no debate da LDB na conjuntura de 1995 (NEVES e PRONKO, 2008).

A diversificação de instituições de ensino superior que se inicia com a regulamentação da atual LDB, ainda no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso, é finalmente consolidada na proposta de reforma da educação superior do governo Lula da Silva (NEVES e PRONKO, 2008).

A institucionalização de cursos superiores a distância, além de reforçar o caráter fragmentário e hierarquizante da formação para o trabalho complexo, reforça também a dualidade estrutural do modelo de educação superior proposto, que segmenta as instituições voltadas para a formação de profissionais para o mercado de trabalho e as instituições voltadas para a produção de conhecimentos necessários à reprodução do capital (NEVES e PRONKO, 2008).

As atuais mudanças na formação para o trabalho complexo no Brasil contemporâneo são ainda significativamente mediadas pelas políticas dos organismos internacionais para a educação superior do século XXI e pelas novas diretrizes da política de ciência e tecnologia para inserção do Brasil na produção do conhecimento necessário à nova sociedade do conhecimento (NEVES e PRONKO, 2008).

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O meio acadêmico, universitário, de onde provém toda a gama de profissionais lançados em um mundo já afetado, e ainda não estabilizado, é um dos setores mais sensível e mais desestabilizável, em face de inexorabilidade da impactologia da maré globalizante que, atinge a todos os setores de atividade humana (CERONI, 2006).

Para Morin (2001, p.10), educação e ensino são termos que se confundem se distanciam igualmente:

A “Educação” é uma palavra forte: “Utilização de meios que permitem assegurar a formação e o desenvolvimento de um ser humano (...)”. O termo

“formação”, com suas conotações de moldagem e conformação, tem o defeito de ignorar que a missão do didatismo é encorajar o autodidatismo, despertando, provocando, favorecendo a autonomia do espírito. O ensino, arte ou ação de transmitir os conhecimentos a um aluno, de modo que ele os compreenda e assimile, tem um sentido mais restrito, porque apenas cognitivo. A bem dizer, a palavra ensino não me basta, mas a palavra educação comporta um excesso e uma carência.

De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia (2005), aprovado em dezembro de 2005, em Finalidade do Curso de Pedagogia, destaca que a educação do Pedagogo deve propiciar estudos de campos do conhecimento, tais como o filosófico, o histórico, o antropológico, o ambiental-ecológico, o psicológico, o linguístico, o sociológico, o político, o econômico, o cultural, para nortear a observação, análise, execução e avaliação do ato docente e de suas repercussões ou não em aprendizagens, bem como orientar práticas de gestão de processos educativos escolares e não escolares, além da organização, funcionamento e avaliação de sistemas e de estabelecimento de ensino (CERONI, 2006).

O perfil do Pedagogo deverá contemplar consistente formação teórica, diversidade de conhecimentos e de práticas, que se articulam ao longo do curso. Sobre a gestão educacional, as mesmas diretrizes especificam que:

[...] gestão educacional, entendida numa perspectiva democrática, que integre as diversas atuações e funções do trabalho pedagógico e de processos educativos escolares e não escolares, especialmente no que se refere ao planejamento, à administração, à coordenação, ao acompanhamento, à avaliação de planos e de projetos pedagógicos, bem como análise, formulação, implementação, acompanhamento e avaliação de políticas públicas e institucionais na área de educação (DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA O CURSO DE PEDAGOGIA, 2005, p.8).

