Anexo I - Currículo Nacional - Competências Específicas - Educação Artística e Visual
Educação Visual
Arte, Educação e Cultura
Arte assume-se como uma componente integrante da Lei de Bases do Sistema Educativo. Nos três ciclos da educação básica os alunos têm a oportunidade de contactar, de forma sistemática, com a Educação Artística como área curricular. A abordagem às Artes Visuais faz-se através da Expressão Plástica, da Educação Visual e Tecnológica e da Educação Visual, que desempenham um papel essencial na consecução dos objectivos da Lei de Bases.
A Arte como forma de apreender o Mundo permite desenvolver o pensamento crítico e criativo e a sen- sibilidade, explorar e transmitir novos valores, entender as diferenças culturais e constituir-se como expressão de cada cultura. A relevância das Artes no sistema educativo centra-se no desenvolvimento de diversas dimensões do sujeito através da fruição-contemplação, pr odução-criação e reflexão-
-interpretação.
A escola, nas suas múltiplas experiências educativas, deve proporcionar o acesso ao património cultural e artístico, abrindo perspectivas para a intervenção crítica. Neste contexto, as Artes Visuais, através da experiência estética e artística, propiciam a criação e a expressão, pela vivência e fruição deste património, contribuindo para o apuramento da sensibilidade e constituindo, igualmente uma área de reconhecida importância na formação pessoal em diversas dimensões – cognitiva, afectiva e comuni- cativa. Acredita-se que a educação em Aartes Visuais, num processo contínuo ao longo da vida, tenha implicações no desenvolvimento estético-visual dos indivíduos, tornando-se condição necessária para alcançar um nível cultural mais elevado, prevenindo novas formas de iliteracia.
A Arte não está separada da vida comunitária, faz parte integrante dela. A aprendizagem dos códigos visuais e a fruição do património artístico e cultural constituem-se como vertentes para o entendimento de valores culturais promovendo uma relação dialógica entre dois mundos: o do Sujeito e o da Arte, como expressão da Cultura. O entendimento da diversidade cultural ajuda à comparação e clarificação das circunstâncias históricas, dos modos de expressão visual, convenções e ideologias, valores e atitudes, pressupondo a emergência de processos de relativização cultural e ideológica que promovem novas formas de olhar, ver e pensar. Estas formas revelam-se essenciais na educação em geral, pelo facto de implicarem processos cooperativos como resposta às mudanças que se vão operando culturalmente.
Arte e Educação Visual
A Educação Visual constitui-se como uma área de saber que se situa no interface da comunicação e da cultura dos indivíduos tornando-se necessária à organização de situações de aprendizagem, formais e não formais, para a apreensão dos elementos disponíveis no Universo Visual. Desenvolver o poder de discriminação em relação às formas e cores, sentir a composição de uma obra, tornar-se capaz de identificar, de analisar criticamente o que está representado e de agir plasticamente são modos de estruturar o pensamento inerentes à intencionalidade da Educação Visual como educação do olhar e do ver.
A compreensão do património artístico e cultural envolve a percepção estética como resposta às quali- dades formais num sistema artístico ou simbólico determinado. Estas qualidades promovem modos de expressão que incluem concepções dos artistas e envolvem a sensibilidade daqueles que as procuram.
As investigações iniciadas no século XX na área da Educação e da Psicologia contribuíram para uma com- preensão mais vasta do papel da arte no desenvolvimento humano. Ao longo das últimas décadas, as orientações nesta área apontam para uma integração, cada vez mais aprofundada, dos saberes no âmbito das teorias da arte, da estética e da educação. Destas pesquisas emergiram dados importantes para a com- preensão do sujeito como criador e fruidor. Estas concepções educacionais e artísticas introduziram novas linhas de orientação, operando mudanças ao nível téorico e prático, na Educação Visual.
O paradigma anterior, fundado na convicção de que a apreciação e a criação artísticas eram uma questão de sentimento subjectivo, interior, directo e desligado do conhecimento da compreensão ou da razão, com- partimentando o cognitivo-racional e o afectivo-criativo, teve como reflexo na prática escolar, sobretudo nos primeiros anos de escolaridade, o entendimento do processo criativo como manifestação espontânea e auto-expressiva, com a valorização da livre expressão, adiando, consecutivamente, a introdução de conceitos da comunicação visual, antevendo novos modos de fazer e de ver.
É reconhecido que as práticas educativas, influenciadas pela visão expressionística referida, têm vindo a ser abandonadas, dando lugar a acções educativas estruturadas, de acordo com modelos pedagógicos abertos e flexíveis, originando uma ruptura epistemológica, centrada num novo entendimento sobre o papel das artes visuais no desenvolvimento humano, integrando três dimensões essenciais: sentir, agir e conhecer. Este conhecimento evolui com a capacidade que o sujeito tem de utilização de ferramentas, disponibilizadas pela educação, na realização plástica e na percepção estético-visual.
Assinale-se, por exemplo, a ideia do desenvolvimento da expressão visual, baseada num repertório de respostas, em vez de um modelo linear que tem estado patente nas teorias do desenvolvimento psicológico e artístico. A aquisição gradual de um conjunto diferenciado de respostas, a desenvolver precocemente, constitui o objectivo do conhecimento na educação visual.
O desenvolvimento da percepção estética e a produção de objectos plásticos envolve o entendimento e intervenção numa realidade cultural à qual a escola não deve ser alheia. O recurso ao método de resolução de problemas, como metodologia para a educação visual, tem propiciado a valorização de soluções utilitárias imediatas, negligenciando-se, por vezes, a dimensão estética das propostas. Apesar da importância desta metodologia fundamentada em diferentes momentos de decisão, pesquisa, experi- mentação e realização, destaca-se, neste contexto, a actividade estética nas artes visuais como cons- titutiva do conhecimento do Universo Visual, relacionando a percepção estética com a produção de objectos plásticos.
A relação entre o Universo Visual e os conteúdos das competências formuladas para a educação visual pressupõe uma dinâmica propiciadora da capacidade de descoberta, da dimensão crítica e participativa e da procura da linguagem apropriada à interpretação estética e artística do Mundo
Competências específicas
Dimensões das competências específicas
Ao longo do ensino básico as competências que o aluno deve adquirir em Aartes Visuais articulam-se em três eixos estruturantes – fruição-contemplação, produção-criação, reflexão-interpretação.
Fruição-contemplação
• Reconhecer a importância das artes visuais como valor cultural indispensável ao desenvolvi- mento do ser humano;
• Reconhecer a importância do espaço natural e construído, público e privado;
• Conhecer o património artístico, cultural e natural da sua região, como um valor da afirmação da identidade nacional e encarar a sua preservação como um dever cívico;
• Identificar e relacionar as diferentes manifestações das Artes Visuais no seu contexto histórico e sociocultural de âmbito nacional e internacional;
• Reconhecer e dar valor a formas artísticas de diferentes culturas, identificando o universal e o particular.
