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Módulo 5. Dispositivos de segurança no setor elétrico; Requisitos para Trabalhos com eletricidade

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Dispositivos de segurança no

Módulo 5

11

Dispositivos de segurança no

setor elétrico; Requisitos para

(2)

Ações que garantam uma maior segurança para o empregado no seu ambiente de trabalho têm sido o objeto central de nosso curso sobre a NR 10 .

Este módulo fala sobre as diretrizes básicas para a implantação de medidas de controle e sistemas

Introdução

22 a implantação de medidas de controle e sistemas

preventivos destinados a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores , e as diversas

novidades da norma revisada para aplicação em diversas áreas.

Dessa forma, a prioridade e a natureza das ações para adequar os sistemas elétricos não são definidos de forma trivial e requerem

(3)

Neste módulo então trataremos sobre dois assuntos subdivididos:

1. Dispositivos de segurança no setor elétrico

1.1 Segurança em projetos;

1.2 Segurança na construção, montagem, operação e manutenção;

Introdução

3 1.2 Segurança na construção, montagem, operação e manutenção;

1.3 Segurança em instalações elétricas desenergizadas; 1.4 Segurança em instalações elétricas energizadas; 1.5 Proteção contra incêndio e explosão;

1.6 Situação de emergência.

2. Requisitos para trabalhos com eletricidade

2.1 Habilitação, qualificação, capacitação profissional; 2.2 Autorização de trabalho;

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Todo projeto para realização de qualquer serviço ligado direta ou indiretamente deve ter especificado todos os dispositivos para desligamento de circuitos que possuam recursos de “impedimento de reenergização”, e para sinalização de advertência com indicação da condição operativa.

Portanto deve ser previsto no projeto:

Dispositivos de desligamento de circuitos (disjuntores) com dispositivos de impedimento

1.1 Segurança em projetos

4  Dispositivos de desligamento de circuitos (disjuntores) com dispositivos de impedimento de reenergização;

 A previsão de distanciamento e espaços seguros nas instalações;

 O aterramento de todas as partes condutoras que não façam parte dos circuitos elétricos;

 Previsão de incorporação de dispositivos de seccionamento com recursos fixos de equipotencialização e aterramento ao circuito seccionado, e também as condições para a execução de aterramento temporário

(5)

Os projetos elétricos devem ser estabelecidos e padronizados em ligação direta com o memorial

descritivo, cumprindo-se os requisitos estabelecidos pela NR 10.

Os projetos devem seguir obrigatoriamente :

1.1 Segurança em projetos

5  as normas de segurança do trabalho em conjunto com

as normas técnicas oficiais,

 estarem disponível para análise principalmente para os trabalhadores autorizados,

 e ainda atender a necessidade de previsão de um nível de iluminação adequada e posicionamento ergonômico de trabalho conforme a NR-17 – Ergonomia (ítem10.4.5 e comentários).

(6)

Para cada atividade desenvolvida no setor elétrico é necessário procedimento

específico. Para tanto as empresas devem elaborar o que podemos chamar de manual de procedimentos, devendo indicar de forma clara e objetiva a sequência de passos a ser seguida na execução de cada serviço.

Para o cumprimento do serviço a ser executado de forma eficiente é também primordial que a empresa realize treinamentos e deve comprová-los na ação fiscal.

1.2 Segurança na construção, montagem ,

operação e manutenção

6 que a empresa realize treinamentos e deve comprová-los na ação fiscal.

Estes treinamentos devem informar os trabalhadores quanto aos riscos profissionais existentes nos locais de trabalho e informá-los, também da implantação de

procedimentos de trabalhos.

Assim os trabalhadores que instalam, operam, inspecionam ou reparam instalações elétricas estão cientes e serão co-responsáveis de qualquer acidente que venha a ocorrer por imprudência.

(7)

Construção e montagem

Na construção de linhas de transmissão, por exemplo, temos diversas etapas de trabalho desde desmatamento, construção de estruturas e lançamento de

condutores destinados a transportar a energia elétrica, além da fase de montagem das torres, tencionamento de cabos e sua fixação, etc.

