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SUBSISTEMA CASTELO DE BODE. 1. Introdução

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SUBSISTEMA CASTELO DE BODE 1. Introdução

O Subsistema do Castelo do Bode tem origem nas águas captadas na Albufeira do Castelo do Bode, localizada no rio Zêzere, cuja bacia hidrográfica se situa em território nacional, tornando-o facilmente controlável.

O Subsistema do Castelo do Bode entrou em funcionamento em 4 de Junho de 1987 e constitui-se hoje como componente essencial do sistema de abastecimento de água à Cidade de Lisboa, Concelhos limítrofes e, ainda, desde 24 de Junho de 1993, aos Municípios da zona envolvente da Estação de Tratamento de Água da Asseiceira, através do denominado Subsistema do Médio Tejo.

Em termos de planeamento hidráulico, já na década de 30, na concepção inicial do aproveitamento hidroeléctrico do rio Zêzere, se considerou este como origem privilegiada para o futuro reforço do abastecimento de água a Lisboa.

Em 1949 foi definida uma orientação quanto ao caminho a seguir nos estudos e obras indispensáveis ao reforço em causa, tendo-se, na sequência, construído, nesse mesmo ano, a base da Torre de Tomada de Água que ficou implantada na Albufeira da Barragem do Castelo do Bode. Em 1959 o Governo determinou que se retomassem e acelerassem as diligências no intuito de se concretizar o reforço do abastecimento a Lisboa com recurso ás águas do Rio Zêzere, considerando um prazo de desenvolvimento não inferior a 20 anos.

Posteriormente, em 1962, ficou concluída a elaboração do «Plano Geral de Abastecimento de Água à Região de Lisboa» que estabelecia: numa 1.ª fase, a ampliação da captação de Valada-Tejo; numa 2.ª fase, a adução de água da Albufeira do Castelo do Bode por meio do aumento da capacidade de transporte do Aqueduto do Tejo (que seria prolongado até àquela Albufeira); e, numa 3.ª fase, o transporte de água da Albufeira da Bouçã, no rio Zêzere, para a zona alta de Lisboa, por canalização independente.

Embora os trabalhos preconizados fossem considerados

urgentes e recebida aprovação em 1965, apenas se processou a ampliação da captação no Rio Tejo, em Valada.

Surge, assim, a necessidade de actualizar aquele Plano, o que é conseguido em 1972, data da sua apresentação.

A sua aprovação regista-se em 1974, competindo à EPAL:

- até final de 1977; execução de um conjunto de obras, designadas por «Ampliações Imediatas», para eliminação

urgente das deficiências existentes na área do

abastecimento;

- até cerca de 1980; execução de diversas obras,

denominadas «Grandes Obras de Reforço» que deveriam

satisfazer, por fases sucessivas, as necessidades

previsíveis até ao ano 2000.

Eleita a Albufeira do Castelo do Bode como a que comportava mananciais de água, em quantidade e qualidade,

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para suprir as necessidades que, então, se manifestavam, desenvolveu-se a 1.ª fase, a que tinha como principal objectivo a produção de 375 000 m3/dia, embora algumas instalações e órgãos tivessem sido previstos para assegurar valores superiores.

Constatada a relevância do contributo do Subsistema do Castelo do Bode no abastecimento de água à região da Grande Lisboa e à região envolvente da ETA da Asseiceira, activaram-se os estudos de ampliação, para 500 000 m3/dia, da ETA da Asseiceira e do Adutor do Castelo do Bode.

Em Outubro de 1993, arrancaram as obras da 2.ª fase, com a ampliação, da ETA da Asseiceira, terminada em finais de 1994, ano em que começaram também os trabalhos de ligação de novos troços ao Adutor do Castelo do Bode, concluídos em Fevereiro de 1996. O Subsistema viu, desde então, elevada a sua capacidade diária de tratamento e de adução de 375 000 para 500 000 m3.

O Subsistema do Castelo do Bode destina-se a captar e transportar a água desde a Albufeira do Castelo do Bode até à Central Elevatória de Vila Franca de Xira, numa extensão de 90km.

O Subsistema do Castelo do Bode foi concebido para execução em duas fases. Uma primeira fase com a capacidade de produção de 375 000 m3/dia, em três «tranches» de 125 000 m3/dia, e uma segunda fase com essa capacidade elevada para 500 000 m3/dia, em quatro «tranches».

