Matriz de mudança de coordenadas: SB1!B2 (como se faz e para que serve)
Transformação linear
A matriz de T em relação às bases B e B0: M(T ; B; B0)
(como se faz e para que serve)
As 3 formas (equivalentes) de de…nir uma transformação linear
Operações com transformações lineares: T, T1 + T2, T1 T2 e T 1 (se existir)
A inversa T 1 de uma transformação linear invertível T
As matrizes de T, T1 + T2, T1 T2 e T 1 (se existir) em bases apropriadas
O contradomínio de T : I(T ) (calcular bases) O núcleo de T : N (T ) (calcular bases)
Se dim U < 1, dim N (T ) + dim I(T ) = dim U Transformação linear injectiva (e relação com dim) Transformação linear sobrejectiva (e relação com dim)
Transformação linear bijectiva (isomor…smo) (e relação com dim)
Matriz de mudança de coordenadas
De…nição. dim V = n. B1 = fv1; : : : ; vng e B2 =
fw1; : : : ; wng bases ordenadas de V .
À matriz (aij)n n em que, com j = 1; :::; n: vj =
n
X
i=1
aijwi
chama-se matriz de mudança de coordenadas (da base B1 para B2) e escreve-se
SB1!B2 = (aij)n n
Observação. A de…nição anterior pode ser escrita as-sim:
B1 = B2SB1!B2
Teorema. A matriz SB1!B2 é invertível. Além disso, se [u]B
1 forem as coordenadas de u na base B1, então as
coordenadas [u]B
2 de u na base B2 são dadas por:
[u]B
Dem. Por um lado u = B1 [u]B 1 e por outro u = B2 [u]B 2 : Assim B2 [u]B2 = B1 [u]B1 = = B2SB1!B2 [u]B1 = B2 SB1!B2 [u]B1
e atendendo à unicidade das coordenadas de um vector em relação a uma base, tem-se
[u]B
2 = SB1!B2 [u]B1
Observação.
Exemplo. B1 = f(1; 1); (1; 1)g ; B2 = f(1; 2); (3; 4)g bases ordenadas de R2 (1; 1) = 7 2(1; 2)+ 3 2(3; 4) logo [(1; 1)]B2 = " 7 2 3 2 # (1; 1) = 1 2(1; 2) + 1 2(3; 4) logo [(1; 1)]B2 = " 1 2 1 2 # SB1!B2 = " 7 2 1 2 3 2 12 # (3; 1) = 1(1; 1) + 2(1; 1) Coordenadas de (3; 1) na base B1: 1 e 2 SB1!B2 " 1 2 # = " 7 2 1 2 3 2 1 2 # " 1 2 # = " 9 2 5 2 #
Logo 92 e 52 são as coordenadas de (3; 1) na base B2. De facto: (3; 1) = 92(1; 2) + 52(3; 4)
(1; 1) = 7 2(1; 2) + 3 2(3; 4) (1; 1) = 1 2(1; 2) + 1 2(3; 4) h (1; 1) (1; 1) i | {z } B1 = h (1; 2) (3; 4) i | {z } B2 " 7 2 12 3 2 1 2 # | {z } SB1!B2 " 1 1 # = " 1 3 2 4 # " 7 2 3 2 # " 1 1 # = " 1 3 2 4 # " 1 2 1 2 # " 1 1 1 1 # = " 1 3 2 4 # " 7 2 12 3 2 1 2 #
De…nição. U e V espaços lineares
T : U ! V é uma transformação linear se e só se 8u; v 2 U 8 escalar T(u + v) = T (u) + T (v) T( u) = T(u) , 8u; v 2 U 8 ; escalares T( u + v) = T (u) + T (v) Observação. T linear ) T (0U) = 0V T(0U) 6= 0V ) T não é linear
Exemplos de transformações não lineares
T : R2 ! R2
T(x; y) = (1 y; 2x)
T : R2 ! R
Exemplos de transformações lineares (i) T : R4 ! R2 T(x; y; z; w) = (x y; 3w)
(ii) T : R3 ! R4 T(x; y; z) = ( z; y 2z; 2y; y+z)
(iii) T : R3 ! R3 T(x; y; z) = (x + 2y; 3z; x z) (iv) T : Rn ! Rm T(u) = Au A 2 Mm n(R) …xa (v) tr:Mn n(R) ! R tr(A) = n P i=1 aii
