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Sistemas Operacionais Desktop e Aplicativos

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Academic year: 2021

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(1)

Série tecnologia da informação (ti)

SISTEMAS

OPERACIONAIS

DESkTOP E

APLICATIVOS

(2)
(3)

Série TeCNOLOGiA DA iNFOrMAÇÃO (Ti)

SiStemaS

OperaciOnaiS

DeSktOp e

aplicativOS

(4)

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI

Robson Braga de Andrade Presidente

DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti Diretor de Educação e Tecnologia

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI Conselho Nacional

Robson Braga de Andrade Presidente

SENAI – Departamento Nacional

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti Diretor-Geral

Gustavo Leal Sales Filho Diretor de Operações

(5)

SiStemaS

OperaciOnaiS

DeSktOp e

aplicativOS

(6)

SENAI

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional

Sede

Setor Bancário Norte • Quadra 1 • Bloco C • Edifício Roberto Simonsen • 70040-903 • Brasília – DF • Tel.: (0xx61) 3317-9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 • http://www.senai.br

© 2012. SENAI – Departamento Nacional

© 2012. SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina

A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecâ-nico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, do SENAI.

Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.

SENAI Departamento Nacional

Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

SENAI Departamento Regional de Santa Catarina

Núcleo de Educação – NED

FICHA CATALOGRÁFICA

_________________________________________________________________________

S491s

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Sistemas operacionais desktop e aplicativos / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. Brasília : SENAI/DN, 2012.

123 p. : il. (Série Tecnologia da Informação (TI)) ISBN 978-85-7519-521-5

1. Sistemas operacionais (Computadores). 2. Linux (Sistema operacional de computador). 3. Windows (Sistema operacional de computador). I. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.

Departamento Regional de Santa Catarina. II. Título. III. Série.

CDU: 004.451

(7)

Lista de ilustrações

Figura 1 - Sistema de arquivos ...18

Figura 2 - Sistema de arquivo EXT2 ...19

Figura 3 - Conexão IDE ...26

Figura 4 - Controladora SCSI ...27

Figura 5 - Conexão SATA ...28

Figura 6 - Exemplo de arquitetura fechada ...36

Figura 7 - Exemplo de arquitetura aberta ...38

Figura 8 - Tela da BIOS ...40

Figura 9 - Tela BIOS Setup aba Boot ...40

Figura 10 - Tela BIOS Setup aba Boot. ...40

Figura 11 - Salvando configuração Setup ...41

Figura 12 - Windows lendo os arquivos ...41

Figura 13 - Iniciando o Windows ...41

Figura 14 - Idioma, hora e teclado. ...42

Figura 15 - Início da instalação. ...42

Figura 16 - Aguardando o início da instalação ...42

Figura 17 - Escolha do sistema ...42

Figura 18 - Termos da licença ...43

Figura 19 - Tipo de instalação ...43

Figura 20 - Local para instalação do Windows ...44

Figura 21 - Nova partição ...44

Figura 22 - Tamanho da partição. ...44

Figura 23 - Nova partição ...44

Figura 24 - Criando segunda partição ...45

Figura 25 - Informação do Windows ...45

Figura 26 - Nova partição ...45

Figura 27 - Criando terceira partição ...46

Figura 28 - Tabela de partições criadas ...46

Figura 29 - Instalando o Windows. ...46

Figura 30 - Iniciando serviços do Windows ...47

Figura 31 - Concluindo a instalação ...47

Figura 32 - Preparando primeiro uso ...47

Figura 33 - Escolha de nome ...47

Figura 34 - Criando senha ...48

Figura 35 - Licença do Windows ...48

Figura 36 - Aprimorando o Windows ...49

Figura 37 - Ajuste de fuso horário ...50

Figura 38 - Local do computador ...50

(8)

Figura 40 - Finalização das configurações...50

Figura 41 - Área de trabalho do Windows Seven ...51

Figura 42 - Início instalação. ...52

Figura 43 - Tela Bem-vindo ...52

Figura 44 - Preparando a instalação ...53

Figura 45 - Alocação de espaço ...54

Figura 46 - Criar tabela de partição ...54

Figura 47 - Espaço livre. ...54

Figura 48 - Criando partição swap ...55

Figura 49 - Nova partição ...55

Figura 50 - Partição “/” ...55

Figura 51 - Partição home ...56

Figura 52 - Tabela de partições ...56

Figura 53 - Onde você está ...57

Figura 54 - Disposição do teclado ...57

Figura 55 - Configurando usuário ...57

Figura 56 - Apresentação do Ubuntu ...58

Figura 57 - Instalação concluída ...58

Figura 58 - Login do Ubuntu ...58

Figura 59 - Sistemas e segurança ...62

Figura 60 - Ferramentas administrativas ...62

Figura 61 - Gerenciador de disco. ...62

Figura 62 - Propriedades da partição. ...64

Figura 63 - Formatação ...64

Figura 64 - Formatando disco ...65

Figura 65 - Formatação OK ...65

Figura 66 - Unidade de disco ...65

Figura 67 - Janela do Windows Update. ...67

Figura 68 - Contas de usuário ...69

Figura 69 - Criando contas ...69

Figura 70 - Novo usuário ...70

Figura 71 - Novo usuário ...70

Figura 72 - Área de trabalho ...72

Figura 73 - Propriedades do software ...72

Figura 74 - Barra de tarefas do Windows ...73

Figura 75 - Janela Windows Explorer ...73

Figura 76 - Visualizando pastas ...73

Figura 77 - Pasta VirtualBox ...74

Figura 78 - Opções do VirtualBox ...74

Figura 79 - Propriedades do software ...75

Figura 80 - Permissões ...75

(9)

Figura 82 - Remover grupo usuário ...76

Figura 83 - Adicionar usuário ...76

Figura 84 - Permissões. ...76

Figura 85 - Menu iniciar ...77

Figura 86 - Prompt de comando ...77

Figura 87 - Comando time ...79

Figura 88 - Comando date ...79

Figura 89 - Comando ver ...80

Figura 90 - Comando type. ...80

Figura 91 - Help do DIR. ...81

Figura 92 - Arquivo passwd...81

Figura 93 - Detalhes do arquivo passwd. ...82

Figura 94 - Senhas criptografadas...82

Figura 95 - Alterando senha ...83

Figura 96 - Criação usuário senha. ...83

Figura 97 - Criação usuário redigitando a senha ...83

Figura 98 - Criação usuário nome completo do usuário. ...83

Figura 99 - Criação usuário número da sala ...84

Figura 100 - Criação de usuário número de telefone ...84

Figura 101 - Criação usuário telefone residencial ...84

Figura 102 - Criação usuário outras informações ...84

Figura 103 - Criação usuário finalização ...84

Figura 104 - Comando su ...86

Figura 105 - Exemplo do arquivo “/etc/group” ...87

Figura 106 - Detalhes do arquivo group ...87

Figura 107 - Permissões ...90

Figura 108 - Permissões e permissões especiais. ...91

Figura 109 - Representação dos binários ...92

Figura 110 - Funcionamento do firewall ...100

Figura 111 - Firewall do Windows ...100

Figura 112 - Chave do produto ...103

Figura 113 - Informações do usuário ...103

Figura 114 - Tipo de instalação...104

Figura 115 - Instalação personalizada ...104

Figura 116 - Personalização avançada. ...104

Figura 117 - Instalação concluída. ...105

Figura 118 - Início da instalação ...105

Figura 119 - Baixando arquivo para instalação ...106

Figura 120 - AVG-Anti-Virus ...106

Figura 121 - Conexão do cabo USB ...107

Figura 122 - Instalando impressora ...108

(10)

