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SESI/SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Centro Integrado Hélcio Rezende Dias Técnico em Edificações

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SESI/SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Centro Integrado Hélcio Rezende Dias

Técnico em Edificações

Fernando Bonisenha Gabriela Ananias

Giovani Bonna Hellen Cristina Santos

Maíla Araújo

Estacas

Vila Velha – ES 2011/2

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...2

2 FUNDAÇÕES...3

2.1 AS CARGAS DA EDIFICAÇÃO...3

2.2 RESISTÊNCIA OU CAPACIDADE DE CARGA DO SOLO...3

3 FUNDAÇÕES PROFUNDAS OU INDIRETAS...4

4 ESTACAS CONCRETADAS OU MOLDADAS “IN LOCO”...4

4.1 ESTACAS TIPO FRANKI...4

4.1.1 Método de Execução...5

4.1.2 Controle de Execução...6

4.1.3 Vantagens das Estacas Franki...6

4.1.4 Desvantagens das Estacas Franki...6

4.2 ESTACAS TIPO STRAUSS...7

4.2.1 Controle de Execução...7

4.2.2 Vantagens das Estacas Strauss...8

4.2.3 Desvantagens das Estacas Strauss...9

4.3 ESTACAS RAIZ...9

4.3.1 Método de Execução...10

4.3.1.1 Perfuração...10

4.3.1.2 Armação...11

4.3.1.3 Injeção da Argamassa...11

4.3.2 Vantagens das Estacas Raíz...12

4.3.3 Desvantagen das Estacas Raíz...12

4.4 ESTACAS HÉLICE CONTÍNUA...12

4.4.1 Método de Execução...13

4.4.1.1 Perfuração...13

4.4.1.2 Concretagem...13

4.4.1.3 Colocação da Armadura...14

4.4.2 Vantagens das Estacas Hélice Contínua...15

4.4.3 Desvantagens das Estacas Hélice Contínua...15

5 CONCLUSÃO...16

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1 INTRODUÇÃO

Fundações são os elementos estruturais com função de transmitir as cargas da estrutura ao terreno onde ela se apóia. Assim, as fundações devem ter resistência suficiente para suportar às tensões causadas pelos esforços solicitantes. Além disso, o solo necessita de resistência e rigidez correta para não sofrer ruptura e não apresentar deformações exageradas ou diferenciais. Para se escolher a fundação mais adequada, deve-se conhecer os esforços atuantes sobre a edificação, as características do solo e dos elementos estruturais que formam as fundações. Estuda-se assim a possibilidade de utilizar os vários tipos de fundação, em ordem crescente de complexidade e custos. Fundações bem projetadas correspondem de 3% a 10% do custo total do edifício, porém, se forem mal concebidas e mal projetadas, podem atingir 5 a 10 vezes o custo da fundação mais apropriada para o caso.

As fundações se classificam em diretas e indiretas, de acordo com a forma de transferência de cargas da estrutura para o solo onde ela se apóia. A fundação é considerada profunda se suas dimensões ultrapassam todos os limites acima mencionados. Fundações indiretas são aquelas que transferem as cargas por efeito de atrito lateral do elemento com o solo e por efeito de ponta. As fundações indiretas são todas profundas, devido às dimensões das peças estruturais.

Existem vários tipos de fundações profundas ou indiretas, entre elas: as estacas, classificadas como estacas pré-moldadas e moldadas “in loco”.

As estacas moldadas “in loco” são estruturas concretadas no local do terreno, entre elas estão: as estacas tipo Franki; estacas tipo Strauss; estacas Raíz e estacas Hélice Contínua. O que vai determinar a escolha de cada estaca utilizada para a fundação de um terreno é o tipo de solo, as cargas da edificação, e a resistência ou capacidade de carga do solo.

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2 FUNDAÇÕES

Fundações são os elementos estruturais com função de transmitir as cargas da estrutura ao terreno onde ela se apóia. Assim, as fundações devem ter resistência adequada para suportar às tensões causadas pelos esforços solicitantes. Além disso, o solo necessita de resistência e rigidez apropriadas para não sofrer ruptura e não apresentar deformações exageradas ou diferenciais.

