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praia de calhaus, de cães selvagens

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(1)

Uma

das

sete

maravilhas

de

Portugal

Está

transformada

numa

praia

de

calhaus, cheia

(2)

Desassoreamento

da

Arrábida

É do conhecimento geral

que a nossa costa tem um elevado nível de biodiver-sidade e que foi sempre uma importante zona de transição bio-geográfica. Talvez não se saiba, é que o cavalo marinho está em

declínio e que devido à

intervenção do homem e

das alterações climáticas,

a nossa

biodiversidade

alterou-se.

Num encontro, organizado na Casa da Baía em Setú-bal, no passado dia 16 de

Novembro

(Dia

do

Mar)

pelo Clube daArrábida eo Parque Natural da Arrábi-da, com oapoio da Câmara

Municipal de Setúbal, foi consensual a necessidade

de estudos que suportem a

origem do desassoreamen-to, para, depois, as entida-des responsáveis poderem

atuar em conformidade. Emanuel Gonçalves, bió-logo e professor do Insti-tuto Superior dePsicologia Aplicada, sublinhou o

de-saparecimento da pradaria

marinha da costa da

Ar-rábida, ecossistema que em 1946 chegou a ter 26

hectares de área, 14 ha em

1983,8.1 ha em 89 e hoje

menos de 0.007 ha ou seja nenhuma pradaria...

Aproteção contra a erosão costeira ea diminuição da

força das correntes são apenas alguns dos efeitos gerados pelas pradarias

marinhas. Emanuel

Gon-çalves alertou, porém, que "é importante perceber que muitas das alterações na biodiversidade se devem a mudanças

climáticas

e não necessariamente à

intervenção do homem".

A

extrema complexidade

das correntes geradas no delta vazante do rio Sado,

para lá da

fronteira

da

Península de Tróia, na en-trada no oceano, "embora não seja fundamental, é

certamente muito impor-tante para se perceber o desenvolvimento da área", salientou Pedro Brito, do

Laboratório

Nacional

de

Energia

e

Geologia

(LNEG).

No delta, composto por

areias, a circulação das correntes "é mais difusa a norte [zona do Portinho da Arrábida], não sendo circular como na restante área do delta", constatou

Pedro

Brito.

O técnico

do

LNEG

realçou, igual-mente, que a capacidade da costa da Arrábida em

receber sedimentos,

fe-nómeno conhecido por

"espaço de acomodação", está "em claro decrésci-mo", além de que o canal principal da foz do Sado

"já foi claramente maior",

ou seja, mais profundo e

com maior fluxo de água. Outro fenómeno realçado por Ernesto Carneiro, da Administração dos Portos de Setúbal e

Sesimbra

(APPS), foi o aumento do areal na Praia da

Figueiri-nha desde a construção do esporão, em 1971.

(3)

"Nota-se a influência na

distri-buição da areia após esta intervenção artificial." Para muitos dos

interve-nientes, os processos que

poderão contribuir para a perda de sedimentos nas

praias da

Arrábida

não

estão ainda claros. Sabe-mos que o transporte de sedimento pela ondulação

é transversal na Arrábida

e que a subida do nível do mar (2 mm/ ano)

acompa-nhado de uma migração da areia por causa das tem-pestades são as principais causas.

Causas naturais ou

artifi-ciais? Acção do homem ??

Ao longo dos anos, toda

a costa portuguesa sofreu grandes alterações e

é

tempo hoje de determinar quais as tendências

evolu-tivas, as causas do

proces-so erosivo, elaborar etestar soluções alternativas de protecção para Arrábida.

A

solução mais apropriada

poderá depender de vários factores como odo trânsito sedimentar, do clima, da

agitação

marítima,

das areias viajantes

localiza-das na bacia hidrográfica do rio Sado, dos sólidos em suspensão e que vão

alimentar edescarregar no

próprio estuário... enfim

muitas dúvidas e poucas

respostas!

Várias foram as soluções

avançadas durante o co-lóquio, quer nas interven-ções dos oradores, quer

pelo público.

A

alimen-tação artificial com areia das praias e a construção

de barreiras

marítimas,

para quebrar a força da ondulação, outra possível causa do problema, foram

algumas

das propostas apresentadas.