Exemplos (i) T : P2 ! M2 2 (R) T (p (t)) = " p(1) p(0) p(0) p ( 1) # (ii) T : M2 2 (R) ! P2 T " a b c d #! = 2c a + (b + 2c) t2 (iii) T : M2 2 (R) ! M2 2 (R) T(X) = X " 1 2 2 1 # " 1 2 2 1 # X (iv) T : Mn n(R) !Mn n(R) T (X) = XT
Exemplos
U espaço linear e k um escalar (…xo)
Tk : U ! U Tk(u) = ku Tk é uma homotetia Se 0 < k < 1 Tk é uma contracção Se k > 1 Tk é uma dilatação Se k = 1 T1 é a transformação identidade I I(u) = u 8 u 2 U
Exemplos
(i) T : P2 ! P3 T(p (t)) = 2tp (1 t) tp0 (t)
(ii) T : P3 ! P1 T (p (t)) = p00 (t)
(iii) T : C1 (R) ! C (R) T (f ) = f0
(iv) a 2 R (…xo) T : C1 (R) ! R T (f ) = f0 (a)
(v) n 2 N T : Cn(R) ! C (R) T (f ) = f(n)
(vi) T : C (R) ! C1 (R) T (f ) = Z x
Outro modo de de…nir uma transformação linear: Sendo T : U ! V linear e U = L (fv1; : : : ; vng) Sendo u 2 U existem escalares 1; :::; n tais que
u = 1v1 + ::: + nvn
Então
T(u) = 1T(v1) + ::: + nT(vn)
ou seja, conhecendo-se as imagens T (v1); :::; T (vn) com U = L (fv1; : : : ; vng) …ca a conhecer-se a expressão geral de T : U ! V linear.
Além disso, sendo U e V espaços lineares com U = L(fu1; : : : ; ung) e T1; T2 : U ! V lineares
Exemplo. P1 = L (f1 t; 1 + tg). Seja T : P1 ! R3
linear tal que
T (1 t) = (0; 1; 2) T (1 + t) = ( 1; 2; 1) . Vejamos como se obtém a expressão geral de T .
Seja a0 + a1t 2 P1. Determinemos ; 2 R tais que a0 + a1t = (1 t) + (1 + t) . Tem-se a0 + a1t = 1 2 (a0 a1) | {z } (1 t) + 1 2 (a0 + a1) | {z } (1 + t) . Então T (a0 + a1t) = 1 2a0 1 2a1; 3 2a0 + 1 2a1; 3 2a0 1 2a1
Representação matricial
De…nição. B1 = fv1; :::; vng base ordenada de U
B2 = fw1; :::; wmg base ordenada de V
T : U ! V linear tal que T(vj) = Pmi=1 aijwi.
A matriz que representa T em relação às bases B1 e B2
é de…nida por
M(T ; B1; B2) = (aij)m n
Observação. A de…nição anterior pode ser escrita as-sim:
T (B1) = B2M(T ; B1; B2)
Teorema. T : U ! V linear. Sejam [u]B1 as coorde-nadas de u em B1 e [T (u)]B2 as coordenadas de T (u)
em B2. Então
T (B1) = B2M(T ; B1; B2) ) [T (u)]B
Dem. Como u = B1 [u]B 1 e T é linear então T (u) = T (B1) [u]B 1 :
Por outro lado
T (u) = B2 [T (u)]B
2 :
Assim
B2 [T (u)]B2 = T (B1) [u]B1 =
= (B2M(T ; B1; B2)) [u]B1 = B2 M(T ; B1; B2) [u]B1
e atendendo à unicidade das coordenadas de um vector em relação a uma base, tem-se
[T (u)]B
2 = M (T ; B1; B2) [u]B1
Observação. Se T = I tem-se
Exemplo. (Da fórmula para a matriz.) Seja T : R3 ! R2 linear tal que
T (x; y; z) = ( 3x 3y + 9z; x + y 3z),
Sejam B1 = f(1; 1; 1); (0; 1; 1); (0; 0; 1)g e B2 = f(1; 1); (1; 1)g.
Vejamos como se obtém M (T ; B1; B2).
Como T (1; 1; 1) = (3; 1) = 1(1; 1) + 2(1; 1) T (0; 1; 1) = (6; 2) = 2(1; 1) + 4(1; 1) T (0; 0; 1) = (9; 3) = 3(1; 1) + 6(1; 1) então M(T ; B1; B2) = " 1 2 3 2 4 6 # ,
Exemplo. (Da matriz para a fórmula.) Seja T :
R3 ! R2 linear tal que M (T ; B1; B2) =
" 1 2 3 2 4 6 # , com B1 = f(1; 1; 1); (0; 1; 1); (0; 0; 1)g e B2 = f(1; 1); (1; 1)g.
