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Formação dos escoamentos

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Academic year: 2021

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(1)

Unidade 3 - Modelagem do escoamento

superficial

Jean P. G. Minella

SOL 855 – Modelagem de Processos em Solos

PPGCS - UFSM

Escoamento superficial:

Deslocamento da água na superfície da bacia, nos

rios, canais e reservatório.

Fortemente controlada pelo uso e manejo do solo.

Habilidade de transportar sedimentos e químicos

que se encontram disponíveis na sua trajetória

Formação dos escoamentos

Formação dos escoamentos

P e rc o la ç ã o Interceptação Depressões chuva Escoamento superficial In filt ra ç ã o Armazenamento no solo Armazenamento no subsolo Escoamento Sub-superficial V a z ã o n o r io evap

De uma maneira geral, do volume total precipitado

em uma bacia hidrográfica:

67% retorna para a atmosfera através dos

processos de evaporação e transpiração,

29% é transformado em vazão na rede de

drenagem (córregos e rios) via escoamento

subsuperficial e superficial,

4% é transferido para as camadas mais profundas

para ser armazenado nos aquíferos

(Ward & Trimble, 2004).

Origem do escoamento superficial em uma bacia hidrográfica

pode ocorrer de diferentes formas

(a) quando a intensidade da chuva for superior a capacidade

de infiltração, conhecido como escoamento Hortoniano;

(b) quando a intensidade da chuva for maior que a

capacidade de infiltração em locais perto das áreas

saturadas;

(c) quando a precipitação que cai sobre áreas saturadas, ou

quase saturadas, contribuindo diretamente para o

escoamento superficial;

(d) quando o fluxo da água que entra no perfil do solo escorre

lateralmente, formando o escoamento subsuperficial, e

pode voltar a fluir para a superfície (exfiltração);

(e) locais onde a saturação do perfil ocorre de baixo para

cima, sendo esta controlada pela dinâmica da água

subterrânea.

(2)

Formação dos

escoamentos

1. Precipitação

com intensidade

menor que a

capacidade de

infiltração (sem

escoamento)

P=40mm/h

A

A

max

I=40mm/h

Q=0mm/h

I

max

=60mm/h

Formação dos

escoamentos

2. Precipitação

em solos com

intensidade

maior que a

capacidade de

infiltração

P=100mm/h

A

A

max

I=60mm/h

Q=40mm/h

I

max

=60mm/h

Formação dos

escoamentos

3. Precipitação

em áreas

impermeáveis

P=100mm/h

A

A

max

I=0mm/h

Q=100mm/h

I

max

=60mm/h

Formação dos

escoamentos

4. Precipitação

em áreas

saturadas

P=100mm/h

A

A

max

I=0mm/h

Q=100mm/h

I

max

=60mm/h

e

Escoamento superficial

Resíduos Precipitação Infiltração Escoamento Perda de solo

t ha-1 mm mm mm t ha-1 0.0 159 87 72 30,7 0.6 159 95 64 8,0 1.2 159 119 40 3,5 2.5 159 151 8 0,7 4.9 159 156 2 0,0 9.9 159 159 0 0,0

Resultados obtidos por Mannering & Meyer (1962) sobre o efeito da quantidade de resíduos de palha de trigo sobre os processos hidrológicos de superfície.

(3)

Estação úmida ou durante eventos de cheia

Zona saturada

Estação seca ou condição de estiagem

Esc. Superficial Zona saturada Esc. Superficial Infiltração Infiltração

Formação do escoamento

Variabilidade Intra-anual Variabilidade Intra-evento

Formação do escoamento

Variabilidade Intra-evento

Dinâmica da expansão e contração das áreas de afluência variável (saturadas) com transporte de sedimentos. (Fonte: VESTENA, 2008).

HIDROGRAMA

1 – Início do escoamento superficial 2 – Ascensão do hidrograma 3 – Pico do hidrograma 4 – Recessão do hidrograma 5 – Fim do escoamento superficial 6 – Recessão do escoamento subterrâneo

Esc. subterrâneo Esc. Superficial Esc. Subsuperficial

HIDROGRAMA

V az ão A B C D C.g. tc tp tm P re ci p it aç ão tltempo de retardo tptempo de pico tctempo de concentração tmtempo de ascensão tl

Forma do hidrograma

tempo Q Bacia montanhosa Bacia plana

(4)

Forma do hidrograma

tempo Q

Bacia urbana

Bacia rural

A impermeabilização das bacias urbanas deixa o escoamento mais rápido.

Quais os fatores relacionados ao uso e conservação do solo que determina que o escoamento seja mais rápido?

tempo Q

Bacia circular

Bacia alongada

Forma da bacia x forma do hidrograma

Forma da bacia x forma do hidrograma

tempo Q 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 P re ci p it ão (m m ) ppt (mm) 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 C on ce n tr ão d e s e d im e n tos e m s u sp e n o m é d ia d ri a (m g/ L) V az ão m é d ia d ri a (l /s ) Q (l/s) T (mg/l) P re ci p ita çã o (m m ) V az ão m é d ia ( l/ s) C o n ce n tr ão d e s e d im e n to s e m su sp e n o ( m g /l ) Monitoramento hidrológico e sedimentológico Escoamento subterrâneo = 8 l/s Concentração de sedimentos em suspensão = 40 mg/l Tempo de permanência = 95% Escoamento superficial e subsuperficial = 1000 l/s Concentração de sedimentos em suspensão = 3000 mg/l Tempo de permanência = 1% 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 3 /1 /2 0 1 0 0 0 :0 0 3 /1 /2 0 1 0 1 2 :0 0 4 /1 /2 0 1 0 0 0 :0 0 4 /1 /2 0 1 0 1 2 :0 0 5 /1 /2 0 1 0 0 0 :0 0 5 /1 /2 0 1 0 1 2 :0 0 6 /1 /2 0 1 0 0 0 :0 0 6 /1 /2 0 1 0 1 2 :0 0 7 /1 /2 0 1 0 0 0 :0 0 7 /1 /2 0 1 0 1 2 :0 0

