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Acesso à Justiça nos Litígios Transfronteiriços: Cobrança Internacional de Alimentos Mestre Ana Sofia Gomes

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(1)

ORDEM DOS ADVOGADOS

V JORNADAS NACIONAIS

SISTEMA DE ACESSO AO DIREITO E AOS TRIBUNAIS

INSTITUTO DO ACESSO AO DIREITO

Cascais 26.09.2015

Acesso à Justiça nos Litígios

Transfronteiriços:

Cobrança Internacional de

Alimentos

Mestre Ana Sofia Gomes

Advogada e Docente da Universidade Lusíada de Lisboa

(2)

Acesso à Justiça nos Litígios

transfronteiriços

As convenções internacionais e os regulamentos da União

As convenções internacionais e os regulamentos da União

Europeia surgem em virtude da existência de:

Diferentes direitos internos

Diferentes normas de conflitos

Esta diversidade provoca incerteza e insegurança jurídicas nas

Relações Privadas Internacionais e sugere a necessidade de

unificação do direito (centrada maioritariamente nas normas de

conflitos).

(3)

Cobrança Internacional de Alimentos

Instrumentos supra nacionais mais relevantes



Protocolo

da Haia

de 2007 sobre a lei aplicável às obrigações

alimentares (JO L 331 de 16.12.2009)



Regulamento 4/2009, do Conselho de 18 de Dezembro de 2008,

relativo à competência, à lei aplicável, ao reconhecimento e à execução

das decisões e à cooperação em matéria de obrigações alimentares (JO

L 7 de 10.01.2009)



A Convenção da Haia de 2007 sobre a Cobrança Internacional de

Alimentos (JO L 192 de 22.07.2011)

Sem prejuízo de outros instrumentos, designadamente a Convenção de Nova Iorque de 1956 sobre a Cobrança Internacional de Alimentos, o Acordo entre Portugal e os Estados Unidos da América e os Acordos entre Portugal e os Palop's.

(4)

Protocolo da Haia de 2007 sobre a Lei

Aplicável às Obrigações Alimentares

Considerações de carácter geral

1. Este instrumento visa a unificação das normas de conflitos dos Estados Contratantes em matéria de determinação da lei aplicável às obrigações alimentares

2. O Protocolo entrou em vigor em 1.08.2013, após a ratificação da UE e da Sérvia, mas passou a estar em aplicação na UE desde 18 de Junho de 2011. 3. Substitui, nas relações entre Estados Contratantes, as seguintes convenções:

• Convenção da Haia de 2 de outubro de 1973 sobre a Lei Aplicável às Obrigações Alimentares

• Convenção da Haia de 24 de outubro de 1956 sobre a Lei Aplicável às Obrigações Alimentares Relativas a Menores.

(5)

Âmbito material de aplicação

(Artigo 1.º)

O protocolo determina a lei aplicável às

obrigações

alimentares

decorrentes

das

seguintes relações de família:

• parentesco, casamento ou de afinidade,

incluindo

as

obrigações

alimentares

relativamente a filhos, independentemente do

estado civil dos pais.

(6)

Lei aplicável

(artigo 3.º)

Regra Geral:

• As obrigações alimentares são reguladas pela

lei do Estado da residência habitual do credor.

• Em caso de mudança da residência habitual

do credor, a lei do Estado da nova residência

habitual é aplicável a partir do momento em

que a mudança tenha ocorrido.

(7)

Lei aplicável

regras especiais

(Artigo 4.º)

Tratando-se de obrigações alimentares:

• Dos pais relativamente aos filhos;

• De pessoas, que não os pais, relativamente a menores de 21 anos, excepto

no caso de obrigações decorrentes das relações relativas a conjuges e

ex-conjuges; e

• Dos filhos relativamente aos pais.

I.

Se, de acordo com a regra geral, o credor não puder obter alimentos do

devedor, é aplicável a lei do foro.

II.

Se o credor tiver recorrido à autoridade competente do Estado em que

o devedor tem residência habitual, é aplicável a lei do foro. No entanto,

se, por força da lei do foro, o credor não puder obter alimentos do

devedor, é aplicável a lei do Estado da residência habitual do credor.

III.

Se, de acordo com a lei da residência do credor e dos critérios supra, o

credor não puder obter alimentos do devedor, é aplicável a lei do

Estado da nacionalidade comum do credor e do devedor, caso exista.

(8)

Conjuges e ex-conjuges

(Artigo 5.º)

• Não se aplica a lei da residência do credor se

uma das partes se opuser e existir uma

conexão mais estreita com o casamento (ex.

ultima residência comum).

• O devedor pode defender-se mediante

invocação de inexistência de obrigação de

acordo com a lei da residência habitual do

devedor e da lei da nacionalidade comum.

caso exista.

(9)

Autonomia da vontade

(Artigo 8.º)

O credor e o devedor de alimentos podem, com exceção das obrigações alimentares relativas a menores, a qualquer momento e mediante acordo escrito, designar como lei aplicável a uma obrigação alimentar uma das seguintes leis:

a) A lei do Estado do qual uma das Partes seja nacional aquando da designação; b) A lei do Estado da residência habitual de uma das Partes aquando da designação; c) A lei designada pelas Partes como aplicável ao seu regime matrimonial ou a lei efectivamente aplicada ao mesmo; d) A lei designada pelas Partes como aplicável ao seu divórcio ou separação de pessoas e bens ou a lei efectivamente aplicada ao

mesmo..

