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DA ADMINISTRAÇÃO
DA ADMINISTRAÇÃO
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ANTONIO CESAR AMARU MAXIMIANO
ANTONIO CESAR AMARU MAXIMIANO
TEORIA GERAL
TEORIA GERAL
DA ADMINISTRAÇÃO
DA ADMINISTRAÇÃO
Da Escola Científica à Competitividade
Da Escola Científica à Competitividade
na Economia Globalizada
na Economia Globalizada
2 2ª ªEdição
Edição
SÃO PAULO SÃO PAULOEDITORA ATLAS S.A. - 2000 EDITORA ATLAS S.A. - 2000
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1. ed. 19971997; 2. ed. 2000; 4; 2. ed. 2000; 4aa tiragem tiragem
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Maximiano, Antonio Cesar Amaru. Maximiano, Antonio Cesar Amaru.
Teoria geral da administração: da escola científica à competitividade na economia globalizada/ Teoria geral da administração: da escola científica à competitividade na economia globalizada/ Antonio Cesar Amaru Maximiano. - 2. ed. - São Paulo : Atlas, 2000.
Antonio Cesar Amaru Maximiano. - 2. ed. - São Paulo : Atlas, 2000. Bibliografia.
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SUMÁRIO
SUMÁRIO
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TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
Prefácio, 17
Parte I - FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO, 21 1 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO, 23
Introdução, 24
1 Administração: conceito e importância, 24 1.1 Definição do conceito, 24
1.2 Importância social da administração, 27 1.3 Impacto da qualidade da administração, 29 2 Teoria administrativa, 30
2.1 Conhecimentos descritivos, 30 2.2 Conhecimentos prescritivos, 31
3 Formação do conhecimento administrativo, 32 3.1 Experiência prática, 33
3.2 Métodos científicos, 33
4 Objetivos e campo de aplicação, 37 4.1 Enfoque, 38
4.2 Escola, 38 4.3 Modelo, 39
5 Principais enfoques, 39 6 Qual idéia é melhor?, 41
7 Administração no presente, 41
7.1 Economia globalizada e competitividade, 42 7.2 Interdependência, 42
7.3 Tecnologia da informação, 43 7.4 Diminuição de tamanho, 43
7.5 Valorização da administração empreendedora, 43 7.6 Defesa do consumidor e ênfase no cliente, 44 7.7 Ecologia e qualidade de vida, 44
8 Linha do tempo da administração, 45
9 Estudo de caso: Afinal, quem manda aqui?, 50 Questões,51
2 PAPEL DO GERENTE, 52
Introdução, 53
1 Henri Fayol e o processo administrativo, 54 1.1 Função administrativa, 55
1.2 Papel do gerente segundo Fayol, 56 1.3 Princípio de Peter, 59
1.4 POSDCORB, 59
2 Chester Barnard e as funções do executivo, 59 3 Herbert Simon e o processo decisório, 62 4 Henry Mintzberg e os papéis gerenciais, 63
4.1 Papéis interpessoais, 64 4.2 Papéis de informação, 65 4.3 Papéis de decisão, 66
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SUMÁRIO 75 Rosemary Stewart e as escolhas gerenciais, 67
5.1 Exigências, 67 ,
5.2 Restrições, 68
5.3 Escolhas, 68
6 Fred Luthans e o desempenho dos gerentes, 69 ,
7 Princípios de Andrew Grove, 70
7.1 Produção, 70
7.2 Trabalho de equipe, 71
7.3 Desempenho individual, 72
8 Níveis de administração, 73
8.1 Alta administração, 75
8.2 Supervisores de primeira linha, 75
8.3 Gerência intermediária, 76
9 Habilidades gerenciais, 76
9.1 Habilidades segundo Katz, 77
9.2 Habilidades segundo Mintzberg, 78
10 Estudo de caso: Seleção de um executivo, 80
Questões, 82
TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES, 85
Introdução, 86
1 Max Weber e a burocracia, 87
1.1 As organizações na visão de Weber, 88
1.2 A dominação segundo Weber, 88
1.3 Premissas da autoridade legal-racional, 90
2 Tipologia de Etzioni, 93
2.1 Tipos de poder, 94
2.2 Tipos de envolvimento, 95
2.3 Tipos de organizações, 96
2.4 Estrutura dupla de obediência, 97
3 Tipologia de Blau e Scott, 98
3.1 Membros da organização, 99
3.2 Proprietários ou dirigentes, 99
3.3 Clientes da organização, 99
3.4 Público em geral, 99
4 Disfunções da burocracia, 100
4.1 Disfunções segundo Perrow, 100
4.2 Disfunções segundo Roth, 103
4.3 Disfunções segundo Merton, 104
5 Modelos de organização, 105
5.1 Tipo mecanicista, 106
5.2 Tipo orgânico, 106
6 Imagens das organizações, 107
6.1 As organizações segundo Mintzberg, 108
6.2 As organizações segundo Handy, 111
6.3 As organizações segundo Morgan, 113
7 Aprendizagem organizacional, 116
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8 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
7.2 Argyris e Schon, 118
7.3 Peter Senge, 119
8 Estudo de caso: Casamento de gigantes, 121
Questões, 123
4 DA REVOLUÇÃO URBANA À REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, 124
Introdução, 125
1 Da pré-história à revolução urbana, 126
1.1 Revolução agrícola, 126 1.2 Revolução urbana, 126 1.3 Egito, 128 1.4 Babilônia e Assíria, 129 2 China, 131 3 Grécia, 134 3.1 Democracia e ética, 134 3.2 Método, 135 3.3 Qualidade, 136 4 Roma, 136 4.1 Instituições políticas, 137
4.2 Construção e administração do Império, 138
4.3 Instituições econômicas, 139 4.4 Forças armadas, 140 4.5 Princípios de administração, 141 5 Período medieval, 141 5.1 Sistema feudal, 141 5.2 Organização do trabalho, 141 6 Renascimento, 142 6.1 Capitalismo mercantil, 144 6.2 Veneza, 144 6.3 Maquiavel, 145 6.4 Reforma, 147 7 Revolução industrial, 147
7.1 Sistema de fabricação para fora, 148
7.2 Sistema fabril, 148
7.3 Condições de trabalho e sindicatos, 149
8 Críticas à sociedade industrial, 149
9 Um embrião de teoria administrativa, 150
9.1 Eficiência, 150
9.2 Fundição Soho, 151
9.3 Robert Owen e New Lanark, 151
9.4 Charles Babbage, 152
10 Estudo de caso: Conselhos de Jetro, 153
Questões, 154
Parte II - DA ESCOLA CLÁSSICA AO SISTEMA TOYOTA, 157 5 ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, 159
Introdução, 160
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SUMÁRIO 92 Início do movimento da administração científica, 162
2.1 O problema dos salários, 163
2.2 O plano de Taylor, 164
3 Segunda fase da administração científica, 166
4 Terceira fase da administração científica, 167
5 Integrantes do movimento, 169
5.1 Frank e Lillian Gilbreth e o estudo de movimentos, 170
5.2 Henry Gantt, 171
5.3 Hugo Munsterberg, 172
6 Críticas à administração científica, 173
7 Expansão do movimento, 174
8 Produção em massa e linha de montagem, 174
8.1 Princípios da produção em massa, 175
8.2 A linha de montagem de Henry Ford, 176