Produção-criação
• Utilizar diferentes meios expressivos de representação;
• Compreender e utilizar diferentes modos de dar forma baseados na observação das criações da natureza e do homem;
• Realizar produções plásticas usando os elementos da comunicação e da forma visual;
• Usar diferentes tecnologias da imagem na realização plástica;
• Interpretar os significados expressivos e comunicativos das Artes Visuais e os processos subja- centes à sua criação.
Reflexão-interpretação
• Reconhecer a permanente necessidade de desenvolver a criatividade de modo a integrar novos saberes;
• Desenvolver o sentido de apreciação estética e artística do mundo recorrendo a referências e a experiências no âmbito das Artes Visuais;
• Compreender mensagens visuais expressas em diversos códigos;
• Analisar criticamente os valores de consumo veiculados nas mensagens visuais;
• Conhecer os conceitos e terminologias das Artes Visuais.
Para a operacionalização e articulação destes três eixos e por uma questão metodológica enumeram-se dois domínios das competências especificas: a comunicação visual e os elementos da forma
Comunicação visual
No domínio da comunicação visual, ao longo dos três ciclos do ensino básico, os alunos devem desen- volver as seguintes competências:
• Interpretar narrativas visuais;
• Traduzir diferentes narrativas em imagens;
• Conceber objectos plásticos em função de mensagens;
• Identificar e descodificar mensagens visuais, interpretando códigos específicos;
• Utilizar processos convencionais de comunicação na construção de objectos gráficos;
• Aplicar, de forma funcional, diferentes códigos visuais;
• Utilizar códigos de representação normalizada e convencional em diferentes projectos.
1.º ciclo
• Experimentar a leitura de formas visuais em diversos contextos – pintura, escultura, fotografia, cartaz, banda desenhada, televisão, vídeo, cinema e internet;
• Ilustrar visualmente temas e situações;
• Explorar a relação imagem-texto na construção de narrativas visuais;
• Identificar e utilizar códigos visuais e sistemas de sinais;
• Reconhecer processos de representação gráfica convencional.
2.º ciclo
• Interpretar mensagens na leitura de formas visuais;
• Conceber sequências visuais a partir de vários formatos narrativos.
• Produzir objectos plásticos explorando temas, ideias e situações.
• Descodificar diferentes produtos gráficos.
• Conceber objectos gráficos aplicando regras da comunicação visual – composição, relação forma-fundo, módulo-padrão.
• Compreender e interpretar símbolos e sistemas de sinais visuais.
• Utilizar a simbologia visual com intenção funcional.
• Aplicar regras da representação gráfica convencional em lettering, desenho geométrico, mapas, esquemas e gráficos.
3.º ciclo
• Ler e interpretar narrativas nas diferentes linguagens visuais.
• Descrever acontecimentos aplicando metodologias do desenho de ilustração, da banda desenhada ou do guionismo visual.
• Reconhecer, através da experimentação plástica, a arte como expressão do sentimento e do conhecimento.
• Compreender que as formas têm diferentes significados de acordo com os sistemas simbólicos a que pertencem.
• Conceber organizações espaciais dominando regras elementares da composição.
• Entender o desenho como um meio para a representação expressiva e rigorosa de formas.
• Conceber formas obedecendo a alguns princípios de representação normalizada
Elementos da forma
Neste domínio, ao longo dos três ciclos do ensino básico, os alunos devem desenvolver as seguintes competências:
• Identificar e experimentar diferentes modos de representar a figura humana;
• Compreender as relações do seu corpo com os diferentes objectos integrados no espaço visual;
• Reconhecer diferentes formas de representação do espaço;
• Organizar formalmente espaços bidimensionais e tridimensionais;
• Utilizar conhecimentos sobre a compreensão e representação do espaço nas suas produções;
• Identificar os elementos integrantes da expressão visual – linha, textura e cor;
• Compreender e utilizar intencionalmente a estrutura das formas através da interpretação dos seus elementos;
• Relacionar as formas com os factores condicionantes – físicos, funcionais e expressivos da matéria;
• Compreender a natureza da cor e a sua relação com a luz, aplicando os conhecimentos nas suas experimentações plásticas.
1.º ciclo
• Reconhecer o seu corpo e explorar a representação da figura humana.
• Identificar vários tipos de espaço: vivencial, pictórico, escultórico, arquitectónico, virtual e cenográfico.
• Reconhecer e experimentar representações bidimensionais e tridimensionais.
• Exprimir graficamente a relatividade de posições dos objectos representados nos registos bidimensionais.
• Compreender que a forma aparente dos objectos varia com o ponto de vista.
• Relacionar as formas naturais e construídas com as suas funções e os materiais que as constituem.
• Perceber que a mistura das cores gera novas cores.
• Reconhecer a existência de pigmentos de origem natural e sintética.
• Conhecer e aplicar os elementos visuais – linha, cor, textura, forma, plano, luz, volume – e a sua relação com as imagens disponíveis no património artístico, cultural e natural.
• Criar formas a partir da sua imaginação utilizando intencionalmente os elementos visuais.
2.º ciclo
• Reconhecer as proporções e noções de antropometria na representação da figura humana.
• Compreender as posições relativas entre o observador e os objectos percepcionados.
• Reconhecer processos de representação do espaço a duas dimensões: sobreposição, tamanho relativo dos objectos, textura, luz/ cor e perspectiva linear.
• Organizar com funcionalidade e equilíbrio visual os espaços bidimensionais e tridimensionais.
• Utilizar, nas suas experimentações bidimensionais, processos de representação do espaç
- Utilizar elementos definidores da forma – ponto, linha, plano, volume, luz/cor, textura e estrutura – nas experimentações plásticas.
• Compreender a estrutura das formas percepcionadas, relacionando as partes com o todo e entre si.
• Relacionar as formas naturais e ou construídas com as respectivas funções, materiais que as constituem e técnicas.
• Compreender a relação entre luz e cor, síntese subtractiva, qualidade térmica e contraste.
• Criar composições bidimensionais e tridimensionais a partir da observação e da imaginação, utilizando expressivamente os elementos da forma.
3.º ciclo
• Representar expressivamente a figura humana compreendendo relações básicas de estrutura e proporção.
• Compreender a geometria plana e a geometria no espaço como possíveis interpretações da natureza e princípios organizadores das formas.
• Compreender as relações do Homem com o espaço: proporção, escala, movimento, ergonomia e antropometria.
• Entender visualmente a perspectiva central ou cónica recorrendo à representação, através do desenho de observação.
• Conceber projectos e organizar com funcionalidade e equilíbrio os espaços bidimensionais e tridimensionais.
• Compreender através da representação de formas, os processos subjacentes à percepção do volume.
• Compreender a estrutura das formas naturais e dos objectos artísticos, relacionando-os com os seus contextos.
• Perceber os mecanismos perceptivos da luz/cor, síntese aditiva e subtractiva, contraste e harmonia e suas implicações funcionais.