Para se escolher a fundação mais adequada, deve-se conhecer os esforços atuantes sobre a edificação, as características do solo e dos elementos estruturais que formam as fundações. Assim, analisa-se a possibilidade de utilizar os vários tipos de fundação, em ordem crescente de complexidade e custos.

Fundações bem projetadas correspondem de 3% a 10% do custo total do edifício, porém, se forem mal concebidas e mal projetadas, podem atingir 5 a 10 vezes o custo da fundação mais apropriada para o caso.

2.1 AS CARGAS DA EDIFICAÇÃO

As cargas da edificação são obtidas por meio das plantas de arquitetura e estrutura, onde são considerados os pesos próprios dos elementos constituintes e a sobrecarga ou carga útil a ser considerada nas lajes que são normalizadas em função de sua finalidade. Em função da altura da edificação deverá também ser considerada a ação do vento sobre a edificação.

2.2 RESISTÊNCIA OU CAPACIDADE DE CARGA DO SOLO

A determinação da tensão admissível, resistência ou capacidade de carga do solo - fs consiste no limite de carga que o solo pode suportar sem se romper ou sofrer deformação exagerada. Em grandes obras sujeitas à carga elevadas só pode ser realizada por empresas especializadas, que além do estudo do subsolo, propõem sugestões para o tipo de fundação mais adequado para que o binômio estabilidade-economia seja atendido.

Nas obras de pequeno porte, sujeitas a cargas relativamente pequenas, a resistência do terreno poderá ser obtida por meio de tabelas práticas em função do tipo de solo.

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3 FUNDAÇÕES INDIRETAS OU PROFUNDAS

Fundações indiretas são aquelas que transferem as cargas por efeito de atrito lateral do elemento com o solo e por efeito de ponta. As fundações indiretas são todas profundas, devido às dimensões das peças estruturais.

4 ESTACAS CONCRETADAS OU MOLDADAS “IN LOCO”

Existe uma grande variedade de tipos de estacas concretadas no local, diferenciadas entre si, principalmente, pela forma que são escavadas e pela forma de colocação do concreto. De um modo geral crava-se um tubo de aço até a profundidade prevista pela sondagem geotécnica, enchendo-se com concreto que vai sendo compactado até que se retire o tubo. Entre os vários tipos existentes destacam-se as estacas tipo Franki e as estacas tipo Strauss.

4.1 ESTACAS TIPO FRANKI

A estaca tipo Franki usa um tubo de revestimento cravado dinamicamente com a ponta fechada por meio de bucha e recuperado após a concretagem da estaca. O concreto usado na execução da estaca é relativamente seco com baixo fator água-cimento, resultando em um concreto de slump zero, de modo a permitir o forte apiloamento (compactação) previsto no método executivo. O concreto com estas características deve atingir fcc28 ≥ 20 MPa e o controle tecnológico do concreto durante a execução da estaca deve prever retirada regular de corpos-de-prova, para serem ensaiados a 3, 7 e 28 dias, iniciando-se ao se executar as primeiras estacas, e continuar para cada grupo de 15 ou 20 estacas executadas.

A armação da estaca é constituída por barras longitudinais e estribos que devem ter dimensões compatíveis com o diâmetro do tubo e do pilão. A execução de estacas tipo Franki, quando bem aplicada, praticamente não sofre restrições de emprego diante das características do subsolo, salvo casos particulares como aqueles constituídos por espessas camadas de solo muito mole.

As estacas tipo Franki apresentam grande capacidade de carga e podem ser executadas a grandes profundidades, não sendo limitadas pelo nível do lençol freático. Seus maiores inconvenientes dizem respeito à vibração do solo durante a execução, área necessária ao bate-

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estacas e possibilidade de alterações do concreto do fuste, por deficiência do controle. Sua execução é sempre feita por firma especializada.

