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Modelos de Correntes de Tráfego e Filas de Espera

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(1)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelos de Correntes de Tráfego

e Filas de Espera

(2)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

TRÁFEGO RODOVIÁRIO

Relação Fundamental

q = S . K

.

q

Densidade em Congestionamento

Densidade

Critica

Capacidade

q1 A B

S

q

Velocidade

Critica

B B NOTA:VOLUME V1OCORRE EM DUAS

SITUAÇÕES DISTINTAS DE FLUXO, ILUSTRADAS COMO A E B FLUXO INSTÁVEL A

K

K

Densidade Critica A

(3)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Introdução

• Os modelos são empíricos e assentam na relação velocidade - densidade

• As seguintes condições de fronteira devem ser seguidas

– Fluxo nulo implica velocidade nula;

– A Velocidade é nula quando a densidade é máxima (K

j

)

– A Velocidade livre (V

f

) ocorre quando a densidade é nula

E ainda a restrição de que a Curva Fluxo - Densidade é côncava, ou seja

tem um ponto onde o fluxo é máximo (Q

m

)

(4)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelo de Greenshields (I)

Hipótese Base: A Relação entre a

densidade e a velocidade é linear

A relação V-K é dada por

b

a

K

K

b

a

a

V

b

a

V

donde

K

b

a

V

j j f f

=

+

=

=

+

=

+

=

0

0

V

K

K

K

K

K

V

V

V

j j f f

=

=

(5)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelo de Greenshields (II)

• Considerando a relação fundamental (Q=V*K)têm-se

• Resolvendo em ordem a V

• Resolvendo em ordem a K

• O Q máximo (Q

m

)é determinado pelo ponto onde a derivada em ordem a K é

nula

2

K

K

V

K

V

Q

j f f

=

2

V

V

K

V

K

Q

f j j

=

2

2

0

j f f m j m

K

V

Q

K

V

Q

V

V

K

K

K

Q

=

=

=

=

=

(6)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelo de Greenberg (I)

Surge devido à verificação de que a

relação entre a densidade e a

velocidade não é linear

Apresenta um maior ajustamento aos

dados reais. No entanto viola uma das

condições de fronteira definidas: A

densidade nula só é atingida a uma

velocidade infinita

Funciona melhor para densidades

baixas

)

.

ln( K

b

a

V

=

(7)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelo de Greenberg (II)

• A densidade máxima corresponde a V=0, donde

• As relações Q-V e Q-k resultam

a V j j j j

e

K

K

K

K

a

V

b

K

K

b

=

=

=

=

ln

1

1

a V j j

e

K

V

K

V

Q

K

K

a

K

V

K

Q

=

=

=

=

.

ln

.

(8)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelo de Greenberg (III)

K

V

e

K

K

e

K

V

Q

K

K

V

K

Q

e

K

K

K

K

V

V

a

V

e

e

a

V

V

Q

j m j m V V j j m V V j j m m a V a V m m

=

=

=

=

=

=

=

=

+

=

− −

ln

ln

0

.

1

.

0

(9)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelo de Underwood (I)

• O modelo de Underwood propõe

uma relação exponencial negativa

• Também viola uma das condições

de fronteira definidas: A velocidade

nula só pode ser obtida quando K é

infinito

• Também funciona melhor para

densidades baixas

K

b

e

a

V

=

(10)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelo de Underwood (II)

K

V

Q

e

V

V

V

Q

V

V

K

V

K

V

Q

e

V

K

V

K

Q

V

V

K

K

ou

e

V

V

a

V

V

V

K

m

f

f

m

f

m

K

K

f

f

m

K

K

f

f

f

m m

=

=

=

=

=

=

=

=

=

=

=

=

0

ln

.

.

ln

0

(11)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Filas de Espera

(Introdução)

• 3 elementos fundamentais para a caracterização

– Mecanismo de chegadas - a forma como os clientes chegam ao sistema.

È caracterizado por uma cadência de chegadas (λ) e por uma distribuição

(normalmente é uma distribuição Poisson)

– Mecanismo de serviço - é descrito pela taxa de serviço (ц), a distribuição,

o número de postos de serviço.