• É a lei do Estado da residência habitual do credor aquando da designação que determina se o credor pode renunciar ao seu direito a alimentos.

• A menos que, aquando da designação, as Partes estejam plenamente informadas e conscientes das consequências da sua escolha, a lei designada pelas Partes não é aplicável quando a sua aplicação acarrete consequências manifestamente injustas ou pouco razoáveis

(10)

Âmbito da lei aplicável

(Artigo 11.º)

A lei aplicável à obrigação alimentar determina, nomeadamente:

a

) A existência e o âmbito do direito do credor a alimentos e as pessoas

relativamente às quais pode exercê-lo;

b) Em que medida o credor pode solicitar alimentos retroactivamente;

c) A base de cálculo do montante dos alimentos e a indexação;

d) Quem pode intentar uma acção para obter alimentos, excepto no que

diz respeito às questões relativas à capacidade processual e à

representação na acção;

e) Os prazos de prescrição ou para intentar uma acção;

f) O âmbito da obrigação do devedor de alimentos, sempre que um

organismo público solicite o reembolso da prestação concedida ao credor

em

vez dos alimentos.

a) e b) suscitam questão da eventual incompatibilidade desta disposição com

o Regulamento 4/2009, cujo considerando 21 prevê que as normas de

conflitos deste apenas determinam a lei aplicável às obrigações alimentares e

não a lei aplicável às obrigações familiares das quais emergem eventual

direito a alimentos (direito interno).

(11)

Montante dos alimentos

(Artigo 14.º)

Ainda que a lei aplicável disponha diferentemente,

na fixação do montante dos alimentos são tidas em

conta as necessidades do credor e os recursos do

devedor,

bem

como

qualquer

compensação

atribuída ao credor em vez de pagamentos

periódicos de alimentos.

Trata-se de uma norma de direito material especial

que se sobrepõe às disposições de direito interno

da lei considerada competente.

(12)

Coordenação com outros instrumentos

(Artigo 19.º)

O Protocolo não prevalece, nas relações entre

Estados-Membros da União Europeia, sobre o

Regulamento 4/2009 do Conselho

de 18 de

Dezembro de 2008 relativo à competência,

à lei aplicável, ao reconhecimento e à

execução das decisões e à cooperação em

matéria de obrigações alimentares (artigo

69.º n.º 2 deste último normativo).

(13)

A necessidade de unificação do regime

das obrigações alimentares na UE

A necessidade de unificação do regime

das obrigações alimentares na UE

• O tratado de Amesterdão (assinado em 1997, mas que

entrou em vigor em 1 de Maio de 1999) comunitarizou

a cooperação judiciária em matéria civil e consagrou a

competência comunitária em matéria de direito

internacional privado.

• A comunitarização dessa modalidade de cooperação

arrastou para a agenda das instituições comunitárias a

preocupação com a simplificação e aceleração dos

litígios transfronteiriços em matéria de obrigações de

alimentos.

(14)

Aprovação do Regulamento 4/2009

• A UE acompanhou os trabalhos que

conduziram à aprovação do Protocolo da Haia

de 2007, tendo aderido à Conferência da Haia

de Direito Internacional Privado nesse ano.

• A perspectiva de aprovação de um normativo

sobre a mesma matéria pela UE (regulamento

4/2009) determinou a preocupação de não

serem consagradas soluções contraditórias ao

nível do Regulamento sub iudice.

(15)

Entrada em vigor

(Artigo 76.º)

Entrada em vigor

(Artigo 76.º)

• O Regulamento entrou em vigor em 30 de janeiro de 2009, passando a

ser aplicado a partir de 18 de junho de 2011.

• DECISÃO DA COMISSÃO de 8 de Junho de 2009 relativa à intenção do

Reino Unido de aceitar o Regulamento (CE) n. o 4/2009 do Conselho

relativo à competência, à lei aplicável, ao reconhecimento e à execução

das decisões e à cooperação em matéria de obrigações alimentares

(2009/ 451/CE) (JO L 149 de 12.06.2009).

• O Regulamento entrou em vigor no Reino Unido em 1.07.2009, passando

a ser aplicável na data supra.

• Acordo entre a Comunidade Europeia e o Reino da Dinamarca relativo à

competência judiciária, ao reconhecimento e à execução de decisões em

matéria civil e comercial (JO L 195 de 18.07.2013) O regulamento passou

a ser aplicado a esse Estado-Membro na parte em que é alterado o

Regulamento 44/2001 (ainda em vigor nesse Estado).

(16)

Âmbito material de aplicação

(Artigo 1.º)

Âmbito material de aplicação

(Artigo 1.º)

• O Regulamento é aplicável às obrigações alimentares no

que

respeita

à

competência,

à

lei

aplicável,

ao

reconhecimento e à execução das decisões e à cooperação

em matéria de obrigações de alimentos.