E ainda, que o egresso deverá estar apto a:

[...] atuar com ética e compromisso com vistas à construção de uma sociedade justa, equânime, igualitária; trabalhar, em espaços escolares e não escolares, na promoção da aprendizagem de sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano, em diversos níveis e modalidades do processo educativo; identificar problemas socioculturais e educacionais com postura investigativa, integrativa e

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propositiva em face de realidades complexas, com vistas a contribuir para superação de exclusões sociais, étnico-raciais, econômicas, culturais, religiosas, políticas e outras; demonstrar consciência da diversidade, respeitando as diferenças de natureza ambiental-ecológica, étnico-racial, de gêneros, faixas geracionais, classes sociais, religiões, necessidades especiais, escolhas sexuais, entre outras; desenvolver trabalho em equipe, estabelecendo diálogo entre a área educacional e as demais áreas do conhecimento; participar da gestão das instituições em que atuem planejando, executando, acompanhando e avaliando projetos e programas educacionais, em ambientes escolares e não escolares;

realizar pesquisas que proporcionem conhecimentos, entre outros: sobre seus alunos e alunas e a realidade sociocultural em que estes desenvolvem suas experiências não escolares; sobre processos de ensinar e de aprender, em diferentes meios ambiental-ecológicos; sobre propostas curriculares; e sobre a organização do trabalho educativo e práticas pedagógicas (DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA O CURSO DE PEDAGOGIA, 2005, p.8).

O desenvolvimento do processo de formação do educador, para o mundo globalizado, implica em conquista da autonomia para a construção do próprio caminho na nova trajetória transformacional, o que exige atitude resiliente, ou seja, posturas pró-ativas, organizadas, éticas, positivas, flexíveis, bem como iniciativas educacionais que valorizem a diversidade; e ainda, em participação efetiva nos relacionamentos interpessoais não só em espaços escolares, como também em espaços não escolares (CERONI, 2006).

1.6 Contribuição do pedagogo na sociedade do conhecimento

Face às diversas possibilidades de contribuição desse profissional, Libâneo (2007, p.38- 39) afirma que:

O curso de Pedagogia deve formar o Pedagogo Stricto Sensu, isto é, um profissional qualificado para atuar em vários campos educativos para atender demandas sócio-educativas de tipo formal e não formal e informal, decorrentes de novas realidades – novas tecnologias, novos atores sociais (...) – não apenas na gestão, supervisão e coordenação pedagógica de escolas, como também na pesquisa, na administração dos sistemas de ensino, no planejamento educacional, nos desenvolvimentos sociais, nas empresas, nas várias instâncias de educação de adultos, nos serviços de psicopedagogia e orientação educacional.

É necessário preparar profissionais de Pedagogia para desenvolver atividades nas diversas esferas da sociedade, dentre elas, na área corporativa, atendendo a multidimensionalidade do processo educativo, para permitir assim, que os pedagogos ocupem outros espaços que não sejam apenas a escola, terminando com a ideia de que a mesma seria o único espaço possuidor das práticas pedagógicas (AGUIAR et al, 2010).

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Ter um pedagogo na empresa é importante, a partir do momento que a mesma pode ser considerada um espaço educativo, que se estrutura como uma associação de pessoas em torno de uma atividade com objetivos específicos.

À Pedagogia cabe a busca de estratégias para a realização desses ideais e objetivos, ou seja, a Pedagogia tem como finalidade principal provocar mudanças no comportamento das pessoas, de modo que essas melhorem tanto a qualidade do seu empenho profissional quanto pessoal (AGUIAR et al, 2010).

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CAPÍTULO II

O PEDAGOGO E OS PROCESSOS FORMATIVOS NAS EMPRESAS: AS DIRETRIZES NOS AMPARAM

A educação profissional tem como principal objetivo o desenvolvimento de cursos direcionados ao mercado de trabalho, tanto para os estudantes quanto para aqueles que buscam qualificação e atualização profissional.

2.1 Um novo cenário de atuação do Pedagogo

Hoje, um o novo cenário de atuação deste profissional, formado por empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e televisão) e outros, transpõe os muros da escola. Estes espaços eram, até então, restritos a outros profissionais. Esta atual realidade vem com certeza, quebrando preconceitos e ideias de que o pedagogo está apto apenas para exercer suas funções na sala de aula (GRECO, 2005).