A 2.ª fase, iniciada após estudos que redefiniram as obras a realizar, os locais de implantação e as novas condições de exploração, considerou:

Estação de Tratamento de Água da Asseiceira

- Nova bateria de filtração, com mais 8 filtros; - Espessador de lamas, com 17m de diâmetro;

- Automatismos de controlo e supervisão;

- Recirculação das águas resultantes do tratamento de lamas. Adutor do Castelo do Bode

- Duplicação dos troços de Asseiceira, Almonda, Alviela, Curral das Éguas, Fontaínhas/Asseca e Vala Real/Aveiras.

Encontram-se em fase final de construção as obras relativas à ampliação da capacidade de produção deste Sistema num módulo adicional de 125 000 m3/dia.

Assim, foram construídas:

• uma nova estação elevatória de água bruta, anexa à existente, equipada com dois grupos electrobomba idênticos de capacidade unitária de 125 000 m3/dia;

• uma nova conduta de ligação à ETA, com traçado paralelo à existente, de igual diâmetro, mas de material de aço do tipo Europipe, o que permite adequar a capacidade de transporte da adução também para 1 000 000 m3/dia;

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2. Descrição do subsistema de Castelo do Bode 3.1 Albufeira

A albufeira da barragem de Castelo do Bode está localizada no rio Zêzere, linha de água afluente do rio Tejo em secção próxima de Constância.

A bacia hidrográfica do rio Zêzere, cuja área global contributiva é de cerca de 5 000 km2

, é integralmente portuguesa. O curso de água principal, com um comprimento de cerca de 242 km vence um desnível de 980 m desde as cabeceiras na zona de Guarda–Belmonte (cota1 000,0) até à confluência com o rio Tejo (cota 17,0).

A barragem, datada de 1951, gravítica em arco, tem uma altura de 115,0m e a correspondente albufeira um volume de 1 100 hm3, para uma cota máxima de 121,50 m.

Este equipamento, explorado pela REN, S.A., destina-se também à produção de energia e foi concebido igualmente como instrumento de regulação de cheias no rio Tejo.

3.2 Torre de Captação

Tem os diâmetros interiores de 2.20 m na parte inferior e de 7 m na parte superior. A cota de soleira da galeria de ligação ao túnel é de 50 m e a da plataforma superior de 124 metros.

Para a admissão de água existem seis aberturas (munidas cada de uma comporta) a três níveis diferenciados (duas aberturas em cada nível) cujas cotas de soleira são, respectivamente, de 88,50; 95,40 e 104,50 metros.

A cota do nível máximo da água na Albufeira é de 121,50 metros.

A Torre está dimensionada para um caudal diário de 1 000 000 m3.

3.3 Túnel de C. Bode

Apresenta o diâmetro interior de 3 m e o comprimento de 1 080 m, ligando aquela Torre à Estação Elevatória.

Tem as cotas de soleira de 50,0 m no início e de 41,59 m no terminal.

O revestimento final no interior do Túnel é constituído por um anel de betão armado, excepto nos últimos 150 metros, em que é de chapa de aço.

Está também dimensionado para transportar 1 000 000 m3

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3.4 Estação Elevatória de Castelo do Bode Estação Elevatória I (EECBI) do Castelo do Bode

Está equipada com dois conjuntos de grupos electrobombas assim formados:

- cinco grupos de velocidade variável, num máximo de quatro grupos em funcionamento simultâneo, podendo cada um elevar 125 000 m3/dia, a alturas manométricas variando entre 15 e 48 metros.

- três grupos de velocidade constante para accionar, cada um, 125 000 m3/dia, com a altura manométrica de 63,50 metros.

A protecção contra o choque hidráulico do sistema elevatória é constituída por uma chaminé de equilíbrio localizada a cerca de 70 m da Estação Elevatória, por válvula de batentes múltiplos e por dispositivos de reservatórios de ar comprimido, junto à Estação, consoante os sistemas de exploração.

Estação Elevatória 2 (EECB2) do Castelo do Bode

Está equipada com dois grupos de velocidade variável,

podendo cada um elevar 125 000 m3/dia, a alturas

manométricas variando entre 15 e 48 metros.

As Estações Elevatórias do Castelo do Bode tem por função elevar os caudais captados na albufeira para a Estação de Tratamento de Água da Asseiceira.