Salientamos que essas atividades de construção são sempre realizadas com os

1.2 Segurança na construção, montagem ,

operação e manutenção

7 Salientamos que essas atividades de construção são sempre realizadas com os

circuitos desenergizados, via de regra, destinadas à ampliação ou em substituição a linhas já existentes, que normalmente estão energizadas.

Qualquer que seja a construção, desde uma casa residencial até construções grandiosas é obrigatório a existência de um projeto, para que o sistema elétrico possa desempenhar sua função sem que ocorram acidentes.

Dessa forma é muito importante a adoção de procedimentos e medidas adequadas de segurança, tais como: seccionamento, aterramento elétrico; equipotencialização de todos os equipamentos e cabos; dentre outros que assegurem a execução do serviço em linha desenergizada.

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Operação e manutenção

Todas as atividades envolvendo manutenção e operação no setor elétrico devem priorizar os trabalhos com circuitos desenergizados. Apesar de desenergizados devem obedecer a procedimentos e medidas de segurança adequados. Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para serviço

1.2 Segurança na construção, montagem ,

operação e manutenção

8 desenergizadas as instalações elétricas liberadas para serviço

mediante os procedimentos apropriados:  seccionamento;

 impedimento de reenergização;  constatação da ausência de tensão;

 instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos;

 proteção dos elementos energizados existentes;

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Para falarmos da segurança em instalações elétricas devemos saber mediante quais circunstâncias as instalações são consideradas desenergizadas.

Somente serão consideradas desenergizadas, as instalações elétricas liberadas para trabalho mediante os procedimentos apropriados, obedecida à sequência abaixo: a) Seccionamento;

1.3 Segurança em instalações desenergizadas

9 a) Seccionamento;

b) Impedimento de reenergização;

c) Constatação da ausência de tensão;

d) Instalação de “ Aterramento Temporário” com equipotencialização dos condutores dos circuitos;

e) Proteção dos elementos energizados existentes na “Zona Controlada” e f) Instalação da sinalização de impedimento de reenergização;

O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até autorização do funcionário ou supervisor responsável pelo serviço que esta sendo executado.

(10)

O objetivo de se obedecer à estes procedimentos básicos é a execução / trabalho em sistema e instalações elétricas desenergizadas com a garantia de segurança, eliminando a possibilidade de energização indesejada, indisponibilizando à operação enquanto

permanecer a condição de impedimento de energia.

Isto se aplica às áreas envolvidas direta ou indiretamente no planejamento,

programação, coordenação e execução das atividades, no sistema ou instalações elétricas desenergizadas.

1.3 Segurança em instalações desenergizadas

10 elétricas desenergizadas.

Após a conclusão dos serviços e consequente liberação do sistema ou instalações elétricas por parte do responsável pelo serviço, a área funcional responsável deverá coordenar o retorno à configuração normal de operação, retirando toda a documentação vinculada à execução do serviço, e seguindo um procedimento para reenergização do circuito elétrico:

a) Retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos do local;

b) Retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização;

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c) Remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das proteções adicionais; d) Remoção da sinalização de impedimento de reenergização; e

e) “Destravamento”, se houver e religação dos

1.3 Segurança em instalações desenergizadas

e) “Destravamento”, se houver e religação dos dispositivos de seccionamento.

Tais medidas de proteção podem ser alteradas,

substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função das peculiaridades de cada situação, por profissional

legalmente habilitado, autorizado mediante justificativa técnica previamente formalizada, desde que seja

mantido o mesmo nível de segurança originalmente preconizado.

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Primeiramente as instalações elétricas energizadas são aquelas com tensão superior à tensão de segurança, ou seja : 50 VCA ou 120 VCC.

Por mais perfeito que seja o sistema, sempre ocorrem avarias, as quais implicam em serviços de reparo, que devem ser efetuados sem desenergizá-lo. Para este tipo de trabalho é necessário a utilização de equipamentos especiais, de qualidade

comprovada e uma equipe especializada para sua execução.

