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Caprinos e OvinosNet Sebrae

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SUMÁRIO

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SUMÁRIO

SUMÁRIO

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LEONARDO PEREIRA DOS SANTOS

LEONARDO PEREIRA DOS SANTOS

Médico V

Médico Veterinário - M.S. eterinário - M.S. em clínica médica em clínica médica veterinária veterinária 

CAPRINOS E OVINOS

CAPRINOS E OVINOS

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

SEBRAE SEBRAE NATAL/RN - 2006 NATAL/RN - 2006

SUMÁRIO

SUMÁRIO

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7 7

©2006. SEBRAE/RN – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do ©2006. SEBRAE/RN – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio Grande do Norte.

Estado do Rio Grande do Norte.NenhuNenhuma partma parte dese deste livro poderá sete livro poderá ser reprodur reproduzidazida,, sejam quais forem os meios empregados sem a permissão, por escrito, da Editora. Aos sejam quais forem os meios empregados sem a permissão, por escrito, da Editora. Aos infratores se aplicam as sanções previstas nos artigos 102, 104, 106, 107 da Lei nº. infratores se aplicam as sanções previstas nos artigos 102, 104, 106, 107 da Lei nº. 9.610, de 19.02.1998.

9.610, de 19.02.1998.

SEBRAE – RN SEBRAE – RN

Leônidas Ferreira de Paula Leônidas Ferreira de Paula

Pr

Presidente do esidente do Conselho DConselho Deliberaeliberativotivo

José Ferreira de Melo Neto José Ferreira de Melo Neto

Diretor Superintendente Diretor Superintendente

João Hélio Costa da Cunha Cavalcanti Júnior João Hélio Costa da Cunha Cavalcanti Júnior

Diretor Técnico Diretor Técnico

Murilo Diniz Murilo Diniz

Diretor Administrativo Financeiro Diretor Administrativo Financeiro

Rodrigo Din

Rodrigo Diniz de Melliz de Melloo

Gerente da UDT Gerente da UDT

Coordenação Editorial Coordenação Editorial A

Alberto Soares lberto Soares CoutCoutinhoinho Lúcia Maria Holanda Font Lúcia Maria Holanda Fonteneleenele Maria Célia Freire Cabral Maria Célia Freire Cabral Produção Editorial Produção Editorial

COOPAGRO – Cooperativa de Serviços Técnicos do Agronegócio COOPAGRO – Cooperativa de Serviços Técnicos do Agronegócio Fe

Fernandrnando Viana Nobre – o Viana Nobre – PresPresidenteidente Gunthinéia Alves de Lira – Vice-Presidente Gunthinéia Alves de Lira – Vice-Presidente José Edgar Gomes Júnior – Secretário José Edgar Gomes Júnior – Secretário Equipe de Apoio

Equipe de Apoio Jos

José Dionísio de Aé Dionísio de Andndrade, Kivia rade, Kivia Lorena Oliveira de Lorena Oliveira de MourMoura a e e ViviaViviane Maia dene Maia de Araújo

Araújo

Agradecimento Agradecimento

Célio José Vieira de Moura Célio José Vieira de Moura

SEBRAE – RN – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio SEBRAE – RN – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio Grande do Norte. Av. Lima e Silva, 76 – Lagoa Nova – Natal-RN – CEP: 59075-970 Grande do Norte. Av. Lima e Silva, 76 – Lagoa Nova – Natal-RN – CEP: 59075-970 – Fone: 0800-842020

– Fone: 0800-842020

SUMÁRIO

SUMÁRIO PRÓXIMAPRÓXIMA

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C a p r i n o s e O v i n o s

-C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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Catalogação na Fonte:

Catalogação na Fonte:Lúcia Maria HolaLúcia Maria Holanda Fontenele nda Fontenele (Bibliotecária do SEBRAE/RN)(Bibliotecária do SEBRAE/RN)

S237c

S237c SANTOS, SANTOS, Leonardo Leonardo Pereira Pereira dos. dos. Caprinos Caprinos e e Ovinos:Ovinos:

informações importantes / Leonardo Pereira dos

informações importantes / Leonardo Pereira dos

San-tos. Natal: SEBRAE/RN, 2006.

tos. Natal: SEBRAE/RN, 2006.

90 p.: il. fot.

90 p.: il. fot.

1.Caprinos – informações técnicas

1.Caprinos – informações técnicas

2.Ovinos – informações técnicas

2.Ovinos – informações técnicas

CDU 636.39

CDU 636.39

Diagramação e Projeto Gráfico: Diagramação e Projeto Gráfico:

Lucio Masaaki Matsuno

Lucio Masaaki Matsuno

infinitaimagem@infinitaimagem.com.br

infinitaimagem@infinitaimagem.com.br

Entidades que compõem o Conselho

Entidades que compõem o Conselho Deliberativo do SEBRAE/RNDeliberativo do SEBRAE/RN  Agência de Desenvolvimento do Nordeste – ADENE

 Agência de Desenvolvimento do Nordeste – ADENE

 Associação Comercial e Industrial de Mossoró – ACIM

 Associação Comercial e Industrial de Mossoró – ACIM

 Associação Norte-rio-grandense de Criadores –

 Associação Norte-rio-grandense de Criadores – ANORCANORC

Banco do Brasil S.A 

Banco do Brasil S.A 

Banco do Nordeste S.A 

Banco do Nordeste S.A 

Caixa Econômica Federal

Caixa Econômica Federal

Federação da Agricultura do Estado do

Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte – Rio Grande do Norte – FAERNFAERN

Federação das Associações Comerciai

Federação das Associações Comerciais do Estado s do Estado do Rio Grande do do Rio Grande do NorteNorte

Federação do Comércio do Estado do

Federação do Comércio do Estado do Rio Grande do Norte – Rio Grande do Norte – FECOMÉRFECOMÉRCIOCIO

Federação das Indústria

Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte – s do Estado do Rio Grande do Norte – FIERNFIERN

Governo do Estado do Rio Grande do Norte

Governo do Estado do Rio Grande do Norte

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e PequenPequenas Empresas – SEBRAEas Empresas – SEBRAE

1 - APRESENTAÇÃO

1 - APRESENTAÇÃO

SUMÁRIO

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C a p r i n o s e O v i n o s

-C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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11

Há, aproximadamente, três anos, este trabalho vem

Há, aproximadamente, três anos, este trabalho vem sendo planejado porsendo planejado por Leonardo Pereira dos Santos

Leonardo Pereira dos Santos, um dos mais obstinados e competentes, um dos mais obstinados e competentes

Médicos Veterinários, que conheci, em toda minha vida profissional.

Médicos Veterinários, que conheci, em toda minha vida profissional.

  As informações, aqui encontradas, expressam a permanente

  As informações, aqui encontradas, expressam a permanente

preocu-pação de um

pação de um autêntico profissiautêntico profissional da caprinovinoonal da caprinovinocultura, na busca decultura, na busca de

um nível econômico de exploração dessas duas espécies.

um nível econômico de exploração dessas duas espécies.

 A forma prática e

 A forma prática e segura com que se exsegura com que se expressa o Autorpressa o Autor, certamente, pro-, certamente,

pro-porcionará aos leitores uma oportunidade ímpar e agradável de

porcionará aos leitores uma oportunidade ímpar e agradável de

aqui-sição de novos conhecimentos sobre o manejo racional de caprinos e

sição de novos conhecimentos sobre o manejo racional de caprinos e

ovinos, no Nordeste brasileiro.

ovinos, no Nordeste brasileiro.

Fernando Viana Nobre

Fernando Viana Nobre

Consultor do SEBRAE-RN Consultor do SEBRAE-RN Presidente da COOPAGRO Presidente da COOPAGRO

SUMÁRIO

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C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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SUMÁRIO

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1. 1. APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO 99 2.