8.3 A linha de montagem móvel, 177
43.4 Inovações de Ford, 178
8.5 Expansão do modelo Ford, 178
9 Alfred Sloan e a General Motors, 179
10 Estudo de caso: Taylor resolve um problema. 181
Questões,182
ADMINISTRAÇÃO DA QUALIDADE, 183
Introdução, 184
1 Como definir qualidade?, 185
1.1 Excelência, 186
1.2 Valor, 187
1.3 Especificações, 187
1.4 Conformidade com especificações, 188
1.5 Regularidade, 188
1.6 Adequação ao uso, 188
2 Custos da qualidade, 189
3 Custos da não-qualidade, 190
4 O cliente em primeiro lugar, 191
5 Eras da história da qualidade, 192
5.1 A era da inspeção, 193
5.2 A era do controle estatístico, 194
5.3 A era da qualidade total, 197
6 Os 14 Pontos de Deming, 202
7 A era da qualidade total atinge a maturidade, 204
7.1 Garantia da qualidade e auditoria do sistema, 204
7.2 Auditoria do sistema da qualidade, 205
8 Normas ISO 9000, 206
9 Prêmios da qualidade, 208
9.1 Prêmio Deming, 208
9.2 Prêmio Baldrige, 210
9.3 Prêmio Europeu, 212
10 Estudo de caso: Fantástica, a fábrica de chocolates, 21 4
Questões, 21 5
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10 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
7 MODELO JAPONÊS DE ADMINISTRAÇÃO, 216
Introdução, 217
1 Sistema Toyota de produção, 218 1.1 Eliminação de desperdícios, 220 1.2 Fabricação com qualidade, 224
2 O fator cultural na administração japonesa, 230 2.1 Cultura nacional, 230
8 O ENFOQUE COMPORTAMENTAL NA ADMINISTRAÇÃO, 241
Introdução, 242
1 Raízes do enfoque comportamental, 243
1.1 O movimento pelo bem-estar dos trabalhadores, 245 1.2 O pensamento humanista na escola clássica, 246 1.3 O estudo do fator humano no papel dos gerentes, 247 1.4 Psicologia industrial, 248
1.5 Dinâmica de grupo e liderança, 248 2 Escola das relações humanas, 249
3 A empresa como sistema social, 251 4 Grupos informais, 253
4.1 Realização de objetivos comuns, 254 4.2 Valorização das pessoas, 255
4.3 Proteção dos integrantes, 255
4.4 Definição dos padrões de desempenho, 255 5 Normas de conduta, 255
6 Cultura organizacional, 256
6.1 Crenças, valores e preconceitos, 257 6.2 Cerimônias e rituais, 258
6.3 Símbolos, 258
6.4 Cultura na sociedade global, 259 7 Sentimentos e clima organizacional, 259
7.1 Individualidade dos sentimentos, 260 7.2 Comparações, 260
7.3 Clima organizacional e desempenho, 260 8 Ciências do comportamento, 262
9 Estudo de caso: Elton Mayo faz umas perguntas, 265 Questões,266
9 CARACTERÍSTICAS E DIFERENÇAS INDIVIDUAIS, 267
Introdução, 268
1 Se todos fossem iguais a você..., 268 2 Percepção, 270
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SUMARIO 112.2 Fatores que influenciam as diferenças na percepção, 273
2.3 Percepção de pessoas, 276
3 Atitudes, 279
3.1 Atitudes, opiniões e valores, 279
3.2 Papel das atitudes, 280
3.3 Dissonância cognitiva, 280
4 Aptidões, 281
4.1 Tipos de aptidões, 281
4.2 Duas teorias sobre a inteligência, 283
5 Personalidade, 286
5.1 Tipos psicológicos de Jung, 287
5.2 Combinação de dimensões junguianas, 289
6 Biografia, 293
7 Estudo de caso: Idade ou experiência, 294
Questões, 295 10 MOTIVAÇÃO, 29 6 Introdução, 297 1 Significado da motivação, 297 2 Modelo do comportamento, 298 2.1 Comportamento, 299 2.2 Motivação, 299 2.3 Objetivo, 299 3 Teoria da expectativa, 300 3.1 Valor da recompensa, 301 3.2 Desempenho e recompensa, 301 3.3 Esforço e desempenho, 302 4 Behaviorismo, 302 4.1 Condicionamento operante, 302 4.2 Reforço positivo, 303 4.3 Punição, 304 4.4 Programação de estímulos, 304 4.5 Extinção, 304 4.6 Modificação do comportamento, 304 5 Teoria da eqüidade, 305
6 Hipóteses sobre a motivação, 306
6.1 Motivação do homem econômico-racional, 307
6.2 'Motivação do homem social, 307
6.3 Motivação do homem auto-realizador, 308
6.4 Motivação do homem complexo, 308
7 Teorias das necessidades, 308
7.1 Dois grupos de necessidades, 309
7.2 Hierarquia de Maslow, 310'
7.3 Teoria ERG, 312
7.4 Três necessidades específicas, segundo McClelland, 312
8 Frustração, 314
8.1 Compensação, 314
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12 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
8.3 Agressão, 315
8.4 Substituição ou deslocamento, 315 9 Teoria dos dois fatores, 316
9.1 Papel dos fatores higiênicos, 317 9.2 Papel dos fatores motivacionais, 317 9.3 Satisfação e insatisfação, 318
9.4 Juntando as peças, 318
9.5 Enriquecimento do trabalho, 319 10 Liderança e motivação, 320
10.1 O efeito Pigmalião como processo social, 320
10.2 A profecia auto-realizadora como processo psicológico, 321 10.3 O efeito Pigmalião nas organizações, 321
11 Influência da percepção, 323
12 Estudo de caso: Diálogo na livraria, 323 Questões,324
11 LIDERANÇA, 325 Introdução, 326
1 Liderança: de que se trata?, 326 1.1 Consentimento, 327
1.2 Autoridade formal, 327
1.3 Coincidência entre liderança e autoridade formal, 329 2 Contexto da liderança, 330
2.1 Características pessoais do líder, 331
2.2 Características pessoais dos liderados, 332 2.3 Características da tarefa, 334 3 A pessoa do líder, 336 3.1 Traços de personalidade, 337 3.2 Motivações do líder, 338 3.3 Habilidades, 338 4 Uso da autoridade, 341 4.1 Escolha do dirigente, 341
4.2 Localização do poder de decisão, 342 4.3 Comportamento do líder, 343
5 Estilos de liderança, 344
5.1 Liderança orientada para a tarefa, 346 5.2 Liderança orientada para pessoas, 346 5.3 Liderança bidimensional, 347
5.4 Eficácia do líder, 347 6 Liderança situacional, 350
6.1 Modelo de Tannenbaum e Schmidt, 350 6.2 Modelo de Fiedler, 350
6.3 Modelo de Hersey-Blanchard, 351
7 Liderança carismática e liderança transacional, 354 7.1 Liderança carismática, 355
7.2 Liderança transacional, 356
8 Estudo de caso: A escola de administração dos marines, 356 Questões,358
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SUMARIO 13Parte IV - AS EMPRESAS E O AMBIENTE, 361
12 PENSAMENTO SISTÊMICO, 363
Introdução, 364
1 Complexidade: de que se trata?, 364
1.1 Nenhum problema ou situação é totalmente simples e linear, 365
1.2 A sociedade moderna oferece problemas intrinsecamente
comple-xos, 365
1.3 Certas organizações modernas enfrentam problemas inerentemente
mais complexos que a média das organizações, 366
2 Soluções complexas para problemas complexos, 366
3 A idéia de sistema, 367
4 Estrutura dos sistemas, 368
4.1 Entradas, 368
4.2 Processo, 369
4.3 Saídas, 369
5 Bases do enfoque sistêmico, 369