Figura 124 - Tipo de porta. ...108

Figura 125 - Instalar driver ...109

Figura 126 - Instalar do disco ...109

Figura 127 - Atualizações disponíveis. ...110

Figura 128 - Tela principal do Kaspersky. ...111

Figura 129 - Proteção geral. ...112

Figura 130 - Configurar unidades removíveis. ...112

Figura 131 - Remoção automática ...112

Figura 132 - Atualizações automáticas ...112

Figura 133 - Opções da internet ...113

Figura 134 - Opções do Firefox ...114

Figura 135 - Spybot ...115

Figura 136 - Configurações ...115

Figura 137 - Configurações do Spybot ...115

Quadro 1 - Matriz curricular ...15

Quadro 2 - Opções do comando df ...21

Quadro 3 - Opções do comando du ...22

Quadro 4 - Opções do comando fsck ...22

Quadro 5 - Exemplo arquivo /etc/fstab ...23

Quadro 6 - Opções do fstab ...24

Quadro 7 - Opções do dump ...24

Quadro 8 - Opções do pass ...24

Quadro 9 - Opções do mount ...24

Quadro 10 - Opções do umount ...25

Quadro 11 - Disposição das partições ...29

Quadro 12 - Variações das permissões. ...90

Quadro 13 - Quadro chmod. ...93

Quadro 14 - Quadro de atributos ...96

(11)
(12)
(13)

Sumário

1 Introdução ...15

2 Sistemas de Arquivos e Particionamento ...17

2.1 Sistemas de arquivos...18

2.1.1 Tipos de sistemas de arquivos ...18

2.2 Gerenciamento de sistemas de arquivos no Linux ...21

2.2.1 Montando dispositivos ...22

2.3 Discos ou dispositivos de armazenamento ...26

2.3.1 IDE – Integrated Device Eletronics ...26

2.3.2 SCSI – Small Computer System Interfaces...27

2.3.3 SATA – Serial Advanced Technology Attachment ...27

2.4 Técnicas de Particionamento ...28

2.4.1 Técnica de particionamento em sistemas Windows ...30

2.4.2 Técnicas de particionamento em sistemas Linux ...31

3 Sistemas Operacionais: Tipos e Instalação...35

3.1 Tipos de sistemas operacionais ...36

3.1.1 Sistemas operacionais com arquitetura fechada ...36

3.1.2 Sistemas operacionais com arquitetura aberta ...37

3.2 Instalando o sistema operacional Windows ...39

3.2.2 Instalando o Windows ...41

3.3 Instalando o sistema operacional Linux (Distribuição Ubuntu) ...51

4 Configurações dos Sistemas Operacionais Desktop ...61

4.1 Configurando as partições para uso no Windows ...62

4.1.1 Formatando partição ...63

4.2 Atualização do sistema operacional Windows ...65

4.2.1 Instalando o Service Pack ...66

4.3 Contas de usuários locais no windows ...67

4.3.1 Criando usuários locais ...68

4.4 Permissões de acesso em softwares ...71

4.5 Prompt de comando ...77

4.5.1 Comandos básicos do Prompt de comando ...78

4.6 Gerenciando usuários e grupos no Linux ...81

4.6.1 Senhas ...82

4.6.2 Criando contas de usuários ...83

4.6.3 Gerenciando grupos ...87

4.7 Permissões do sistema ...89

5 Instalar e Configurar Aplicativos e Periféricos ...99

5.1 Configuração de firewall local ...100

(14)

5.2.1 Instalando o pacote Microsoft Office 2003 ...103

5.2.2 Instalação do software antivírus ...105

5.3 Instalação de periféricos ...107

5.4 Atualização de drivers ...109

5.5 Configurando antivírus e antispyware ...110

5.5.1 Configuração de antispyware...113

5.5.2 Configurando o antispyware ...114

Referências ...119

Minicurrículo do Autor ...121

(15)
(16)
(17)

1

Olá!

Durante as primeiras décadas, os computadores eram muito grandes, pesados e ocupavam muito espaço. Possuir uma máquina dessas era privilégio apenas de instituições de ensino, órgãos governamentais e grandes empresas. Com o avanço da tecnologia, os equipamentos foram reduzindo de tamanho e aumentando a capacidade de processamento.

Geralmente, o que nos fascina nos computadores é sua capacidade de processamento e armazenamento cada vez maiores e suas placas de vídeo, que nos proporcionam imagens fan-tásticas, não é mesmo? Mas você já parou para pensar como isso tudo funciona? O que nos permite interagir com o computador de maneira tão intuitiva?

Nesta unidade curricular vamos tentar sanar essas dúvidas, apresentando para você alguns assuntos como: sistemas operacionais e como eles funcionam, o que são e para que servem os drivers1, ou por que precisamos de softwares e aplicativos instalados em nossos computadores.

Confira a seguir a matriz curricular deste curso.

Montador e reparador de Microcomputadores

MóDuloS DENoMINAção uNIDADES CuRRICulARES CARgA HoRáRIA CARgA HoRáRIA MóDulo

Específico

Único Único

Eletrônica

Cabeamento estruturado Instalação de redes locais Manutenção de computadores

30 h 40 h 30 h

60 h 220 h

Instalação de sistemas operacionais

desktop e aplicativos 60h

Quadro 1 - Matriz curricular

(18)
(19)

2

Sistemas de Arquivos e Particionamento

Neste capítulo, você conhecerá os tipos de sistemas de arquivos mais utilizados em sistemas operacionais Linux e Windows.

Os discos rígidos armazenam os sistemas operacionais e dados dos usuários, certo? Agora vamos estudar como eles são divididos (particionados) para manter as informações organiza-das e de fácil acesso.

Ao final do estudo deste capítulo, você terá subsídios para: a) conhecer os tipos de sistemas de arquivos;

b) compreender o que é uma área de troca ou swap; c) compreender o que é um disco scsi, sata e ide;

d) criar partições e formatar partições nos sistemas operacionais Linux e Windows; e) saber montar e desmontar um dispositivo no Linux;

(20)

SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

18

2.1 SISTEMAS DE ARQUIVOS

Você sabe o que são sistemas de arquivos? Os sistemas de arquivos são estru-turas lógicas criadas após a formatação do disco rígido, permitindo que arquivos sejam criados e manipulados pelos usuários. Eles foram projetados para serem robustos e flexíveis. Os sistemas de arquivos também permitem que o sistema operacional controle o acesso aos discos, à leitura e à gravação.

MS-DOS (2012)

Figura 1 - Sistema de arquivos

2.1.1 Tipos de sisTemas de arquivos

Os sistemas de arquivos são variados conforme os tipos de sistemas operacio-nais. A escolha correta do sistema de arquivo dependerá da finalidade do equipa-mento. Uma característica importante para os sistemas de arquivos é a existência de suporte a journaling2.

O journaling tem por finalidade recuperar um sistema mediante desastres que venham acontecer ao disco. Por isso, os sistemas de arquivos atuais que possuem esse suporte são os preferidos. Vamos conhecer alguns desses sistemas? Adiante!

eXT – eXTended File sysTem

Este sistema de arquivo foi o primeiro a ser desenvolvido para os sistemas

operacionais Linux. Esse sistema foi uma adaptação do sistema de arquivo

MI-NIX, criado por Andrew Tanembaum. Mas apresentava muitas limitações, como, por exemplo, os nomes dos arquivos possuíam apenas 14 caracteres e os tama-nhos de arquivos e partições possuíam um tamanho máximo de 64 Megabytes. Por isso, foi substituído pelo sistema de arquivo Ext2 em meados de 1993.

1 Driver

São arquivos responsáveis pelo funcionamento de um determinado dispositivo

2 journaling

journaling dá permissão

ao sistema operacional de manter um log (journal), de todas as mudanças no sistema de arquivos antes de escrever os dados no disco.

(21)

2 SiStemaS de arquivoS e Particionamento 19

eXT2 – second eXTended File sysTem

Como vimos, este sistema é uma atualização do EXT. Esse tipo de sistema é apropriado para discos, disquetes e pen drive, ou seja, dispositivos de bloco. O

EXT2 é o sistema de arquivo padrão para os sistemas operacionais Linux. As

melhorias em relação ao sistema EXT mais significativas foram:

a) o nome dos arquivos passou de 14 caracteres para 255 caracteres;

b) os arquivos que tinham tamanho máximo de 64 Megabytes passaram a ter tamanho entre 16 GB a 2 TB;

c) o tamanho das partições passaram a ter entre 2 e 32 TB.

Linux (2012)

Figura 2 - Sistema de arquivo EXT2

VOCÊ

SABIA?