Em situações especiais, sobretudo em zonas urbanas, pode- se atravessar camadas resistentes em que as vibrações poderiam causar problemas com construções vizinhas, por meio de perfuração prévia ou cravando-se numa primeira etapa o tubo com a ponta aberta e desagregando-se o material com a utilização de uma ferramenta apropriada e água.

No caso de existir uma camada espessa de argila orgânica mole saturada, a concretagem do fuste pode ser feita de duas maneiras:

 Crava-se o tubo até terreno firme, enche-se o mesmo com areia, arranca-se o tubo e torna-se a cravá-lo no mesmo lugar. Deste modo, forma-torna-se uma camada de areia que aumentará a resistência da argila mole e protegerá o concreto fresco contra o efeito de estrangulamento;

 Após a cravação do tubo, execução da base e colocação da armação, enche-se inteiramente o mesmo com concreto plástico (slump de 8 a 12 cm) e em seguida o mesmo é retirado de uma só vez com auxílio de um equipamento vibrador acoplado ao tubo. A este processo executivo dá-se o nome de estaca Franki com fuste vibrado.

4.1.1 Método de Execução das Estacas tipo Franki

Esses aspectos relacionados a estaca tipo Franki, fazem parte do método de execução, e que a diferencia dos outros tipos de estacas concretadas no local contribuindo para a elevada carga de trabalho da estaca. São eles:

 A cravação com ponta fechada isola o tubo de revestimento da água do subsolo, o que não acontece com outros tipos de estaca executada com ponta aberta;

 A base alargada dá maior resistência de ponta que todos os outros tipos de estaca;

 O apiloamento da base compacta solos arenosos, bem como, aumenta o diâmetro da estaca em todas as direções, aumentando sua a resistência de ponta. Em solos argilosos o apiloamento da base expele a água da argila, que é absorvida pelo concreto seco da mesma, consolidando e reforçando seu contorno;

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 O apiloamento do concreto contra o solo para formar o fuste da estaca compacta o solo e aumenta o atrito lateral;

 O comprimento da estaca pode ser facilmente ajustado durante a cravação. 4.1.2 Controle de Execução

 Locação do centro das estacas;

 Profundidade de cravação/ escavação;

 Verticalidade do tubo e de sua retirada da camisa, para não haver estrangulamento do fuste;

 Velocidade de execução;  Armação das estacas;

 Cota de arrasamento da cabeça da estaca;  Altura de queda do pilão;

 Volume de concreto empregado na execução do bulbo.

4.1.3 Vantagens das Estacas tipo Franki

 Boa qualidade de execução;  Boa e alta capacidade de carga;  Execução permite controle;

 Solos coesivos são compactados durante a cravação;

 O comprimento pode ser ajustado de acordo com a variação do nível da camada resistente;  A cravação do tubo com extremidade fechada exclui a influência do nível da água;

 Possui energia elevada para obstruções;

 Grande resistência ao arrancamento se devidamente armadas. 4.1.4 Desvantagens das Estacas tipo Franki

 Comprimento limitado;

 Pouca eficiência do equipamento;  Vibração na cravação;

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 Exigem cuidados durante a cravação do revestimento para que as estacas adjacentes não sejam danificadas;

 Em certas condições a execução de uma estaca provoca o levantamento das adjacentes;  As estacas restantes devem ser executadas após o concreto nas estacas as quais foram

cravadas primeiro endurecer; cuidado com o estrangulamento da estaca;  Não admitem grande diâmetro;

 Alargamento da base é de limitada dimensão em solos densos e duros. 4.2 ESTACAS TIPO STRAUSS

A estaca Strauss é uma fundação em concreto (simples ou armado), moldada in loco, executada com revestimento metálico recuperável.

Foram projetadas, inicialmente, como alternativa às estacas pré- moldadas cravadas por percussão devido ao desconforto causado pelo processo de cravação, quer quanto à vibração ou quanto ao ruído. O processo é bastante simples, realizado em duas fases, a perfuração, consistindo na retirada de terra com sonda ou piteira e, simultaneamente, introduzir tubos metálicos rosqueáveis entre si, até atingir a profundidade desejada e posterior a concretagem com apiloamento e retirada da tubulação.

