Fundamentos da
Fundamentos da
Lubrificação
Lubrificação
Instrutor: Flávio Sá Instrutor: Flávio Sá Julho / 2008 Julho / 2008contato contato entre duas entre duas superfícies superfícies fricção fricção Deslizamento Deslizamento Rolamento Rolamento rugosidades rugosidades movimento movimento
Tipos de Atrito :
Tipos de Atrito :
ATRITO
EFEITOS DO ATRITO
EFEITOS DO ATRITO
Deformação Soldagem Cisalhamento
Processo pelo qual se reduz o atrito
Processo pelo qual se reduz o atrito
E ainda :
E ainda :
INFORMAR TRANSMITIR FORÇAS ABSORVER CHOQUES DENTRE OUTRAS ... LIMPARREFRIGERAR REDUZIR DESGASTE
VEDAR
LUBRIFICAR
Ar, Nitrogênio, gases inertes
Ar, Nitrogênio, gases inertes
Grafite, Molibdênio, Talco
Grafite, Molibdênio, Talco
Graxas, Composições Betuminosas
Graxas, Composições Betuminosas
Óleos, Fluidos de Corte
Óleos, Fluidos de Corte Gasosos: Gasosos: Sólidos: Sólidos: Pastosos: Pastosos: Líquidos: Líquidos:
TIPOS DE LUBRIFICANTES
Ponto de Fulgor
Ponto de Fulgor
É o teste em que, através de aquecimento do óleo,
É o teste em que, através de aquecimento do óleo,
se mede a menor temperatura em que os vapores
se mede a menor temperatura em que os vapores
do produto podem pegar fogo na presença de uma
do produto podem pegar fogo na presença de uma
faísca.
faísca.
Ponto de Fluidez
Ponto de Fluidez
É um teste onde se mede
É um teste onde se mede
o valor da mais baixa
o valor da mais baixa
temperatura na qual o
temperatura na qual o
óleo ainda escoa.
óleo ainda escoa. 15ºC 5ºC
CARACTERÍSTICAS DOS
LUBRIFICANTES
Cor
Cor
Os lubrificantes apresentam
Os lubrificantes apresentam
variações de cores devido a vários
variações de cores devido a vários
fatores: refino do petróleo, presença
fatores: refino do petróleo, presença
de aditivose corantes no óleo, etc.
de aditivose corantes no óleo, etc.
Demulsibilidade
Demulsibilidade
Capacidade do óleo lubrificante em separar-se da
Capacidade do óleo lubrificante em separar-se da
água. Esta capacidade é obtida por tratamento
água. Esta capacidade é obtida por tratamento
especial do óleo básico.
especial do óleo básico.
CARACTERÍSTICAS DOS
LUBRIFICANTES
Viscosidade
Viscosidade
É a resistência de um fluido ao escoamento.
É a resistência de um fluido ao escoamento.
Principal Influenciador: Temperatura
Principal Influenciador: Temperatura
Ó óleo B é mais Ó óleo B é mais viscoso do que o viscoso do que o óleo A óleo A 25oC A A BB
CARACTERÍSTICAS DOS
LUBRIFICANTES
Norma ISO*
Norma ISO*
para Óleos
para Óleos
Industriais
Industriais
* ISO = Organização * ISO = Organização Internacional de Padronização Internacional de Padronização ** Viscosidades em cSt ** Viscosidades em cSt medidas a 40 medidas a 40ooCC ISO*ISO* Faixa Viscosidade** Faixa Viscosidade** 2 3 5 7 10 15 22 32 46 68 100 150 220 320 460 680 1000 1500 1,98 a 2,42 2,88 a 3,52 4,14 a 5,06 6,12 a 7,48 9,0 a 11,0 13,5 a 16,5 19,8 a 24,2 28,8 a 35,2 41,4 a 50,6 61,2 a 74,8 90,0 a 110,0 135 a 165 198 a 242 288 a 352 414 a 506 612 a 748 900 a 1100 1350 a 1650
CLASSIFICAÇÃO POR VISCOSIDADE
Óleos Monoviscosos e Multiviscosos
Óleos Monoviscosos e Multiviscosos
Maior variação da Maior variação da viscosidade com as viscosidade com as variações de temperatura. variações de temperatura. Viscosidade adequada, Viscosidade adequada,
mesmo com ampla variação
mesmo com ampla variação
de temperaturas. de temperaturas. 100 80 40 60 20 0 100ºC 100 80 40 60 20 0 20ºC 100 80 40 60 20 0 100 80 40 60 20 0 20ºC 100ºC MONOVISCOSO MULTIVISCOSO
MULTIVISCOSIDADE
São lubrificantes
São lubrificantes
pastosos formulados
pastosos formulados
a partir de uma
a partir de uma
mistura de
mistura de
espessante, óleos e
espessante, óleos e
aditivos.