• Essas obrigações decorrem de relações de família e têm por

fontes o parentesco (responsabilidades parentais entre

outras), o casamento (conjuges e ex-conjuges) e a

afinidade.

• Este normativo não se aplica à adoção, nem às designadas

relações para-familiares –união de facto e economia

comum-, nem às obrigações de alimentos que resultem de

um óbito (abrangidas pelo âmbito material de aplicação do

Regulamento

650/2012

relativo

às

sucessões

internacionais).

(17)

Competência internacional

(Artigo 3.º)

Competência internacional

(Artigo 3.º)

São competentes para deliberar em matéria de obrigações alimentares

nos Estados-Membros:

a) O tribunal do local em que o requerido tem a sua residência habitual; ou

b) O tribunal do local em que o credor tem a sua residência habitual; ou

c) O tribunal que, de acordo com a lei do foro, tem competência para apreciar

uma acção relativa ao estado das pessoas, quando o pedido relativo a uma

obrigação alimentar é acessório dessa acção, salvo se esta competência se

basear unicamente na nacionalidade de uma das partes; ou

d) O tribunal que, de acordo com a lei do foro, tem competência para apreciar

uma acção relativa à responsabilidade parental, quando o pedido relativo a

uma obrigação alimentar é acessório dessa acção, salvo se esta competência

se basear unicamente na nacionalidade de uma das partes.

(18)

Eleição de foro

(Artigo 4.º)

Eleição de foro

(Artigo 4.º)

As partes podem convencionar que o seguinte tribunal ou tribunais de um Estado-Membro têm competência para decidir :

a) O tribunal ou os tribunais do Estado-Membro no qual uma das partes tenha a sua residência habitual,

b) O tribunal ou os tribunais de um Estado-Membro de que uma das partes tenha a nacionalidade,

c) No que se refere às obrigações alimentares entre cônjuges ou ex-cônjuges:

i) o tribunal competente para deliberar sobre os seus litígios em matéria matrimonial, ou

ii) o tribunal ou os tribunais do Estado-Membro em cujo território estava situada a sua última residência habitual comum durante um período de pelo menos um ano.

As condições previstas nas alíneas a), b) ou c) têm de se encontrar reunidas aquando da celebração do pacto relativo à eleição do foro ou quando a acção é instaurada no tribunal.

A competência conferida pelo pacto é exclusiva, a menos que as partes convencionem em contrário.

(19)

Outros critérios de Competência

(artigos 5 e 6.º)

Outros critérios de Competência

(artigos 5 e 6.º)

Para além dos casos em que a competência resulte de

outras

disposições

do

presente

regulamento,

é

competente o tribunal de um Estado-Membro perante o

qual o requerido compareça. Esta regra não é aplicável se

a comparência tiver como único objectivo arguir a

incompetência.

Quando nenhum tribunal de um Estado-Membro for

competente de acordo com os critérios anteriores, e

nenhum tribunal de um Estado parte na Convenção de

Lugano que não seja um Estado-Membro for competente

por força do disposto na referida Convenção, são

competentes

os

tribunais

do

Estado-Membro

da

(20)

Forum necessitatis

(Artigo 7.º)

Forum necessitatis

(Artigo 7.º)

• Excepcionalmente podem os tribunais de Um

Estado-Membro conhecer um litigio se o

mesmo

não

puder

ser

razoavelmente

instaurado ou conduzido, ou se revelar

impossível conduzir um processo num Estado

terceiro

com

o

qual

o

litigio

esteja

(21)

Limitação de ação

• Quando uma decisão tiver sido proferida num Estado-Membro ou num Estado parte contratante na Convenção da Haia de 2007 onde o credor tem a sua residência habitual, o devedor não pode propor uma acção para alterar ou obter uma nova decisão em qualquer outro Estado-Membro enquanto o credor continuar a ter a sua residência habitual no Estado onde foi proferida a decisão. • 2. O n.o 1 não é aplicável:

• a) Quando as partes tiverem celebrado um pacto nos termos do artigo 4.o atribuindo competência aos tribunais do outro Estado-Membro;

• b) Quando o credor aceitar a competência dos tribunais desse outro Estado-Membro de acordo com o artigo 5.o;

• c) Quando a autoridade competente do Estado de origem parte contratante na Convenção da Haia de 2007 não possa ou se recuse a exercer a competência para alterar a decisão ou proferir

• uma nova decisão; ou

• d) Quando a decisão proferida no Estado de origem parte contratante na Convenção da Haia de 2007 não possa ser reconhecida ou declarada executória no Estado-Membro em que se pretende intentar a acção para obter uma nova decisão ou a alteração da decisão.

(22)

Início da instância

(Artigo 9.º)

• A instância inicia-se com a apresentação do acto

introdutório da instância ou ato equivalente

• Se o acto tiver de ser notificado ou citado antes

de ser apresentado ao tribunal, na data em que é

recebido

pela

autoridade

responsável

pela

notificação ou citação, desde que o requerente

não tenha posteriormente deixado de tomar as

medidas que lhe incumbem para que o acto seja

presentado ao tribunal.

