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Prova Do Nono Com Resolução

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Academic year: 2021

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Texto

(1)

Questão 1) Questão 1)

Sem alegria

Sem alegria nem cuidado, nem cuidado, nosso pai nosso pai encalcou o encalcou o chapéu e chapéu e decidiu um decidiu um adeus para adeus para a ga gente. Nem ente. Nem faloufalou

outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persisu somente alva de p!lida, mascou o beiço e bramou" #

ela ia esbravejar, mas persisu somente alva de p!lida, mascou o beiço e bramou" #  “Cê vai, ocê fque, você “Cê vai, ocê fque, você nunca volte!”

nunca volte!”

$%S&, 'uimarães. (n"

$%S&, 'uimarães. (n"Primeiras estórias.Primeiras estórias.

)sse texto é um fragmento do conto *& terceira margem do rio+. onsiderando as seguintes a-rmaçes sobre o )sse texto é um fragmento do conto *& terceira margem do rio+. onsiderando as seguintes a-rmaçes sobre o trecho em negrito , podemos

trecho em negrito , podemos a-rmar quea-rmar que

a/ em sua fala, a personagem da mãe estabelece um tratamento em grau crescente de informalidade. a/ em sua fala, a personagem da mãe estabelece um tratamento em grau crescente de informalidade. b/ a repeção do pronome de tratamento tem por objevo reiterar a proximidade 0sica do casal. b/ a repeção do pronome de tratamento tem por objevo reiterar a proximidade 0sica do casal.

c/ o tratamento que a mãe d! ao marido nessa fala incorpora a dist1ncia em que este se colocaria em relação 2 c/ o tratamento que a mãe d! ao marido nessa fala incorpora a dist1ncia em que este se colocaria em relação 2 fam3lia.

fam3lia.

d/ nota4se uma clara intenção de mis-car o di!logo. d/ nota4se uma clara intenção de mis-car o di!logo.

e/ h! marcas no di!logo em negrito de uma linguagem rebuscada em variante formal. e/ h! marcas no di!logo em negrito de uma linguagem rebuscada em variante formal.

Resolução Resolução &lternav

&lternava a corretcorreta"a" CC

& personagem da mãe, no trecho, incorpora na linguagem a sua revolta diante da decisão do marido de & personagem da mãe, no trecho, incorpora na linguagem a sua revolta diante da decisão do marido de

afastar4se da fam3lia para viver em uma canoa no meio do rio. &lém de destacar a dist1ncia, fazendo aumentar afastar4se da fam3lia para viver em uma canoa no meio do rio. &lém de destacar a dist1ncia, fazendo aumentar o

o pronome pronome de de tratamento tratamento com com o o acréscimo acréscimo de de letras letras 5c6 5c6 oc6 oc6 voc6/, voc6/, indica indica uma uma formalidade formalidade em em graugrau crescente, embora dentro de um tratamento familiar.

crescente, embora dentro de um tratamento familiar.

Questão 2) Questão 2)

&precie a charge abaixo" &precie a charge abaixo"

NOME NOME NOME NOME

RO"# $%R&ON "ERRE%R$ RO"# $%R&ON "ERRE%R$ RO"# $%R&ON "ERRE%R$ RO"# $%R&ON "ERRE%R$

'$&$ '$&$ '$&$ '$&$ '%(C%%N$ '%(C%%N$ OR&*+*OR&*+*(( '%(C%%N$ OR&*+*( '%(C%%N$ OR&*+*( -ER%"%C$./O -ER%"%C$./O -ER%"%C$./O

-ER%"%C$./O E&$$E&$$ 10 %ME(&REE&$$E&$$ 10 %ME(&RE 10 %ME(&RE 10 %ME(&RE

&*RM$

&*RM$ 0 $NO 0 $NO &*RM$

&*RM$ 0 $NO 0 $NO

N0 N0 N0 N0 EN(%NO "*N'$MEN&$ %% EN(%NO "*N'$MEN&$ %% EN(%NO "*N'$MEN&$ %%

(2)

7ispon3vel em" h8p"99:::.essaseoutras.com.br9charges4engracadas4de4educacao4ensino4cricaalunos4e4professores9. &cesso em ; abr. <=><.

? correto o que se a-rma em"

a/ &presenta incorreçes gramacais. b/ @rata acerca de tem!cas neorrealistas. c/ % texto verbal e o não verbal são destoantes. d/ A! predom3nio do humor sobre a cr3ca social.

e/ &o usar *eles+ e não *ele+ a charge perde a coer6ncia.