Para sua execução, são empregados os seguintes equipamentos: tripé de madeira ou de aço; guincho acoplado a motor a explosão ou elétrico; sonda de percussão, com válvula para retirada de terra na sua extremidade inferior; soquete de 300 kg, aproximadamente; tubos de aço com 2,0 a 3,0 m de comprimento, rosqueáveis entre guincho manual para retirada da tubulação; roldanas, cabos e ferramentas.

4.2.1 Controle de Execução

 Locação das estacas;

 Profundidade de escavação;  Verticalidade da camisa metálica;  Velocidade de retirada da camisa;

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 Cota de arrasamento da cabeça das estacas;  Armadura, quando for o caso.

 Apiloamento do concreto para garantir continuidade do fuste, mantendo dentro da tubulação uma coluna de concreto suficiente para ocupar o espaço perfurado e eventuais vazios do subsolo.

As estacas tipo Strauss podem ser armadas ou não. No caso das estacas não armadas, o concreto utilizado deve ter um consumo mínimo de 300 kgf/m³, consistência plástica (abatimento mínimo de 8 cm) e fck de 15 MPa. Já o concreto das estacas armadas deve ter um abatimento mínimo de 12 cm e fck de 15 MPa. Pode ser empregada em locais confinados ou terrenos acidentados devido à simplicidade do equipamento utilizado. Sua execução não causa vibrações, evitando problemas com edificações vizinhas. Porém, em geral possui capacidade de carga menor que estacas Franki e pré-moldadas de concreto e possui limitação devido ao nível do lençol freático.

4.2.2 Vantagens das Estacas tipo Strauss

 Ausência de vibrações e trepidações em prédios vizinhos;  Equipamento leve e econômico;

 Possibilidade de execução da estaca com o comprimento projetado;

 Possibilidade de verificar durante a perfuração, a presença de corpos estranhos no solo, como matacões, permitindo a mudança de locação antes da concretagem;

 Possibilidade da constatação das diversas camadas e natureza do solo, pois a retirada de amostras permite comparação com a sondagem à percussão;

 Possibilidade de montar o equipamento em terrenos de pequenas dimensões;  Autonomia, importante em regiões ou locais distantes;

 Uso de revestimento, diâmetro de até 50 cm;  Capacidade de carga média;

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4.2.3 Desvantagens da Estaca tipo Strauss

 Quando a pressão da água for tal que impeça o esgotamento da água no furo com a sonda, a adoção desse tipo de estaca não é recomendável;

 Em argilas muito moles saturadas e em areias submersas, o risco de seccionamento do fuste pela entrada de solo é muito grande, e nesses casos esta solução não é indicada;  É indispensável um controle rigoroso da concretagem da estaca de modo a não ocorrer

falhas, pois a maior ocorrência de acidentes com estas estacas devem-se a deficiências de concretagem durante a retirada do tubo.

 Não são recomendadas executá-las abaixo do nível d’água, principalmente em solos arenosos, nem em argilas moles.

4.3 ESTACAS RAÍZ

É uma estaca concretada “in loco”, considerada de pequeno diâmetro, pois o mesmo varia entre 100 mm e 410 mm, tendo elevada capacidade de carga baseada essencialmente na resistência por atrito lateral do terreno atravessado, seu diâmetro e comprimento. Evidentemente, se constatada a presença de rocha na ponta da mesma, ela pode ser empregada também como estaca com resistência de ponta. Em ambos os casos, o cálculo de uma fundação em estacas raiz é semelhante ao método clássico utilizado em outros tipos de estacas e baseia-se na capacidade de carga da mesma isoladamente.

Devido ao seu processo executivo a estaca raiz é uma estaca de argamassa armada, com fuste contínuo rugoso e armada ao longo de seu comprimento. Ela atende as especificações quanto à resistência da argamassa, interação ferro-argamassa, proteção e recobrimento da armadura.