• Aplicar os valores cromáticos nas suas experimentações plásticas
• Criar composições a partir de observações directas e de realidades imaginadas utilizando os elementos e os meios da expressão visual.
Experiências de aprendizagem
Indicações metodológicasOs diferentes conteúdos a desenvolver na Educação Visual não pressupõem uma abordagem sequencial.
O facto de as competências específicas enunciadas neste documento se encontrarem organizadas de acordo com uma determinada estrutura não significa que essa ordem seja um critério a seguir sistematicamente.
Os professores podem implementar dinâmicas pedagógicas de acordo com a realidade da comunidade em que se inserem, com o projecto educativo da escola e com as características dos alunos. Esta articulação pode concretizar-se a partir de diferentes âmbitos de decisão, nomeadamente nos conselhos:
Pedagógico, de Docentes, de Disciplina e de Turma, privilegiando uma abordagem transdisciplinar.
Na gestão do processo de ensino-aprendizagem, cada proposta de trabalho estrutura-se a partir do perfil de competências definido e dos eixos fundamentais considerados:
• Os saberes específicos da Educação Visual;
• Os suportes, materiais e técnicas que permitem a realização de projectos;
• Os campos temáticos onde as propostas de trabalho se devem inserir, integrando as aprendiza- gens e as produções em processos de reflexão e intervenção.
O desenvolvimento curricular deve contemplar:
• A organização de actividades por unidades de trabalho, entendidas como projectos que impli- cam um processo e produto final, estruturando-se de forma sistemática, englobando diferentes estratégias de aprendizagem e de avaliação;
• A metodologia deve contemplar várias formas de trabalho baseadas em acções de natureza diversa: exposições orais, demonstrações práticas, mostras audiovisuais, investigação bibliográ- fica, recolhas de objectos e imagens, debates, visitas de estudo, trabalhos de atelier, registos de observação no exterior, frequência de museus e exposições, entre outras;
• A gestão do tempo de cada unidade de trabalho deve prever que a execução plástica se realize permitindo a consolidação das aprendizagens e a qualidade do produto final;
• As situações de aprendizagem devem ser contextualizadas, cabendo ao professor orientar as actividades de forma a que os conteúdos a abordar surjam como facilitadores da apreensão dos códigos visuais e estéticos, decorram da dinâmica do projecto e permitam aos alunos realizar aprendizagens significativas;
• Os temas deverão ser relevantes, actuais e orientados por uma visão de escola aberta ao património artístico e natural, sempre que possível partindo da relação com o meio envolvente, de propostas dos alunos ou da abordagem ao universo das artes visuais em Portugal;
• A selecção dos meios de expressão visual para a concretização dos trabalhos deverá ser diversificada e permitir, ao longo do percurso escolar do aluno, múltiplas abordagens estético- -pedagógicas;
• As estratégias de ensino devem favorecer o desenvolvimento da comunicação visual individual, a cooperação e a participação em trabalhos colectivos;
• As opções pedagógicas consideradas na elaboração das planificações devem explorar conceitos associados à compreensão da comunicação visual e dos elementos da forma, desenvolvendo os domínios afectivo, cognitivo e social
• O diálogo com a obra de arte constitui um meio privilegiado para abordar com os alunos os diferentes modos de expressão, situando-os num universo alargado, que permite interrelacionar as referências visuais e técnicas com o contexto social, cultural e histórico, incidindo nas formas da arte contemporânea.
Meios de expressão plástica
A utilização dos diferentes meios de expressão deve ser implementada, nos três ciclos do ensino básico, em função das competências e dos projectos pedagógicos das escolas. Propõem-se como áreas domi- nantes, o desenho, as explorações plásticas bidimensionais e tridimensionais e as tecnologias da imagem.
Os exercícios das tecnologias da expressão plástica poderão ser implementados de acordo com alguns princípios:
• A exploração plástica deve ser adequada ao nível de desenvolvimento de cada aluno como um meio fundamental para o entendimento estrutural do universo visual envolvente, nos domínios das formas naturais e dos objectos construídos pelo homem;
• A experimentação de diversas tecnologias proporcionará ao aluno o domínio de materiais e instrumentos adequados às suas necessidades;
• Sempre que se proporcionar, sugerem-se diálogos baseados na análise das características formais, temáticas e estilísticas das diversas obras da cultura artística portuguesa. Neste âmbito poder-se-á adoptar o estudo das obras do século XX, como o ponto de partida para se estabelecer relações com manifestações similares de outras épocas e culturas.
Desenho
A realização de exercícios de desenho, explorando a capacidade expressiva e a adequada manipulação dos suportes e instrumentos, terá em conta a aplicação e a prática, de acordo com as seguintes vertentes:
• O desenho como uma atitude expressiva deixa perceber modos de ver, sentir e ser.
Será necessário haver uma aproximação à obra de arte, tanto através de meios audiovisuais como de visitas a museus, galerias de arte e núcleos históricos, familiarizando o aluno com os processos estéticos e físicos que levaram à construção das obras. Dever-se-á experimentar, comunicar sensações, emoções, interpretações através da utilização dos instrumentos e dos meios que melhor se adequem à capacidade expressiva do aluno;
• O desenho como uma metodologia para a invenção de formas provenientes de pensamentos, ideias e utopias.
Devem ser utilizados, sobre diferentes suportes, materiais riscadores tais como o lápis, a esfero- gráfica e a caneta, na realização de esboços, de registos rápidos, de guiões visuais e de outras experimentações. Podem ser referidos como exemplos desta atitude os primeiros desenhos, aqueles que correspondem ainda a especulações formais, utilizados pelos criadores (arquitectos, designers, artistas plásticos) na procura de soluções para o que se deseje construir;
• O desenho como registo de observações.
A apresentação de desenhos científicos e de registos de viagem orientarão pesquisas e descrições gráficas, cromáticas e texturais, de lugares, formas ou temas em estudo
• O desenho como instrumento para a construção rigorosa de formas.
A apresentação de projectos de arquitectura, de design e de engenharia, permitirá aos alunos a aprendizagem da leitura de mapas, plantas, cortes, alçados e noções de ergonomia e antropome- tria. Permitirá a utilização de instrumentos de rigor e a aplicação de algumas convenções como o desenho cotado e as escalas;
• O desenho como sintetização de informação.
A observação de organogramas, esquemas, gráficos, diagramas contribui para a estruturação espacio-temporal de ideias.
Explorações plásticas bidimensionais
Na realização plástica bidimensional o aluno deve experimentar diversas tecnologias: aguarela, guache, têmpera, acrílico, mosaico, cerâmica (azulejaria), vitral, gravura e colagem.
O aluno deve proceder, mediante a orientação do professor, a análises formais e ao desenvolvimento plástico adequado tendo como referência as obras de artistas de reconhecido mérito, como Nuno Gonçalves, Grão-Vasco, Amadeo de Souza Cardoso, Almada Negreiros e Paula Rêgo, entre outros.
Explorações plásticas tridimensionais
Na realização plástica tridimensional o aluno deve experimentar diversos processos da escultura: talhe directo, modelação e colagem.