1.4 Segurança em instalações energizadas

comprovada e uma equipe especializada para sua execução.

O método de trabalho em instalações energizadas apresenta mais segurança do que os trabalhos em linha desenergizada. Para comprovar esta afirmativa basta analisar que a maioria dos acidentes registrados nos serviços em circuitos desenergizados se deve a uma das seguintes razões:

 Erro na manobra , onde não se previu a energização do circuito;  Engano na determinação da zona de trabalho;

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Como pré-requisito importantes na formação de uma equipe em instalação energizada, está a avaliação

rigorosa do estado físico e psicológico de cada elemento indicado para compor esta equipe.

Outro aspecto muito importante relacionado à segurança de trabalhos em instalações energizadas é que, antes de qualquer nova atividade é necessária a identificação dos

1.4 Segurança em instalações energizadas

qualquer nova atividade é necessária a identificação dos riscos inerentes, e dependentes desses riscos a utilização de um determinado procedimento e de tipos diferenciados de EPC e de EPI.

É importante também que os trabalhadores se atentem para a entrada em operação de testes de novos

equipamentos, com nova tecnologia ou modificação de instalações existentes. Nessa fase de testes, correções e ajustes é mais provável a ocorrência de acidentes. Antes dessas atividades é necessária a elaboração de análises de risco e procedimentos de segurança específicos ao momento e desenvolvidos com circuitos desenergizados.

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Para um combate correto e eficaz contra incêndio é imprescindível conhecermos os

princípios básicos do incêndio, ou seja , o fogo, e como lidar com ele dentro das diferentes fontes de alimentação.

Um dos grandes marcos da história da civilização humana foi o domínio do fogo pelo

homem. A partir daí foi possível aquecer e coser alimentos, fundir metais para a fabricação de utensílios e máquinas, atividades que possibilitaram nosso desenvolvimento atual.

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Mas esse fogo que tanto constrói pode destruir e muito, e quando ele nos ameaça, a reação do homem de hoje ainda é igual a do homem primitivo: ele foge.

O homem primitivo fugia por desconhecer a natureza do fogo e a forma de combatê-la. Hoje o homem não precisa mais fugir, pois conhece o fogo como um fenômeno químico e a partir daí sabe como preveni-lo e na pior das hipóteses sabe lutar contra ele através de métodos e equipamentos adequados.

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O fogo quando sob controle é indispensável no nosso dia-dia. Entretanto quando foge ao controle do homem, transforma-se num agente de grande poder de

destruição, o incêndio.

A brigada de emergência deve ser um grupo de pessoas, formado por voluntários de diversas áreas. A este grupo deve-se dar plenas condições para atuar na

prevenção de incêndio, ou em qualquer emergência que possa acontecer.

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

prevenção de incêndio, ou em qualquer emergência que possa acontecer.

(16)

Teoria do fogo

Lavoisier, um cientista francês, afirmou e demonstrou que o fogo é o resultado de uma reação química entre o combustível e o oxigênio, provocado pelo calor. A essa reação química deu-se o nome de combustão.

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Oxigênio

Combustível

Calor

Reação em

cadeia

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Combustível

É o elemento que serve de campo para a

propagação do fogo, alimenta-o e, com pequenas exceções , compreende todos os materiais que possamos imaginar.

Sólidos – papel, madeira, tecido, fibra, vegetação,

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Sólidos – papel, madeira, tecido, fibra, vegetação, etc.

Líquidos – tinta, gasolina, querosene, álcool, solvente, etc.

Gasoso – GLP, hidrogênio, acetileno, metano, etc. O controle sobre este elemento constitui ação de extrema importância em qualquer sistema de gestão de segurança contra incêndios.

