Prefeitura Municipal de Umburanas

Texto

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Salvador • Terça-feira • 25 de julho de 2006 • Ano XC • Suplemento Especial Diário Ofi cial dos Municípios No 19.181

PREVISÃO DE RECEITA PARA O EXERCÍCIO DE 2007

METODOLOGIA, MEMÓRIA DE CÁLCULO E FATORES CAPAZES DE INFLUENCIAR NA ARRECADAÇÃO MUNICIPAL

O MUNICÍPIO COMO ENTE FEDERATIVO

O Município, ENTE GOVERNAMENTAL, parte integrante do GOVERNO FEDERATIVO NACIONAL DO BRASIL, ES- TADO DA BAHIA, regido pelas Constituições Federal, Estadual e Lei Orgânica, para atender à sua fi nalidade, possui estrutura própria de arrecadação e participa da arrecadação de outras esferas formando o Tesouro Municipal, ordenados em fontes de receitas com fi nalidades, e objetivos devidamente regulamentados por legislação específi ca.

LEGISLAÇÃO / FONTE DE PESQUISA

--- Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. 16. ed., atual. e ampl., São Paulo: Editora Saraiva, 1997.

--- Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal

MACHADO JR., José Teixeira, REIS, Heraldo Costa. A Lei 4.320 Comentada. 30. ed. rev. Atual. Rio de Janeiro, IBAM, 2000/2001.

VAINER, Ari; ALBUQUERQUE, Josélia; GARSON, Sol. Manual de Elaboração 0 o passo a passo da elaboração do PPA para municípios.

2. ed. rev. Atual. Brasília: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, 2006

Governo do Estado da Bahia; Manual de Programação e Orçamento. Bahia: Secretaria do Planejamento - SEPLAN; Superintendência de Orçamento Público, 2004.

República Federativa do Brasil; Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; Secretaria de Orçamento Federal: Manual Técnico de Orçamento MTO-02: Instruções para Elaboração da Proposta Orçamentária da União Para 2006. Brasília, 2004.

Sites:

http://www.planejamento.gov.br

http://www.stn.fazenda.gov.br/gfm/gfm.htm http://www.seplan.ba.gov.br

PROJEÇÃO DE RECEITAS 1. Considerações Gerais

Um dado essencial para o planejamento da ação governamental é o dimensionamento da disponibilidade de recursos com que se poderá contar para o desenvolvimento das ações. Este dimensionamento deverá distinguir as diversas fontes de recursos, de acordo com as restrições legais para sua utilização. Assim, recursos de arrecadação tributária pelo próprio ente ou recebidos como transferência de outros entes podem apresentar alternativas de utilização diversa de recursos vin- culados já na origem - transferências do SUS, da CIDE ou do Fundef. O dimensionamento das diversas fontes de recursos e o reconhecimento das restrições legais para sua utilização, permitirá ao administrador delinear com clareza o conjunto de alternativas de que realmente dispõe para defi nir suas prioridades e quantifi car suas metas. A defi nição da base estratégica do planejamento não pode prescindir de tais considerações, sem o que se corre o risco de gerar expectativas que não poderão ser atendidas ou, no outro extremo, sub-dimensionar metas, podendo acarretar atrasos na implantação das ações priorizadas e até inviabilizá-las.

O registro de montantes de receitas arrecadadas a cada ano constitui o que se chama série temporal. A análise destas séries temporais capacitará os responsáveis pelo planejamento a estabelecer bases para estimar o comportamento futuro da variável estudada - receita do IPTU, por exemplo.

Os diversos planos econômicos desenvolvidos em nossa história recente tiveram impacto diferenciado sobre a receita pública, o que exige razoável conhecimento técnico para o tratamento estatístico dos dados de receitas passadas. A projeção das receitas com base em técnicas estatísticas mais sofi sticadas, como, por exemplo, análise de regressão, exige pessoal com sólida formação quantitativa, não disponível na maioria dos municípios. Neste caso, mais vale trabalhar com uma metodologia de projeção simples e intuitiva, que possa ser entendida e explicada facilmente aos dirigentes pela unidade encarregada de utilizá-la.

