RESENHA: ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?
Adaptado da obra de Erich von Däniken – Eram os deuses astronautas?
Jéssica Caroline Bindemann (UNESPAR/União da Vitória – Geografia) [email protected]
Orientadora: Profª. Drª. Alcimara A. Föetsch (UNESPAR/União da Vitória) [email protected]
1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho faz uma análise da obra de Erich von Däniken, “Eram os Deuses Astronautas?”. O autor é um escritor suíço conhecido por suas teorias sobre a suposta visita de extraterrestres na Terra desde os tempos pré-históricos. Ele sugere que a história contada da humanidade pode ser diferente se consideradas as hipóteses de descobertas encontradas pela arqueologia, fatos como construções que parecem não terem sido executadas em tempos remotos, desenhos de astronautas em cavernas, cálculos matemáticos exatos e noções de astronomia, etc.
Seu trabalho é criticado por cientistas por não existirem provas dessas visitas de viajantes do cosmos, é tudo uma investigação que traz uma reflexão sobre a imensidão do Universo e tudo o que pode existir nele. Uma provocação irresistível ao debate.
2. DESENVOLVIMENTO
Será que os seres humanos, habitantes do planeta Terra, são mesmo os únicos seres vivos da espécie humana em todo o Universo? “A Terra é o único corpo celeste que abriga seres semelhantes a nós” – eis a resposta que sempre parece
correta e convincente, uma vez que não existem provas em museus de qualquer forma humana ou algo parecido de origem extraterrena exposto à visitação.
Entretanto ficam muitas perguntas quando se pensa na imensidão do Universo e nos resultados de pesquisas mais recentes.
Cerca de 4000 estrelas podem ser percebidas a olho nu, numa noite serena.
Com a ajuda de um moderno telescópio, a luz de bilhões de sóis aproxima-se da visão. E ainda, nas dimensões ilimitadas do Cosmo, esse conjunto de estrelas é parte insignificante de um sistema estelar incomparavelmente maior, contendo vinte galáxias dentro de um raio de 1,5 milhões de anos-luz. O astrônomo Harlow Shapley calcula que há cerca de 1020 (100 quintilhões) de estrelas observáveis a partir do planeta Terra. Considerando que cada uma delas seja um sol, e atribuindo sistemas planetários semelhantes ao Sistema Solar a apenas uma a cada grupo de mil estrelas, pode-se dizer que o cientista estabelece uma estimativa de proporção cautelosa. Fica a pergunta: quantos desses corpos celestes possuirão atmosfera apropriada à vida? Considerando apenas um planeta em cada mil destes sistemas, obtém-se o número de 1011 astros portadores dos requisitos necessários à vida.
Restam cem milhões de planetas em que se pode admitir semelhança com a Terra, quer quanto à gravidade e a composição atmosférica, quanto à flora e possivelmente a fauna. Mas será que esses planetas devem ter mesmo condições semelhantes às da Terra para existir vida? Existem no próprio planeta organismos que não precisam de oxigênio, que são as bactérias anaeróbias.
A investigação científica até então concentrada apenas no planeta Terra, limitou o conhecimento de mundo habitável ao que já se conhece e promoveu o planeta como o único com condições ideais para a vida: a temperatura ideal, abundância de água e oxigênio para garantir os processos orgânicos da natureza.
Supondo uma visão direção inversa, seres de outros planetas bem diferente da Terra, poderiam acreditar que as condições indispensáveis para a vida são as do planeta deles.
Calcula-se que a idade do Universo seja entre oito e doze bilhões de anos.
Quando observados ao microscópio, meteoritos mostram traços de matéria orgânica:
bactérias com milhões de anos de idade, despertando novamente para a vida. De que ponto distante no Universo que eles podem ter vindo?
Quantas vezes o homem redescobriu o mundo: centenas de gerações acreditavam que a Terra era plana e que era o centro do Universo, com o Sol girando ao seu redor. Hoje já foi provado que a Terra é um apagado corpo celeste de pequenas dimensões, um pálido ponto azul que vagueia em meio a uma das galáxias que também vagueiam pelo Universo.
Somente após observar o nosso presente e fazer uma previsão realista (e também – porque não – usando a imaginação) do futuro, é que se pode investigar acontecimentos passados de maneira honesta e imparcial.