(23)

Litispendência

(Artigo 12.º)

Litispendência

(Artigo 12.º)

• 1. Quando acções com o mesmo pedido e a mesma

causa de pedir e entre as mesmas partes forem

submetidas à apreciação de tribunais de diferentes

Estados-Membros, o tribunal a que a acção foi

submetida em segundo lugar suspende oficiosamente

a instância, até que seja estabelecida a competência do

tribunal a que a acção foi submetida em primeiro lugar.

• 2. Quando estiver estabelecida a competência do

tribunal a que a acção foi submetida em primeiro lugar,

o segundo tribunal declara-se incompetente em favor

daquele.

(24)

Conexão

(Artigo 13.º)

Conexão

(Artigo 13.º)

1. Quando acções conexas estiverem pendentes em tribunais

de diferentes Estados-Membros, o tribunal a que a acção foi

submetida em segundo lugar pode suspender a instância.

2. Se essas acções estiverem pendentes em primeira instância,

o tribunal a que a acção foi submetida em segundo lugar pode

igualmente declarar-se incompetente, a pedido de uma das

partes, se o tribunal a que a acção foi submetida em primeiro

lugar for competente e a sua lei permitir a apensação das

acções em questão.

3. Para efeitos do presente artigo, consideram-se conexas as

acções ligadas entre si por um nexo tão estreito que haja

interesse

em

que

sejam

instruídas

e

julgadas

simultaneamente para evitar soluções que poderiam ser

inconciliáveis se as causas fossem julgadas separadamente.

(25)

Lei aplicável

(Artigo 15.º)

Lei aplicável

(Artigo 15.º)

A lei aplicável às obrigações alimentares é

determinada de acordo com o Protocolo da

Haia, de 23 de Novembro de 2007, sobre a Lei

Aplicável às Obrigações Alimentares (a seguir

designado «Protocolo da Haia de 2007») nos

Estados-Membros

vinculados

por

esse

(26)

Reconhecimento de decisões

(Artigo 17.º e 23.º)

Reconhecimento de decisões

(Artigo 17.º e 23.º)

• Decisão proferida por um Estado vinculado pelo Protocolo da

Haia-são reconhecidas nos demais Estados sem possibilidade de

contestação do reconhecimento

• Se tiverem força executória podem ser executadas em qualquer

Estado Membro (supressão do exequatur (art.º 17.º))

• Decisão proferida por um Estado não vinculado pelo Protocolo da

Haia – é reconhecida sem necessidade de recurso a qualquer outro

processo e carecem de declaração de executoriedade, a pedido da

parte

interessada

(quanto

devam

ser

executadas

noutro

Estado)(art.º 26.º )

• A dualidade de regimes encontra aparentemente justificação na

possibilidade de invocação de violação da ordem pública do

Estado-Membro no qual o exequatur é requerido (Reino Unido e

Dinamarca)

(27)

Recusa de reconhecimento

(Artigo 24.º)

Recusa de reconhecimento

(Artigo 24.º)

• Se o reconhecimento for manifestamente contrário à ordem pública do

Estado-Membro em que é pedido o reconhecimento. O critério da ordem

pública não pode ser aplicado às regras de competência;

• b) Se o acto introdutório da instância, ou acto equivalente, não tiver sido

citado ou notificado ao requerido revel, em tempo útil e de modo a

permitir-lhe deduzir a sua defesa, a menos que o requerido não tenha

interposto recurso contra a decisão embora tendo a possibilidade de o

fazer;

• c) Se for inconciliável com uma decisão proferida entre as mesmas partes

no Estado-Membro em que é pedido o reconhecimento;

• d) Se for inconciliável com uma decisão anteriormente proferida noutro

Estado-Membro ou num Estado terceiro entre as mesmas partes, em

acção com o mesmo pedido e a mesma causa de pedir, desde que a

decisão proferida anteriormente reúna as condições necessárias para ser

reconhecida no Estado-Membro requerido em que é pedido o

reconhecimento.

(28)

Apoio judiciário

(Artigo 44.º)

Apoio judiciário

(Artigo 44.º)

• O acesso à justiça no âmbito da cooperação judiciária é

garantido pelo Estado-Membro requerido a qualquer

requerente que tenha residência habitual no

Estado-Membro Requerente

• Exceto se no Estado-Membro requerido existam

procedimentos que permitam às partes instaurar a

ação sem necessidade de apoio judiciário e a

autoridade central faculte os serviços necessários a

título gratuito

• Respeitando-se o tratamento dado a casos nacionais

equivalentes

(29)

Cooperação entre autoridades centrais

(Artigo 49.º)

Cada Estado-Membro designa uma autoridade central

As autoridades centrais têm as seguintes funções especificas: • Transmitem e recebem esses pedidos;

• Iniciam ou facilitam a introdução da instância em relação a esses pedidos.