Vejamos como se obtém a expressão geral de T . Como
(x; y; z) = x(1; 1; 1)+(y x) (0; 1; 1)+( y + z) (0; 0; 1) então as coordenadas de T (x; y; z) em B2 são dadas
por: [T (x; y; z)]B 2 = " 1 2 3 2 4 6 # 2 6 4 x y x y + z 3 7 5 | {z } [(x;y;z)]B1 = " x y + 3z 2x 2y + 6z # Logo T (x; y; z) = ( x y + 3z) (1; 1)+( 2x 2y + 6z) (1; 1) = = ( 3x 3y + 9z; x + y 3z)
Exemplo. (Da matriz para a fórmula passando pelas imagens de geradores.)
Seja T : R3 ! R2 linear tal que M(T ; B1; B2) = " 1 2 3 2 4 6 # ; com B1 = f(1; 1; 1); (0; 1; 1); (0; 0; 1)g e B2 = f(1; 1); (1; 1)g.
Vejamos como se obtém a expressão geral de T . Da matriz retiramos:
T (1; 1; 1) = 1(1; 1) + 2(1; 1) = (3; 1) T (0; 1; 1) = 2(1; 1) + 4(1; 1) = (6; 2) T (0; 0; 1) = 3(1; 1) + 6(1; 1) = (9; 3) Como
(x; y; z) = x(1; 1; 1)+(y x) (0; 1; 1)+( y + z) (0; 0; 1) e T é linear então T (x; y; z) = = xT (1; 1; 1)+(y x) T (0; 1; 1)+( y + z) T (0; 0; 1) = = x (3; 1) + (y x) (6; 2) + ( y + z) (9; 3) = = ( 3x 3y + 9z; x + y 3z)
Teorema. Seja T : Rn ! Rm linear. Sejam Bcn a base canónica de Rn; Bcm a base canónica de Rm e A = M (T ; Bcn; Bcm) 2 Mm n(R). Então T(u) = Au para todo o u 2 Rn. Dem. T(u) = [T (u)]Bm c = M (T ; B n c ; Bcm) [u]Bcn = Au
Exemplo. Seja T : R4 ! R3 tal que T(x; y; z; w) = (3x + y 2z; 0; x + 4z). Como T(1; 0; 0; 0) = (3; 0; 1), T (0; 1; 0; 0) = (1; 0; 0) T(0; 0; 1; 0) = ( 2; 0; 4) e T (0; 0; 0; 1) = (0; 0; 0) então A = M (T ; B4c; Bc3) = 2 6 4 3 1 2 0 0 0 0 0 1 0 4 0 3 7 5. Observe-se que T(x; y; z; w) = M (T ; Bc4; B3c) 2 6 6 6 4 x y z w 3 7 7 7 5 = = (3x + y 2z; 0; x + 4z)
De…nição. S; T : U ! V , escalar.
Então S + T , T : U ! V são de…nidas por
(S + T ) (u) = S(u) + T (u) ( T )(u) = T (u)
Teorema. S; T : U ! V lineares, escalar. Então S + T , T são lineares:
Exemplo. T1; T2 : R3 ! R2
T1(x; y; z) = (x + 2y; x z) T2(x; y; z) = (y; 2x) (T1 + 3T2) (x; y; z) = (x + 5y; 5x z)
De…nição. (Composição) T : U ! V , S : V ! W . Então S T : U ! W é de…nida por
(S T) (u) = S (T (u)) Observação. Em geral S T 6= T S Teorema. R (S T) = (R S) T De…nição. T0 = I Tk = T Tk 1; k = 1; 2; ::: Teorema. Tm+n = Tm Tn (R + S) Q = R Q + S Q ( R) Q = (R Q) Teorema. T : U ! V , S : V ! W lineares. Então S T : U ! W é linear
Teorema. T linear. Então
