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Segurança M4V3 Laboratório 2

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Academic year: 2021

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(1)
(2)

Instituto Universal Brasileiro

Instituto Universal Brasileiro

Administração Administração Luiz Fernando Diniz Naso Luiz Fernando Diniz Naso José Carlos Diniz Naso José Carlos Diniz Naso Inês Diniz Naso Inês Diniz Naso Gerente Geral Gerente Geral Modesto Pantaléa Modesto Pantaléa Diretora Geral Diretora Geral Irene Rodrigues

Irene Rodrigues de Oliveira Teixde Oliveira Teixeira Ribeiroeira Ribeiro Coordenação Coordenação Roseli Anastácio Silva Roseli Anastácio Silva Waldomiro Recchi Waldomiro Recchi Editoração Editoração Marcos Prado de Carvalho Marcos Prado de Carvalho Revisão de Texto Revisão de Texto Marcia Moreira de Carvalho Marcia Moreira de Carvalho Autor Autor Eduardo Latorre Eduardo Latorre Impressão Impressão IUBRA

IUBRA- Indústria Gráfica e Editora Ltda.- Indústria Gráfica e Editora Ltda. Rodovia Estadual Boituva - Iperó, km 1,1 Rodovia Estadual Boituva - Iperó, km 1,1 Campos de Boituva - Boituva - SP Campos de Boituva - Boituva - SP CEP 18550-000 CEP 18550-000

 Tod

(3)

SUMÁRIO

SUMÁRIO

MATERIAL DE ESTUDO

MATERIAL DE ESTUDO

PRÁTICAS EM LABORATÓRIO 2

PRÁTICAS EM LABORATÓRIO 2

Aula 4 – Brigada de Incêndio

Aula 4 – Brigada de Incêndio . . . 3. . . 3

Composição Composição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . 3 Organograma Organograma . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . 4 Incêndi Incêndioo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. 5 Métodos

Métodos de de Extinção Extinção de de IncêndIncêndioio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55

E

Exxttiinnttoorrees s dde e IInnccêênnddiio o . . . .. 77

P

Pllaanno o dde e AAbbaannddoonno o dde e EEddiiffíícciioos s . . . 1111

Aula 5 – Higiene Ocupacional

Aula 5 – Higiene Ocupacional  . . . 13  . . . 13

PRIMEIRA P

PRIMEIRA PARTE: Condições ARTE: Condições de de Higiene e Higiene e Organização do Organização do Ambiente de Ambiente de Trabalho. Trabalho. . . 1313

Riscos

Riscos AmbientAmbientaisais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1313

Antecipação Antecipação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1515 Reconhecimento Reconhecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1616 Avaliação . . . 17 Avaliação . . . 17 SEGUNDA

SEGUNDA PPARTE: ARTE: Ações Ações Preventivas Preventivas e e Corretivas Corretivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1919

Ações

Ações Corretivas Corretivas e e PreventivasPreventivas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2020

Determinação

Determinação dos dos Riscos Riscos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2222

Aula 6 – Doenças Ocupacionais

Aula 6 – Doenças Ocupacionais . . .  . . . 2266

Legislação

Legislação Relacionada Relacionada a a Doenças Doenças Ocupacionais Ocupacionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2727

Riscos

Riscos AmbientAmbientaisais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2727

P

Prriinncciippaaiis s DDooeennççaas s OOccuuppaacciioonnaaiis s . . . 2299

Análise

Análise de de Riscos Riscos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3030

Aula 7 – Equipamentos de Avaliação Ambiental

Aula 7 – Equipamentos de Avaliação Ambiental . . .  . . . 3322

Decibelímetro . . . 32

Decibelímetro . . . 32

 Termo-higrômetro

 Termo-higrômetro . . . 3434

Anemôme

Anemômetrotro. . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . 3636

L

Luuxxíímmeettrro o . . . 3377

 T

 Termômetro de Globo ermômetro de Globo . . . 3939

Cálculo

Cálculo de de Ruído Ruído Contínuo Contínuo e e Intermitente. . Intermitente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4141

Aula 8 – Primeiros Socorros

Aula 8 – Primeiros Socorros. . . 42. . . 42

Etapas

Etapas Básicas Básicas de de Primeiros Primeiros SocorrosSocorros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4242

S

Siinnaaiis s VViittaaiis . . . s . . . 4444

Parada

Parada Cardiorrespiratória. . Cardiorrespiratória. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4747

Ferimentos . . . 50

Ferimentos . . . 50

Queimadur

Queimadurasas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5353

Estado

Estado de de ChoqueChoque. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5555

Hemorragias . . . 56

Hemorragias . . . 56

Corpo

Corpo Estranho Estranho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5858

Fraturas . . . 60

(4)

E

Emmeerrggêênncciiaas s CCllíínniiccaas s . . . 6622

I

Innttooxxiiccaaççãão o e e EEnnvveenneennaammeenntto o . . . 6677

Picadas

Picadas de de Animais Animais Peçonhentos . . Peçonhentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6868

 Transporte de Acidentados

 Transporte de Acidentados . . . 6868

Aula 9 – Como Elaborar Plano de Trabaho

Aula 9 – Como Elaborar Plano de Trabaho . . .  . . . 7755

Periocidades

(5)

Objetivo.

Objetivo.  Dar ao aluno conhecimentos,  Dar ao aluno conhecimentos,

recomendações e atribuições da brigada de

recomendações e atribuições da brigada de

incêndio na prevenção e combate a princípio

incêndio na prevenção e combate a princípio

de incêndio.

de incêndio.

A brigada de incêndio é formada por

A brigada de incêndio é formada por

gru-pos de pessoas, geralmente funcionários da

pos de pessoas, geralmente funcionários da

em-presa, que recebem treinamentos específicos

presa, que recebem treinamentos específicos

para tomada de medidas preventivas e de

para tomada de medidas preventivas e de

utili-zação de equipamentos de

zação de equipamentos de combate de incêndio.combate de incêndio.

São atribuições da brigada

São atribuições da brigada de incêndio:de incêndio:

• Atuar na prevençAtuar na prevenção de incêndios;ão de incêndios;

•  Conhecer muito bem o plano de emer-  Conhecer muito bem o plano de

emer-gência;

gência;

• Saber avaliar os riscSaber avaliar os riscos existentes;os existentes;

•  Elaborar relatórios das irregularidades  Elaborar relatórios das irregularidades

encontradas;

encontradas;

• Encaminhar o relatório das irregularidades Encaminhar o relatório das irregularidades

para a chefia;

para a chefia;

• Inspecionar os equipaInspecionar os equipamentos de mentos de combatecombate

a incêndio;

a incêndio;

• Inspecionar as rotas dInspecionar as rotas de fuga;e fuga;

• Orientar as pessoas; Orientar as pessoas;

• Participar dos Participar dos treinamentos.treinamentos.

A norma que estabelece a composição,

A norma que estabelece a composição,

atribuição e organização de uma brigada de

atribuição e organização de uma brigada de

in-cêndio é a NBR 14276 (Programa de brigada de

cêndio é a NBR 14276 (Programa de brigada de

incêndio) da ABNT. Nos Estados, o Corpo de

incêndio) da ABNT. Nos Estados, o Corpo de

Bom-beiros, baseado nesta norma, edita instruções

beiros, baseado nesta norma, edita instruções

para formação das brigadas, e não deve variar

para formação das brigadas, e não deve variar

muito de um Estado para outro, pois esta NBR é

muito de um Estado para outro, pois esta NBR é

de âmbito nacional.

de âmbito nacional.

Nesta aula, o assunto será abordado com

Nesta aula, o assunto será abordado com

base na IT-17 (Instrução Técnica nº 17) de 2011 do

base na IT-17 (Instrução Técnica nº 17) de 2011 do

Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Os

Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Os

alunos de outros Estados devem consultar as

alunos de outros Estados devem consultar as

nor-mas do Corpo de

mas do Corpo de Bombeiro local.Bombeiro local.