A Pedagogia Empresarial é uma possibilidade de atuação do pedagogo muito recente no Brasil surgiu pela necessidade de preparação na formação de pessoal. Essa preocupação, no entanto se dá pela necessidade de um melhor desempenho e formação profissional que foi incentivada inclusive por ações governamentais para sua operacionalização como, por exemplo, a Lei nº 6.297/75 (PRADO, SILVA e CARDOSO, 2013).

Como instrumento de educação na empresa, o pedagogo tem capacidade e os conhecimentos necessários para identificar, selecionar e desenvolver pessoas para o âmbito empresarial, possuindo competências para trabalhar na área de recursos humanos (CASSIMIRO, 2014).

Segundo Gonçalves (2009, p.87),

O desafio desse novo profissional, diferentemente do que podem pensar alguns, não se resume a conduzir dinâmicas de grupo e preparar material de treinamento para o qual as pessoas não estão engajadas ou enxergando uma necessidade imediata. Isso requer muito trabalho como de observações cuidadosas principalmente ao que se refere ao capital humano (termo utilizado nas empresas ao referir-se as pessoas que trabalham nelas), para que com elas seja possível desenvolver estratégias no bom sentido, que venha favorecer a humanização dentro da empresa.

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O Pedagogo Empresarial surge como uma nova ferramenta para este desenvolvimento nas organizações que caminham para serem empresas aprendentes. Com o propósito de ajustar as falhas, pensar estrategicamente, ter habilidade para as relações humanas, como saber aprender, treinar e delegar tarefas. Essas são algumas das características solicitadas aos profissionais no mercado globalizado. O Pedagogo direcionará o profissional na tarefa da qual ele melhor se ajustar para um melhor aproveitamento de suas qualidades (CAGLIARI, 2009).

2.2 A educação nas empresas

Urt e Lindquist (2008) nos dizem que no fim da década de 60 e início da década de 70, os pedagogos passaram a atuar nas empresas e que este período foi influenciado pelas mudanças no controle dos meios de produção.

Nesse momento, o papel da educação era contribuir para a aceleração do desenvolvimento econômico e do progresso social, bem como um novo sistema de distribuição de tarefas, que teve de ser instituído para satisfazer as necessidades especiais de um ambiente de trabalho novo e tecnológico.

Contudo, ainda conforme as autoras, a classe trabalhadora não estava preparada para o desenvolvimento industrial que se processava e as empresas buscaram outros mecanismos situados fora da escola formal para formar o trabalhador qualificado para aquele momento.

A formação profissional passou a ter seu âmbito cada vez mais definido no local de trabalho ou através de treinamentos intensivos, coordenados por instituições ou pela própria empresa. Com isso, o papel do pedagogo então se voltou para área de treinamento operacional de técnicas de trabalho e ofício.

A importância de se ter um pedagogo na empresa é a partir do momento que ela possa ser considerada um espaço educativo e se estruturar como uma associação de pessoas em torno de uma atividade com objetivos específicos. A Pedagogia tem esse objetivo, provocar mudanças no comportamento das pessoas, com o ideal de melhorar tanto a qualidade do seu desempenho profissional quanto pessoal.

O Pedagogo Empresarial cumpre um importante papel dentro das empresas e organizações articulando as necessidades junto da gestão de conhecimentos. Cabe a este profissional provocar mudanças comportamentais nas pessoas envolvidas, favorecendo os dois lados: o funcionário que quando motivado e por dentro dos conhecimentos necessários, sente-se

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melhor e produz mais e a empresa que quando se matem com pessoas qualificadas obtém melhores resultados e maiores lucratividades (RIBEIRO, 2004).

2.3 A aprendizagem

Atualmente, nas empresas se faz urgente a instalação de um sistema de mudança, em busca do aprimoramento organizacional, com a capacitação e experimentando-se a busca de novas alternativas para enfrentar os desafios do meio onde atuam e se desenvolvendo um contínuo aprendizado como filosofia de vida organizacional (NOGUEIRA, 2005).