(4)

asso-Causas

naturais

ou

artificiais

.-Acção

do

homem

?

Ao longo

dos

anos a

costa

portuguesa

sofreu

grandes

alterações.

Perceber

as

causas

deste

fenómeno*,

as

soluções

que existem

e

a

quem compete

implementar

essas

(5)

ciados às propostas e os

eventuais impactes

am-bientais foram dificuldades levantadas pelos

partici-pantes e que ficaram sem resposta imediata.

Sofia Castel-Branco, do Instituto da Conservação da Natureza e da

Biodi-versidade

(ICNB),

que

sublinhou a pertinência da iniciativa, "numa

im-portante aproximação da sociedade civil", salientou que os contributos ouvidos

no colóquio "têm de ser

partilhados de

maneira

a se congregar as muitas visões existentes". Para Pedro

Vieira,

presidente do Clube daArrábida, pre-ocupado com "a dramática perda de areia, não só no Portinho, mas em toda a

costa da serra", enalteceu o envolvimento e a preo-cupação demonstrados no colóquio pela Autarquia,

pelo

ICNB

e pela APSS.

-PL

"O que sepassa aqui napraia do Portinho é um problema de desassoreamento, em que aareia tem diminuído brutalmente. Euma praia que está considerada como uma

das sete maravilhas nacionais, mas que, hoje em dia, ésópedras "

(6)

Comunicado

-

A

cção

Popular

para

captura

de cães vadios

na Serra

da

Arrábida

A

inacção da Câmara Municipal ;

de Setúbal e da Direcção Geral !

de Veterinária face ao crescente e j

perigoso fenómeno das matilhas

de cães vadios na Serra da

.Arrá-bida, obrigou o

j

Clube da Arrábida a dar hoje en- \

irada no Tribuna! de Almada de j

uma Acção Popular contra es- j

sas entidades públicas para que

cumpram assuas funções ecom- ;

petências legais em matéria de

saúde pública, segurança de pessoas e bens e protecção do ambiente.

Ao longo dos últimos 10 anos tem-se assistido aum au-mento exponencial de matilhas de cães vadios em toda

a Serra da Arrábida, estimando-se que hoje deambulem

por esta área protegida e parte integrante do Parque

Natural da Arrábida mais de uma centena de cães, sem

que até à data tenham sido tomadas pelas autoridades

competentes (Câmara Municipal de Setúbal e Direcção

Geral de Veterinária) quaisquer medidas eficazes para a sua captura. Estas matilhas de cães que proliferam em grande parte graças à alimentação que lhes é dada por

associações de protecção dos animais, representam um

enorme risco para a saúde pública por todas as doenças que podem transmitir ao homem ea outros animais, re-presentando ainda uma ameaça à segurança física dos

residentes e utentes do Parque Natural da Arrábida e

constituem uma ameaça ao ambiente. Com efeito, por

(7)

esteg Cães que actuam em matilha, têm contribuído de iirri» forma significativa para o declínio de espécies na-turais em toda a Serra da Arrábida tais como coelhos,

raposas e ginetes, uma ve/ que os cães sào predadores

no topo da cadeia alimentar e que como tal não tem

con-trolo natural. Além da pressão exercida sobre as espé-cies autóctones, estas matilhas de cães têm atacado

pon-tualmente animais domésticos como foi o caso relatado na imprensa de um ataque mortífero a 5 porcos numa Quinta às portas de Setúbal na passada primavera. Até à

data felizmente não há registo de ataques a seres

huma-nos mas não faltam centenas de testemunhos de

residen-tes e utentes da Arrábida sobre a insegurança emedo que

sentem ao terem que confrontar-se com estes animais em

estado selvagem.

O Clube da Arrábida e muitos dos seus associados,

can-sados destes mais de 8 anos de alertas feitos às

autorida-des locais para que protejam as populações e aArrábida,

exercendo as suas funções de captura dos cães selvagens,

sem que as medidas anunciadas para o seu controlo

te-nham surtido qualquer efeito, entendem que chegou a hora

da resolução eficaz e definitiva deste problema, pelo que

pedem agora ao Tribunal através desta acção popular que

obrigue as autoridades públicas competentes a cumprirem

(8)
(9)

Referências

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