Composição

Composição

Toda brigada de incêndio deve ter um

Toda brigada de incêndio deve ter um

coordenador geral

coordenador geral que é a pessoa responsável que é a pessoa responsável

pela coordenação e execução das ações e

pela coordenação e execução das ações e

pla-nos de emergência de todas as edificações que

nos de emergência de todas as edificações que

compõem uma planta, independentemente do

compõem uma planta, independentemente do

número de turmas. Deve ser uma pessoa

número de turmas. Deve ser uma pessoa

capaci-tada de liderança e que influencia as pessoas

tada de liderança e que influencia as pessoas queque

formam a população fixa da

formam a população fixa da empresa.empresa.

A população fixa são todos os

A população fixa são todos os

trabalha-dores que permanecem regularmente na

dores que permanecem regularmente na

em-presa em todos os turnos, inclusive os

presa em todos os turnos, inclusive os

terceiri-zados nas mesmas condições.

zados nas mesmas condições.

Para que o coordenador geral possa montar

Para que o coordenador geral possa montar

a brigada de incêndio e os planos de

a brigada de incêndio e os planos de emergência,emergência,

ele necessita conhecer

ele necessita conhecer claramente:claramente:

• As atribuições da bAs atribuições da brigada de incêndrigada de incêndio;io;

•  Os requisitos básicos para a escolha dos  Os requisitos básicos para a escolha dos

brigadistas;

brigadistas;

• O número de O número de pessoas necessário na pessoas necessário na briga-

briga-da de incêndio;

da de incêndio;

• O organograma da brigada dO organograma da brigada de incêndio;e incêndio;

• O treinamento e a reciclagem da brigada O treinamento e a reciclagem da brigada

de incêndio.

de incêndio.

Os membros que devem compor a brigada

Os membros que devem compor a brigada

de incêndio são:

de incêndio são:

•  Brigadista:  Brigadista: membro da equipe de briga- membro da equipe de

briga-da que estará subordinado a um

da que estará subordinado a um chefe de equipe/chefe de equipe/

líder, em um determinado setor, compartimento

líder, em um determinado setor, compartimento

ou pavimento da

ou pavimento da edificação.edificação.

• Líder: Líder:  responsável pela coordenação e  responsável pela coordenação e

execução das ações de emergência em sua área

execução das ações de emergência em sua área

de atuação

de atuação (pavimento/compartimento/set(pavimento/compartimento/setor).or).

• Chefe da brigada: Chefe da brigada: responsável por uma responsável por uma

edificação com mais de um pavimento,

edificação com mais de um pavimento,

compar-timento ou

timento ou setorsetor..

Aula 4

Aula 4

BRIGADA DE INCÊNDIO

BRIGADA DE INCÊNDIO

(6)

Organograma

Organograma

O organograma da brigada de incêndio

O organograma da brigada de incêndio

deve estar de acordo com o número de edifícios

deve estar de acordo com o número de edifícios

e de andares, bem como o número de

e de andares, bem como o número de

funcioná-rios em cada um deles. A própria NBR 14276 dá

rios em cada um deles. A própria NBR 14276 dá

algumas sugestões para organogramas, mas as

algumas sugestões para organogramas, mas as

empresas podem elaborar o que achar mais

empresas podem elaborar o que achar mais con-

con-veniente para as suas

veniente para as suas necessidades.necessidades.

Veja a seguir a figura de alguns exemplos

Veja a seguir a figura de alguns exemplos

sugeridos pela NBR:

sugeridos pela NBR:

Planta com uma edificação, 1 pavimento e 4 brigadistas Planta com uma edificação, 1 pavimento e 4 brigadistas

Planta com uma edificação, 3 pavimentos e 3

Planta com uma edificação, 3 pavimentos e 3 brigadistas por pavimentobrigadistas por pavimento

Planta com duas edificações, a primeira com 3 pavimentos e 2 Planta com duas edificações, a primeira com 3 pavimentos e 2 brigadistas por pavimento e a segunda com um pavimento e 4 brigadistas por pavimento e a segunda com um pavimento e 4

brigadistas por pavimento brigadistas por pavimento

Ações de prevenção da brigada de

Ações de prevenção da brigada de

incêndio

incêndio

• Análise dos riscos existentes durante as Análise dos riscos existentes durante as

reuniões da brigada de incêndio;

reuniões da brigada de incêndio;

• Notificação ao setor competenNotificação ao setor competente da em-te da

em-presa ou da edificação das eventuais

presa ou da edificação das eventuais

irregula-ridades encontradas no tocante à prevenção

ridades encontradas no tocante à prevenção

e proteção contra incêndios;

e proteção contra incêndios;

• Orientação à população Orientação à população fixa e flutuante;fixa e flutuante;

• Participação nos exParticipação nos exercícios simulados;ercícios simulados;

•  Conhecer o plano de emergência da  Conhecer o plano de emergência da

edificação.

edificação.

Ações de emergência da brigada de

Ações de emergência da brigada de

incêndio

incêndio

• Identificação da situação; Identificação da situação;

• Alarme/abandono Alarme/abandono da área;da área;

• Acionamento do Corpo de Bombeiro e/ Acionamento do Corpo de Bombeiro e/

ou ajuda externa;

ou ajuda externa;

• Corte de energia; Corte de energia;

• Primeiros socorros; Primeiros socorros;

• Combate ao princípio Combate ao princípio de incêndio;de incêndio;

• Recepção e Recepção e orientação ao corientação ao corpo de bombeirorpo de bombeiro.o.

Informações importantes para o corpo

Informações importantes para o corpo

de bombeiros

de bombeiros

• Verificar se existe alguém confinado ou Verificar se existe alguém confinado ou

preso em algum compartimento do local;

preso em algum compartimento do local;

• Encontrar onde se deEncontrar onde se desliga a energia par-sliga a energia

par-cial ou total da edificação;

cial ou total da edificação;

• Observar qual a capacidade de Reserva Observar qual a capacidade de Reserva

T

Técnica de Incêndio (RTI) e écnica de Incêndio (RTI) e onde se localiza;onde se localiza;

• Verificar onde se localiza o hidrante ur- Verificar onde se localiza o hidrante

ur-bano mais próximo;

bano mais próximo;

• Comprovar se a edificação possui instala- Comprovar se a edificação possui

instala-ção de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), Gás

ção de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), Gás

Na-tural (GN) ou produtos químicos armazenados;

tural (GN) ou produtos químicos armazenados;

• Verificar a relação de telefones que de- Verificar a relação de telefones que

de-vem ser acionados em caso

vem ser acionados em caso de emergência.de emergência.

A brigada tem por função: agir em situações de

A brigada tem por função: agir em situações de

risco e prevenir incêndio no dia a dia. Em casos de

risco e prevenir incêndio no dia a dia. Em casos de

incêndio, a brigada deverá acionar imediatamente

incêndio, a brigada deverá acionar imediatamente

o corpo de bombeiros, agilizando medidas

o corpo de bombeiros, agilizando medidas

neces-sárias, enquanto os bombeiros não chegam ao local.

sárias, enquanto os bombeiros não chegam ao local.