Os dados de receita para 2006 deverão refl etir, de fato, a expectativa para o ano. Assim, se a estimativa de receita prevista no orçamento já houver sido reformulada e publicada, nos termos do Art. 13, articulado ao Art.9º da Lei de Responsa- bilidade Fiscal, será conveniente que a nova estimativa esteja na base. Além disto, é importante ter informação sobre fatores

Previsão de Receita

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que infl uenciem a arrecadação no ano base, evitando que se projetem situações específi cas. Suponha, por exemplo, que esteja prevista uma anistia no ano base, infl uenciando não apenas a arrecadação em dívida ativa, mas também a receita de créditos ainda não inscritos. Tal parcela tem que ser apartada da receita deste ano, para fi ns de projeção.

Partindo do montante de receita no ano base para projetar os demais, pode se montar a série em valores constantes - valores de um único ano, em geral do ano base - ou em valores correntes - que incorporam a estimativa de infl ação nos períodos que se comparam.

Suponha que a receita da transferência de ICMS esperada para 2006 é de R$ 1.000,00 e que ela é afetada apenas pelo nível de atividade econômica do Estado e pela infl ação. Suponha também que o PIB do Estado cresça este ano à taxa de 3% e, no próximo ano, à taxa de 4%. Quanto à infl ação, as taxas previstas são de 6% e 5%, respectivamente.

Para estimar o valor da transferência do ICMS para 2007, a preços de 2006 (constantes), basta aplicar, sobre a esti- mativa de transferência em 2006 - R$ 1.000,00 - a taxa de crescimento do produto (PIB), que refl ete a variação real da base tributária. Como estamos comparando um fl uxo de renda que ocorre durante um ano com um fl uxo de outro ano, é conveniente que se use a taxa média8. Assim, com um crescimento médio do PIB de 3,5% (0,035, em expressão decimal) teremos:

RICMS2007, 2006 = RICMS2006 x (1 + taxa média de crescimento econômico) RICMS2007,2006 = 1000x (1 + 0,035)= 1035

Onde:

RICMS2007,2006 = transferência do ICMS em 2007, a preços de 2006.

Pode-se compará-la facilmente com a estimativa para 2006, porque ela está “a preços constantes de 2006”. Repetindo, temos aqui apenas a variação de quantidade do produto, a variação real.

Caso queiramos estimar o valor a preços do ano em que a receita chegará aos cofres da Prefeitura, temos que acres- centar a expectativa quanto à variação dos preços - a taxa de infl ação média de 2006 para 2007 (a razão para taxas médias já foi explicada).

Assim,

RICMS2007 = RICMS2006 x (1 + 0,035) x(1 + 0,055)= 1.092 Onde:

RICMS2007 = transferência do ICMS em 2007, a preços correntes

O raciocínio aqui exposto, para apresentação de valores a preços correntes e constantes aplica-se aos fl uxos de receitas, em geral.

2. As Modalidades de Receitas Orçamentárias

As receitas orçamentárias podem ser classifi cadas sob diferentes óticas. A distinção de diversas categorias de receitas é fundamental para a escolha dos parâmetros para sua projeção.

Sob a ótica da captação de recursos, as receitas podem ser próprias ou de transferências. A projeção de receitas próprias poderá incluir elementos que decorram da iniciativa do ente responsável por sua captação que tem, a princípio, capacidade de infl uir no comportamento deste fl uxo.

Como exemplo, tomemos o IPTU, cuja receita futura deverá ser maior, caso se decida empreender um projeto de recadastramento, ou a da Dívida Ativa, como resultado de uma intensifi cação dos processos de cobrança.

Da mesma forma, algumas categorias de receitas patrimoniais poderão ter seu crescimento alterado por um programa de gerenciamento do patrimônio municipal, que identifi que e reavalie os próprios municipais, cobrando adequadamente por seu uso por terceiros. As receitas de aplicações fi nanceiras, que resultam da aplicação de saldos de caixa, poderão sofrer aumento por um adequado gerenciamento destes saldos, porém estarão limitadas às taxas de juros de mercado e ao mon- tante dos recursos aplicados.

O mesmo valerá para a receita agropecuária, industrial e de serviços, caso a Prefeitura queira incentivar a produção dos bens e serviços que lhes dão origem e/ou proceda a alguma majoração de preços que supere a simples correção pela infl ação passada, respeitadas as condições do mercado de absorção destas mudanças.

A projeção de receitas de transferências deverá se cingir aos fatores diretamente relacionados ao comportamento da base de que se originam, não admitindo as componentes que decorrem de iniciativa própria, conforme os exemplos acima.