As empresas precisam se adaptar às alternativas, porque passa a sociedade como um todo nesse novo século, podendo criar, sustentar e ampliar estratégias de crescimento e até mesmo de sobrevivência se fizerem do aprendizado um modo de ser permanente e em sintonia com o seu tempo (NOGUEIRA, 2005).

A aprendizagem é como um processo de mudança, como instrumento de ação libertadora, constituindo-se na direção de atingir determinados objetivos lidando com eles com determinação, perseverança e entusiasmo.

Segundo Chiavenato (1999, p.290):

Desenvolver pessoas não é apenas dar-lhes informação para que elas aprendam novos conhecimentos, habilidades e destrezas e se tornem mais eficientes naquilo que fazem. É, sobretudo, dar-lhes a formação básica para que elas aprendam novas atitudes, soluções, ideias, conceitos e que modifiquem seus hábitos e comportamentos e se tornem mais eficazes naquilo que fazem. Formar é muito mais do que simplesmente informar, pois representa um enriquecimento da personalidade humana.

A aprendizagem só se completa na medida em que a posse de conhecimento pela pessoa permita a mudança de comportamento por causa da experiência. Aprender em grupo, na ação educativa, significa que não há preocupação apenas com o produto da aprendizagem, mas com o processo que possibilitou a mudança dos sujeitos. Nessa perspectiva, a aprendizagem é a capacidade de compreensão e de ação transformadora de uma realidade. Aprender pode significar romper com modelo internalizado, ou retirar um determinado personagem, uma determinada cena, e inserir outra (NOGUEIRA, 2005).

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É necessário aprender a trabalhar em equipe, destacar o potencial de cada indivíduo, conviver com as diferenças e entender que o trabalho em equipe nos promove maiores chances de superar limites, contribuir para a realização de uma gestão que considera a participação dos seus profissionais e a construção de um processo de gestão democrática, participativa, comunicacional.

2.4 Treinamento e desenvolvimento profissional

Fatores como motivação, expectativas, valores, conformismos, além das teorias de comportamento organizacional, começaram a ser relacionado com o desempenho, o que justificou a divisão da capacitação profissional em dois processos distintos: treinamento e desenvolvimento (NOGUEIRA, 2005).

O treinamento é uma instituição fundamental na gestão empresarial. Desde o início dos sistemas fabris que essa atividade é reconhecida como elemento chave da produtividade. Com o aumento da complexidade da área produtiva, o treinamento passou a ser cada vez mais sistematizado. Desde o final do século XIX, encontram-se registros de tentativas de diminuição de erros e ampliação da capacidade dos operários nas fábricas (NOGUEIRA, 2005).

Gil (1994, p.63) destaca que:

O treinamento nas empresas passou a abranger aspectos psicossociais do indivíduo. Assim, os programas de treinamento, além de visarem capacitar os trabalhadores para o desempenho das tarefas, passaram a incluir também objetivos voltados para o relacionamento interpessoal e sua interação a organização.

Treinar é oferecer oportunidades para que as pessoas possam frequentemente refletir sobre seus significados e exercitar seu lado crítico, profissionalizando-se, assim, diante das circunstancias empresariais e de seu projeto de vida. Isso só será possível com a utilização cada vez mais frequente das chamadas técnicas ou práticas interativas de treinamento. É por meio delas que o treinamento pode exercitar suas racionalidades para legitimar e reelaborar sua prática (NOGUEIRA, 2005).