Que o bit é formado por um sistema que possui apenas dois valores (0 ou 1), o sistema binário. A partir do bit temos o byte (8 bits), o kilobyte (1024 bytes), o

mega-byte (1024 kilomega-bytes), o gigamega-byte (1024 megamega-bytes), o terabyte (1024 gigabytes) e mais alguns outros valores

que seguem essa escala.

eXT3 – Third eXTended File sysTem

O sistema de arquivos EXT3 faz parte da nova geração extended file System do GNU/Linux, e seu maior benefício é o suporte a journaling. O uso desse sistema de arquivos comparado ao EXT2, na maioria dos casos, melhora o desempenho do sistema de arquivos através da gravação sequencial dos dados na área de meta-dados e acesso hash a sua árvore de diretórios.

A estrutura da partição EXT3 é semelhante a EXT2, o journaling é feito em um arquivo chamado jornal, que fica oculto pelo código EXT3 na partição (desta for-ma, ele não poderá ser apagado, comprometendo o funcionamento do sistema). A estrutura idêntica da partição EXT3 com a EXT2 torna mais fácil a manutenção do sistema, já que todas as ferramentas para recuperação EXT2 funcionarão sem problemas.

(22)

SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

20

reiserFs

Este sistema é recente, mas já é o mais usado nas distribuições Linux atual-mente. O seu desempenho é melhor que os sistemas EXT3, principalmente quan-to ao uso de grande quantidade de arquivos pequenos, e também possui suporte ao journaling. Porém, possui uma desvantagem em relação aos demais: consome muito processamento da unidade de processamento central (CPU), chamados também de microprocessadores.

XFs

Este sistema foi desenvolvido pela Silicon Graphics, para o sistema operacional IRIX. Na época em que seu código foi desenvolvido, era de propriedade da Silicon, mas após algum tempo o código foi liberado e compilado para o sistema opera-cional Linux. Seu uso é recomendado em sistemas que usam banco de dados, por sua velocidade de gravação. Também possui suporte ao journaling.

JFs

Este sistema de arquivo foi criado pela IBM para ser utilizado em servidores corporativos. Utiliza uma estrutura inode para gravar a informação dos blocos de cada arquivo no disco. O JFS hoje possui código aberto, e está na sua segunda versão, denominada JFS2. Continua com a estrutura inode, só que em árvores binárias, o que deixa a busca de informações mais rápida.

swap

Este sistema também é conhecido como memória virtual, ou seja, a swap fun-ciona como uma auxiliadora da memória RAM. Sabendo que só a memória prin-cipal é processada, quando a memória RAM está sobrecarregando o sistema ele retira automaticamente as informações que não estão sendo utilizadas e envia para a memória virtual, liberando espaço na memória RAM principal. Por realizar essa troca de dados entre a memória física e virtual, também é conhecido como área de troca.

(23)

2 SiStemaS de arquivoS e Particionamento 21

vFaT – virTual File allocaTion Table

Este sistema também é conhecido como FAT16 e FAT32, bastante utilizado no sistema operacional Windows, pen drive e cartões de memória. Não possui su-porte ao journaling nem atributos de permissão de arquivos e pastas. Além disso, causa bastante desperdício de disco.

nTFs – new Technology File sysTem

Este sistema de arquivo é padrão para o sistema operacional Windows NT da Microsoft, mas também é utilizado em Windows 7 e Windows XP. Não possui suporte ao journaling, mas possui atributos de permissão de arquivos e pastas, porém são mais lentos que o sistema FAT32. Com o NTFS, o problema de desper-dício de disco com o VFAT foi resolvido.

SAIBA

MAIS

Quer saber mais sobre a história dos sistemas de arquivos e partições e as vantagens e desvantagens de particionar os discos? Acesse o endereço: <http://www.vivaolinux.com. br/artigo/Esquemas-de-particionamento-e-sistemas-de--arquivos>.

2.2 GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE ARQUIVOS NO LINUX

Para realizarmos tarefas importantes nos sistemas Linux, como montar e des-montar, verificar capacidade ou integridade dos dispositivos, utilizamos vários comandos. Vamos conhecer alguns? Siga com atenção.

df

O comando df verifica o espaço total e utilização de um sistema de arquivo. # df [opções] <dispositivo>

OPÇÕES DESCRIÇÃO

-i Valores em inodes

-k Valores em kilobytes

-h Valores em M (Megabytes) G (gigabytes)

(24)

SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

22

du

O comando disk usage detalha a utilização do disco por diretórios. # du [opções] <arquivo>

OPÇÕES DESCRIÇÃO

-a Mostra arquivos e diretórios

-h Mostra em M (Megabytes) G (gigabytes) -s Mostra espaço total ocupado

Quadro 3 - Opções do comando du

fsck

O comando fsck é utilizado para verificar e corrigir erros no sistema de arquivo. # fsck [opções] <dispositivo>

OPÇÕES DESCRIÇÃO

-A Verifica os sistemas contidos no /dev/fstab -c Verifica os setores defeituosos

-t tipo_sist Verifica por tipo de sistema -p Repara o sistema automaticamente -y Executa sem realizar perguntas

Quadro 4 - Opções do comando fsck

A opção “-y” deve ser executada acompanhado de outra opção. Exemplo: # fsck –y –p /dev/sda2

Existem outras opções do comando fsck, para conhecê-las execute o coman-do:

# man fsck

O arquivo /etc/fstab mantém informações de quais sistemas de arquivos serão montados no processo de carga do sistema (RIBEIRO, 2009, p. 242).

2.2.1 monTando disposiTivos

O sistema de arquivos do Linux permite que um ou mais dispositivo extra seja utilizado, partindo do diretório-raiz. Desta forma, podemos utilizar HDs, unidade de CD-ROM, pen drivers e outros dispositivos externos ao equipamento. Todos es-ses dispositivos serão identificados como um diretório e estarão montados den-tro do diretório “/mnt”. Esses diretórios que são montados com dispositivos são chamados de ponto de montagem.

Os dispositivos podem ser montados de duas formas: a primeira é por meio do arquivo /etc/fstab, junto com a carga do sistema operacional. A segunda é pelo

(25)

2 SiStemaS de arquivoS e Particionamento 23

comando mount e umount após a carga do sistema operacional. Vamos conhecer detalhadamente cada uma das opções.

FIQUE

ALERTA

Nunca retire unidades removíveis, pen drive ou disquetes montadas em seu disco sem antes desmontá-los, pois os dados podem ser perdidos.

Montando através do /etc/fstab

Este arquivo é responsável por montar dispositivos na inicialização do sistema operacional e desmontar no momento de desligamento do sistema operacional.

Na inicialização do sistema operacional, os campos do “fstab” são analisados e o sistema monta os dispositivos contidos no arquivo.

<fILE SySTEm> <mOunT POInT> <TyPE> <OPTIOnS> <DumP> <PaSS>

proc /proc Proc defaults 0 0

/dev/sda1 / ext3 defaults 0 1

/dev/sda5 swap Swap Swap 0 0

/dev/hdc /media/cdrom0 udf, iso9660 user,noauto 0 0

Quadro 5 - Exemplo arquivo /etc/fstab

Vamos analisar cada campo do arquivo “fstab”.

File System: indica o dispositivo a ser montado.

Mount Point: indica qual o local que o dispositivo será montado (diretório). Type: indica qual será o sistema de arquivo que o dispositivo será montado. Options: indicam quais as permissões o dispositivo montado terá.

Vamos analisar cada opção desse campo.

OPÇÔES

Auto Dispositivo será montado na inicialização do sistema Noauto Não monta o dispositivo na inicialização do sistema RO O dispositivo será montado só para leitura

Rw O dispositivo será montado como leitura e gravação Exec O dispositivo executa arquivos binários

Noexec O dispositivo não executa arquivos binários

User Permite a qualquer usuário montar o dispositivo, mas só o usuário que montou o dispositivo pode desmontar

Users Permite a qualquer usuário montar e desmontar o dispositivo Nouser Somente o usuário root (superusuário) pode montar e desmontar Sync Transferência síncrona

(26)

SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

24

OPÇÔES

Dev Dispositivo de caractere (conexão serial)

Suid Habilita o bit suid e sgid para os executáveis do dispositivo nosuid Desabilita o bit suid e sgid para os executáveis do dispositivo defaults Configuração padrão: rw, suid, exec, auto, nouser e async

Quadro 6 - Opções do fstab

Dump: indica se o dispositivo montado terá backup ou não.