Assim, a receita do ICMS poderá ser projetada pelo crescimento econômico e pela infl ação. Não há dúvida que também se poderão incorporar fatores anunciados pelo administrador desta receita – o Estado - como um aumento de alíquota para seg- mento de atividade signifi cativo para a arrecadação. A difi culdade nestes casos é que difi cilmente se disporá de informações para avaliar o impacto das mudanças porventura anunciadas.

A seguir, destacam-se as principais categorias de receitas municipais, com orientações para a projeção de cada subconjunto. Inicialmente, se tratará das receitas correntes, que compreendem as diversas categorias acima elencadas. Em seguida, se considerarão as receitas de capital, onde se destacam as receitas de operações de crédito e as transferências destinadas a gastos de capital.

2.1. Receitas Correntes

2.1.1. Receitas de impostos diretamente arrecadados e de transferências constitucionais

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Serão projetadas de acordo com os fatores econômicos que afetam a base de arrecadação e levarão em conta mudanças previstas na legislação específi ca. Impacto não desprezível na arrecadação tributária pode ser obtido pelo desenvolvimento de programas de modernização da administração tributária.

Programas de fi scalização do ISS bem estruturados podem, em muitos casos, gerar acréscimos de arrecadação maio- res que aumentos de alíquotas, que penalizam os que já estão pagando. O mesmo efeito se pode conseguir com sistemas modernos de atendimento a contribuintes dos diversos tributos.

No caso da transferência do ICMS, o monitoramento da estimativa de valor adicionado pelas empresas que operam no município poderá trazer algum ganho no componente do índice de participação, que orienta o rateio de 75% da parcela da arrecadação estadual distribuída aos municípios.

Abaixo, apresentam-se orientações que consideram as especifi cidades de diversas categorias de receitas.

ISS - o ISS integra a categoria econômica dos tributos sobre vendas de mercadorias de bens e serviços10. Assim sendo, sua arrecadação é infl uenciada pelo ritmo da atividade econômica, em particular a do setor Serviços, pela variação do nível de preços e, naturalmente, pela legislação local. Outros elementos que podem impor mudanças no montante arrecadado estão relacionados à efi ciência da máquina tributária.

Exemplo 1

RISS1 = RISS0 x (1 + iINFL) x (1 + iCRE) x (1 + iLEG) x (1 + iMT) onde:

RISS0 = Receita do ISS do ano base RISS1 = Receita do ISS do ano projetado

IINFL = é a média da infl ação no ano base e no ano projetado

iCRE = taxa esperada do crescimento do PIB (ou do setor Serviços, se conhecida)

iLEG = variação esperada da receita em função de mudanças na legislação (alíquotas, defi nição da base tributária, inclusão de novos serviços etc.)

iMT = variação esperada na receita decorrente de outros componentes de programas de modernização da administração tributária Suponha os seguintes parâmetros:

RISS2006 = R$ 1.400,00 IINFL2006 = 5,0%

IINFL2007 = 3,5%

iCRE2006 = 3,0%

iCRE2007 = 4,0%

iLEG = 0,0% (não há mudanças previstas na legislação) iMT = 0,1% (aumento de efi ciência da estrutura de arrecadação) A receita em 2007 será calculada por:

RISS2007 = 1400 x [(1 +(0,050 + 0,035)/2] x [(1 + (0,030+0,040)/2] x (1 + 0,00) x (1 + 0,01) RISS2007 = 1400 x 1,0425 x 1,035 x 1,010

RISS2007 = 1525,68 Onde

RISS2007 = receita do ISS em 2007, a preços correntes

O crescimento nominal esperado para a receita é 8,98%, dos quais 4,25% deve-se à infl ação e 4,53% representa um crescimento real.

IPTU - A correção do IPTU, nos termos do art.97 do CTN, corresponde à “atualização monetária da base de cálculo”, que é o valor venal do imóvel, cuja estimativa se faz através da planta de valores do Município. Assim, a atualização monetária da receita de cada ano será obtida pela aplicação do índice utilizado pelo Município para a correção desta planta de valores (em geral o IPCA, do IBGE). Observe-se que aqui a atualização é feita pela variação do índice no ano base e não pelo índice médio, como para as demais receitas. Ou seja, a receita do IPTU de 2007, tudo o mais constante, será igual à de 2006 corrigida pela variação do índice utilizado pelo Município para a correção da planta de valores, em geral IPCA.

