• Nenhum resultado encontrado

SUMÁRIO verbojuridico.com.br 1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "SUMÁRIO verbojuridico.com.br 1"

Copied!
8
0
0

Texto

(1)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 2

2 ROUBO... 2

2.1 Roubo próprio x Roubo impróprio ... 2

2.2 Roubo majorado ou circunstanciado ... 3

2.3 Roubo qualificado ... 4

3 QUESTÃO COMENTADA ... 6

4 LEGISLAÇÃO CITADA... 7

5 LISTA DE QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS ... 8

(2)

1 INTRODUÇÃO

Estudo acerca dos crimes contra o patrimônio, em especial, do roubo, crime de grande incidência em provas de concursos públicos. Aprofundaremos os aspectos técnicos para cada caso a respeito do tema, como roubo próprio, impróprio, majorado e o qualificado.

2 ROUBO (Art. 157, CP)

2.1 Roubo próprio x Roubo impróprio

O roubo próprio encontra-se no caput do artigo 157.

Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça (violência moral) ou violência a pessoa (violência própria), ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência (violência imprópria):

Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.

Quando falamos, em Direito Penal, no termo violência, este é termo amplo e abrange violência própria, moral ou imprópria. A violência própria é a agressão física, a violência moral é a grave ameaça e a violência imprópria é reduzir a capacidade de resistência da vítima. O dolo específico ou elemento subjetivo especial do tipo no roubo próprio está na expressão “para si ou para outrem”.

Conforme a jurisprudência dos tribunais superiores nós adotamos amotio ou apprehensio para o furto e para o roubo próprio.

Súmula 582 STJ: Consuma-se crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada.

O exposto supracitado tem a ver com o roubo próprio (Art 157, caput), pois no roubo impróprio (Art.

157, § 1º), temos a seguinte redação:

§ 1º - Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega

violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do

crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro.

(3)

Chama-se a atenção para aquelas primeiras três formas de violência citadas anteriormente (própria, moral e imprópria). Observa-se, assim, que no roubo impróprio somente é possível violência própria e moral, não sendo possível violência imprópria no roubo impróprio. Enquanto no roubo próprio a violência é empregada antes ou durante a subtração, no impróprio, o é depois da subtração. E mais, enquanto o elemento subjetivo especial ou dolo específico no roubo próprio é a expressão “para si ou para outrem”, aqui no roubo impróprio é a expressão “a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro”, ou seja, o dolo específico também muda.

O roubo impróprio se consuma no momento do emprego da violência contra a pessoa ou grave ameaça.

2.2 Roubo majorado ou circunstanciado (art. 157, §§ 2º, 2º-A e 2º-B, CP)

Conforme dispõe a Súmula 443 do STJ: O aumento da terceira fase da aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para sua exasperação a mera indicação do número de majorantes.

Esta súmula tem validade para o roubo majorado ou circunstanciado.

O § 2º do art. 157, CP, dispõe da seguinte redação:

§ 2º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade: (Redação dada pela Lei nº 13.654, de 2018)

I – (revogado);

II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;

III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância.

IV - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior;

V - se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.

(Incluído pela Lei nº 9.426, de 1996);

VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta

ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego.

(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018);

VII - se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca;

(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019).

Após, existem as majorantes do §2-A:

(4)

§ 2º- A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços): (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018)

I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo;

(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018)

II – se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum. (Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018)

§ 2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)

A doutrina critica uma possível desproporcionalidade nas alterações trazidas pelo Pacote Anticrime, ao equiparar o furto praticado com a utilização de explosivo, isto é, levando-se em conta o meio de execução, a um crime hediondo, e o roubo praticado igualmente com explosivos, não o ser.

2.3 Roubo qualificado (art. 157, § 3º, CP)

Primeiramente atentar para o fato de que não se deve confundir a majorante com a qualificadora, tendo em vista que esta traz um novo mínimo e máximo referentes à cominação da pena, então a forma simples do roubo tem pena de 4 a 10 anos, previstos no caput. No latrocínio, que constitui o tipo após a incidência de uma das qualificadoras, a pena passa a ser de 20 a 30 anos (novo mínimo e máximo). Quanto às majorantes, pelo contrário, aumentam a pena de forma fracionária (1/3 a ½, 2/3 e etc...).

Em relação ao latrocínio, deve-se lembrar de duas súmulas do STF:

Súmula 603 – A competência para o processo e julgamento de latrocínio é do Juiz singular e não do Tribunal do Júri.

Súmula 610 – Há crime de latrocínio quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima.

Sempre que a vítima morre o latrocínio está consumado, ainda que a subtração fique tentada.

No que tange à hediondez, houve uma alteração relevante advinda do Pacote Anticrime, a qual foi a alteração da própria Lei dos Crimes Hediondos (Lei 8.072/90) no que concerne ao crime de roubo, sendo atualmente considerado hediondo quando circunstanciado pela restrição de liberdade da vítima;

circunstanciado pelo emprego de arma de fogo ou pelo emprego de arma de fogo de uso restrito ou

proibido ou qualificado pelo resultado lesão corporal grave ou morte. Antigamente somente era o

latrocínio considerado crime hediondo.