3.5 Condutas Elevatórias

A primeira conduta é formada por tubos de betão pré-esforçado de diâmetro interior de 1,80 m, com o comprimento de 8700 m que engloba três travessias aéreas, sendo uma de betão armado pré-esforçado e duas de chapa de aço. Os 110 m iniciais desta conduta são em chapa de aço de 10 mm, amarrada à encosta por 5 maciços de betão armado. O ponto mais elevado da conduta elevatória encontra-se protegido por uma chaminé de equilíbrio (Ø11,75m, cota do fundo=120,80m e cota de transbordo =147,00m).

A conduta mais recente, concluída em 2005, consiste na duplicação da conduta elevatória compreendida entre a Estação Elevatória de Castelo do Bode e a ETA da Asseiceira, o qual apresenta uma capacidade de transporte de 500.000 m3/dia. A solução executada desenvolve-se ao longo de aproximadamente 8 650m, correspondendo à instalação de tubagem de aço de soldadura helicoidal DN1800, de 14mm de espessura, com revestimento interior em epoxy e exterior em polipropileno. Ao longo do traçado deste troço existem 15x2 ventosas, 16 válvulas de descargas de fundo (das quais 3 numa câmara de válvulas) e uma válvula de seccionamento DN1400.

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Este troço contempla também a construção de uma chaminé de equilíbrio com cerca de 27m de altura e 11,75m de diâmetro interior e ainda a realização de duas travessias aéreas (sobre a Ribeira do Zairinho e o Rio Nabão). Na parte final deste troço, numa extensão de 85,0m sob a EN 3, a tubagem instalada foi envolvida em betão armado, numa obra cuja responsabilidade foi das Estradas de Portugal.

A Canalização Elevatória está dimensionada para 1 000 000 m3/dia.

3.6 ETA da Asseiceira

A ETA é constituída por duas linhas independentes, Linha 1 – 500 000 m3

/dia e Linha 2 – 125 000 m3

/dia, permitindo assegurar o tratamento de lamas e reciclar todo o efluente líquido resultante deste processo. Em caso de eventual anomalia, existem duas bacias de decantação que atenuam o impacto sobre o meio ambiente.

Pré-Cloragem de Emergência

Com a chegada da água à ETA de Asseiceira, inicia-se o tratamento com a cloragem, através da injecção em linha de cloro gasoso que é introduzido sob a forma de água clorada, visando a oxidação da matéria orgânica, compostos redutores e também a destruição dos microorganismos. Para que esta acção seja actuante tem de se assegurar a existência de um residual de cloro livre ao longo da linha de tratamento. Esta operação só é efectuada quando não existe a Ozonização Intermédia.

pré-cloragem de emergência da Linha 1, 2 clorómetros, capacidade unitária de 60 kg/h

pré-cloragem de emergência da Linha 2, 2 clorómetros, capacidade unitária de 20 kg/h

A Remineralização e Correcção da Agressividade

Com esta operação vamos corrigir o carácter excessivamente doce da água, o que se traduz na baixa quantidade de saís de

cálcio existentes. A remineralização e correcção da

agressividade, é realizada com base na adição de Cal Hidratada, sob a forma de uma solução de água de cal, seguindo-se a injecção do Dióxido de Carbono, cujo par permite assegurar o Cálcio dissolvido na água, sob a forma de bicarbonatos. A cadeia de regulação do Dióxido Carbónico, é feita com um analisador de pH em contínuo, pretende-se ajustar o pH da água para 6.6 para vir a permitir uma coagulação química em boas condições.

O dióxido de carbono fornecido no estado líquido, é

armazenado em 4 depósitos criogénico a pressões e

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À saída deste tanque, o CO2 vai passar através de um conjunto de vaporizadores atmosféricos onde vai passar da fase líquida à gasosa.

O CO2 regulado será dirigido através de uma tubagem única até à entrada das Câmaras de contacto de CO2. Na sua parte final será dividida em 4 tubagens, sendo que cada uma estará equipada com uma válvula manual e um rotâmetro. Deste modo será possível repartir o caudal de CO2 de forma equitativa pelas 4 câmaras de contacto da Linha I e pelas 2 câmaras de contacto da Linha 2.

O CO2 é distribuído através de novos conjuntos de difusores tipo mangueira.

Em automático o doseamento de CO2 para a Linha 1 será controlado através do medidor de pH instalado à saída das torres de contacto de CO2.