2. INFORMAÇÕES INFORMAÇÕES TÉCNICAS TÉCNICAS 1717

2.1

2.1 É É importante importante saber saber 1919

2.2

2.2 Aquisição Aquisição de de animais animais 2020

2.3

2.3 Para Para não não esquecer esquecer 2121

2.4

2.4 Manejo Manejo dos dos cabritos cabritos e e cordeiros cordeiros 2424

2.5

2.5 Controle Controle reprodutivo reprodutivo 2929

2.6

2.6 CuidadoCuidados s higiênico-sanihigiênico-sanitários tários 3333

2.7

2.7 Cuidado Cuidado com com o o parto parto 3636

2.8

2.8 Para Para técnicos técnicos 3939

2.9

2.9 Enfermidades Enfermidades 4242

2.9.1

2.9.1 ColibaciloColibacilose se 4242

2.9.2

2.9.2 C.A.E.VC.A.E.V. . (Artrite (Artrite Encefalite Encefalite Caprina Caprina e e Vírus) Vírus) 4444

2.9.3

2.9.3 Pasteurelose Pasteurelose 4646

2.9.4

2.9.4 Serosite Serosite – – artrite artrite – – agalactia agalactia (Micoplasmo(Micoplasmose) se) 4646

2.9.5

2.9.5 Ectima Ectima contagioso contagioso (Boqueira) (Boqueira) 4949

2.9.6

2.9.6 Pododermatite Pododermatite (Podridão (Podridão dos dos cascos) cascos) 5050

2.9.7

2.9.7 Linfadenite Linfadenite caseosa caseosa (Caroço) (Caroço) 5151

2.9.8

2.9.8 Ceratoconjuntivite Ceratoconjuntivite 5353

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C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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2.9.9 2.9.9 ClostridiosClostridioses es 5454 2.9.9.1 2.9.9.1 Manqueira Manqueira 5454 2.9.9.2 2.9.9.2 Enterotoxemia Enterotoxemia 5454 2.9.10 2.9.10 Acetonemia Acetonemia 5555 2.9.11 2.9.11 Leptospirose Leptospirose 5656 2.9.12 2.9.12 Salmonelose Salmonelose 5757 2.9.13

2.9.13 Eimeriose Eimeriose ( ( coccidiococcidiose se ) ) 5959

2.9.14

2.9.14 VVerminoseerminoses s 6262

2.9.15

2.9.15 Mastite Mastite 6666

3.

3. BIBLIOGRABIBLIOGRAFIAS FIAS CONSULCONSULTTADAS ADAS 7373 4.

4. GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO 7979

2 - INFORMAÇÕES

2 - INFORMAÇÕES

TÉCNICAS

TÉCNICAS

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C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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2.1 – É IMPORTANTE SABER

2.1 – É IMPORTANTE SABER

• A temperatura corporal dos caprinos e ovinos pode variar de 37

• A temperatura corporal dos caprinos e ovinos pode variar de 37

a 40

a 40oo, levando-se em consideração a hora do dia, assim como a, levando-se em consideração a hora do dia, assim como a

condição de conforto ambiental destes

condição de conforto ambiental destes animais.animais.

•A freqüência normal de pulsação em ovinos e caprinos é de 70 A freqüência normal de pulsação em ovinos e caprinos é de 70 a 90.a 90.

• A freqüência cardíaca do caprino adulto é de 70 a 85 BC/ min. A freqüência cardíaca do caprino adulto é de 70 a 85 BC/ min.

• A frequência de movimentos ruminais do caprino é de 5 a 10

• A frequência de movimentos ruminais do caprino é de 5 a 10

mov/5min.

mov/5min.

• A freqüência respiratória do caprino é de 12 a 15 MR/min.

• A freqüência respiratória do caprino é de 12 a 15 MR/min.

• A gestação nas fêmeas caprinas e ovinas tem a duração de 150

• A gestação nas fêmeas caprinas e ovinas tem a duração de 150

dias (cinco meses). Podendo apresentar pequena variação para

dias (cinco meses). Podendo apresentar pequena variação para

mais ou para menos.

mais ou para menos.

• A arcada dentária de um caprino adulto apresenta 32 dentes, sendo: A arcada dentária de um caprino adulto apresenta 32 dentes, sendo: M Maannddiibbuullaarr PrPréé--mmoollaarreess Incisivos Incisivos P Piinnççaass 22 MMoollaarreess 66 p prriimmeeiirroos s mmééddiiooss 22 MMaaxxiillaarr 66 s seegguunnddoos s mmééddiiooss 22 PPrréé--mmoollaarreess 66 C Caannttooss 22 MMoollaarreess 66 TOTAL = 32 TOTAL = 32

• A temperatura deve ser medida através de termômetro clínico,

• A temperatura deve ser medida através de termômetro clínico,

introduzindo-se o bulbo no reto do animal, em um ângulo de

introduzindo-se o bulbo no reto do animal, em um ângulo de

45

45oopara que este toque a mucosa retal.para que este toque a mucosa retal.

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C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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2.2 - AQUISIÇÃO DE ANIMAIS

2.2 - AQUISIÇÃO DE ANIMAIS

• Sempre que visitar uma criação de caprinos ou ovinos para

• Sempre que visitar uma criação de caprinos ou ovinos para

aquisição de animais, fique atento à higiene dos currais e dos

aquisição de animais, fique atento à higiene dos currais e dos

cochos de água. Observar também a qualidade do alimento

cochos de água. Observar também a qualidade do alimento

fornecido aos animais, qualidade do sal mineral ofertado aos

fornecido aos animais, qualidade do sal mineral ofertado aos

mesmos e buscar informações sobre os esquemas de

mesmos e buscar informações sobre os esquemas de

vermifu-gação e vacinação do rebanho. Tudo isto mostrará o zelo que o

gação e vacinação do rebanho. Tudo isto mostrará o zelo que o

produtor tem com o

produtor tem com o rebanho. Rebanho mal zelado dificilmenterebanho. Rebanho mal zelado dificilmente

terá animais do seu interesse.

terá animais do seu interesse.

2.3 - PARA NÃO ESQUECER

2.3 - PARA NÃO ESQUECER

•O conhecimento empírico do produtor e/ou do tratador jamaisO conhecimento empírico do produtor e/ou do tratador jamais deverá ser menosprezado.

deverá ser menosprezado.

• O ovinocaprinocultor precisa observar o que ocorre • O ovinocaprinocultor precisa observar o que ocorre

natural-mente no seu rebanho

mente no seu rebanho ovino e/ou caprino. Sempre que possível,ovino e/ou caprino. Sempre que possível, assemelhar o manejo do seu rebanho ao mais natural possível, assemelhar o manejo do seu rebanho ao mais natural possível, pois, lembre-se que a natureza não erra em nada.

pois, lembre-se que a natureza não erra em nada.

• Grande estoque de medicamentos na propriedade é sinal de • Grande estoque de medicamentos na propriedade é sinal de manejo inadequado, ou seja, quanto pior o manejo, maior o uso manejo inadequado, ou seja, quanto pior o manejo, maior o uso de medicamentos.

de medicamentos.

• Onde há cabra de chifre, as mochas só comem a sobra de baixa • Onde há cabra de chifre, as mochas só comem a sobra de baixa qualidade nutricional e, também, não têm acesso a locais qualidade nutricional e, também, não têm acesso a locais con-fortáveis.

fortáveis.

• Quando cabritos e cordeiros de diferentes idades estão juntos, • Quando cabritos e cordeiros de diferentes idades estão juntos, os menores só comem quando os maiores já estiverem fartos os menores só comem quando os maiores já estiverem fartos (restando, para os de menor idade ou peso, sobra de comida de (restando, para os de menor idade ou peso, sobra de comida de baixa qualidade).

baixa qualidade). • Lembrar sem

• Lembrar sempre ao “pre ao “ArquitetoArquiteto” que, se ” que, se o projeto das o projeto das instalaçõesinstalações não proporcionar conforto ao(s) tratador(s), um serviço de não proporcionar conforto ao(s) tratador(s), um serviço de qua-lidade nunca será

lidade nunca será realizadorealizado..

• É importante ressaltar que, nos apriscos, as áreas sombreadas, • É importante ressaltar que, nos apriscos, as áreas sombreadas,

isto é, aquelas em que n

isto é, aquelas em que não há incidência de sol, durante todo oão há incidência de sol, durante todo o dia, faz-se necessária varredura de cal (pó), pelo menos uma vez dia, faz-se necessária varredura de cal (pó), pelo menos uma vez ao mês, para que ocorra uma melhor

ao mês, para que ocorra uma melhor higienização desses locais.higienização desses locais.