– Disciplina de fila - é constituído pelas regras de escolha do próximo

cliente a ser servido (FIFO - first in first out, LIFO - last in first out)

• Modelações Determinísticas ou Estocásticas

(12)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

(13)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

(14)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

(15)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Formulação Matemática

• A expressão que traduz as chegadas e as partidas acumuladas é:

• Consoante o ritmo de chegadas é ou não constante o acumulado

• a - cadência de chegadas, b - ordenada de origem

)

(

)

(

t

f

t

f

t r a

=

2

2

)

(

)

(

)

(

)

(

t

b

t

a

c

t

f

t

b

a

t

f

t

a

b

t

f

a

t

f

a r a r

+

+

=

+

=

+

=

=

(16)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Filas de espera em semáforos

• Pode ser abordado recorrendo a metodologias determinísticas.

• A taxa de serviço assume alternadamente os valores de débito de saturação da

via (tempo de verde) e zero (tempo de vermelho). s representa o débito de

(17)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Dimensão de uma fila de espera

A variação da dimensão da

fila de espera resulta da

diferença de ordenadas

entre os gráficos

acumulados de chegadas e

partidas

A dimensão máx =q.r,onde:

q é o ritmo de chegadas;

r é o tempo de vermelho

Durante o tempo de verde o ritmo de chegadas mantêm-se igual a q e o ritmo

de partidas toma o valor de s. A fila de espera diminui a um ritmo de s-q .

O instante em que a fila se dissipa (t

0

) é dado pela soma do tempo de vermelho

com o tempo de dissipação durante o período de verde.

q

s

r

s

t

q

s

r

q

r

t

=

+

=

0 0

(18)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Parâmetros de funcionamento de filas de espera em

intersecções semaforizadas

(19)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelos Estocásticos de Filas de Espera

Hipóteses Habituais

‰

Chegadas

– Descritas por uma distribuição de Poisson

‰

Regra de Serviço

– Normalmente “first come first serve”

‰

Tempos de Atendimento

– Descritos por uma distribuição exponencial negativa

‰

Condição necessária para que exista estado estacionário (“steady

state”), i.e. que a fila não cresça indefinidamente

(20)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelos Estocásticos de Filas de Espera

Sistema M/M/1

Processo de

Poisson

sa

ídas

Fila de espera

Servi

ço

Exponencial

(21)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelos Estocásticos de Filas de Espera

Variáveis envolvidas nas equações de filas de espera

(estado estacionário)

• Variáveis

q = Taxa média de chegada

Q = Taxa média de serviço

n = Número de clientes no sistema

w = Tempo de espera na fila

(22)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelos Estocásticos de Filas de Espera

Chegadas em processo de Poisson

Sendo:

a(t) = Nº de chegadas no intervalo de tempo [0,t]

q = taxa média de chegadas

δ→0 = pequeno intervalo de tempo

P (exactamente 1 chegada em [t,t+δ]) = qδ

P (nenhuma chegada em [t,t+δ]) = 1-qδ

P (mais de 1 chegada em [t,t+δ]) = 0

Principais vantagens:

‰

Tratamento analítico simples

(23)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelos Estocásticos de Filas de Espera

Distribuições dos tempos entre chegadas

e tempos de serviço

‰

Os clientes chegam em tempos t

0

< t

1

< .... - com distribuição de

Poisson

‰

Definem-se “tempos entre chegadas” :

τ

n

= t

n

- t

n-1

‰

Estas variáveis τ

n

num processo de Poisson com taxa média de

chegadas q, seguem uma distribuição exponencial,

P(τ

n

≤ t) = 1 - e

-q t

‰

Os tempos de serviço seguem uma distribuição exponencial, com

taxa média de serviço Q:

(24)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelos Estocásticos de Filas de Espera

Características do Sistema

‰

Os Tempos de serviço são independentes entre si

‰

Os tempos de serviço são independentes das chegadas

‰

Quer os tempos entre chegadas quer os tempos de serviço constituem

processos sem memória

P (T

n

> t

0

+t | T

n

> t

0

) = P (T

n

≥ t)

Os eventos futuros dependem apenas do estado presente (e não da forma como

aqui se chegou)

→ Isto são as principais características de um Sistema de Markov

‰

Em sistemas de tráfego com interrupções forçadas (semáforos) os

(25)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelos Estocásticos de Filas de Espera

Equações comuns para sistema com um canal

=

q

Q

q

n

E )

(





=

Q

q

Q

q

n

P

n

1

)

(

Exemplo – Suponha que os carros demoram

em média 5 segundos num sinal STOP. Se

chegam em média 9 carros por minuto a esse

sinal, qual a probabilidade de haver 5 carros

ou menos no sistema ?