aditivos.
GRAXAS
20Principais tipos de espessantes :
Principais tipos de espessantes :
Desempenho
Desempenho Lítio (Li)
Tipos
Tipos Principais AplicaçõesPrincipais Aplicações
Boa resistência à
temperatura e a água
Excelente resistência à água
Siderurgia, motores elétricos, indústrias de papel e máquinas operatrizes Complexo de Lítio Excelentes resistência à temperatura e estabilidade ao trabalho Siderurgia, juntas homocinéticas
Ca + Li Excelente resistência à água Indústrias de papel, siderurgia e usinas de açúcar
Argila Excelente resistência à
temperatura Usinas
Poliuréia Excelente desempenho
em todos os ítens acima
Múltiplas aplicações industriais
Cálcio (Ca) Chassis automotivos
Consistência :
Consistência :
Grau NLGI*
Grau NLGI*
Grau de Penetração medido a 25ºC, em décimos de mm
Grau de Penetração medido a 25ºC, em décimos de mm
*NLGI: Instituto Nacional de Graxas Lubrificantes
*NLGI: Instituto Nacional de Graxas Lubrificantes
Grau de Grau de Penetração Penetração 000 00 0 1 2 3 4 5 6 445 a 475 400 a 430 355 a 385 310 a 340 265 a 295 220 a 250 175 a 205 130 a 160 85 a 115 Classificação Classificação NLGI* NLGI* Penetrômetro Penetrômetro
Ponto de Gota :
Ponto de Gota :
Temperatura na qual Temperatura na qual a graxa, após a graxa, após aquecimento, libera a aquecimento, libera aprimeira gota de óleo.
primeira gota de óleo.
CALOR
Função :
Função :
Aumentar o desempenho
Aumentar o desempenho
dos lubrificantes atribuindo
dos lubrificantes atribuindo
novas características ou
novas características ou
melhorando as já
melhorando as já
existentes.
existentes.
Atenção: Atenção:O fabricante de lubrificantes já fornece o óleo com
O fabricante de lubrificantes já fornece o óleo com
aditivação suficiente e balanceada.
aditivação suficiente e balanceada.
Óleos para usos diferentes possuem aditivos diferentes.
Óleos para usos diferentes possuem aditivos diferentes.
ADITIVOS
Retardar a degradação do óleo:
Maior vida útil do lubrificante
Reduzir o contato metálico entre as peças em movimento : Proteção ao equipamento Finalidades Tipos Finalidades Tipos Antioxidante Antidesgaste Extrema Pressão Anticorrosivo
Previnir o aparecimento de corrosão e desgaste nas peças :
Proteção do equipamento
Evitar a formação de espuma :
Melhor lubrificação do equipamento Antiespumante
Melhorar a fluidez do óleo a baixas temperaturas :
Melhor lubrificação a frio
Abaixador do ponto de fluidez
Melhorar adesividade do lubrificante às peças :
Melhor lubrificação do equipamento Antigotejante
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Transmissão de
forças
Lubrificação das
partes móveis
Proteção contra
desgaste e corrosão
Refrigeração
Funções do
Funções do
lubrificante
lubrificante
LUBRIFICAÇÃO DE SISTEMAS
HIDRÁULICOS
Lubrificante hidráulico de alta performance
Lubrificante hidráulico de alta performance
para sistemas industriais e veiculares.
para sistemas industriais e veiculares.
