MADEIRAS
P f R b t M t i d B
Filh
Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho
Madeira
Madeira
“A Madeira é o produto direto do
A Madeira é o produto direto do
lenho dos vegetais superiores:
árvores e arbustos lenhos ”
árvores e arbustos lenhos.
“Vegetais
Vegetais
superiores:
superiores:
vegetais
vegetais
completos com raízes, caule, copa,
folhas, flores e sementes.”
Constituintes da madeira
Constituintes da madeira
Componente
Coníferas
Folhosas
1. Holocelulose
)
l l
69 ± 2%
75 ± 3%
a) Celulose α
b) Celulose ß
) C l l
c) Celulose γ
2
Liginina
28 ± 2%
20 ± 4%
2. Liginina
3
Extrativos
28 ± 2%
5 ± 3%
20 ± 4%
3 ± 2%
3. Extrativos
5 ± 3%
3 ± 2%
Celulose α e Celulose ß – solúveis em soda cáustica C l l lú l á id lfú i
Celulose γ – solúvel em ácido sulfúrico
Anatomia do tronco de árvore
Medula Cerne Cerne Alburno Corte Radial Anéis de i t Radial Corte T l crescimento Transversal Corte Casca Câmbio Corte TangencialAnatomia do tronco de árvore
1. Casca
• Camada cortical - tecido externo e morto chamado de cortiça tem a função de proteger o lenho
cortiça tem a função de proteger o lenho.
• Floema ou Líber - tecido interno e vivo tem a função de conduzir a seiva elaborada
2. Câmbio: fina camada de tecidos vivos vitais para a
sobrevivência da árvore onde acontece a transformação de
açúcares e amidos em celulose e lignina.
g
3. Lenho ou Xilema: núcleo de sustentação e resistência da
árvore.
• Alburno: de cor mais clara formado por células vivas
• Alburno: de cor mais clara, formado por células vivas
responsáveis pela transmissão da seiva bruta.
• Cerne: de cor mais escura, formado por células mortas e
l d
esclerosadas.
• Medula: miolo central sem resistência mecânica, com tecido
frouxo, mole, esponjoso e muitas vezes apodrecido., , p j p
5
Anatomia do tronco de árvore
5. Anéis
de
crescimento:
refletem
as
condições
ç
de
desenvolvimento das árvores. Em cada ano acrescenta-se ao
anel duas camadas.
•
Clara e células larga de parede fina formadas no
•
Clara e células larga de parede fina formadas no
verão/primavera.
•
Escura de células estreitas de parede grossa formadas no
verão/outono.
6
Raios Medulares: desenvolvimentos transversais radiais de
6. Raios Medulares: desenvolvimentos transversais radiais de
células lenhosas com função de transportar e armazenar
nutrientes.
Propriedades
• Boa resistência mecânica à compressão, tração e flexão.
• Excepcional resistência mecânica ao choque e agentes
dinâmicos. Sua resiliência absorve esforços que outros
t i i
ã
t i
materiais não suportariam.
• Baixa Densidade: peso próprio reduzido comparado ao
concreto e ao aço
concreto e ao aço.
• Bom isolante térmico e boa absorção acústica.
• Excelente trabalhabilidade
• Excelente trabalhabilidade.
• Renovável, reciclável, vida útil prolongada com baixa
manutenção
manutenção.
• Infinidade de padrões cromáticos e decorativos.
Propriedades
F t
i fl
i
i d d
Fatores que influenciam nas propriedades
• Espécie botânica
• Massa específica da madeira
• Localização da peça no lenho
ç
p ç
• Anisotropia
• Presença de defeitos
• Presença de defeitos
• Umidade da peça
Propriedades
E é i B tâ i
Espécie Botânica
Gimnospermas: Gumnos: nu Sperma: sementePlantas cujas sementes são protegidas por flores e frutos protegidas por flores e frutos. Importantes: Coníferas.
Conhecidas como “madeira mole’ ou ‘soft wood”.
Ex: Araucária e Pinos Elliottii
Propriedades
E é i B tâ i
Espécie Botânica
Angiospermas: Angi: envelopeg p Sperma: sementePlantas cujas sementes são carregadas por um casco carregadas por um casco resistente (pinha) sem a proteção de flores e frutos.
