UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO COORDENADORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
P L A N O D E E N S I N O E M E R G E N C I A L
ADAPTADO PARA ATIVIDADES REMOTAS
I – IDENTIFICAÇÃO
Curso: Enfermagem Componente Curricular: Saúde Coletiva II
Ano Letivo: 2020 Período Letivo Suplementar: 3
Carga Horária: 60 h
Nome do(s) Professor(es): Walter de Souza Tavares Modalidade de ensino: Atividades remotas de ensino
Número de vagas: 50
Horário de atendimento discente: Quarta-feira de 14 às 17 horas (extra sala virtual)
II – EMENTA
A disciplina deve gerar conhecimentos relacionados a saúde local, com ambiente natural e construído e ser trabalhada dentro desta perspectiva, sem perder de vista sua integração com o mundo, e, sobretudo implicar em um exercício permanente de interdisciplinaridade. Saber que essa relação propicia saúde e/ou doença se dá a partir do entendimento que cada sujeito tem de sua relação com o ambiente. Assim sendo, faz-se necessário que no campo da saúde se estabeleça compreensão, análise e pressupostos para construção de conhecimentos que elucidem o ambiente como fator determinante da saúde humana.
III – OBJETIVOS DO COMPONENTE CURRICULAR
Discutir a concepções de saúde e doença, os conceitos de saúde coletiva e saúde pública; abordar a relação entre as desigualdades sociais, ambiente e saúde; discutir os conceitos de determinação social em saúde e determinantes sociais; conceito de necessidades, problemas, vulnerabilidade e risco; o significado do território em saúde coletiva; abordar transição epidemiológica e demográfica e as desigualdades no Brasil; abordagem familiar em saúde coletiva e a estratégia de saúde da família; discutir as formas de abordagem familiar; ecomapa e genograma; e discutir algumas políticas de saúde: política nacional da atenção básica – avanços e retrocessos, política nacional de humanização, política de atenção integral a população lgbt, política nacional de atenção a população indígena.
IV – METODOLOGIA DE ENSINO
preferencial para as atividades assíncronas e síncronas (chat online). Para atividades síncronas será utilizado o ambiente virtual da webconferencia da RNP.
Para o atendimento extra sala virtual será utilizada as redes sociais (whatsapp), bem como salas de reuniões virtuais tais como o google meet.
As aulas síncronas ocorrerão com exposição de conteúdo pela plataforma RNP e discussão de conteúdo, bem como através de discussão de conteúdo pelo chat online do SIGAA.
As atividades assíncronas se darão por meio de fóruns, enquetes, leituras obrigatórias para discussão nas atividades síncronas, vídeoaulas e livros digitais, bem como estudos dirigidos, questionários e apostilas. Todos serão disponibilizados no SIGAA e em grupo de rede social (whatsapp).
Para todas as unidades do conteúdo programático será disponibilizado uma vídeo-aula com os principais pontos de cada leitura obrigatória a fim de auxiliar na compreensão e discussão nas atividades síncronas.
V – VALIDAÇÃO DE FREQUÊNCIA
A validação da frequência ocorrerá por meio da participação dos alunos nas atividades assíncronas e síncronas da seguinte forma:
Para a validação da frequência nas atividades assíncronas será utilizada a ferramenta “Estatística” do SIGAA, a qual infere o aluno que acessou a atividade disponibilizada no sistema. Caso não seja possível a realização desta, será utilizada a validação por meio da participação nos fóruns, enquetes e/ou redes sociais.
Para a validação da frequência das atividades síncronas será feito o registro dos participantes naquela atividade/tarefa. Caso não seja possível, será feita por meio de comunicado ao docente via mensagem de aplicativo e/ou redes sociais.
VI – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
APRESENTAÇÃO DISCIPLINA E CONTEXTUALIZAÇÃO DA HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL.
UNIDADE I - CONCEPÇÕES DE SAÚDE – DOENÇA: Leitura Obrigatória:
• SABROZA, P. Concepções de saúde e doença. In: SANTOS, Elizabeth Moreira dos; NATAL,
Sonia. Dimensão técnico-operacional: unidade didático-pedagógica: modelo lógico do programa. Rio de Janeiro: ABRASCO, 2005, p. 350-369.