Além disto, revisões na planta de valores, com novas estimativas para o valor de imóveis, poderão afetar a arrecada- ção em termos reais, caso haja valorização dos imóveis acima da infl ação. Como em todos os tributos, considerar-se-ão os impactos de mudanças na legislação e do desenvolvimento de programas de modernização da administração tributária.

No caso do IPTU, estamos dando destaque a projetos de recadastramento de imóveis, que muitas vezes integram programas de modernização da administração tributária.

Exemplo 2

RIPTU1 = RIPTU0 x (1 + iCM) x (1 + iREC) x (1 + iPV) x (1 + iLEG) x (1 + iMT) onde:

RIPTU0= Receita do IPTU do ano base RIPTU1 = Receita do IPTU do ano projetado

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iCM = correção monetária da planta de valores

iREC = variação esperada da receita em conseqüência de recadastramento iPV = Variação esperada da receita em função de revisão de planta de valores

iLEG = variação esperada da receita em função de revisão em parâmetros da legislação local (alíquotas, posição do imóvel, frente x fundos, etc.)

iMT = variação esperada na receita decorrente de outros componentes de programas de modernização da administração tributária Suponha que o ano base - 2006- apresentou os seguintes parâmetros:

RIPTU2006 = R$ 1.000,00

iCM = 5,0% (variação do IPCA em 2006)

Supondo também que, para o ano seguinte se esperam variações de receita, como fruto de ações desenvolvidas em 2006 e 2007:

iREC = 6%

iPV = - 2% (redução real do valor venal médio dos imóveis, em função de revisão da planta de valores)

iLEG = 20% (variação da alíquota única, que passou de 0,5% para 0,6%, ou seja, aumentou em 0,1%, o que representa 20% sobre a alíquota inicial)

iMT = 3%

Se estes são os parâmetros, tem-se que:

RIPTU2007 = 1000 x (1 + 0,05) x (1 + 0,06) x (1 - 0,02) x (1 + 0,20) x (1 + 0,03) RIPTU2002 = 1000 x 1,05 x 1,06 x 0,98 x 1,20 x 1,03

RIPTU2002 = 1348

Observe-se que, no exemplo anterior, a revisão da planta de valores resultou num decréscimo real de 2% na arreca- dação (não confundir a revisão da planta de valores com a correção monetária do valor venal dos imóveis).

A projeção dos demais impostos e transferências decorrentes de participação do Município na receita tributária de outros entes segue a regra de formação anterior. Observe que o índice de correção monetária variará, de acordo com a base de tributação. A receita de ITBI considerará a movimentação esperada do mercado imobiliário e as transferências do IPVA deverão acompanhar a variação esperada dos preços dos veículos automotores e da quantidade de veículos licenciados na cidade. Na ausência de estimativa razoável para preços dos veículos, pode-se trabalhar com a infl ação média, ou seja, o Estado iria supor que os preços dos veículos teriam acompanhado, na média, os preços da economia.

No caso de transferências, como observado acima, o impacto de mudanças de legislação difi cilmente pode ser avaliado pelo ente benefi ciário da transferência. Programas de colaboração entre fi scos estaduais e municipais podem proporcionar esta troca de informações, o que certamente facilitará o planejamento municipal.

2.1.2. Receitas de Taxas e de Contribuições de Melhoria

A projeção da arrecadação de Taxas será infl uenciada pelos fatores específi cos à legislação de cada uma. Como regra geral, a arrecadação das Taxas pela Prestação Serviços deve ser sufi ciente para cobrir o custo dessa ação. As Taxas pelo Poder de Polícia cobrirão também o custo desta atividade.

A receita de Contribuições de Melhoria variará em função do valor cobrado aos contribuintes para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. Para sua projeção, ter-se-á que analisar a carteira de contribuintes e o período de reembolso defi nido para cada operação.

2.1.3. Receita de Contribuições

No caso de Municípios, cabe aqui destaque para a receita de Contribuições Previdenciárias, cuja projeção será orientada pela legislação que rege esta matéria em cada município. Em geral, essas contribuições são atreladas ao salário do servidor.

Nesse caso, será projetada em função da estimativa de gasto de pessoal.

Normalmente, projeta-se o total das receitas e depois sua distribuição por grupos de despesas. Assim, as Contribuições Previdenciárias poderão aguardar a defi nição do gasto líquido com pessoal, a partir do qual serão calculadas. Neste cálculo, utiliza-se também a legislação local sobre matéria previdenciária, quando couber

Exemplo

Suponha que todos os servidores são estatutários e que o desconto previdenciário (9%) incide sobre os salários dos servidores ativos. A cada R$ 1.000,00 pagos a estes servidores, corresponderá uma receita de contribuições previdenciárias de R$ 90,00 (9% de R$1000,00).