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C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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• Lembre-se, no seu empreendimento, a qualidade dos animais

• Lembre-se, no seu empreendimento, a qualidade dos animais

e o alimento para estes serão, sempre, mais importantes que a

e o alimento para estes serão, sempre, mais importantes que a

imponência e beleza das instalações.

imponência e beleza das instalações.

• O armazenamento de volumoso de boa qualidade, na forma de • O armazenamento de volumoso de boa qualidade, na forma de silagem ou feno, é uma atitude inteligente, já que representará silagem ou feno, é uma atitude inteligente, já que representará nova safra do mesmo, assim como, disponibilidade deste nos nova safra do mesmo, assim como, disponibilidade deste nos momentos mais críticos; e, o que é mais importante, momentos mais críticos; e, o que é mais importante, repre-sentará uma economia significante.

sentará uma economia significante.

• Devido à digestão da celulose nos ruminantes ocorrer por

• Devido à digestão da celulose nos ruminantes ocorrer por

meio de bactérias e protozoários, no i

meio de bactérias e protozoários, no interior do rúmen, e estesnterior do rúmen, e estes

microorganismos apresentarem especificidade para

microorganismos apresentarem especificidade para

determi-nados tipos de fibras vegetais, a alimentação desses animais

nados tipos de fibras vegetais, a alimentação desses animais

não deverá ser modificada de forma brusca e sim,

não deverá ser modificada de forma brusca e sim,

gradativa-mente, permitindo-se que a flora ruminal adapte-se ao novo

mente, permitindo-se que a flora ruminal adapte-se ao novo

alimento.

alimento.

Instalações limpas, iluminadas e arejadas são indispensáveis à Instalações limpas, iluminadas e arejadas são indispensáveis à saúde dos animais.

saúde dos animais.

Instalações limpas, iluminadas e arejadas são indispensáveis à Instalações limpas, iluminadas e arejadas são indispensáveis à saúde dos animais.

saúde dos animais.

• Muito cuidado no fornecimento de milho para os caprinos e

• Muito cuidado no fornecimento de milho para os caprinos e

ovinos machos. Os grãos, principalmente o milho e/ou sorgo,

ovinos machos. Os grãos, principalmente o milho e/ou sorgo,

são ricos em fósforo e um dos grandes precursores de cálculo

são ricos em fósforo e um dos grandes precursores de cálculo

renal. É importante que os reprodutores façam exercícios

renal. É importante que os reprodutores façam exercícios

fí-sicos. Procurar orientações técnicas de um Zootecnista sobre

sicos. Procurar orientações técnicas de um Zootecnista sobre

a quantidade adequada de milho e/ou sorgo a ser fornecida,

a quantidade adequada de milho e/ou sorgo a ser fornecida,

diariamente, aos

diariamente, aos reprodutores.reprodutores.

• Com o intuito de diminuir a possibilidade de ocorrência de

• Com o intuito de diminuir a possibilidade de ocorrência de

cálculos renais em reprodutores ovinos e

cálculos renais em reprodutores ovinos e caprinos, recomenda-caprinos,

recomenda-se o uso de cloreto de amônia, da recomenda-seguinte forma: adicionar

se o uso de cloreto de amônia, da seguinte forma: adicionar

uma colher das de sopa de

uma colher das de sopa de cloreto de amônia em 01 (um) cloreto de amônia em 01 (um) litrolitro

de água e fornecer

de água e fornecer para os referidos animais 20ml (vinte), duaspara os referidos animais 20ml (vinte), duas

vezes por semana, via oral.

vezes por semana, via oral.

• Não fornecer mistura mineral própria para

• Não fornecer mistura mineral própria para bovinos aos ovinobovinos aos ovinos,s,

pois, a concentração de cobre nesta formulação é tóxica para

pois, a concentração de cobre nesta formulação é tóxica para osos

ovinos, podendo levá-los à morte.

ovinos, podendo levá-los à morte.

• Ao contratar um

• Ao contratar um novo funcionárionovo funcionário, nunca esqueça de perguntar, nunca esqueça de perguntar

ao mesmo o que ele acha da ovinocaprinocultura, se gosta de

ao mesmo o que ele acha da ovinocaprinocultura, se gosta de

trabalhar com esses animais e se acredita na lucratividade desse

trabalhar com esses animais e se acredita na lucratividade desse

empreendimento (analise bem as

empreendimento (analise bem as respostas).respostas).

• Pense nisso: A ovinocaprinocultura pode não ser

• Pense nisso: A ovinocaprinocultura pode não ser o caminho daso caminho das

pedras, mas poderá ser o seu caminho sem pedras.

pedras, mas poderá ser o seu caminho sem pedras.

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C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

29

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• Crias, após os 30 dias de idade, devem mamar no mínimo 1

• Crias, após os 30 dias de idade, devem mamar no mínimo 1

litro de leite por dia.

litro de leite por dia.

• Jamais tratar de miíase (bicheira) no umbigo de cabritos ou

• Jamais tratar de miíase (bicheira) no umbigo de cabritos ou

cordeiros com matabicheira spray. Este tratamento deverá ser

cordeiros com matabicheira spray. Este tratamento deverá ser

realizado

realizadocom solução de fenol ou com solução de fenol ou cresolcresol(benzocreol, benzo-(benzocreol,

benzo-fenol, purinacreol, fenocreol, creolina veterinária, etc) e

fenol, purinacreol, fenocreol, creolina veterinária, etc) eágua água aa

uma porcentagem de

uma porcentagem de25%25%. T. Também, pambém, pode ser usado uode ser usado ungüento,ngüento,

na forma de pasta (tipo: branca).

na forma de pasta (tipo: branca).

• Os cabritos gostam de saltitar sobre troncos, pneus ou blocos

• Os cabritos gostam de saltitar sobre troncos, pneus ou blocos

de alvenaria. Estes equipamentos ajudam a reduzir o estresse,

de alvenaria. Estes equipamentos ajudam a reduzir o estresse,

quando da separação em relação às mães.

quando da separação em relação às mães.

• A partir dos 15 dias de vida, as crias deverão ter acesso a

• A partir dos 15 dias de vida, as crias deverão ter acesso a

ali-mento verde, tenro (leucena, cunhã, jurema, pontas de capim

mento verde, tenro (leucena, cunhã, jurema, pontas de capim

etc...), amarrados a uma altura que

etc...), amarrados a uma altura que os animais levantem a cabeçaos animais levantem a cabeça

para comer.

para comer.

Cabriteiros higiênicos, iluminados e com ventilação controlada são Cabriteiros higiênicos, iluminados e com ventilação controlada são da

da máxima máxima importância.importância.

Cabriteiros higiênicos, iluminados e com ventilação controlada são Cabriteiros higiênicos, iluminados e com ventilação controlada são da

da máxima máxima importância.importância.

2.5 - CONTROLE REPRODUTIVO

2.5 - CONTROLE REPRODUTIVO

• O reprodutor é o elo de ligação entre o rebanho e o sucesso,

• O reprodutor é o elo de ligação entre o rebanho e o sucesso,

devendo ser, sempre, o melhor possível. A raça deverá ser

devendo ser, sempre, o melhor possível. A raça deverá ser

escolhida de acordo com o que se pretende produzir.

escolhida de acordo com o que se pretende produzir.

• As fêmeas jovens devem ser cobertas, após atingirem 70%

• As fêmeas jovens devem ser cobertas, após atingirem 70%

do peso vivo das fêmeas adultas de sua raça (geralmente

do peso vivo das fêmeas adultas de sua raça (geralmente

este peso é atingido em torno de um ano de

este peso é atingido em torno de um ano de vida).vida).

• Em regime de campo, o número de fêmeas para cada

• Em regime de campo, o número de fêmeas para cada

re-produtor é de, aproximadamente, 30. Nos manejos em

produtor é de, aproximadamente, 30. Nos manejos em

que a fêmea é levada à baia d

que a fêmea é levada à baia do reprodutor, por duas vezes,o reprodutor, por duas vezes,

a intervalos de 12 horas, (e que, em cada vez, a fêmea é

a intervalos de 12 horas, (e que, em cada vez, a fêmea é

montada uma única vez), o número de fêmeas passa a ser

montada uma única vez), o número de fêmeas passa a ser

de 100 para cada macho.

de 100 para cada macho.