Coagulação

Este processo químico é efectuado com Sulfato de Alumínio Líquido injectado nas Câmaras de Mistura Rápida, tendo como função a agregação das partículas e a formação de pequenos flocos.

Em situações pontuais, ou seja quando a água apresenta uma turvação anormalmente alta, existe ainda a possibilidade da dosagem de um adjuvante de floculação, tratando-se de um polielectrólito que é sujeito a uma diluição, sendo injectado à entrada dos Flotadores, realizando a aglutinação e a formação de flocos de maiores dimensões.

Para a armazenagem do sulfato de alumínio líquido existem 2

reservatórios cilíndricos verticais com a capacidade

unitária de 80 m3.

O fornecimento de sulfato de alumínio para cada Linha é assegurado através de uma de duas bombas doseadoras de parafuso equipadas com variador de frequência, sendo a segunda reserva mecânica da primeira.

Doseamento Linha 1, 2 bombas com uma capacidade unitária de 100 a 800 l/h

Doseamento Linha 2, 2 bombas com uma capacidade unitária de 30 a 80 l/h

Flotação

A água é admitida na zona de floculação, onde se faz uma agitação suave em duas etapas para o crescimento dos flocos (floculação) que se formaram na etapa anterior nas 4 Câmaras de Mistura Rápida (coagulação). Na primeira etapa a agitação é realizada através de agitadores verticais de velocidade lenta, enquanto na segunda é realizada através de chicanas. O princípio de funcionamento consiste na saturação de água floculada com ar, a forte pressão. Essa operação é assegurada por um balão de pressurização no interior do qual a pressão é mantida a 4-6 bares, e que dissolve o ar na água. A interface ar-líquido é mantida constante por uma

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regulação de nível, e a alimentação de liquido ao balão faz-se através de uma bomba de pressurização que recolhe a água tratada à saída do Flotador e o injecta no balão.

O sistema ar-líquido que sai do balão entra então num colector equipado com uma série de difusores. Serão estes que irão permitir a despressurização do sistema, provocando a libertação de grandes quantidades de ar sob a forma de microbolhas (linha de “ détente ” ) .

A recirculação de água corresponde a 10% do caudal a tratar. Esta será efectuada através de um balão de pressurização individual para cada Flotador, tipo Flotazur P800, de concepção e

patente Degrémont, com uma velocidade de flotação de 10 m3

/m2 x hora, sendo a bombagem da água a pressurizar feita mediante dois grupos de três bombas cada um, uma para cada cinco Balões de Pressurização, e uma de reserva por cada dez Flotadores (total seis bombas).

Uma ponte raspadora de superfície de deslocação longitudinal por cada flotador encaminha as lamas para o topo oposto ao da entrada de água. Estas lamas são recolhidas em caleiras e conduzidas a cubas de armazenagem (1 para cada grupo de 5 flotadores).

A água clarificada é recolhida do mesmo lado da recolha de lamas, e daí é conduzida gravitáriamente por caleira, em direcção ao canal de adução da ozonização intermédia.

Linha 1, 20 Flotadores, distribuídos em 4 baterias de 5 Flotadores.

Linha 2, 5 Flotadores, distribuídos em 1 bateria de 5 Flotadores

Ozonização Intermédia

A água flotada será encaminhada para duas câmaras de contacto em paralelo onde será realizada uma Ozonização intermédia.

A injecção de ozono é realizada através de difusores porosos instalados no fundo de cada torre.

As torres são inteiramente cobertas por lajes de betão, sobre as quais serão instaladas as tubagens que vão enviar os traços de ozono residual em direcção a um Destruidor Térmico.

Os geradores de ozono “ Ozonia” são aparelhos do tipo tubular. Eles apresentam-se sob a forma de uma virola cilíndrica horizontal, fechada em cada extremidade por um fundo curvo amovível. No interior da virola está alojado uma faixa de bainhas de inox soldadas nos extremos a duas placas tubulares terminais, estando estas soldadas na sua periferia à virola.

O oxigénio atravessa o corpo do ozonizador passando pelos espaços anulares existentes entre os Dieléctricos, e os tubos em aço inox que fazem parte do ozonizador, o qual são refrigerados exteriormente pela água.

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Os Dieléctricos são submetidos a uma tensão elevada, enquanto que o corpo do ozonizador é uma massa ligada à terra.

O “ Ozono ” é produzido fazendo passar o oxigénio por tubos onde se dá uma descarga eléctrica produzida por uma corrente eléctrica de alta voltagem e frequência.

