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A UTOPIA NEOLIBERAL E O INGRESSO NO PARAÍSO.

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Anais do Congresso ANPTECRE, v. 05, 2015, p. ST0302 A UTOPIA NEOLIBERAL E O INGRESSO NO PARAÍSO.

Thadeu da Silva Souza Mestrando em Ciências da Religião Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) Cnpq [email protected] ST 03 – CAPITALISMO COMO RELIGIÃO

Resumo: O presente artigo procurou inserir-se na inspiração de teóricos que buscam revisar o conceito moderno de religião, no intento de superar a dicotomia entre sistemas seculares e o fenômeno religioso. Nosso objetivo é apresentar um breve estudo sobre o mercado total como utopia do mundo moderno capitalista burguês e condição do Paraíso. A sociedade moderna inaugura uma grande reviravolta, não só na compreensão das categorias tempo e espaço, como também contribui para transformar o conceito de utopia. A esperança religiosa anunciada pelas sociedades tradicionais não foi extinta pela modernidade, mais foi assumida e transformada pela sociedade moderna. O plano que outrora se embasava no invisível transcendente, agora se desloca para o futuro imanente. O anúncio capitalista consiste na promessa de uma vida abundante e na satisfação material de todos os desejos humanos. O Paraíso, ao contrário do pregão da cristandade, pode chegar em plenitude no presente, mediante a conversão dos homens aos apelos do progresso tecnológico e econômico do mercado total. Nossa pesquisa coloca em evidência divinização do mercado pelas mãos daqueles que, em busca de riqueza ilimitada, gestam uma crise profunda da dignidade dos mais empobrecidos. As estruturas do mercado vestem-se da verdade, a opressão tornar-se-á a possibilidade da salvação. Quem se coloca contra este sistema deve ser visto como aquele que impede a liberdade do mercado, seu progresso e, portanto, o Paraíso. Movimentos religiosos como a Teologia da Libertação na América Latina, formaram grupos de resistência anticapitalista. A utopia neoliberal de mercado, com pretensão de liberdade, classifica estes grupos como utópicos, os quais devem ser combatidos.

Palavras-chave: Utopia, Mercado, Neoliberalismo, Progresso, Paraíso

Anais do IV Congresso da ANPTECRE

“Religião, Direitos Humanos e Laicidade”

ISSN:2175-9685 Licenciado sob uma Licença

Creative Commons

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Anais do Congresso ANPTECRE, v. 05, 2015, p. ST0302 INTRODUÇÃO

Soa ainda estranho à razão moderna, a possibilidade de se compreender o capitalismo como religião. Como também, ouve-se estranhamente, que o mundo moderno capitalista burguês, crente de que todos os desejos humanos podem ser saciados com o acumulo ilimitado de riquezas a partir do progresso tecnológico, assegura por fé que o mercado total é o “Caminho e a Verdade” que nos conduz ao Paraíso, à vida em abundância. Fica claro que trabalhamos com a hipótese de que o capitalismo é uma religião que esconde em seus fundamentos o que podemos “chamar de ‘teologia endógena’ das concepções econômicas” (ASSMANN; HINKELAMMERT, 1989, p. 26). Neste sentido, Jung Mo Sung, conclui que, se é “verdade que o capitalismo atual tem uma ‘teologia endógena’, ele deve ter algumas características fundamentais de todas as religiões. Por exemplo, a promessa do Paraíso, (...) e o caminho e o preço a pagar (os sacrifícios necessários) para atingir o paraíso” (SUNG, 2010, p. 28). O objetivo desta comunicação, portanto, é apresentar um breve estudo sobre o mercado total, como utopia do neoliberalismo capitalista e meio do Paraíso.

Partimos da ideia de que as sociedades modernas inauguram uma transformação sobre a noção de utopia herdada das sociedades tradicionais judaico- cristãs sob a ideia do Paraíso, sem lançarem mão dos aparatos míticos-teológicos da cristandade. A Modernidade lhes conferiu uma forma secularizada. Neste sentido, podemos considerar, que Deus ordena a humanidade sob o signo de uma nova lei, uma lei natural, que se desloca do Império cristão medieval para reger a sociedade moderna capitalista neoliberal. Trata-se da lei totalitária do mercado, fora dela instala-se o caos, perde-se do caminho redentor, não se chega ao Paraíso. (HINKELAMMERT, 1995).