• A Propriedade Rural deve apresentar um

• A Propriedade Rural deve apresentar umpiquete-mater- piquete-mater-nidade

nidade, bem como,, bem como,uma baia-maternidade.uma baia-maternidade.

• O piquete-maternidade deve ser uma área pequena,

• O piquete-maternidade deve ser uma área pequena,

próxima das instalações, ou seja, às vistas do tratador.

próxima das instalações, ou seja, às vistas do tratador.

 Apresentar pastos limpos (livre de plantas tóxicas ou

 Apresentar pastos limpos (livre de plantas tóxicas ou

es-pinhentas), rebaixados, raleados e enriquecidos, de boa

pinhentas), rebaixados, raleados e enriquecidos, de boa

qualidade, assim como, possuir cochos para sal mineral e

qualidade, assim como, possuir cochos para sal mineral e

água limpa (higienização diária). O sombreamento, nesse

água limpa (higienização diária). O sombreamento, nesse

ambiente, é de grande importância. As matrizes devem

ambiente, é de grande importância. As matrizes devem

ficar nessa instalação, dos 45 (quarenta e cinco) aos 10

ficar nessa instalação, dos 45 (quarenta e cinco) aos 10

SUMÁRIO

SUMÁRIO

PRÓXIMA

PRÓXIMA

ANTERIOR

(16)

30

30

C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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31

(dez) dias antes do parto, quando terão os pelos da cauda

(dez) dias antes do parto, quando terão os pelos da cauda

cortados e serão levadas para a baia - maternidade.

cortados e serão levadas para a baia - maternidade.

• A baia-maternidade deve ser, sempre, um dos locais mais

• A baia-maternidade deve ser, sempre, um dos locais mais

limpos do aprisco

limpos do aprisco e ter e ter uma área uma área cimentada para que cimentada para que oo

parto ocorra, aí.

parto ocorra, aí.

• Nesse ambiente, o parto deverá ser acompanhado pelo

• Nesse ambiente, o parto deverá ser acompanhado pelo

funcionário, que auxiliará, caso seja necessário. O cordão

funcionário, que auxiliará, caso seja necessário. O cordão

umbilical do recém-nascido deve ser cortado e

umbilical do recém-nascido deve ser cortado e desinfectadodesinfectado

com iodo a 10%. Deverá ter-se o máximo de aten

com iodo a 10%. Deverá ter-se o máximo de atenção paração para

que o cabrito ou borrego mame o colostro, de cinco a seis

que o cabrito ou borrego mame o colostro, de cinco a seis

vezes nas primeiras seis horas de vida. Observar, também,

vezes nas primeiras seis horas de vida. Observar, também,

se houve a eliminação da placenta por parte da matriz.

se houve a eliminação da placenta por parte da matriz.

Caso fique retida, deve-se procurar o atendimento de um

Caso fique retida, deve-se procurar o atendimento de um

Médico Veterinário.

Médico Veterinário.

• As matrizes e as crias recém–nascidas devem permanecer,

• As matrizes e as crias recém–nascidas devem permanecer,

na baia–maternidade, até o sexto dia após o parto.

na baia–maternidade, até o sexto dia após o parto.

• Após seis dias do parto, a matriz e suas crias devem

• Após seis dias do parto, a matriz e suas crias devem

per-manecer em um outro piquete (podendo ser o

manecer em um outro piquete (podendo ser o

piquete-maternidade) por até trinta dias, quando as crias já

maternidade) por até trinta dias, quando as crias já

po-derão acompanhar a matriz em outros pastos.

derão acompanhar a matriz em outros pastos.

• Matrizes com alta produção de leite (ou estado nutricional

• Matrizes com alta produção de leite (ou estado nutricional

aquém do desejado) deverão tomar uma dose semanal

aquém do desejado) deverão tomar uma dose semanal

de glicerina líquida (30 a 50ml), via oral, por quatro

de glicerina líquida (30 a 50ml), via oral, por quatro

se-manas.

manas.

• Lembre-se que a reprodução está, intimamente, ligada a

• Lembre-se que a reprodução está, intimamente, ligada a

uma boa nutrição. Também o fornecimento de sal

uma boa nutrição. Também o fornecimento de sal

mi-neral, completo e de boa qualidade, é fator primordial

neral, completo e de boa qualidade, é fator primordial

para que a fêmea consiga produzir um ou mais fetos fortes,

para que a fêmea consiga produzir um ou mais fetos fortes,

assim como, “colostro” e leite em quantidade suficiente, e

assim como, “colostro” e leite em quantidade suficiente, e

ainda, esteja no final de todo o processo reprodutivo, em

ainda, esteja no final de todo o processo reprodutivo, em

condição estável de saúde.

condição estável de saúde.

• O sal mineral a ser fornecido aos animais deverá ser da

• O sal mineral a ser fornecido aos animais deverá ser da

melhor qualidade possível, lembrando que sais de

melhor qualidade possível, lembrando que sais de

em-presas idôneas são mais confiáveis.

presas idôneas são mais confiáveis.Nunca esquecer queNunca esquecer que ovinos não podem consumir sal mineral próprio p ovinos não podem consumir sal mineral próprio para ara  consumo de bovinos, tendo em vista que são (os

consumo de bovinos, tendo em vista que são (os ovinos)ovinos) muito sensíveis a níveis mais elevados de

muito sensíveis a níveis mais elevados de cobre.cobre.

• Ovinos que ingerem sal mineral próprio para bovinos

• Ovinos que ingerem sal mineral próprio para bovinos

apresentarão uma epidermite (inflamação da pele) com

apresentarão uma epidermite (inflamação da pele) com

perda ace

perda acentuada de pêlos e ntuada de pêlos e mortalidade mortalidade acentuada.acentuada.

Ovino com acentuada epidermite e queda de pelos, provocadas pelo Ovino com acentuada epidermite e queda de pelos, provocadas pelo excesso de cobre em mistura mineral.

excesso de cobre em mistura mineral.

Ovino com acentuada epidermite e queda de pelos, provocadas pelo Ovino com acentuada epidermite e queda de pelos, provocadas pelo excesso de cobre em mistura mineral.

excesso de cobre em mistura mineral.

SUMÁRIO

SUMÁRIO

PRÓXIMA

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32

C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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33

• Nunca colocar cochos de

• Nunca colocar cochos de mistura múltipla (contendo uréia)mistura múltipla (contendo uréia)

desprotegidos da chuva, pois, o acúmulo de água, no cocho,

desprotegidos da chuva, pois, o acúmulo de água, no cocho,

conterá uma grande quantidade de uréia dissolvida. Se os

conterá uma grande quantidade de uréia dissolvida. Se os

animais beberem essa água,

animais beberem essa água, ocorrerá grande intoxicação.ocorrerá grande intoxicação.

• Havendo intoxicação por uréia, em

• Havendo intoxicação por uréia, em caprinos e ovinos, deve-se,caprinos e ovinos, deve-se,

com a máxima

com a máxima urgência, aplicar viurgência, aplicar vinagre (200ml), via nagre (200ml), via oral, poisoral, pois

a uréia, no rúmen do animal, transforma-se em hidróxido de

a uréia, no rúmen do animal, transforma-se em hidróxido de

amônio, que é uma base.

amônio, que é uma base. O vinagre é o ácido acéticO vinagre é o ácido acético, a 1%. Noo, a 1%. No

rúmen ocorrerá uma reação

rúmen ocorrerá uma reação ácido-base de neutralização produ-ácido-base de neutralização

produ-zindo rápida melhora desses

zindo rápida melhora desses animais.animais.

Abrigos mais amplos e baixos protegem melhor as misturas Abrigos mais amplos e baixos protegem melhor as misturas mi-nerais.

nerais.

Abrigos mais amplos e baixos protegem melhor as misturas Abrigos mais amplos e baixos protegem melhor as misturas mi-nerais.

nerais.

2.6 - CUIDADOS HIGIÊNICO-SANITÁRIOS

2.6 - CUIDADOS HIGIÊNICO-SANITÁRIOS

• Os currais dos animais adultos deverão ser varridos, pelo

• Os currais dos animais adultos deverão ser varridos, pelo

menos, duas vezes por semana. O cabriteiro e a

menos, duas vezes por semana. O cabriteiro e a

baia-mater-nidade todos os dias, sendo as fezes depositadas a,

nidade todos os dias, sendo as fezes depositadas a, no mínimo,no mínimo,

150 metros de distância das instalações.

