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Arquivos, bibliotecas e centros de documentação: da congência de objetivos à disidade da documentação e do processamento técnico. :: Brapci ::

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"

tz••••••••••••••••••

---Arquivos, bibliotecas

e centros de documentação:

Da

convergência de ollletivos

à

diversidade

da documenta,ãoe

do

processamento t6cnico.

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

Heloísa Liberalli BelIotto

XWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

*

XWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

A r q u i v o s , b i b l i o t e c a s e c e n t r o s d e d o c u m e n t a ç ã o t ê m a c o - r e s p o n s a b i l i d a d e n o p r o c e s s o d a r e c u p e r a ç ã o d a i n fo r m a ç ã o , e m b e n e fí c i o d a d i v u l g a ç ã o c i e n t í fi c a , t e c n o l ó g i c a , c u l t u r a l e s o c i a l , b e m c o m o n o t e s t e m u n h o j u r í d i c o e h i s t ó r i c o . E s s e s o b j e t i v o s s ã o a l c a n ç a d o s p e l a a p l i c a ç ã o d e p r o c e d i m e n t o s t é c n i c o s d i fe r e n t e s a m a t e r i a l d e d i s t i n t a s o r i g e n s . A d i fe r e n ç a s e b a s e i a , fu n d a m e n t a l m e n t e , n o fi m p a r a o s q u a i s o s d o c u m e n t o s fo r a m c r i a d o s . N e s t e s e n t i d o , a m o d e r n a

r e c u p e r a ç ã o d a i n fo r m a ç ã o , n a q u e l e s t r ê s t i p o s d e i n s t i t u i ç ã o , e x i g e p e s s o a l a l t a m e n t e q u a l i fi c a d o a t r a v é s d e fo r m a ç ã o e s p e c í fi c a .

~

A

concretização do NATIS -

Siste-mas Nacionais de Informação

- pelo qual a UNESCO tem se

empenhado desde

1974 (o que, pouco a pouco, vem

ocorrendo em vários países) pode

de-monstrar, de p e r s i , a oportunidade da

aproximação entre arquivos,

bibliote-cas e centros de documentação. Foi,

naquele ano, em Paris, na C o n fe r ê n c i a

l n t e r g o v e r n a m e n t a l s o b r e P l a n e j a m e n -t o d a s l n fr a e s t r u t u r a s N a c i o n a i s d e D o c u m e n t a ç ã o , B i b l i o t e c a s e A r q u i v o s

que se definiu, concretamente, o

NA-TIS como sistemas nacionais que

abar-cassem todos os organismos, recursos,

procedimentos e atividades relativas à

transmissão da informação. Às

Biblio-tecas Nacionais dos diferentes países

caberia papel de coordenação em

rela-ção às várias bibliotecas instaladas em

seus territórios, planificando serviços e

cooperando com instituições

interna-cionais. Da mesma forma, agiriam os

Arquivos Nacionais de cada um dos

• Bacharel em Biblioteconomia e Doutora em História. Pesquisadora do Instituto de Estu-dos Brasileiros da USP. Professora do Curso

de Pós-Graduação da ECA/USP.

R . b r a s . B i b l i o t e c o n . D o c . 1 1 ( 3 / 4 ) : 1 6 9 - 1 7 5 , j u l / d e z . 1 9 7 8

(2)

Heloísa Liberalli

""0"0

f

. .

Arquivos, bibliotecas e centros de documentação

lar aquelas características a elas ineren- de custódia). O material será

obrigato-P , fi lid d' d b rendo-se o

ar-tes. or conseguinte, sua Ina I a e narnente recolhi o, aS, , _

, I I funci I ivista d I - aqUlslçao

co-tanto e eu tura quanto uncionai, se-. qurvista a se eçao para ., '

gundo a natureza mesma do material mo o faria o bibliotecário ." ] a o centro

d

XWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

i d d d - do a sua

natu-repro UZI o. e ocumentaçao, segun

Quanto ao tipo da documentação, reza e filiação _ e confir~ando a sua

bibli I' I ' '-, bera seu acervo

na I IOteca, e a e, em gera, Impressa poslçao mista - rece ,

e múltimpla. Documentos idênticos po- por compra, doação, permuta ou, ,a

dern ser encontrados simultaneamente semelhança de arquivoS, por

recolhi-em várias bibliotecas. Já no arquivo, o mento obrigatório. ,

acervo pode ser manuscrito ou impres- Assim, podemos are este pO,nto

, i d d ( b a i d d I' ear o seguinte

so, mas a sua uruci a e ou a r x a esta explanação, e!O._

tiragem) é o que melhor o define. O quadro:

XWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

b i b l i o t e c a : reunlao dPor

com-fator t m p r e s s a o' - nao n~s parece- funda- pra, doação ou permu~a, de ocumen-f

mental, embora, o mais acatado entre tos múltiplos, produzIdos p~r 'do~tes

os arquivólogos, T.R. Schellemberg, múltiplas e resultantes de. atrvi ,a ,es,

'h d "O . , ,- tístIca tecruca

assim ten a se expressa o: s tipos pesquisas ou cnaçao ar .' ,

tratados principalmente pelas bibliore- ou científica, com fins culturais; a r q u i

-- bli - ' '- em natural de

cas sao as pu icaçoes Impressas, en- vo: reuruao, por passag , f

d f d ' d duma so onte

quanto os ocumentos em orma tex- ocumentos oriun os e "

tual o são principalmente pelos arqui- geradora, 7e, em geral, constltUldo~ ~m

"4 D do estri d d f i I " g"dos em serres

vos . entro o estrito senso a e 1 - exemp ar umco, congre < > _

' - d ' d I I d d o c u m e n t a ç a o '

ruçao e arquivos, sen o e es os resu - ou grupos; c e n t r o e _ .

d d f - drni , ( p ú '- d "..-ao permuta

ta os as unçoes a rrurusrrarrvas pu- reuruao por compra, 0<>;, '

blicas ou privadas), certos impressos aí ou recolhimento obrigatOno de

repro-d ' Ih d d - por sua vez

se enqua ram muito me or o que, uçoes (de documentos, .' d '

por exemplo, um manuscrito medieval múltiplos ou únicos) orlgbl~bal'os po~

de um poema de

v,

Irgl'I' O' do: f 'I 'I L a I ioteca e

10. tipo ocu- ontes mu tip as. ogo, di

I . d d -" - I' d ue custo Ia seu

menta , no centro e ocumentaçao, e, orgao co eciona or e q ,

I d - d d '" I' 'seu acervo esta

em gera, repro uçao, po en o ser a propno matena , Isto e, , .

, ' ' I ' I Q . I fi suas propnas

uruca ou mu np a. uanto a materia isicarnente presente em ,

d i ' 1 d - . I - " , ,.,or sua vez e

au ro-visuai, segun o a razao que o Insta açoes. O arqUIVO, r "

gerou, pode pertencer aos três tipos de orgão receptor. Igualmeot,e, ~bng~ s~a

, , . - bora sei . 'd ropno prédio

insnturçao, em ora seja caractensnca- ocumentação em seu p d .

" d d d de

ocumenta-mente npico e centro e ocumen- Por outro lado, o centro d

- , dor sen o

po-taçao. ção é também coleCIOna "d

" {ereOcla or. Isto

As formas pelas quais entra o rem, muitas vezes, re I - ,

f ., e e nao reune

material na biblioteca são via de regra porque, requentemente, f

' , , d eOtos: re

eren-a compreren-a a doação ou a permuta. O materialmente os ocum I .

. ' , "d 'logos co envos

arquivo;' porem, recebe os documentos era-os, atraves e cata

através de urna passagem natural den- ou similares.

t'ro ao esquema das tresA id de d E' , oico da

doeu-I a es o no processo tec d

dOcumento: arquivo' corrente (I)centra, mentaçao,- todavíavia, que .ramos eparar

Y T d

intermediário e final (ou histórico ou com as maiores diferenÇas. o os os

R.bras, Bibliotecon. Doc. 11 (3/4): 169· 175, jul/dez,1978

países, em relação à sua rede de arqui- técnicos completamente distintos, estas

vos estaduais (ou departamentais), mu- instituições podem e devem estar aptas

nicipais, especiais e particulares. a cobrir, de maneira o mais completa

E evidente que na raiz da implan- possível, um "campo de investigação".