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Oxigênio

Esta sempre presente em quase todas as combustões, é chamado de comburente. Este elemento possibilita vida às chamas e intensifica a combustão. Assim é que , em ambientes pobres de oxigênio, o fogo não tem chamas, e nos ambiente ricos em

oxigênios elas são intensas. Composição do ar atmosféricos:

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Composição do ar atmosféricos: 78% nitrogênio

21% oxigênio

01% outros (CO, CO2, Hélio, etc) Calor

É o elemento que serve para dar início a um incêndio, mantém e incentiva a

propagação. A procura das possíveis fontes de calor que possam dar início a um incêndio, constitui uma das colunas mestras da engenharia de segurança contra incêndios, pois identificando-as podemos tomar as medidas de controle necessárias para evitar um eventual incêndio.

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Reação em cadeia

Quando o combustível, o oxigênio e o calor atingem condições favoráveis ,

misturando-se em proporções ideais, acontece a reação química em cadeia e então surge o fogo.

A ausência de qualquer um destes elementos ( calor, oxigênio e combustível) torna inexistente a possibilidade de surgimento do fogo.

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Transmissão do calor

Cada material, dependendo da temperatura a que estiver submetido, liberará maior ou menor quantidade de vapores. Para melhor compreensão do fenômeno, definem-se algumas variáveis, denominadas :

a) Ponto de fulgor

b) Ponto de combustão c) Temperatura de ignição

(20)

a) Ponto de fulgor (PF)

É a temperatura mínima, na qual os corpos combustíveis começam a desprender vapores que incendeiam em contato com uma fonte externa de calor; entretanto a chama não se mantém devido a insuficiência da quantidade de vapores desprendidos.

Com a aproximação da chama, os gases são queimados. Afasta a causa, cessa a combustão.

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

b) Ponto de combustão (PC)

É a temperatura mínima na qual os vapores desprendidos dos corpos combustíveis, ao entrarem em contato com uma fonte externa de calor, entram em combustão e continuam a queimar mesmo após a retirada da fonte de calor.

c) Temperatura de ignição (PI)

É a temperatura mínima na qual os gases desprendidos dos combustíveis entram em combustão, apenas pelo contato com o oxigênio do ar, independente de qualquer outra fonte de calor.

(21)

PRODUTO PONTO DE FULGOR PONTO DE IGNIÇÃO (°°°°C)

Acetona - 19 538

Acetileno Gás 335

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Álcool etílico 12,6 371 Benzol - 11 538 Éter - 40 180 Fenol 79,5 714 Gasolina - 42,8 257 Óleo de Linhaça 222 343

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Propagação do fogo

No controle de um incêndio deve-se aplicar técnicas de isolamento e confinamento para impedir sua propagação e simplificar a extinção. Para podermos evitar a sua propagação, é importante verificar qual é a maneira pela qual se processa a transmissão do calor.

A proporção de um incêndio é consequência direta do calor gerado o qual pode se propagar por três processos :

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

a) Condução b) Convecção c) Irradiação

a) Condução

É a transmissão de calor por intermédio das próprias moléculas do material.

A taxa de condução de calor vai depender basicamente da condutibilidade térmica, bem como sua superfície e espessura.

(23)

b) Convecção

É o processo de transmissão de calor que se faz através da circulação do meio transmissor: gás ou líquidos. É o caso da transmissão do calor e, às vezes, até de incêndio, por intermédio da massa de ar ou de gases quentes que se deslocam do fogo para outros pontos, as vezes distantes, levando calor suficiente para incendiar corpos combustíveis com os quais entram em contato.

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

c) Irradiação

O calor é transferido de um corpo para outro por meio de raios ou ondas caloríficas,

através do espaço como é o caso do calor que vem do sol ou das ondas desprendidas por um incêndio.

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Limite de explosividade

Os limites de explosividade representam pontos de concentração dentro de uma mistura entre gases ou vapores (combustível) e um oxidante (comburente) a uma determinada pressão e temperatura.

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

(LIE) – Limite inferior de explosividade: é a porcentagem

mínima de gás ou vapores combustíveis em mistura com o ar atmosférico, que pode ocorrer uma combustão na presença de uma fonte de ignição, mistura pobre.