150 metros de distância das instalações.

• As fezes As fezes (depositadas a (depositadas a uma distância uma distância de, no de, no mínimo, 150mínimo, 150

metros dos currais) devem estar protegidas por cercas, pois,

metros dos currais) devem estar protegidas por cercas, pois,

devido à fermentação das mesmas, ocorrerá aquecimento.

devido à fermentação das mesmas, ocorrerá aquecimento.

Como as crias tendem a procurar locais aquecidos

Como as crias tendem a procurar locais aquecidos

(principal-mente para dormirem), irão deitar-se sobre esses amontoados

mente para dormirem), irão deitar-se sobre esses amontoados

de excrementos.

de excrementos.

• É de extrema importância a varredura de cal (pó), pelo menos

• É de extrema importância a varredura de cal (pó), pelo menos

uma vez por mês, no curral dos animais adultos; bem como,

uma vez por mês, no curral dos animais adultos; bem como,

uma vez por semana, no cabriteiro e baia-maternidade (deixar

uma vez por semana, no cabriteiro e baia-maternidade (deixar

o chão como pintado).

o chão como pintado).

•Não deixar excesso de cal para não ocorrer irritação nos olhosNão deixar excesso de cal para não ocorrer irritação nos olhos

dos animais.

dos animais.

•Necessária se faz a presença de pedilúvio, nas porteirNecessária se faz a presença de pedilúvio, nas porteiras e/ou en-as e/ou

en-tradas de animais.• Os bebedouros deverão estar posicionados

tradas de animais.• Os bebedouros deverão estar posicionados

de tal forma que impeçam os animais de defecarem ou

de tal forma que impeçam os animais de defecarem ou

uri-narem dentro. Deverão ser limpos, diariamente, e

narem dentro. Deverão ser limpos, diariamente, e

manterem-se livres de algas (lodo). Deverão manterem-ser colocados a uma altura

se livres de algas (lodo). Deverão ser colocados a uma altura

confortável para os animais bebam sem dificuldade, como na

confortável para os animais bebam sem dificuldade, como na

figura abaixo.

figura abaixo.

SUMÁRIO

SUMÁRIO

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34

C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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35

• Nunca colocar comida nova sobre a existente no cocho. Dessa

• Nunca colocar comida nova sobre a existente no cocho. Dessa

forma, serão evitadas fermentações e, conseqüentemente,

forma, serão evitadas fermentações e, conseqüentemente,

pro-blemas gástricos nos animais, que

blemas gástricos nos animais, que a consumirem.a consumirem.

A higiene diária dos bebedouros e comedouros é indispensável à A higiene diária dos bebedouros e comedouros é indispensável à saúde do rebanho.

saúde do rebanho.

A higiene diária dos bebedouros e comedouros é indispensável à A higiene diária dos bebedouros e comedouros é indispensável à saúde do rebanho.

saúde do rebanho.

• A quarentena é

• A quarentena é de máxima necessidade, devendo haverde máxima necessidade, devendo haver, na Pro-, na

Pro-priedade Rural, um piquete reservado para tal, onde animais

priedade Rural, um piquete reservado para tal, onde animais

suspeitos de enfermidades ou recém adquiridos possam ficar de

suspeitos de enfermidades ou recém adquiridos possam ficar de

30 a 60 dias em observação. Nesse período, deverão ser

30 a 60 dias em observação. Nesse período, deverão ser

reali-zadas, aí, vermifugação e vacinação dos recém chegados.

zadas, aí, vermifugação e vacinação dos recém chegados.

• Um ambiente para isolamento e tratamento de

• Um ambiente para isolamento e tratamento de animais doentesanimais doentes

se faz necessário.

se faz necessário.

SUMÁRIO

SUMÁRIO

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38

C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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39

OBSERVAÇÕES: OBSERVAÇÕES:

• colocar o colostro no frasco frio;

• colocar o colostro no frasco frio;

• descongelar

• descongelar, apenas, o , apenas, o colostro de um frasco, através colostro de um frasco, através dede

banho-maria. Caso haja sobra, o colostro não deverá

banho-maria. Caso haja sobra, o colostro não deverá

ser

ser, novamente, , novamente, armazenado, e armazenado, e sim, desprezado.sim, desprezado.

2.8

2.8

-

-

PARA

PARA

TÉCNICOS

TÉCNICOS

• São rapidamente degradadas no rúmen as proteínas solúveis

• São rapidamente degradadas no rúmen as proteínas solúveis

das folhas e talos das plantas

das folhas e talos das plantas verdes, ao contrário do que ocorreverdes, ao contrário do que ocorre

com as proteínas desnaturadas do feno, dos cereais e de

com as proteínas desnaturadas do feno, dos cereais e de algumasalgumas

sementes oleaginosas, que são mais

sementes oleaginosas, que são mais lentamente degradadas.lentamente degradadas.

• A decomposição das fibras de celulose inicia-se nos segmentos

• A decomposição das fibras de celulose inicia-se nos segmentos

mais fortemente hidratados. As regiões mais

mais fortemente hidratados. As regiões mais cristalinas são pri-cristalinas são

pri-meiramente transformadas em celulose amorfa e depois

meiramente transformadas em celulose amorfa e depois

frag-mentadas.

mentadas.

• Em comparação com a

• Em comparação com a digestão do amido no intestino delgado,digestão do amido no intestino delgado,

a fermentação no rúmen representa um processo menos

a fermentação no rúmen representa um processo menos

pro-veitoso para o ruminante, porque uma parte da energia é

veitoso para o ruminante, porque uma parte da energia é

perdida sob a forma de metano e calor. Tanto o tamanho

perdida sob a forma de metano e calor. Tanto o tamanho

quanto a origem de grãos de amido têm importância para a

quanto a origem de grãos de amido têm importância para a

magnitude da decomposição do amido no rúmen. Assim por

magnitude da decomposição do amido no rúmen. Assim por

exemplo, o amido do milho é submetido a

exemplo, o amido do milho é submetido a uma hidrólise maisuma hidrólise mais

acelerada que o amido da batata

acelerada que o amido da batata e dos cereais. Este processo seráe dos cereais. Este processo será

acelerado quando os produtos alimentares forem cozidos antes

acelerado quando os produtos alimentares forem cozidos antes

da ingestão e desse modo destruídos os grãos de

da ingestão e desse modo destruídos os grãos de amido.amido.

• Como produto da fermentação dos hidrocarbonetos e das

• Como produto da fermentação dos hidrocarbonetos e das

ca-deias carbonadas dos aminoácidos, são produzidos ácidos graxos

deias carbonadas dos aminoácidos, são produzidos ácidos graxos

livres no rúmen, que são constituídos de

livres no rúmen, que são constituídos de ácido acético, ácidoácido acético, ácido propiônico e ácido butírico,

propiônico e ácido butírico,como também de menores quan-como também de menores

quan-tidades de ácidos graxos superiores e ramificados. Esses ácidos

tidades de ácidos graxos superiores e ramificados. Esses ácidos

graxos constituem a principal fonte de energia do

graxos constituem a principal fonte de energia do ruminante eruminante e

SUMÁRIO

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C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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ocasionalmente, meningite, que se manifesta por andar atado

ocasionalmente, meningite, que se manifesta por andar atado

e convulsões tetânicas. Os casos crônicos, geralmente,

e convulsões tetânicas. Os casos crônicos, geralmente, se mani-se

mani-festam por artrite.

festam por artrite.

• Crias presas o dia todo, longe das matrizes, são propensas a

• Crias presas o dia todo, longe das matrizes, são propensas a

colibacilose, pois, quando as cabras retornam para o aprisco,

colibacilose, pois, quando as cabras retornam para o aprisco,

mamam, demasiadamente, de uma só vez. Desta forma,

mamam, demasiadamente, de uma só vez. Desta forma,

deve-se manter a cria com a matriz o

se manter a cria com a matriz o dia todo, nos primeiros 15 diasdia todo, nos primeiros 15 dias

de vida.

de vida.

• O diagnóstico laboratorial pode ser feito através de cultura de

• O diagnóstico laboratorial pode ser feito através de cultura de

fezes em placas de Levine e ágar-sangue.

fezes em placas de Levine e ágar-sangue.