Resolução

&lternava correta" 

% aluno percebe que na charge ocorre o exerc3cio de cricidade, suscitando, assim, postura neorrealista,

cr3ca, bem como veri-ca a correção gramacal e, assim, a connuidade de sendo # e até reforço # ao usar os pronomes )B, @B e )C)S.

Questão 3)

&ndo sem me mover, falo calado, % que mais perto vejo, se me ausenta, ) o que estou sem ver, mais me atormenta, &legro4me de ver4me atormentado

)sses versos do poeta portugu6s &ntDnio Earbosa Eacelar 5>F>=4>FFG/ revelam uma caracter3sca essencial da arte do per3odo. &ssinale o item abaixo contendo essa caracter3sca.

a/ & presença de met!foras, para expor sendos ocultos das coisas. b/ % uso da prosopopeia, para evidenciar a desordem do mundo. c/ & exploração de anHteses, para expressar conIito e tensão.

(3)

d/ & recorr6ncia 2 meton3mia, para enfocar detalhes do universo. e/ & pr!ca da hipérbole, para realçar o exagero senmental.

Resolução

&lternava correta" C

&s imagens paradoxais dos versos constuem uma das marcas mais fortes da arte barroca do século JK((.

Questão 4)

5% cartum acima foi tema de redação da BLM'./

% cartum exposto acima, que pertence 2 década de >=, fornece a mensagem, ainda hodierna, de que não h! vagas para todos nas Bniversidades. & referida imagem é fundamentada por um5a/

a/ anHtese. b/ s3mile. c/ sinestesia. d/ eufemismo. e/ disfemismo. Resolução &lternava correta" $

& resposta e anHtese porque, nidamente, ocorre a oposição entre os MB(@%S &N7(7&@%S e % K)N)7%$. % antagonismo9 a relação antéca faz4se presente, indubitavelmente, e forte dose de pessimismo e tom hiperbOlicoP Não poderia ser simile porque não se trata de comparaçãoQ não poderia ser sinestesia porque não estabelece relação sensorialQ eufemismo muito menos, eis que não atenua e sim exageraQ disfemismo, no item E não poderia por não se tratar de uso de termos ofensivos, pejoravosPPP

(4)

Questão 5)

&e67o 7e89i9o

@odos os dias quando acordo Não tenho mais

% tempo que passou Mas tenho muito tempo

@emos todo o tempo do mundo

@odos os dias &ntes de dormir Cembro e esqueço omo foi o dia Sempre em frente

Não temos tempo a perder

Nosso suor sagrado ? bem mais belo

Rue esse sangue amargo ) tão sério

) SelvagemP SelvagemP SelvagemP

Keja o Sol

7essa manhã tão cinza & tempestade que chega ? da cor dos teus olhos astanhos

)ntão me abraça forte ) diz mais uma vez Que j! estamos 7istantes de tudo

@emos nosso prOprio tempo @emos nosso prOprio tempo @emos nosso prOprio tempo

Não tenho medo do escuro Mas deixe as luzes

&cesas agora

% que foi escondido ? o que se escondeu ) o que foi promedo

(5)

Ninguém prometeu Nem foi tempo perdido Somos tão jovens

@ão ovensP @ão ovensP Cegião Brbana.

7ispon3vel em" Th8p"99letras.mus.br9legiao4urbanaU. &cesso em" >o mar. <=>G.

Ruanto ao uso dos termos destacados na mVsica, evidencia4se que

a/ o primeiro que possui valor de referencial anafOrico, retomando o termo te67o. b/ o segundo que retoma o verbo 9i:e8, presente no mesmo verso.

c/ o terceiro e o quarto que apontam para um mesmo referencial anafOrico, o termo lu:es. d/ o primeiro que possui apenas valor de conjunção, não assumindo valor anafOrico.

e/ o quarto que se refere ao termo ;ovens, consolidando4se como referencial catafOrico.

Resolução

&lternava correta" $

a/ Kerdadeiro. % primeiro que, com função de pronome relavo serve para retomar o termo te67o. b/ Lalso. % segundo que refere4se 2 ideia de que Wj! estamos distantes de tudoW.

c/ Lalso. &mbos os termos referem4se ao Wque foi promedoW ou ao Wque se escondeuW. d/ Lalso. ustamente por ser um pronome relavo, assume valor anafOrico.

e/ Lalso. $efere4se ao que foi promedo como referencial catafOrico.

Questão <)

&estes

7ia desses, resolvi fazer um teste proposto por um site da internet. % nome do teste era tentador" *% que Lreud diria de voc6+. Bau. $espondi a todas as perguntas, e o resultado foi o seguinte" *%s acontecimentos da sua inf1ncia a marcaram até os doze anos, depois disso voc6 buscou conhecimento intelectual para seu

amadurecimento+. XerfeitoP Loi exatamente o que aconteceu comigo. Liquei radiante" eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psican!lise, e ele acertou na mosca.