(LSE) – Limite superior de explosividade: é a

porcentagem máxima de gás ou vapores combustíveis em mistura com o ar atmosférico, que pode ocorrer uma combustão na presença de uma fonte de ignição,

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Formas de combustão

Combustão

Ação de queimar, estado em que a matéria que queima sempre produz calor, fumaça e nem sempre desprende luz, o percentual de oxigênio define a intensidade das chamas.

Combustão Completa

Mistura ideal entre o combustível e o oxigênio, é caracterizada pela intensidade das

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Mistura ideal entre o combustível e o oxigênio, é caracterizada pela intensidade das chamas e o gás resultante da queima geralmente é o CO2.

Combustão Incompleta

Ocorre devido a não proporção correta de oxigênio e o combustível e geralmente o gás predominante em local onde ocorre uma combustão incompleta é o monóxido de

carbono; substância altamente prejudicial a saúde humana.

Combustão espontânea

É o processo em que os combustíveis absorvem o oxigênio do ar ou de outro portador, com isso se inflama independente de fonte externa de ignição.

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Classificação dos incêndios

Os incêndios, em seu início, são muito mais fáceis de se controlar e de extinguir. Quanto mais rápido for o ataque às chamas, maiores serão as possibilidades de reduzi-las ou eliminá-las.

Como os incêndios são de diversos tipos, as soluções serão diferentes e os equipamentos de combate serão diversificados.

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

de combate serão diversificados.

É preciso conhecer, identificar bem o incêndio que se vai combater, para escolher o

equipamento correto. Um erro de escolha de extintor, pode tornar inútil o esforço de combate as chamas, aumentando-as, espalhando-as ou criando novos focos de incêndio

Os incêndios são divididos em quatro classes distintas: A,B,C e D.

Esta classificação é adotada universalmente e tem por finalidade facilitar o estudo dos diversos tipos de incêndios e o melhor método a ser utilizado para sua extinção.

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Classe " A"

Compreende os fogos em combustíveis sólidos comuns e de fácil combustão, tais como plástico, tecido, madeira, etc. Os incêndios desta classe possuem duas características principais:

1- após queimados deixam resíduos, ou seja cinzas e brasas,

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

1- após queimados deixam resíduos, ou seja cinzas e brasas,

2- ardem em razão de seu volume, isto é, em superfície de profundidade.

São portanto, os fogos em combustíveis sólidos e secos, encontrados em armazéns, escritórios, moinhos, depósitos, interior de veículos, etc.

Classe " B "

Compreendem os fogos em líquidos inflamáveis e substâncias pastosas, tais como: gasolina, álcool, graxas, solventes, etc., os quais, após queimados, não deixam cinzas nem brasas e ardem unicamente em razão de sua superfície.

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Classe " C "

São os ocorridos em equipamentos elétricos e

energizados e que oferecem riscos ao combatente, pois basta, em certas condições, os 110 volts usados na iluminação doméstica para matar um homem.

Retirada e isolada a corrente elétrica, os incêndios do tipo C passam a ser incêndios assemelhados aos da

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

tipo C passam a ser incêndios assemelhados aos da classe A. Os fogos da classe C tem sua origem

principalmente por curto-circuito, sobrecarga, fusível ineficiente e/ou mau isolamento.

Classe " D "

Compreendem os fogos em materiais pirofóricos:

magnésio (bastante comum em veículos), alumínio em pó, zinco, sódio metálico, potássio e outros.

A extinção desta classe de incêndio exige a utilização de agentes extintores específicos pelas características reativas dos produtos ou, na ausência destes, de

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Métodos de extinção

As condições imprescindíveis para que haja o fogo são: combustível, comburente

(oxigênio, ar) e calor. A extinção de um incêndio se faz, portanto, pela eliminação de um desses elementos. Por isso, os processos de extinção baseiam-se em quatro métodos: a) Retirada de material

b) Resfriamento

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

b) Resfriamento c) Abafamento

d) Extinção química

a) Retirada do Material

Também denominada remoção ou isolamento, consiste no controle do combustível. Esse método não exige aparelhos especializados e resume-se na retirada, diminuição ou

interrupção, com suficiente margem de segurança no campo de propagação do fogo, do material ainda não atingido pelo incêndio.