(5)

3 QUESTÃO COMENTADA

01 (Juiz de Direito – TJ-RJ – 2019) João invade um museu público disposto a furtar um quadro. Durante a ação, quando já estava tirando o quadro da parede, depara-se com um vigilante. Diante da ordem imperativa para largar o quadro, e temendo ser alvejado, vulnera o vigilante com um projétil de arma de fogo. O vigilante vem a óbito; e João, impressionado pelos acontecimentos, deixa a cena do crime sem carregar o quadro. De acordo com o entendimento sumulado pelo Supremo Tribunal Federal, praticou-se

a) furto qualificado tentado em concurso com homicídio qualificado consumado.

b)roubo próprio tentado em concurso com homicídio consumado.

c) roubo impróprio tentado em concurso com homicídio consumado d) Latrocínio tentado.

e) Latrocínio consumado.

Resposta: E

Comentários: João acabou matando o vigilante, não há nenhuma dúvida de que da violência resultou a morte, no entanto, a dificuldade trazida é “sem carregar o quadro”, no entanto, a própria banca solicita a Súmula do STF.

Súmula 610 – Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração dos bens da vítima.

(6)

4 LEGISLAÇÃO CITADA

CÓDIGO PENAL Roubo

Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência:

Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.

§ 1º - Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro.

§ 2º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade: (Redação dada pela Lei nº 13.654, de 2018)

I – (revogado; (Redação dada pela Lei nº 13.654, de 2018)

II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;

III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância.

IV - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior;

V - se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.

VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego.

VII - se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca;

§ 2º-A A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços):

I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo;

II – se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo ou de artefato

análogo que cause perigo comum.

(Incluído pela Lei nº 13.654, de 2018)

§ 2º-B. Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)

§ 3º Se da violência resulta:

I – lesão corporal grave, a pena é de reclusão de 7 (sete) a 18 (dezoito) anos, e multa;

II – morte, a pena é de reclusão de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, e multa.

(7)

5 LISTA DE QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

01 (Promotor de Justiça – MPE-SC – 2019) No crime contra o patrimônio em que a coisa é subtraída e a violência é praticada com a intenção de matar a vítima, sem que esta chegue a morrer, a conduta é tipificada como tentativa de latrocínio, e não como roubo consumado, nem como latrocínio consumado (art.

157 do CP), conforme definido pela jurisprudência dominante no STJ.

Certo ( ) Errado ( )

02 (Promotor de Justiça – MPE-SC – 2019) Conforme jurisprudência dominante no STJ, nos crimes de furto e roubo (arts. 155 e 157 do CP) a consumação do fato típico somente ocorre com a posse mansa e pacífica, o que não se verifica no caso de perseguição imediata do agente e recuperação da coisa subtraída.

Certo ( ) Errado ( )

03 (Juiz Substituto – TJ-PR – CESPE – 2019) Múcio, com o objetivo de ter a posse de um carro, abordou Cláudia, que dirigia devagar na saída de um estacionamento. Ao surpreendê -la, ele fez sinal para que ela parasse e, após Cláudia sair do veículo, Múcio a colocou, com violência, dentro do porta -malas, para impedir que ela se comunicasse com policiais que estavam próximos ao local. Horas depois do crime, Múcio liberou a vítima em local ermo.

Nessa situação hipotética, a conduta de Múcio o sujeita a responder pelo crime de

a) extorsão mediante sequestro.

b) roubo em concurso material com sequestro.

c) extorsão qualificada mediante a restrição da liberdade da vítima.

d) roubo qualificado, pelo agente ter mantido a vítima em seu poder, restringindo-lhe a liberdade.

04 (Delegado Federal – PF – CESPE – 2018) Em cada item seguinte, é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada com base na legislação de regência e na jurisprudência dos tribunais superiores a respeito de exclusão da culpabilidade, concurso de agentes, prescrição e crime contra o patrimônio.

Severino, maior e capaz, subtraiu, mediante o emprego de arma de fogo, elevada quantia de dinheiro de uma senhora, quando ela saía de uma agência bancária. Um policial que presenciou o ocorri do deu voz de prisão a Severino, que, embora tenha tentado fugir, foi preso pelo policial após breve perseguição. Nessa situação, Severino responderá por tentativa de roubo, pois não teve a posse mansa e pacífica do valor roubado.

Certo ( ) Errado ( )

(8)

GABARITO

01. Certo 02. Errado 03. D 04. Errado

Referências

Documentos relacionados

O uso de alopurinol (utilizado no tratamento da gota) durante o tratamento com amoxicilina, um dos componentes de amoxicilina + clavulanato de potássio, pode aumentar a

Este projeto visa à coleta, a seleção e o descarte correto de lixo eletrônico, e, nesse sentido contribuirá de maneira significativa para a sensibilização da

No que pertine ao recurso de embargos de declaração, segundo o regime estabelecido pelo diploma processual vigente, é correto afirmar:.. a) compreendem-se incluídos

Se um produto contiver ingredientes com limites de exposição, pode ser necessário a monitorização pessoal, do ambiente de trabalho ou biológico, para determinar a eficácia

O envolvimento de Alfredo Ellis Junior com o debate sobre raça e imigração se deu não só a partir de sua produção historiográfica, caracterizada pelo diálogo com

Quando voltávamos da caminhada à Cascata Bolo de Noiva, já perto do final da tarde do primeiro dia e a meio caminho da sede, notamos alguns indivíduos voando alto sobre

A co- administração de agentes protectores (ex: misoprostol ou inibidores da bomba de protões) deverá ser considerada, assim como em doentes que necessitem de tomar

bullying, que é mais amplo que o termo mobbing, pois refere-se mais às ofensas individuais do que à violência organizacional, enquanto que o assédio moral diz