1. O Mercado e a Utopia da Razão Neoliberal.

Franz Hinkelammert, em sua obra, Crítica de la razón utópica (2002), consegue

elaborar uma boa síntese sobre o caráter utópico das teorias neoliberais, mais

especificamente sobre o mercado total. Ele diz que, “el mercado total, en su

representación del automatismo del mercado, es utópico en el sentido de una societas

perfecta y de una institución perfecta. No obstante, se trata de una utopia que no es

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Anais do Congresso ANPTECRE, v. 05, 2015, p. ST0302 percibida como tal, sino que es identificada con la realidad” (HINKELAMMERT, 2002, p.277-278). Neste sentido, faz-se necessário compreender, segundo a lógica neoliberal, quais são as características do mercado que o faz uma sociedade perfeita. Esta análise pode revelar a noção que este grupo tem sobre o mercado. Para tanto, buscamos nas palavras de Michel Novak, teólogo profissional, chefe do departamento de teologia do Instituto Americano de Empresas, tais características. Ele diz que,

Num sistema de mercado as coisas andam; a riqueza cresce; oportunidades se abrem; brechas aparecem; novos grupos enriquecem. A inteligência prática serve-se de arranjos existentes a fim de criar outros, de oferecer novos serviços, de preencher necessidades vazias, de descobrir melhores formas. A inventiva estimulada por um sistema de mercado pode ser sua mais importante característica (NOVAK, 1982, p. 123).

Podemos perceber que Novak busca elaborar um conceito que transcende a realidade dos lugares onde não existe o sistema de mercado, portanto distante, da realidade destes, marcando assim o sentido de sua realização, como também possibilita a manutenção da ordem existente. De fato, não consiste em elaborações “(..) separadas da realidade efetiva. A elaboração imaginária da utopia é concebida sempre a partir do presente. Fala de um outro lugar ou outro tempo referenciada pelo presente.

Ao mesmo tempo que o presente nutre o pensamento utópico, permite sua própria crítica” (COELHO, 2015, p. 87). Identificadas estas características básicas, podemos afirmar que Novak elabora uma visão utópica de mercado. Ele apresenta uma

“sociedade perfeita” ou uma “instituição perfeita”. Neste sentido, para os neoliberais,

“quando o mercado for tudo em todos, eles acreditam que os problemas acabarão”

(SUNG, 2010, p.31) e a sociedade de mercado perfeita portanto, estabelecida. No entanto, o neoliberalismo capitalista não se anuncia detentor de uma razão utópica.

Muito pelo contrário, como disse Hikelammert, a ideologia do mercado se passa por antiutópica. E de fato, “trata-se, porém, de uma utopia que não é percebida como tal, mas é identificada com a realidade” (ASSMANN; HINKELAMMERT, 1989, p. 272).

2. Paraíso, Abundância e Fé.

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Anais do Congresso ANPTECRE, v. 05, 2015, p. ST0302 Hinkelammert, elabora quatro fatores que caracterizam a promessa da salvação do capitalismo, nas quais acreditamos encontrar muitas relações com as palavras de Novak. Tomaremos apenas as duas primeiras destas.

1

Ele diz que:

Resulta, entonces, la promessa de la salvación/Buena Nueva del liberalismo económico: 1.La abundancia (la satisfacción de los deseos); 2. La promesa de um crecimiento sin fin; 3. La unidad de la humanidad por medio del mercado; 4. La aceptación de la destrucción del ser humano y de la naturaleza confiando en las fuerzas salvíficas del mercado que, mediante el crecimiento sin fin, garantizan el camino para superarla (HINKELAMMERT, 2002, p.283).

É interessante notar que, “a natureza do Paraíso era aos olhos dos homens medievais sobretudo sinônimo de abundância” (JUNIOR, 1992, p. 122). Na transição da cristandade medieval para a sociedade moderna este conceito utópico se transformou, sem perder seu fundamento mítico-religioso. A promessa transcendente da sociedade tradicional, desloca-se para a sociedade moderna como futuro imanente. Para Hinkelammert, a promessa de uma vida “em abundância” e de completa satisfação dos desejos, é a realização paradisíaca de primeira ordem. Francis Fukuyama, pensador neoliberal, em sua obra, O fim da História e o Último Homem (1992), defende que o mercado capitalista neoliberal é o cume da história e estamos próximos à “Terra Prometida”. Para ele, “a tecnologia torna possível o acumulo ilimitado de riquezas, e portanto, da satisfação de um conjunto sempre crescente de desejos humanos”

(FUKUYAMA, 1992, p.14). Novak, dentro de seu horizonte de esperança utópica, aponta a utopia neoliberal do mercado como o único caminho para a “terra prometida”.

Como vimos acima, “num sistema de mercado as coisas andam; a riqueza cresce;

oportunidades se abrem; brechas aparecem; novos grupos enriquecem (NOVAK, 1982, p. 123).

1 Faz-se necessário lembrar que, na aproximação que faremos entre as duas citações, buscaremos tratar dos

pressupostos míticos-religiosos do sistema de mercado, vendo-os como utopia da razão neoliberal capitalista, como

único “Caminho e Verdade” que pode nos conceder o Paraíso. Não é nossa intenção entrar nos fundamentos desta

nova ordem econômica, seria demasiado assunto.