Acontece, porém, que na maioria dos casos temos que utilizar extintores de incêndio portáteis para eliminar um dos lados do triângulo e nesse caso precisamos saber o que temos em nosso alcance e a forma correta de utilização.

(30)

b) Resfriamento

É o método de extinção mais usado, consiste em eliminar o calor do combustível até uma determinada temperatura, abaixo da qual os vapores inflamáveis são reduzidos a

porcentagem incapaz de formar mistura ideal.

c) Abafamento

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Dentre os três métodos de extinção, este é o mais complexo, pois consiste na retirada do oxigênio. A não ser em pequenos incêndios, onde o abafamento é possível por intermédio de tampas, panos, cobertores, etc., necessitamos geralmente de aparelhos e produtos especiais.

A eliminação do oxigênio para a extinção da combustão, não precisa ser total, basta

diminuirmos sua porcentagem, pois a chama só existe em ambientes onde a concentração de oxigênio é superior a 16%.

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d) Extinção Química

Estudos foram realizados com objetivos de equacionar melhor a ação dos agentes extintores de natureza química, pois notou-se que sua aplicação não era satisfatoriamente explicada pela ação do abafamento. Assim foi que, através de pesquisas realizadas

chegou-1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Assim foi que, através de pesquisas realizadas chegou-se a conclusão que a reação química de agentes

extintores especiais em contato com as chamas interrompe a reação em cadeia.

Aplica-se este método em qualquer porção de incêndio, porém os limites aqui são impostos aos agentes

extintores, necessários em quantidade elevada para os grandes incêndios. O emprego de pós especiais e gases inertes são as técnicas mais comuns.

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Conforme vimos, em todo incêndio ocorre um reação de combustão, envolvendo os três elementos: o combustível, o comburente e o calor. Os métodos de extinção do fogo consistem, portanto, em "atacar" cada um desses elementos.

a) Retirada do Material.

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

(33)

b) Resfriamento c) Abafamento

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Combustível

Combustível

(34)

d) Extinção Química

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Combustível

Reação em

(35)

Agentes Extintores

Os agentes extintores são os equipamentos de proteção à incêndio que são de grande importância na luta contra o fogo, desde que submetidos regularmente a testes

práticos.

É de suma importância que se estabeleça programação para inspeções e

manutenção, bem como devem haver pessoas treinadas e habilitadas para operá-los.

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

manutenção, bem como devem haver pessoas treinadas e habilitadas para operá-los. Um combate correto a um foco de incêndio dependerá do agente de extinção que será utilizado, identificando inicialmente qual é a composição do “triângulo do fogo” para que o equipamento seja adequado a situação existente.

Há vários tipos de extintores de incêndio, cada um contendo uma substância diferente e servindo para diferentes classes de incêndio. Os tipos de agentes extintores são: a) Água;

b) Pó químico seco e pó químico especial; c) Espuma mecânica;

d) CO2 (gás carbônico); e) Sistema Hidráulico;

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a) Água

Extintor de água - aparelho de extinção de incêndio, cujo elemento extintor é a água

que age através do resfriamento da área do material em combustão, que por suas propriedades é de fácil utilização, tem um grande poder umectante e capacidade de absorção de calor.

Aplicação: é indicado para incêndios de classe “A” (madeira, papel, tecidos, etc).

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

36 Existem dois tipos de extintores de água:

1- Pressurizado

2- Com injeção de pressão

Utilização básica do extintor de água pressurizada: 1° Leve o aparelho até próximo ao local do fogo; 2° Retire o pino de segurança que trava o gatilho; 3° Retire o mangote do suporte;

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b) Pó químico seco e pó químico especial

Extintor com químico especial: para os

incêndios da classe D (metais pirofóricos), utiliza-se um pó químico utiliza-seco especial, à bautiliza-se de cloreto de sódio e grafite em pó. Age por abafamento.