DumP

0 Ext2

1 Demais sistemas

Quadro 7 - Opções do dump

Pass: indica se o dispositivo montado será checado no momento de

inicializa-ção do sistema operacional.

PaSS

0 Não analisa

1 Analisa antes do sistema-raiz 2 Analisa depois do sistema-raiz

Quadro 8 - Opções do pass

O Linux suporta diversos sistemas de arquivos locais e remotos (RIBEIRO, 2009, p. 246).

Montando através do mount e unmount

O comando mount é utilizado para montar dispositivos após a carga do siste-ma operacional.

Vamos conhecer o uso do mount? Observe com atenção.

# mount <opções> dispositivo <diretório ou ponto de montagem> O comando mount também pode ser executado de outras formas: # mount <opções> dispositivos ou #mount <opções> diretório

Nesses dois casos, antes de o dispositivo ser montado o arquivo “/etc/fstab” é lido pelo sistema para verificar suas configurações.

OPÇÕES DO mOunT

-a Monta todos os dispositivos que estão contidos no arquivo “fstab”

-r Monta os dispositivos para que sejam apenas lidos -w Monta os dispositivos para que sejam lidos e gravados -t <tipo de sistema de arquivo> Msdos, vfat, ntfs, ext2, ext3, reiserfs, iso9660, nfs, smbfs

(27)

2 SiStemaS de arquivoS e Particionamento 25

Vamos a um exemplo?

# mount –t ext2 /dev/fd0 /mnt/floppy

Neste exemplo, está sendo montada a unidade de disquete, com sistema de arquivo EXT2, o disquete está no dispositivo “/dev/fd0” e será montado em “/ mnt/floppy”.

CASOS E RELATOS

Desmontando um pen drive

Em sistema Linux, ou em outro sistema operacional qualquer, desmontar o pen drive ou qualquer outro dispositivo removível antes de desconectá--lo do computador é muito importante, sendo um cuidado essencial para a segurança dos nossos dados.

Esse fato aconteceu com um aluno que estava terminando o seu curso de graduação, estava realizando seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Um dia antes do prazo final para a entrega de seu trabalho, o aluno fez importantes alterações sugeridas por seu orientador. Estava com muita pressa ao sair e retirou o pen drive da unidade sem desmontar, para ir até uma gráfica realizar a impressão. Ao chegar à gráfica, foi fazer uma última análise no arquivo para mandar imprimir e verificou que todas as altera-ções que tinha realizado anteriormente não foram gravadas.

Por isso, lembse: devemos tomar muito cuidado com as unidades re-movíveis que utilizamos para salvar nossos dados e nunca se esquecer de montá-las e desmontá-las adequadamente, para garantir que problemas como esse não ocorram.

O comando unmount faz o contrário do mount, ou seja, desmonta o dispositi-vo montado.

Vamos conhecer o uso do unmount.

# umount <opções> dispositivo ou # umount <opções> diretório

OPÇÔES

-a Desmonta todos dispositivos contidos no /etc/mtab -t Desmonta dispositivos de um determinado sistema

de arquivo.

(28)

SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

26

Vamos a um exemplo: # umount /media/cdrom

Neste exemplo, o CDROM que foi montado no diretório /media/cdrom está sendo desmontado.

2.3 DISCOS OU DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO

Os discos são os locais utilizados para o armazenamento dos dados dos usuá-rios, dos mais variados softwares (ex. Word, Excel etc.) e também local em que ins-talamos o sistema operacional de sua preferência. São nos discos que estão con-figuradas as partições. Saiba um pouco mais sobre os tipos de discos existentes.

2.3.1 ide – inTegraTed device eleTronics

O IDE foi o primeiro disco a ser utilizado e era até pouco tempo o mais utilizado devido ao seu baixo custo se comparado aos discos SCSI, além de possuir uma capacidade de armazenamento boa.

As placas motherboard (placa-mãe) possuíam duas conexões para os discos IDE, uma primária e outra secundária, e tais conexões eram utilizadas por discos ou CD-ROM. Em cada conexão IDE, é possível colocar dois disco ou um disco e um ROM. Para realizar essa configuração, é necessário configurar o disco ou CD--ROM com jumper, informando que um será o primário mestre e o segundo como primário escravo, para a segunda conexão o princípio é o mesmo.

Dreamstime (2012)

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2 SiStemaS de arquivoS e Particionamento 27

2.3.2 scsi – small compuTer sysTem inTerFaces

Este tipo de disco possui um desempenho e durabilidade maior que os discos IDE. Por isso, é mais caro e geralmente é utilizado em servidores. As placas-mãe mais antigas necessitavam de uma controladora SCSI externa conectadas à PCI, para conexão com o disco SCSI. As placas-mãe dos servidores atuais já possuem a controladora acoplada. Ao contrário do IDE que permitia apenas quatro discos, dois em cada conexão, o SCSI permite a instalação de até 15 tipos de discos dife-rentes, ou seja, disco, CD-ROM, unidade de fita dat, entre outros. Outra particula-ridade dos discos SCSI é a funcionalidade hot-swap.

Dreamstime (2012)

Figura 4 - Controladora SCSI

2.3.3 saTa – serial advanced Technology aTTachmenT

Este tipo de disco é o mais utilizado nos computadores, notebooks e servidores atualmente. Surgiu em meados do ano 2000, tornando-se referência de mercado assim que os fabricantes de motherboard deixaram de colocar em suas placas co-nexões IDE. O disco sata é mais rápido que os discos IDEs, e seu desempenho é semelhantes ao dos discos SCSIs. Possui também a funcionalidade hot-swap.

A desvantagem do sata é que uma conexão ou um canal só pode ser utilizado por apenas um dispositivo disco, CD-ROM etc.

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

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Dreamstime (2012)

Figura 5 - Conexão SATA

Agora que você já conhece os tipos de discos e suas particularidades, vamos aprender a criar as partições e a formatar as partições criadas para que elas pos-sam ser usadas pelo sistema operacional e pelo usuário.

2.4 TÉCNICAS DE PARTICIONAMENTO

Quando compramos um disco novo para instalação de um sistema operacio-nal ou mesmo para aumentar a capacidade de armazenamento do computador, é necessário criar pelo menos uma partição. Você já deve ter ouvido isso, certo? Mas o que é uma partição?

as partições, ou subdivisões, de um disco funcionam como um contêiner para o sistema de arquivo. Cada partição em um disco pode conter um

siste-ma operacional diferente, Windows e Linux no mesmo disco, siste-mas em partições diferentes. As partições também são utilizadas como forma de organização das informações em um disco. Cada disco deve possuir no mínimo uma partição e no máximo 15.

Nos sistemas Windows, a nomeação das partições é através de letras (C: D: E: etc.). Já nos sistemas Linux, a nomeação é bastante diferente. Em vez de letras, utilizam-se números. Neste tipo de sistema, os discos também possuem um local padrão. Todos os discos ficam no diretório: /dev. Cada modelo de disco dentro desse diretório é nomeado de uma forma:

/dev/hd – faz referência a um disco IDE;

/dev/sd – faz referência a um disco SCSI ou sata.

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2 SiStemaS de arquivoS e Particionamento 29

Primárias: um disco rígido pode conter até quatro partições primárias, sendo

que uma partição obrigatoriamente deverá existir e estar ativa. As partições esta-rão dispostas da forma como mostra o quadro a seguir.

WInDOWS LInuX

C: D: E: etc.

Visualizando as partições IDE

/dev/hda1, /hda2, hda3, hda4 etc. (até fechar 15 no máximo, sendo que uma dessa devera estar ativa e com sistema operacional). Visualizando as partições SCSI/SaTa

/dev/sda1, /sda2, /sda3, /sda4, etc. (até fechar 15 no máximo, sendo que uma dessa devera estar ativa e com sistema operacional).