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Anais do Congresso ANPTECRE, v. 05, 2015, p. ST0302 Analisando as colocações, podemos considerar que, a abundância ou a satisfação de todos os desejos humanos, que diz Hikelammert, pressupõem, de acordo com Fukuyama, o progresso tecnológico e dele, o progresso econômico. “Porque a história tem o sentido e a direção que lhe são conferidos pelo progresso, e o progresso não tem limites, o futuro é infinito” (SANTOS, 2010, p. 115). O progresso é a condição sem a qual não se tem abundância ilimitada de riquezas. Assim, o sistema de mercado capitalista é instituição perfeita pela qual se chega ao Paraíso. Neste sentido, Jung Mo Sung, revela a contradição dos pressupostos da utopia neoliberal de que o Paraíso, saciará todos os desejos humanos, cuja a via verdadeira é o mercado perfeito, em estado de pleno progresso tecnológico e econômico. Ele diz que

Segundo Fukuyama, o segredo do Paraíso, a satisfação de todos os desejos humanos, está no progresso infinito que possibilita a acumulação infinita de riqueza. Ele só não explica como o ser humano, que é finito, trabalhando a natureza, que também é finita, pode chegar a acumulação infinita. Aqui está o segredo do mito. A passagem do “finito” para o “infinito” sem explicação racional ou razoável. O problema é que sem essa passagem indevida o mito do progresso não se sustenta, e nem se pode afirmar que estamos chegando à Terra Prometida. Por isso que é “mítico-religioso”, porque pressupõem uma fé num ser supra-humano ou numa “lei da história” também supra-humana que faça essa passagem (SUNG, 2010, p. 30-31).

A partir da utopia neoliberal, Sung, descreve a impossibilidade de se atingir o infinito, utilizando-se de bases finitas, como o ser humano e a natureza. Logo, o progresso que o sistema de mercado perfeito pretende é factualmente insustentável, contudo anunciado como uma realidade possível, o que fornece a este, contornos de veracidade. Podemos dizer, que o pregão neoliberal é um mito. O mito é sustentado pela fé em um ser supra-humano, o qual possibilitará, apesar da escassez, se chegar ao Paraíso, ao mundo de riqueza ilimitada. Podemos dizer que, M. Friedman, Prêmio Nobel de Economia, na obra, Capitalismo e liberdade (1985) nos leva a perceber do que se trata este ser supra-humano. Ele diz que, “subjacente à maior parte dos argumentos contra o mercado livre está a ausência da fé na liberdade como tal”

(FRIEDMAN, 1985, p. 27). Neste sentido, para os críticos do livre mercado, ele diz, que

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Anais do Congresso ANPTECRE, v. 05, 2015, p. ST0302 falta fé nas garantias do livre mercado. A incredulidade tornou-se um problema econômico.

3. A resistência anticapitalista e o antiutopismo da utopia neoliberal.

Os mercados “até a nossa época (...) nada mais eram do que acessórios da vida econômica. Como regra, o sistema econômico era absorvido pelo sistema social e, qualquer que fosse o princípio de comportamento predominante na economia, a presença do padrão de mercado sempre era compatível com ele” (POLANYI, 2000, p.89). É possível dizer portanto, que alhures, o mercado também já fora parte de uma totalidade. Quando o neoliberalismo diviniza o mercado, anunciando-o como uma sociedade perfeita, supra-humana, por meio da qual podemos chegar ao Paraíso, ele passa a subordinar a sociedade às suas exigências.

Destarte, quem está de fora do sistema pode questionar o anuncio neoliberal em vistas dos subordinados, dos seres finitos que estão sendo oprimidos infinitamente para alimentar “um conjunto sempre crescente de desejos humanos” (FUKUYAMA, 1992, p.14). Os grupos que demarcam está resistência anticapitalista, “que não colocam fé”

no mercado, são acusados de impedir a liberdade do mercado, o progresso tecnológico e econômico, enfim, afasta-nos da sociedade perfeita e por isso, do Paraíso de riquezas ilimitadas.

Acontece que partes que observam fora da totalidade, acabam por criar conceitos éticos sobre as experiências. Sem comungar da utopia do mercado como sociedade perfeita como os liberais, dispostos a conquistá-la a qualquer custo, estas partes, que podemos chamar de movimentos de esquerda, veem experiências humanas de profundo sofrimento e dor, resultado da busca do capitalismo, demasiado racional, em totalizar a sociedade perfeita do mercado, mesmo que isto custe vidas finitas para alimentar desejos infinitos de riquezas. Privatiza-se o lucro e se socializam os custos. Por isso que grupos como estes optam por entrar na política para defender as vítimas, inclusive em nome da religião e do Deus da Vida

2

. Política de metas sociais

2

Veja: RICHARD, Pablo; CROTA, Severino. A luta dos deuses. Os ídolos da opressão e a busca do Deus

libertador. São Paulo: Paulinas, 1982.