Evento pluviométrico de 03-06 de janeiro 2010 (5000 l/s)

Eventos de média magnitude (300l/s) Eventos de grande magnitude (1000 l/s) Eventos de média magnitude (300l/s)

(5)

Monitoramento do escoamento

superficial

1 ha

8 ha

119 ha

Medição da velocidade

do escoamento

Q = V . A

m

3

/s = m/s . m

2

Uso da curva-chave para o

monitoramento contínuo

Determinação do tempo de concentração

Fórmulas empíricas para tempo de concentração

Kirpich

Dooge

Manning

385 , 0 3 H L 57 tc         17 , 0 41 , 0 S A 88 , 21 tc  tc em minutos e L comprimento em km 2 / 1 3 / 2 S R n L tc  

 L comprimento, R raio hidráulico, s declividade, n coeficiente de manning.

Q P tempo Precipitação Q P tempo Infiltração Escoamento

(6)

tempo Q P tempo Infiltração Escoamento tempo Q P tempo Infiltração Escoamento Infiltração constante tempo Q P tempo Infiltração Escoamento Infiltração proporcional

Estimativa de escoamento superficial pelo método do SCS

C o n d iç ã o A B C D F lo re s ta s 4 1 6 3 7 4 8 0 C a m p o s 6 5 7 5 8 3 8 5 P la n ta ç õ e s 6 2 7 4 8 2 8 7 Z o n a s c o m e rc ia is 8 9 9 2 9 4 9 5 Z o n a s in d u s tria is 8 1 8 8 9 1 9 3 Z o n a s r e s id e n c ia is 7 7 8 5 9 0 9 2

P Ia S

Ia P Q     2 254 25400   CN S Ia P  0  Q P Ia 5 S Ia  quando quando Q = escoamento em mm P = chuva acumulada em mm Ia = Perdas iniciais S = parâmetro de armazenamento Valores de CN: Tipos de solos do SCS A – arenosos e profundos B – menos arenosos ou profundos C – argilosos

D – muito argilosos e rasos

Estimativa de escoamento superficial pelo método do SCS

C o n d iç ã o A B C D F lo re sta s 4 1 6 3 7 4 8 0 C a m p o s 6 5 7 5 8 3 8 5 P la n ta ç õ e s 6 2 7 4 8 2 8 7 Z o n a s c o m e rc ia is 8 9 9 2 9 4 9 5 Z o n a s in d u stria is 8 1 8 8 9 1 9 3 Z o n a s r e sid e n c ia is 7 7 8 5 9 0 9 2 Valores de CN: Tipos de solos do SCS A – arenosos e profundos B – menos arenosos ou profundos C – argilosos

D – muito argilosos e rasos

Condição antecedente de umidade AMC I: solos secos

AMC II: solo na capacidade de campo AMC III: solo saturado

CN original AMC I AMC III 95 87 98 90 78 96 80 63 91 70 51 85 60 40 78

Exemplo

(7)

Equações do escoamento

Onda cinemática

Difusão

Hidrodinâmico

Originadas da equaçõe de Saint-Venant

f 0 2

S

A

g

S

A

g

x

y

A

g

A

Q

x

t

Q

q

x

Q

t

A





Inércia pressão gravidade atrito

Originadas da equaçõe de Saint-Venant





t

v

g

1

x

v

g

v

x

y

S

R

CA

Q

0 Onda cinemática Difusão Hidrodinâmico

Modelos onda cinemática

0

0

S

A

g

S

A

g

q

x

Q

t

A

f

Modelo onda cinemática

Combinando a

equação dinâmica

simplificada com a

equação da

continuidade,

supondo relação

direta entre Q e A, ou

entre Q e h:

0

x

Q

c

t

Q

celeridade

Celeridade x velocidade

Celeridade é a velocidade com que se

deslocam perturbações de nível ou vazão

É diferente da velocidade.

h

g

c

dA

dQ

c 

(8)

Onda cinemática

Onda cinemática não tem dispersão nem difusão

A onda é transladada sem sofrer alterações na

forma

A B Q t Hidrograma em A Hidrograma em B

Onda cinemática

0 1 1 1 1 1 1             x Q Q c t Q Q n j n j n j n j

Esquema de segunda ordem

0 2 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1                    x Q Q Q Q c t Q Q Q Q n j n j n j n j n j n j n j n j

Esquema de primeira ordem

Estimativa do escoamento superficial

na bacia e canal - LISEM

Em função da

precipitação, perdas

iniciais e retenção

teremos uma lâmina de

água na superfície para

ser propagada a jusante

A infiltração varia

conforme as

características da

superfície

Estimativa do escoamento superficial

na bacia e canal - LISEM

A velocidade do

escoamento é dada

pela eq. Manning.

A descarga por célula é

calculada por:





3 2

P

S

n

Q

A

n

S

R

v

2 / 1 3 / 2

Para a propagação do

escoamento na bacia o

modelo utiliza o

método das diferenças

finitas da onda

cinemática

0 2 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1                    x Q Q Q Q c t Q Q Q Q n j n j n j n j n j n j n j n j

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