2.9.2 - C.A.E.V. (Artrite Encefalite Caprina a Vírus)

2.9.2 - C.A.E.V. (Artrite Encefalite Caprina a Vírus)

• Doença infecciosa específica dos caprinos. Geralmente crônica,

• Doença infecciosa específica dos caprinos. Geralmente crônica,

de evolução lenta e progressiva.

de evolução lenta e progressiva.

• Esta enfermidade apresenta, como principal sintoma, artrite

• Esta enfermidade apresenta, como principal sintoma, artrite

(jo-elhos inchados), podendo, também, ser vista sob as formas de

elhos inchados), podendo, também, ser vista sob as formas de

encefalite (pri

encefalite (principalmente ncipalmente em em cabritos), cabritos), mamite mamite (inflamação(inflamação

da glândula mamária), pneumonia e

da glândula mamária), pneumonia e emagrecimento crônicoemagrecimento crônico..

• Após situação de estresse prolongado como: final de gestação,

• Após situação de estresse prolongado como: final de gestação,

lactação e transporte prolongado, a artrite pode apresentar-se

lactação e transporte prolongado, a artrite pode apresentar-se

de forma aguda,

de forma aguda, deixando o animal deitado, sem possibilidadedeixando o animal deitado, sem possibilidade

de levantar-se.

de levantar-se.

• A principal via de contaminação para o cabrito é o colostro e

• A principal via de contaminação para o cabrito é o colostro e

o leite de cabra com a doença. Agulhas e seringas, tatuadores,

o leite de cabra com a doença. Agulhas e seringas, tatuadores,

ferramentas em geral e

ferramentas em geral e ordenhadeiras são fontes importantes deordenhadeiras são fontes importantes de

contaminação.

contaminação.

• A infecção intra-uterina ocorre raramente. Quando ocorre,

• A infecção intra-uterina ocorre raramente. Quando ocorre,

ge-ralmente está associada à gestação múltipla.

ralmente está associada à gestação múltipla.

• Uma medida muito importante para evitar contaminação do

• Uma medida muito importante para evitar contaminação do

cabrito, no pós-parto, é separá-lo

cabrito, no pós-parto, é separá-lo da cabra, imediatamente apósda cabra, imediatamente após

o nascimento; não permitindo que a cria mame o colostro ou

o nascimento; não permitindo que a cria mame o colostro ou

que seja lambida pela mãe (cabrito deve receber colostro de

que seja lambida pela mãe (cabrito deve receber colostro de

cabra, sabidamente negativa, ou colostro pasteurizado).

cabra, sabidamente negativa, ou colostro pasteurizado).

• O tratamento térmico do colostro ou leite pode ser realizado

• O tratamento térmico do colostro ou leite pode ser realizado

usando-se uma garrafa térmica, da seguinte forma: aquecer o

usando-se uma garrafa térmica, da seguinte forma: aquecer o

leite a 58° C

leite a 58° C e colocá-lo nessa garrafa, lavada com água quente,e colocá-lo nessa garrafa, lavada com água quente,

e mantê-la fechada por 60 minutos.

e mantê-la fechada por 60 minutos.

• É importante saber que é

• É importante saber que é considerado negativo um caprino após trêsconsiderado negativo um caprino após três

testes com resultado negativo para C.A.E.V, com intervalo de seis

testes com resultado negativo para C.A.E.V, com intervalo de seis

meses de um para o outro.

meses de um para o outro.

Cabra acometida

Cabra acometida de C.A.E.V. Observar de C.A.E.V. Observar os os joelhos muito joelhos muito inchadosinchados ( artrite ).

( artrite ). Cabra acometida

Cabra acometida de C.A.E.V. Observar de C.A.E.V. Observar os os joelhos muito joelhos muito inchadosinchados ( artrite ).

( artrite ).

SUMÁRIO

SUMÁRIO

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C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

47

47

2.9.3 - Pasteurelose 2.9.3 - Pasteurelose

• Em caprinos e ovinos a pasteurelose é causada pela

• Em caprinos e ovinos a pasteurelose é causada pela PasteurellaPasteurella haemolitica.

haemolitica.Geralmente, ocorre após fator estressante.Geralmente, ocorre após fator estressante.

• Cordeiros e cabritos apresentam, geralmente, morte súbita sem

• Cordeiros e cabritos apresentam, geralmente, morte súbita sem

que seja evidenciado nenhum

que seja evidenciado nenhum sintoma.sintoma.

• Os animais adultos apresentam dispnéia, espuma pela boca,

• Os animais adultos apresentam dispnéia, espuma pela boca,

tosse e corrimento nasal.

tosse e corrimento nasal.

• Para o tratamento, em caprinos e

• Para o tratamento, em caprinos e ovinos, indica-sovinos, indica-se uso de peni-e uso de

peni-cilinas.

cilinas. TTambém as ambém as tetracictetraciclinas são linas são bastante ativas.bastante ativas.

2.9.4

2.9.4 - - Serosite-artrite-agalactia Serosite-artrite-agalactia (Micoplasmose)(Micoplasmose)

• Enfermidade infecto-contagiosa causada pelo

• Enfermidade infecto-contagiosa causada pelo  Micoplasma Micoplasma mycoides.

mycoides.

• O agente é eliminado juntamente com exsudatos corporais,

• O agente é eliminado juntamente com exsudatos corporais,

leite e urina de

leite e urina de animais doentes.animais doentes.

• Animais, com suspeita de diagnóstico, devem ser afastados do

• Animais, com suspeita de diagnóstico, devem ser afastados do

rebanho, imediatamente.

rebanho, imediatamente.

• A morte súbita em caprinos e ovinos pode ocorrer por

• A morte súbita em caprinos e ovinos pode ocorrer por

clostri-dioses, colibacilose septicêmica,

dioses, colibacilose septicêmica, micoplasmose superaguda micoplasmose superaguda ..

• A micoplasmose pode apresentar-se como: pleuropneumonia,

• A micoplasmose pode apresentar-se como: pleuropneumonia,

artrite (articulações mais afetadas são as do carpo, tarso e

artrite (articulações mais afetadas são as do carpo, tarso e

co-tovelo)

tovelo) e e mastite mastite (agalactia).(agalactia).

• Na forma pulmonar, na necrópsia, observam-se área de

• Na forma pulmonar, na necrópsia, observam-se área de

hepa-tização de coloração vermelho escuro e líquido espumoso ao

tização de coloração vermelho escuro e líquido espumoso ao

corte do parênquima pulmonar.

corte do parênquima pulmonar.

• Os cabritos e cordeiros, geralmente, adquirem

• Os cabritos e cordeiros, geralmente, adquirem

mico-plasmose, através da forma mastítica por micoplasm

plasmose, através da forma mastítica por micoplasma, po-a,

po-dendo apresentar a forma superaguda, aguda e subaguda.

dendo apresentar a forma superaguda, aguda e subaguda.

Também pode ocorrer morte súbita.

Também pode ocorrer morte súbita.

• Na forma superaguda, ocorre morte sem nenhum sintoma

• Na forma superaguda, ocorre morte sem nenhum sintoma

clínico; podendo, no entanto, apresentar sintomas

clínico; podendo, no entanto, apresentar sintomas

neuro-lógicos em alguns casos. Nas formas aguda e subaguda,

lógicos em alguns casos. Nas formas aguda e subaguda,

ocorre temperatura de até 42

ocorre temperatura de até 42ooC,C,edema nas articulaçõesedema nas articulações

(geralmente unilateral) e

(geralmente unilateral) e pneumonia.pneumonia.

• A mastite por micoplasmose caracteriza-se por atrofia

• A mastite por micoplasmose caracteriza-se por atrofia

do(s) teto(s) afetado(s) e agalactia.

do(s) teto(s) afetado(s) e agalactia.

• A

• A artrite por micoplasma apresenta exsudato amarelado,artrite por micoplasma apresenta exsudato amarelado,

fibrinopurulento, o que não acontece no caso de CAE.

fibrinopurulento, o que não acontece no caso de CAE.

• Quando há comprometimento dos olhos, sempre ocorre

• Quando há comprometimento dos olhos, sempre ocorre

edema

edema periorbitalperiorbital..