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Anais do Congresso ANPTECRE, v. 05, 2015, p. ST0302 não cabe no dicionário do mercado capitalista burguês, muito pelo contrário, emperra sua lógica, desvia a humanidade do caminho do Paraíso. Isto porque suas leis racionais passam longe do sofrimento do ser humano de verdade, restringe-se ao homo economicus, analisado pela quantidade de dinheiro que acumula, o que e quanto consome. Portanto, “ao se emancipar da realidade, já não tem nada a dizer sobre a realidade. Para todos os problemas urgentes tem apenas uma resposta deduzida de princípios e completamente dogmática: mais mercado” (ASSMANN; HINKELAMMERT, 1989, p.271).

4. Conclusão

Apesar de anunciar a liberdade da América, a utopia neoliberal do mercado total parece ser a completa contrariedade do conceito de liberdade. “Se trata de un futuro infinito prometido como resultado del sometimiento infinito a los poderes del sistema”

(HINKELAMMERT, 2002, p. 288). A escravidão dos homens liberta o mercado do grito das vítimas, e o faz progredir ao nível dos desejos infinitos de alguns pequenos grupos.

O culpado da não liberdade é o oprimido, ele é responsável pela sua condição. A ascensão dos países do Norte, é um engano conveniente, porque se sustenta pela violência dos cada vez mais empobrecidos países do Sul global. A liberdade tem sempre seu preço.

O Paraíso medievo não acabou com o surgimento da sociedade capitalista moderna. Seus fundamentos míticos-religiosos foram raptados. A confiança irrestrita em Deus, tornou-se a fé absoluta no Deus/mercado. Deus é uma criação da mente obcecada por riquezas da razão neoliberal. Ele é o “Caminho e a Vida”. “O sagrado não foi expulso, mas sim “deslocado” para o mercado. O mercado sacralizado é apresentado, assim, como aquele que vai realizar o “Paraíso Terrestre” no interior da história humana e, em seu nome, são exigidos sacrifícios de vidas humanas (SUNG, 1994, p. 267). “Deus não morreu. Ele tornou-se Dinheiro” (AGAMBEM, 2012).

Referenciais

AGAMBEM G. “Deus não morreu. Ele tornou-se Dinheiro” (2012). Entrevista com

Giorgio Agambem à Ragusa News de 16/08/2012, publicada no “Blog da Boitempo” em

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Anais do Congresso ANPTECRE, v. 05, 2015, p. ST0302 31/08/2012, disponível em http://blogdaboitempo.com.br/2012/08/31/deus-nao-morreu- ele-tornou-se-dinheiro-entrevista-comgiorgio-agamben/. Acesso em 05/03/2015.

ASSMANN, Hugo; HINKELAMMERT; J. Franz. A Idolatria do Mercado. Ensaio sobre Economia e Teologia. São Paulo: Vozes, 1989.

ALLAN, da Silva Coelho. Capitalismo como Religião: Uma crítica a seus fundamentos míticos-teológicos. Tese de doutorado em Ciências da Religião.

Faculdade de Humanidades e Direito da Universidade Metodista de São Paulo, 2014.

FUKUYAMA, F. O fim da história e o último homem. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.

FRIEDMAN, M. Capitalismo e Liberdade. 2ª ed. São Paulo: Nova Cultura, 1985.

HINKELAMMERT, J. Franz. Sacrifícios humanos e a sociedade ocidental: Lúcifer e a Besta. São Paulo: Paulus, 1995.

________________________. Crítica de la Razón Utopica. Bilbao: Ed. Desclée de Brouwer, 2002.

JUNIOR, Hilário Franco. As utopias medievais. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1992.

NOVAK, Michel. O Espírito do Capitalismo Democrático. Rio de Janeiro: Ed. Nórdica LTDA.

POLANYI, Karl. A Grande Transformação. As origens da nossa época. 2ªed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000.

RICHARD, Pablo; CROTA, Severino. A luta dos deuses. Os ídolos da opressão e a busca do Deus libertador. São Paulo: Paulinas, 1982.

SANTOS, Boaventura de Sousa. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2010.

SUNG, Jung Mo. Desejo, mercado e religião. 4ª ed. São Paulo: Fonte Editorial, 2010.

______________. Teologia e economia: repensando a teologia da libertação e

utopias. Petrópolis: Vozes, 1994.

Referências

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