Coordenador geral da brigada Coordenador geral da brigada

Brigadista Brigadista Brigadista

Brigadista BrigadistaBrigadista Líder do setor

Líder do setor (brigadista) (brigadista)

Coordenador geral da brigada Coordenador geral da brigada

B Brriiggaaddiissttaa BBrriiggaaddiissttaa BBrriiggaaddiissttaa BBrriiggaaddiissttaa BBrriiggaaddiissttaa BBrriiggaaddiissttaa Líder do setor nº 1 Líder do setor nº 1 (brigadista) (brigadista) Líder do setor nº 2 Líder do setor nº 2 (brigadista) (brigadista) Líder do setor nº 3 Líder do setor nº 3 (brigadista) (brigadista)

Coordenador geral da brigada Coordenador geral da brigada

B Brriiggaaddiissttaa BBrriiggaaddiissttaa Brigadista Brigadista Brigadista Brigadista B Brriiggaaddiissttaa BBrriiggaaddiissttaa Líder do setor nº 1 Líder do setor nº 1 (brigadista) (brigadista) Líder do setor nº 2 Líder do setor nº 2 (brigadista) (brigadista) Líder do setor nº 3 Líder do setor nº 3 (brigadista) (brigadista) Líder do setor nº 4 Líder do setor nº 4 (brigadista) (brigadista) Chefe Chefe edificação nº 1 edificação nº 1 Chefe Chefe edificação nº 2 edificação nº 2

(7)

Incêndio

Incêndio

Incêndio é todo e qualquer destruição

Incêndio é todo e qualquer destruição

oca-sionada pelo fogo que ocorre fora do desejo e

sionada pelo fogo que ocorre fora do desejo e

controle do ser humano, causando prejuízos

controle do ser humano, causando prejuízos

in-calculáveis.

calculáveis.

As fases de

As fases de desenvolvimedesenvolvimento dos incêndiosnto dos incêndios

são estas:

são estas:

•  Eclosão:  Eclosão: início do incêndio caracterizado início do incêndio caracterizado

pelo surgimento das chamas;

pelo surgimento das chamas;

• Incubação: Incubação:  os gases aquecidos se for-  os gases aquecidos se

for-mam no fogo inicial, ocasionando a

mam no fogo inicial, ocasionando a elevação deelevação de

temperatura e surgimento dos gases tóxicos e

temperatura e surgimento dos gases tóxicos e

inflamáveis;

inflamáveis;

•  Deflagração:  Deflagração:  fazendo iniciar o incêndio  fazendo iniciar o incêndio

ainda no mesmo ambiente;

ainda no mesmo ambiente;

• Propagação: Propagação:  a transmissão do incêndio  a transmissão do incêndio

se dá para outras áreas da

se dá para outras áreas da edificação ou área;edificação ou área;

•  Extinção:  Extinção:  término do incêndio ocorrido  término do incêndio ocorrido

pela ação humana ou pelo consumo total dos

pela ação humana ou pelo consumo total dos

elementos.

elementos.

Classes de incêndio

Classes de incêndio

Os incêndio são classificados pelo tipo de

Os incêndio são classificados pelo tipo de

material em combustão e em que estágio se

material em combustão e em que estágio se

en-contra. São cinco as classes de incêndio

contra. São cinco as classes de incêndio

classifica-das pelas letras A, B, C, D e K.

das pelas letras A, B, C, D e K.

Sólidos

Sólidos

inflamá-veis.

veis.  É o incêndio que  É o incêndio que

ocorre em materiais

ocorre em materiais

com-bustíveis sólidos como

bustíveis sólidos como

madeira, papel, borracha, tecidos, espuma etc.

madeira, papel, borracha, tecidos, espuma etc.

São materiais que se queimam tanto em

São materiais que se queimam tanto em

superfí-cie como em profundidade e, ao se

cie como em profundidade e, ao se queimarem,queimarem,

deixam resíduos como cinzas e brasas.

deixam resíduos como cinzas e brasas.

Líquidos

Líquidos

inflamá-veis.

veis.  São incêndios que  São incêndios que

ocorrem em materiais

ocorrem em materiais

lí-quidos inflamáveis como

quidos inflamáveis como

gasolina, querosene, álcool, graxas, tintas etc.

gasolina, querosene, álcool, graxas, tintas etc.

Quei-mam só em superfícies e não deixam resíduos.

mam só em superfícies e não deixam resíduos.

E q u i p a m e n t o s

E q u i p a m e n t o s

elétricos energizados.

elétricos energizados.

Incêndio que ocorre em

Incêndio que ocorre em

equipamentos elétricos

equipamentos elétricos

energizados

energizados, ou seja, conectados à , ou seja, conectados à rede elétrica comorede elétrica como

fiação, máquinas, motores, painéis elétricos etc.

fiação, máquinas, motores, painéis elétricos etc.

Material pirofórico.

Material pirofórico.

São incêndios

São incêndios

envolven-do material pirofórico, ou

do material pirofórico, ou

seja, que se inflama

seja, que se inflama

es-pontaneamente, como magnésio, antimônio, zinco,

pontaneamente, como magnésio, antimônio, zinco,

alumínio fragmentado, titânio etc. Caracteriza-se

alumínio fragmentado, titânio etc. Caracteriza-se

pela queima em altas temperaturas e por reagir aos

pela queima em altas temperaturas e por reagir aos

agentes extintores comuns, em especial, a água.

agentes extintores comuns, em especial, a água.

Óleos e gorduras.

Óleos e gorduras.

É uma nova classificação

É uma nova classificação

para incêndios que

para incêndios que

ocor-rem em ambientes de

rem em ambientes de

cozi-nhar. São incêndios muito especiais que envolvem

nhar. São incêndios muito especiais que envolvem

meios de cozinhar com banhas, óleos e gorduras.

meios de cozinhar com banhas, óleos e gorduras.

Métodos de Extinção do Fogo

Métodos de Extinção do Fogo

Para haver fogo, são necessários o

Para haver fogo, são necessários o

combustí-vel, o comburente e o calor, formando o triângulo

vel, o comburente e o calor, formando o triângulo

do fogo ou, mais modernamente, o quadrado ou

do fogo ou, mais modernamente, o quadrado ou

tetraedro do fogo. Quando já se admite

tetraedro do fogo. Quando já se admite a ocorrên-a

ocorrên-cia de uma reação em cadeia, para nós

cia de uma reação em cadeia, para nós

extinguir-mos o fogo, basta retirar um desses elementos.

(8)

Com a retirada de um dos elementos do

Com a retirada de um dos elementos do

fogo, temos os seguintes métodos de

fogo, temos os seguintes métodos de

extin-ção: por resfriamento, por abafamento e por

ção: por resfriamento, por abafamento e por

isolamento.

isolamento.

• ResfriamentoResfriamento.. Consiste em jogar água Consiste em jogar água

no local em chamas provocando seu

no local em chamas provocando seu

resfria-mento e consequentemente eliminando o

mento e consequentemente eliminando o

componente “calor” do triângulo do fogo;

componente “calor” do triângulo do fogo;

•  Abafamento.  Abafamento.  Quando abafamos o  Quando abafamos o

fogo, impedimos que o oxigênio participe da

fogo, impedimos que o oxigênio participe da

reação; logo, ao retirarmos esse componente

reação; logo, ao retirarmos esse componente

comburente do triângulo, também

comburente do triângulo, também

extingui-mos o fogo;

mos o fogo;

• Isolamento. Isolamento.  Separando o combustível  Separando o combustível

dos demais componentes do fogo,

dos demais componentes do fogo,

isolando--o, como na abertura de uma trilha (acero) na

-o, como na abertura de uma trilha (acero) na

mata, por exemplo, o fogo não passa,

mata, por exemplo, o fogo não passa,

impe-dindo que se forme o triângulo.

dindo que se forme o triângulo.

Além desses métodos, podemos extinguir

Além desses métodos, podemos extinguir

o fogo também com a retirada do material e

o fogo também com a retirada do material e

extinção química.

extinção química.

Agentes extintores

Agentes extintores

Agentes extintores são substâncias sólidas,

Agentes extintores são substâncias sólidas,

líquidas ou gasosas utilizadas

líquidas ou gasosas utilizadas na prevenção e ex-na prevenção e

tinção de incêndios através dos métodos de

tinção de incêndios através dos métodos de

ex-tinção acima descritos.

tinção acima descritos.

Os agentes extintores mais conhecidos e

Os agentes extintores mais conhecidos e

utilizados são a água, o dióxido de carbono, a

utilizados são a água, o dióxido de carbono, a

es-puma química e o pó químico seco.

puma química e o pó químico seco.

• Água. Água. Indicada no combate aos incêndios Indicada no combate aos incêndios

de classe A atuando pelo

de classe A atuando pelo método de resfriamento.método de resfriamento.