2.1.4. Receitas Patrimoniais

Serão projetadas em função da carteira de ativos do Município. As receitas imobiliárias dependerão de quantidade de imóveis utilizados por terceiros e do valor cobrado nas diversas modalidades - aluguéis, arrendamento, etc.

As receitas de concessão e de permissões de uso dependerão das condições dos termos de permissão e dos contra- tos de concessão. A receita de valores mobiliários dependerá do saldo médio de disponibilidades fi nanceiras estimado para o exercício e da estimativa do rendimento destas aplicações – taxa nominal de juros que se poderá conseguir. Assim, com um saldo médio previsto para o exercício de R$ 100,00 e uma taxa de rendimento nominal de 10,0%, a receita de aplicações

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fi nanceiras alcançará R$ 10,00. Observe-se aqui que a projeção deverá distinguir recursos próprios de vinculados, cabendo a cada conta o resultado da aplicação de seus saldos ociosos.

2.1.5. Receita Agropecuária/Industrial/de Serviços

Corresponde ao resultado de atividade empresarial da administração municipal.

A projeção das receitas dependerá dos fatores expostos no item 2, acima.

2.1.6.Transferências Correntes

As transferências decorrentes da repartição constitucional de receitas tributárias já foram examinadas no item 2.1.

Outras transferências, como a transferência do Fundef, a complementação da União ao Fundef e a transferência do SUS subordinam-se às normas próprias de cada modalidade.

Da mesma forma, as transferências de convênios seguem normas específi cas.

A possibilidade de renovação de convênios em áreas estratégicas para a Prefeitura deve ser cuidadosamente avaliada, bem como os montantes de contrapartida requeridos, evitando que se descontinuem serviços essenciais para a população.

2.1.7. Outras Receitas Correntes

O destaque aqui cabe para multas e juros de mora, onde em geral prevalecem os relativos a tributos, podendo o item guardar relação com os tributos próprios e assim ser projetado (como percentual de receita própria, calculada pela comparação destas receitas e da relativa aos tributos próprios em anos anteriores).

A Receita da Dívida Ativa, em geral também relacionada a impostos, poderá variar, a princípio, de acordo com a le- gislação própria, se esta defi nir índice para a correção dos créditos inscritos. Além disso, poderá se benefi ciar de esforços intensifi cados de cobrança e de melhorias na administração tributária (novos sistemas para controle de créditos inscritos, parcelamento de dívidas, etc.).

2.2. Receitas de Capital

As Receitas de Capital originam-se de Operações de Crédito, Alienação de Bens, Amortização de Empréstimos (con- cedidos), Transferências de Capital e Outras Receitas de Capital.

Os ingressos de recursos de Operações de Crédito estão, como regra geral, condicionados à efetiva implantação do projeto fi nanciado. Sua projeção, portanto, depende deste cronograma de implantação.

A Receita de Alienação de Bens deverá ser cuidadosamente dimensionada.

Cabe lembrar que tal receita é subtraída para efeito do cálculo da estimativa de resultado primário.

As demais receitas de capital seguem as regras gerais já expostas.

Salientamos que não existe cálculo para as receitas de convênios, pois estas não seguem uma regularidade seqüen- cial, depende do projeto e da vontade dos órgãos para sua efetivação. Seus valores não sofrem infl uências estatísticas. Em verdade, o convênio é uma realização de parceria com diversos órgãos federais e estaduais, e normalmente o município executa as ações com recursos externos.

A seguir apresentamos os demonstrativos de todas as Previsões de Receitas Municipais.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE UMBURANAS

RECEITAS 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

IMPOSTOS

IPTU 3.375,00 - 8.900,00 10.500,00 11.100,00 12.000,00 12.900,00 ISS 50.736,26 155.579,08 76.600,00 239.300,00 253.900,00 273.700,00 295.600,00 ITIV 4.381,52 - 9.100,00 10.500,00 11.100,00 12.000,00 12.900,00 IRRF 99.604,52 334.103,81 119.900,00 708.500,00 751.700,00 810.200,00 875.000,00