É impressionante o salto tecnológico que a humanidade teve. A invenção da internet e o acesso a milhares de informações de maneira instantânea, a criação de microchips, carros elétricos, modernos celulares e tantos outros lançamentos dia após dia não chegavam nem perto da imaginação há alguns anos atrás. Recordando que em 1969 o homem deu o seu primeiro passo em terreno lunar e nos dias atuais as agências espaciais estão se preparando para levar o homem a Marte, o que o futuro das viagens espaciais pode reservar? Levando em frente os avanços científico-tecnológicos, supõe-se que daqui alguns anos, o homem possa inventar uma nave espacial avançadíssima, capaz de mergulhar muito longe nas profundezas do espaço sideral, realizando explorações interestelares quase atingindo a velocidade da luz.
Agora o autor sugere que os tripulantes da nave espacial sigam viagem em direção a um sistema planetário semelhante ao sistema solar, observando as órbitas dos diversos planetas e avistando um em que se encontrem condições semelhantes às da Terra para nele descer. Supondo que o planeta seja mesmo parecido com a Terra e que seja habitado. Considerando, também, que ele se encontra nas mesmas condições que a Terra, há 8000 anos: a idade da pedra. O que poderão pensar os habitantes daquele planeta, atrasados em relação aos astronautas, observando com espanto a nave que acaba de pousar no solo e os tripulantes saindo dela? Algo aconteceu que faz tremer o mundo: os deuses desceram do céu!
Os habitantes primitivos observariam de longe, escondidos em suas cavernas, aqueles estranhos visitantes que usam roupas com chapéus estranhos e elevam-se no ar. Os exploradores da Terra prosseguem com sua missão conhecendo o novo planeta. Depois de algum tempo, há o contato através de um líder daquela região. Os viajantes do espaço vieram das estrelas; obviamente,
dispõem de poder e são capazes de operarem milagres espetaculares. Eles têm de ser deuses! Seria pura perda de tempo tentar explicar-lhes alguma coisa, pois tudo o que os viajantes terráqueos vivenciaram até esse momento está muito longe da compreensão desse povo, que foi invadido de maneira tão súbita e aterrorizante.
Quando a espaçonave deixa o planeta e toma o seu caminho para casa, intensificam-se os comentários dos selvagens sobre o fato incrível que acaba de acontecer: os deuses estiveram aqui! Os presentes e objetos esquecidos deixados pelos astronautas tornam-se relíquias sagradas e o fantástico evento será contado para filhos e netos. Através de gravuras registrariam as formas dos deuses com suas roupas cheias de apetrechos e com seus capacetes, que vieram em um barco voador e que depois este subiu às estrelas ao som de trovões ensurdecedores.
O tempo passa, a população cresce, se espalha e muda. As condições climáticas agem no local e ocorrem guerras que devastam o lugar em que estiveram os viajantes do espaço. E então, surgem gerações posteriores que irão redescobrir este local através de escavações e tentar interpretar os sinais encontrados.
O passado histórico da Terra foi recomposto por meio de conhecimentos indiretamente obtidos. Escavações, antigos alfabetos, desenhos em cavernas, lendas e outros elementos do gênero foram utilizados para construir a hipótese mais aceitável. Foram encontrados mapas de milhares de anos, nos quais foi usado tal tecnologia para sua confecção, que seria quase impossível admitir que foram os povos primitivos quem os fizeram. Um exemplo é o mapa de Piri Reis, que é datado de aproximadamente 11 mil anos atrás; esse mapa apresenta proporções muito próximas às reais e representa a forma arredondada da Terra, que seria possível visualizar apenas avistando a área de uma grande distância em um avião ou nave espacial.
Deve-se levar em conta que ao fazer uma pesquisa desse tipo, está tateando- se na escuridão para explicar tais fatos. Elas não podem ser inseridas facilmente nos dogmas que já são conhecidos pela humanidade até hoje. Isso não quer dizer que a hipótese não possa ser explorada. O perigo de uma pesquisa sobre os astronautas antigos não chegar a conclusões definitivas reside no fato de que os cientistas não a levam a sério, haja a vista a escassez de provas definitivas.