)stava com tempo sobrando, e curiosidade é algo que não me falta, então resolvi voltar ao teste e

responder tudo diferente do que havia respondido antes. Marquei umas alternavas esdrVxulas, que nada nham a ver com minha personalidade. ) fui conferir o resultado, que dizia o seguinte" *%s acontecimentos da sua inf1ncia a marcaram até os >< anos, depois disso voc6 buscou conhecimento intelectual para seu

amadurecimento+.

M)7)($%S, M.Doidas e santas. Xorto &legre, <==Y 5adaptado/.

Ruanto 2s inIu6ncias que a internet pode exercer sobre os usu!rios, a autora expressa uma reação irDnica no trecho

a/ *Marquei umas alternavas esdrVxulas, que nada nham a ver+. b/ *%s acontecimentos da sua inf1ncia a marcaram até os doze anos+.

(6)

c/ *7ia desses resolvi fazer um teste proposto por um site da internet+. d/ *$espondi a todas as perguntas, e o resultado foi o seguinte+.

e/ *Liquei radiante" eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psican!lise+.

Resolução

&lternava correta" E

& autora ironiza o resultado absurdo da experi6ncia que teve com o teste feito pela internet. Xara isso, ela exagera a dimensão da expectava que se criou" *Liquei radiante" eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psican!lise+. Mas a ilusão seria desfeita a seguir, de forma grotesca.

Questão )

Miss *nive8so =$s 7essoas 8acistas 9eve6 78ocu8a8 a;u9a=

SZ% X&BC% 4 Ceila Copes, de <[ anos, não é a primeira negra a receber a faixa de Miss Bniverso. & primazia coube a anelle WXenn\W ommissiong, de @rinidad e @obago, vencedora do concurso em >]]. 7epois dela vieram helsi Smith, dos )stados Bnidos, em >[Q ^end\ Litz:illiam, também de @rinidad e @obago, em >Y, e Mpule _:elagobe, de Eots:ana, em >. )m >YF, a gaVcha 7eise Nunes, que foi a primeira negra a se eleger Miss Erasil, -cou em sexto lugar na classi-cação geral. &inda assim a estupidez humana faz com que,

vez ou outra, surjam manifestaçes preconceituosas como a de um sitebrasileiro que, 2s vésperas da

compeção, e se valendo do anonimato de quem o criou, emiu opinies do po Womo alguém consegue achar uma preta bonita`W&pOs receber o Htulo, a mulher mais linda do mundo que tem o portugu6s como l3ngua materna e também fala Iuentemente o ingl6s disse o que pensa de atudes como essa e também sobre como sua conquista pode ajudar os necessitados de &ngola e de outros pa3ses.

%S@&, 7. 7ispon3vel em" h8p"99oglobo.globo.com. &cesso em" >= set. <=>> 5adaptado/.

% uso da expressão Wainda assimW presente nesse texto tem como -nalidade a/ cricar o teor das informaçes fatuais até ali veiculadas.

b/ quesonar a validade das ideias apresentadas anteriormente. c/ comprovar a veracidade das informaçes expressas anteriormente. d/ introduzir argumentos que reforçam o que foi dito anteriormente.

e/ enfazar o contrassenso entre o que é dito antes e o que vem em seguida.

Resolução

&lternava correta" E

% elemento de coesão *ainda assim+ geralmente contrape uma ideia a outra, mostrando como, mesmo diante de argumentaçes incontest!veis, h! quem desacredite delas.

Questão >)

&E?&O %

Bm ato de criavidade pode contudo gerar um modelo produvo. Loi o que ocorreu com a palavra

(7)

autOdromo, cartOdromo, formas que designam itens culturais da alta burguesia. Não demoraram a circular, a parr de então, formas populares como rangOdromo, beijOdromo, camelOdromo.

&)$)7%, . . +8a6@Aca Bouaiss 9a lnDua 7o8tuDuesa# São Xaulo" Xublifolha, <==Y.

&E?&O %%

)xiste coisa mais descabida do que chamar de sambOdromo uma passarela para des-le de escolas de samba` )m grego, 4dromo quer dizer Wação de correr, lugar de corridaW, da3 as palavras autOdromo e hipOdromo. ? certo que, 2s vezes, durante o des-le, a escola se atrasa e é obrigada a correr para não perder pontos, mas não se desloca com a velocidade de um cavalo ou de um carro de LOrmula >.