•  Dióxido de carbono  Dióxido de carbono (CO(CO22). Indicado no). Indicado no

combate aos incêndios de classes B e C, atuando

combate aos incêndios de classes B e C, atuando

pelo método de

pelo método de abafamentoabafamento..

•  Espuma química.  Espuma química.  Indicado no combate  Indicado no combate

aos incêndios de classe B, atuando

aos incêndios de classe B, atuando principalmen-

principalmen-te pelo método do

te pelo método do abafamentoabafamento..

• Pó químico seco Pó químico seco (PQS). Indicado no com- (PQS). Indicado no

com-bate aos incêndios de classes B e C,

bate aos incêndios de classes B e C, atuando peloatuando pelo

método do abafamento.

método do abafamento.

Menos usado, mas também

Menos usado, mas também consideradosconsiderados

agentes extintores, temos também a areia, o

agentes extintores, temos também a areia, o

talco, a cal, o grafite entre outros.

talco, a cal, o grafite entre outros.

A água e a espuma química são

A água e a espuma química são

conduto-res de eletricidade, portanto, não devem ser

res de eletricidade, portanto, não devem ser

usadas em incêndios de classe C, como

usadas em incêndios de classe C, como

vere-mos mais adiante.

mos mais adiante.

Aparelhos extintores

Aparelhos extintores

Os equipamentos e aparelhos extintores

Os equipamentos e aparelhos extintores

são os nomes dados aos recipientes nos quais

são os nomes dados aos recipientes nos quais

são armazenados os agentes extintores.

são armazenados os agentes extintores.

Po-dem ter várias formas, serem fixos ou móveis,

dem ter várias formas, serem fixos ou móveis,

auxiliando na aplicação do agente extintor no

auxiliando na aplicação do agente extintor no

combate a incêndios.

combate a incêndios.

Os aparelhos mais usados em incêndios

Os aparelhos mais usados em incêndios

são os

são os extintores, hidranteextintores, hidrantes e s e sprinklers.sprinklers.

Os alunos receberão mais

Os alunos receberão mais detalhes sobredetalhes sobre

extintores no

extintores no treinamento prático.treinamento prático.

Hidrantes.

Hidrantes.  São dispositivos conectados  São dispositivos conectados

à rede hidráulica da edificação, composto de

à rede hidráulica da edificação, composto de

um registro globo com adaptador. O

um registro globo com adaptador. O

conjun-to hidrante, mangueira de incêndio e

to hidrante, mangueira de incêndio e

esgui-cho são instalados em uma caixa de abrigo

cho são instalados em uma caixa de abrigo

embutida na parede e utilizado no combate a

embutida na parede e utilizado no combate a

incêndios quando o extintor de incêndio não

incêndios quando o extintor de incêndio não

for eficaz.

for eficaz.

Hidrante Hidrante

Sprinklers.

Sprinklers.  É um sistema de chuveiros  É um sistema de chuveiros

automáticos composto por uma tubulação

automáticos composto por uma tubulação

hi-dráulica vinda de um reservatório, instalada

dráulica vinda de um reservatório, instalada

no teto da área protegida, acionada

no teto da área protegida, acionada

automa-ticamente com o início

ticamente com o início do incêndio. Compõe-do incêndio.

Compõe-se de um sistema de canos, bicos de água e

se de um sistema de canos, bicos de água e

válvula de comando.

(9)

Sprinkler Sprinkler

Extintores de Incêndio

Extintores de Incêndio

Como dissemos, em nossa aula prática,

Como dissemos, em nossa aula prática,

ire-mos demonstrar o uso do

mos demonstrar o uso do extintor de incêndio.extintor de incêndio.

Os extintores são agentes de extinção de

Os extintores são agentes de extinção de

in-cêndio exigidos em todas as edificações

cêndio exigidos em todas as edificações

(peque-nas ou grandes), portanto, escolhemos estes

nas ou grandes), portanto, escolhemos estes

equi-pamentos para detalhar sua utilização nesta aula

pamentos para detalhar sua utilização nesta aula

prática, os quais podem ser portáteis ou sobre

prática, os quais podem ser portáteis ou sobre

ro-das, para combate de pequenos focos de incêndio.

das, para combate de pequenos focos de incêndio.

Há vários tipos de extintores de incêndio,

Há vários tipos de extintores de incêndio,

cada um contendo uma substância diferente e

cada um contendo uma substância diferente e

servindo para diferentes classes de incêndio.

servindo para diferentes classes de incêndio.

Va-mos conhecê-los.

mos conhecê-los.

Extintor de pó para classes ABC.

Extintor de pó para classes ABC. É o extin- É o

extin-tor mais moderno no mercado que atende a

tor mais moderno no mercado que atende a

to-das as classes de incêndio. O pó especial é capaz

das as classes de incêndio. O pó especial é capaz

de combater princípios de incêndios em

de combater princípios de incêndios em

mate-riais sólidos, líquidos inflamáveis e

riais sólidos, líquidos inflamáveis e equipamentosequipamentos

energizados.

energizados.

Extintor com água pressurizada.

Extintor com água pressurizada.  Indica- 

Indica-do para incêndios classe A, a água age por

do para incêndios classe A, a água age por

resfria-mento e abafaresfria-mento, dependendo da maneira

mento e abafamento, dependendo da maneira

como é aplicada.

como é aplicada.

Extintor com gás carbônico.

Extintor com gás carbônico. Indicado para Indicado para

incêndios classe C por não ser condutor de

incêndios classe C por não ser condutor de

eletri-cidade. Pode ser usado também em

cidade. Pode ser usado também em incêndios deincêndios de

classes A e B.

classes A e B.

Extintor com pó químico seco.

Extintor com pó químico seco. Indicado para Indicado para

incêndio de classe B, age por abafamento. Pode ser

incêndio de classe B, age por abafamento. Pode ser

usado também em incêndios de classes A e C.

usado também em incêndios de classes A e C.

Extintor com pó químico especial.

Extintor com pó químico especial. Indica-

 Indica-do para incêndios de classe D, age também por

do para incêndios de classe D, age também por

abafamento.

abafamento.

Os extintores devem ter afixados em seu

Os extintores devem ter afixados em seu

corpo um rótulo com as

corpo um rótulo com as seguintes informações:seguintes informações:

Rótulo de extintor de incêndio Rótulo de extintor de incêndio

Uso dos extintores de incêndio

Uso dos extintores de incêndio

A demonstração de uso de extintores será

A demonstração de uso de extintores será

feita através da simulação de uma aula prática na

feita através da simulação de uma aula prática na

qual serão aplicados os conhecimentos teóricos

qual serão aplicados os conhecimentos teóricos

apresentados em aulas anteriores, além das

apresentados em aulas anteriores, além das infor-

infor-mações aqui apresentadas que antecedem sua

mações aqui apresentadas que antecedem sua

apresentação sobre incêndios. Nela, o aluno verá

apresentação sobre incêndios. Nela, o aluno verá

o manuseio na prática dos extintores portáteis no

o manuseio na prática dos extintores portáteis no

combate de um princípio de incêndio que o

combate de um princípio de incêndio que o

pre-para pre-para um

para para um treinamento em caráter presencial.treinamento em caráter presencial.

Dando início a aula, apresentamos os três

Dando início a aula, apresentamos os três

ti-pos de extintores mais usados. O primeiro e mais

pos de extintores mais usados. O primeiro e mais

utilizado é o de água, que pode ser pressurizado

utilizado é o de água, que pode ser pressurizado

ou não, usado com

ou não, usado com bastante eficiência em incên-bastante eficiência em

incên-dios de classe A. Deve-se tomar cuidado, pois a

dios de classe A. Deve-se tomar cuidado, pois a

água é condutora de eletricidade; por isso, não

água é condutora de eletricidade; por isso, não

usá-lo em incêndios classe C, já que o perigo de

usá-lo em incêndios classe C, já que o perigo de

choque é eminente.

