GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE
SUPERINTENDENCIA DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E BIODIVERSIDADE
COORDENADORIA DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E ÁREAS PROTEGIDAS
TERMO DE REFERÊNCIA Nº 2014.0602.00027-5 CAMPO 01: DA IDENTIFICAÇÃO DO DEMANDANTE
UNIDADE (SETOR): Coordenadoria de unidades de Conservação e Áreas Protegidas CAMPO 02: RECURSOS FINANCEIROS
Programa ARPA - ÁREAS PROTEGIDAS DA AMAZONIA
Projeto: 02.07.16 - PARQUE ESTADUAL SERRA RICARDO FRANCO
CAMPO 03: OBJETO
Termo de referência para contratação de Serviço de Terceiro de Pessoa Jurídica para a redação do Planejamento, do zoneamento e dos projetos específicos que serão contemplados no Plano de Manejo do Parque Estadual Serra Ricardo Franco, tendo como base o Estudo Ecológico Rápido da Unidade de Conservação está concluído.
CAMPO 04: CLASSIFICAÇÃO DA DESPESA
Serviço de Terceiro Pessoa Jurídica.
CAMPO 05: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE BEM OU SERVIÇO 5.1. ÁREA DE ESTUDO
O presente Termo de Referência tem como área de estudo o Parque Estadual Serra Ricardo Franco e sua área de entorno, e visa ampliar o conhecimento sobre os ambientes físico, biótico e social, contribuindo assim para o processo de planejamento e para a produção do Plano de Manejo do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco.
O Parque Estadual Serra Ricardo Franco foi criado pelo Decreto Nº 1.796, de 04 de novembro de 1997, em área aproximada de 158.620,85 hectares (cento e cinquenta e oito mil, seiscentos e vinte hectares e oitenta e cinco ares), “considerando a necessidade de se assegurar a proteção integral dos recursos abióticos e paisagísticos de área de floresta localizada no Município de Vila Bela da Santíssima Trindade”. O artigo 2º do referido decreto diz: “O parque Estadual Serra Ricardo Franco objetiva garantir a proteção dos recursos hídricos e a viabilidade de movimentação das espécies da fauna nativa, preservando amostra representativa dos ecossistemas existentes na área, e proporcionando oportunidades controladas para uso pelo público, educação e pesquisa científica”.
Este parque está situado no extremo oeste do Estado de Mato Grosso, e está totalmente inserido no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, até o rio Verde, na fronteira Brasil - Bolívia, no encontro com a rodovia MT- 199, próximo ao rio Capivari. Caracteriza-se por representar um divisor de águas das Bacias Amazônicas e do rio da Prata. Possui ambientes de Pantanal ao longo do rio Guaporé, de cerrado que ocupa a maior parte da sua área, e de floresta com espécies arbóreas de grande e pequeno porte.
A região é também ocupada por diferentes grupos sociais: quilombolas, migrantes pobres e proprietários de grandes extensões de terras e fazendas. Esses grupos foram entrevistados e seus relatos foram considerados representativos. O conteúdo extraído das suas falas, embora fragmentado pelas lembranças do passado, de fatos que ouviram dizer, ou de conflitos locais, é riquíssimo e de grande importância para compor o cenário da realidade local.
5.2. DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO
Para a elaboração deste Plano de Manejo, os serviços de consultoria, objeto deste Termo de Referência, deverão tomar como referência o “Roteiro Metodológico de Planejamento - Parque Nacional, Reserva Biológica, Estação Ecológica (MMA/IBAMA - versão 2002)”, o qual estabelece os procedimentos gerais para a elaboração dos diferentes estágios de planejamento.
Quando dos estudos para a criação da unidade de conservação foram realizados estudos ecológicos rápido, elaborado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental - SPVS, que geraram
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informações sobre os aspectos gerais dos estados abióticos da área, no que se refere a clima, geomorfologia, geologia, solos, morfologia e hidrologia. Estudos sobre os aspectos bióticos quanto à flora, com a identificação das formações vegetais; da fauna, composição e da distribuição faunística e habitats;
diagnóstico tendo como base os aspectos socioeconômico e cultural, com o levantamento da ocupação histórica e dos sítios arqueológicos, com o levantamento ocupacional e de uso do solo com a caracterização da população e indicadores sociais.