• A forma aguda caracteriza-se por artrite (geralmente

• A forma aguda caracteriza-se por artrite (geralmente

uni-lateral) e pneumonia.

lateral) e pneumonia.

• A micoplasmose, quando acomete o olho, pode causar

• A micoplasmose, quando acomete o olho, pode causar

cegueira completa nos caprinos e ovinos, havendo edema

cegueira completa nos caprinos e ovinos, havendo edema

periorbital.

periorbital.

• A artrite por micoplasmose ocorre, sempre, de forma

• A artrite por micoplasmose ocorre, sempre, de forma

aguda ou superaguda, com grande mortalidade e febre;

aguda ou superaguda, com grande mortalidade e febre;

enquanto que, na CAE a artrite é, geralmente, crônica,

enquanto que, na CAE a artrite é, geralmente, crônica,

sem febre.

sem febre.

• OO Mycoplasma Mycoplasma capricolum,capricolum, geralmente, está relacionadogeralmente, está relacionado

com poliartrites em ovinos e caprinos.

com poliartrites em ovinos e caprinos.

SUMÁRIO

SUMÁRIO

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48

48

C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

49

49

• O

• O Mycoplasma conjunctivae  Mycoplasma conjunctivae causa ceratoconjuntivite em ovinos;causa ceratoconjuntivite em ovinos;

podendo às vezes, causar cegueira (tratamento com

podendo às vezes, causar cegueira (tratamento com

Aureo-micina pó; Oxitetraciclina ou Tilosina podem ser

micina pó; Oxitetraciclina ou Tilosina podem ser tentados).tentados).

• As drogas são ineficazes na

• As drogas são ineficazes na eliminação das infecções pelo mico-eliminação das infecções pelo

mico-plasma, porém, entre as que controlam parcialmente estão as

plasma, porém, entre as que controlam parcialmente estão as

Tetraciclinas, Tylosina e a Espiramicina.

Tetraciclinas, Tylosina e a Espiramicina.

2.9.5 - Ectima contagioso (Boqueira)

2.9.5 - Ectima contagioso (Boqueira)

• Doença infecto-contagiosa causada por vírus, que se caracteriza

• Doença infecto-contagiosa causada por vírus, que se caracteriza

por vesículas e ferimentos ao redor da boca dos cabritos e

por vesículas e ferimentos ao redor da boca dos cabritos e

cor-deiros, podendo atingir as tetas da cabra e

deiros, podendo atingir as tetas da cabra e ovelhas.ovelhas.

Cabrito com sinais típicos de Ectima contagioso. Cabrito com sinais típicos de Ectima contagioso. Cabrito com sinais típicos de Ectima contagioso. Cabrito com sinais típicos de Ectima contagioso.

SUMÁRIO

SUMÁRIO

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C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

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• A mortalidade de crias poderá ocorrer devido à infecção

• A mortalidade de crias poderá ocorrer devido à infecção

secun-dária na boca, impossibilitando-as de mamar; bem como, nas

dária na boca, impossibilitando-as de mamar; bem como, nas

tetas das matrizes, causando-lhes dor e fazendo com que estas

tetas das matrizes, causando-lhes dor e fazendo com que estas

não permitam que as crias mamem.

não permitam que as crias mamem.

• Deve-se ter muito cuidado com a possibilidade de miíase

• Deve-se ter muito cuidado com a possibilidade de miíase

(bi-cheira) na boca das crias, devido à postura de

cheira) na boca das crias, devido à postura de ovos, pelas moscas,ovos, pelas moscas,

na parte externa (da boca) de onde as lar

na parte externa (da boca) de onde as larvas deslocam–se para ovas deslocam–se para o

interior da mesma. Nesses casos, nunca usar matabicheira spray 

interior da mesma. Nesses casos, nunca usar matabicheira spray 

(azul); usar solução, a 25% de

(azul); usar solução, a 25% de creolina veterinária e água.creolina veterinária e água.

• O tratamento consiste na desinfecção diária dos ferimentos da

• O tratamento consiste na desinfecção diária dos ferimentos da

boca das crias com solução de iodo a

boca das crias com solução de iodo a 10%.10%.

2.9.6 - Pododermatite (Podridão dos Cascos)

2.9.6 - Pododermatite (Podridão dos Cascos) • Ferimento entre as unhas, exalando odor

• Ferimento entre as unhas, exalando odor fétido. Ocorre, princi-fétido. Ocorre,

princi-palmente, em ambientes úmidos e de pouca ou

palmente, em ambientes úmidos e de pouca ou nenhuma con-nenhuma

con-dição higiênica.

dição higiênica.

• A desinfecção do ferimento

• A desinfecção do ferimento

poderá ser feita com solução

poderá ser feita com solução

a base de fenol e/ou cresol

a base de fenol e/ou cresol

(benzocreol, purinacreol,

(benzocreol, purinacreol,

cruzwaldina, creolina

cruzwaldina, creolina

veteri-nária).

nária).

Pododermatite grave em caprino Pododermatite grave em caprino Pododermatite grave em caprino Pododermatite grave em caprino

 A EMBRAPA Caprinos, a respeito da dermatite, faz as

 A EMBRAPA Caprinos, a respeito da dermatite, faz as

se-guintes

guintes recomendaçõrecomendações.es.

• Tratando a doença :

• Tratando a doença :

--colocar o animal em local seco e colocar o animal em local seco e limpo;limpo;

--limpar e lavar o casco, retirando todos os te-limpar e lavar o casco, retirando todos os

te-cidos necrosados;

cidos necrosados;

-- fazer curativos diários com pomada antibi-fazer curativos diários com pomada

antibi-ótica ou solução de sulfato de zinco ou cobre

ótica ou solução de sulfato de zinco ou cobre

5% a 10 %.

5% a 10 %.

• Prevenindo a doença:

• Prevenindo a doença:

--evitar o acesso e permanência dos animais emevitar o acesso e permanência dos animais em

pastos encharcados e em pisos úmidos;

pastos encharcados e em pisos úmidos;

--observar o crescimento dos cascos e apará-losobservar o crescimento dos cascos e apará-los

duas vezes ao ano;

duas vezes ao ano;

--passar os animais em pedilúvio, preenchidopassar os animais em pedilúvio, preenchido

com solução de sulfato de cobre ou zinco 5

com solução de sulfato de cobre ou zinco 5

% ou 10 %, formol a 5 % ou cal virgem,

% ou 10 %, formol a 5 % ou cal virgem,

uma vez por semana;

uma vez por semana;

-- descartar animais com doença crônica nosdescartar animais com doença crônica nos

cascos;

cascos;

-- evitar a compra de animais com lesões nosevitar a compra de animais com lesões nos

cascos.

cascos.

2.9.7 - Linfadenite caseosa (Caroço)

2.9.7 - Linfadenite caseosa (Caroço) •

• Enfermidade de caráter crônico, apresentando-se sob a forma deEnfermidade de caráter crônico, apresentando-se sob a forma de

abscessos, que ocorrem, com maior freqüência, da seguinte forma:

abscessos, que ocorrem, com maior freqüência, da seguinte forma:

- 75%

- 75% na região na região da cabeçada cabeça

- 15%

- 15% na região na região da escápula da escápula (pá)(pá)

- 10%

- 10% na região na região posterior (flanco posterior (flanco e úbere)e úbere)

SUMÁRIO

SUMÁRIO

PRÓXIMA

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(27)

52

52

C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

53

53

V

Volumoso olumoso abscesso abscesso abaixo abaixo da da orelhaorelha

• Os abscessos deverão ser abertos fora dos currais. Toda secreção,

• Os abscessos deverão ser abertos fora dos currais. Toda secreção,

bem como, o material usado, no processo de drenagem,

bem como, o material usado, no processo de drenagem,

de-verão ser colocados em recipiente, que deverá ser queimado (e

verão ser colocados em recipiente, que deverá ser queimado (e

não mais utilizado).

não mais utilizado).

• Para drenar os abscessos, deve-se

• Para drenar os abscessos, deve-se usar luvasusar luvas. Após a abertura. Após a abertura

dos mesmos, toda secreção deverá ser

dos mesmos, toda secreção deverá ser depositada em recipiente.depositada em recipiente.