(10)

Extintor de água Extintor de água

O segundo extintor é o de gás carbônico, que

O segundo extintor é o de gás carbônico, que

contém em seu interior carga de dióxido de carbono,

contém em seu interior carga de dióxido de carbono,

bastante eficiente no combate a incêndios classe B e C.

bastante eficiente no combate a incêndios classe B e C.

Extintor de gás carbônico Extintor de gás carbônico

O terceiro e último é o que tem como

O terceiro e último é o que tem como

agen-te extintor pó químico ABC, e pode ser usado

te extintor pó químico ABC, e pode ser usado emem

princípio de incêndio classes ABC.

princípio de incêndio classes ABC.

Extintor de pó químico ABC Extintor de pó químico ABC

Procedimentos para utilização

Procedimentos para utilização

dos extintores de incêndio

dos extintores de incêndio

Ocorrendo o princípio de incêndio, a

Ocorrendo o princípio de incêndio, a

pri-meira coisa que se faz é saber o que está

meira coisa que se faz é saber o que está

pegan-do fogo, ou seja, a classe de incêndio, para saber

do fogo, ou seja, a classe de incêndio, para saber

qual agente extintor será usado.

qual agente extintor será usado.

Identificando a classe de incêndio Identificando a classe de incêndio

Com essas informações, dirija-se ao local

Com essas informações, dirija-se ao local

onde se encontra o extintor de incêndio,

onde se encontra o extintor de incêndio,

retiran-do-o do suporte.

do-o do suporte.

Retirando o extintor de incêndio do suporte Retirando o extintor de incêndio do suporte

Sempre ao retirar o extintor do suporte, ob

Sempre ao retirar o extintor do suporte, ob-

-serve o manômetro, cujo ponteiro deverá estar

serve o manômetro, cujo ponteiro deverá estar

na posição de cor

na posição de cor verde.verde.

Manômetro com ponteiro na cor verde Manômetro com ponteiro na cor verde

(11)

Após retirar o extintor, dirija-se ao local

Após retirar o extintor, dirija-se ao local

do incêndio, coloque-o no chão,

do incêndio, coloque-o no chão,

posicionan-do-o de forma segura para remover o

do-o de forma segura para remover o

pino-trava do gatilho. Para removê-lo, procede-se

trava do gatilho. Para removê-lo, procede-se

da seguinte maneira:

da seguinte maneira:

•  Romper o lacre, girando-se o pino-trava  Romper o lacre, girando-se o pino-trava

até o rompimento deste, ou usando um

até o rompimento deste, ou usando um

instru-mento cortante.

mento cortante.

Rompendo o lacre do pino-trava Rompendo o lacre do pino-trava

• Rompido o lacre, retira-se o pino-trava, li- Rompido o lacre, retira-se o pino-trava,

li-berando o gatilho.

berando o gatilho.

Retirando o pino-trava Retirando o pino-trava

Liberado o gatilho, apanhe o extintor, se

Liberado o gatilho, apanhe o extintor, se

dirija e se posicione para combater o incêndio.

dirija e se posicione para combater o incêndio.

Fique sempre na posição em que o fogo não

Fique sempre na posição em que o fogo não

possa bloquear a sua rota de fuga. Posicione-se

possa bloquear a sua rota de fuga. Posicione-se

sempre a favor do vento, para que as labaredas

sempre a favor do vento, para que as labaredas

e a fumaça sejam direcionadas para longe, ou

e a fumaça sejam direcionadas para longe, ou

seja, posição oposta.

seja, posição oposta.

Posição correta diante do fogo Posição correta diante do fogo

Cuidado para não acionar o gatilho no

Cuidado para não acionar o gatilho no

transporte do extintor, segurando-o pelo cabo.

transporte do extintor, segurando-o pelo cabo.

Cuidado no transporte do extintor de incêndio Cuidado no transporte do extintor de incêndio

Após posicionar-se diante do fogo, segure

Após posicionar-se diante do fogo, segure

o extintor na posição vertical e empunhe a

o extintor na posição vertical e empunhe a

man-gueira pela ponta. Acione o gatilho, dirigindo o

gueira pela ponta. Acione o gatilho, dirigindo o

 jato do agente extintor para a base d

 jato do agente extintor para a base do fogo.o fogo.

Dirigindo o jato para a base do fogo Dirigindo o jato para a base do fogo

(12)

Para o agente extintor cobrir uma área

Para o agente extintor cobrir uma área

maior

maior, devemos , devemos fazer movimentos circulares comfazer movimentos circulares com

a mangueira.

a mangueira.

Movimentos circulares com a mangueira Movimentos circulares com a mangueira

No caso dos extintores de água e pó,

No caso dos extintores de água e pó,

segu-rar a mangueira pela ponta conforme vimos

rar a mangueira pela ponta conforme vimos

fa-cilita o direcionamento e movimento do jato. No

cilita o direcionamento e movimento do jato. No

caso do extintor de gás carbônico, o jato é

caso do extintor de gás carbônico, o jato é

dire-cionado por um

cionado por um dispositivo denominado difusor.dispositivo denominado difusor.

Como o gás é gelado em contato com a

Como o gás é gelado em contato com a

atmos-fera, congela o difusor, podendo queimar a mão

fera, congela o difusor, podendo queimar a mão

caso seguremos pelo difusor. Por isso, é

caso seguremos pelo difusor. Por isso, é

aconse-lhável, neste caso, segurar pela manopla também

lhável, neste caso, segurar pela manopla também

chamada de punho.

chamada de punho.

Maneira correta de segurar a mangueira do

Maneira correta de segurar a mangueira do extintor de incêndioextintor de incêndio

Após esgotada a carga de agentes do

Após esgotada a carga de agentes do

ex-tintor

tintor, este deve , este deve ser colocado em posição ser colocado em posição deitadadeitada

em local seguro. Isso irá indicar que o extintor já

em local seguro. Isso irá indicar que o extintor já

foi utilizado, devendo, portanto, ser

foi utilizado, devendo, portanto, ser recarregadorecarregado..

Posição correta após o uso do

Posição correta após o uso do extintor de incêndioextintor de incêndio

Uma vez encerrado o

Uma vez encerrado o princípio de incêndio,princípio de incêndio,

devemos nos assegurar de que o fogo não se

devemos nos assegurar de que o fogo não se

ini-ciará

ciará novamentenovamente..

Verificando se o fogo está realmente extinto Verificando se o fogo está realmente extinto

Veja um resumo das operações para aplicação

Veja um resumo das operações para aplicação

de todos os modelos de extintores de incêndio:

de todos os modelos de extintores de incêndio:

Para o trabalho de combate ao princípio

Para o trabalho de combate ao princípio

de incêndio, o operador do extintor deve

de incêndio, o operador do extintor deve

es-tar usando os

(13)

Plano de Abandono de Edifícios

Plano de Abandono de Edifícios

A seguir, veja um roteiro para

A seguir, veja um roteiro para quando reali-quando

reali-zar um abandono de edifício em chamas:

zar um abandono de edifício em chamas:

• O abandono de O abandono de um edifício em chamas um edifício em chamas devedeve

ser feito pelas escadas, com calma, sem afobamentos.

ser feito pelas escadas, com calma, sem afobamentos.

• Ao constatar um princípio de incêndio, li- Ao constatar um princípio de incêndio,

li-gar imediatamente para o Corpo de Bombeiros e

gar imediatamente para o Corpo de Bombeiros e

fornecer as seguintes

fornecer as seguintes informações:informações:

a) Nome correto do local onde está

a) Nome correto do local onde está

ocorren-do o incêndio;

do o incêndio;

b) Número do telefone de onde se está falando;

b) Número do telefone de onde se está falando;

c) Nome completo de quem está

c) Nome completo de quem está falando;falando;

d) Relato do que está acontecendo.

d) Relato do que está acontecendo.