5.1 Teoria da forma, 371
5.2 Cibernética, 372
5.3 Teoria geral dos sistemas, 373
6 Aprendendo a usar o enfoque sistêmico, 374
7 Organizações como sistemas, 375
7.1 Sistema técnico, 375 7.2 Sistema social, 376 8 Eficácia global, 377 9 Eficácia relativa, 377 10 Importância do ambiente, 378 11 Estrutura do ambiente, 380 11.1 Ambiente imediato, 381 11.2 Macroambiente, 382 12 Estabilidade do ambiente, 383 12.1 Ambiente estável, 383 12.2 Ambiente instável, 383 13 Tecnologia de sistemas, 384 13.1 Objetivos, 385 13.2 Componentes, 385 13.3 Processo, 386 13.4 Administração e controle, 386
14 Aplicações do enfoque sistêmico, 387
15 Estudo de caso: Insegurança pública, 387
Questões, 390
13 ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA, 391
Introdução, 392
1 Estratégia: de que se trata?, 392
2 Estratégia no campo da administração, 393
3 Abrangência da estratégia, 396
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14 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
3.2 Estratégia de ramo ou de unidade de negócios, 397 3.3 Estratégias funcionais, 397
3.4 Estratégias operativas ou operacionais, 397 4 Planejamento estratégico, 398
5 Análise do ambiente, 399
5.1 Análise da concorrência, 399 5.2 Análise do mercado, 401
5.3 Outros segmentos do ambiente, 402 6 Diagnóstico organizacional, 405
6.1 Análise do desempenho da organização, 406 6.2 Análise de pontos fortes e fracos, 410
7 Preparação do plano estratégico, 411 7.1 Missão e negócio, 412
7.2 Objetivos estratégicos, 414 7.3 Estratégias, 415
8 Seleção de estratégias, 419
9 Implementação da estratégia, 420
9.1 Planejamento nas áreas funcionais, 421 9.2 Políticas e planos operacionais, 421 9.3 Estrutura organizacional, 422
10 Acompanhamento e controle da estratégia, 422
11 Balanced scorecard, 422
12 Reinicio do ciclo, 42 4
13 Estudo de caso: Comparação de estratégias, 425
Questões, 426
14 ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL, 427
Introdução, 428
1 Ética: de que se trata?, 428
2 Abrangência da ética na administração, 429 2.1 Nível social da ética, 430
2.2 Nível do stakeholder, 430
2.3 Ética na política interna, 430 2.4 Ética no nível individual, 431 3 Criação de sistemas de valores, 431 4 Evolução ética, 433
5 Ética relativa e absoluta, 434 5.1 Ética relativa, 434 5.2 Ética absoluta, 435 6 Relativismo cultural, 436
7 Estágios de desenvolvimento moral, 436
7.1 Estágio pré-convencional de desenvolvimento moral, 437 7.2 Estágio convencional de desenvolvimento moral, 438 7.3 Estágio pós-convencional de desenvolvimento moral, 439 8 Responsabilidade social, 440
8.1 Doutrina da responsabilidade social, 440 8.2 Doutrina do interesse do acionista, 442
9 Por que a preocupação com ética e responsabilidade social?, 442 9.1 Defesa do consumidor, 443
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SUMÁRIO 15 9.2 Defesa do ambiente, 443 9.3 Comportamentos duvidosos, 444 10 Códigos de ética, 44510.1 Credo da Johnson & Johnson, 445 10.2 Valores orientadores da GTE, 446 10.3 A maneira da Champion, 446
10.4 Normas de conduta do Banco do Brasil, 447 10.5 Objetivos e princípios empresariais da Shell, 448 11 Uma entrevista com Oded Grajew, 449
12 Estudo de caso: Os miseráveis, 452 Questões,453
Parte V - NOVOS PARADIGMAS, 455
15 ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA, 45 7 Introdução, 458
1 Administração participativa: de que se trata?, 458 2 Modelos de administração, 459
2.1 Modelo diretivo, 460 2.2 Modelo participativo, 460
3 Problemas do modelo tradicional, 460 3.1 Ineficiência global do sistema, 461 3.2 Fragilidade da empresa, 461
3.3 Insatisfação e desmotivação dos trabalhadores, 461 3.4 Autoritarismo, 461
4 Fundamentos da administração participativa, 462 5 Exemplos das empresas, 463
5.1 Toyota, 464 5.2 Semco, 464 5.3 Método, 465 5.4 Saturno, 465 6 Estratégias de participação, 466 6.1 Informação, 467
6.2 Envolvimento no processo decisório, 468 6.3 Participação nos resultados, 472
7 Autogestão, 473 8 Papel da cultura, 474
8.1 Como são as pessoas e como se deve tratá-las?, 474
8.2 Qual o papel do dirigente e como ele deve comportar-se com os subordinados?, 475
8.3 De que maneira os subordinados devem comportar-se em relação aos dirigentes?, 475
9 Implantação da administração participativa, 476 9.1 Dimensão comportamental, 476
9.2 Dimensão estrutural, 476 9.3 Dimensão das interfaces, 476
10 Estudo de caso: Alphabeta Engenharia, 477 Questões,478
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16 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
16 NOVOS PARADIGMAS DA ADMINISTRAÇÃO, 479
Introdução, 480
1 Novos paradigmas: de que se trata?, 480
2 Mudança de paradigmas na administração, 481
2.1 Mudança de premissas, 482
2.2 Novos conceitos e técnicas de administração, 484
3 Reengenharia de processos, 484
3.1 Definição de reengenharia, 485
3.2 Processos organizacionais, 485
3.3 Características dos processos "reengenheirados", 486
3.4 Metodologia da reengenharia, 487
3.5 Exemplos de reengenharia, 489
4 Benchmarking: copiando as melhores práticas, 492
4.1 Definição de benchmarking, 493
4.2 Metodologia do benchmarking, 493
5 Realidade virtual na administração, 495
5.1 Definição da realidade tradicional, 495
5.2 Definição da realidade virtual, 496
5.3 Trabalhador virtual, 497
6 Qualidade de vida no trabalho, 498
6.1 Satisfação dos funcionários, 500
6.2 Práticas da empresa, 500
7 Inteligência emocional, 501
7.1 O teste do marshmallow, 502
7.2 Emoção, 503
7.3 Ingredientes da inteligência emocional, 504
8 Estudo de caso: Volkswagen do Brasil, fábrica de Resende, 506
Questões, 509
Glossário, 511
Bibliografia, 517
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18 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
A prática e a teoria, nos diversos campos da administração, modificam-se cons-tantemente. Nos últimos 20 anos, surgiram novos conceitos que transformaram ra-dicalmente o que se praticou e estudou antes desse período. Por essa razão, muito do que se escreveu ficou virtualmente obsoleto. Ao mesmo tempo, muitas das idéias novas da administração também ainda não haviam sido satisfatoriamente incorpo-radas ao ensino. A carência de bibliografia atualizada era responsável por esse pro-blema. Para tentar enfrentá-lo, foi preparada a primeira versão deste Teoria Geral da Administração.