As práticas da escultura podem ser desenvolvidas a partir de materiais naturais e sintéticos ou recupera- dos. A experimentação das tecnologias deve estar articulada com meios e materiais disponíveis e especí- ficos da região e com as suas indústrias, recorrendo a madeira, cerâmica, pedra, metais, vidro, plásticos, entre outros.
O aluno deve proceder, mediante a orientação do professor, a análises formais e ao desenvolvimento plástico adequado, tendo como referência as obras de artistas de reconhecido mérito como Machado de Castro, Soares dos Reis, Jorge Vieira, Alberto Carneiro, Siza Vieira, entre outros.
Tecnologias da imagem
O aluno deve ter a possibilidade de experimentar meios expressivos, ligados aos diversos processos tecnológicos – a fotografia, o cinema, o vídeo, o computador, entre outros – por si só ou integrados e ser capaz de os utilizar de forma criativa e funcional.
A iniciação na linguagem digital permitirá experimentar o desenho assistido por computador e tratamento de imagem na concretização gráfica.
O aluno deve proceder, mediante orientação do professor, a análises formais e críticas e ao desenvolvi- mento de projectos, tendo como referência imagens, filmes ou produtos gráficos realizados através das diversas tecnologias.
Anexo II - Projeto Pastoral do Externato da Luz
EXTERNATO DA LUZ
PROJETO PASTORAL
2017-2018
LISBOA, 1 DE SETEMBRO DE 2016
ÍNDICE
INTRODUÇÃO...
... 2
1. DESAFIOS EDUCATIVOS
FRANCISCANOS... 3 2. PERFIL DO EDUCADOR/ANIMADOR FRANCISCANO
... 6
3. ObjetivosEstratégicos...
... 7
Relação com a
natureza…...
. 7
Relação com os
outros…...
. 7
Relação com
Deus…...
... 7
Relação consigo
mesmo…...
7
4.Operacionalização...
... 8
Avaliação...
... 9
BIBLIOGRAFIA...
... 9
INTRODUÇÃO
Como Jesus nos ensinou, a Lei inteira e os Profetas resumem-se em dois mandamentos: ama o Senhor teu Deus, e ama o teu próximo (cf. Mt 22, 34-40).
Podemos perguntar-nos: quem é o próximo para o professor? O «próximo» são os estudantes! É com eles que transcorre os seus dias. São eles que esperam a sua guia, orientações, respostas — e, antes ainda, boas perguntas! (Papa Francisco)
A Pastoral no Externato da Luz, inserida na Pastoral Juvenil Vocacional da Província Portuguesa da Ordem dos Frades Menores, tem por objetivo o desenvolvimento de ações que irradiem a forma de viver de Jesus Cristo e de O testemunhar no contexto escolar ao jeito de Francisco de Assis. Neste sentido, é sua missão criar condições e desenvolver dinâmicas que contagiem todos os membros da comunidade educativa no gosto e desejo de conhecer e assumir alguns dos valores e princípios cristãos e franciscanos, que orientem e marquem as relações quotidianas.
Na construção deste projeto de Pastoral Escolar, que se pretende dinâmico e atualizador de princípios e práticas educativas à luz do Evangelho e das orientações dadas no Documento da Ordem para a Educação Franciscana, intitulado “Ide e ensinai, diretrizes gerais para a Educação Franciscana”
1, é assumida a importância de se buscar, continuamente, caminhos que possibilitem uma sólida formação académica, que levem ao despertar e alicerçar de uma consciência crítica, privilegiem a educação para a importância de relacionamentos humanos tendo por fundamento o respeito pelo outro e apontem para o sentido vocacional da vida – finalidade de toda a Pastoral.
A missão da Pastoral no Externato é evangelizar, ou seja, fazer despertar, o que
em gérmen Deus já começou. O compromisso deste projeto é ajudar e promover
uma educação integral e libertadora da Pessoa. Este desafio implica o empenho
em ajudar a construir um mundo mais fraterno, atendendo ao contexto educativo
em que estamos inseridos, é necessário deixar que os valores evangélicos
animem e favoreçam a humanização dos espaços escolares e sejam
promotores de cultura. Dentro deste
contexto cultural, afirma Frei José Carballo (antigo Ministro Geral da Ordem
1 OFM, Ide e Ensinai, Directrizes Gerais para a Educação Franciscana, Coord. Secretariado para a
Evangelização, Roma 2009.
Franciscana), as instituições educativas franciscanas estão convidadas a desenvolver uma visão antropológica que se inspire no rico património teológico, filosófico e espiritual franciscano.
2Toda a nossa ação evangelizadora pretende ser impulsionada por quatro critérios:
o bem, que se dá gratuitamente; a sabedoria, que ilumina a ciência; o amor vivido na liberdade; a comunhão, que torna possível a vida (cf. Projeto Educativo), aqui considerados fundamentais para uma cultura vocacional. Nesta perspetiva, este projeto Pastoral do e para o Externato da Luz quer contribuir para a
“restituição ao homem e ao mundo do rosto do bem, da beleza, da verdade, da felicidade e do amor, ousando “ensaiar caminhos inéditos de presença e testemunho”
3, na demanda do Projeto Educativo do Externato.
1. DESAFIOS EDUCATIVOS FRANCISCANOS
A proposta franciscana de pastoral fundamenta-se nos grandes desafios vividos por Francisco e Clara de Assis no passado, feitos eco no presente. Eis aqui, então, o primeiro desafio para a educação franciscana: Como propor, com clareza, criatividade e audácia, às gerações atuais, um novo paradigma de relação com a natureza, com os homens, com Deus e consigo mesmo?
O pensamento franciscano coloca em relevo algumas características antropológicas e teológicas que nos oferecem, especialmente, a teologia bíblica e a filosofia sistemática. Entre elas, indica-nos que o ser humano é uma criatura relacional, única, integral e histórica.
Assente nestes princípios, a praxis Pastoral alicerça-se na conceção da pessoa não como um simples recetor de conhecimentos, mas um construtor de sentidos de vida e de caminhos de felicidade. Francisco de Assis é um modelo de quem fez “a forte
experiência de Deus como pai e sumo bem...” levando-o “a uma atitude
de
2 Ibibem, p. 3.
3 cf. OFM, Ide e Ensinai (Directrizes Gerais para a Educação Franciscana), Roma 2009, p 13.
agradecimento e de louvor ao Criador pelas suas maravilhas e o fez irmão de todos os
homens e de todas as criaturas”
4.
De salientar que a eficácia deste projeto está na vivência da fraternidade. Por isso, a ação Pastoral no Externato, que não pode ser compreendida e realizada à parte da Pastoral da Igreja e da Ordem, contará com o apoio e incentivo da Pastoral Juvenil Vocacional da Província dos Frades Menores, bem como promoverá tempos de
encontro e partilha com a comunidade cristã de Carnide (Paróquia de S.
Lourenço).