Extintor com pó químico seco: o agente extintor

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Extintor com pó químico seco: o agente extintor

pode ser bicarbonato de sódio ou bicarbonato de potássio propulsionado por gás CO2 ou nitrogênio. Quanto ao funcionamento, podemos distinguir dois tipos :

1°) O agente extintor (pó químico), encontra-se pressurizado através de um gás propulsor

(nitrogênio). No topo do cilindro há uma válvula dotada com manômetro , através da qual é liberado o agente extintor.

(38)

2°) Com injeção de pressão - consta de dois cilindros, o agente propulsor CO2 é confinado no cilindro menor, onde há uma válvula que quando acionada eleva o agente extintor (cilindro maior) a uma pressão de trabalho. Pressionando a válvula na extremidade da mangueira há a liberação do agente extintor.

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

extintor.

Utilização básica do extintor de pó químico:

1° Levar o extintor ao local do fogo. Observar a direção do vento.

2° Acionar a válvula do cilindro de gás. 3° Empunhar a pistola difusora.

4º Atacar o fogo, procurando cobrir toda a área atingida com a movimentação rápida da mão.

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c) Espuma mecânica

Para incêndios em combustíveis comuns (classe A) e líquidos inflamáveis (classe B). O agente extintor é o AFFF (Aqua Form Foam Film), extrato sintético que forma uma película aquosa que diminui sensivelmente a probabilidade de reignição. NBR 11751 Quanto ao funcionamento , podemos distinguir dois tipos :

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

1- Pressurizado

2- Com injeção de pressão Utilização básica do extintor

1° Quebrar o lacre, soltar a trava do gatilho e apertar o mesmo , se o extintor for do tipo pressurizado ; ou quebrar lacre , abrir o registro da ampola e apertar o gatilho se o aparelho for de injeção de pressão.

2° Testar o aparelho com um leve acionamento do gatilho antes de se aproximar do fogo.

3° Dirigir o jato para a base do fogo em incêndios da classe A , ou nas bordas dos recipientes nos incêndios da classe B.

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d) CO2 (gás carbônico);

O gás carbônico é um produto não condutor de corrente elétrica que pesa sobre o fogo com a retirada do oxigênio, tendo também uma pequena ação de resfriamento.

O CO2 é encerrado no interior do tubo onde permanece liquefeito e submetido a uma pressão de 61 atmosferas nas condições normais. Ao ser acionada a válvula de (CO2) liquefeito , graças a pressão a que se encontra, passa por um sifão situado na válvula

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

liquefeito , graças a pressão a que se encontra, passa por um sifão situado na válvula e posteriormente o esguicho passando à condição de gás.

Utilização básica do extintor

1° Quebrar o lacre e puxar a trava do gatilho

2° Soltar o difusor do suporte do mesmo segurando-o pelo cabo

3° Testar o aparelho com um leve toque no gatilho antes de aproximar-se do fogo 4° Apertar o gatilho efetuando movimentos rápidos no sentido horizontal sobre as chamas

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c) Sistema Hidráulico;

Por sistema hidráulico entendemos o conjunto de peças e acessórios hidráulicos utilizados nas operações de combate a incêndios.

1°°°° - Instalações sob comando (hidrante)

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Estas instalações dependem de operadores treinados e o conjunto de peças e acessórios utilizados nas operações deve ser composto dos seguintes

materiais :

a- Reservatório; b- Tubulação; c- Hidrantes; d- Abrigos.

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e- Mangueira

esguichos

Peça metálica adaptada à extremidade da linha de mangueiras destinada a dar forma e controlar o jato de água.

Podem ser de vários tipos:

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

Podem ser de vários tipos: - Agulheta

- Regulável - Universal - Lançadores

- Proporcionadores

juntas de união (conexões)

São peças metálicas destinadas a juntar as extremidades das mangueiras, esguichos e hidrantes. As frequentemente utilizadas e padrão do Corpo de Bombeiros do estado de São Paulo são as do tipo "Storz" de engate rápido, embora ainda possamos

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Além destes materiais básicos , outros acessórios são encontrados para auxiliar o combate a incêndios, quando no emprego de hidrantes, os mais utilizados são:

Requinte; Derivante; Chave de mangueira; Redução e Tampão.