tação de tais sistemas deve subjazer Em comum, portanto, a finalidade a

toda uma política nacional de informa- que se destinam e o papel que ocupam

ções. A sua eficácia refletir-se-ia no no processo social, cultural e

adminis-NA TIS e em benefícios, não só do trativo de um país, N esta direção,

usuários, mas também do próprio de- cabe-Ihes, em co-responsabilidade, a

sempenho das funções governativas. informação, a divulgação científica,

Aliás, as ramificações daquela política tecnológica, cultural e social, assim

deveriam atingir também as editoras, como o testemunho judiciário e

histó-livrarias, revistas especializadas, cen- rico.

tros de informação e órgãos produtores As distinções - e estas são o

de documentos, fossem públicos ou privados. bi . di I d b Ih

E,é claro, não se prescindiria dos programas O j e n v o prImor Ia, este ,tra, a

0-:-internacionais tipo UNISIST, ISBD, ISBN e se produzem a partir da propna

manei-de órgãos como a ISO, FIO ou a CIA.2 ra corno se origina o acervo e do tipo

O mais importante, nesta tarefa do documento a ser preservado por

comum da recuperação e divulgação da aquelas instituições: pela biblioteca, o

informação, é que seja evitada a disper- livro, a revista ( ou os moderna mente

são de esforços. Ora, só um planeja- chamados m u l t i m e i o s ) que são

resulta-mento integrado ao estilo do NATIS dos da atividade cultural, seja ela a

terá condições para tanto. Cientistas da criação artístico-literária ou pesquisa

informação, educadores e administra- de divulgação técnico-científica a

hu-dores, embora tenham acabado por manística; pelo arquivo, o material de

concluir que a coordenação de seus urna gama infinitamente variával( indo

empenhos convergentes para o objetivo de uma tableta assíria ou um relatório

comum da recuperação da informação impresso de empresa até as

provas--redundaria no proveito comum do pes- objeto de um processo judiciário),

quisador e da administração, estão co- oriundos de atividade funcional ou

meçando a tornar consciência de que intelectual de instituições ou pessoas,

há pontos divergentes quanto ao doeu- produzidos no decurso de suas funções.

mento custodiado ou armazenado, no Os fins, no caso da biblioteca, serão

concernente à natureza e processamen- culturais, e no caso do arquivo,

admi-to técnico a ele dispensado. nistrativos e jurídicos, sendo estes, a

O processo de fornecer dados, longo prazo, históricos. O centro de

existentes em que tipo for de continen- documentação, por sua vez, no que se

te, é da área comum dos profissionais refere à origem, produção e fins do

da informação. Neste ponto está o material que armazena, representa urna

objetivo convergente de arquivos, bi- somatória das duas instituições acima

bliotecas e centros de documentação. referenciadas. Isto porque,

configura-Partindo de material diverso, material do, por definição como a

"transposi-este originado, por sua vez, por dife- ção das informações primárias para

rentes razões, através de mecanismos outros recursos?", termina por

assirni-R.bras. Bibliotecon.Doc. 11 (3/4): 169-175, jul/dez.1978

170

'J

,

(3)

H e l o í s a L i b e r a1 1i B e l l o t t o

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

passos do documento (ou de sua

refe-rência no caso de alguns centros de

documentação), desde sua entrada na

instituição até o seu contacto com o

usuário, são bastante diferenciados. O

tratamento em si, que, na biblioteca é

dado à peça por peça (porém

totalizan-do uma única e grande coleção). 8 no

arquivo, é dispensado não à unidade,

mas à série, formando agrupamentos,

dentro dos diferentes fundos. 9. E,

no-vamente, o centro usará tratamento

misto, segundo o gênero de seu

mate-rial.

mentação e arquivos intermediários ou

finais. Justifica-se a exclusão dos

arqui-vos correntes porque a eles deve ser

imposta uma classificação bastante

simples e um arranjo funcional,

estrita-mente ligado à própria atividade da

empresa ou organismo a que

perten-cem, dispensa dos maiores estudos

acerca do documento.