E
SPIRITUALIDADEF
RANCISCANAPROCESSO RELACIONAL - DIALÓGICO
DEUS
HOMENS CRISTO-CRISTO- EUEU --
FÉFÉ HOMENS
NATUREZ A
DIMENSÃO HORIZONTAL
A pessoa, na antropologia franciscana, revela-se não como um ser solitário, auto- suficiente nem absoluto, mas como um centro ou um núcleo de relações com o mundo, os outros, o Transcendente e consigo mesmo:
Na relação com a criação: A educação franciscana está chamada a integrar
as perspetivas: científica, simbólica e religiosa da natureza. Uma visão que
permita
entender o mundo não só como o espaço natural da existência humana, mas também
4 RFF (Ratio Formationis Franciscanae), Roma 2003, 37.
como a expressão do amor, da sabedoria, do poder, da grandeza e da beleza de Deus; um mundo que, através de suas próprias leis físicas, químicas e biológicas, se revele como a pegada ou o sinal de uma fonte primeira e última. Um mundo em que seja possível o encontro com Deus, como fundamento, e com todos os outros seres, como irmãs e irmãos bem acolhidos e amados.
Na relação com os outros: A fraternidade é o lugar propício e vital da educação.
Ao seu redor giram os valores do encontro, do acolhimento, do diálogo, do respeito à diversidade, da igualdade fundamental, da corresponsabilidade, da familiaridade, da confiança, da alegria, do otimismo, da paz e do perdão.
Na espiritualidade franciscana, os conceitos de fraternidade e minoridade constituem o
centro ou o núcleo fundamental das relações interpessoais. O “ser irmãos” tem seu fundamento na verdade revelada de que todos somos filhos de um mesmo Pai, e o “ser menores na atitude de Jesus que, sendo o Mestre e o Senhor, assumiu a condição dos servos e se colocou a serviço de seus irmãos. Em torno destes dois elementos constitutivos se aglutina e se desenvolve uma variedade muito grande de valores humanos, cristãos e franciscanos.
Relação com Deus: A pedagogia franciscana desenvolve a relação com o Deus revelado por Jesus Cristo e experimentado por Francisco de Assis. Portanto, promove uma autêntica e profunda relação pessoal com Deus Pai, Filho e Espírito Santo, baseada em uma aliança de comunhão que abarca toda a pessoa: corpo, mente, coração e história. Esta relação permite experimentar o infinito amor de Deus Pai, no Espírito, e conduz “a buscar e encontrar Jesus Cristo nas Escrituras, na história, em todos os aspetos da vida, no irmão e em toda a criação, em uma contínua obra de discernimento para conhecera ação do Espírito”. Nesta tarefa, os pobres, enquanto são sinais da presença de Jesus Cristo, ocupam um lugar particular, tal como o corrobora a experiência de Francisco de Assis no seu processo de conversão.
5Relação consigo mesmo: A relação pessoa com a sua interioridade (pensamentos, sentimentos, desejos, sonhos, decisões, valores e convicções) e com seu corpo
desenvolve-se dentro das relações com os outros. É no meio deles que a pessoa
se
5 Cf. RFF 80.2
descobre, se conhece, se valoriza e se projeta. O autêntico significado do
“conhece-te a ti mesmo” do pensamento grego é o ponto de partida para a compreensão mais profunda do ser humano e de suas diferentes relações. Esta capacidade de conhecer-se e de refletir permite a pessoa aproximar-se e entrar no “homem interior” para encontrar aí a Verdade que o transcende e a colocar-se, depois, em relação com seu entorno físico, cultural e religioso. De fato, não há intimidade com os outros sem intimidade consigo mesmo.
A educação franciscana oferece as mediações adequadas ao educando para que possa conhecer seu mundo interior e aceitar-se com serenidade. Este profundo conhecimento favorece um autêntico amor a si mesmo e uma verdadeira auto- estima que o ajudam a evitar tanto a sobrevalorização como o desprezo que conduzem, respetivamente, a uma relação narcisista e megalómana ou também a uma relação pessimista e hostil consigo mesmo. Nesta relação consigo mesmo, a educação franciscana está chamada a apresentar uma visão positiva do corpo que sublinha a beleza da vida. Pois o corpo humano não é fundamentalmente causa de pecado nem um ídolo, como tampouco um objeto do mercado, mas uma imagem e semelhança do Criador, uma obra de Deus, um sacramento e o templo do Espírito Santo.
62. PERFIL DO EDUCADOR/ANIMADOR FRANCISCANO
O educador franciscano é um profissional:
- atualizado, disciplinado e organizado, com sólida formação moral, intelectual e religiosa, com sensibilidade pedagógica-educacional e evangelizadora ao planificar momentos de aprendizagem a partir de competências e habilidades cognitivas.
- competente no campo científico, capaz de articular uma visão do mundo, da vida, da cultura na perspetiva da Doutrina Social da Igreja a favor dos pobres.
- competente no campo da didática, capaz de colocar o Projeto Pedagógico ao
serviço de todos os alunos/as.
6 Cf. RODRÍGUEZ CARBALLO J., Educar: uma grande emergência, Acta Ordinis (AN CXXVII, N.2 maio-agosto 2008), p. 278.
3. OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
Relação com a
natureza…
- Desenvolver a capacidade de contemplar a criação a partir da ótica dos valores cristãos e franciscanos;
- Promover a formação de uma cultura sustentada nas relações de justiça e solidariedade
do homem com o meio ambiente.
Relação com os outros…
- Criar um ambiente que permita experimentar os valores inerentes à fraternidade e minoridade;
- Educar no modo franciscano de enfrentar e resolver os conflitos: o diálogo, a não- violência ativa, a reconciliação e o perdão;
- Fomentar o espírito de justiça, de solidariedade, de sobriedade e de serviço recíproco como condições indispensáveis para construir a paz.
Relação com Deus…
- Promover o diálogo entre fé, cultura, ciência e vida;
- Suscitar “o desejo de conhecer cada vez mais a beleza, a bondade e a verdade de
Deus”;
- Promover a familiaridade com a palavra de Deus, com os sacramentos e com a tradição da Igreja e da Ordem;
- Criar espaços para que cada um possa acolher seu próprio mistério e o do outro, de tal maneira que a história pessoal e social se transforme em lugar onde toma corpo a vida de oração, como o fazia Francisco de Assis;
- Educar a mente e o coração para reconhecer Jesus Cristo “nos seus representantes, os pobres e os crucificados da terra”.
Relação consigo mesmo…
- Criar espaços de encontro e diálogo para que cada um possa confrontar suas
próprias convicções e opiniões;
- Promover o protagonismo do educando como sujeito de sua própria história através do desenvolvimento da auto - estima, da capacidade de trabalhar em grupo e do senso crítico e criativo;
- Propor ao educando ações educativas, como as de carácter lúdico, para que aprenda a relacionar-se positivamente com seu corpo e possa comunicar-se, através dele, com os outros e consigo mesmo;
- Cultivar, com particular dedicação, a arte da música, a pintura, a escultura, a poesia, a dança e o teatro como meios didáticos para transmitir os valores humanos, cristãos e franciscanos, num contexto multicultural e plurirreligioso;
- Promover uma visão positiva da própria história que permita assumir o passado e o presente para integrá-los no projeto de vida;
- Acolher as diversas “manifestações da Verdade e do Bem presentes nas pessoas especialmente nos pobres, nas culturas e nas religiões”, em “um diálogo aberto e respeitoso”.
