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Encontro Cultural Do 6. o ao 9. o ano do Ensino Fundamental

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Academic year: 2021

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Encontro Cultural

Do 6.o ao 9.o ano do Ensino Fundamental

Agentes da história: contribuições e conquistas

Nos estudos das ciências humanas os acontecimentos não podem ser considerados isoladamente. É preciso pensar/refletir historicamente, por meio de métodos de pesquisa histórica, com enfoque no contexto social.

Compreendendo a História como movimento social e memória difundida socialmente, cujo discurso é construído sobre o passado e o presente, incorporamos aos métodos de ensino a confrontação de diferentes versões históricas, de memórias diferenciadas de grupos sociais e a valorização do saber, das vivências e das interpretações dos alunos. Usamos diferentes fontes de informação, principalmente como recurso didático para fazer aflorar tradições e discursos variados sobre um mesmo tema.

O ensino está em um constante processo em que há melhoras substantivas em seus objetivos, conteúdos e métodos. Esse processo busca diminuir a distância entre o que é ensinado na escola fundamental e a produção universitária, isto é, entre o saber histórico escolar e as pesquisas e reflexões que acontecem no plano do conhecimento acadêmico. A tentativa de aproximação entre essas duas realidades, nas quais o saber histórico está presente, faz com que a escola se envolva, a seu modo, no debate historiográfico atual valorizando cada vez mais o aluno como autor e ator da aprendizagem.

O universo infanto-juvenil é povoado de heróis e de figuras míticas. Os (super-) heróis estão presentes em livros, gibis e filmes. Em suas múltiplas versões, revelam-se ao mundo por feitos fantásticos, realizando atos de coragem, salvando vidas e arriscando a sua própria por uma causa maior. Há aqueles que marcaram gerações e continuam na ativa, como Batman, Super-Homem e Homem-Aranha. Outros são personagens reais, do esporte e das artes, que se transformaram em ídolos por seus feitos, criando uma legião de fãs entre as crianças e os adolescentes, como o piloto Ayrton Senna, tricampeão da Fórmula 1. O que isso tem a ver com o ensino de História? Muito. Por muito tempo, as lições de História do Brasil se notabilizaram pelo relato de datas e feitos de grandes personagens, geralmente homens de Estado ou políticos, responsáveis pela construção e pela defesa da nação em diferentes contextos.

No Brasil, o culto aos heróis nacionais esteve sempre associado à recuperação de um passado glorioso. Um dos princípios básicos desse pensamento era o da ação individual em nome do coletivo, do sacrifício em prol da nação. Basta analisar alguns livros didáticos, desde o começo do século XX, para identificar o elenco dos heróis no panteão nacional. Eles seriam os grandes protagonistas dos principais eventos formadores de nossa História. É o caso de figuras como Pedro Álvares Cabral, padre Anchieta, Tiradentes e D. Pedro I.

As produções didáticas recentes, inspiradas nas propostas dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs/ MEC) e na literatura acadêmica contemporânea, procuram trabalhar com os alunos a ideia de como os heróis e mitos são historicamente construídos. Os autores enfatizam as relações entre a criação de mitos e a memória coletiva, destacando os usos políticos e ideológicos das figuras heroicas nos diferentes contextos históricos.

É reconhecida a força das figuras heroicas para o país, tanto que elas são incluídas em nosso cotidiano ao se nomear ruas, praças, bairros e monumentos. Parece ser impossível narrar a História do Brasil sem elas.

Mesmo sabendo que uma nação não existiria sem seus heróis, ao refletir sobre as tramas históricas, estas não podem ser entendidas como dependentes do destino de poucos, de façanhas ou vontades individuais, em que quase não se destaca a dimensão coletiva das lutas por mudanças ou a resistência exercida por grupos em defesa de seus direitos.

Os sujeitos históricos, como sugerem os próprios PCNs, têm suas particularidades e sua força. São líderes de lutas para que ocorram transformações na sua realidade ou para que ela permaneça como está, atuando em grupo ou de forma isolada: trabalhadores, mulheres, escravos, camponeses, religiosos e políticos, entre outros. Esse tipo de compreensão ajuda a diminuir a névoa da mística e da celebração em torno dos heróis nacionais. Em seu lugar, entra em cena o exercício reflexivo e crítico sobre a ação social de indivíduos, grupos ou classes sociais.

Sugerimos uma apresentação coletiva de um trabalho que identifique e trace as contribuições dos personagens históricos eleitos como referência para a construção da nação brasileira e do mundo.

Texto extraído e adaptado de: http://www.revistadehistoria.com.br/ e portal.inep.gov.br/web/saeb/para-metros-curriculares-nacionais Sucesso!!! Coordenação Geral

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2 –

Orientações para o desenvolvimento do projeto de trabalho

Professor orientador

Cada classe será orientada por um professor, que ficará responsável por acompa-nhar a formação dos grupos (atenção: cada grupo deverá ter de três a cinco alunos), a escolha dos trabalhos, o preenchimento e entrega das fichas de inscrição, o desenvolvi-mento integral do projeto. Também são da competência do professor orientador a definição das datas e as avaliações.

Ficha de inscrição

Cada trabalho deve ser inscrito no Encontro Cultural mediante o preenchimento da ficha que se encontra na página 6. O professor responsável pela classe orientará o seu preenchimento, tirando todas as eventuais dúvidas e determinando os devidos prazos de entrega e apresentação (o cumprimento dos prazos faz parte da avaliação). Essa ficha de-verá ser entregue ao professor orientador da classe.