'BCC&$, L. 7ispon3vel em" :::>.folha.uol.com.br. &cesso em" G ago. <=><.

A! nas l3nguas mecanismos geradores de palavras. )mbora o @exto (( apresente um julgamento de valor sobre a formação da palavra sambOdromo, o processo de formação dessa palavra reIete

a/ o dinamismo da l3ngua na criação de novas palavras.

b/ uma nova realidade limitando o aparecimento de novas palavras.

c/ apropriação inadequada de mecanismos de criação de palavras por leigos. d/ o reconhecimento da impropriedade sem1nca dos neologismos.

e/ a restrição na produção de novas palavras com o radical grego.

Resolução

&lternava correta" $

%s textos abordam o uso dos processos de formação das palavras, a saber" os neologismos em aglunação, em seu uso indiscriminado, acabam gerando algumas incoer6ncias sem1ncas, porém dão o dinamismo 2

linguagem.

Questão )

OM CON(EBO hico Euarque, >]<. %uça um bom conselho Rue eu lhe dou de graça

(nVl dormir que a dor não passa )spere sentado

%u voc6 se cansa )st! provado, quem espera nunca alcança Kenha meu amigo 7eixe esse regaço Erinque com meu fogo Kenha se queimar Laça como eu digo Laça como eu faço

(8)

orro atr!s do tempo Kim de não sei onde

7evagar é que não se vai longe )u semeio o vento

Na minha cidade

Kou pra rua e bebo a tempestade

Lonte" h8p"99letras.mus.br9chico4buarque9Y[G9 &cesso em" Y9Y9><.

onsiderando as linhas ] e Y, *)st! provado, quem espera nunca alcança+, pode4se a-rmar que a/ o autor comete um equ3voco no emprego do provérbio *quem espera sempre alcança+. b/ o autor reescreve o provérbio para valorizar o texto poéco.

c/ o autor diz que, na verdade, o provérbio *quem espera sempre alcança+ não se fundamenta cien-camente.

d/ o emprego não tem relação alguma com o provérbio *quem espera sempre alcança+.

e/ o autor refuta a ideia de passividade e conformismo expresso no provérbio *quem espera sempre alcança+.

Resolução

&lternava correta" E

&o contradizer conselhos conhecidos da cultura popular, como *quem espera alcança+, o eu4l3rico quesona a passividade humana humana diante de situaçes em que deveria lutar pela realização de seus sonhos.

Questão 1F)

Blize o texto abaixo para responder ao teste.

O “Dilete” 9os taGlets

Num mundo capitalista como este em que vivemos, onde as empresas concorrem para posicionar suas marcas e

-xar logopos e slogans na cabeça dos consumidores, a s3ndrome do *'ille8e+ pode ser decisiva para a perpetuação de um produto. ? isso que preocupa a concorr6ncia do iXad, tablet da &pple. &ssim como a

marca de l1minas de barbear tornou4se sinDnimo de toda a categoria de barbeadores, eclipsando o nome das marcas que ofereciam produtos similares, o mesmo pode estar acontecendo com o tablet lançado por Steve obs. % maior temor do mercado é que as pessoas passem a se referir aos tablets como *iXad+ em geral, dizendo *iXad da Samsung+ ou *iXad da Motorola+, e assim por diante.

5h8p"99revistalingua.uol.com.br9textos9 blog4edgard9o4gilete4dos4tablets4<F=G[4>.asp/

No campo da esl3sca, a -gura de linguagem abordada na matéria acima recebe o nome de a/ met!fora, por haver uma comparação subentendida entre a marca e o produto.

b/ hipérbole, por haver exagero dos consumidores na associação do produto com a marca. c/ catacrese, por haver um emprésmo lingu3sco na refer6ncia 2 marca do produto famoso.

(9)

d/ meton3mia, por haver substuição do produto pela marca, numa relação de semelhança.

e/ per3frase, por haver a designação de um objeto através de seus atributos ou de um fato que o celebrizou.

Resolução

&lternava correta" '

No texto, aborda4se o temor do mercado de que o nome iXad re-ra4se a qualquer tablet, independente4mente de ser o original &pple, Samsumg ou Motorola, ocorrendo o mesmo processo da marca 'illete, a qual passou a designar toda e qualquer l1mina de barbear. &ssim, no campo da esl3sca, ocorre meton3mia, -gura de

linguagem que consiste em empregar um termo no lugar de outro, exisndo entre ambos estreita a-nidade ou relação de sendo. No caso em foco, pode ocorrer a substuição do produto pela marca, devido 2 relação de semelhança entre os tablets.

Referências

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