4. OPERACIONALIZAÇÃO
A operacionalização dos objetivos deste Projeto Pastoral terá em conta os seguintes domínios que consideramos basilares e estratégicos:
- Realizar ações de preparação para a receção dos sacramentos: Batismo, Eucaristia, Reconciliação e Confirmação;
- Criar um espírito de pró-atividade dos catequizandos nas celebrações litúrgicas;
- Dinamizar tempos de formação junto dos pais dos catequizandos, em preparação para os sacramentos de iniciação cristã;
- Criar momentos de oração e reflexão que possibilitem aos catequizandos uma maior intimidade com Jesus e consigo mesmo;
- Preparar adequadamente as celebrações dos sacramentos.
- Dinamização de momentos de reflexão e formação dos alunos, dos professores, do pessoal administrativo e serviços gerais, da família e dos ex-alunos dentro do carisma e da espiritualidade franciscana.
- Preparar, de forma dinâmica, animada e envolvente, as celebrações
litúrgicas;
- Dinamizar os grandes tempos litúrgicos, Advento, Natal, Quaresma, Páscoa e
Solenidades Franciscanas.
AVALIAÇÃO
A avaliação do Projeto Pastoral realizar-se-á anualmente pelos diferentes órgãos e estruturas pedagógicas do Externato diretamente responsáveis pelos planos de ação a implementar o Conselho Pastoral.
A Direção Pedagógica e os membros do Conselho pastoral farão a monitorização do cumprimento da operacionalização dos objetivos e reunir-se-ão trimestralmente para definição de estratégias e planos de melhoria. A Direção também reunir- se-á trimestralmente para verificar a evolução da operacionalização dos objetivos propostos e decidir que medidas adotar na prossecução do Cumprimento dos mesmos.
No final de cada ano letivo será redigido um relatório com a avaliação do Projeto Pastoral.
BIBLIOGRAFIA
CCGG (Constituições gerais, Roma 2004).
OFM, Ide e Ensinai, Diretrizes Gerais para a Educação Franciscana, Coord. Secretariado para a Evangelização, Roma 2009.
RODRÍGUEZ CARBALLO J., Educar: uma grande emergência, Acta Ordinis (AN CXXVII, N.2 Maio-Agosto 2008).
RFF (Ratio Formationis Franciscanae), Roma 2003.
Papa Francisco, Discurso do Papa Francisco à União Católica Italiana de
Professores, Dirigentes, Educadores e Formadores [UCIIM] (Roma, 14 março 2015).
Anexo III – Projeto Educativo do Externato da Luz – 2016/2019
EXTERNATO DA LUZ
PROJETO EDUCATIVO
2016-2019
LISBOA, SETEMBRO DE 2016
ÍNDICE
INTRODUÇÃO ...
...3 PRINCÍPIOS
ORIENTADORES...3
Missão...
... 3
Visão ...
... 3
Valores ...
... 4
CARATERIZAÇÃO ...
...4 OBJETIVOS
ESTRATÉGICOS...5 MODELO
ORGANIZACIONAL ...11 AVALIAÇÃO...
...12
INTRODUÇ ÃO
O Externato da Luz, enquanto escola franciscana, procura desenvolver a sua missão formativa e evangelizadora1, nos diversos contextos sociais e culturais envolventes. Para cumprir essa missão propõe realizar a sua tarefa educativa apoiando-se na visão antropológica e pedagógica cristã e franciscana em que a pessoa se revela como um núcleo de relações com a natureza, com os outros, consigo mesma e com Deus, um ser único e uma unidade integral de múltiplas dimensões2.Assim, compromete-se com a promoção da pessoa nas suas dimensões física, psíquica, social e espiritual e em todas as dinâmicas de relação que desenvolve e é chamada a construir em sociedade, apresentando os valores da fraternidade, liberdade, igualdade, verdade, justiça, solidariedade e paz, entre outros, interpretados e vividos a partir do carisma franciscano.
PRINCÍPIOS ORIENTADORES
MISSÃO
Ao considerar a tarefa da educação como um processo dinâmico que envolve a pessoa toda, o Externato da Luz quer garantir o desenvolvimento da dimensão académica dos alunos, bem como, promover, animar e estimular uma educação integral assente em princípios, tais como: o bem, que se dá gratuitamente; a sabedoria, que ilumina a ciência; o amor vivido na liberdade; a comunhão, que torna possível a vida.VISÃO
Ser reconhecida como uma escola que educa para a valorização do outro pela sua originalidade individual e pelo seu valor humano.1 Assumimos a perspetiva do Documento Ide e Ensinai (Roma 2009) emitido pela Ordem Franciscana, que considera a educação como uma plataforma fundamental e privilegiada de evangelização. cf. OFM, Ide e Ensinai (Diretrizes Gerais para a Educação Franciscana), Roma 2009, p 3.
2 cf. OFM, Ide e Ensinai (Diretrizes Gerais para a Educação Franciscana), Roma 2009, p 3.
VALORES
Fraternidade;Menoridade;
Alegria.
Carateriza-nos:
- O rigor e o profissionalismo dos docentes;
CARATERIZAÇ ÃO
- A experiência e dedicação dos docentes na preparação dos alunos, evidenciadas nos bons resultados das provas sumativas externas;
- Um corpo docente estável e comprometido;
- O empenho, a participação e a cooperação de todos os agentes da comunidade educativa em torno de objetivos comuns;
- O espírito de serviço do pessoal não docente para com todos os outros elementos da comunidade educativa;
- Uma Assembleia de pais proactiva.
- A proximidade nas relações entre professores e alunos;
- A adesão significativa dos alunos às atividades propostas;
- Um bom ambiente educativo em termos de relações pessoais e profissionais;
- A reflexão constante no sentido de diagnosticar e resolver problemas por parte dos docentes;
- As aulas com parcerias pedagógicas;
- Uma boa articulação entre os diferentes ciclos de ensino;
- A monitorização dos processos de avaliação dos alunos e cumprimento do currículo;
- A efetiva resposta aos alunos com dificuldades de aprendizagem;
- A adequação de todo o processo de ensino aprendizagem à legislação que o enquadra;
- A diversidade de clubes, projetos, parcerias e atividades;
- A catequese e a animação pastoral transversal a todos os ciclos de ensino;
- O desporto escolar como marca incontornável do Externato na divulgação da instituição e na promoção da prática regular da atividade física;
- A segurança;
- Uma boa localização e amplos espaços abertos para os alunos;
- Os equipamentos audiovisuais, informáticos e pedagógicos que permitem diversificar estratégias e implementar práticas letivas mais aliciantes.