Estes dados primários contemplam a descrição da caracterização da paisagem com seus componentes naturais encontrados e do estado de significância para a conservação da diversidade biológica. Contempla um panorama com as principais ameaças e efeitos e também um plano global de implementação para o parque, contendo recomendações pertinentes à gestão da UC.
Estes documentos técnicos contribuirão para subsidiar a elaboração do presente objeto de contratação, que subsidiarão o Plano de Manejo do Parque Estadual Serra Ricardo Franco na sua versão finalizada.
Portanto a Contratada deverá entregar o Plano de Manejo elaborado e os Relatórios de Execução. A consultoria contratada se responsabilizará pela organização e execução de duas Oficinas de Planejamento Participativo, com o envolvimento da comunidade científica, lideranças locais e entidades relacionadas com a Unidade, objetivando a obtenção de um documento sintonizado com a realidade e as demandas locais.
A contratação da consultoria terá uma duração de 12 (doze) meses, a contar da data de assinatura do contrato. A consultoria contratada deve se comprometer a apresentar relatórios sintéticos sobre as atividades a cada 2 (dois) meses e a versão final do plano de manejo concluído.
Todos os equipamentos, materiais, serviços de terceiros e outros similares necessários à elaboração do Plano de Manejo ocorrerão por conta da Consultoria contratada.
O processo de elaboração deste plano ocorrerá em três etapas:
1ª. Elaboração de diagnósticos complementares aos estudos disponibilizados pelo Estudo Ecológico Rápido, avaliando os problemas ambientais decorrentes da utilização da terra.
A SEMA/MT estabelecerá para a elaboração do Plano de Manejo - uma Equipe de Planejamento, constituída, além da consultoria contratada, dois técnicos da CUCO e do Gerente da Unidade de Conservação. Os técnicos da CUCO serão responsáveis pelo acompanhamento e supervisão técnica na elaboração do Plano de Manejo.
A Equipe de Planejamento acompanhará em todos os momentos as diferentes atividades de elaboração do plano de manejo e participará das discussões dos documentos apresentados pela consultoria contratada. O apoio dos técnicos da SEMA se dará durante todas as fases do trabalho oferecendo orientação e informações ao bom desenvolvimento do mesmo. As atribuições e responsabilidades específicas de cada um dos componentes da Equipe de Planejamento e da consultoria contratada serão especificadas nesta etapa. Os trabalhos quando realizados em conjunto, deverão obedecer a uma programação acordada entre o contratado e os técnicos envolvidos no processo.
2ª. Apresentar as cartas temáticos e cartas-síntese e carta de zoneamento incluindo a zona de amortecimento, em escala de 1:100.000, com textos explicativos, contendo diretrizes e orientações ao uso, segundo áreas de diferentes níveis de fragilidade ambiental, a partir do diagnóstico resultante da primeira etapa, dos dados secundários, e das informações contidas na AER.
3ª. Elaborar o documento final do Plano de Manejo deverá conter os resultados dos estudos consolidados, objeto da contratação e os resultados dos estudos obtidos em etapas anteriores.
A consultoria contratada deverá se comprometer a executar as seguintes atividades:
Elaborar o Plano de Trabalho;
Executar os levantamentos necessários;
Cumprir o cronograma estabelecido;
Apresentar os produtos, parciais/intermediários e finais, à equipe técnica da SEMA (Coordenadoria de Unidades de Conservação- CUCO/SUB) de acordo com as exigências estabelecidas no item
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PRODUTOS;
Realizar reuniões técnicas com a equipe da SEMA, para o alinhamento e estabelecimento dos objetivos de manejo e zoneamento e das estratégias para definição do Plano de Manejo e para delimitação da zona de amortecimento;
Organizar e executar as Oficinas de Planejamento Participativo em conjunto com a equipe de trabalho;
Consolidar os subsídios das Oficinas de Planejamento Participativo, através de relatórios;
Realizar visitas à campo na unidade: para identificar os fatores que interferem sobre seus recursos naturais e culturais e levantar as consequências ou efeitos negativos provocados pelas atividades que estejam sendo realizadas na unidade, bem como localizar as áreas mais problemáticas dentro e fora dela;
Analisar os levantamentos dos principais recursos naturais da unidade, obtidos através da metodologia da Avaliação Ecológica Rápida (AER) e dados secundários;
Analisar os levantamentos sobre a caracterização socioeconômica das populações que moram na zona de amortecimento;
Analisar as características para o uso público na unidade e na sua zona de amortecimento;
Apresentar a Declaração de Significância;
Realizar em conjunto com o Conselho Gestor do Parque, 02 (duas) reuniões com os principais grupos sociais, instituições ou organizações relacionadas à mesma, objetivando a complementação e análise das informações disponíveis, bem como a identificação de interesses, expectativas, possibilidades de cooperação/parcerias com os envolvidos e responsabilidades atribuídas em relação à unidade;
Apresentar à equipe técnica da SEMA versão preliminar do Plano de Manejo, contendo programas de proteção e monitoramento da UC, dentre outros, o programa de monitoramento e Avaliação do Plano de Manejo;
Proceder às modificações e recomendações apontadas pela equipe de trabalho das instituições envolvidas e acordadas nas reuniões;
Apresentar à equipe técnica da SEMA versão final do Plano de Manejo;
Apresentar o Resumo Executivo do Plano de Manejo (formato para divulgação e edição).