UNIDADE II - SAÚDE COLETIVA E SAÚDE PÚBLICA: Leituras obrigatórias:
• PAIM, J. S.; ALMEIDA FILHO, N. de. Saúde coletiva: uma "nova saúde pública" ou campo
aberto a novos paradigmas? Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 32, n. 4, p. 299-316, 1998. UNIDADE III - DESIGUALDADES SOCIAIS E SAÚDE:
• Determinantes Sociais em Saúde
• Determinação em Saúde
Leituras obrigatórias:
• BARATA, R. B. Iniquidade e saúde: a determinação social do processo saúde-doença. Revista
• GARBOIS, J. A.; SODRE, F.; DALBELLO-ARAUJO, M. Da noção de determinação social à de determinantes sociais da saúde. Saúde debate, Rio de Janeiro, v. 41, n.112, p. 63-76, 2017.
• ROCHA, P.; DAVID, H. Determinação ou Determinantes? Uma discussão com base na Teoria
da Produção Social da Saúde. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 49, p.1, v. 129-135, 2015. UNIDADE IV - Análise da situação de saúde (ASS): necessidades, problemas, riscos e
vulnerabilidade Leituras obrigatórias:
• PAIM, J.S.; ALMEIDA-FILHO, N. Análise da situação de saúde: o que são necessidades e
problemas de saúde? In: Paim JS; Almeida-Filho N (org). Saúde Coletiva: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Medbook, 2014. p. 29-39.
• BERTOLOZZI, M. R. et al. Os conceitos de vulnerabilidade e adesão na Saúde Coletiva. Revista
da Escola de Enfermagem da USP, v.43, (Esp 2), p. 1326-30, 2009. UNIDADE V - TERRITÓRIO, AMBIENTE E SAÚDE:
Leituras Obrigatórias
• MONKEN, M. et al. O território na saúde construindo referências para análises em saúde e
ambiente. In: MIRANDA, Ary Carvalho de; BARCELLOS, Christovam; MOREIRA, Josino Costa; MONKEN, Mauricio. Território, ambiente e saúde. Rio de Janeiro, Editora Fiocruz, 2008. p.23-41.
• BARCELLOS, CC. Os indicadores da pobreza e a pobreza dos indicadores: uma abordagem
geográfica das desigualdades sociais em saúde. In: Christovam Barcellos, ed. A geografia e o contexto dos problemas de saúde. Rio de Janeiro: Abrasco; 2008, p. 107-39.
UNIDADE VI - Transição epidemiológica e demográfica: as desigualdades no Brasil Leituras obrigatórias:
• VASCONCELOS, Ana Maria Nogales; GOMES, Marília Miranda Forte. Transição demográfica: a
experiência brasileira. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 21, n. 4, p. 539-548, dez. 2012.
• SOUZA, M. F. M. et al. Transição da saúde e da doença no Brasil e nas Unidades Federadas
durante os 30 anos do Sistema Único de Saúde. Ciência & Saúde Coletiva. v. 23, n.6, p.1737-1750, 2018.
UNIDADE VII - ABORDAGEM FAMILIAR EM SAÚDE COLETIVA Leituras obrigatórias:
• MOIMAZ, S. A. S. et al. Saúde da Família: o desafio de uma atenção coletiva. Ciência e Saúde
Coletiva, v. 16, (Supl. 1), p. 965-972, 2011.
• WRIGHT LM, LEAHEY M. Enfermeiras e Famílias: um guia para avaliação e intervenção na
família. São Paulo: Roca; 2012.
UNIDADE VIII- POLÍTICAS PÚBLICAS, PROGRAMAS E SERVIÇOS DE SAÚDE:
• Política de atenção integral a população LGBT
• Política nacional da atenção básica – avanços e retrocessos
• Estratégia Saúde da Família
• Política nacional de humanização
• Política nacional de atenção à população indígena
VII – PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
A avaliação dos alunos no processo ensino/aprendizagem será realizada através da participação nas atividades síncronas e assíncronas, nas apresentações, nos debates no chat online e nos fóruns, leituras e resenha crítica de artigos.