Classes
Monocotiledôneas Dicotiledôneas
Propriedades
E é i B tâ i
Espécie Botânica
Angiospermas:
Monocotiledôneas Bamb
Plantas que possuem um cotilédone (responsável pela
Bambu
Guadua angustifolia
( p p
nutrição da planta jovem antes que ela possa produzir fotossíntese).)
Ex:
Gramíneas (gramas e bambu)(g ) Cana-de-açúcar
Orquídeas
Não são consideradas árvores porém possuem grande resistência mecânica com baixa
11
grande resistência mecânica com baixa densidade.
Propriedades
E é i B tâ i
Espécie Botânica
Propriedades
E é i B tâ i
Espécie Botânica
Centro Cultural Max Feffer, em Pardinho, SP Arquiteta Leiko Motomura
Propriedades
E é i B tâ i
Espécie Botânica
Propriedades
E é i B tâ i
Espécie Botânica
Museu NomadicZócalo - Cidade do México ^Arq. Simon Verez
Propriedades
B
b
Bambu
Propriedades: Propriedades:
• O bambu gasta 50% menos energia do que o aço para ser prod ido
ser produzido. • Fonte renovável.
• Resistência à compressão situa-se na faixa de 20,0 MPa 120 M (BERALDO t l 2003)
a 120 Mpa. (BERALDO et al., 2003)
• Cabos de bambus trançados oferecem resistência similar ao aço CA-25 (2.500 kgf/cm2).
U t ã d b b d t
• Uma construção de bambu pode apresentar durabilidade superior a 25 anos, equivalente a do eucalipto.
P d t i tê i i d t Bambu
• Pode apresentar resistência superiores ao do concreto. Bambu
Propriedades
E é i B tâ i
Espécie Botânica
Angiospermas:
Dicotiledôneas Mógno
Plantas que possuem dois ou mais cotilédone (responsável pela nutrição da planta jovem
Mógno
Swietenia macrophylla
pela nutrição da planta jovem antes que ela possa produzir fotossíntese). Ex: Vegetais lenhosos I ê l 17 Ipê-amarelo Tecoma chrysostricha
Propriedades
D
id d
M
E
ífi
Densidade – Massa Específica
Aço
: 7830kgf/m
3Aço
: 7830kgf/m
Concreto
: 2500kgf/m
3Sucupira
: 1101kgf/m
3Angelim Pedra: 785kgf/m
g
g
3Cedro
: 485kgf/m
3Propriedades
L
li
ã d
l h
Localização da peça no lenho
As peças retiradas do cerne
As peças retiradas do cerne
possuem maior densidade e
consequentemente
maior
consequentemente
maior
resistência mecânica.
Propriedades
A i t
i
Anisotropia
A madeira
é
um
material
anisotrópico,
isto
é,
certas
propriedades
físicas
ou
mecânicas variam segundo uma
das três direções, apresentando
maior resistência mecânica no
sentido longitudinal, paralelo às
fib
Propriedades
D f it
Defeitos
Os
principais
defeitos
Os
principais
defeitos
presentes nas madeiras são
trincas nós e empenos
trincas, nós e empenos.
Os defeitos diminuem a
resistência
mecânica
das
peças de madeira
Propriedades
U id d d
d i
Umidade da madeira
A água presente no vegetal vivo permanece na madeira sobre
ê
di õ
três condições.
1
Água de constituição: presente na combinação química
1.
Água de constituição: presente na combinação química,
nãopode ser eliminada na secagem.
2.
Água de impregnação:
aparece infiltrada nas paredes
celulósicas das células lenhosa. Provoca variação
considerável do volume da peça de madeira.
3
Á
li
á
t
i
il
ó
Propriedades
U id d d
d i
Umidade da madeira
1.
Madeira Verde: teor de umidade acima do ponto de
ã ( 30% )
saturação ( >30% ).
2.
Madeira Semi-seca: teor de umidade inferior ao ponto de
ã ( 23% )
saturação ( <23% ).
3.
Madeira Comercialmente seca: 18% < umid. < 23%.
4.
Madeira seca ao ar: 13% < umid. < 18%.
Teor de umidade normalizado = 15%.
5.
Madeira Dessecada: 0% < umid. < 13%.
6
M d i
S
id
0%
6.