Anexar ao documento final as cartas temáticas produzidas a partir da Avaliação Ecológica Rápida e carta do Zoneamento da unidade, incluindo a sua zona de amortecimento;
Realizar o levantamento do patrimônio histórico e cultural, descrevendo as manifestações culturais que ocorram nas proximidades como: cultos religiosos, vestígios de caça e pesca, visitação turística entre outros.
5.3. PRODUTOS
Durante a elaboração do Plano de Manejo do Parque Estadual Serra Ricardo Franco, a Consultoria contratada deverá entregar os seguintes produtos:
5.3.1. Plano de Trabalho prévio, ao início das atividades para avaliação da equipe técnica da SEMA, neste documento deverão ser apresentadas, sinteticamente: as atividades técnicas desenvolvidas, com o respectivo cronograma e objetivos de trabalho para cada atividade;
5.3.2. Elaboração de diagnósticos complementares aos estudos disponibilizados pelo Estudo Ecológico Rápido, avaliando os problemas ambientais decorrentes da utilização da terra. (Relatório Técnico 1)
5.3.3. Duas Oficinas de Planejamento Participativo com seus respectivos relatórios (Relatório Técnico 2) 5.3.4. Plano de Manejo consolidado e Resumo Executivo
A versão preliminar do plano de manejo a ser apresentada após a realização das duas oficinas participativas deverá ser apresentada da seguinte forma:
Aspectos Gerais da Unidade de Conservação. Correções e sugestões poderão eventualmente ser discutidas e apresentadas pela Comissão de Supervisão. Neste relatório deverá ser também apresentado os conteúdos já consolidados: Caracterização Ambiental (Clima, Geologia, Geomorfologia, Pedologia, Hidrografia, Hidrologia, Vegetação, Fauna-Mastofauna, Ictiofauna, Herpetofauna e Ornitofauna e Utilização da Terra). Caracterização Sócio-Econômica. Deverão ser discriminados também, os principais problemas observados, contendo ilustrações e cartas necessárias.
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Manejo da Unidade de Conservação - deverá apresentar subsídios necessários para o zoneamento (apresentando o Mapa Preliminar de Zoneamento incluindo a zona de amortecimento e os critérios para seleção das zonas, definição de cada uma, as diretrizes e normas gerais e específicas), os objetivos específicos de manejo e os Programas de Manejo com os respectivos subprogramas com seus objetivos e atividades a serem executadas. Indicação de soluções e estilos arquitetônicos para as infraestruturas a serem implantadas em conformidade com a paisagem e com os materiais disponíveis na região onde se encontra o parque.
Planejamento da Implementação - Deverá discriminar como serão as etapas de implantação das atividades propostas no relatório anterior. Define-se também aqui o cronograma de atividades (considera-se, em geral, 5 anos para a nova revisão do Plano de Manejo) por programa e subprograma; os recursos materiais e humanos, o custo anual e total para implantação do Plano de Manejo, feito por elemento de despesa.
Relatórios circunstanciados das duas Oficinas de Planejamento Participativo a ser realizada no decorrer dos trabalhos, com as comunidades locais, envolvendo os setores públicos, privados, não governamentais e técnico-científicos, atuantes na área do Parque Estadual Serra Ricardo Franco.