A acolhida francamente favorável evidenciou o acerto da decisão e motivou a produção desta segunda edição, que apresenta uma radical evolução em relação à anterior. Todo o texto foi revisto, ampliado e reordenado. Novos capítulos foram acres-centados. As seções foram numeradas, para facilitar a consulta e o encadeamento dos conceitos.
O texto procura registrar um panorama das idéias mais importantes para a formação do administrador, dos conceitos clássicos aos atuais, em cinco partes:
PARTE I - FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO
Essa parte do livro procura definir os conceitos básicos e sua história, de forma concisa. O contexto que influenciou o surgimento e evolução desses conceitos, bem como suas implicações sobre o papel dos gerentes, são analisados nos quatro capítu-los dessa parte, que são os seguintes:
1 Administração: conceito e importância 2 Papel do gerente
3 Teoria das organizações
4 Da Revolução Urbana à Revolução Industrial
PARTE II - DA ESCOLA CLÁSSICA AO SISTEMA TOYOTA
Essa parte do livro trata das técnicas de administração que nasceram com o movimento da administração científica e evoluíram até o sistema Toyota de produ-ção, passando pela escola da qualidade. Essas idéias são examinadas em três capítu-los:
5 Administração científica 6 Administração da qualidade 7 Modelo japonês de administração
PARTE III - ENFOQUE COMPORTAMENTAL
Essa parte do livro é dedicada ao estudo das questões comportamentais da ad-ministração. São analisadas as idéias mais importantes sobre a emergência desse
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PREFÁCIO 19enfoque na administração, bem como suas aplicações mais importantes, em quatro capítulos:
8 O enfoque comportamental na administração 9 Características e diferenças individuais
10 Motivação 11 Liderança
PARTE IV - AS EMPRESAS E O AMBIENTE
Nessa parte do livro, a ênfase está no estudo do enfoque sistêmico e suas aplica-ções, focalizando a eficácia da organização nas relações com seu ambiente. Essa temática é examinada em três capítulos:
12 Pensamento sistêmico 13 Administração estratégica 14 Ética e responsabilidade social
PARTE V - NOVOS PARADIGMAS
Essa parte do livro dedica-se a examinar as idéias e realidades que vêm alteran-do os conceitos tradicionais da administração, nos alteran-dois últimos capítulos alteran-do livro:
15 Administração participativa 16 Novos paradigmas
Além das modificações no texto, foram preparados estudos de casos para todos os capítulos. O leitor ainda encontrará, no final, glossário e índice remissivo.
O objetivo principal deste projeto continua sendo o de oferecer a professores e alunos de cursos introdutórios, em escolas de administração ou escolas técnicas, um
texto básico que focaliza o estudo das escolas e a evolução do pensamento administrativo. Professores e estudantes que preferem o enfoque do processo administrativo poderão interessar-se por outra obra deste autor, Introdução à Ad-ministração, já em sua 5a edição, com texto igualmente modificado para otimizar a
sobreposição proposital entre os dois.
Comentários e sugestões são bem-vindos por meio da Editora Atlas ou pelo
e-mail do autor: [email protected]
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FUNDAMENTOS DA
ADMINISTRAÇÃO
Parte I
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SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO
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24 FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO INTRODUÇÃOOs objetivos principais deste capítulo são:
• Apresentar diferentes significados da palavra administração.
• Esclarecer o papel e a importância da administração para todos os tipos de organizações sociais.
• Esclarecer as diferenças entre a teoria e a prática da administração. • Sintetizar os principais eventos e idéias da história da administração.
A palavra administração é usada tão freqüentemente no dia-a-dia que parece não
haver dúvidas com relação a seu significado. O mesmo acontece com palavras como
administrador, gerente, eficiênciae eficácia, que têm papel importante dentro do campo
da administração, e muitas outras. Estando essas palavras no centro de todas as idéias deste livro, é necessário defini-las desde o princípio.
1 ADMINISTRAÇÃO: CONCEITO E IMPORTÂNCIA
Para entender o que significa a administração, é preciso ir além da interpretação da palavra. É preciso também compreender o papel que a administração desempenha para as organizações e para a sociedade.
1.1 DEFINIÇÃO DO CONCEITO
Objetivos, decisões e recursos são as palavras-chaves na definição do conceito de administração. Administração é o processo de tomar e colocar em prática decisões sobre objetivos e utilização de recursos (Figura 1.1). Para esclarecer e ampliar a defi-nição:
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SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 25 1.1.1 PROCESSO Figura 1.1 Administração como processo de tomar deci-sões sobre obje-tivos e recursos.A administração é processo ou atividade dinâmica, que consiste em tomar deci-sões sobre objetivos e recursos. O processo de administrar (ou processo administrati-vo) é inerente a qualquer situação em que haja pessoas utilizando recursos para atin-gir algum tipo de objetivo. A finalidade última do processo de administrar é garantir a realização de objetivos por meio da aplicação de recursos. Para melhor aproveitar o estudo da administração, você precisa pensar em situações práticas em que haja pes-soas utilizando recursos para produzir bens e serviços. Pense em organizações próxi-mas, como padarias, supermercados, a prefeitura de sua cidade, e outras, com as quais você tem contato direto. Pense também em organizações distantes, mas que têm influência sobre sua vida: a rede de televisão a cujos programas você assiste, as em-presas que fabricam os produtos que você usa (como roupas e automóveis) e as com-panhias fornecedoras de serviços, como telefone, água e esgoto, e energia elétrica. Pense na organização em que você trabalha. Pense em si próprio e em sua família como administradores de recursos e tomadores de decisões.
Todas essas organizações representam o cenário da ação administrativa. De fato, a principal razão para o estudo da administração é a existência de organizações. Nos capítulos à frente, este tema será retomado.
OBJETIVOS Resultados esperados do sistema DECISÕES Planejamento Organização Execução e direção Controle RECURSOS Pessoas Informação e conhecimento Espaço Tempo Dinheiro Instalações
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2 6 FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO 1.1.2 DECISÕESTomar decisões significa fazer escolhas. O processo administrativo abrange qua-tro tipos principais de decisões, também chamadas processos ou funções. A Figura 1.2 resume os quatro processos e descreve as decisões de cada um.
Figura 1.2
Principais deci-sões do processo administrativo. PROCESSO Planejamento Organização Direção Controle SIGNIFICADOConsiste em tomar decisões sobre objetivos e recursos neces-sários para realizá-los.