As estacas raiz foram empregadas inicialmente no reforço de fundações e ao longo dos anos, com o aprimoramento de novas técnicas de perfuração e ampliação de novos conceitos e parâmetros da mecânica dos solos, seu uso disseminou- se permitindo resolver diversos problemas na área de fundações, de contenção de taludes ou escavações, de consolidação de terrenos e outros.

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4.3.1 Métodos de Execução das Estacas Raíz

4.3.1.1 Perfuração

É efetuado pelo sistema rotativo ou roto-percussivo, utilizando um tubo de revestimento em cuja extremidade é acoplada uma coroa de perfuração adequada às características geológicas da obra. No caso de ser necessário atravessar camadas de concreto, matacões ou rocha, utiliza-se martelo de fundo com “bits” acoplado a hastes com diâmetro inferior ao diâmetro interno do tubo de revestimento. Caso seja necessário dar continuidade à perfuração com revestimento, utiliza-se sapata para efetuar o alargamento do furo no material impenetrável.

O material proveniente da perfuração é eliminado continuamente pelo refluxo do fluído de perfuração através do interstício criado entre o tubo de revestimento e o solo, devido à diferença existente entre diâmetros (Ø coroa > Ø tubo), lubrificando ainda a coluna e facilitando a descida do tubo.

A perfuração pode- se dar também internamente a uma camisa metálica cravada até o impenetrável, tendo a finalidade de criar um elo de ligação dessa camisa com a rocha através de um pino ou furo feito com martelo de fundo.

4.3.1.2 Armação

Concluída a perfuração da estaca com a inclinação e profundidade previstas, procede-se à colocação da armadura que tem o comprimento do fuste da mesma.

A armadura pode ser constituída por monobarra ou feixe de aço; várias barras de aço com estribo helicoidal formando uma “gaiola”, tubo metálico, ou ainda uma mescla dessas alternativas.

Para estaca raiz à compressão, o transpasse das diversas seções feito por simples sobreposição e para estaca à tração utiliza-se de preferência solda ou luva roscada. Pode ainda absorver esforços horizontais que provocam esforços de compressão e tração no fuste se a estaca for inclinada e de flexão se ela for executada na vertical. Nesse caso, deve ser utilizada

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armadura periférica para resistir a esforços ou empuxos horizontais. Em função do diagrama de atrito lateral, a seção da armadura ao longo do fuste pode ser variável.

4.3.1.3 Injeção de Argamassa

A injeção de argamassa é efetuada sob pressão, rigorosamente controlada e variável entre 0,0 a 0,4 MPa (dependendo do tipo do solo), utilizando-se uma argamassa de elevada resistência, obtida pela mistura de areia peneirada e cimento, na proporção de 600 Kg de cimento para 1 m³ de areia, com fator água/cimento entre 0,4 a 0,6 considerando-se as características da areia empregada.

Inicialmente, o tubo de injeção é colocado até o fundo da perfuração lançando a argamassa de baixo para cima, garantindo a troca do fluído de perfuração pela argamassa. Quando toda a perfuração é preenchida com argamassa, é colocado um tampão no topo do revestimento precedendo a retirada do mesmo com o emprego de um extrator hidráulico e, posteriormente é executada a injeção de ar comprimido que é controlado para evitar deformações excessivas do terreno, garantindo a integridade do fuste e também a perfeita aderência da estaca com terreno.

Essas operações são repetitivas, e deve-se adicionar argamassa para o complemento do preenchimento do tubo visando o seu nível sempre acima da coroa de perfuração. A retirada do revestimento poderá ser executada também com o próprio equipamento de perfuração.

A pressão do ar aplicada é determinada pela absorção do terreno e deve também evitar a laminação da argamassa aplicada. Procedendo- se como acima, é permitido no dimensionamento estrutural da estaca considerar a resistência da argamassa, reduzindo sensivelmente a armadura necessária e obtendo um custo final menor.

Nos casos de estacas metálicas perdidas, a injeção de argamassa segue o mesmo procedimento, não tendo a necessidade de compressão, pois o suporte e o contato são a própria camisa, não havendo deformação nenhuma.