O gerador de ozono está interligado com um Q.E. de comando e potência, com autómato incorporado que gere e verifica a

produção em automático do gerador em serviço e os

respectivos parâmetros de regulação e controle.

Uma parte importante da energia eléctrica necessária a este processo é transformada em calor. Este calor é evacuado pelo caudal de água de refrigeração circulante na virola entre os tubos inox.

Linha 1, 2 Ozonizadores, com capacidade unitária de 15 kg/h. Linha 2, 1 Ozonizador, com capacidade de 15 kg/h.

Coagulação (Flotação parada)

Este processo químico é efectuado com Sulfato de Alumínio Líquido injectado em linha (microfloculação) sendo uma operação fundamental na ETA de Asseiceira, tendo como função a agregação das partículas e a formação de pequeníssimos flocos que se formam nos canais de alimentação aos filtros. Para controlo em continuo do alumínio residual existe um analisador que analisa as águas filtrada e tratada. Esta operação é efectuada quando a qualidade de água bruta não justifica o funcionamento da Flotação.

Filtração

A água proveniente das torres de ozonização intermédia é encaminhada gravitáriamente em direcção a um canal de distribuição onde é distribuída de forma igual pelos filtros.

Os filtros instalados são de patente Degrémont do tipo AQUAZUR V de dupla célula, gravitários rápidos, com uma velocidade de filtração de 6 a 7 m3/m2 x hora. Para garantir o funcionamento em contínuo dos filtros estes são lavados periodicamente, a lavagem realiza-se em contra-corrente (no sentido inverso à filtração) por ar em primeiro lugar, seguindo-se a água clorada que realiza a limpeza, a desinfecção e a calibração do leito filtrante.

O caudal de água a filtrar distribui-se igualmente pelos filtros através de descarregadores reguláveis donde passa para o interior de cada filtro por 2 orifícios de passagem colocados lateralmente numa das paredes do topo do filtro. A seguir vai passar pelos ralos colocados no fundo falso do filtro saindo pela tubagem de saída de água filtrada para uma Câmara de Restituição donde transborda por descarregador

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para dentro da Cisterna de Água de Lavagem e desta, também por transbordo para a Cisterna de Água Tratada.

Os filtros AQUAZUR V mantêm uma altura constante de água acima da camada de areia, independentemente do seu grau de colmatagem graças a um sistema de regulação electro-pneumática da válvula de saída da água filtrada.

Linha 1, 24 filtros - a água após entrar no filtro, vai atravessar uma dupla camada filtrante de antracite com 0,40 m de altura e um T.E.N. de 1,50 e de areia calibrada com 0,55 m e um T.E.N. de 0,75.

Linha 2, 6 filtros - a água após entrar no filtro, vai atravessar a camada filtrante de areia calibrada com uma altura de 1,00m e um T.E.N. de 0,75.

Equilíbrio e Ajuste do pH

Termina-se a remineralização com a injecção da água de cal no canal de água filtrada, esta injecção é feita através de um valor pré estabelecido de pH e verificado por um analisador em continuo de pH, procede-se assim ao equilíbrio calco-carbónico, de modo a obter uma água equilibrada na saída da ETA de Asseiceira, onde o Índice de Saturação é próximo de zero, por forma a preservar os orgãos e as infraestruturas de armazenamento e transporte.

Pós-Cloragem

Para garantir a potabilidade da água produzida, realiza-se uma injecção de cloro gasoso, a montante das cisternas de água tratada e ou nas saídas para o Adutor de Castelo do Bode e na Conduta do Subsistema Regional do Médio Tejo, de forma a garantir a qualidade da água na adução e na distribuição em alta. Os valores de cloro residual à saída da ETA, são lidos em continuo por três aparelhos de cloro residual nos seguintes pontos, linha 1 do Adutor de Castelo Bode, linha 2 do Adutor de Castelo Bode e Adutor do Médio Tejo.

cloragem à saída dos filtros Linha I, 2 clorómetros, capacidade unitária de 40 kg/h

desinfecção final no Adutor Linha I, 2 clorómetros, capacidade unitária de 10 e 40 kg/h,

cloragem lavagem dos filtros da Linha 1, 2 clorómetros, capacidade unitária de 20 kg/h.

cloragem à saída dos filtros Linha 2, 2 clorómetros, capacidade unitária de 20 kg/h

desinfecção final no Adutor Linha 2, 2 clorómetros, capacidade unitária de 10 e 20 kg/h,

cloragem lavagem dos filtros da Linha 2, 2 clorómetros, capacidade unitária de 20 kg/h.