O desenvolvimento foi identificado com a ampliação de potencialidades, tendo em vista o acesso à hierarquia de poder, ou seja, a capacitação do indivíduo para ocupar cargos que envolvam mais responsabilidades e poder. Portanto capacitar não significa apenas dar mais informações e desenvolver habilidades, mas ser mais identificado com a empresa. Essas inovações nas formas de aproveitar e desenvolver o potencial dos trabalhadores atendem às

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necessidades de ensino e aprendizagem do adulto. A educação permanente e em serviço para os trabalhadores em fase avançada de carreira pode permitir a constante atualização profissional, o desenvolvimento de habilidades e de posturas para o convívio com processos de mudança e a observação de novas tecnologias (NOGUEIRA, 2005).

Gadotti (2000, p.215) reforça: “Para mudar a prática, é preciso reconceituá-la, ou seja, buscar novos conceitos que possam explicitá-la de outra forma”.

O Pedagogo proporcionará um ambiente de aprendizado desenvolvendo nas pessoas o intuito das cinco disciplinas utilizadas nas organizações aprendentes, que Senge (2002 p.40) classifica em: pensamento sistêmico, domínio pessoal, modelos mentais, a construção de uma visão compartilhada e aprendizagem em equipe.

- Pensamento sistêmico

Consiste em ações inter-relacionadas conectadas em um mesmo padrão. Voltado para as organizações podemos entendê-la como um sistema (parte contábil, a administrativa, a produção, etc.) contemplando o todo, e não analisar somente cada parte individual para obtermos a solução de um problema e para podermos desenvolver essa forma de pensamento.

- Domínio pessoal

É o comprometimento e a capacidade de aprendizagem de cada indivíduo. Essa disciplina ela é contínua na forma de aprofundar nossa visão pessoal, na concentração de nossas energias, no desenvolvimento da paciência e a de ver a realidade objetivamente. Nas organizações, se existe a aprendizagem pessoal e a aprendizagem organizacional a reciprocidade para ambas será composta de uma empresa disposta em aprender.

- Modelos mentais

Implicam no prisma de como cada indivíduo analisa o mundo em sua forma de ver e agir a partir de cultura familiar e social. Nas empresas o trabalho deverá ter formas de diálogos ricos para que o indivíduo faça uma autoanálise e que aprenda a expor seus próprios pensamentos e aceitar o feedback dos outros.

- Construção de uma visão compartilhada

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Deve ser desenvolvida a partir de um líder, que traduz sua visão individual em uma visão compartilhada passando a dividir com o grande grupo. E quando o resultado é positivo, o grupo compartilha objetivos, não porque são obrigadas, mas porque querem. Para as organizações essa disciplina estimula a liderança, o comprometimento e o trabalho em equipe, servem como forma de motivação para que novos objetivos sejam alcançados.

- Aprendizagem em equipe

Aparece em diversas formas: nos esportes, no teatro, na ciência, na qual os grupos desenvolvem capacidades de ação coordenadas, produzem resultados satisfatórios e crescem como indivíduo. Deve haver a discussão no grupo para que surgem ideias e percepções de que sozinhos eles não conseguiriam. Para as organizações a cautela em formar equipes com capacidade de aprender como equipe e não como indivíduo é de extrema importância, pois a recíproca deverá ser constante para a organização ser aprendente.

2.5 O ambiente de trabalho e o clima organizacional

Os adultos aprendem mais facilmente em ambientes descontraídos, motivados e lúdicos, só aprendem o que querem e gostam de serem orientados, antes de serem avaliados e criticados.

Como o ambiente, o clima organizacional e os conflitos estão coesos entre membros da organização, é verificado que o individuo precisa administrar todo esse envolvimento, por conseguinte, trabalhar tranquilo e com produtividade, e o mais importante, com prazer de fazer suas atividades bem feitas (CAGLIARI, 2009).

Hemsath (1998, p.165) afirma que:

Divertir-se no trabalho não deveria ser uma tarefa infinita ou uma longa lista de tarefas a serem cumpridas. Não se trata disso. Muitas das coisas que você e seus colegas de trabalho podem fazer para animar o local em que trabalham são ações simples e espontâneas. Encorajar a diversão não significa ignorar ou negligenciar os objetivos organizacionais e tornar a empresa um local frívolo onde se desperdiça o próprio tempo. Usada eficientemente, a diversão pode acionar a energia que os funcionários tem para trabalhar, resultando num desempenho aprimorado.