Exemplo. T2 : R3 ! R2 T2(x; y; z) = (y; 2x) T3 : R2 ! R3 T3(x; y) = (2x + y; x; x y) T2 T3 : R2 ! R2 (T2 T3) (x; y) = T2 (T3(x; y)) = T2 (2x + y; x; x y) = = (x; 4x 2y) T3 T2 : R3 ! R3 (T3 T2) (x; y) = T3 (T2(x; y)) = T3(y; 2x) = = ( 2x + 2y; y; 2x + y)
Teorema. B1 base de U , B2 base de V , ; escalares, T1; T2 : U ! V lineares: Então M( T1+ T2; B1; B2) = M (T1; B1; B2)+ M (T2; B1; B2) Exemplo. T1; T2 : R3 ! R2 T1(x; y; z) = (x + 2y; x z) T2(x; y; z) = (y; 2x) (T1 + 3T2) (x; y; z) = (x + 5y; 5x z) M(T1 + 3T2; Bc3; B2c) = " 1 5 0 5 0 1 # M(T1; Bc3; Bc2) + 3M (T2; Bc3; B2c) = = " 1 2 0 1 0 1 # + 3 " 0 1 0 2 0 0 # = " 1 5 0 5 0 1 #
Teorema. B1 base de U , B2 base de V , B3 base de W , ; escalares, T : U ! V; S : V ! W lineares: Então M (S T ; B1; B3) = M (S; B2; B3)M (T ; B1; B2) Exemplo. T2 : R3 ! R2 T2(x; y; z) = (y; 2x) T3 : R2 ! R3 T3(x; y) = (2x + y; x; x y) T2 T3 : R2 ! R2 (T2 T3) (x; y) = T2 (T3(x; y)) = T2 (2x + y; x; x y) = = (x; 4x 2y) M(T2 T3; B2c; Bc2) = " 1 0 4 2 # M(T2; Bc3; Bc2)M (T3; Bc2; Bc3) = " 0 1 0 2 0 0 #2 6 4 2 1 1 0 1 1 3 7 5 = = " 1 0 4 2 #
De…nição. dim U = dim V . T : U ! V linear diz-se invertível se e só se existir S : V ! U tal que
S T = IU e T S = IV , e neste caso S = T 1.
Teorema. dim U = dim V , T : U ! V linear. Se A = M (T ; B1; B2) então
T invertível , A invertível: Se T é linear e invertível então T 1 é linear e
A 1 = M (T 1; B2; B1):
Teorema. dim U = dim V = dim W , T2 : U ! V; T1 : V ! W lineares invertíveis: Então T1 T2 é linear, invertível e
Exemplo. T : R2 ! R2 T(x; y) = (x; 4x 2y) Como M (T ; Bc2; B2c) = " 1 0 4 2 # é invertível então T é invertível e M(T 1; Bc2; Bc2) = " 1 0 4 2 # 1 = " 1 0 2 12 # Logo T 1(x; y) = " 1 0 2 12 # " x y # = x; 2x 12y De facto T x; 2x 1 2y = (x; y)
Teorema. T : U ! U linear B, B0 bases ordenadas de U. Então (U; B) M(T ;B;B)! T (U; B) SB0!B " I I # SB!B0 U; B0 T! M(T ;B0;B0) U; B 0 Isto é T = I T I , , M(T ; B0; B0) = SB!B0M(T ; B; B)SB0!B , , M(T ; B0; B0) = SB!B0M(T ; B; B) (SB!B0) 1 B = SAS 1
Quando se tem a última igualdade dir-se-á que A e B são semelhantes e nesse caso ver-se-á que:
car A = car B nul A = nul B tr A = tr B det A = det B det (A I) = det (B I)
Teorema. Caso geral. T : U ! V linear. B1 e B01
bases ordenadas de U . B2 e B20 bases ordenadas de V .