• Prestar ou facilitar a prestação de apoio judiciário, se as circunstâncias o exigirem;

• Ajudar a localizar o devedor ou o credor, nomeadamente nos termos dos artigos 61.o, 62.o e 63.o;

• Ajudar a obter informações pertinentes sobre os rendimentos e, se necessário, outras informações sobre os activos do devedor ou do credor, incluindo a localização dos seus bens, nomeadamente nos termos dos artigos 61.o, 62.o e 63.o;

• Incentivar soluções amigáveis tendo em vista a obtenção do pagamento voluntário dos alimentos, se oportuno através da mediação, da conciliação ou de processos análogos;

• Facilitar a execução em curso das decisões relativas à prestação de alimentos, incluindo eventuais retroactivos;

• Facilitar a cobrança e a transferência expedita das prestações alimentares;

• Ajudar a obter provas documentais ou outras, sem prejuízo do Regulamento (CE) n.o 1206/2001;

• Prestar assistência para determinar a filiação se tal for necessário para efeitos de cobrança dos alimentos; • Iniciar ou facilitar a introdução da instância para obter as medidas provisórias necessárias de carácter

territorial cuja finalidade seja assegurar os resultados de um pedido de alimentos pendente; • Facilitar a citação ou notificação de actos, sem prejuízo do Regulamento (CE) n.o 1393/2007.

(30)

Pedidos

(Artigo 56.º)

• a) O reconhecimento ou o reconhecimento e a declaração de força executória de uma decisão; • b) A execução de uma decisão proferida ou reconhecida no Estado-Membro requerido;

• c) A obtenção de uma decisão no Estado-Membro requerido quando não exista uma decisão prévia, incluindo se necessário a determinação da filiação;

• d) A obtenção de uma decisão no Estado-Membro requerido, quando não for possível o reconhecimento e a declaração de força executória de uma decisão proferida num Estado que não seja o Estado-Membro requerido;

• e) A alteração de uma decisão proferida no Estado-Membro requerido;

• f) A alteração de uma decisão proferida num Estado que não seja o Estado-Membro requerido.

• 2. O devedor contra o qual exista uma decisão de prestação de alimentos pode apresentar os seguintes pedidos:

• a) O reconhecimento de uma decisão que conduza à suspensão, ou limite a execução, de uma decisão anterior no Estado--Membro requerido;

• b) A alteração de uma decisão proferida no Estado-Membro requerido;

• c) A alteração de uma decisão proferida num Estado que não seja o Estado-Membro requerido.

• 3. Para os pedidos previstos no presente artigo, a assistência e a representação para efeitos da alínea b) do artigo 45.o são assegurados pela autoridade central do Estado-Membro requerido, directamente ou

através de autoridades públicas ou outras entidades ou pessoas.

• 4. Salvo disposição em contrário do presente regulamento, os pedidos referidos nos n.os 1 e 2 são tratados nos termos do direito do Estado-Membro requerido e estão sujeitos às regras de competência aplicáveis nesse Estado-Membro.

(31)

Teor dos pedidos

(Artigo 57.º)

Teor dos pedidos

(Artigo 57.º)

1. Os pedidos devem ser apresentados utilizando o formulário que consta do anexo VI ou do anexo VII.

2. Todos os pedidos incluem pelo menos:

a) Uma declaração relativa à natureza do(s) pedido(s);

b) O nome e os dados de contacto do requerente, incluindo o endereço e a data de nascimento; c) O nome e, se forem conhecidos, o endereço e a data de nascimento do requerido;

d) O nome e a data de nascimento de qualquer pessoa para a qual se pretenda obter alimentos; e) Os fundamentos em que se baseia o pedido;

f) Num pedido apresentado por um credor, informações relativas ao local para onde deve ser enviada ou transmitida electronicamente a prestação alimentar;

g) O nome e os dados de contacto da pessoa ou unidade da autoridade central do Estado-Membro requerente responsável pelo tratamento do pedido.

3. Para efeitos da alínea b) do n.o 2, o endereço pessoal do requerente pode ser substituído por outro endereço no caso de violência doméstica,

4. O pedido pode ainda incluir as seguintes informações: a) A situação financeira do credor;

b) A situação financeira do devedor, incluindo o nome e o endereço do seu empregador, bem como a natureza e a localização dos bens do devedor;

(32)

Informação sobre o procedimento

• A autoridade central requerida informa sobre

o andamento do procedimento, sobre os

contatos das entidades responsáveis e sobre

as línguas aceites para as traduções oficiais e

pelas

autoridades

centrais

para

as

comunicações.

• A remessa do pedido deve ser feita na língua

oficial da autoridade requerida.

(33)

Relação com o Protocolo da Haia

(Artigo 69.º n.º 2)

Relação com o Protocolo da Haia

(Artigo 69.º n.º 2)

• Nas relações entre Estados-Membros, prevalece o

Regulamento (art.º 69.º n.º2 Regulamento e art.º 19.º

do Protocolo) Este último prevê que o mesmo não

afeta quaisquer outros instrumentos internacionais

sobre a matéria de que os Estados sejam o venham a

ser parte.

• Tal conclusão é reforçada em face do disposto no art.º

11.º

do

Protocolo

e

no

considerando

21

do

Regulamento. O legislador não pretendeu alterar as

normas de conflitos dos Estados-Membros no que

respeita às designadas questões prévias às obrigações

alimentares que emergem das relações de família.

(34)

A Convenção da Haia de 2007 sobre a Cobrança Internacional de

Alimentos em beneficio dos filhos e de outros Membros da Família

 A Conferência da Haia de Direito Internacional Privado aprovou em 2007 a Convenção sobre a Cobrança Internacional de Alimentos em benefício dos filhos e de Outros Membros da Família (JO L 192 de 22.07.2011).