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Ambientes de trabalho agradáveis de estar dão grande abertura para os funcionários demonstrarem o seu potencial e a motivação de contribuir com a empresa, atingindo resultados visados por ela. Entretanto, de nada adianta ter um ambiente agradável se for desperdiçado em não conduzir toda essa força que o ambiente produz e flui em objetivos positivos para a empresa, por falta de clareza em sua política, na qual a empresa esta incumbida (CAGLIARI, 2009).

Considerando as cinco disciplinas de Senge e a aplicabilidade dos treinamentos desenvolvidos, a empresa eleva significativamente o índice de satisfação dos colaboradores e preparação na transformação em empresa aprendente.

2.6 Temas importantes em Pedagogia Empresarial

Antes de tudo, o pedagogo deve ter atitude e percebendo estratégias para ser utilizadas nas empresas, sendo essencial que o mesmo não perca tempo aplicando métodos numerosos, perdendo assim os propósitos da formação e da empresa. Esse programa de treinamento deve ser pensado com antecedência, assim como a seleção dos métodos que visem respeitar os princípios dos desenvolvimentos das técnicas e competências, bem como o relacionamento social, como observado na Figura 1 (PRADO, SILVA e CARDOSO, 2013).

Figura 1. Ciclo atitudinal.

Fonte: Albuquerque (2012)

Segundo Cezar, Biachini e Piassa (2008, p.3),

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Para atender as mudanças constantes no mercado de trabalho, onde as empresas se obrigam a ter cada vez mais responsabilidades sociais e atender os clientes com alto padrão de qualidade, entra em cena o pedagogo empresarial para atuar na área de gestão de pessoas, nas organizações de diferentes portes e setores, viabilizando o desenvolvimento e a integração dos processos de gestão e os relacionamentos internos e externos, bem como a implementação de programas de ação em relação à formação, aperfeiçoamento, processos de superação do conhecimento, das competências e das habilidades e mudanças no comportamento das pessoas na empresa que propiciem as almejadas vantagens competitivas gerenciais.

É necessário que se desenvolva projetos de aprendizagem para que as mudanças constantes no mercado de trabalho não atinjam maleficamente a organização. Caso aconteça, isso pode desestimular o colaborador, que necessita de constante preparo. Ao pedagogo cabe a utilização de seus conhecimentos educacionais para planejar caminhos a serem percorridos, onde o colaborador se sinta útil e necessário naquele contexto em que está inserido, propondo situações onde o pedagogo empresarial pode percorrer e propor ações inovadoras sob esses aspectos, como mostra a Figura 2 (PRADO, SILVA e CARDOSO, 2013).

Figura 2. Pilares da educação.

Fonte: Albuquerque (2012)

Para Cezar, Bianchini e Piassa (2008, p.5),

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Verifica-se que, na realidade destas empresas não existe um trabalho pedagógico, na verdade, é passado o conteúdo aos palestrantes que devem transmiti-los aos funcionários, e estes ao final do processo devem saber executar o lhes foi transmitido fortificando o pensamento tecnicista e o caráter de treinamento para procedimentos. Quando na verdade é preciso haver abertura para o conhecimento, pensar o novo, reconstruir o velho, reinventar o pensar. A educação abrange mais que o saber fazer, é preciso aprender a viver com os outros, compreenderem os outros, desenvolver a percepção de interdependência, administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum.

A comunicação deve ter o cuidado de ser eficaz para que não se corra o risco de interpretações equivocadas sobre os temas. As palavras devem ser escolhidas adequadamente, para que se possa evitar conflitos e distorções na compreensão da mensagem de seu fluxo (PRADO, SILVA e CARDOSO, 2013).