O aluno terá que realizar obrigatoriamente as seguintes avaliações:
1AP: Debate sobre desigualdades sociais e saúde e resolução de questionário avaliativo no SIGAA.
Em cada AP: 2 pontos serão de participação em ambiente virtual: assiduidade e discussão da leitura recomendada do dia.
AF: Análise crítica da constituição de território em saúde com abordagem nos determinantes
sociais da saúde e na abordagem familiar (genograma e ecomapa)
Será considerado aprovado na disciplina o aluno que obtiver nota final igual ou superior a 5 (cinco) e, no mínimo, 75% de frequência às aulas
VIII – CRONOGRAMA DE AULAS
DATA CONTEÚDO MINISTRADO
04/11 APRESENTAÇÃO DISCIPLINA E CONTEXTUALIZAÇÃO DA HISTÓRIA DA
SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL.
11/11 UNIDADE I - CONCEPÇÕES DE SAÚDE – DOENÇA
18/11 UNIDADE II - SAÚDE COLETIVA E SAÚDE PÚBLICA
25/11 UNIDADE III - DESIGUALDADES SOCIAIS E SAÚDE
02/12 1 ª AVALIAÇÃO PARCIAL
09/12 UNIDADE IV - Análise da situação de saúde (ASS): necessidades, problemas,
riscos e vulnerabilidade
16/12 UNIDADE V - TERRITÓRIO, AMBIENTE E SAÚDE:
23/12 UNIDADE VI - Transição epidemiológica e demográfica: as desigualdades no
Brasil
30/12 UNIDADE VII - ABORDAGEM FAMILIAR EM SAÚDE COLETIVA
06/01 UNIDADE VIII- POLÍTICAS PÚBLICAS, PROGRAMAS E SERVIÇOS DE SAÚDE:
2 ª AVALIAÇÃO PARCIAL
13/01 AVALIAÇÃO FINAL
XI – BIBLIOGRAFIA BÁSICA
• CAMPOS, G.W.de S. et al. Tratado de Saúde coletiva. São Paulo: Hucitec/Rio de janeiro:
FIOCRUZ, 2012.
• WRIGHT LM, LEAHEY M. Enfermeiras e Famílias: um guia para avaliação e intervenção na
família. São Paulo: Roca; 2012.
• ROUQUAYROL, M. Z. et al. Epidemiologia e saúde. 6 ed. Rio de Janeiro: MEDSI, 2003, 708p.
• AYRES, J. R. C. M. Risco, vulnerabilidade e práticas de prevenção e promoção da saúde. In:
CAMPOS, G.W.de S. et al. Tratado de Saúde coletiva. São Paulo: Hucitec/Rio de janeiro: FIOCRUZ, 2012.
• BARATA, R. B. Iniquidade e saúde: a determinação social do processo saúde-doença. Revista
USP, v. 51, p. 138-145; 2001.
• BARCELLOS C. C. et al. Organização espacial, saúde e qualidade de vida: análise espacial e uso
de indicadores na avaliação de situação de saúde. Informe Epidemiológico do SUS, v. 11, n. 3, p.129-138, 2002.
• BARCELLOS, CC. Os indicadores da pobreza e a pobreza dos indicadores: uma abordagem
geográfica das desigualdades sociais em saúde. In: Christovam Barcellos, ed. A geografia e o contexto dos problemas de saúde. Rio de Janeiro: Abrasco; 2008, p. 107-39.
• BERTOLOZZI, M. R. et al. Os conceitos de vulnerabilidade e adesão na Saúde Coletiva. Revista
da Escola de Enfermagem da USP, v.43, (Esp 2), p. 1326-30, 2009.
• CASTELLANOS, P.L. Epidemiologia, saúde pública, situação de saúde e condições de vida.