5.4. FORMA DE APRESENTAÇÃO
A formatação dos documentos, tanto na versão preliminar, como na final, deverá observar as seguintes características:
• Programa: Word 7/compatível com versões anteriores
• Fonte: ARIAL
• Título principal: ARIAL 11, caixa alta, negrito
• Subtítulo: ARIAL 11, caixa alta e baixa, negrito
• Texto: ARIAL 11, justificado
• Páginas numeradas
• Espaçamento simples entre linhas e um espaço entre parágrafos
• Numeração dos itens: algarismos arábicos, negrito, separados por ponto (ex.: 1., 1.1., etc.)
• Tamanho A4 do papel;
• Margens da página: superior/inferior - 2 cm, esquerda - 3 cm, direita -2 cm cabeçalho/rodapé: 1,6 cm
• Sem recuo para indicar parágrafo, começando no início da margem esquerda.
E ainda, deverá seguir as seguintes instruções durante a redação dos documentos finais e intermediários:
• Os textos explicativos dos documentos intermediários e do documento final do Plano de Manejo do Parque Estadual Serra Ricardo Franco, deverão ser escritos em língua portuguesa, e entregues em volumes com tabelas, gráficos, fotos e os respectivos mapas temáticos e mapas-síntese na escala 1:100.000;
• Tabelas, quadros, croquis e quaisquer outras instruções deverão estar enumerados, apresentar legenda e títulos completos e autoexplicativos, estando os mesmos citados no transcorrer do texto.
• Valorizar a documentação visual do item acima, inserindo-a no corpo do texto, e não em anexo.
• As siglas deverão ser explicadas somente na primeira vez em que forem citadas e deverá aparecer uma relação das siglas utilizadas no início do documento.
• As palavras em outros idiomas deverão vir em itálico.
• Nomes científicos também deverão estar em itálico, sem separação de sílabas, seguidos ou antecedidos do nome popular da espécie em letras minúsculas, sem vírgula, sem parênteses, como por exemplo: veado-campeiro Ozotocerus bezoarticus ou Cariocar brasiliense pequi. Caso se dispuser apenas do gênero, as abreviações sp. e spp. nunca virão em itálico e sempre serão em minúsculas seguidas de ponto.
• Nomes populares estarão sempre em minúsculas.
• Autores e obras citadas deverão ser referidos apenas por iniciais maiúsculas, seguidos por vírgula e data.
• Referências bibliográficas: deverão ser apresentadas todas as referências bibliográficas citadas ao longo do estudo ambiental segundo normalização específica (NBR 10520).
• Glossário: deverá constar uma listagem e definição dos termos técnicos, abreviaturas e siglas utilizadas.
• Anexos: relatório fotográfico com a descrição e as coordenadas geográficas de cada foto e o
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relatório técnico individual na íntegra de cada profissional envolvido no projeto.
• Todos os documentos deverão ser escritos conforme as normas estabelecidas na ABNT.
• Os documentos deverão ser apresentados com o nível de detalhe e linguagem adequada para sua perfeita compreensão e entregues nos prazos especificados na organização do planejamento, que não deverá ultrapassar o estabelecido neste documento.
• Os originais dos mapas elaborados (de forma compatível com o sistema utilizado pela SEMA), imagens de satélite, fotografias, slides e seus negativos produzidos deverão ser entregues junto com o documento final a SEMA.
• Os produtos deverão ser entregues para análise e aprovação pela equipe técnica da CUCO, no prazo estabelecido no cronograma da organização do planejamento, sendo que: os intermediários em 03 (três) cópias originais, em papel, impressas em qualidade "Laserprint" ou similar e 01 cópia em meio digital e a versão final em 06 cópias originais, em papel, sendo uma sem encadernar e 06 cópias em CD-ROOM. Todos os mapas também devem ser apresentados em papel e em formato digital conforme especificado neste termo de referência.
• Deverão ser apresentados e entregues a SEMA: 04 (quatro) vias do documento final, com os originais dos mapas que comporão o documento final, de acordo com as Normas Brasileiras (NB), com exceção dos mapas, desenhos e gráficos, em que poderão ser utilizados outros formatos das NB para sua perfeita compreensão, juntamente com 04 (quatro) cópias em CD-ROM, formatados no editor de texto “Word 7.0 for Windows”, e gravados na extensão “.doc” e “pdf” e mapoteca em formato shape e compatível com o programa ArcMap.