Para estacas com perfuração através de estruturas existentes a solidarização, estaca/estrutura é imediata após a concretagem, praticamente não provocando esforços na

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estrutura enquanto se processa a transferências do carregamento, devido à baixa deformação necessária para a absorção da carga de trabalho pelas estacas.

4.3.2 Vantagens das Estacas Raíz

A estaca Raíz pode ser executada na vertical ou inclinada, com limitação de pé direito ou da área de trabalho, devido às dimensões reduzidas do equipamento de perfuração. Além disso, possuem:

 A alta produtividade obtida;

 A possibilidade de atravessar qualquer tipo de terreno inclusive rocha, matacão, concreto armado e alvenaria;

 A ausência de descompressão do terreno;  O baixo nível de poluição sonora;

 Alta capacidade de carga;  Equipamento com acesso fácil;

 Usam volumes pequenos de materiais;

 Não provocam vibração ou choque na execução. 4.3.3 Desvantagens das Estacas Raíz

 Equipamento especial;

 Necessidade de controle construtivo apurado. 4.4 ESTACAS HÉLICE CONTÍNUA

O emprego de estacas executadas com trado hélice contínua, surgiu na década de 1950 nos Estados Unidos. Os equipamentos eram constituídos por guindastes de torre acoplada, dotados de mesa perfuradora que executavam estacas com diâmetros de 27,5 cm, 30 cm e 40 cm. No início da década de 1970, esse sistema, foi introduzido na Alemanha, de onde se espalhou para o resto da Europa e Japão.

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No Brasil, as estacas hélice contínua foram introduzidas por volta de 1987. Só a partir de 1993, houve um grande progresso e desenvolvimento do uso destas estacas. A partir de então, com equipamentos importados com maior força de arranque e com torques de até 85 KN/m, possibilitou- se a execução de estacas de até 800 mm de diâmetro e comprimento máximo de 24 metros. Hoje em dia, é possível executar estacas com 1.200 mm de diâmetro e 32 metros de comprimento.

A estaca hélice contínua é executada mediante a introdução no terreno, por rotação de uma haste tubular (com diâmetro de 100 mm a 127 mm), com uma hélice contínua (trado) e injeção de concreto.

4.4.1 Método de Execução das Estacas Hélice Contínua

A execução das estacas hélice contínua pode ser dividida em três etapas: perfuração, concretagem simultânea a extração da hélice do terreno, e colocação da armadura.

4.4.1.1 Perfuração

A perfuração é executada por cravação da hélice espiral no terreno por rotação, com um torque apropriado para que a hélice vença a resistência do solo, alcançando a profundidade determinada em projeto. A perfuração é executada sem que em nenhum momento a hélice seja retirada do furo. O torque é aplicado por meio de uma mesa rotativa situada no topo da hélice.

Para que não haja, durante a fase de perfuração, entrada de solo ou água na haste tubular, existe na face inferior da hélice uma tampa metálica provisória que é expulsa na concretagem.

4.4.1.2 Concretagem

Atingida a profundidade desejada, inicia-se a concretagem da estaca, por bombeamento do concreto pelo interior da haste tubular. Devido à pressão do concreto, a tampa provisória é expulsa. A hélice passa a ser extraída pelo equipamento, sem girar ou, no caso de terrenos arenosos, girando muito lentamente no sentido da perfuração.

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O concreto é injetado sob pressão positiva, que visa garantir a continuidade e a integridade do fuste da estaca, e, para isto, é necessário que se observe dois aspectos executivos.

O primeiro é garantir que a ponta do trado, durante a perfuração, tenha atingido um solo que permita a formação da bucha, para que o concreto injetado se mantenha abaixo da ponta da estaca, evitando que o mesmo suba pela interface solo- trado. O segundo aspecto é o controle da velocidade de retirada do trado, de forma que sempre haja um sobreconsumo de concreto.