Benefícios
Benefícios
Viscosidades
Viscosidades
Elevada proteção antidesgaste e
Elevada proteção antidesgaste e
contra corrosão
contra corrosão
Prolonga vida dos filtros
Prolonga vida dos filtros
ISO 32, 46, 68 e 100
ISO 32, 46, 68 e 100
SHELL TELLUS
Embalagens
Embalagens
-Balde 20L, Tambor 200l, Balde 20L, Tambor 200l,
Granel Granel - ISO 68 – Caixa 4X4L e - ISO 68 – Caixa 4X4L e TB1000 TB1000
Proteção contra
desgaste e
corrosão
Vedação
Resfriamento
Redução de ruído
Funções do
Funções do
lubrificante
lubrificante
LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS
Lubrificação a óleo
Lubrificação a óleo
Mancais PlanosMancais PlanosFatores Influenciadores: Fatores Influenciadores: Temperatura Temperatura Carga Carga Rotação Rotação
LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS
Lubrificação a graxa
Lubrificação a graxa
Mancais de RolamentosMancais de RolamentosFatores Influenciadores: Fatores Influenciadores: Temperatura Temperatura Carga Carga Rotação Rotação
LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS
Óleo mineral lubrificante recomendado para
Óleo mineral lubrificante recomendado para
mancais planos e de rolamento, sistemas de
mancais planos e de rolamento, sistemas de
circulação, sistemas pneumáticos e engrenagens
circulação, sistemas pneumáticos e engrenagens
com cargas moderadas.
com cargas moderadas.
Benefícios
Benefícios
Viscosidades
Viscosidades
Proteção contra desgaste e
Proteção contra desgaste e
corrosão
corrosão
Alta estabilidade térmica,
Alta estabilidade térmica,
ampliando períodos de troca
ampliando períodos de troca
ISO 10, 22, 150 e 220
ISO 10, 22, 150 e 220
MORLINA
Graxa de sabão de lítio com aditivos de
Graxa de sabão de lítio com aditivos de
extrema pressão, anticorrosivo e antioxidante.
extrema pressão, anticorrosivo e antioxidante.
Recomendada para mancais planos e de
Recomendada para mancais planos e de
rolamentos, operando sob condições severas.
rolamentos, operando sob condições severas.
Benefícios Benefícios Consistência Consistência Graus NLGI 1 e 2 Graus NLGI 1 e 2 Excelente bombeabilidade Excelente bombeabilidade
Aumenta o período de relubrificação
Aumenta o período de relubrificação
Produto isento de chumbo
Produto isento de chumbo
ALVANIA (EP)
Proteção dos dentes das engrenagens contra desgaste Resfriamento Proteção contra corrosão Separação da água Redução de espuma
Funções do
Funções do
lubrificante
lubrificante
Engrenagens Industriais Fechadas
Engrenagens Industriais Fechadas
Engrenagens Industriais Fechadas
Engrenagens Industriais Fechadas
Fatores Influenciadores: Fatores Influenciadores: Rotação Rotação Carga Carga Tipo de engrenamento Tipo de engrenamento
LUBRIFICAÇÃO DE ENGRENAGENS
Óleo mineral com aditivos de extrema pressão
Óleo mineral com aditivos de extrema pressão
recomendado para todos os tipos de
recomendado para todos os tipos de
engrenagens fechadas, incluindo engrenagens
engrenagens fechadas, incluindo engrenagens
sem fim e redutores.
sem fim e redutores.