Procedimentos para abandono do prédio

Procedimentos para abandono do prédio

Se um incêndio ocorrer em seu

Se um incêndio ocorrer em seu

aparta-mento, saia imediatamente. Muitas pessoas

mento, saia imediatamente. Muitas pessoas

morrem por não acreditarem que um

morrem por não acreditarem que um

incên-dio possa se alastrar com rapidez.

dio possa se alastrar com rapidez.

Se você ficar preso em meio

Se você ficar preso em meio à fumaça, res-à fumaça,

res-pire pelo nariz, em rápidas inalações. Se

pire pelo nariz, em rápidas inalações. Se

possí-vel, molhar um lenço e utilizá-lo como

vel, molhar um lenço e utilizá-lo como

másca-ra improvisada. Procure másca-rastejar pamásca-ra a saída,

ra improvisada. Procure rastejar para a saída,

pois o ar é sempre melhor junto ao chão.

pois o ar é sempre melhor junto ao chão.

Use as escadas – nunca o elevador. Um

Use as escadas – nunca o elevador. Um

incêndio razoável pode determinar o corte

incêndio razoável pode determinar o corte

de energia para os elevadores. Feche todas as

de energia para os elevadores. Feche todas as

portas que ficarem atrás de você, assim

portas que ficarem atrás de você, assim

retar-dará a propagação do

dará a propagação do fogo.fogo.

Se você ficar preso em uma sala cheia de

Se você ficar preso em uma sala cheia de

fumaça, fique junto ao piso, onde o ar é

fumaça, fique junto ao piso, onde o ar é

sem-pre melhor. Se possível, fique perto de uma

pre melhor. Se possível, fique perto de uma

 janela, de onde pode

 janela, de onde poderá chamar por socorrorá chamar por socorro..

Toque a porta com sua mão. Se estiver

Toque a porta com sua mão. Se estiver

quente, não abra. Se estiver fria, fazer este

quente, não abra. Se estiver fria, fazer este

tes-te: abra vagarosamente e fique atrás da

te: abra vagarosamente e fique atrás da

por-ta. Se sentir calor

ta. Se sentir calor ou pressão vindo através daou pressão vindo através da

abertura, mantenha-a fechada.

abertura, mantenha-a fechada.

Se você não puder sair, mantenha-se atrás

Se você não puder sair, mantenha-se atrás

de uma porta fechada. Qualquer porta serve

de uma porta fechada. Qualquer porta serve

como couraça. Procure um lugar perto de

como couraça. Procure um lugar perto de

ja-nelas e abra-as em cima e embaixo. Calor e

nelas e abra-as em cima e embaixo. Calor e

fumaça devem sair por cima. Você poderá

fumaça devem sair por cima. Você poderá

res-pirar pela abertura

(14)

Procurar conhecer o equipamento de

Procurar conhecer o equipamento de

combate a incêndio para utilizá-lo com

combate a incêndio para utilizá-lo com

efi-ciência em caso de

ciência em caso de emergência.emergência.

Um prédio pode lhe dar várias opções de

Um prédio pode lhe dar várias opções de

salvamento. Conheça-as previamente. Não

salvamento. Conheça-as previamente. Não

salte do prédio. Muitas pessoas morrem sem

salte do prédio. Muitas pessoas morrem sem

imaginar que o socorro pode chegar em

imaginar que o socorro pode chegar em

pou-cos minutos.

cos minutos.

Se houver pânico na saída principal,

Se houver pânico na saída principal,

man-tenha-se afastado na multidão. Procure outra

tenha-se afastado na multidão. Procure outra

saída. Uma vez que você tenha conseguido

saída. Uma vez que você tenha conseguido

escapar

escapar, não retorne. Chame o , não retorne. Chame o Corpo de Bom-Corpo de

Bom-beiros imediatamente.

beiros imediatamente.

Fonte:

Fonte: Cartilha de Orientações Básicas do Corpo de Cartilha de Orientações Básicas do Corpo de Bombeiros do Estado de

Bombeiros do Estado de São Paulo.São Paulo.

Plano de Emergência contra incêndio

Plano de Emergência contra incêndio

Recomenda-se que todo edifício deva

Recomenda-se que todo edifício deva

possuir um plano de emergência para

possuir um plano de emergência para

aban-dono de área em caso de incêndio. É

dono de área em caso de incêndio. É

impor-tante pedir orientação ao Corpo de

tante pedir orientação ao Corpo de

Bom-beiros para elaborar o plano e estabelecer

beiros para elaborar o plano e estabelecer

as tarefas de cada um numa situação de

as tarefas de cada um numa situação de

in-cêndio. Em São Paulo, por exemplo, temos a

cêndio. Em São Paulo, por exemplo, temos a

Instrução Técnica nº 16 (Plano de emergência

Instrução Técnica nº 16 (Plano de emergência

contra incêndio – Corpo de Bombeiro). Em

contra incêndio – Corpo de Bombeiro). Em

outros Estados, recomenda-se consultar o

outros Estados, recomenda-se consultar o

Corpo de Bombeiros local.

Corpo de Bombeiros local.

Síntese da Instrução Técnica nº 16/2011

Síntese da Instrução Técnica nº 16/2011

Plano de emergência contra incêndio

Plano de emergência contra incêndio

Objetivos:

Objetivos:

•  Estabelecer os requisitos para a elabo-  Estabelecer os requisitos para a

elabo-ração, manutenção e revisão de um plano de

ração, manutenção e revisão de um plano de

emergência contra incêndio, visando

emergência contra incêndio, visando

prote-ger a vida, o meio ambiente e o patrimônio.

ger a vida, o meio ambiente e o patrimônio.

• Fornecer infFornecer informações operacionais das edi-ormações operacionais das

edi-ficações ou áreas de risco ao Corpo de Bombeiros.

ficações ou áreas de risco ao Corpo de Bombeiros.

• Padronizar e alPadronizar e alocar as plantas de risco deocar as plantas de risco de

incêndio nas edificações para facilitar o

incêndio nas edificações para facilitar o

atendi-mento operacional do Corpo de Bombeiros.

mento operacional do Corpo de Bombeiros.

Síntese das informações da

Síntese das informações da edificação:edificação:

•  Localização (urbana, rural, distância da  Localização (urbana, rural, distância da

unidade do Corpo de Bombeiros);

unidade do Corpo de Bombeiros);

• Construção (alvenaria, concreto, metáli- Construção (alvenaria, concreto,

metáli-ca, madeira etc.);

ca, madeira etc.);

• Ocupação Ocupação (industrial, (industrial, comercial, resi-comercial,

resi-dencial, escolar etc.);

dencial, escolar etc.);

• População total e por setPopulação total e por setor, áror, área e andarea e andar

(fixa, flutuante etc.);

(fixa, flutuante etc.);

•  Característica de funcionamento (horá-  Característica de funcionamento

(horá-rios e turnos

rios e turnos de trabalho etc.);de trabalho etc.);

• Pessoas portadoras de necessidades es- Pessoas portadoras de necessidades

es-peciais;

peciais;

• Riscos específicos inereRiscos específicos inerentes à atividadentes à atividade;;

•  Recursos humanos (brigada de incên-  Recursos humanos (brigada de

incên-dio, grupos de apoio etc.);

dio, grupos de apoio etc.);

•  Materiais existentes (saídas de emer-  Materiais existentes (saídas de

emer-gência, sistema de

gência, sistema de hidrantes etc.).hidrantes etc.).

Procedime

Procedimentos básicos ntos básicos de emergência:de emergência:

• Alerta: Alerta: identificada uma identificada uma situação situação dede

emergência, qualquer pessoa pode alertar os

emergência, qualquer pessoa pode alertar os

ocupantes, os brigadistas e os

ocupantes, os brigadistas e os bombeiros.bombeiros.

• Análise da situação: feita do início até o Análise da situação: feita do início até o

final da emergência, para desencadeamento

final da emergência, para desencadeamento

dos procedimentos necessários, de acordo

dos procedimentos necessários, de acordo

com os recursos materiais e humanos

com os recursos materiais e humanos

dispo-níveis no local.

níveis no local.