Consiste em tomar decisões sobre a divisão de autoridade e responsabilidade entre pessoas e sobre a divisão de recursos para realizar tarefas e objetivos.
Compreende as decisões que acionam recursos, especialmen-te pessoas, para realizar tarefas e alcançar objetivos.
Consiste em tomar decisões e agir para assegurar a realização dos objetivos.
1.1.3 RECURSOS
Os recursos que as organizações utilizam classificam-se em seis tipos principais: instalações, espaço, tempo, dinheiro, informações e pessoas. As organizações são sis-temas de recursos empregados na realização de objetivos, como mostra a Figura 1.3.
Figura 1.3
A organização como sistema de recursos que realiza diversos tipos de objeti-vos. Pessoas Informação e conhecimento Espaço Tempo Dinheiro Instalações ORGANIZAÇÃO O B J E T I V O SR o
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SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 27 1.1.4 OBJETIVOSOs objetivos são os resultados esperados, ou fins que as organizações ou sistemas procuram atingir, por meio do emprego dos recursos. Os objetivos organizam-se em uma cadeia de meios e fins. Produtos e serviços são objetivos imediatos, que possibili-tam a realização de outros objetivos, como o atendimento dos interesses dos acionistas, a satisfação dos clientes e a contribuição para a comunidade.
Um sistema ou organização que consegue realizar seus objetivos é eficaz. Entre duas organizações, ou entre dois momentos da mesma organização, é mais eficiente aquela que realiza o mesmo objetivo com menor quantidade de recursos. Eficácia é a capacidade de realizar objetivos. Eficiência é a capacidade de utilizar produtivamente os recursos.
1.1.5 PESSOAS
As pessoas estão no centro do processo administrativo. Elas tomam decisões, compartilham o processo decisório com outras pessoas ou são afetadas pelas decisões que outras tomam. Como indivíduos ou membros de organizações, as pessoas são os principais agentes do processo administrativo.
1.1.6 ADMINISTRADORES
Os administradores, ou gerentes, são as pessoas que tomam decisões de adminis-tração. Podem ser indivíduos (como um presidente de empresa) ou grupos (como a assembléia de acionistas que nomeia esse mesmo presidente). Todas as pessoas que administram sistemas de recursos e objetivos são administradores (ou gerentes). Você é administrador de seus objetivos pessoais, de seu próprio tempo e de outros recursos pessoais. Algumas pessoas administram o trabalho de outras pessoas, porque ocupam posições de chefia.
1.2 IMPORTÂNCIA SOCIAL DA ADMINISTRAÇÃO
A administração é o processo que procura assegurar a eficácia e eficiência das organizações. A administração, como assinalou Fayol, é importante em qualquer esca-la de utilização de recursos para realizar objetivos - individual, familiar, grupai, organizacional ou social. A Figura 1.4 ilustra essas definições, bem como a relação entre o aumento da quantidade de recursos e a complexidade do processo
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2 8 FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO Figura 1.4 A complexidade do processo ad-ministrativo au-menta deforma diretamente pro- porcional ao vo-lume e interde- pendência de re-cursos.Embora o processo administrativo seja importante em qualquer contexto de uti-lização de recursos, a razão principal para estudá-lo é seu impacto sobre o desempe-nho das organizações. As organizações assumiram importância sem precedentes na sociedade e na vida das pessoas. Há poucos aspectos da vida contemporânea que não sejam influenciados por alguma espécie de organização. A sociedade moderna é uma sociedade organizacional, em contraste com as sociedades comunitárias do passado, como indica a Figura 1.5.
O principal motivo para a existência das organizações é o fato de que certos objetivos
só podem ser alcançados por meio da ação coordenada de grupos de pessoas.1 Na
socieda-de organizacional, muitos produtos e serviços essenciais para a simples sobrevivência somente se tornam disponíveis quando há organizações empenhadas em realizá-los. A qualidade de vida depende delas em grande parte: serviços de saúde, fornecimento de energia, segurança pública, controle de poluição - tudo depende de alguma empresa ou organização pública.
1 GIBSON, James L., IVANCEVICH, Jo hn M., DONNELLY JR., James H. Organizations. Dallas : Business
Publications, 1976. p. 4-5.
Administração Administração Administração de Administração Administração pessoal familiar pequenos grupos de social: cidade, sociais organizações Estado, sociedade
global COMPLEXIDADE
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SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 29 Figura 1.5Você está
cerca-do, Caraíba... de
todos os tipos de organizações.
1.3 IMPACTO DA QUALIDADE DA ADMINISTRAÇÃO
Devido a sua importância para a realização de objetivos sociais, as organizações afetam a qualidade de vida tanto positiva quanto negativamente. É dramático o im-pacto do mau funcionamento de uma organização, especialmente de grande porte, sobre a sociedade. Pense nos seguintes casos:
• Numa cidade inundada pelas chuvas, e lembre-se da Prefeitura. No baixo nível do ensino, na necessidade de pagar planos de saúde ou pensão, ou nas filas nos hospitais públicos, e lembre-se de que o governo não trabalha como
deveria.
• Tomara que você não tenha vivido os 21 anos de ditadura, época em que os militares, que vivem falando em disciplina e hierarquia, destituíram um Pre-sidente da República legitimamente eleito e depois resolveram transformar o Brasil num imenso quartel. Invasões de escolas e sindicatos, censura de todos os tipos de pensamento discordante, proibição de funcionamento de centros acadêmicos, prisões arbitrárias, justiça de exceção, entre outras coisas, algu-mas bem piores. Era perigoso ser estudante ou professor naquele tempo. Muitos problemas que você enfrenta têm sua origem na inexistência ou ineficiên-cia de algum tipo de organização. Organizações bem administradas são importantes por causa do impacto sobre a qualidade de vida da sociedade. Administradores com-petentes, portanto, são recursos sociais importantes.2 A predominância das
organiza-2 Op. cit. PREFEITURA ESCOLA ESTADO SECRETARIA DA SEGURANÇA COMPANHIA DE ELETRICIDADE SANEAMENTO BÁSICO SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO CLUBE SINDICATO COMPANHIA TELEFÔNICA
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3 O FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃOções e sua importância para a sociedade moderna, bem como a necessidade de
admi-nistradores competentes, justificam e fundamentam o desenvolvimento e o estudo da
Teoria Geral da Administração.
2
TE OR IA ADMINISTRATIVA
Essencialmente, uma teoria é uma representação abstrata do que se percebe como realidade. A teoria é um conjunto de afirmações ou regras feitas para enquadrar alguma
parte do mundo real.3 Segundo F. von Hayek, sem teoria, os fatos são silenciosos.
A Teoria Geral da Administração é o corpo de conhecimentos a respeito das
orga-nizações e do processo de administrá-las. É formada por princípios, proposições e
técnicas em permanente elaboração. Não há na teoria da administração fórmulas ou
receitas definitivas, como acontece com outras disciplinas. Teoria, em administração,
significa um conjunto de conhecimentos organizados, produzidos pela experiência
prática das organizações.