Diário de Bordo do Projeto

Todos os grupos participantes do Encontro Cultural deverão elaborar, manter e le-var no dia da apresentação o Diário de Bordo do Projeto.

O que é o Diário de Bordo?

O Diário de Bordo é um caderno ou pasta onde se registram as etapas reali-zadas para desenvolver o projeto. Esse registro deve ser detalhado e preciso, com indicação de datas e locais de todos os fatos, passos, indagações e descobertas, investigações, entrevistas, testes, resultados e respectivas análises. Como o próprio nome diz, trata-se de um diário que será preenchido ao longo de todo o trabalho, tra-zendo as anotações, rascunhos e qualquer ideia que possa ter surgido no decorrer do desenvolvimento do projeto.

O Diário não precisa ser realizado no computador, as anotações podem ser fei-tas em um caderno.

Objetivos

– Promover a reflexão dos alunos sobre o tema do Encontro Cultural. – Estimular a identificação de assuntos pertinentes ao tema.

– Promover a integração dos alunos na formação de grupos para a escolha e desenvolvi-mento de um projeto comum.

– Organizar um projeto de trabalho para exploração do assunto escolhido e buscar infor-mações para desenvolvê-lo.

Etapas

O trabalho será realizado em duas etapas:

9 1.a etapa (3.o bimestre): preenchimento da ficha de inscrição, definição do projeto

de trabalho e desenvolvimento da pesquisa Procedimentos:

– Sob a orientação do professor e conforme combinado entre ele e os alunos, serão cons-tituídos os grupos.

– Cada grupo vai explicitar seu projeto de trabalho. Deverá então consultar o professor e discutir com ele sobre a pertinência do assunto escolhido.

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– A partir de então será mantido um Diário de Bordo do grupo.

– Em seguida, será realizada a busca de informações para construir o projeto.

– A pesquisa deverá ser entregue ao professor, para ser avaliada, na data por ele deter-minada.

9 2.a etapa (4.o bimestre): montagem e apresentação do trabalho no Encontro Cultural

Procedimentos:

– Selecionar todos os materiais necessários para a confecção do trabalho, assim como aqueles que serão necessários no dia da apresentação.

– Montar o trabalho.

– Elaborar uma descrição do trabalho, que servirá como cartão de visita do trabalho do gru-po, conforme modelo na próxima página. Ela deverá ser feita em forma de banner, em impressora do tipo plotter, no tamanho padrão A3. O design do banner será produzido na aula de Informática e sua impressão será de responsabilidade do grupo.

Apresentação final:

– Tudo deverá estar organizado. O banner com a descrição do trabalho ficará em local visível durante toda a duração do Encontro Cultural.

– Como o trabalho será apresentado aos professores e visitantes do Encontro Cultural, a equipe deverá organizar-se de modo que sempre haja um aluno cuidando do trabalho e apto a explicá-lo.

– O grupo deverá ficar atento quanto aos professores que farão a avaliação, pois a apre-sentação para eles deverá ser feita pelo grupo completo. Caso se trate de uma apresen-tação ou debate, o horário precisa ser definido previamente pela Coordenação.

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4 –

Descrição do trabalho (banner)

Título do projeto

Componentes do grupo ( ano do Ensino Fundamental)

Nome: N.o: Nome: N.o: Nome: N.o: Nome: N.o: Nome: N.o: Assunto escolhido Hipótese ou objetivo do projeto

Descrição detalhada dos materiais e métodos (procedimentos) utilizados

Fontes consultadas (as três referências mais importantes)

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Avaliação

A nota do Encontro Cultural fará parte da PIC, Produção Integrada ao Conteúdo. 9 1.a etapa (3.o bimestre)

Critérios de avaliação do projeto de trabalho e da pesquisa:

– Interação e integração entre os elementos do grupo diante da tarefa – Empenho e seriedade na definição e discussão do projeto

– Relevância, adequação e coerência das informações apresentadas, tendo em vista o as-sunto escolhido

– Organização e apresentação da pesquisa – Pontualidade na entrega

Esta etapa será avaliada pelo professor orientador. 9 2.a etapa (4.o bimestre)

Critérios de avaliação da montagem e apresentação do trabalho:

– Organização da montagem

– Adequação do resultado à proposta apresentada – Clareza na apresentação

– Autoavaliação (a ficha encontra-se na página 7)

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6 –

Ficha de inscrição

1. Componentes do grupo ( ano):

Nome: N.o: Nome: N.o: Nome: N.o: Nome: N.o: Nome: N.o: 2. Professor orientador: 3. Assunto do trabalho: 4. Data de entrega desta ficha:

5. Data da apresentação do projeto e da pesquisa para o professor: 6. Descrição do projeto: 7. Esboço:

8. Recursos / forma de apresentação / local adequado:

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Ficha de autoavaliação

1. Como foram divididas as tarefas do trabalho? A quem coube cada tarefa?

2. Houve falta às reuniões do grupo? Em caso afirmativo, foi justificada pelo aluno?

3. Relate os problemas ocorridos durante todas as fases do trabalho.

4. Relate os fatos positivos ocorridos durante todas as fases do trabalho.

5. Dê notas de 0 a 5 para o seu desempenho nos itens abaixo:

0 1 2 3 4 5 Assiduidade Participação Criatividade Pesquisa Organização Confecção do trabalho

Referências

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