O concreto normalmente utilizado apresenta resistência característica (fck) de 20 MPa, é bombeável, e composto de areia e pedrisco. O consumo de cimento é elevado, entre 400 a 450 Kg/m³. O uso de aditivos plastificantes tem sido muito usado. O fator água-cimento é geralmente em torno de 0,53 a 0,56. O abatimento (slump) do concreto situa-se entre 200 e 240 mm.

Assim como a perfuração, a concretagem deve ocorrer de forma contínua e ininterrupta, mantendo as paredes onde se formará a estaca, sempre suportadas acima da ponta do trado, pelo solo encontrado entre as pás da hélice, e abaixo, pelo concreto que é injetado.

Durante a extração da hélice, a limpeza do solo contido entre as pás, é feita manualmente ou com um limpador de acionamento hidráulico ou mecânico acoplado ao equipamento, que remove este material, sendo este, removido para fora da região do estaqueamento com o uso de pá carregadeira de pequeno porte.

4.4.1.3 Colocação da Armadura

As estacas hélice contínua têm suas armaduras instaladas somente após a concretagem, isto pode ser um fator limitante do comprimento da armadura e, também, pode impossibilitar o uso destas estacas quando sujeitas a esforços de tração ou quando utilizadas como elemento de contenção.

As armaduras podem ser instaladas por gravidade, por compressão de um pilão ou por vibração – sendo esta última a recomendada na literatura internacional.

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A colocação da armadura por golpes de um pilão tem sido a mais utilizada na prática.

As estacas hélice contínua são monitoradas na execução por meio de um sistema computadorizado específico. O equipamento mais comum usado é o aparelho chamado Taracord, que permite a obtenção dos seguintes dados: profundidade, tempo, inclinação da torre, velocidade de penetração do trado, velocidade de rotação do trado, torque, velocidade de retirada (extração) da hélice, volume de concreto lançado, e pressão do concreto.

4.4.2 Vantagens das Estacas Hélice Contínua

 Alta velocidade na execução;

 Evitam a necessidade de revestimento (e problemas associados);  Evitam ruídos;

 Evitam vibração;  São econômicas;

 Desenvolvem elevado atrito lateral;

 Evitam a necessidade de revestimento (e problemas associados);  São econômicas; desenvolvem elevado atrito lateral.

4.4.3 Desvantagens das Estacas Hélice Contínua

 Exige mão-de-obra especializada;  Não indicada para solos compressíveis.

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5 CONCLUSÃO

Considerando uma escala relativa de custos da utilização de fundações profundas, de um modo genérico, observa-se que as estacas pré-moldadas são uma das soluções mais econômicas. As estacas tipo hélice já foram consideradas de custo elevado, porém, devido a sua alta produtividade e ao aumento da demanda, houve uma progressiva redução de custos ao longo dos anos.

As estacas tipo Franki são consideradas mais custosas que as estacas anteriores (pré-moldada e hélice), porém de custo inferior as estacas raiz e as estaca do tipo raiz apresenta alto custo.

Devemos salientar que o custo de um tipo de fundação envolve variáveis importantes, tais como, o prazo de execução e os parâmetros técnicos que determinam ou limitam a escolha da fundação. Dessa forma, afirmar que um tipo de fundação é mais econômico que outro depende de cada projeto.

O melhor tipo de fundação é aquela que suporta as cargas da estrutura com segurança e se adequa aos fatores topográficos, maciço de solos, aspectos técnicos e econômicos, sem afetar a integridade das construções vizinhas.

É importante a união entre os projetos estrutural e o projeto de fundações num grande e único projeto, uma vez que mudanças em um provocam reações imediatas no outro, resultando obras mais seguras e otimizadas.

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REFERÊNCIA

1. Fundações: Estacas Raiz. Disponível em: < http://www.rocafundacoes.com.br/estaca raiz.asp>. Acesso em: 03 de outubro de 2011.

2. Estacas Hélice Contínua. Disponível em: < http://www.geosonda.com.br/helice.php>. Acesso em: 03 de outubro de 2011.

3. Fundações Profundas: Tipos de Estacas. Disponível em: <http://www.estacas.com. br/>. Acesso em: 05 de outubro de 2011.

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