As teorias da administração compreendem dois tipos principais de
conhecimen-tos (ou teorias): descritivos e prescritivos, resumidos na Figura 1.6.
Figura 1.6
Dois tipos de co-nhecimentos a respeito da ad-ministração das organizações. CONHECIMENTOS DESCRITIVOS CONHECIMENTOS PRESCRITIVOS
• Procuram explicar o que são as organiza-ções e como são administradas.
• Diferentes autores têm diferentes explica-ções.
• Há muitas teorias que explicam de forma diferente as mesmas coisas.
• Procuram explicar como as organizações
devem ser administradas.
• Compreendem doutrinas ou filosofias e técnicas, ou ferramentas, para administrar as organizações.
2.1 CONHECIMENTOS DESCRITIVOS
Conhecimentos de natureza descritiva são os que se propõem explicar um evento
ou fenômeno da realidade. As teorias descritivas da administração compreendem
ex-ZIMBARDO, Philip, EBBESEN, Ebbe B. Influencing attitudes and changing behavior. Reading :R o
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SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 31plicações ou interpretações das organizações e do processo administrativo. Seu objetivo é entender e explicar as organizações e os administradores.
Em toda descrição encontra-se a interpretação do autor. Diferentes autores, pro-curando entender o mesmo evento ou processo, interpretam-no de maneiras diversas ou chegam a conclusões divergentes. Muitos dos conhecimentos descritivos, por isso, são proposições, ou explicações-tentativas, que os autores apresentam para leitores e estudantes tirarem suas próprias conclusões. Como os autores divergem na interpreta-ção da realidade, surgem as teorias alternativas e, com elas, a polêmica e as críticas. Há, por exemplo, diversas teorias sobre motivação, liderança, inteligência, personali-dade e estratégia. A polêmica é benéfica porque estimula a dúvida e a curiosipersonali-dade, motivando a procura de novas explicações.
Um dos melhores exemplos de teoria polêmica é a própria definição da adminis-tração como processo de tomar decisões de planejamento, organização, direção e con-trole. Há autores que, divergindo dessa interpretação, propuseram-se a oferecer expli-cações alternativas. A busca por essas expliexpli-cações alternativas foi extremamente posi-tiva, por revelar aspectos da administração que teriam sido ignorados sem a polêmica.
2.2 CONHECIMENTOS PRESCRITIVOS
Há teorias que propõem recomendações, soluções para problemas ou decisões que devem ser tomadas em certas situações: são as teorias prescritivas, que compreen-dem duas grandes categorias: doutrinas (princípios ou preceitos) e técnicas.
2.2.1 DOUTRINAS
As doutrinas ou princípios (ou, ainda, preceitos) recomendam como agir e con-têm valores implícitos ou explícitos. Os valores definem o que é importante e em que a atenção deve estar concentrada. A doutrina procura orientar os julgamentos e deci-sões dos administradores a respeito dos inúmeros aspectos de seu trabalho. 4 Por exem-plo: o movimento da administração científica tinha uma doutrina ou princípio da eficiência dos recursos. O movimento da qualidade tem uma doutrina ou princípio da satisfação do cliente. A escola do pensamento estratégico tem uma doutrina de eficá-cia da organização.
2.2.2 TÉCNICAS
As técnicas são soluções para problemas específicos. Por exemplo: o problema de estudar a eficiência de um processo pode ser resolvido com as técnicas do estudo de tempos e movimentos. As técnicas, em geral, agregam-se em métodos.
Ao estudar e praticar administração, é de extrema importância distinguir as téc-nicas dos princípios. Os princípios, que são mais importantes, têm utilidade genérica.
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3 2 FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃOEles explicam por que e como as técnicas, em geral transitórias, devem ser aplicadas. Essa distinção é uma das idéias mais importantes de Frederick Taylor, o criador da administração científica.
3 FORMAÇÃO DO CONHECIMENTO ADMINISTRATIVO
Os conhecimentos administrativos são produzidos pela observação da experiên-cia prática das organizações e de seus administradores. Há duas fontes principais desses conhecimentos: a própria experiência prática e os métodos científicos. 0 co-nhecimento sempre volta para o mundo que o produziu, num processo de constante elaboração, como procura mostrar a Figura 1.7.
Figura 1.7
Processo de for-mação e disse-minação das teo-rias da adminis-tração.
Educação formal e informal Contatos pessoais Livros Artigos Treinamento DISSEMINAÇÃO DO CONHECIMENTO TEORIA •Conhecimentos descritivos •Conhecimentos prescritivos PRÁTICA Experiência prática de administradores e todos os tipos de organizações FORMAÇÃO DO CONHECIMENTO Relatos da experiência prática
Métodos científicos de observação e análise
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SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 33 3.1 EXPERIÊNCIA PRÁTICADesde que existem as organizações, os administradores vêm criando um acervo de conhecimentos que aumentam e se refinam, de geração a geração. O administrador atual dispõe de considerável acervo teórico, que faz parte da cultura coletiva e é pro-duto da transmissão de conhecimentos empíricos desde que as primeiras organizações humanas foram criadas. Esse acervo de conhecimentos práticos resulta também de um processo de seleção natural. Os princípios e as técnicas que se revelam mais úteis são preferidos àqueles cuja aplicação produz resultados duvidosos.
A experiência prática continua sendo importante fonte de conhecimentos sobre como administrar. Muitas contribuições teóricas continuam a ser feitas por praticantes da administração, que refletem e registram sua própria experiência. É o caso de Henri Fayol, Chester Barnard, Akio Morita, Lee Iacocca, Taiichi Ohno, Ricardo Semler, Andrew Grove e outros executivos que escreveram suas memórias administrativas. Também pertencem a essas contribuições as biografias de líderes de todos os tipos de organiza-ções.
3.2 MÉTODOS CIENTÍFICOS
O segundo vetor do moderno conhecimento administrativo é a aplicação da ciên-cia à observação das organizações e dos administradores. A produção de conhecimen-tos administrativos por meio da aplicação de métodos científicos (processos sistemáti-cos de aquisição e tratamento de informações) é semelhante a outras formas de pes-quisa, que se dedicam ao estudo de outros fenômenos, como a observação do universo ou da vida no mar. A metodologia é essencialmente a mesma. O que muda é apenas o objeto de estudo. Há cinco métodos mais comuns usados na pesquisa de administra-ção, que serão descritos a seguir: experimento, levantamento simples, levantamento correlacionai, método do caso e incidente crítico.
3.2.1 EXPERIMENTO
O experimento é o método científico por excelência, e consiste, em linhas gerais, em medir as conseqüências de uma alteração produzida em uma situação. Por exem-plo:
- O que acontecerá com a produtividade se for aplicado o método X de traba-lho?
Para obter respostas a essa pergunta, é preciso:
• Medir a produtividade atual de um grupo de pessoas, chamado grupo
experi-mental.
• Introduzir o método X.