A fase que, em Biblioteconomia, se

denomina

XWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

c l a s s i fi c a ç ã o corresponde,

nas modernas técnicas arquivísticas, ao

a r r a n j o ou o r d e n a ç ã o . A própria

varia-ção semântica nos conduz àquela que

Os r e g i s t r o s d e e n t r a d a , além de seria a dicotomia básica entre as duas

serem diversos entre arquivo e bibliote- áreas. Enqua?to que a Bibliotecônomia

ca (já que, neste caso, o centro compor- P?d.e ser regida por n o r m a s , a

Arqui-ta-se semelhantemente a um a outro vistica fundamenta-se em p r i n c í p i o s g e

-conforme sua caracterização), são tam~ r ~ i s . . Se,?s sistemas de classificação

bém diferenciados de arquivo para ar- b~bhog.rafIca (CDU e De~~y, os mais

quivo, conforme sejam correntes, inter- disseminados), salvo rarissimas

exce-medjários ou finais. O t o m b a m e n t o ções, podem ser rígida mente

obedeci-feito em bibliotecas só tem sentido no dos, a ordenação de arquivos deve

arquivo final ,uma vez que,nos outros , submeter-se à estrutura dos orgãos

ge-o dge-ocumentge-o está de passagem (rece- radores do documento e à natureza do

bendo, é evidente, seu respectivo regis- material ordenado. Aporta-se assim no

tro). Nos arquivos, de que tipo forem, r e s p e c t d e s fo n d s , preceito essencial do

as r e l a ç õ e s d e r e m e s s a são peças funda- trabalho arquivístico.

mentais. Isto porque os organismos A c a t a l o g a ç ã o - sendo a via pela

expeditores (criadores) da documenta- qual o usuário chega ao livro - tem

ção, como sendo seus autores ou pro- seu similar, em se tratando de arquivos,

dutores, poderão, a qualquer momen- na d e s c r i ç ã o . No primeiro caso, as

to, requisitar vistas a

um

ou a outro fichas ou volumes impresso, trazendo

processo. Assim, a biblioteca e o centro os elementos .descritivos da publicação,

de documentação acabam por ser uma permitem que sejam identificados:

au-reunião artificial de documentos do to r, título, local, editor e data de

irn-mais variado tipo; e o arquivo, dentro pressão e o assunto. A descrição de

das próprias coordenadas de sua defi- documentação de arquivo, feita através

nição, é uma reunião orgânica: seu dos chamados i n s t r u m e n t o s d e t r a b a

-acervo faz-se natural e cumulativa- l h o , 10 também permitem a

identifica-mente. ção da documentação. Dos mais gerais

Abordemos, agora, as fases se- e abarcantes (guias, relações,

repertó-guintes do processamento, apenas no rios) aos mais minuciosos (inventários

tocante a bibliotecas, centros de doeu- sumários e analíticos), estas

publica-R . b r a s . B i b l i o t e c o n . D o c . 1 1 ( 3 / 4 ) : 1 6 9 - 1 7 5 , j u l / d e z . 1 9 7 8

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A r q u i v o s , b i b l i o t e c a s e c e n t r o s d e d o c u m e n t a ç ã o

ções trazem os elementos descritivos nal), mas também o g r a n d e p ú b l i c o ,

dos documentos de arquivo. São eles: a abrangendo toda espécie de estudantes,

unidade criadora do documento, a ti- estudiosos e consulentes. Ora, a

clien-pologia documental, título e data, se- tela do arquivo (tenha-se em mente,

guidos de breve resumo e de cota de sempre, a diversidade dos tipos de

identificação e localização. No caso da arquivos) é constituída, antes de mais

biblioteca, a forma do meio de busca é, nada, pelo a d m i n i s t r a d o r , pelo e m p r e

-essencialmente, a fi c h a . Um catálogo s â r i o ou por seus representantes (aí se

em fichas permite intercalações, con- designando o produtor do documento

forme a necessidade das bibliotecas, ou o juridicamente interessado), e o

constantemente em expansão. Além p e s q u i s a d o r . De outro modo, o centro

disso, a identificação bibliográfica é de documentação, tem nesta última

sucinta. Aliás, a moderna tendência da categoria, o p e s q u i s a d o r , o seu único

catalogação tem-na tornado, cada vez público.