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
- Melhoria do processo de ensino-aprendizagem;
- Maior eficiência na gestão dos recursos humanos, dos espaços e dos equipamentos;
- Manter uma cultura organizacional, pedagógica e administrativa de proximidade;
- Desenvolvimento de canais de comunicação interna e externa do Externato;
- Implementar a autoavaliação como um caminho que contribui para a excelência;
- Propor a vivência e celebração cristã numa espiritualidade ao jeito de Francisco e Clara de
Assis.
- Sensibilizar a comunidade escolar para a adoção de práticas e atitudes que promovam a proteção do ambiente, através da implementação do Programa Eco- Escolas.
ÁREAS DE INTERVENÇ ÃO
OBJETIVO S
ESTRATÉGI COS
METAS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES
Pedagógic a
- Melhoria do processo de ensino- aprendizagem
- Melhoraria em 3%
dos resultadas nas provas externas - Aumento em 1 hora semanal das aulas de apoio para alunos que revelem dificuldades de aprendizagem
- Aumento da
utilização das TIC em sala de aula
- Consolidação e criação de projetos e atividades extracurriculares
- Definir um período de aulas de apoio e tempos de estudo no Externato para a preparação dos alunos para as provas externas
- Criar pequenos grupos de alunos (5 alunos no máximo) em aulas de apoio
- Planificar as aulas tendo em conta a utilização das TIC em sala de aula
- Formação de professores em TIC (20 horas)
- Aumento em 45 minutos semanais da carga horária das atividades extracurriculares no 1º ciclo
- Promover e criar 4 clubes nas seguintes áreas: Línguas, Ciências, Desporto e Artes
- Incremento em 10% da frequência dos alunos Clubes
- Diferença das médias dos resultados das provas externas relativamente ao ano letivo anterior
- Contabilização das aulas de apoio
- Progresso evidenciado nos relatórios de avaliação dos alunos em apoio
- Progresso dos alunos evidenciados nos PAPI - Referência à utilização das TIC
em sala de aula nas planificações
- Número de projetos criados ao longo do ano
- Número de alunos que aderiram aos projetos
ÁREAS DE INTERVENÇ ÃO
OBJETIVO S
ESTRATÉGI COS
METAS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES
- Maior assiduidade - Controlo das entradas e saídas de todas as pessoas no Externato
- Outputs do sistema informático que monitorizam a assiduidade e pontualidade
Gestão dos Recursos
- Maior eficiência na gestão dos recursos humanos, dos espaços e dos
- Formação específica para auxiliar da ação educativa (20 horas) - Curso de formação para todos os
funcionários no âmbito das medidas de autoproteção - Realização de 2
exercícios que permitam por em
- Realização de ações de formação por elementos da comunidade educativa e outros profissionais a contactar pela direção destinadas ao pessoal auxiliar - Realização de uma formação por parte de uma empresa especializada em segurança
- Relatórios de avaliação de desempenho do pessoal não docente - Verificação da folha de registo de presenças na formação
equipamento
s prática o plano de
segurança do Externato
- Explorar os espaços em
- Implementação do plano de segurança - Relatórios do exercício
- Relatórios de avaliação das parcerias
horário não letivo - Parceria com algumas coletividades
- Otimização dos espaços
- Contabilização do número de horas de ocupação dos espaços
- Registo das presenças na (salas de aulas, sala
polivalente, biblioteca, salas de informática) - Requalificar os espaços
- Implementação de um sistema informático
de catalogação de elementos em arquivo
Biblioteca
- Registo das requisições de livros
- Inventário do material desportivos com material
- Aquisição de material
desportivo adquirido
que permita realizar o maior número de atividades por aluno - Adequação dos espaços físicos à legislação na área da segurança
- Inspeção que permita verificar o cumprimento das regras de segurança por parte das instalações
- Relatório da inspeção e relatório de eventuais elementos corrigidos que permitam que todo o equipamento esteja em conformidade com as regras de segurança
ÁREAS DE INTERVENÇ ÃO
OBJETIVO S
ESTRATÉGI COS
METAS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES
Organizacion al
- Manter uma cultura
organizacional, pedagógica e administrativa de proximidade
- Desenvolvimento de canais de comunicação interna
e externa do Externato - Implementar a autoavaliação como um caminho que contribui para a excelência
- Continuar a gerir o Externato à luz dos valores evangélicos e franciscanos
- Reforço da formação dos elementos da direção no domínio da administração escolar - Aumento da
proximidade e do diálogo dos vários elementos da
comunidade educativa - Tornar a
comunicação dentro do Externato mais
eficiente
- Implementar uma estratégia de marketing
- Gerir o Externato à luz dos documentos imanados pela Congregação pela
Educação Católica e Conferência Episcopal Portuguesa e atender às diretrizes do Secretariado Geral para a Missão e Evangelização da OFM - Qualificação e formação nas áreas da gestão financeira e administrativa - Continuar a promover e desenvolver relações de proximidade entre Direção, pais, Encarregados de Educação e alunos
- Recorrer a canais de comunicação em que a informação fique registada (caixa de correio eletrónico)
- Aumentar as parcerias com entidades locais
- Colaborar em rede com as direções de outras escolas
- Promover o intercâmbio de escolas através
do desporto
- Relatório de avaliação atribuída pelos funcionários ao desempenho dos órgãos de gestão de topo,
intermédios e operacionais - Certificados de
conclusão/horas de formação - Avaliar em ata de reuniões de Conselho de Turma, Diretores de Turma e Pedagógico este objetivo
- Relatório de frequência da utilização das contas de e- mail para comunicação entre direção, professores, alunos, EE
- Número de parcerias
- Número de contatos e visitas ao
Externato para o conhecer - Número de contatos outras entidades e escolas
- Número de atividades desportivas
ÁREAS DE INTERVENÇ ÃO
OBJETIVO S
ESTRATÉGI COS
METAS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES
- Aumento do número de
Pastora l
- Propor a vivência e celebração cristã numa
espiritualidade ao jeito de Francisco e Clara de Assis
alunos inscritos na catequese
- Promover a oração da manhã diária com o espaço radiofónico dedicado à mesma - Continuar e consolidar
o projeto da
“Descoberta da Fé” no Pré-Escolar
- Celebrar os sacramentos
- Continuar a oferecer catequese para todos
os níveis de escolaridade
- Criação de um espaço na “Rádio Farol”
dedicado à oração da manhã diária
- Em sala de aula, criar dinâmicas da
“Descoberta da Fé”
- Número de alunos inscritos na catequese
- Verificar a assiduidade da oração da manhã diária na rádio
- Assistir às dinâmicas em sala de
aula da “Descoberta da Fé”
- Reuniões da equipa da pastoral em que se avaliam as celebrações
de iniciação cristã - Celebração e vivência dos tempos
litúrgicos e a adesão da comunidade
educativa a estas celebrações
Direção
MODELO ORGANIZACIONAL
Direção Pedagógica
Direção Pastoral Coordenadores Professores Serviços de
Psicologia e Orientação
Núcleo de Apoio Educativo
Pessoal Não Docente
Direção Administrativa
Catequistas Secretaria
Tesouraria
Gestão
Informática
AVALIAÇ ÃO
A avaliação do Projeto Educativo realizar-se-á anualmente pelos diferentes órgãos e estruturas pedagógicas do Externato diretamente responsáveis pelos planos de ação a implementar (Departamentos, Diretores de Turma, Núcleo de Apoio Educativo, Coordenadores de Ciclo, Responsáveis…).A Direção Pedagógica e os Coordenadores farão a monitorização do cumprimento das metas e reunir-se-ão trimestralmente para definição de estratégias e planos de melhoria. A nível de cada Departamento Curricular realizar- se-á também uma reunião por período para se avaliar, corrigir e propor novas estratégias de melhoria. A Direção também reunir-se-á trimestralmente para verificar a evolução dos planos propostos e decidir que medidas adotar na prossecução das metas a alcançar.