 O Conselho da União Europeia, aprovou, em 31 de Março de 2011, a Decisão Relativa à assinatura, em nome da União Europeia, desta Convenção (Decisão N.º 2011/220/UE, JO L 93 de 07.04.2011).

 Foi assinada em 6 de abril de 2011 e aprovada pela mesma entidade em junho do mesmo ano (Decisão N.º 2011/432/UE, JO L 192 de 22.07.2011)  Após aprovação foi decidido alterar os anexos I, II e III da Decisão N.º

2011/432/UE, através da Decisão N.º 2014/218/UE, de 9 de abril de 2014.

 Decisão (UE) 2015/535 da Comissão, de 27 de março de 2015 , que autoriza o Reino da Dinamarca a ratificar a Convenção, de 23 de novembro de 2007 , sobre a Cobrança Internacional de Alimentos em Benefício dos Filhos e de Outros Membros da Família [notificada com o número C(2015) 1994].

(35)

Considerações gerais

A Convenção harmoniza o procedimento aplicável a pedidos de

reconhecimento e execução de decisões em matéria de obrigações

alimentares, através da instituição de um sistema de cooperação

administrativa entre autoridades centrais designadas pelos Estados

Parte

(art. 4.º)

.

Está em vigor nos seguintes Estados: Albânia, Bósnia e Herzegovina,

Estados-Membros da União Europeia (com a exceção da Dinamarca),

Noruega e Ucrânia

Autoridade Central em Portugal:

DGAJ - Serviço de Cooperação Judiciária Internacional, enquanto

Autoridade Central

(36)

Estados Parte da Convenção

State / REIO S1 R/A/Ap/Su 2 Type 3 EIF 4 Ext 5 Auth 6 Res/D/N 7

Albania 21-X-2011 13-IX-2012 R 1-I-2013 1 D,Res2,63

Austria Ap* 1-VIII-2014 1 D

Belgium Ap* 1-VIII-2014 1 D

Bosnia and Herzegovina 5-VII-2011 25-X-2012 R 1-II-2013 1

Bulgaria Ap* 1-VIII-2014 D

Burkina Faso 7-I-2009

Croatia Ap* 1-VIII-2014 1 D

Cyprus Ap* 1-VIII-2014 1 D

Czech Republic Ap* 1-VIII-2014 1 D

Estonia Ap* 1-VIII-2014 1 D

European Union 6-IV-2011 9-IV-2014 Ap 1-VIII-2014 D,Res2,11,44 ,59

Finland Ap* 1-VIII-2014 1 D

France Ap* 1-VIII-2014 D

Germany Ap* 1-VIII-2014 1 D

Greece Ap* 1-VIII-2014 D

Hungary Ap* 1-VIII-2014 1 D

Ireland Ap* 1-VIII-2014 D

Italy Ap* 1-VIII-2014 1 D

Latvia Ap* 1-VIII-2014 1 D

Lithuania Ap* 1-VIII-2014 1 D

Luxembourg Ap* 1-VIII-2014 1 D

Malta Ap* 1-VIII-2014 1 D

Netherlands Ap* 1-VIII-2014 1 D

Norway 8-VI-2010 6-IV-2011 R 1-I-2013 1 D,Res2,44

Poland Ap* 1-VIII-2014 D

Portugal Ap* 1-VIII-2014 1

Romania Ap* 1-VIII-2014 1 D

Slovakia Ap* 1-VIII-2014 1 D

Slovenia Ap* 1-VIII-2014 D

Spain Ap* 1-VIII-2014 1 D

Sweden Ap* 1-VIII-2014 1 D

Ukraine 7-VII-2010 24-VII-2013 R 1-XI-2013 D,Res2,24,25 ,30

United Kingdom Ap* 1-VIII-2014 1 D

USA 23-XI-2007

Legenda: 1) S = Signature

2) R/A/Ap/Su = Ratification, Accession, Approval by an REIO or Succession 3) Type = R: Ratification;

A: Accession;

A*: Accession giving rise to an acceptance procedure; click on A* for details of acceptances of the accession;

Ap: Approval by an REIO;

Ap*: State bound as a result of an approval by an REIO; C: Continuation;

Su: Succession; Den: Denunciation; 4) EIF = Entry into force 5) Ext = Extensions of application 6) Auth = Designation of Authorities

7) Res/D/N = Reservations, declarations or notifications Fonte: www.hcch.net

(37)

Autoridades Centrais

A maioria dos Estados designou o Ministério da Justiça como autoridade central, com exceção:

 Croácia – Ministério da Justiça Social e Juventude

 República Checa – Escritório para a Proteção Legal Internacional das Crianças  Letónia – Administração do Fundo de Alimentos

 Lituania - Vilnius State- Guaranteed Legal Aid Service  Luxemburgo - Procureur général d'Etat

 Malta - Department For Social Welfare Standards

 Holanda - Landelijk Bureau Inning Onderhoudsbijdrage  Noruega - The National Office for Social Insurance Abroad  Portugal - Direção Geral da Administração da Justiça