Uma das grandes maravilhas arqueológicas da América do Sul é a monolítica Porta do Sol, de Tiahuanaco: escultura gigantesca, talhada de um único bloco, que
mede três metros de altura e quase cinco de largura. O peso dessa obra de entalhador de pedra é calculado em mais de 10 toneladas. Em três fileiras, 48 figuras quadradas flanqueiam um ser que representa um deus em voo. Existe uma lenda sobre a cidade de Tiahuanaco, que menciona uma espaçonave dourada, procedente das estrelas e dela desceu uma mulher que possuía apenas quatro dedos; ligados entre si por nadadeiras e que deu a luz à alguns filhos na Terra.
Textos cuneiformes e plaquetas de Ur (na antiga Suméria), os livros mais antigos da humanidade já descobertos, relatam, sem exceção, que “deuses”
viajavam de barco nos céus; que “deuses” vinham das estrelas, possuíam armas terríveis e voltavam para as estrelas. Por que não procurar esses deuses antigos? A radioastronomia emite sinais para o Cosmo e tenta receber sinais de seres inteligentes extraterrestres. E por que não procurar, antes ou simultaneamente, vestígios desses seres inteligentes extraterrenos no próprio planeta Terra?
Existem vários fatos tidos como inexplicáveis, uma lista de coisas impossíveis de terem sido realizadas no passado que deixam imensurável curiosidade. Como o ser humano não está preparado para aceitar ou admitir que antes da cultura atual, tenha existido outra ainda mais elevada ou de mesmo nível técnico; só resta considerar a visita de viajantes do espaço sideral. O fato certamente não chamaria tanta atenção se ocorresse em apenas uma localidade, mas essas curiosidades são encontradas por toda parte do globo terrestre. Ainda se sabe muito pouco sobre o passado, então qualquer julgamento definitivo pode vir a ser prematuro. Novos achados podem decifrar antigos enigmas, a leitura de antigos enigmas pode virar de pernas para o ar mundos inteiros de realidades. E infelizmente, do que se tem notícia, muito mais livros antigos foram destruídos do que conservados.
Muitos são os relatos de OVNIs (objetos voadores não identificados) através dos tempos. Muitas histórias relatam bolas de fogo cruzando o céu, objetos que voam pelo horizonte e que não se parecem com pássaros nem aviões são observados por todo o mundo. Aqui vêm à memória os barcos voadores descritos pelos povos antigos. Considerando que são objetos não identificados, muitos destes podem ser lixo espacial, satélites, balões meteorológicos, etc. Mas grande parte dos relatos de observação desses objetos são descritos em sua passagem com uma velocidade muito alta, realizando movimentos no ar que não são possíveis de serem realizados pela tecnologia que se conhece na Terra, e que, de repente,
simplesmente desaparecem. Não se sabe ao certo ainda o que os OVNIs são, mas, considerando a hipótese de naves extraterrestres, o que se deve pensar desses relatos? É uma pena que muitas pessoas e às vezes até sociedades inteiras fazem de suas observações. Prendem-se apenas à realidade do que conhecem e inibem cientistas sérios de se ocuparem com estes fenômenos comprovados, por temerem expor-se ao perigo do ridículo, ou simplesmente pelo medo do desconhecido.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Parece que há algo de estranho no passado da humanidade, que diz respeito a milhares de anos. Para o imaginário dos antepassados do homem moderno, que cultuavam o sol e a lua, receber a visita de indivíduos com a sua semelhança vindos das estrelas, só poderia significar que seu povo estava sendo visitado pelos
“deuses”. Esses deuses deixaram inúmeras pistas de sua passagem, e o que resta para os pesquisadores do passado (e do futuro) é decifrá-las para tentar entender o que ocorreu há tanto tempo atrás. A curiosidade é inevitável; como se pode deixar passar em branco o fato de estátuas antigas de homens vestindo trajes espaciais, desenhos representando estrelas com planetas ao seu redor e números com quinze casas sem que nenhum computador tenha colocado-os ali? A ciência às vezes precisa repensar seus próprios conceitos, de tanto tempo inabaláveis. Não há como dizer, ainda mais nos dias de hoje, que não seja possível existir vida fora do planeta Terra. Não se tem certeza de como esses habitantes das profundezas do cosmo são, mas são muitas as evidências de que já tenham visitado e que ainda estejam visitando a Terra e que, quem sabe, um dia, os terráqueos possam retribuir a visita.
REFERÊNCIA
DÄNIKEN, Erich von. Eram os Deuses Astronautas? Melhoramentos – São Paulo 1968