TAXAS -

TPP 10.251,56 - 18.600,00 20.900,00 22.200,00 23.900,00 25.800,00 TPS - 520,00 5.800,00 6.300,00 6.700,00 7.200,00 7.700,00 CONTRIBUIÇÃO MELHORIA - - - - - - -

RECEITA DE CONTRIBUIÇÕES -

RECEITA PREVIDENCIÁRIA 92.361,31 603,58 195.900,00 209.000,00 221.700,00 239.000,00 258.100,00 OUTRAS CONTRIBUIÇÕES - - - - - - -

RECEITA PATRIMONIAL -

APLICAÇÕES FINANCEIRAS - 20.556,28 - 23.000,00 24.400,00 26.300,00 28.400,00 OUTRAS RECEITAS PATRIMONIAIS 17.437,79 3.293,37 28.200,00 - - - -

RECEITAS DE SERVIÇOS -

RECEITAS DE SERVIÇOS DE SAÚDE - - - - - - - OUTRAS RECEITAS DE SERVIÇOS - - 4.900,00 5.200,00 5.500,00 6.000,00 6.500,00

PARTICIPAÇÃO NA RECEITA DA UNIÃO -

FPM 3.604.603,87 5.288.321,63 5.181.700,00 5.747.500,00 6.097.500,00 6.572.700,00 7.098.500,00 ITR 2.313,18 2.568,93 6.200,00 7.300,00 7.800,00 8.400,00 9.000,00 IPI 339.959,40 - - - - - -

OUTRAS TRANSFERENCIAS DA UNIÃO -

ICMS EXPORTAÇÃO 23.421,96 22.205,76 31.500,00 16.700,00 17.700,00 19.100,00 20.700,00 FUNDO ESPECIAL/ROYATIES 15.879,78 53.146,88 75.600,00 63.700,00 67.600,00 72.900,00 78.700,00 CEX 7.424,27 10.183,58 10.500,00 8.400,00 8.900,00 9.600,00 10.300,00 TRANSFERENCIAS DE RECURSOS DO SUS - FMS 661.354,16 836.879,90 1.013.300,00 1.038.900,00 1.102.200,00 1.188.100,00 1.283.100,00 TRANSFERENCIAS DE RECURSOS DO FNAS - 414.011,00 714.000,00 476.300,00 505.300,00 544.700,00 588.300,00 TRANSFERENCIAS DE RECURSOS DO FNDE 926.352,42 345.744,83 551.300,00 564.600,00 599.000,00 645.700,00 697.300,00 OUTRAS TRANSFERENCIAS 4.974,27 - - - - - - PARTICIPAÇÃO NA RECEITA DO ESTADO -

ICMS 1.176.969,68 1.237.521,89 1.443.900,00 1.304.200,00 1.383.600,00 1.491.400,00 1.610.700,00 IPVA 3.949,16 6.440,49 8.300,00 9.000,00 9.500,00 10.300,00 11.100,00 IPI - 25.177,72 24.500,00 24.200,00 25.700,00 27.700,00 29.900,00 TRANSFERENCIAS DE RECURSOS DO SUS - FMS 80,00 174.380,00 - 112.000,00 118.800,00 128.100,00 138.400,00 CIDE 24.898,63 41.213,17 55.700,00 54.300,00 57.600,00 62.100,00 67.100,00 FIES 67.823,56 572.401,10 113.400,00 106.600,00 113.100,00 121.900,00 131.600,00 OUTRAS TRANSFERENCIAS 20.577,98 - - - - - - TRANSFERENCIAS MULTIGOVERNAMENTAIS -

FUNDEF 1.872.747,87 2.711.526,83 2.297.700,00 2.411.900,00 2.558.700,00 2.758.100,00 2.978.800,00 COMPLEMENTASÇÃO DA UNIÃO 67.959,78 73.997,22 133.100,00 135.900,00 144.100,00 155.400,00 167.800,00

CONVÊNIOS -

CONVÊNIOS DA UNIÃO 489.705,00 - 1.175.000,00 1.645.900,00 1.746.100,00 1.882.200,00 2.032.700,00 CONVÊNIOS DO ESTADO 236.250,00 - 535.000,00 768.100,00 814.900,00 878.300,00 948.600,00

OUTRAS RECEITAS CORRENTES -

MULTAS E JUROS 3.089,80 8.349,00 13.100,00 15.700,00 16.600,00 17.900,00 19.400,00 IDENIZAÇÃOES - - - - - - - RESTITUIÇÕES 4.803,58 150,00 31.400,00 35.500,00 37.700,00 40.600,00 43.900,00