Madeira Seca: umid. = 0%.
Tratamentos
I
i
ã
A t l
Imunização em Autoclave
As madeiras podem ser
tratadas, imunizadas para
,
p
melhoria
da
sua
durabilidade.
O tratamento químico mais
comum é o CCA (Arsenito
de Cobre Cromatado):
• Cromo:C : fixadordo • Arsênio: inseticida
Desdobro de peças
Operação de produção de peças
brutas de madeira
brutas de madeira.
Tangencial ou
paralelas Radial Mista
Desdobro de peças
Dimensão de madeiras serradas
Di
õ d S ã T
l
Pranchão 15,0 x 23,0 10,0 x 20,0
Dimensões da Seção Transversal em cm
Sarrafos 3,8 x 7,5 2 2 x 7 5 7,5 x 23,0 Vigas 15,0 x 15,0 2,2 x 7,5 Tábuas 2,5 x 23,0 g , , 7,5 x 15,0 7,5 x 11,5 5,0 x 20,0 2,5 x 15,0 2,5 x 11,5 , , 5,0 x 15,0 Caibros 7,5 x 7,5 Ripas 1,2 x 5,0 , , 7,5 x 5,0
Desdobro de peças
Dimensão de madeiras Beneficiadas
Di
õ d S ã T
l
Dimensões da Seção Transversal em cm
Soalho 2,0 x 10,0 Forro 1,0 x 10,0 Batente 4,5 x 14,5 Rodapé 1,5 x 15,0 Rodapé 1,5 x 10,0 Tacos 2,0 x 2,1 27
Laminado
Laminado
Laminados
são
cortes
em
espessura
extremamente
fina
espessura
extremamente
fina,
feitos em troncos de árvore ou em
composto,
obtida
por
dois
composto,
obtida
por
dois
processos:
Torneamento
Faqueamento
Faqueamento
Torneamento
Torneamento
Operação
de
i
usinagem
que
permite
trabalhar
peças
cilíndricas
peças
cilíndricas
movidas por um
eixo uniforme de
Desenroladeiraeixo uniforme de
rotação em torno
de um eixo fixo
de um eixo fixo
.
Torno Desfolhador 29Faqueamento
Faqueamento
Operação de usinagem onde a tora é aparada de
Operação de usinagem onde a tora é aparada de
forma que a seção da tora fique quadrada ou
retangular uma lâmina passa sobre a tora
retangular, uma lâmina passa sobre a tora
cortando-a em lâminas de largura igual a um dos
lados de sua seção e comprimento igual ao da
lados de sua seção e comprimento igual ao da
tora.
Rádica
Rádica
l
i
b id
São laminas obtidas
a partir do corte
f i
lh
feito
em
galhos,
forquilhas,
raízes.
Sã i
f it
São imperfeitas por
apresentar furos e
formas irregulares e
formas irregulares e
de preço elevado.
Rádica de Imbuia 31Lâminas Pré Compostas
Lâminas Pré-Compostas
Sã lâ i
tili
d i
d fl
t
São lâminas que utilizam madeira de florestas
plantadas. A madeira é fatiada em lâminas finas,
ã
d
t
t d
E
que são prensadas e novamente cortadas. Esse
processo cria um desenho chamado linheiro, que
possui traços paralelos Quando esse bloco é
possui traços paralelos. Quando esse bloco é
novamente prensado e cortado em outro ângulo,
o traçado se modifica O processo pode ser
o traçado se modifica. O processo pode ser
repetido várias vezes, o que possibilita uma
variação de padrões praticamente infinita
Lâminas Pré Compostas
Lâminas Pré-Compostas
E bl A l I b i E Z b Olh d G t
Erable Azul Imbuia Escura Zebrano Olho de Gato
Oak Burl B11 Red Devil-Wood Ash 32 Brown Devil-Wood
Bibliografia
g
NBR 7214 Areia Normal para ensaio de cimento ABNT NBR 7214 - Areia Normal para ensaio de cimento – ABNT Apostila Bambu na Construção Civil - Engenhria Civil -UFPR
JOSÉ ROBERTO DE LIMA MURAD; Estudo Experimental das Propriedades Físicas do Bambu Guarda ssp de Assis Engenharia Civil Universidade Federal Fluminense Niteroi RJ 2011