2°°°° Instalações automáticas (Sprinklers)

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

2°°°° Instalações automáticas (Sprinklers)

O sistema de extinção de incêndios por CHUVEIROS

AUTOMÁTICOS , que consiste na distribuição de

encanamentos, cujos diâmetros diminuem a proporção que se afastam do equipamento central. Os bicos, sensíveis ao calor, à fumaça ou à gases resultantes de um princípio de combustão, são distribuídos pelas

instalações. Automaticamente se abrem, permitindo a passagem do agente extintor, que pode ser água, gás carbônico ou halogenado.

(44)

Nenhum sistema de combate a incêndios, por mais eficiente e sofisticado que seja, funcionaria corretamente sem a presença do homem treinado para operá-lo.

A maneira mais fácil de combater um incêndio é evitar que ele ocorra, e para tal a empresa deve trabalhar com a prevenção tomando algumas medidas, uma delas é a formação da “Brigada de incêndio”.

A brigada de incêndio é um grupo organizado de pessoas voluntárias ou não, treinadas

1.5 Proteção contra incêndio e explosão

A brigada de incêndio é um grupo organizado de pessoas voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para atuar na prevenção de incêndio, abandono de área e combate a incêndio, bem como prestar os primeiros socorros dentro de uma área

preestabelecida.

A formação da brigada de emergência, pela sua importância está previsto pela legislação em todos os níveis do governo.

Pela ABNT tem sua normatização regulamentada na NBR – 14.276

Pela Portaria 3.214 do ministério do trabalho de 08/06/78, que determina que toda empresa deve ter em seu quadro de funcionários pessoas treinadas na prevenção, combate a incêndio e abandono de área.

(45)

Umas das coisas mais importantes em uma situação de emergência é que as ações que envolvam as instalações ou serviços com eletricidade devem constar do plano de emergência da empresa.

O plano de emergência é uma ferramenta preventiva e prática que permite desencadear ações rápidas e eficazes, visando controlar e minimizar as

consequências de eventos que possam colocar em risco as instalações industriais,

1.6 Situação de emergência

consequências de eventos que possam colocar em risco as instalações industriais, meio ambiente, funcionários e comunidade.

Desta forma deverá treinar e habilitar todos os funcionários ou equipe de brigada à agirem frente tais situações de maneira ordenada.

(46)

2.1 Habilitação, qualificação, capacitação profissional;

Trabalhos ligados diretamente à eletricidade são de extremo risco para os

trabalhadores e até mesmo para consumidores desta energia. No entanto a falta de controle e métodos de trabalho podem causar grandes prejuízos para o homem e também para as instalações e comunidade.

2. Requisitos para trabalhos com eletricidade

Devido a estes riscos o item 10.8 da portaria 3.214/78 estabelece normas específicas para os trabalhadores desta área elétrica.

A perfeita identificação destes riscos, assim como o conhecimento de procedimentos de segurança no trabalho, equipamentos de proteção coletiva e individual diminuirá o índice de acidentes do trabalho em atividades elétricas. É por isso que este item da NR 10 deve ser rigorosamente seguido, para evitar assim que funcionários sem treinamento específico e de segurança venham a exercer atividades de risco, expondo-se desnecessariamente a acidentes.

(47)

2.2 Autorização de trabalho

A autorização para trabalhadores capacitados, ou qualificados e habilitados será dada pela empresa aos que tiverem acompanhado com

aproveitamento os cursos previstos no Anexo III da NR 10 da portaria 3.214/78 – Treinamento

2. Requisitos para trabalhos com eletricidade

específico sobre os riscos das atividades elétricas e medidas de prevenção de acidentes em

instalações elétricas:

Curso Básico – Segurança em instalações e

serviços de eletricidade.

Curso Complementar – Segurança no sistema

elétrico de potência (SEP) e em suas proximidades.

(48)

FIM

Fim do módulo 5

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Referências

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