RECEITAS DA DÍVIDA ATIVA -

DÍVIDA ATIVA TRIBUTÁRIA 1.947,70 - 15.600,00 18.800,00 20.000,00 21.500,00 23.200,00 DÍVIDA ATIVA NÃO TRIBUTÁRIA - - - - - - -

RECEITAS DIVERSAS -

RECEITAS DIVERSAS - 7.572,10 - 6.300,00 6.700,00 7.200,00 7.700,00 TOTAL DAS RECEITAS CORRENTES 9.835.234,01 12.346.448,15 13.898.700,00 15.805.000,00 16.767.400,00 18.074.200,00 19.519.700,00

OPERAÇÃO DE CRÉDITO -

OPERAÇÃO DE CRÉDITO INTERNA - - 22.300,00 24.000,00 25.500,00 27.500,00 29.700,00

AMORTIZAÇÃO DE EMPRESTIMOS -

AMORTIZAÇÃO DE EMPRESTIMOS - - - - - - -

ALIENAÇÃO DE BENS -

ALIENAÇÃO DE BENS MÓVEIS - - 9.000,00 10.500,00 11.100,00 12.000,00 12.900,00 ALIENAÇÃO DE BENS IMÓVEIS - - 13.400,00 15.700,00 16.600,00 17.900,00 19.400,00

CONVÊNIOS -

CONVÊNIOS DA UNIÃO - - 745.000,00 522.500,00 554.300,00 597.500,00 645.300,00 CONVÊNIOS DO ESTADO - 155.085,00 330.000,00 313.500,00 332.600,00 358.500,00 387.200,00 OUTRAS TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL - - - - - - -

TOTAL DAS RECEITAS DE CAPITAL - 155.085,00 1.119.700,00 886.200,00 940.100,00 1.013.400,00 1.094.500,00

CONTA RETIFICADORA

DEDUÇÃO PARA FORMAÇÃO DO FUNDEF (765.160,00) (1.421.516,51) (801.700,00) (1.060.700,00) (1.125.300,00) (1.213.000,00) (1.310.000,00)

TOTAL GERAL DA RECEITA 9.070.074,01 11.080.016,64 14.216.700,00 15.630.500,00 16.582.200,00 17.874.600,00 19.304.200,00

Edil Muniz Lopes Prefeito

RECEITAS

(7)

PREFEITURA MUNICIPAL DE UMBURANAS

ESPECIFICAÇÃO 2007 2008 2009 2010

000 - Ordinaria Livre 4.608.500,00 4.889.100,00 5.270.100,00 5.691.600,00

015 - Saúde 15% 1.215.700,00 1.289.800,00 1.390.300,00 1.501.500,00

025 - Educação 25% 965.300,00 1.024.100,00 1.103.900,00 1.192.100,00

035 - Assistência Social 5% 367.600,00 390.000,00 420.400,00 454.000,00

045 - FUNDEF 40% e 60% 2.547.800,00 2.702.800,00 2.913.500,00 3.146.600,00

060 - ROYALTIES / FEP - FUNDO ESPECIAL 63.700,00 67.600,00 72.900,00 78.700,00 065 - SERVIÇO DE SAÚDE - - - -

100 - Programas da Educação 564.600,00 599.000,00 645.700,00 697.300,00

150 - Programas da Saúde 1.150.900,00 1.221.000,00 1.316.200,00 1.421.500,00

200 - Programas da Assistência Social 476.300,00 505.300,00 544.700,00 588.300,00 250 - FIES - Fundo de Investimento Econômico Social 106.600,00 113.100,00 121.900,00 131.600,00 260 - Autarquias - - - - 280 - Empresas Públicas - - - - 300 - Fundações - - - -

320 - Previdência 209.000,00 221.700,00 239.000,00 258.100,00

340 - Alienação de Bens 26.200,00 27.700,00 29.900,00 32.300,00

360 - Operação de Crédito 24.000,00 25.500,00 27.500,00 29.700,00

380 - CIDE - Contribuição de Intervenção no Dominio Público 54.300,00 57.600,00 62.100,00 67.100,00 500 - Outras Transferências de Convênios da União (Corrente) 1.645.900,00 1.746.100,00 1.882.200,00 2.032.700,00 560 - Outras Transferências de Convênios do Estado (Corrente) 768.100,00 814.900,00 878.300,00 948.600,00 620 - Outras Transferências de Convênios dos Municípios (Corrente) - - - 760 - Outras Transferências de Convênio União (Capital) 522.500,00 554.300,00 597.500,00 645.300,00 880 - Outras Transferência de Convênios do Estado (Capital) 313.500,00 332.600,00 358.500,00 387.200,00 TOTAL 15.630.500,00 16.582.200,00 17.874.600,00 19.304.200,00