 Eslováquia - The Centre for the International Legal Protection of Children and Youth

 Suécia - Försäkringskassan (Swedish Social Insurance Agency)

 Inglaterra e Grã-Bertanha - The Reciprocal Enforcement of Maintenance Orders Unit (REMO)

(38)

Objeto

(Artigo 1.º)

A Convenção tem por objeto assegurar a efetiva cobrança internacional de alimentos em beneficio dos filhos e de outros membros da família, mediante:

a) O estabelecimento de um sistema de cooperação entre as autoridades dos Estados Contratantes;

b) A apresentação de pedidos para a obtenção de decisões em matéria de alimentos; c) A garantia de reconhecimento e da execução de decisões em matéria de alimentos;

d) A exigência de medidas eficazes para a execução rápida de decisões em matéria de alimentos.

(39)

Âmbito de aplicação

(Artigo 2.º)

A convenção aplica-se:

 Às obrigações alimentares decorrentes de uma relação de filiação

relativamente a pessoas com menos de 21 anos

 Ao reconhecimento e execução, ou à execução de uma decisão em

matéria de alimentos entre conjuges sendo o pedido apresentado (ou não

– apenas para países da UE e nos termos da

Decisão N.º 2014/218/UE,

de 9 de abril de 2014-) juntamente com um pedido relativo a uma relação

de filiação

 Fora da UE, a Convenção também se aplica às obrigações alimentares

entre conjuges, embora neste âmbito, a matéria não fique abrangida pela

cooperação administrativa (CAPÍTULO III), nem pelas restrições à

propositura da ação (CAPITULO IV).

 A aplicação deste instrumento a outros membros da família fica

dependente da realização de uma declaração nesse sentido pelos Estados

interessados.

(40)

Atribuições das autoridades centrais

(Artigo 6.º)

Constituem atribuições das autoridades centrais: • Transmitir e receber pedidos;

• Iniciar ou facilitar a introdução da instância em relação a esses pedidos.

• Prestar ou facilitar a prestação de apoio judiciário, se as circunstâncias o exigirem; • Ajudar a localizar o devedor ou o credor;

• Ajudar a obter informações pertinentes sobre os rendimentos e, se necessário, outras informações sobre os activos do devedor ou do credor, incluindo a localização dos seus bens; • Incentivar soluções amigáveis tendo em vista a obtenção do pagamento voluntário de alimentos,

se oportuno através da mediação, da conciliação ou de processos análogos;

• Facilitar a execução em curso de decisões relativas à prestação de alimentos, incluindo eventuais pagamentos atrasados;

• Facilitar a cobrança e a transferência expedita das prestações alimentares; • Facilitar a obtenção de provas documentais ou outras;

• Prestar assistência para determinar a filiação, se tal for necessário para efeitos da cobrança de alimentos;

• Iniciar ou facilitar a introdução da instância para obter as medidas provisórias necessárias de carácter territorial cuja finalidade seja assegurar os resultados de um Pedido de alimentos pendente;

(41)

Apresentação e categorias de pedidos

Os pedidos são apresentados:

nas autoridades centrais (artigo 9.º), sem prejuízo da possibilidade da sua apresentação diretamente às entidades competentes (artigo 37.º).

Categorias de pedidos:

a) Reconhecimento ou reconhecimento e execução de uma decisão,

b) Execução de uma decisão proferida ou reconhecida no Estado requerido

c) Obtenção de uma decisão no Estado requerido quando não exista uma decisão prévia, incluindo, se necessário, a determinação da filiação

d) Obtenção de uma decisão no Estado requerido quando não for possível o reconhecimento e execução de uma decisão, ou quando for recusada, por falta de uma base para o reconhecimento e execução do título (artigo 20.º), ou por qualquer dos motivos previstos nas alíneas b) ou e) do artigo 22.º

e) Alteração de uma decisão proferida no Estado requerido

(42)

Teor dos pedidos

(Artigo 11.º)

• Requerimento

• Certidão da sentença ou decisão que fixa os alimentos com a menção de que a mesma foi notificada às partes e de que transitou em julgado, salvo tratando-se de alimentos provisórios (a solicitar no Tribunal ou na Conservatória). Se o requerido não tiver comparecido nem se tiver feito representar no processo no Estado de origem, documento ou documentos comprovativos, consoante o caso, de que foi devidamente citado ou notificado da instância e teve oportunidade de ser ouvido, ou de que foi devidamente notificado da decisão e teve oportunidade de a contestar ou de interpor recurso, de facto ou de direito

• Documento comprovativo de que o requerente beneficiou de apoio judiciário, de isenção de preparos e custas ou de um processo gratuito e, não tendo beneficiado, se, presentemente, preenche as condições económicas para poder beneficiar de apoio judiciário ou de isenção de preparos e custas

• Referências bancárias internacionais (IBAN, BIC e Código SWIFT)

• Relação dos montantes em dívida com a indicação da data em que foi efetuado o cálculo. Se necessário, documento contendo informações úteis para a realização dos cálculos adequados no caso de uma decisão que preveja uma indexação automáƟca

Nota: Poderão ser necessários documentos adicionais, dependendo da lei interna do Estado requerido