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3 4 FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃOPara saber se qualquer alteração observada na produtividade é conseqüência do novo método de trabalho, os pesquisadores usam um grupo de controle, que é
subme-tido à medição de produtividade, mas não à alteração dos métodos de trabalho. Se ocorrer modificação na produtividade dos dois grupos, não se pode atribuí-la à altera-ção dos métodos, mas a algum outro fator que é preciso identificar. O experimento mais famoso da história da administração é o de Hawthorne, que você irá estudar no Capítulo 6. Nesse experimento, os pesquisadores tentaram descobrir se alterações na iluminação produziriam alterações no desempenho humano.
O esquema geral de um experimento encontra-se na Figura 1.8.
Figura 1.8
Desenho de um experimento.
3 . 2 . 2 LEVANTAMENTO SIMPLES
O levantamento simples é feito usando-se questionários, entrevistas, observação direta e outras técnicas semelhantes de obtenção de informações. Seu objetivo é sim-plesmente identificar as características de algum fenômeno administrativo, entender algo que esteja ocorrendo num grupo de organizações, ou analisar a freqüência com que determinada técnica ou princípio está disseminada. O levantamento simples estu-da um aspecto singular, chamado variável de observação.
O levantamento simples é feito apoiado em uma pergunta básica, também cha-mada pergunta-chave ou questão de pesquisa.
Por exemplo:
• Quais as estruturas organizacionais mais freqüentes em empresas de enge-nharia?
• Quais são as atribuições mais comuns dos gerentes de recursos humanos? • Com que freqüência os grupos autogeridos são empregados pelas empresas
de um ramo de negócios?
• Quais os critérios utilizados pelas empresas para promover a participação nos lucros e resultados?
MOME NTO1 MOMENTO 2 MOMENTO 3
Modifica-se uma
GRUPO Mede-se a variável como o Mede-se a EXPERIMENTAL produtividade método de trabalho Produtividade
GRUPO DE Mede-se a Nenhuma alteração Mede-se a CONTROLE produtividade é introduzida produtividade
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SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 35 3 . 2 . 3 LEVANTAMENTO CORRELACIONAIOs levantamentos correlacionais procuram identificar relações de causa e efeito entre determinados processos ou variáveis. Por exemplo: entre a produtividade da equipe de trabalho e o estilo de chefia de seu gerente; entre a satisfação dos emprega-dos e os métoemprega-dos de trabalho que a organização utiliza. O levantamento correlacionai procura identificar o efeito ou impacto de um tipo de variáveis (variáveis independen-tes ou causas) sobre outro tipo de variáveis (variáveis dependenindependen-tes ou efeitos). A finalidade é verificar se há alguma relação do tipo "se x, então y" (Figura 1.9).
Figura 1.9
Exemplo de es-tudo de correla-ção.
Os mesmos princípios do levantamento simples aplicam-se aqui. A diferença fun-damental está no fato de que o levantamento correlacionai usa pelo menos duas clas-ses de variáveis (ou questões) que são contrastadas entre si. A pergunta básica do levantamento correlacionai, como nos exemplos a seguir, deixa evidente a tentativa de associação entre duas questões:
• De que modo o estilo de liderança do chefe (efeito) é influenciado por seu treinamento (causa)?
• Quando o chefe aceita sugestões (causa), qual o efeito sobre a satisfação
expe-rimentada por seus funcionários (efeito)?
Um exemplo da informação obtida por essa segunda pergunta básica (após sua transformação em questões de um formulário) está na Figura 1.10.
Y variável dependente VENDAS Investimentos em propaganda $ X variável independente
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36 FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO Figura 1.10 Informações produzidas por um estudo cor-relacionai. 3.2. 4 MÉTODO DO CASOO ponto central do método é o relato ou narrativa de uma situação real. A situa-ção deve conter informações que permitam ao leitor ou aluno desenvolver habilidades de análise ou resolução de problemas, a serem aplicadas em situações semelhantes.
Um caso tem três objetivos específicos principais:
I - Apresentar uma situação em que uma decisão já foi tomada e deve ser ana-lisada pelos estudantes. O estudante deve colocar-se na posição de analista crítico, para julgar o acerto da decisão e, eventualmente, propor
alternati-vas.
II - Apresentar uma situação em que há um problema, exigindo decisão ou solu-ção. O estudante deve colocar-se na posição de tomador de decisões, que procura resolver o problema.
III - Apresentar uma situação em que não há problema, apenas uma descrição de fatos que podem, eventualmente, evoluir e apresentar ameaças ou opor-tunidades. O estudante deve colocar-se na posição de especialista em planejamento, que faz projeções para estudar o futuro.
Certos casos podem ter mais de um objetivo e diferentes situações dentro de uma mesma narrativa, com objetivos distintos.
Neste livro, você estudará diversos casos.
N í v e l e m q u e o s u p e r i o r a c e i t a s u g e s t õ e s d o s u b o r d i n a d o Elevado Moderado Baixo
Satisfação experimentada pelo funcionário
Alta 30* 20 10 60 Média 10 5 0 15 Baixa 10 5 10 25 50 30 20 100
* 30 = Número de empregados que manifestam satisfação elevada e, ao mesmo tempo, consideram elevado o nível em que o superior aceita suas sugestões. O mesmo raciocínio aplica-se às outras células.
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SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 37 3.2.5 INCIDENTE CRITICOA técnica do incidente crítico é uma variante do método do caso. Um incidente é uma situação muito rápida, um instantâneo que exemplifica muitas situações seme-lhantes, e que se usa para deduzir princípios gerais. O incidente crítico pode referir-se a um fato ou evento, ou a uma pessoa, cuja conduta é objeto de estudo. A técnica do incidente crítico foi desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial, com a finalida-de finalida-de ajudar a selecionar pessoas com as capacidafinalida-des necessárias para trabalhar como pilotos e artilheiros de aviões. Posteriormente, a técnica do incidente crítico foi esten-dida à seleção e ao treinamento de pessoas em todos os tipos de profissões.
4 OBJETIVOS E CAMPO DE APLICAÇÃO
A Teoria Geral da Administração abrange os conhecimentos descritivos ou prescritivos que se relacionam com as organizações, os administradores e o processo administrativo. Seu objetivo final é a preparação de administradores para todos os tipos de organizações. Derivados desse objetivo final, os grandes objetivos específicos da Teoria Geral da Administração são os seguintes:
a. Entender e explicar as organizações.
b. Entender e explicar o papel da administração e dos administradores nas or-ganizações.
c. Identificar e propor diretrizes e técnicas para administrar as organizações. A Teoria Geral da Administração abrange grande variedade de assuntos específi-cos. Esses assuntos específicos correspondem a teorias específicas ou campos do co-nhecimento com vida própria (por exemplo, teoria das organizações, teoria da deci-são, liderança, papel gerencial, administração estratégica, estrutura organizacional), de tal maneira que a teoria geral da administração é um sistema que abrange diversas teorias distintas e interdependentes.
Os conhecimentos que compõem a Teoria Geral da Administração agrupam-se em três categorias principais: enfoques, modelos e escolas (Figura 1.11). As fronteiras entre essas três categorias não são rígidas, de forma que há muita sobreposição entre elas.