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Os efluentes líquidos derivados do processo de tratamento da água, são as lamas resultantes da lavagem dos filtros, as lamas resultantes das raspagens dos flotadores e os insolúveis de cal, que resultam da preparação da solução de água de cal.

O espessamento das lamas resultantes das águas de lavagem

dos Filtros são enviadas e acondicionadas com um

polielectrólito aniónico que provoca a aglutinação das

partículas em flóculos e a possibilita a separação

sólido/líquido nos dois Espessadores, o sobrenadante é uma água clarificada que é reciclada, voltando para a Câmara de Mistura Rápida à entrada da ETA, as lamas como são mais pesadas concentram-se na parte inferior dos Espessadores. Existe a possibilidade de desidratar as lamas com o processo antigo, ou seja, as lamas dos Espessadores em conjunto com os Insolúveis de Cal são sujeitas a mistura e depois de acondicionadas com um polielectrólito aniónico, entram na secagem mecânica em 2 filtros de banda contínua, de onde saem com cerca de 20% de matéria seca. Em alternativa, temos ainda a desidratação mecânica através de uma centrífuga, que trabalhando unicamente com lamas dos Espessadores permite obter lamas desidratadas com cerca de 18% de matéria seca. Com a alteração da linha de tratamento as lamas produzidas nas diferentes operações da ETA serão encaminhadas para dois novos tanques de armazenamento e homogeneização de lamas, com uma capacidade unitária de 535 m3.

As lamas serão provenientes dos seguintes circuitos: Linha de Lamas Espessadas, Linha de Lamas Flotadas Linha 1, Linha de Lamas Flotadas Linha 2, Linha de Insolúveis da Cal.

Cada Tanque de Lamas está equipado com 3 agitadores submersíveis. As lamas depois de homogeneizadas, serão enviadas em direcção a 3 centrifugas através de 3 bombas de parafuso.

Cada bomba poderá aspirar de qualquer uma das duas células, bastando para tal manobrar um conjunto de válvulas manuais na aspiração.

As centrífugas estão já dimensionadas para a quantidade de lamas da segunda Fase do projecto, ou seja, para um caudal de água a tratar de 750.000 m3/d. O regime de funcionamento previsto é de 24horas por dia, 6 dias por semana. Este regime permite que o período de funcionamento destes equipamentos acompanhe o previsto para a futura operação de secagem térmica. A sicidade prevista das lamas a desidratar é de 25 +/- 2 % e o consumo de polímero em pó é de 7+/-1 kg/Ton MS.

Actualmente as lamas mais antigas estão a ser incorporadas na Industria do Cimento, de modo a reduzirmos o seu impacto sobre o ambiente.

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A ETA tem um centro de comando de controlo à distancia, destinado ao funcionamento automático da estação por medição de diversos parâmetros hidráulicos e físico-químicos e ao telecontrolo dos mesmos.

No que respeita á monitorização on-line dos parâmetros ao longo da linha de tratamento, a instalação dispõe dos seguintes analisadores: T u r v a ç ã o p H A l u m í n i o A l c a l i n i d a d e D u r e z a T o t a l C l o r o O z o n o O x i g é n i o D i s . C o n d u t i v i d a d e T e m p e r a t u r a Água Bruta X X X X X X X Água Remineralizada 1 X X X Água Flotada 1 X X Água Ozonizada 1 X X X Água Filtrada 1 X X X X X Água Tratada 1 X X X Água Remineralizada 2 X X X Água Flotada 2 X X Água Ozonizada 2 X X Água Filtrada 2 X X X X X Água Tratada 2 X X X Água Adutor Linha 1 X X X X X X X X X Água Adutor Linha 2 X X X X X X X X X Água Adutor M.T. X

3.7 Cisternas de Água Tratada

A Estação de Tratamento dispõe ainda de quatro células para armazenamento da água tratada, com a capacidade de 21 500 m3 cada uma (as cotas de soleiras são de 114,60 m e, a do nível máximo, de 118,70 m).

Das 3 condutas gravíticas com origem nas cisternas da Asseiceira, duas apresentam

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(Troço Intermédio). A terceira conduta serve exclusivamente para abastecer os municípios do Médio Tejo.

Referências

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