mais racional e simplificada. Ora, no "Cientistas da informação"

come-arquivo (e, aqui, reportamo-nos aos ça e ser a designação comum a abarcar

finais ou históricos) há necessidade de arquivistas, bibliotecários,

documenta-~aior descriação das séries, pela cir- listas e informatólogos em geral. Desta

cunstância do fator expansivo não ser classe de profissionais exigem-se certas

imprescindível. Ainda mais, pela razão qualidades peculiares, inerentes ao seu

da unicidade do documento a ficha tipo de trabalho: perseverança,

paciên-perde a sua funcionalidade. Pelo fato cia, memória visual, capacidade de

de o pesquisador precisar saber da análise síntese, cortesia, espírito de

localização do material de seu interes- cooperação etc. Mas, quanto ao

prepa-se, frequentemente, estando ele a longa ro acadêmico, temos hoje,

completa-distância, faz com que a fi c h a seja mente definidos os seus cursos

superio-substituída por fo l h a s (datilografas ou res: B i b l i o t e c o n o m i a e D o c u m e n t a ç ã o ,

impressas, contanto que passíveis de por um lado eA r q u i v o l o g i a , por outro.

multiplicação). E os centros de doeu- Verificados os dois currículos mínmos

rnenração, repetimos, por sua duplici- encontram-se duas disciplinas em

co-dade, apenas a partir de seu acervo é mum: Paleografia (e Diplomática) e

que poderão optar por um ou outro Documentação. Esta, porém, com

con-meio de pesquisa ou localização. . teúdo programático bem diverso para

Finalmente, o fator humano. uma e outra área. Portanto, pode-se

Quem é o público, quem é o usuário da concluir pela completa dessemelhança

bilioteca, do arquivo e do centro de entre os dois cursos. As condições de

documentação e qual é a qualificação adaptabilidade do profissional

forma-necessária a seus profissionais? A bi- do por um outro são, a nosso ver,

blioteca, teoricamente é, das três insti- dificultosas. Não poderia ser de outra

tuições; a que possui usuários em forma, uma vez que as

disciplinastéc-maior número e variedade. Fazem uso nicas da Biblioteconomia quase que

dela não só o p e s q u i s a d o r (aqui confi- são dispensáveis ao trabalho

arquivísti-gurado como o acadêmico, o professor co, e vice-versa.

universitário e o pesquisador profissio- Os pontos conflitantes situam-se

R . b r a s .B l b t i o t e c o n . D o e . i tt( 3 / 4 ) : 1 6 9 - 1 7 5 , j u l l d e z . 1 9 7 8

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zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

na área das atribuições privativas a prioridades para a chefia de um serviço

cada um dos profissionais, insertas no de microfilmagem de uma Secretaria de

Anteprojeto da reforma da lei que Estado, por exemplo, na qual, via de

dispõe sobre a profissão de bibliotecá- regra, existe um arquivo central e uma

rio.". Os conflitos se deram, precisa- biblioteca? Casos como este poderiam

mente, no sentido do centro de doeu- ser citados à exaustão. Não parece

mentação, justificadamente área de do- fácil, talvez, nem mesmo viável, a

solu-mínio comum. O

XWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

i n c i s o c, do a r t i g o 6 °, ção para tal impasse. E, na verdade,

do c a p í t u l o I indica como uma das não cabe no âmbito deste trabalho o

atribuições privativas dos biblioteco- ãpontar-se saídas para o caso. Ocor- ~

nomistas o "planejamento, assessora- reu-nos tão somente que teria sentido,

mento, consultoria, organização, irn- isto sim, aqui levantar o problema.

plantação, administração e direção de Serve para demonstrar enfaticamente a

centros e serviços de documentação e superposição arquivo-biblioteca,

quan-ou instituições que tenham como obje- do se trata de centros de

documen-tivo o armazenamento e ou a dissemi- tação.

nação da informação em qualquer área

de atividade intelectual, exceto àquelas

inerentes à arquivologia". Por sua vez,

o i n c i s o c, do a r t i g o 7° do mesmo

capítulo, estabelece que o

"planeja-mento, assesoramento, consultoria,

or-ganização, 'implantação, administração

e direção de centros e serviços de

documentação e ou informação, no

campo da arquivologia e demais

enti-dades e ou instituições, que têm como

objetivo o armazenamento e

dissemi-nação da informação na área da

Arqui-vologia"12. Ora, como precisar o

âmbi-to real destes centros de documentação

se, por definição, eles podem agregar,

na mesma instituição, documentos

tipi-ficados como de biblioteca e tipificados

como de arquivo? A mesma

contradi-ção ocorre nos respectivos i n c i s o s d ,

referentes aos serviços de reprografia e

microfilmagem. Como estabelecer

Se houve tempo em que, não

regu-lamentadas as profissões e não

defini-dos seus cursos de formação superior,

era possível uma certa mobilidade,

ho-je, os caminhos parecem já

estabeleci-dos, mesmo que ocorram "dores de

crescimento". E um exemplo delas é o

problema que ocorre no Anteprojeto,

como acima referimos.