•  Apoio externo: o Corpo de Bombeiros  Apoio externo: o Corpo de Bombeiros

deve ser acionado de imediato,

deve ser acionado de imediato,

preferencial-mente por um brigadista.

(15)

Objetivo.

Objetivo. Conhecer as etapas de anteci- Conhecer as etapas de

anteci-pação, reconhecimen

pação, reconhecimento e to e avaliações além dasavaliações além das

formas de eliminação, neutralização e

formas de eliminação, neutralização e

atenua-ção de riscos ocupacionais para evitar

ção de riscos ocupacionais para evitar

aciden-tes no ambiente

tes no ambiente de trabalho.de trabalho.

Nesta aula, vamos estudar algumas

Nesta aula, vamos estudar algumas

situa-ções de higiene ocupacional de trabalhadores em

ções de higiene ocupacional de trabalhadores em

uma obra da construção civil, em seu ambiente

uma obra da construção civil, em seu ambiente

de trabalho, operando seus equipamentos. Para

de trabalho, operando seus equipamentos. Para

isso, a aula será dividida em duas partes:

isso, a aula será dividida em duas partes:

1. A primeira irá 1. A primeira irá analisar as condições de analisar as condições de higiene e organização higiene e organização do ambiente de do ambiente de

traba-lho, avaliando os riscos

lho, avaliando os riscos

ocupacionais para a

ocupacionais para a

se-gurança e saúde do trabalho de um operador

gurança e saúde do trabalho de um operador

de betoneira.

de betoneira.

2. Na segunda

2. Na segunda

par-te, veremos como

te, veremos como

esta-belecer ações

belecer ações

preven-tivas e correpreven-tivas para

tivas e corretivas para

a promoção da higiene

a promoção da higiene

e organização do

e organização do

am-biente de trabalho de um operador de serra

biente de trabalho de um operador de serra

circular de bancada.

circular de bancada.

PRIMEIRA PARTE

PRIMEIRA PARTE

Condiç

Condiç

ões de

ões de

Higiene e

Higiene e

Organização

Organização

do Ambiente de Trabalho

do Ambiente de Trabalho

Riscos Ambientais

Riscos Ambientais

Como já foi estudado, higiene ocupacional

Como já foi estudado, higiene ocupacional

é o estudo dos riscos ocupacionais e a forma de

é o estudo dos riscos ocupacionais e a forma de

controlá-los. Muitas vezes, não se consegue

controlá-los. Muitas vezes, não se consegue

eli-miná-los, mas, se conseguirmos neutralizar ou

miná-los, mas, se conseguirmos neutralizar ou

minimizar, isso já é sem dúvida um resultado

minimizar, isso já é sem dúvida um resultado

sa-tisfatório para o técnico em segurança do

tisfatório para o técnico em segurança do

traba-lho, desde que faça o controle sobre estes riscos.

lho, desde que faça o controle sobre estes riscos.

Existe diferença entre risco e perigo. O risco é

Existe diferença entre risco e perigo. O risco é

uma combinação da probabilidade de ocorrência de

uma combinação da probabilidade de ocorrência de

um evento perigoso ou exposição com a gravidade

um evento perigoso ou exposição com a gravidade

da lesão ou doença que pode

da lesão ou doença que pode ser causada pelo even-ser causada pelo

even-to ou exposição. Já perigo é a fonte, situação ou aeven-to

to ou exposição. Já perigo é a fonte, situação ou ato

com potencial para provocar danos humanos em

com potencial para provocar danos humanos em

termos de lesão ou doença, ou uma combinação

termos de lesão ou doença, ou uma combinação

destas; ele existe, mas será que está sob controle ou é

destas; ele existe, mas será que está sob controle ou é

capaz de lesionar o trabalhador exposto?

capaz de lesionar o trabalhador exposto?

Em outras palavras, risco é a probabilidade

Em outras palavras, risco é a probabilidade

da ocorrência de uma determinada lesão ou

da ocorrência de uma determinada lesão ou

con-sequência, e perigo é a certeza de um acidente

sequência, e perigo é a certeza de um acidente

maior, como podemos ver na figura a seguir.

maior, como podemos ver na figura a seguir.

Aula 5

Aula 5

HIGIENE OCUPACIONAL

HIGIENE OCUPACIONAL

(16)

Para exemplificar o que acabamos de falar,

Para exemplificar o que acabamos de falar,

veja na figura abaixo uma situação de

veja na figura abaixo uma situação de

risco/peri-go, o controle e a eliminação destes.

go, o controle e a eliminação destes.

No caso da betoneira, a engrenagem

No caso da betoneira, a engrenagem

acio-nadora da cremalheira que faz rodar o tambor é

nadora da cremalheira que faz rodar o tambor é

o principal componente causador de acidentes,

o principal componente causador de acidentes,

portanto oferece perigo. No entanto, uma vez

portanto oferece perigo. No entanto, uma vez

protegida por tampo protetor, torna-se um

protegida por tampo protetor, torna-se um

ele-mento de risco.

mento de risco.

Betoneira com protetor na cremalheira Betoneira com protetor na cremalheira

Como sabemos, os riscos ambientais, ou

Como sabemos, os riscos ambientais, ou

profissionais, são divididos em cinco grupos:

profissionais, são divididos em cinco grupos:

físi-co, químifísi-co, biológifísi-co, ergonômico e de

co, químico, biológico, ergonômico e de

aciden-tes (mecânicos). tes (mecânicos). Riscos físicos Riscos físicos Riscos químicos Riscos químicos Riscos biológicos Riscos biológicos Riscos ergonômicos Riscos ergonômicos Riscos de acidentes Riscos de acidentes

Observando o trabalho do betoneiro, assim

Observando o trabalho do betoneiro, assim

chamado o operador de betoneira, podemos

chamado o operador de betoneira, podemos

ob-servar que ele está exposto a alguns riscos:

servar que ele está exposto a alguns riscos:

Risco físico.

Risco físico.  O betoneiro está exposto ao  O betoneiro está exposto ao

ruído proveniente do motor e mecanismos de

ruído proveniente do motor e mecanismos de

ro-tação do tambor, além do pedrisco para

tação do tambor, além do pedrisco para

concre-to no interior

to no interior do tambor. Portanto, ele deve estardo tambor. Portanto, ele deve estar

protegido com EPIs de proteção auditiva.

protegido com EPIs de proteção auditiva.

Exposição ao risco físico Exposição ao risco físico

Risco químico.

Risco químico. O trabalhador está exposto O trabalhador está exposto

ao risco de poeira quando manipula areia,

ao risco de poeira quando manipula areia,

cimen-to e pedra para confecção de argamassas ou

to e pedra para confecção de argamassas ou

con-creto. Por isso deve-se proteger utilizando os EPIs

creto. Por isso deve-se proteger utilizando os EPIs

recomendados como o respirador.

recomendados como o respirador.

Exposição ao risco químico Exposição ao risco químico Alto risco

Alto risco

Risco ainda presente Risco ainda presente

Risco isolado Risco isolado

(17)

Risco biológico.

Risco biológico. Fica difícil para o técnico Fica difícil para o técnico

em segurança do trabalho detectar o risco

em segurança do trabalho detectar o risco

bioló-gico, pois requer conhecimentos especializados

gico, pois requer conhecimentos especializados

que permitem saber diferenciar o que são vírus,

que permitem saber diferenciar o que são vírus,

bactérias, protozoários etc. Por isso, deve recorrer

bactérias, protozoários etc. Por isso, deve recorrer

a profissionais da saúde e

a profissionais da saúde e medicina do trabalho.medicina do trabalho.

Risco ergonômico.

Risco ergonômico.  O betoneiro está ex-  O betoneiro está

ex-posto a esforços muito grandes ao transportar

posto a esforços muito grandes ao transportar

sa-cos de cimento do depósito até a betoneira, que

cos de cimento do depósito até a betoneira, que

será aberto e despejado no

será aberto e despejado no tambor da betoneira.tambor da betoneira.