Benefícios
Benefícios
Viscosidades
Viscosidades
Proteção dos dentes das engrenagens
Proteção dos dentes das engrenagens
contra desgaste e corrosão
contra desgaste e corrosão
Excelente capacidade de suportar cargas
Excelente capacidade de suportar cargas
Boa capacidade de separação de água
Boa capacidade de separação de água
ISO 68, 100, 150, 220, 320, 460 e 680
ISO 68, 100, 150, 220, 320, 460 e 680
OMALA
Adesividade
Impedir o
emperramento do
equipamento
Proteção contra
desgaste
Funções do
Funções do
lubrificante
lubrificante
LUBRIFICAÇÃO DE BARRAMENTOS
Óleo mineral aditivado indicado para utilização
Óleo mineral aditivado indicado para utilização
em guias e mesas de máquinas-ferramenta
em guias e mesas de máquinas-ferramenta
com alta adesividade e boa estabilidade
com alta adesividade e boa estabilidade
térmica térmica Benefícios Benefícios Viscosidades Viscosidades Excelente adesividade Excelente adesividade Evita emperramentos Evita emperramentos
Baixa formação de resíduos
Baixa formação de resíduos
ISO 68 e 220
ISO 68 e 220
TONNA
Resfriar;
Lubrificar (ação de anti-fricção e anti-solda); Melhorar a superfície de acabamento;
Reduzir o desgaste da ferramenta;
Remover o cavaco por ação de lavagem; Proteger contra corrosão;
Lubrificar as partes móveis da máquina.
Fluidos de Corte Convencionais (base mineral); Fluidos de Corte Semi-Sintéticos (base mista); Soluções Químicas (nitritados);
Soluções Químicas (sem nitrito); Fluidos Sintéticos (última geração);
Fluidos de Corte Integrais (base mineral).
CLASSIFICAÇÃO DOS FLUIDOS DE
CORTE
São de base mineral de petróleo ou esteres (vegetal); Possuem alto poder de lubricidade;
Atendem a maioria das operações de usinagem,
independentemente das velocidades de corte;
Não proliferam microorganismos; Podem produzir fumaça e névoa;
Não podem ser descartados, sem tratamento.
Fluidos de Corte Integrais
Fluidos de Corte Integrais
Produtos isentos de óleo mineral;
Pouca tendência de emulgar “óleos estranhos”; Boa detergência – baixa propensão à espuma;
Excelentes características de lubricidade, refrigeração e EP; Excelente resistência aos microorganismos;
Substituem com vantagens os fluidos de corte integrais na
maioria das operações de usinagem pesada;
Controle do pH e concentração normais; Boa tratabilidade;
Características de biodegradabilidade muito superior aos
fluidos de corte solúveis convencionais e semi-sintéticos.
Fluidos Sintéticos
(última geração)
Fatores que afetam o desempenho dos fluidos
Falta de aeração;pH muito baixo – menor que 8,0;
Presença de finos metálicos e óleos estranhos; Emulsão parada nos cantos da máquina;
Água de preparo da emulsão; Contaminações externas.
Controle dos Fluidos de Corte Solúveis Controle da Concentração
O refratômetro mede o índice de refração da luz. Como o índice de refração relaciona-se com o teor de fluido na emulsão, tem-se um aparelho para medir sua concentração.
Faz-se a medição colocando uma película de emulsão na superfície de um prisma e observando a luz que passa através da emulsão e do prisma. A leitura é feita num visor dotado de escala óptica.
Frequência:
Depende do produto em uso. Pelo menos 3 vezes por semana.O visor mostra duas regiões: uma clara e outra escura. O valor da concentração é determinado pela linha que separa as duas regiões.
Método Refratômetro:
método mais prática para medir o teor de fluido de uma emulsão/solução, é usar um refratômetro.Se o pH da emulsão/solução for muito baixa haverá fácil formação de oxidação.
No caso de pH muito alto, haverá problemas com a saúde do operador de máquina (o fluido remove a gordura natural da pele, facilitando a penetração por bactérias).
Frequência:
Frequência:
Depende do produto em uso. Pelo menos 2 vezes por semana.Controle do pH (para meios aquosos)
Controle do pH (para meios aquosos)
Método da fita indicadora: devido a contaminação por
Comportamento de Solúveis frente a
Comportamento de Solúveis frente a
Óleos Estranhos
Óleos Estranhos
Deficiência na retificação;
Erros de medição devido ao acúmulo de sujeira; Prejudica o acabamento por arrastar abrasivos; Apodrecimento devido a condições anaeróbicas; Máscara leitura de concentrações;
Empasta rebolos em retificação; Dificulta filtração.