Com uma pinça e um

Com uma pinça e um chumaço de algodão em sua ponta, em-chumaço de algodão em sua ponta,

em-bebido em solução de iodo a 10% , proceder à limpeza interna

bebido em solução de iodo a 10% , proceder à limpeza interna

da cápsula do abscesso. Manter a ferida cirúrgica aberta. Usar

da cápsula do abscesso. Manter a ferida cirúrgica aberta. Usar

repelente (matabicheira).

repelente (matabicheira).

• Fazer drenagem dos abscessos, o mais cedo possível, logo que

• Fazer drenagem dos abscessos, o mais cedo possível, logo que

apresentem tamanho para isto; e, não, quando estiverem

apresentem tamanho para isto; e, não, quando estiverem

pe-lando, já que, nesse estágio, os abscessos rompem-se com

lando, já que, nesse estágio, os abscessos rompem-se com

faci-lidade e contaminam todas as instalações e cercas.

lidade e contaminam todas as instalações e cercas.

• Em casos de

• Em casos de linfadenite caseosa ressindivante (após a drenagemlinfadenite caseosa ressindivante (após a drenagem

volta no mesmo lugar ou em outro), o animal deverá ser

volta no mesmo lugar ou em outro), o animal deverá ser

des-cartado do rebanho.

cartado do rebanho.

• Poderá haver ocorrência desses abscessos em linfonodos de

• Poderá haver ocorrência desses abscessos em linfonodos de

órgãos internos, como pulmão, fígado, trato

órgãos internos, como pulmão, fígado, trato intestinal etc...intestinal etc...

2.9.8 - Ceratoconjuntivite

2.9.8 - Ceratoconjuntivite

• Doença infecto-contagiosa grave, causada pela

• Doença infecto-contagiosa grave, causada pela BranhamellaBranhamella ovis,

ovis,bem como por outros agentes,bem como por outros agentes, podendo levar a cegueira.podendo levar a cegueira.

Geralmente, passa de um animal a outro, através de pequenas

Geralmente, passa de um animal a outro, através de pequenas

moscas, que se alimentam de secreções oculares e nasais.

moscas, que se alimentam de secreções oculares e nasais.

• Os reservatórios são os

• Os reservatórios são os próprios animais, podendo, os doentes,próprios animais, podendo, os doentes,

ficarem portadores inaparentes, por um ano ou mais, após a

ficarem portadores inaparentes, por um ano ou mais, após a

cura clínica.

cura clínica.

• O transporte dos animais em caminhões, principalmente para

• O transporte dos animais em caminhões, principalmente para

exposições, pode vir a ser fator precursor desta enfermidade,

exposições, pode vir a ser fator precursor desta enfermidade,

devido à irritação da mucosa ocular na viagem, bem como, pelo

devido à irritação da mucosa ocular na viagem, bem como, pelo

Animal com

Animal com CeratoconjuntiviteCeratoconjuntivite Animal com

Animal com CeratoconjuntiviteCeratoconjuntivite

SUMÁRIO

SUMÁRIO

PRÓXIMA

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(28)

54

54

C a p r i n o s e O v i n o s -C a p r i n o s e O v i n o s - I n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e sI n f o r m a ç õ e s I m p o r t a n t e s

55

55

estresse causado aos animais em virtude da mudança de

estresse causado aos animais em virtude da mudança de

am-biente, barulho, movimentação constante etc... É importante

biente, barulho, movimentação constante etc... É importante

que animais oriundos de eventos dessa natureza, ao chegarem

que animais oriundos de eventos dessa natureza, ao chegarem

à propriedade, sejam tratados, preventivamente, contra

à propriedade, sejam tratados, preventivamente, contra cerato-

cerato-conjuntivite. conjuntivite. 2.9.9 - Clostridioses 2.9.9 - Clostridioses 2.9.9.1 - Manqueira 2.9.9.1 - Manqueira

• Enfermidades, que podem apresentar-se sob a forma de

• Enfermidades, que podem apresentar-se sob a forma de

toxin-fecção, gangrena ou septicemia.

fecção, gangrena ou septicemia.

• Acomete, principalmente, bovinos jovens e ovinos, que

• Acomete, principalmente, bovinos jovens e ovinos, que

apre-sentam crepitação no local da infecção, bem como, músculo

sentam crepitação no local da infecção, bem como, músculo

enegrecido e com odor

enegrecido e com odor rançoso.rançoso.

• Na necropsia, observar

• Na necropsia, observar líquido sero-sanguilíquido sero-sanguinolento no saco pe-nolento no saco

pe-ricárdico.

ricárdico.

• V

• Vacinação: fazer uma primeira dose; repetir acinação: fazer uma primeira dose; repetir com 30 dias e com 30 dias e reva-

reva-cinar, anualmente.

cinar, anualmente.

2.9.9.2 - Enterotoxemia

2.9.9.2 - Enterotoxemia

• Enfermidade tóxico-infecciosa aguda causada pelo

• Enfermidade tóxico-infecciosa aguda causada pelo ClostrídioClostrídio  perfringens 

 perfringens tipos C e D, que acomete, principalmente, ostipos C e D, que acomete, principalmente, os

animais jovens, entre 03 e 12

animais jovens, entre 03 e 12 semanas.semanas.

• Os

• Os cabritos e cordeiros são acometidos, principalmente, quandocabritos e cordeiros são acometidos, principalmente, quando

ingerem grande quantidade de leite de uma só vez,

ingerem grande quantidade de leite de uma só vez, bem como,bem como,

quando começam a ingerir alimentos grosseiros, no desmame.

quando começam a ingerir alimentos grosseiros, no desmame.

  A superlotação de cordeiros e cabritos nos galpões deve ser

  A superlotação de cordeiros e cabritos nos galpões deve ser

sempre levado em

sempre levado em consideraçãoconsideração..

• Os cabritos e cordeiros podem apresentar morte súbita sem

• Os cabritos e cordeiros podem apresentar morte súbita sem sin-

sin-tomatologia

tomatologia, forte , forte dor abdominal, diarréia ou não, andar cam-dor abdominal, diarréia ou não, andar

cam-baleante, opistótono, decúbito lateral com pedalagem e por,

baleante, opistótono, decúbito lateral com pedalagem e por,

algumas vezes, convulsões.

algumas vezes, convulsões.

• Os animais adultos podem apresentar diarréia escura de odor

• Os animais adultos podem apresentar diarréia escura de odor

fétido, assim como,

fétido, assim como, convulsões.convulsões.

OBSERVAÇÃO: A vacinação contra clostridioses é realizada

OBSERVAÇÃO: A vacinação contra clostridioses é realizada

da seguinte maneira:

da seguinte maneira:

* Os primovacinados (animais vacinados pela primeira

* Os primovacinados (animais vacinados pela primeira

vez) recebem uma primeira dose; e uma segunda

vez) recebem uma primeira dose; e uma segunda

dose, um mês após a primeira. Deverão ser

dose, um mês após a primeira. Deverão ser

revaci-nados, anualmente.

nados, anualmente.

* Crias de matrizes vacinadas serão vacinadas aos 03

* Crias de matrizes vacinadas serão vacinadas aos 03

(três) meses de idade, anualmente. Às filhas de

(três) meses de idade, anualmente. Às filhas de

ma-trizes não vacinadas deverão receber vacina, o mais

trizes não vacinadas deverão receber vacina, o mais

rápido possível, com o

rápido possível, com o dobro da dosedobro da dose do animaldo animal

adulto.

adulto.

•Um forte indício da morte por clostridioses é o rápido en-Um forte indício da morte por clostridioses é o rápido en-rijecimento do cadáver

rijecimento do cadáver, bem , bem como, a como, a imediata formação deimediata formação de gás, no mesmo.

gás, no mesmo.

2.9.10 - Acetonemia

2.9.10 - Acetonemia

• Estado toxêmico do animal; geralmente fêmeas prenhes ou n

• Estado toxêmico do animal; geralmente fêmeas prenhes ou no pós-o

pós-parto, devido à formação de corpos cetônicos. A

parto, devido à formação de corpos cetônicos. A cabra poderá apre-cabra poderá

apre-sentar a posição de

sentar a posição de “mira“mirar estrelas” (cabeça voltada para cima).r estrelas” (cabeça voltada para cima).

SUMÁRIO

SUMÁRIO

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