Exposição ao risco ergonômico Exposição ao risco ergonômico

Riscos de acidentes.

Riscos de acidentes.  Além dos riscos de  Além dos riscos de

acidentes já mencionados no início desta lição,

acidentes já mencionados no início desta lição,

que dizem respeito ao motor e mecanismos da

que dizem respeito ao motor e mecanismos da

betoneira, há muitos outros acidentes que

betoneira, há muitos outros acidentes que

po-dem ocorrer com a betoneira, tais como quedas,

dem ocorrer com a betoneira, tais como quedas,

choques decorrentes de instalações elétricas

choques decorrentes de instalações elétricas

improvisadas ou de fios descascados, pancadas,

improvisadas ou de fios descascados, pancadas,

aberturas nos pisos e muitos outros.

aberturas nos pisos e muitos outros.

É importante que a instalação elétrica seja

É importante que a instalação elétrica seja

bem protegida com aterramento adequado

bem protegida com aterramento adequado

para evitar acidentes com a eletricidade ao se

para evitar acidentes com a eletricidade ao se

fazer a instalação da máquina.

fazer a instalação da máquina.

Os riscos físicos, químicos e biológicos

Os riscos físicos, químicos e biológicos

são apresentados na NR-15 (Atividades e

são apresentados na NR-15 (Atividades e

Ope-rações Insalubres) que descreve os riscos que

rações Insalubres) que descreve os riscos que

geram insalubridades se estiverem acima dos

geram insalubridades se estiverem acima dos

limites de tolerância. Os riscos ergonômicos

limites de tolerância. Os riscos ergonômicos

constam na NR-17 (Ergonomia) que trata

constam na NR-17 (Ergonomia) que trata

des-ses riscos presentes em operadores de caixas

ses riscos presentes em operadores de caixas

de supermercados e de telemarketing. Para os

de supermercados e de telemarketing. Para os

riscos de acidentes, não há uma norma

riscos de acidentes, não há uma norma

espe-cífica, mas podem ser encontrados espalhados

cífica, mas podem ser encontrados espalhados

em várias NRs

em várias NRs como a NR-18 como a NR-18 (Construç(Construção Civil)ão Civil)

e a NR-23

e a NR-23 (Incêndios e Explosões).(Incêndios e Explosões).

Os riscos ergonômicos e de acidentes não

Os riscos ergonômicos e de acidentes não

geram insalubridades.

geram insalubridades.

Cabe ao técnico de segurança do

Cabe ao técnico de segurança do

tra-balho identificar os riscos existentes no

balho identificar os riscos existentes no

am-biente de trabalho e informar aos

biente de trabalho e informar aos

emprega-dores a existência destes e orientá-los sobre

dores a existência destes e orientá-los sobre

as medidas que devem ser tomadas, visando

as medidas que devem ser tomadas, visando

controlar, minimizar ou eliminá-los. Para

controlar, minimizar ou eliminá-los. Para

tan-to, deve elaborar um programa abrangendo

to, deve elaborar um programa abrangendo

três fases que são: antecipação,

três fases que são: antecipação,

reconheci-mento e avaliação.

mento e avaliação.

Antecipação

Antecipação

A antecipação envolve a análise de

A antecipação envolve a análise de

pro- je

 jetos tos de de novnovas as insinstaltalaçõações, es, métmétodoodos s ou ou propro-

-cessos de trabalho, ou de modificação dos já

cessos de trabalho, ou de modificação dos já

existentes, visando identificar os riscos

existentes, visando identificar os riscos

poten-ciais e introduzir medidas de proteção para a

ciais e introduzir medidas de proteção para a

sua redução ou eliminação. A ferramenta que

sua redução ou eliminação. A ferramenta que

mais se usa nesta fase é a Análise Preliminar

mais se usa nesta fase é a Análise Preliminar

de Risco (APR).

de Risco (APR).

Antes do início de uma atividade, o

Antes do início de uma atividade, o

téc-nico em segurança do traba

nico em segurança do trabalho deve ir ao locallho deve ir ao local

onde ela será exercida e fazer a análise para

onde ela será exercida e fazer a análise para

identificar os riscos aos quais o trabalhador

identificar os riscos aos quais o trabalhador

estará exposto ao exercer esta atividade e

estará exposto ao exercer esta atividade e

quais as medidas para a redução ou

quais as medidas para a redução ou

elimina-ção destes riscos.

ção destes riscos.

Só após esta análise é que se pode

Só após esta análise é que se pode

libe-rar o

rar o funcionamenfuncionamento da to da máquina. Isto vale paramáquina. Isto vale para

maquinário novo, projeto novo, mudança de

maquinário novo, projeto novo, mudança de

layout. No caso da betoneira, foram

layout. No caso da betoneira, foram

identifica-dos os riscos de ruído, poeira, esforço físico e

dos os riscos de ruído, poeira, esforço físico e

descarga elétrica.

(18)

Reconhecimento

Reconhecimento

O reconhecimento é, sem dúvida, a fase

O reconhecimento é, sem dúvida, a fase

mais importante da higiene ocupacional, pois, se

mais importante da higiene ocupacional, pois, se

o técnico em segurança do trabalho reconhecer

o técnico em segurança do trabalho reconhecer

um risco de maneira equivocada, este risco será

um risco de maneira equivocada, este risco será

avaliado e controlado de forma errada. Assim, o

avaliado e controlado de forma errada. Assim, o

trabalhador será exposto a uma condição de

trabalhador será exposto a uma condição de peri-

peri-go, adquirindo uma lesão ou doença ou estando

go, adquirindo uma lesão ou doença ou estando

sujeito a um

sujeito a um acidente.acidente.

Esta fase envolve os seguintes procedimentos:

Esta fase envolve os seguintes procedimentos:

• Identificação dos riscos; Identificação dos riscos;

• Determinação e localDeterminação e localização das fonização das fontes ge-tes

ge-radoras;

radoras;

• Possíveis trajetórias e meios de propaga- Possíveis trajetórias e meios de

propaga-ção dos riscos no ambiente de trabalho, das

ção dos riscos no ambiente de trabalho, das

fun-ções e determinação do tipo de

ções e determinação do tipo de exposição;exposição;

•  Número de trabalhadores expostos aos  Número de trabalhadores expostos aos

riscos e a caracterização de suas atividades;

riscos e a caracterização de suas atividades;

• Danos à saúde decorrentes Danos à saúde decorrentes do tipo de do tipo de ativi-

ativi-dade, bem como das medidas de controle já

dade, bem como das medidas de controle já

exis-tentes e também a obtenção de dados exisexis-tentes na

tentes e também a obtenção de dados existentes na

empresa, indicativos de possíveis

empresa, indicativos de possíveis

comprometimen-tos com a saúde decorrente do tipo de atividade.

tos com a saúde decorrente do tipo de atividade.

A fase de reconhecimento só pode ser feita

A fase de reconhecimento só pode ser feita

no local de trabalho. Vol

no local de trabalho. Voltando à nossa betoneira, otando à nossa betoneira, o

técnico em segurança do trabalho pode conhecer

técnico em segurança do trabalho pode conhecer

a atividade do betoneiro, como opera a máquina,

a atividade do betoneiro, como opera a máquina,

como executa as tarefas. É uma tarefa importante,

como executa as tarefas. É uma tarefa importante,

mas insuficiente para um bom reconhecimento. É

mas insuficiente para um bom reconhecimento. É

preciso ver no local de trabalho as condições

preciso ver no local de trabalho as condições

am-bientais, postura do trabalho, ritmo

bientais, postura do trabalho, ritmo de trabalho.de trabalho.

Veja a seguir as fases do trabalho de uma

Veja a seguir as fases do trabalho de uma

betoneira:

betoneira:

Fases do trabalho em uma betoneira Fases do trabalho em uma betoneira

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