No final de cada ano letivo será redigido um relatório com a avaliação do Projeto Educativo.
Lisboa, 2 de setembro de 2016
12
Anexo IV - Projeto Curricular de Escola) - 2017/2018 (documento encontra-se incompleto)
Ano Letivo 2017/2018
PROJETO CURRICULAR DE
ESCOLA
2
Anexo IV - Projeto Curricular de Escola) - 2017/2018 (documento encontra-se incompleto)
Tema: “Caminhando com Maria no Amor”
O Projeto Curricular de Escola é um instrumento em contínua construção que consagra orientações em diferentes vertentes da vida da Escola nomeadamente no que se refere à explicitação de compromissos entre os diferentes atores intervenientes no processo do ensino-aprendizagem.
O Despacho Normativo nº 5908/2017, de 5 de julho, define, como instrumentos do exercício da autonomia das escolas, o Projeto Educativo, o Regulamento Interno, o Plano Anual de Atividades, O Plano Curricular de Turma e o Orçamento, enquanto o Decreto-Lei nº 74/2004, de 26 de Março, estabelece, no ponto 4, do artigo 2.º, a criação do Projeto Curricular de Escola onde são definidas as estratégias de desenvolvimento do currículo nacional, de forma a adequá-lo ao disposto no Projeto Educativo.
Desta forma, podemos afirmar que o Projeto Curricular de Escola corresponde à adaptação do currículo nacional ao contexto da escola, e que se concretiza na definição das suas opções curriculares, da tipologia da oferta formativa disponível, no estabelecimento dos critérios de avaliação e na determinação das áreas de complemento curricular.
A legislação da qual este regulamento é subsidiário:
Decreto-Lei n.º 24/2001 – Perfil do Educador de Infância e Professor do 1.º Ciclo Decreto-Lei n.º 51/2012 – Estatuto do Aluno e Ética Escolar
Decreto-Lei n.º 152/2013 – Novo Estatuto Ensino Particular e Cooperativo Portaria n.º 59/2014 – Autonomia Pedagógica
Despacho n.º 5458-A/2017 – Orientações e Organização do ano escolar
3 Despacho Normativo n.º 1-F/2016 – Avaliação no Ensino Básico
Resolução do Conselho de ministros nº 23/2016 – Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar
Despacho Normativo n.º 1-B/2017 – Orientações relativas às matrículas Despacho nº 6478/2017 – Perfil do Aluno à saída da Escolaridade Obrigatória Despacho nº 5908/2017 – Autonomia e Flexibilidade Curricular
Diretor Pedagógico – Fr. José Silvestre dos Ramos Silva
Representante da Entidade Tutelar – Fr. José Silvestre dos Ramos Silva Sub Diretor Pedagógico e Coordenador 2º Ciclo – Prof. Hélder António de Mendonça e Silva
Coordenador do Pré-Escolar – Educadora Maria Cândida de Almeida Duarte Coordenador do 1º Ciclo – Prof.ª Maria João Cardoso Henriques Coordenador do 3º Ciclo – Prof. Sérgio Miguel Estróia de Carvalho
Coordenador dos Diretores de Turma – Prof.ª Cristina Maria Varanda G. Fernandes Soares
Coordenador do Departamento de Línguas – Prof.ª Carla Leonor Rodrigues Martins
Coordenador do Departamento de Ciências Humanas e Sociais – Prof.ª Carla Sofia Santos Carvalho
Coordenador do Departamento de Ciências – Prof.ª Maria Manuela Lameiras Varela
Coordenador do Departamento de Desporto – Prof. Diogo Henriques Pedro Gama Barbosa
Coordenador do Departamento de Artes e Tecnologias – Prof.ª Clara Sofia de Almeida Soares Salema Andrade
Coordenador do Serviço de Psicologia e Orientação – Dr.ª Ana Raquel Rebelo dos Santos
4 Coordenador do Núcleo de Apoio Educativo – Profª. Marta Gonçalves Gaspar
Representante do Pessoal Auxiliar – Maria Isabel Santos Pereira Mendes
Índice
Introdução... 6 Metas a atingir... 6 Objetivos ... 8 Proposta de Intervenção ... 8 Proposta Educativa ... 6 Onde estamos... 6 Áreas Curriculares e Não Curriculares ... 9 Ensino Pré-Escolar... 9 1.º Ciclo... 9 2.º Ciclo... 9 3.º Ciclo... 9 Componentes do currículo ...
1.º Ciclo... 10 2.º Ciclo... 11 3.º Ciclo... 12 Oferta do Externato da Luz... 12 1.º Ciclo... 12 2.º Ciclo... 13 3.º Ciclo... 13 Horário de Funcionamento... 14 Horário e Níveis de Ensino ... 14
5 Calendário Escolar... 14 Constituição das turmas... 16 Atribuição da Direção de Turma ... 16 Critérios de atribuição do serviço Docente... 16
Elaboração dos horários ... 17 Pessoal não Docente... 17 Componente não letiva... 17 Atividades de enriquecimento / complemento curricular... 18 Campanhas de solidariedade / Projetos... 20 Serviço de Psicologia e Orientação... 20 Núcleo de Apoio Educativo... 20 AVALIAÇÃO ... 21
Finalidades da avaliação... 21 Incidência da avaliação ... 21 Princípios ... 21 Intervenientes na avaliação ... 22 Critérios de avaliação ... 22 Modalidades ... 22 Classificação das provas escritas / Menções qualitativas a adotar ... 23 Procedimentos a Adotar... 23 Avaliação intercalar... 24 Efeitos da avaliação... 25 Progressão ... 25 Retenção... 25 Reapreciação dos resultados da avaliação... 26 Participação dos alunos ... 27 Participação dos pais e Encarregados de Educação ... 27 Plano de Turma ... 27 Plano Anual de Atividades ... 28 Avaliação do Projeto Curricular de Escola ... 2
6