Quadro 11 - Disposição das partições

Estendida: As partições estendidas são partições primárias divididas em

ou-tras partições, chamadas de unidades lógicas. Nessas partições, não pode haver sistemas de arquivo, sendo que só pode existir uma partição estendida, que ocu-pará o lugar de uma partição primária. Da mesma forma que as partições primá-rias funcionam como contêiner para a partição estendida, a partição estendida funciona como contêiner para as partições lógicas.

Como só podem existir apenas quatro partições primárias e uma única esten-dida, que ocupará o lugar de uma primária, em um disco padrão tem-se o seguin-te exemplo:

/dev/hda1 – primária /dev/hda2 – primária /dev/hda3 – primária /dev/hda4 – estendida

Dividindo a partição estendida em partições lógicas, cada partição receberá um número inteiro que iniciará em cinco e irá até 15. Tem-se o exemplo a seguir:

/dev/hda1 – primária /dev/hda2 – primária /dev/hda3 – primária /dev/hda4 – estendida /dev/hda5 – lógica /dev/hda6 – lógica /dev/hda7 – lógica ... /dev/hda15 – lógica

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

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Resumindo, dentro de um disco é possível ter três partições primárias, uma estendida e 12 partições lógicas, totalizando 15 partições possíveis em um disco.

Swap: Outro tipo de partição é o swap, também conhecido como área de troca.

Essa partição é utilizada como memória virtual para o Linux, apenas para sistemas operacionais Linux. O espaço destinado a essa partição é somada à memória física auxiliando a troca entre a memória física e o disco. O tamanho da partição swap de-verá ser sempre o dobro da quantidade de memória física existente no equipamen-to. Por exemplo: em um computador que possui 512 MB de memória física, a con-figuração da partição swap será de 1024 MB. Portanto, o dobro da memória física.

2.4.1 Técnica de parTicionamenTo em sisTemas windows

Nos sistemas Windows e Linux, no momento da instalação do sistema, têm--se sempre a opção de uma instalação padrão. Ou seja, na escolha dessa opção, o sistema operacional e os dados dos usuários estão desprotegidos, e em uma reinstalação do sistema todas as informações poderão ser perdidas.

Para que isso não aconteça, na instalação do nosso sistema operacional Win-dows, independentemente da versão (Windows XP, Windows 7, versões para ser-vidores), devemos seguir algumas técnicas que farão com que o sistema funcione com mais segurança. Veja:

Devemos sempre criar no mínimo três partições:

C: 20% da capacidade do disco para uso do sistema Windows; E: 60% da capacidade do disco para uso dos usuários;

S: 20% da capacidade do disco para uso de suporte (programas e drivers). A letra D ficará disponível para uso da unidade de CD-ROM. Vamos detalhar a importância de cada uma dessas partições:

Criar a partição C: com nome de SISTEMA. Essa partição receberá o sistema operacional, somente informações do sistema operacional e outros softwares, como Office, antivírus etc. deverão ser instalados nessa partição. Desta forma, es-taremos separando os arquivos do sistema das informações de usuários.

Criar a partição E: com nome de DADOS. Essa partição acomodará todas as informações dos usuários, arquivos, fotos, vídeos etc.

Criar a partição S: com nome de SUPORTE. Essa partição funcionará como de-pósito de drivers e programas a serem instalados.

Desta forma, sempre que for necessário reinstalar o Windows apenas a partição C: será alterada, deixando os dados de usuários e os programas e drivers intactos.

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2 SiStemaS de arquivoS e Particionamento 31

FIQUE

ALERTA

Sempre que for particionar qualquer disco rígido, tome muito cuidado com as informações contidas no disco, se você alterar o tamanho de uma partição existente e com informações todos os dados vão ser perdidos.

2.4.2 Técnicas de parTicionamenTo em sisTemas linuX

Vamos detalhar a técnica de particionamento em um disco com tamanho de 250 GB nos sistemas Linux. Dependendo da distribuição Linux, a quantidade de partições necessárias poderá variar: para distribuição Debian, devemos criar no mínimo cinco partições; já para a distribuição ubuntu, devemos criar três parti-ções. Os sistemas Linux também podem ser instalados em uma única partição, porém o sistema ficará mais frágil. Separando em partições, podemos restringir as permissões a pessoas não autorizadas. Vamos detalhar algumas partições im-portantes nas distribuições Linux.

/boot

Essa partição é responsável por armazenar os arquivos que darão a carga ao sistema operacional, ele possui os arquivos de inicialização do sistema, como ker-nel do Linux. Deve ter um tamanho de até 1 GB.

/

Essa partição é o local onde o conteúdo dos dispositivos está disponível para serem manipulados (Ex. /boot,/var etc.). Essa partição deve possuir maior espaço, ou seja, 128 GB.

/var

Essa partição contém arquivos de dados variáveis. Inclui arquivos e diretórios em fila de execução, dados de ordem administrativa e de Login, além de arquivos temporários e transitórios. Algumas partes do /var não são compartilháveis en-tre diferentes sistemas. Por exemplo: /var/log, /var/lock e /var/run. Outras partes podem ser compartilhadas, notadamente: /var/mail, /var/cache/man, /var/cache/ fonts e /var/spool/news. Deve ter 10 GB.

/home

Essa partição é um sistema de arquivos específico dos usuários locais, sendo a localização sugerida para os diretórios locais dos usuários. Essa partição deve ter 10 GB.

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

32

/swap

A partição swap é utilizada como área de troca para auxiliar a memória princi-pal. Deve ter o dobro do tamanho da memória física.

CASOS E RELATOS

Criando partições

Uma empresa de Florianópolis, especializada na prestação de serviços de informática, foi chamada para realizar a troca do sistema Windows XP para o Windows 7 em alguns computadores de um escritório de conta-bilidade.

Ao fazer o serviço no primeiro computador, o técnico da empresa viu que o disco em que o Windows XP estava instalado possuía duas partições: a partição C: com 125 GB e a partição E: com 125 GB. Por solicitação do cliente, foi pedido ao técnico que fizesse a adequação das partições, pas-sando a partição C: para 50 GB e a partição E: para 200 GB.

A solicitação foi prontamente atendida e o disco particionado conforme solicitado. Porém, o técnico não se ateve ao fato que o disco poderia pos-suir informações importantes e não perguntou ao cliente para que os ar-quivos fossem salvos.

Assim que foi concluída a instalação do Windows 7 com as alterações no disco, o cliente foi utilizar o computador e percebeu que todas as infor-mações tinham sido perdidas, o que gerou um grande prejuízo para a empresa. Por isso, é sempre importante lembrar-se de salvar os arquivos de um disco antes desse tipo de operação.

O procedimento de como são criadas as partições será detalhado no próximo capítulo, na parte de instalação dos sistemas operacionais.

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2 SiStemaS de arquivoS e Particionamento 33

RECAPITULANDO

Neste capítulo, você viu um pouco do funcionamento dos sistemas de arquivos e seus tipos. Conheceu também os tipos de discos para armaze-namento do sistema operacional e ainda aprendeu algumas das técnicas utilizadas para o particionamento dos discos nos sistemas Windows e Li-nux. Agora, vamos saber mais sobre os sistemas operacionais?

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3

Sistemas Operacionais: Tipos e Instalação

Neste capitulo você vai conhecer os mais variados tipos de sistemas operacionais utiliza-dos em computadores desktop. Saberá que alguns desses sistemas possuem uma arquitetura fechada e outros uma arquitetura aberta. E também verá como é realizada a instalação de um sistema operacional Windows (Microsoft Windows 7) e de um sistema operacional Linux (distri-buição Debian). Quanta coisa interessante, não é mesmo? Estude com atenção para chegar ao final deste capítulo:

a) conhecendo os sistemas operacionais;

b) compreendendo o que é uma arquitetura aberta e fechada;

c) entendendo a instalação de um sistema operacional de arquitetura aberta; d) entendendo a instalação de um sistema operacional de arquitetura fechada. Vamos adiante!