• Os produtos cartográficos em papel formato A4, em seis vias originais, com os seus respectivos copiativos, deverão ser apresentados de acordo com as normas internacionais de convenções cartográficas, com padrão de acabamento final, contendo legenda, carimbo, título do mapa, moldura, escala, figura de localização da área no território do Estado/País e marcas de latitude/longitude, devidamente assinados pelos responsáveis técnicos e supervisores da SEMA. A SEMA fornecerá as imagens “SPOT” com alta resolução para interpretação e elaboração dos mapas previstos neste TDR. Todas as informações georreferenciadas que se possuam deverão ser entregues em meio digital (CD), e apresentadas em formato para ARCINFO, ARCVIEW e ERDAS e organizadas em uma mapoteca digital.
• Deverão ser entregues 04 (quatro) CD-ROM com fotos (em média a alta resolução) utilizadas como ilustração nos produtos intermediários e no final.
• Deverá também, ser objeto de revisão ortográfica e gramatical de texto efetuada por profissionais, cujos custos são de responsabilidade da contratada.
• Deverão ser fornecidas informações detalhadas, em papel e meio digital de todos os dados:
descrição geral dos arquivos produzidos, procedimentos adotados para a digitalização de dados cartográficos, escala, data e fonte desses dados, tipo (mapa em papel, imagens de satélite, etc), data da digitalização dos dados cartográficos, problemas existentes nos dados, projeção cartográfica utilizada e todos os parâmetros necessários para sua interpretação (datum, meridiano central, zona).
• O consultor deverá encaminhar uma cópia de todos os produtos para o Funbio, órgão gestor e Unidade de Coordenação do Programa - UCP ([email protected]), em meio digital (e-mail ou CD), devidamente aprovados pelos gestores da Unidade de Conservação.
5.5. QUALIFICAÇÃO
5.5.1 - Em relação ao coordenador da equipe:
- experiência de no mínimo cinco (05) anos em elaboração, gestão e coordenação de projetos relacionados com a conservação do meio ambiente (no seu sentido mais abrangente);
- experiência em projetos com ênfase em unidades de conservação, preferencialmente com planejamento e manejo de unidades de conservação e especialmente de forma participativa com os principais atores envolvidos;
- amplo conhecimento de estratégias de conservação “in situ” dos recursos naturais no âmbito nacional e internacional;
- conhecimento da realidade amazônica
- habilidade para entendimentos e acordos entre os diversos atores envolvidos no processo;
- habilidade para resolução de conflitos e negociação;
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5.5.2 - Em relação à equipe técnica:
- estar constituída por profissionais de nível superior, em número e formação acadêmica apropriada às características específicas da unidade de conservação em questão;
- ter como mínimo um profissional com formação acadêmica na área das ciências natural (biologia, ecologia, engenharia florestal ou agronômica ou outras afins) e também como mínima, outro profissional com formação acadêmica na área das ciências sociais (antropologia, sociologia ou outras afins);
- contar preferencialmente com profissionais que possuam cursos de postgrado (especialização, mestrado ou doutorado);
- incluir ao menos um especialista (formação de postgrado ou três anos de experiência trabalhando) em ecoturismo e/ou uso público de áreas protegidas;
- a equipe deve ter um responsável técnico (RT), que deverá responsabilizar-se pelas informações contidas no documento anexando a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
5.5.3 - Em relação à experiência da equipe, excetuando o coordenador:
- dispor de profissionais com comprovada experiência em trabalhos sobre caracterização dos recursos naturais e levantamentos socioeconômicos;
- dispor do maior número de profissionais com alguma experiência comprovada em trabalhos de natureza similar aos aqui propostos;
- contar com o maior número de profissionais com no mínimo cinco anos de experiência em planejamento e manejo de unidades de conservação;
- contar com o maior número de profissionais com experiência na região amazônica.
5.5.4 - Considera-se como “Cronograma de Execução do Plano de Manejo”:
- Planilhas descritivas da cronologia das suas ações e inter-relações; localização da execução das mesmas; responsáveis pelas mesmas; período de execução;
- Planilhas descritivas de estruturas e materiais de apoio;
- Planilhas demonstrativas de Recursos estimados para cada ação;
6.0. Critérios de avaliação e classificação das propostas
1- A sistemática de avaliação a ser aplicada para a qualificação e classificação das firmas ou instituições especializadas, se constituirá na atribuição de notas e pontuação específicas aos fatores:
qualificação e experiência da empresa; qualificação da equipe técnica e adequação ao plano de trabalho/metodologia.