Edil Muniz Lopes Prefeito

I - PREVISÃO DA RECEITA POR FONTE DE RECURSO

LRF, art. 4º , § 2º, inciso II R$ MIL

2004 2005 % 2006 % 2007 % 2008 % 2009 %

Receita Total 10.830 12.296 11,919% 14.927 17,628% 15.631 4,499% 16.582 5,739% 17.875 7,230%

Receitas Não-Financeiras (I) 10.830 12.273 11,755% 14.880 17,521% 15.557 4,351% 16.505 5,740% 17.791 7,230%

Despesas Total 10.793 12.050 10,433% 13.130 8,225% 15.075 12,904% 15.993 5,740% 17.239 7,229%

Despesas Não-Financeiras (II) 10.793 11.989 9,975% 12.997 7,760% 14.936 12,981% 15.845 5,740% 17.080 7,229%

Resultado Primário (I - II) 38 285 1.883 621 659 711

Resultado Nominal (744) (126) (114) (76) (67)

Dívida Pública Consolidada 1.906 1.603 -18,934% 949 -68,819% 836 -13,608% 769 -8,661% 715 -7,583%

Dívida Consolidada Líquida 1.663 919 -81,015% 793 -15,882% 679 -16,762% 603 -12,639% 536 -12,544%

2004 2005 % 2006 % 2007 % 2008 % 2009 %

Receita Total 9.070 11.080 18,140% 14.216 22,062% 14.957 4,953% 15.944 6,191% 17.220 7,407%

Receitas Não-Financeiras (I) 9.070 11.059 17,988% 14.172 21,962% 14.887 4,806% 15.870 6,191% 17.139 7,407%

Despesas Total 9.038 10.858 16,760% 12.505 13,166% 14.426 13,318% 15.378 6,191% 16.608 7,407%

Despesas Não-Financeiras (II) 9.038 10.803 16,334% 12.378 12,726% 14.293 13,395% 15.236 6,191% 16.455 7,408%

Resultado Primário (I - II) 32 256 1.794 595 634 685

Resultado Nominal (565) (107) (71) (70) (64)

Dívida Pública Consolidada 1.596 1.444 -10,533% 863 -67,336% 800 -7,930% 739 -8,142% 689 -7,377%

Dívida Consolidada Líquida 1.393 828 -68,230% 721 -14,865% 650 -10,933% 580 -12,092% 516 -12,323%

FONTE:

LOA 2006 e PIB - Estado

Edil Muniz Lopes Prefeito

ESPECIFICAÇÃO

Anexo II Receita - Resumo Geral, Anexo II Natureza da Despesa - Consolidação, Anexo XIV Balanço Patrimonial, dos exercícios

D

2007

VALORES A PREÇOS CORRENTES

ESPECIFICAÇÃO

VALORES A PREÇOS CONSTANTE PREFEITURA MUNICIPAL DE UMBURANAS

LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS ANEXO DE METAS FISCAIS

METAS FISCAIS ATUAIS COMPARADAS COM AS FIXADAS NOS TRÊS EXERCÍCIOS ANTERIORES

(8)

Governador do Estado Paulo Ganem Souto Secretário de Governo

Ruy Santos Tourinho Empresa Gráfi ca da Bahia Diretor Administrativo Financeiro

Marcos Gomes Dacach Diretor Técnico Milton César Fontes

UPB

União dos Municípios da Bahia Presidente:

José Ronaldo de Carvalho Diretor Administrativo

Marcelo Neves Tel. : (071) 3115 - 5900

DOM Publicações Legais Coordenador Técnico

Paulo Sérgio Silva Filial - Salvador R. Fernando M. de Góes, 397 Telefax: (71) 2105 - 7900 / 2105 - 7930

e-mail: coleta@rededom.com.br Site: www.diarioofi cialdosmunicipios.org

EXPEDIENTE

dos Municípios

Representantes Exclusivos:

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Referências

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