Probabilidade de n clientes no sistema

Número esperado de veículos Número esperado de veículos

no sistema na fila

P(5) = (9/12)

5

(1-9/12) = 0.06

P(4) = 0.08

P(3) = 0.11

P(2) = 0.14

P(1) = 0.19

P(0) = 0.25

P(n= 0..5) = 0.83

(

)

=

q

Q

Q

q

m

E

2

)

(

(26)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Modelos Estocásticos de Filas de Espera

Equações comuns

(

)

=

q

Q

Q

q

w

E )

(

(

)

=

q

Q

v

E

(

)

1

qt Q q

e

t

v

P

     − −

=

)

1

1

(

Tempo médio de Espera na Fila

Tempo médio no Sistema

Probabilidade de gastar menos de

tempo t no sistema

Probabilidade de gastar menos de

tempo t na fila

qt Q q

e

Q

q

t

w

P

    

=

)

1

1

(

Probabilidade de haver mais de n clientes no sistema

1

)

(

+





=

>

N

Q

q

N

n

P

(27)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Propagação de perturbações – Teoria das Ondas de Choque

• 1 - Fluxo de 1000 v/h, densidade

de 12,5 v/km e velocidade de 80

km/h

• Um camião reduz a sua velocidade

para 20 km/h num local onde são

proibidas as ultrapassagens.

• 2 - A corrente resultante tem um

fluxo de 1200 v/h e a densidade é

de 60 v/km

• Ao fim de algum tempo à frente do

camião temos a estrada livre.

A inclinação do segmento (1) – (3) representa a velocidade de propagação da onda

Trata as condições

transientes, entre dois

estados estacionários

(28)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

A propagação de uma perturbação existe sempre que duas

correntes de tráfego com diferentes características se encontram

(29)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Q2 Q1 Speed, S Flow Rate (q) k k Qb Qc Q3

Velocidade da onda

de choque





=

1 2 1 2

K

K

Q

Q

S

Q2 Q1 Speed, S Density (k) Flow Rate (q) K1 K2 Qb Qc Q3

Propagação de perturbações – Teoria das Ondas de Choque

Onda de choque “para trás” e “para a frente”

(30)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

• Velocidade de Propagação - é dada pela tangente do segmento que une os dois

pontos que geram a perturbação (a e b).

• O índice b representa a situação de jusante e o índice a a situação de montante

• Se a velocidade de propagação for maior que 0 a perturbação propaga-se no

sentido do tráfego. Se é igual a 0 é estacionária.

• Se é negativa desloca-se no sentido contrário ao do tráfego (para trás).

a

b

a

b

pp

K

K

q

q

V

=

No exemplo anterior, q

b

= 1200 vph; q

a

=1000 vph;K

b

=60 veic/km;K

a

=12,5 veic/km

V

pp

= (1200-1000) / (60-12,5) = 4,21 km/h (onda para a frente)

(31)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Exemplo de onda de choque

(32)

rentes de tráfego e f

ilas de espera (2ª

A

ula)

Suponha que um fluxo de 2000 vph em aproximação a uma secção de estrada

em que se fecha uma das duas pistas da estrada nesse sentido, à velocidade

média de 90 km/h. A capacidade depois desse fecho é de 1,400 vph que em

plena capacidade se movem a 30 km/h. Admitindo que os veículos em

aproximação se distribuem igualmente pelas duas pistas, qual a velocidade a

que a onda de choque se desloca?

Q

1

= 2,000 vph

K

1

= 1,000 veic por pista por hora/90 kph = 11.11 veic/km

Q

2

= 1,400 vph

K

2

= 1,400 veic por pista por hora/30 km/h = 46,67 veic/km

h

km

S

16

,

88

/

11

,

11

67

,

44

2000

1400

=

=

Propagação de perturbações – Teoria das Ondas de Choque

Exemplo

Referências

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