2- A comprovação da experiência se dará por intermédio de declarações ou atestados de capacitação técnicos emitidos por pessoa(s) jurídica(s) de direito público ou privado a quem a Firma Consultora ou Instituição Especializada tenha executado, de maneira satisfatória. As informações relativas aos serviços prestados guardarão semelhança com os preceitos fixados no Termo de Referencia, e estarão detalhadas de forma a permitir a relação entre as atividades então realizadas, com as exigidas nesta licitação.
3- O tempo de experiência, qualificação técnica, por parte da equipe técnica mínima, será validado mediante a análise do currículo detalhado de cada profissional, por ele devidamente assinado, acompanhado de documentação comprobatória que ateste a sua experiência na prestação dos serviços requeridos. A apresentação da equipe mínima, composta de: um coordenador geral e, especialistas para as qualificações apresentadas no Termo de Referência, indicados para o desenvolvimento das atividades previstas nas atividades, com ou sem vínculo empregatício. Para cada profissional indicado deverá ser apresentado o currículo respectivo, acompanhado de documentos que comprovem a veracidade das informações apresentadas pela empresa.
As veracidades das informações prestadas e dos documentos apresentados, pela empresa, são de sua responsabilidade, sujeitando-se a empresa e o profissional às sanções previstas nas legislações civis e penais.
Cada currículo será considerado somente para uma das qualificações previstas no Termo de Referência.
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No caso de ser apresentado como equipe mínima um número de currículos superior a 08 (oito) para avaliação, a empresa proponente deverá especificar quais serão considerados para avaliação, não podendo haver mais de um currículo por qualificação.
Com relação aos itens referentes à Formação Acadêmica, somente serão aceitos comprovantes relativos a cursos reconhecidos pelo MEC ou instituição governamental internacional similar. Para os itens correspondentes à Experiência Profissional Demonstrável serão aceitos declaração do Contratante, contratos de trabalho e tempo demonstrável em carteira de trabalho.
4. Serão desclassificadas todas as empresas que não atinjam o percentual mínimo de 60 pontos na soma de todos os Planos Técnicos submetidos à Qualificação.
Plano
Técnico DISCRIMINAÇÃO PONTOS
MÁXIMOS
PT. 1 EXPERIÊNCIA DA FIRMA CONSULTORA 10
Item A.1 Experiência específica da empresa proponente na elaboração e execução de Planos de Manejo e/ou Planos de Gestão de Unidades de Conservação - 10 pontos máximos
Item A.1.a - A experiência da proponente é insatisfatória: Foi verificada inexperiência para executar os serviços previstos, por não ter comprovado a realização qualquer tipo de trabalho similar.
Item A.1.b - A proponente tem pouca experiência: Comprovou ter realizado até 02 trabalhos similares ao previsto no Termo de Referência (TdR).
Item A.1.c - A proponente apresenta experiência: Comprovou ter realizado entre 03 e 04 trabalhos similares ao previsto no Termo de Referência (TdR).
0
05
10
PT. 2 QUALIFICAÇÃO/DISPONIBILIDADE E COMPETENCIA DA
EQUIPE TÉCNICA PARA O SERVIÇO 30
Item B.1 - Classificação e competência do Coordenador - 20 pontos máximos
Item B.1.a - Insatisfatória: O coordenador demonstra experiência na autoria de projetos implantados similares ao previsto no Termo de Referência (TdR) inferior a 2 (dois) no Bioma Amazônia.
Item B.1.b - Pouco satisfatória: O coordenador demonstra experiência coordenação em até 3 (três) projetos desenvolvidos similares ao previsto no Termo de Referência (TdR) no Bioma Amazônia.
Item B.1.c - Satisfatória: O coordenador demonstra experiência pela autoria e coordenação em até 5 projetos desenvolvidos similares ao previsto no Termo de Referência (TdR) no Bioma Amazônia.
Item B.1.d - Altamente satisfatória: O coordenador demonstra experiência sólida, pela autoria e coordenação de no mínimo 7 (sete) projetos desenvolvidos similares ao previsto no Termo de Referência (TdR) no Bioma Amazônia.
Item B.2. - Experiência Profissional dos demais participantes da equipe - 10 pontos máximos
Item B.2.a - Insatisfatória: os participantes da equipe não comprovam experiência.