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

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3.1 TIPOS DE SISTEMAS OPERACIONAIS

Antes de vermos os mais variados tipos de sistemas operacionais, pense: você sabe o que é um sistema operacional?

Um sistema operacional nada mais é do que um software capaz de realizar a comunicação entre o computador e o usuário, permitindo que o usuário execute outros aplicativos (Word, Excel etc.), realize tarefas como mexer com o mouse, digitar e tantas outras. O sistema operacional traduz a vontade do usuário.

3.1.1 SiStemaS operacionaiS com arquitetura fechada

Fala-se que um sistema possui a arquitetura fechada quando possui dono, ou seja, seu código não é livre. E para que possamos usar esse tipo de sistema deve-mos pagar uma licença ao seu desenvolvedor. Um exemplo de sistemas operacio-nais de arquitetura fechada são os sistemas da Microsoft, empresa de Bill Gates.

Vejamos alguns exemplos.

Figura 6 - Exemplo de arquitetura fechada

a) Microsoft Windows NT – New Technology

Este sistema surgiu em 1993 e era voltado ao meio corporativo, possui uma versão para servidores (Windows NT Server) e uma versão para desktop (Win-dows NT Workstation). Foi bastante utilizado durante toda a década de 1990 e foi substituído pelo sistema Windows 2000.

b) Microsoft Windows 2000

Este sistema também é conhecido Win2K. Surgiu no ano de 2000 e já traba-lhava com mais de um processador de 32 bits. Este sistema possui as ver-sões Professional, Server, Advanced Server e Datacenter Server.

c) Microsoft Windows 2003 Server

Lançado em abril de 2003, este sistema está em funcionamento até os dias atuais, e é muito utilizado no mercado corporativo. Sua atualização está no

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3 SiStemaS OperaciOnaiS: tipOS e inStalaçãO 37

Service Pack 2 e até o momento não há notícias sobre novas atualizações. Este sistema implementa a funcionalidade de Active Directory, que é a ferra-menta de administração de domínios em um sistema voltado para adminis-tração de rede.

d) Microsoft Windows 2008 Server

Trata-se do produto mais recente da Microsoft em sistemas voltados para administração de redes, e sua atualização está no Service Pack 1. Está sendo bastante utilizado no mercado, e acredita-se que vai ocupar o espaço do Windows 2003 Server. Também possui a funcionalidade de Active Directory. e) Microsoft Windows XP

Este sistema surgiu em outubro de 2001, trabalha com arquiteturas 32 e 64 bits. Foi desenvolvido para uso doméstico, mas é bastante utilizado em am-bientes corporativos. Até 2010, o Windows XP era o sistema mais utilizado do mundo e ainda continua sendo no meio corporativo. No entanto, para uso doméstico o Windows 7 é o mais utilizado.

f) Microsoft Windows 7

Este sistema é a última versão da Microsoft em sistemas desktop em uso. Ele trouxe várias mudanças em relação ao Windows XP, e também trabalha com arquiteturas 32 e 64 bits. Algumas melhorias do Windows 7 em relação ao anterior são:

a) maior segurança;

b) melhor desempenho na plataforma 64 bits; c) painel de controle em uma única tela;

d) instalação de drivers através do Windows update;

e) pen drive pode ser utilizado para backup após sua inserção; f) redes sem fio detectadas imediatamente;

g) periféricos em uma única tela.

3.1.2 SiStemaS operacionaiS com arquitetura aberta

São sistemas que possuem seu código aberto, ou seja, está disponível para uso de qualquer pessoa sem a necessidade de pagar licença e seu código pode ser alterado para adequação de cada usuário. Suas atualizações são diretas nos servidores repositórios, sem nenhum custo adicional. O sistema operacional de arquitetura aberta mais conhecido é o Linux.

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

38

Figura 7 - Exemplo de arquitetura aberta

O Linux não é software de domínio público, pois está sob a licença GPL (GNU Public License), onde, por exemplo, o código-fonte do Linux poderá permanecer livremente disponível. É possível cobrar pela cópia do Linux, desde que não limi-tem a sua distribuição. Várias são as pessoas no mundo que auxiliam no desen-volvimento do Linux.

A versão 1.0 do Linux ficou disponível em março de 1994. Desde então o Linux segue o modelo de arquitetura aberta, agregando cada vez mais qualidade. Está dividido em várias distribuições em todo o mundo, cada uma com sua particu-laridade, mas todas com a mesma arquitetura de código livre. Vamos conhecer algumas distribuições Linux? Siga com atenção.

a) SUSE

Distribuição alemã, adquirida pela americana Novell, que vem se destacan-do pelo seu grande crescimento no mercadestacan-do corporativo, sendestacan-do a distri-buição que mais cresce atualmente nesse setor. O SUSE Linux sempre se destacou por ter o melhor suporte a hardware dentre as distribuições exis-tentes, isso graças à inclusão de drivers não livres (gratuitos ou pagos) com seu sistema operacional.

O SUSE possui uma ferramenta muito versátil, o YAST, por meio da qual é possível configurar todo o sistema, além de gerenciar os programas insta-lados, tudo ao alcance do mouse. A união dessa facilidade como ótimo su-porte comercial vem fazendo do SUSE uma das melhores alternativas para grandes empresas, que não podem abrir mão de suporte técnico especiali-zado e sempre à mão.

b) Red Hat

Lançada oficialmente em novembro de 1994, a Red Hat foi a empresa pio-neira no ramo de GNU/Linux, tornando-se rapidamente a maior empresa do mundo a trabalhar exclusivamente com o sistema operacional livre. Ainda hoje, a Red Hat é a distribuição mais utilizada no mundo, e muitas outras distribuições famosas como SUSE e Mandriva são derivadas dela.

Pioneira no uso de ferramentas para configuração e manutenção do sistema, o Red Hat foi e ainda é usado principalmente em servidores. Porém, na

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opi-3 SiStemaS OperaciOnaiS: tipOS e inStalaçãO 39

nião de muitos, o seu desempenho não é dos melhores, apesar da extrema facilidade do gerenciamento do sistema, devido às ferramentas incluídas na distribuição. No atual modelo de negócios, a Red Hat está desenvolvendo somente soluções para empresas através de distribuições fechadas, não dis-poníveis para download.

c) Debian

O Debian foi criado por Ian Murdock em 1993, inicialmente patrocinado pelo projeto GNU da Free Software Foundation. Hoje, os projetistas do De-bian entendem-no como um descendente direto do Projeto GNU. O DeDe-bian atualmente inclui mais de 12.000 pacotes de software, facilmente instaláveis através de uma ferramenta chamada APT. Esses pacotes são em sua maioria softwares livres disponibilizados sob a licença GPL. Alguns deles não são li-vres, mas ainda assim gratuitos.

SAIBA

MAIS

Ficou interessado por conhecer outras distribuições Linux? Acesse o site <http://www.hardware.com.br/press/cd/>, pois lá você encontrará outras distribuições e suas particularidades.

3.2 INSTALANDO O SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS

Agora você vai conhecer as técnicas de instalação do sistema operacional Win-dows desktop. Vamos utilizar como exemplo a instalação do Microsoft WinWin-dows

7. Vamos aprender também como criar as partições no momento da instalação

do sistema e após a instalação do sistema. Além disso, apresentaremos técnicas de configuração do sistema operacional para um melhor desempenho.

3.2.1 configuração do boot

Para que a instalação do novo sistema possa ser iniciada por meio da unida-de unida-de CDROM, é preciso fazer algumas configurações no setup do equipamento BIOS. As configurações do setup que serão mostradas a partir de agora servem tanto para instalações Windows como instalações Linux. Para saber como realizar a configuração do boot, observe os seguintes passos:

Ligue o equipamento e, no processo de inicialização da BIOS, pressione a tecla DEL.

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

40

Figura 8 - Tela da BIOS

FIQUE

ALERTA

Dependendo do fabricante da placa-mãe do equipamento, a tecla que deve ser pressionada para acessar o setup pode ser a tecla F2 ou F11, porém a mais comum é a tecla DEL.

Selecione a aba de BOOT e mova o cursor até a opção CD-ROM drive.