(43)

Meios de oposição do Requerido

Ao Requerido/devedor contra quem exista uma decisão em

matéria de alimentos é reconhecido o direito de apresentar as

seguintes categorias de pedidos no Estado requerente:

 Reconhecimento de uma decisão ou de um procedimento

equivalente que conduza à suspensão ou limite a execução

de uma decisão anterior no Estado requerido

 Alteração de uma decisão proferida no Estado requerido

 Alteração de uma decisão proferida num Estado que não

seja o Estado requerido

(44)

Limitação da ação

(Artigo 18.º)

A convenção limita a possibilidade de ser instaurada uma ação para alterar ou obter nova decisão se a vigente tiver sido proferida num Estado contratante no qual o credor tem a sua residência habitual e enquanto se mantiver a residência deste no mesmo Estado.

Esta limitação não é aplicável, se:

 As partes acordarem por escrito sobre a competência de outro Estado contratante, exceto nos litígios relativos a filhos

 O credor aceitar a competência desse outro Estado, quer expressamente, quer com base no mérito da causa, sem arguir a incompetência na primeira oportunidade

 A autoridade competente do Estado de origem não possa ou se recuse a exercer a competência para alterar a decisão ou proferir uma nova decisão, ou

 A decisão proferida no Estado de origem não possa ser reconhecida ou declarada executória no Estado em que está previsto o procedimento para alterar a decisão ou obter uma nova decisão.

(45)

Reconhecimento e execução

(Artigo 20.º)

A decisão proferida num Estado contratante («Estado de Origem») é reconhecida e executada noutro Estado Contratante se:

 No momento da introdução da instância o requerido tiver a sua residência habitual no Estado de origem

 O requerido aceitar a competência, quer expressamente, quer com base no mérito da causa, sem arguir a incompetência na primeira oportunidade

 No momento da introdução da instância, o credor tiver a sua residência habitual no Estado de origem

 No momento da introdução da instância, o filho a quem foi reconhecido o direito à prestação de alimentos for residente habitual no Estado de origem, desde que o requerido tenha vivido com o filho nesse Estado ou nele residisse e pagasse alimentos ao filho

 Se as partes chegarem a acordo, por escrito, sobre a competência, exceto em litígios relativos a filhos

 A decisão for proferida por autoridade competente em matéria de estado civil ou responsabilidade parental, a menos que tal competência se baseie exclusivamente na nacionalidade de uma das partes

Os acordos sobre a prestação de alimentos celebrados num Estado Contratante podem ser reconhecidos e executados como uma decisão, desde que tenham força executória no Estado de origem (artigo 30.º)

(46)

Recusa de Reconhecimento e

Execução (Artigo 22.º)

O reconhecimento e execução de uma decisão podem ser recusados:

a) Se o reconhecimento e execução da decisão forem manifestamente contrários à ordem pública do Estado requerido.

b) Se a decisão foi obtida mediante fraude processual;

c) Se um processo entre as mesmas partes e com a mesma causa de pedir estiver pendente numa autoridade do Estado requerido e tiver sido instaurado em primeiro lugar;

d) Se a decisão é incompatível com uma decisão proferida entre as mesmas partes e com a mesma causa de pedir, quer no Estado requerido quer noutro Estado, desde que, neste último caso, a decisão preencha as condições necessárias para o seu reconhecimento e execução no Estado requerido;

e) No caso de o requerido não ter comparecido nem se ter feito representar no processo no Estado de origem:

i) quando a lei do Estado de origem prevê a notificação do processo e o requerido não foi devidamente informado do mesmo nem teve oportunidade de ser ouvido, ou

ii) quando a lei do Estado de origem não prevê a notificação do processo e o requerido não foi devidamente informado da decisão nem teve oportunidade de a contestar ou de apresentar recurso, de facto ou de direito,

(47)

Lei aplicável à execução

(Artigo 32.º)

• A execução é regida pela lei do Estado

Requerido

• A duração das obrigações alimentares é regida

pela lei do Estado de origem da decisão

• O prazo de prescrição para a execução das

quantias em atraso é determinado pela lei que

preveja o prazo de prescrição mais longo

(Estado de origem ou Estado de execução)

(48)

Relação com anteriores convenções

(Artigos 48.º e 49.º)

A Convenção substitui, nas relações entre os Estados Contratantes:

 A Convenção da Haia, de 2 de outubro de 1973, sobre o

reconhecimento e execução das Decisões relativas às obrigações

alimentares,

 A Convenção da Haia, de 15 de abril de 1958, relativa ao

Reconhecimento e Execução de Decisões em matéria de prestação

de alimentos a Menores, na medida em que o seu âmbito de

aplicação entre os referidos Estados coincida com o âmbito de

aplicação da Convenção (artigo 48.º), e

 A Convenção das Nações Unidas de 20 de junho de 1956, sobre a

Cobrança de Alimentos no Estrangeiro (Convenção de Nova Iorque)

(artigo 49.º).

(49)

SITES ÚTEIS

• Conferencia da Haia de Direito Internacional

Privado

www.hcch.net/index_en.php

• União Europeia

www.europa.eu

• Direção geral da administração da justiça

(50)

Referências

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