2.7 A educação profissional brasileira no século XXI

A transição do século XX para o XXI coincidiu com uma mudança paradigmática de grandes proporções. Uma nova perspectiva para a vida humana é o objeto que nos move nesse início de século e de milênio. Há questões que continuam urgentes, que mobilizaram o desejo e a energia de trabalho das gerações que nos antecederam. Entre essas questões encontra-se a educação, que foi particularmente atingida pela crise e pelas políticas neoliberais, perdendo suas referências (PACHECO, 2012).

A nova orientação legislativa educacional da LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) em sua nova orientação legislativa educacional estabelece a possibilidade de acesso à educação profissional de uma forma mais ampla, conforme o seu artigo 39 e parágrafo único:

A educação profissional integra às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia, conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. O aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental, médio e superior, bem como o trabalhador em geral, jovem ou adulto, contará com a possibilidade de acesso à educação profissional.

É necessário se repensar nos desafios da relação educação-trabalho diante das

“exigências” impostas pelos contornos econômicos da globalização econômico-financeira. As grandes transformações políticas, econômicas, culturais e sociais na nova ordem mundial, a formação profissional é considerada um elemento estratégico para o desenvolvimento do país (FARIA et al, 2008).

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A educação profissional, com foco no mercado de trabalho e com curta duração, se torna uma aliada às preocupações do governo em relação à geração de emprego e renda, no momento em estimula o desenvolvimento da produtividade em toda a economia brasileira (FARIA et al, 2008).

O mercado de trabalho exige qualificação constante para as novas exigências da economia, ao mesmo tempo este é altamente seletivo, pois busca profissionais capacitados para o desenvolvimento das suas funções de forma eficiente, porém para um bom preparo profissional é necessária uma educação básica de qualidade e que desenvolva noções de ética e cidadania nos indivíduos, portanto, para a educação profissional é imprescindível uma boa formação geral (FARIA et al, 2008).

Segundo Pablo Gentili (1998, p.80) “a escola constituía-se assim num espaço institucional que contribuía para a integração econômica da sociedade, formando o contingente (sempre em aumento) da força de trabalho que se incorporaria gradualmente ao mercado”.

Frigotto (2003, p.31-32) afirma que a qualificação humana:

Diz respeito ao desenvolvimento de condições físicas, mentais, afetivas, estéticas e lúdicas do ser humano capazes de ampliar a capacidade de trabalho na produção dos valores em uso em geral como condição de satisfação das múltiplas necessidades do ser humano.

Se o mercado de trabalho é seletista em relação ao preparo profissional é absolutamente necessário que o trabalhador possua conhecimento do seu ramo de atuação, que tenha cultura geral, compreenda os mecanismos produtivos, e que o conhecimento torna-se um fator preponderante na nova ordem mundial e necessário para a participação numa dinâmica social mutável e inconstante, que a educação profissional precisa ser percebida como uma forma de proporcionar formação continuada, para se conseguir um fortalecimento da cidadania (FARIA et al, 2008).

Para Kuenzer (2001, p.73) esta nova roupagem econômica exige “o desenvolvimento da capacidade de educar-se permanentemente e das habilidades de trabalhar independentemente, de criar métodos para enfrentar situações não previstas, de contribuir originalmente para resolver problemas complexos”.

O comprometimento com o trabalho, a cidadania e a liberdade, vem de longa data, estando sempre presente nos textos das políticas públicas, independente da época e da proposta político-ideológica dos governos, sendo importante pontuar que o trabalho, em seu sentido de

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produção de bens materiais, de produção de bens simbólicos ou de criador de valores de uso, é condição constitutiva da vida dos seres humanos na sua relação com o outro (FARIA et al, 2008).

O trabalho transforma os bens da natureza ou os produz para responder, antes de tudo, as suas múltiplas necessidades, sendo criador e de vital importância para a reprodução da vida (FARIA et al, 2008).

Referências

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