Figura 9 - Tela BIOS Setup aba Boot

Com as teclas +/-, altere a ordem dos dispositivos de boot, de maneira que a unidade de CD-ROM tenha preferência durante o processo de inicialização.

Figura 10 - Tela BIOS Setup aba Boot

Após realizar alteração na ordem de inicialização do boot, para que inicialize por meio da unidade de CD-ROM, pressione tecla F10 para que as alterações se-jam salvas, selecione YES em Setup Configuration e aguarde.

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3 SiStemaS OperaciOnaiS: tipOS e inStalaçãO 41

Figura 11 - Salvando configuração Setup

3.2.2 inStalando o WindoWS

Vamos acompanhar agora a instalação do sistema operacional Windows Se-ven. É importante que você tenha em mãos o número da licença do Windows para que a finalização da instalação seja concluída com êxito. O Windows é uma arquitetura fechada e precisa de uma licença para seu uso.

Após ter realizado as configurações na BIOS do equipamento, coloque um disco com a instalação do sistema operacional Windows Seven na unidade de CD-ROM, e como mostra a tela de Setup Configuration, com o YES selecionado pressione a tecla ENTER e aguarde o início da carga da instalação do sistema atra-vés do CD-ROM.

Antes de iniciar a instalação propriamente dita, o Windows realiza uma leitu-ra nos arquivos necessários paleitu-ra que a instalação do sistema opeleitu-racional ocorleitu-ra sem problemas.

Figura 12 - Windows lendo os arquivos

Logo após será mostrada a tela conforme figura a seguir.

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

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Escolher o idioma correto é muito importante para que possamos nos localizar perfeitamente nas janelas do Windows. O formato de data, hora e moeda você irá adequar conforme as configurações do seu país.

A configuração do teclado deverá ser selecionada de acordo com o teclado que possuímos em nosso equipamento.

Na tela seguinte deverá ser selecionado qual o seu idioma, o formato de hora e moeda e a escolha do layout do teclado. Logo após clique em avançar.

Figura 14 - Idioma, hora e teclado

Neste momento é que realmente começará a instalação do Windows Seven, deste ponto em diante devemos prestar atenção no que clicamos e informamos, dependendo do que informamos podemos realizar uma péssima instalação do sistema operacional.

Na tela como mostra a figura a seguir, clique em Instalar agora e aguarde o início da cópia dos arquivos do Windows.

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3 SiStemaS OperaciOnaiS: tipOS e inStalaçãO 43

Aguarde o início da instalação como mostra a figura a seguir.

Figura 16 - Aguardando o início da Instalação

Na tela a seguir, devemos escolher qual a versão do Windows Seven instala-remos. Neste nosso exemplo escolheremos a versão Ultimate. Você poderá esco-lher a sua vontade.

Escolhemos o Windows 7 Ultimate, por ser uma versão mais completa que as demais.

Após a escolha do sistema devemos clicar em avançar.

Figura 17 - Escolha do sistema

Na tela termos de licença para uso do Windows, leia atentamente os termos e se aceitar os termos selecione a opção “Aceito os termos da licença” e clique em Avançar. Se não aceitar os termos da licença, a instalação não vai prosseguir.

Figura 18 - Termos da licença

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

44

Primeira opção: Atualização. Escolha esta opção se você quiser fazer apenas

uma atualização do seu Windows, mas tome muito cuidado: mesmo sendo uma atualização você poderá perder informações, então é muito importante antes de iniciar este processo fazer backup de seus dados.

Segunda opção: Personalizada (avançada). Escolha se você quiser realizar

uma instalação nova, criando novas partições.

Em nosso exemplo escolheremos uma instalação nova. Para isso, clique em “Personalizada Avançada”.

Figura 19 - Tipo de instalação

Nesta parte da instalação, é o momento em que realizamos o particionamen-to do disco, como comentamos no capítulo anterior. Tenha muita atenção nessa parte da instalação. Lembre-se das técnicas de particionamento, onde devemos criar no mínimo três partições:

C: 20% do tamanho disco. Utilizado para instalação do sistema; E: 70% do tamanho disco. Utilizado para documentos dos usuários;

S: 10% do tamanho disco. Utilizado para guardar drivers e outros utilitários. Selecione o disco vazio que será particionado e clique em “Opções de unidade”.

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3 SiStemaS OperaciOnaiS: tipOS e inStalaçãO 45

Figura 20 - Local para instalação do Windows

Na tela a seguir devemos selecionar “Novo”, para que possamos criar uma nova partição.

Figura 21 - Nova partição

Após clicar em “Novo”, você deverá digitar o tamanho da sua primeira partição a ser criada, ou seja, a letra “C:” como a partição deve possuir 20% do tamanho do disco, neste exemplo, essa partição será criada com 6 GB. Repare que a medida de tamanho do disco está em MB, então 6 GB equivale a 6000 MB.

Depois de informado o tamanho da nova partição clique em “Aplicar” para que a configuração seja salva.

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

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Figura 22 - Tamanho da partição

Na tela seguinte você verá que mostra uma partição e um espaço não alocado, selecione o espaço não alocado para criarmos a segunda partição e clique em “Novo”.

Figura 23 - Nova partição

Na tela seguinte criaremos a segunda partição, ou seja, a partição E: que é a maior partição do nosso disco, que possuirá 70% da capacidade total do disco. Selecione o espaço não alocado e no campo “Tamanho” informe o tamanho des-tinado à segunda partição e clique em “Aplicar” como mostra a figura a seguir.

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3 SiStemaS OperaciOnaiS: tipOS e inStalaçãO 47

Figura 24 - Criando partição

Após ter criado as duas primeiras partições, o Windows envia uma mensagem informando que criará uma partição adicional para arquivos do sistema, na tela de informação clique em “OK” para dar sequência na divisão do disco.

Figura 25 - Informação do Windows

Após a informação do Windows, será mostrada uma tela com duas partições primárias que foram criadas pelo usuário e uma partição criada pelo sistema. Essa partição só poderá ser usada pelo sistema. Para segurança, ela é mostrada apenas nesse momento da instalação, após a conclusão da instalação ela ficará invisível para o usuário. Observe que ainda existe um espaço não alocado, será nesse es-paço que será criado a última partição.

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

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Selecione o espaço não alocado e clique em “novo” como mostra a figura se-guinte.

Figura 26 - Nova partição

Na tela seguinte criaremos a última partição. Note que o sistema informa o tamanho restante do disco disponível para criação de uma nova partição, e esse resto será proporcional aos 10% destinado à partição de suporte.

Na opção “Tamanho”, deixe o tamanho sugerido pelo sistema e clique em “Aplicar”.

Figura 27 - Criando terceira partição

Concluímos a etapa de criação das partições. Na tela seguinte serão mostradas todas as partições criadas pelo usuário e a partição criada pelo sistema. Note que

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3 SiStemaS OperaciOnaiS: tipOS e inStalaçãO 49

a partição criada pelo sistema será sempre a segunda e sempre terá o tamanho de 100 MB.

Nesta tela, escolheremos em qual partição será instalado o Windows Seven. De-vemos instalar o sistema operacional na primeira partição que criamos a partição 1.

Selecione essa partição e clique em “Avançar”.

Não há necessidade de realizarmos a formatação das partições nesse momen-to, pois ela será realizada após a conclusão da instalação do Windows.

Figura 28 - Tabela de partições criadas

Após ter clicado em “Avançar” na tela anterior, você verá a tela conforme fi-gura a seguir, dando início à cópia dos arquivos para a instalação do Windows. Aguarde a finalização.

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

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Após a finalização da cópia dos arquivos e instalação dos recursos, aparecerá a mensagem que o sistema será reiniciado em 1 segundo. Aguarde o retorno do sistema sem pressionar nenhuma tecla. Algumas telas serão mostradas indicando a inicialização do sistema.

A tela iniciação dos serviços é uma delas. Você sabe o que são esses serviços que estão sendo iniciados?

Os serviços são aplicações que são iniciados com a inicialização do Windows e que ficam em funcionamento em segundo plano, ou seja, sem que percebamos. Um exemplo é o gerenciador de impressora, se esse serviço não estiver em fun-cionamento não podemos realizar nenhum tipo de impressão.