Então (U; B1) M(T ;B1;B2) ! T (V; B2) SB0 1!B1 " I I # SB2!B02 U; B10 T! M(T ;B10;B20) V; B 0 2 Isto é T = I T I , , M(T ; B10 ; B20 ) = SB2!B02M(T ; B1; B2)SB0 1!B1
Exemplo. T : R2 ! R3 T(x; y) = (y; x; y x) M(T ; Bc2; B3c) = 2 6 4 0 1 1 0 1 1 3 7 5 B1 = f(1; 1); ( 1; 1)g B2 = f(0; 0; 1); (0; 1; 1); (1; 1; 1)g bases ordenadas de R2 e R3 T(1; 1) = (1; 1; 0) = (0; 0; 1) + 0(0; 1; 1) + 1 (1; 1; 1) T( 1; 1) = (1; 1; 2) = 3(0; 0; 1) 2(0; 1; 1) + 1 (1; 1; 1) M(T ; B1; B2) = 2 6 4 1 3 0 2 1 1 3 7 5 (1; 0; 0) = 0(0; 0; 1) 1(0; 1; 1) + 1 (1; 1; 1) (0; 1; 0) = (0; 0; 1) + 1(0; 1; 1) + 0 (1; 1; 1) (0; 0; 1) = 1(0; 0; 1) + 0(0; 1; 1) + 0 (1; 1; 1) SB3 c!B2 = 2 6 4 0 1 1 1 1 0 1 0 0 3 7 5
SB3 c!B2M(T ; B 2 c; Bc3)SB1!B2 c = = 2 6 4 0 1 1 1 1 0 1 0 0 3 7 5 2 6 4 0 1 1 0 1 1 3 7 5 " 1 1 1 1 # = = 2 6 4 1 3 0 2 1 1 3 7 5 = M (T ; B1; B2)
coordenadas de (2; 1) na base Bc2 M(T ;Bc2;Bc3) ! T coordenadas de T (2; 1) na base Bc3 SB2 c!B1 # I I # SBc3!B2 coordenadas de (2; 1) na base B1 T ! M(T ;B1;B2) coordenadas de T (2; 1) na base B2. " 2 1 # 2 6 4 0 1 1 0 1 1 3 7 5 ! T 2 6 4 1 2 1 3 7 5 " 1 2 1 2 1 2 1 2 # # I I # 2 6 4 0 1 1 1 1 0 1 0 0 3 7 5 " 3 2 1 2 # T ! 2 6 4 1 3 0 2 1 1 3 7 5 2 6 4 3 1 1 3 7 5
De…nição. U e V espaços lineares e T : U ! V linear (i) O contradomínio ou imagem de T :
I(T ) = fT (u) : u 2 Ug
(ii) O núcleo de T : N (T ) = fu 2 U : T (u) = 0g
Teorema. U e V espaços lineares e T : U ! V linear (i) N (T ) é um subespaço de U
(ii) I(T ) é um subespaço de V
(iii) Seja S = fu1; : : : ; ukg. Se U = L (S) então
I(T ) = L (fT (u1) ; : : : ; T (uk)g) = L (T (S))
(iv) Se dim U < 1 e T : U ! V é linear então
Exemplos.
T : U ! V T(u) = 0 N (T ) = U I(T ) = f0g
I : U ! U I(u) = u N (I) = f0g I(I) = U
T : C1 (R) ! C (R) T (f ) = f0
I(T ) = C (R)
N (T ) = ff : R ! R tal que f é constante em Rg
A 2 Mm n(R) T : Rn ! Rm T(u) = Au
Exemplo. T(x; y; z; w) = (3x + y 2z; 0; x + 4z) T(1; 0; 0; 0) = (3; 0; 1), T (0; 1; 0; 0) = (1; 0; 0) T(0; 0; 1; 0) = ( 2; 0; 4) e T (0; 0; 0; 1) = (0; 0; 0). A = M (T ; Bc4; Bc3) = 2 6 4 3 1 2 0 0 0 0 0 1 0 4 0 3 7 5 N (T ) = N (A) = n(x; y; z; w) 2 R4 : y = 14z e x = 4zo = = f( 4z; 14z; z; w) : z; w 2 Rg = = L (f( 4; 14; 1; 0); (0; 0; 0; 1)g) I (T ) = C (A) = L f(3; 0; 1); (1; 0; 0)g dim R4 | {z } =4 = dim N (T )| {z } =2 + dim I (T )| {z } =2
Teorema.
T : U ! V linear A = M(T ; B1; B2) 2 Mm n(R) então [T (u)]B
2 = A [u]B1
Observação.
Os vectores de N (A) são as coordenadas dos vec-tores de N (T ) em B1.
Os vectores de C(A) são as coordenadas dos vectores de I(T ) em B2.