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3 8 FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO Figura 1.11 Três maneiras de estudar administração. 4.1 ENFOQUEEnfoque é um aspecto particular das organizações ou do processo administrati-vo, que é selecionado para estudo e produção de conhecimentos. Alguns autores pre-ferem usar a palavra abordagem para a mesma idéia. Enfoque também é palavra que
indica preferência por aquele aspecto ou, ainda, uma perspectiva ou maneira particu-lar de observar e analisar as organizações, os administradores e o processo adminis-trativo.
Por exemplo:
• O enfoque sistêmico interpreta as organizações como conjuntos complexos de partes interdependentes.
• O enfoque humanístico, social ou comportamental interpreta as organiza-ções predominantemente como sistemas sociais, feitos de pessoas e senti-mentos.
4.2 ESCOLA
Escola é uma linha de pensamento ou conjunto de autores que usaram o mesmo enfoque, escolheram o mesmo aspecto específico para analisar, ou adotaram o mesmo raciocínio. Escola é palavra que também pode indicar autores com diversos enfoques, que nunca se encontraram ou viveram em épocas e locais diferentes, mas que compar-tilham um interesse ou ponto de vista, ou que é possível associar em função de algum critério. Dependendo da perspectiva, enfoque é o mesmo que escola.
TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO ENFOQUES Componentes ou aspectos das organizações selecionados para estudo ou ênfase do processo administrativo MODELOS Conjuntos de técnicas, doutrinas e ingredientes culturais que moldam a organização e a ação administrativa ESCOLAS Correntes de pensamentos ou grupo de autores que privilegiam ou preferem determinado enfoque
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SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 39 Por exemplo:• A escola das relações humanas congrega autores e adeptos do enfoque humanístico.
• O movimento da administração científica pode ser associado a uma escola, a escola da eficiência e da racionalização do trabalho.
• O enfoque da qualidade focaliza a satisfação do cliente, enquanto a escola da qualidade compreende todos os autores associados a esse enfoque.
4.3 MODELO
Modelo é um conceito com dois significados: modelo de gestão e modelo de organização.
4.3.1 MODELO DE GESTÃO (OU DE ADMINISTRAÇÃO)
E um conjunto de doutrinas e técnicas do processo administrativo. Muitas vezes, o modelo está associado a uma base cultural. Embora não sejam sinônimos, método e modelo são palavras usadas de modo intercambiável. Estilo é palavra que tem o mes-mo sentido.
Por exemplo:
• O modelo japonês de administração tem ingredientes culturais nacionais e, ao mesmo tempo, forte influência da escola da administração científica. • O modelo (ou estilo) democrático de liderança está associado
simultanea-mente à satisfação e produtividade do grupo.
4.3.2 MODELO DE ORGANIZAÇÃO
Modelo de organização é um conjunto de características que definem organiza-ções e a forma como são administradas. O modelo de organização é o produto da utilização de determinadas doutrinas e técnicas.
Por exemplo:
• O modelo burocrático (ou mecanicista) de organização enfatiza a regula-mentação e a padronização de procedimentos.
• As empresas que adotam o modelo japonês de administração procuram al-cançar o modelo da organização enxuta.
5 PRINCIPAIS ENFOQUES
Os principais enfoques, escolas e modelos de administração, e os respectivos aspec-tos enfatizados, que este livro examina, estão resumidos na Figura 1.12. Serão anali-sados sucintamente a seguir, com a indicação dos capítulos em que são estudados.
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4O FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO Figura 1.12 Principais enfoques da administração.I - Escola clássica da administração
Compreende as contribuições de Frederick Taylor (Capítulo 3), Henri Fayol (Ca-pítulo 4) e Max Weber (Ca(Ca-pítulo 5).
II - Enfoque técnico
Corresponde à visão mecanicista das organizações. Além dos integrantes da es-cola clássica, Henry Ford (Capítulo 3) e os fundadores da eses-cola da qualidade (Capítu-lo 6) adotaram uma perspectiva essencialmente técnica. Uma parte importante do modelo japonês (Capítulo 7) baseia-se nesses antecedentes.
III- Enfoque comportamental
Compreende todos os autores que adotam uma perspectiva orientada para o en-tendimento das pessoas e o manejo dos fatores humanos. Toda a segunda parte do livro, compreendendo os Capítulos de 8 a 11, é dedicada a esse assunto.
IV- Enfoque sistêmico
O enfoque sistêmico corresponde ao pensamento orientado para a visão de con- junto (Capítulo 12). Neste livro, a administração estratégica (Capítulo 13) e o estudo
da ética (Capítulo 14) são considerados dentro desse enfoque.
Escola da qualidade Henry Ford Weber Fayol Taylor Escola clássica
Parte da Teoria das Organizações Cultura e clima Motivação Liderança Diferenças individuais Pensamento sistêmico Estratégia Ética Reengenharia Qualidade total Enfoque sistêmico Enfoque comportamental Teoria geral da administração Enfoque técnico
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SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 41Além desses enfoques principais, o livro inclui dois temas sob a classificação de novos paradigmas: administração participativa (Capítulo 15) e tendências (Capítu-lo 16).
6 QUAL IDÉIA É ME LH OR ?
Qual é o melhor modelo, enfoque ou escola? Escola da eficiência, modelo japo-nês, enfoque humanístico, estilo participativo - qual é melhor?
Algumas teorias procuram oferecer soluções universais para todos os problemas ou situações. Segundo Peter Drucker, era essa a proposta dos primeiros autores da administração e dos primeiros grandes empresários da moderna era industrial, pes-soas como Henry Ford, Henri Fayol, Frederick Taylor e Werner von Siemens. Eles defi-niram técnicas e estruturas que deveriam funcionar em todos os casos.5 Outras teorias oferecem aos administradores a possibilidade de escolher entre modelos de gestão ou estilos, cada um apropriado para uma situação. À medida que a administração amadu-rece, a pesquisa mostra, repetidamente, que muitas idéias são úteis em determinadas situações, mas não em outras. Algumas teorias servem para determinados gerentes, mas não para outros. Isso fez surgir uma escola de pensamento chamada teoria da situação ou teoria situacional (contingency theory).6 A teoria situacional estabelece que não há maneira de administrar que seja melhor que outra. A solução "melhor" depende do ambiente da organização, de sua tecnologia e de vários outros fatores. Em resumo, depende da situação. Assim, a teoria da situação procura auxiliar os administradores a decidir qual é a melhor maneira de enfrentar cada situação. Há diversas teorias situacionais na administração. Em outras partes deste livro, serão feitas referências a teorias situacionais específicas, como a teoria da liderança situacional e o enfoque situacional na escolha da estrutura de organização.
7 ADMINISTRAÇÃO NO PRESENTE
No limiar do século XXI, a administração e as organizações estão em uma conjun-tura muito diferente daquela de 100 anos atrás. As principais diferenças entre as duas situações são analisadas a seguir.
5 DRUCKER, Peter. Management's new parad igms. Forbes Global Business & Finance, p. 52-63, 5 Oct. 1998.
6 MASSIE, Joseph L, DOUGLAS, John. Managing: a contemporary introduction. Englewood Cliffs:
Prentice Hall, 1992. p. 39-40. Contingency theory, teoria situacional, teoria circunstancial, ou, ainda, teoria contingencial.