Figura 30 - Iniciando serviços do Windows

Você será direcionado para a tela seguinte, informando que o sistema está concluindo a instalação do Windows Seven. Aguarde mais alguns instantes.

Figura 31 - Concluindo a instalação

A seguir você será informado pelo sistema que o seu computador está sendo preparado para o primeiro acesso. Aguarde mais alguns instantes.

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3 SiStemaS OperaciOnaiS: tipOS e inStalaçãO 51

Na tela seguinte você será convidado a criar um “usuário” e um nome para seu computador.

Digite um nome de usuário: este nome pode ser o seu nome ou um apelido (este será seu login para acesso ao Windows 7). Digite um nome de computador: este será a identificação de seu computador na rede. Após ter inserido “nome do usuário” e “nome do computador” clique em “Avançar”.

Figura 33 - Escolha de nome

Na tela seguinte você será convidado a criar uma senha para o usuário que você criou na tela anterior.

Digite uma senha: neste campo digite uma senha com no mínimo oito

carac-teres.

Digite a senha novamente: redigite sua senha para conferência.

Digite uma dica de senha: neste campo informe uma dica. Caso você venha

esquecer sua senha, o sistema lhe informará a dica para que você possa lembrar sua senha. Esta informação é muito importante.

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

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Figura 34 - Criando senha

VOCÊ

SABIA?

Que as senhas mais utilizadas no mundo são senhas fá-ceis. Exemplo: 123456, data de aniversário, CPF. Procure utilizar sempre senhas fortes (diferente dos casos cita-dos) e com no mínimo oito caracteres, incluindo letras e números.

Lembrando que, como já foi mencionado, o Windows é um sistema de arqui-tetura fechada e possui licença para seu uso. É neste momento que você deverá informar a licença que adquiriu para o uso o Windows Seven. Informe a chave do produto sem a necessidade de informar os traços, apenas a chave. Deixe marcado também a opção de ativação automática, para que seu Windows seja registrado junto a Microsoft, e passe a receber atualizações periódicas.

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3 SiStemaS OperaciOnaiS: tipOS e inStalaçãO 53

CASOS E RELATOS

Sem licença

A escola Portal do Saber possuía um parque computacional com siste-ma operacional Windows 95. O setor de informática da escola realizou levantamento de preço para aquisição do sistema operacional Windows XP, mas o valor ficou além do orçamento da escola, sendo inviável a troca do sistema operacional. Desta forma, o setor de TI da escola resolveu por conta própria atualizar os computadores para o Windows XP, com uma cópia não original fornecida por um funcionário. Realizaram todas as ins-talações e tudo estava funcionado perfeitamente.

Após um ano de uso, a escola recebeu a visita de um fiscal da ABES (Asso-ciação Brasileira das Empresas de Software). O fiscal solicitou as licenças para uso do sistema operacional Windows XP da Microsoft para aqueles computadores e para surpresa do fiscal a escola não possuía licença para nenhuma deles. Assim, a escola foi multada em 10 vezes o valor do soft-ware de cada computador que possuía o Windows XP ilegal instalado. Por isso, ao usar os sistemas operacionais de arquitetura fechada, sempre escolha uma cópia original.

Neste momento da instalação, o sistema irá configurar a proteção do seu Win-dows, a opção mais recomendada é a primeira. Nessa opção seu Windows fica preparado para as atualizações automáticas enviadas pela Microsoft. Essas atuali-zações são importantes para correção de falhas no sistema Windows, do Internet Explorer, e de outros aplicativos da Microsoft.

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

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Figura 36 - Aprimorando o Windows

Na tela seguinte você será convidado a configurar o seu horário de acordo com a sua região.

Verifique a data, o fuso horário, ajuste de horário de verão de sua região e hora. Se estiver tudo ok clique em “Avançar”.

Figura 37 - Ajuste de fuso horário

Na tela seguinte, você deverá informar o local em que o seu computador se encontra. Se você possui um computador desktop, clique em “Rede doméstica”, pois seu computador não sairá de sua casa. Mas se você possui um notebook cli-que em “Rede Pública”, pois seu equipamento poderá sair de sua casa e acessar outras redes. Em nosso exemplo vamos selecionar “Rede Doméstica”, pois se trata de um computador de mesa.

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3 SiStemaS OperaciOnaiS: tipOS e inStalaçãO 55

Figura 38 - Local do computador

Aguarde a configuração da sua rede “doméstica”, “trabalho” ou “pública”.

Figura 39 - Configurando a rede doméstica

Aguarde mais alguns instantes até que seja mostrada a tela informando que seu Windows está finalizando as suas configurações como mostra a figura a seguir.

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Figura 40 - Finalização das configurações

Serão mostradas mais duas telas, uma de boas-vindas e a segunda informando que o Windows está configurando a área de trabalho.

Área de trabalho é local onde estão localizados os atalhos do Windows para uso imediato.

Figura 41 - Área de trabalho do Windows Seven

Após ser mostrada a área de trabalho Windows, a instalação do sistema ope-racional estará completa.

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3.3 INSTALANDO O SISTEMA OPERACIONAL LINUX (DISTRIBUIÇÃO

UBUNTU)

Vamos acompanhar agora como é realizada a instalação de um sistema opera-cional de arquitetura aberta. Como já foi mencionado, o Linux é uma plataforma de arquitetura aberta e a distribuição que abordaremos será o Ubuntu. Escolhe-mos essa distribuição por ser ideal para ser instalada em notebooks e computa-dores desktop. Ela já vem com diversos aplicativos, como o navegador de internet Mozilla Firefox, planilhas eletrônicas, editores de texto e muito outros.

Antes de iniciar a instalação do sistema operacional Linux, distribuição Ubun-tu, você deve realizar duas operações:

Primeira: configurar o boot do equipamento para que seja iniciado através

da unidade de CD-ROM. Este processo é semelhante ao que já foi detalhado na instalação do sistema operacional Windows.

Segunda: deve baixar o software do sistema operacional Ubuntu do site

<http://www.ubuntu-br.org>. Grave a imagem ISO em um CD-ROM virgem, com o auxílio de um software de gravação de sua preferência.

Com a imagem gravada em CD-ROM, vamos dar início à instalação do sistema operacional.

Ligue o computador e insira o CD-ROM com a imagem na unidade de CD-ROM do computador. Feito este processo, seu computador será iniciado a partir da uni-dade de CD-ROM e dará início à instalação do Ubuntu.

Figura 42 - Início instalação

Aguardando alguns segundos, abrirá a tela de boas-vindas da instalação. Nela você deve escolher algumas opções:

Escolher o idioma: devemos escolher o idioma de acordo com o nosso país,

a fim de evitar erros de tradução;

Experimentar o Ubuntu: devemos escolher esta opção se quisermos

co-nhecer o sistema operacional Ubuntu, sem a necessidade de instalar em nosso computador;

Instalar o Ubuntu: esta opção instalará o sistema operacional em nosso

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SiStemaS OperaciOnaiS DeSktOp e aplicativOS

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Figura 43 - Tela Bem-vindo

Na tela de preparação para a instalação do Ubuntu:

a) o instalador notificará o espaço necessário para a instalação do Ubuntu; b) informará que as máquinas devem estar conectadas a uma tomada de

ener-gia, falando dos notebooks para que as baterias não descarreguem no meio da instalação e prejudique todo o trabalho;

c) estar conectado com a internet não é necessário, apenas se desejarmos bai-xar atualizações enquanto instalamos do sistema operacional Ubuntu. Se fizermos isso, a instalação poderá demorar muito tempo dependendo da conexão com a internet.

Deixe como é mostrado na figura a seguir e clique em “Avançar”.

Figura 44 - Preparando a instalação

Nesta parte da instalação, daremos início ao processo de particionamento do disco rígido. O sistema operacional Ubuntu necessita que dividamos o disco em três partes: Swap; /; /home.

Swap

Este tipo de partição é usado para oferecer o suporte à memória virtual ao GNU/Linux em adição à memória RAM instalada no sistema. Somente os dados na memória RAM são processados pelo processador, por ser mais rápida.

Referências

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