O objetivo comum requer

qualida-des comuns e aspirações comuns. No

entanto, a diversidade da

documenta-ção e do processamento técnico,

sensi-velmente delineada, passa a requerer,

hoje, formação profissional específica.

Tal constatação, entretanto, não anula ~

a possibilidade do Conselho Federal

em comum, nem minimiza as

possibili-dades do NA TIS, como programa

ca-paz de conduzir a contento a

dissemi-nação da informação.

NOTAS

1 Funcion de Ias bibliotecas nacionales 2 Respectivamente: Universal System

en los sistemas nacionales e interna- for Information in Science and

Te-cionales de documentación ... B o l e - .chnology; Internacional Standard

t í n d e I a U n e s c o p a r a I a s b i b l i o t e c a s , Bibliographical Description;

Inter-Paris, 31 (1): 8-29, ene./feb.1977. national Standard Books Number;

R . b r a s . B i b l i o t e c o n . D o c . 1 1 ( 3 / 4 ) : 1 6 9 - 1 7 5 , j u l / d e z .1 9 7 8

174

---q

A r q u i v o s , b i b l i o t e c a s e c e n t r o s d e d o c u r n e n t a ç ã o

Inter~ational St~ndartizati?n Orga- 7 Me,s~o que a divisã-, orga A ,

nizatlOn; Conseil International des ongIne a constItUIção de l\o,gramlca

Archives. fundos. diferenr-j,

3 SOARES, Nilza Teixeira. A r q u i - 8 A não ser que as exceções

v o s e m S i s t e m a s N a c i o n a i s d e l n fo r - dentes a bibliotecas que ç:orrespo~_

m a ç ã o . Porto Alegre, julho 1977. mentem suas sub-coleções cornparn,

Trabalho apresentado ao IX Con- pelos nomes de seus antig em geral,

gresso Brasileiro de Biblioteconomia tários. ~s propne.

e Documentação. 9 Os fundos corresponde '

4 SCHELLEMBERG, T.R. Relações da regra, às grandes divisões~' ,vla_ de

biblioteca com o arquivo In: M a - que se liga o arquivo. o orgao a

n u a l d e A r q u i v o s Trad. Manuel A. 10 A terminologia arquivíst'

Wanderley. Rio de Janeiro, Arquivo sil tem consagrado esta l<:a no

Bra-Nacional, 1959, p.12 também usada na França expressão,

Usa-se paralelamente i • •e Espanha.

, "St

d e p e s q u i s a , mas Pode-se r u m e n t o s

principalmente na biblio enc?ntrar,

te-americana e inglesa, a ~raÍIaQ ' nor-_

m e i o d e b u s c a ou' esignaça.,

m s t r t t

busca. m e n t e de

11 HISTÓRICO dos trabalh

volvidos pelo Conselho l 'os

desen-Biblioteconomia. In A ederal de

. n t e p , R e fo r m a d a L e i 4 0 8 4 d e 3 r o j e t o d a

d e 1962. Brasília, ConselO d e , u n h o

de Biblioteconomia

,

197ho

a

Federal

12 Anteprojeto da ReforlQ' ,

4084 de 30 de junho

cl

a da LeI

p.25 e 26. e 1962 ... ,

5 Estamos considerando, quando

faze-mos menção a arquivos, a definição

genérica e preferencial, isto é, a

instituição destinada a recolher os

papéis produzidos durante as

ativi-dades de um órgão governamental

ou privado. Abstemo-nos, portanto,

de colocar em pauta, por exemplo, o

caso de um arquivo particular,

quando comprado ou doado a um

arquivo público.

6 Exceção feita ao expurgo ou

Jescar-te, mas esta é uma operação

comple-xa e não depende só do arquivista.

R , b r a s , B i b l i o t e c o n . D o e , 1 1 ( 3 / 4 ) : 1 6 9 - 1 7 5 , j u l / d e z , 1 9 7 8

Referências

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