Item B.2.b - Satisfatória: Os participantes da equipe comprovam experiência técnica relevante e compatível com os serviços solicitados, por um período igual ou maior que 3 (três) e menor que 05 (cinco) anos.
0
05
10
20
0 05
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Item B.2.c - Altamente Satisfatória: Os participantes da equipe comprovam experiência técnica relevante e compatível com os serviços
solicitados, maior que 5 (cinco) anos. 10
PT. 3 PROPOSTA TÉCNICA APRESENTADA PARA EXECUÇÃO DO
TERMO DE REFERENCIA 40
Item C.1 - Grau de Adequação da Metodologia aos objetivos descritos no Termo de Referência - 20 pontos máximos
Item C.1.a - Insatisfatória: A proposta não é compatível com a metodologia necessária para o alcance dos objetivos dentro do prazo previsto ou com a qualidade desejada.
Item C.1.b - Satisfatória: A proposta apresentada quanto a metodologia não é suficientemente clara e objetiva, mas permite compreender um grau suficiente de adequação que permita atingir os objetivos.
Item C.1.c - Altamente Satisfatória: A proposta quanto a metodologia é apresentada com clareza e objetividade, permitindo a fácil percepção da consecução dos objetivos atendendo a demanda.
Item C.2 - Planejamento, manejo e gestão da Unidade de Conservação - 20 pontos máximos.
Item C.2.a - Insatisfatória: A proposta apresentada não é compatível com o escopo do projeto.
Item C.2.b - Satisfatória: A proposta apresentada não é suficientemente clara e objetiva, mas permite compreender algum grau de coerência com as atividades propostas.
Item C.2.c - Altamente Satisfatória: A proposta apresentada é clara e objetiva e guarda estreita coerência com as atividades propostas.
0
10
20
0 10
20
PT.4 ELABORAÇÃO DO PLANO DE MANEJO 20
Item D.1. - Cronograma de execução do Plano de Manejo conforme o Termo de Referência - 20 pontos máximos
Item D.1.a - Insatisfatório: O cronograma apresentado não é compatível com o Termo de Referência.
Item D.1.b - Satisfatório: O cronograma apresentado não é suficientemente claro e objetivo, mas apresenta algum grau de compatibilidade com o Termo de Referência.
Item D.1.c - Altamente satisfatório: O cronograma apresentado é de forma clara e objetiva, sendo compatível com as atividades propostas, produtos esperados, prazo e objetivos definidos no Termo de Referência.
0
10
20
PONTUAÇÃO TÉCNICA TOTAL MÁXIMA 100
OBSERVAÇÃO - No caso de empate entre as empresas participantes será tomado como parâmetro o Item 1.2, deste Anexo, atribuindo 02 pontos a cada experiência comprovada.
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Cronograma de Pagamento
APROVAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO - Etapa 1 30 dias após a assinatura do Contrato
Plano de Trabalho prévio, ao início das atividades para avaliação da equipe técnica da SEMA, neste documento deverão ser apresentadas, sinteticamente: as atividades técnicas desenvolvidas, com o respectivo cronograma e objetivos de trabalho para cada atividade.
ELABORAÇÃO DE DIAGNÓSTICOS COMPLEMENTARES COM BASE NO ESTUDO ECOLÓGICO RÁPIDO E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES - Etapa 2
03 meses após a assinatura do Contrato
30% do valor do contrato
O pagamento será efetuado após aprovação do primeiro relatório técnico.
REALIZAÇÃO DE DUAS OFICINAS PARTICIPATIVAS - Etapa 3 03 meses após a assinatura do Contrato
30% do valor do contrato
O pagamento será realizado após a apresentação de relatório técnico das duas oficinas participativas.
APRESENTAÇÃO DO PLANO DE MANEJO CONSOLIDADO E RESUMO EXECUTIVO - Etapa 4 08 meses após a assinatura do Contrato
40% do valor do contrato
O pagamento será realizado após aprovação do plano de manejo consolidado e seu resumo executivo.
Está incluída no custo acima a remuneração dos serviços prestados pelo consultor, bem como todos os encargos sociais estipulados na legislação fiscal e trabalhista.
O contrato será celebrado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade - Funbio, com recursos do Programa ARPA, após a aprovação deste Termo de Referência pela Unidade de Coordenação do Programa - UCP, do Ministério do Meio Ambiente.