Considerações conceituais. In: Condições de Vida e Situação de Saúde (Org. Rita Barradas Barata). Rio de Janeiro: ABRASCO. 31-76. Ler slides 17 a 25, a partir de V – Desigualdades na situação de saúde, iniquidades sociais e saúde pública, 1997.
e adesão na Saúde Coleti
• GARBOIS, J. A.; SODRE, F.; DALBELLO-ARAUJO, M. Da noção de determinação social à de
• MOIMAZ, S. A. S. et al. Saúde da Família: o desafio de uma atenção coletiva. Ciência e Saúde Coletiva, v. 16, (Supl. 1), p. 965-972, 2011.
• MONKEN, M. et al. O território na saúde construindo referências para análises em saúde e
ambiente. In: MIRANDA, Ary Carvalho de; BARCELLOS, Christovam; MOREIRA, Josino Costa; MONKEN, Mauricio. Território, ambiente e saúde. Rio de Janeiro, Editora Fiocruz, 2008. p.23-41. Os conceitos de vulnerabilidade
• PAIM, J. S.; ALMEIDA FILHO, N. de. Saúde coletiva: uma "nova saúde pública" ou campo
aberto a novos paradigmas? Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 32, n. 4, p. 299-316, 1998.
• PAIM, J.S.; ALMEIDA-FILHO, N. Análise da situação de saúde: o que são necessidades e
problemas de saúde? In: Paim JS; Almeida-Filho N (org). Saúde Coletiva: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Medbook, 2014. p. 29-39.
• ROCHA, P.; DAVID, H. Determinação ou Determinantes? Uma discussão com base na Teoria
da Produção Social da Saúde. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 49, p.1, v. 129-135, 2015.
• SABROZA, P. Concepções de saúde e doença. In: SANTOS, Elizabeth Moreira dos; NATAL,
Sonia. Dimensão técnico-operacional: unidade didático-pedagógica: modelo lógico do programa. Rio de Janeiro: ABRASCO, 2005, p. 350-369.
• WILLIAMS, D. R.; PRIEST, N. Racismo e Saúde: um corpus crescente de evidência
internacional. Sociologias, Porto Alegre, v. 17, n. 40, p. 124-174, 2015.
X – BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
• BARRETO, M. L.; CARMO, E. H. Padrões de adoecimento e de morte da população brasileira:
os renovados desafios para o Sistema Único de Saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 12(Sup): 1779-1790, 2007.
• BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos
Indígenas. - 2ª edição - Brasília: Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde, 2002.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Básica. Política Nacional de Atenção Básica / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2012.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento
de Apoio à Gestão Participativa. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa. - Brasília : 1. ed., 1. reimp. - Ministério da Saúde, 2013.
• BRASIL. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017, estabelece a revisão de diretrizes para
a organização da Atenção Básica, no âmbito do SUS.
• BRITO, F. Transição demográfica e desigualdades sociais no Brasil. R. bras. Est. Pop., São
Paulo, v. 25, n. 1, p. 5-26, jan./jun. 2008.
• CARMO, E. H.; BARRETO, M. L.; SILVA JR., J.B. da. Mudanças nos padrões de morbimortalidade
da população brasileira: os desafios para um novo século. Epidemiol. Serv. Saúde, v. 12, n. 2, p. 63-75, jun. 2003.
• SCHRAMM, J. M. A. et al. Transição epidemiológica e o estudo de carga de doença no Brasil.
Ciência & Saúde Coletiva, v.9, n.4, p.897-908, 2004.
• SOUZA, M. F. M. et al. Transição da saúde e da doença no Brasil e nas Unidades Federadas
durante os 30 anos do Sistema Único de Saúde. Ciência & Saúde Coletiva. v.23, n.6, p.1737-1750, 2018.
• VASCONCELOS, Ana Maria Nogales; GOMES, Marília Miranda Forte. Transição demográfica: a
experiência brasileira. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 21, n. 4, p. 539-548, dez. 2012. _______________________________
Assinatura do Professor
___________________________________________ Coordenador do Curso