dim N (T ) = dim N (A) = nul A dim I(T ) = dim C(A) = car A
Exemplo. T : R3 ! R2 linear B1 = f(1; 1; 1); (0; 1; 1); (0; 0; 1)g B2 = f(1; 1); (1; 1)g A = M (T ; B1; B2) = " 1 2 3 2 4 6 # N (A) = N h 1 2 3 i = L (f( 2; 1; 0); ( 3; 0; 1)g) N (T ) = L ( ( 2) (1; 1; 1) + 1(0; 1; 1) + 0(0; 0; 1); ( 3) (1; 1; 1) + 0(0; 1; 1) + 1(0; 0; 1) )! = = L (f( 2; 1; 1); ( 3; 3; 2)g) C(A) = L (f(1; 2)g) I(T ) = L (f1(1; 1) + 2(1; 1)gg) = L (f(3; 1)g)
De…nição. T : U ! V é injectiva se e só se T(u) = T (w) ) u = w isto é u 6= w ) T (u) 6= T (w) Teorema. T injectiva , N (T ) = f0g
Teorema. T : U ! V linear dim U = dim V . Então T injectiva , T invertível Exemplo. T : R2 ! R2 T(x; y) = (x; 4x 2y) T é injectiva pois M(T ; Bc2; Bc2) = " 1 0 4 2 # e N (T ) = N " 1 0 4 2 #! = f(0; 0)g
Teorema. dim U < 1 T : U ! V linear então são equivalentes:
(i) T é injectiva (ii) N (T ) = f0g
(iii) dim U = dim I(T )
(iv) T transforma qualquer conjunto linearmente inde-pendente de vectores de U num conjunto linearmente independente de vectores de V
De…nição. T : U ! V é sobrejectiva se e só se I(T ) = V
Teorema. dim U; dim V < 1 T : U ! V linear. Então
T é sobrejectiva se e só se T transformar um qualquer conjunto gerador de U num conjunto gerador de V
Exemplo. T : R3 ! R2 T(x; y; z) = (y; 2x) T é sobrejectiva pois M(T ; Bc3; Bc2) = " 0 1 0 2 0 0 # e I(T ) = C " 0 1 0 2 0 0 #! =L (f(0; 2); (1; 0)g)=R2
Teorema. dim U < 1, T : U ! V linear. Então
T é sobrejectiva ) dim U dim V dim U < dim V ) T não é sobrejectiva
T é injectiva ) dim U dim V dim U > dim V ) T não é injectiva
Teorema. dim U = dim V < 1, T : U ! V linear. Então
De…nição. T : U ! V é bijectiva se e só se fôr injectiva e sobrejectiva
De…nição. U e V espaços lineares são isomorfos se e só se existir um isomor…smo entre U e V , isto é, se e só se existir uma transformação linear bijectiva T : U ! V e escreve-se
U = V
Teorema. U e V espaços lineares. Então U = V , dim U = dim V
Exemplo. T : U ! V linear. Se A = M(T ; B1; B2)
então
N (T ) = N (A) e I(T ) = C(A) Além disso:
T é injectiva , nul A = 0 , car A = n T é sobrejectiva , car A = m
Exemplos de Isomor…smos (i) Rn = Mn 1(R) T : Rn ! Mn 1(R) T (a1; : : : ; an) = 2 6 4 a1 ... an 3 7 5 (ii) Mm n(R) = Rmn T : Mm n(R) ! Rmn T 0 B @ 2 6 4 a11 a1n ... ... ... am1 amn 3 7 5 1 C A = (a11; : : : ; a1n; : : : ; am1; : : : ; amn) (iii) Rn+1 = Pn T : Rn+1 ! Pn T (a0; a1; : : : ; an) = a0 + a1t + + antn
(iv) A 2 Mm n(R) C (A) = L (A)
Teorema. T : U ! V linear, b 2 V . Então a equação linear T (u) = b
(Existência de solução) tem sempre solução (para qual-quer b) se e só se T fôr sobrejectiva (T (U ) = V )
(Unicidade de solução) a ter solução, ela é única se e só se T fôr injectiva se e só se N (T ) = f0g
(Existência e unicidade de solução) tem sempre solução única u se e só se T fôr bijectiva
Teorema. T : U ! V linear, b 2 V . Então solução geral de T(u) = b = solução particular de T(u) = b + solução geral de T(u) = 0 | {z } N (T )
Exemplo. T : R3 ! R2 linear B1 = f(1; 1; 1); (0; 1; 1); (0; 0; 1)g B2 = f(1; 1); (1; 1)g A = M (T ; B1; B2) = " 1 2 3 2 4 6 #
Vamos resolver a equação linear: T (x; y; z) = (6; 2) Primeiro note-se que:
(6; 2) = 2(1; 1) + 4(1; 1) a seguir resolve-se: " 1 2 3 2 4 6 #2 6 4 3 7 5 = " 2 4 # obtendo-se f(0; 1; 0)g + N (A) = f(0; 1; 0)g+L (f( 2; 1; 0); ( 3; 0; 1)g) Logo CS = f(0; 1; 1)g+L (f( 2; 1; 1); ( 3; 3; 2)g)