PRÁTICA PROCESSUAL PENAL
Procuração a Mandatário, Não Advogado, com Poderes Especiais, necessariamente Especificados, para Apresentar Queixa-Crime
PROCURAÇÃO
A ...(Nome completo, estado civil e profissão), residente em ...(morada completa), contribuinte fiscal Nº ..., constitui seu bastante procurador o Sr. B ... (nome completo, estado civil e profissão), residente em.... (morada completa), a quem confere poderes especiais para, em seu nome, apresentar queixa criminal contra C ... (nome completo) pela agressão de que ele, mandante, foi vitima em .... (data).
Local e data Assinatura
QUEIXA-CRIME.
Estrutura de Queixa-Crime:
Departamento de Investigação e Acção Penal de … (por exemplo, Coimbra)
Ou
Exmo. Senhor Procurador-Adjunto
Identificação do Queixoso – nome completo, estado civil (se solteiro, acrescenta-se maior), profissão, B.I. n.º…, emitido em…, pelo Serviço de Identificação Civil de… ou titular do Cartão de Cidadão n.º…., válido até…., NIF…, residente em….
Vem queixar-se de/vem participar criminalmente de/vem instaurar procedimento criminal contra/vem apresentar queixa contra
Identificação do participado – nome completo, estado civil, profissão, morada.
Nos termos e com os seguintes fundamentos: -Narração da factualidade:
Deve incluir o nexo de imputação entre o facto e o autor (“agiu livre e conscientemente com a intenção de…”).
-Subsunção da factualidade à lei:
“A conduta acima descrita configura, por parte do participado, um crime de…, previsto e punido no art… do Código Penal, pelo que o queixoso requer que seja instaurado procedimento criminal pelos factos narrados, contra o participado”.
“E mais requer, nos termos e para os efeitos do art. 68.º CPP, a sua constituição como assistente, porquanto tem legitimidade e está em tempo, tendo, para o efeito, liquidado a respectiva taxa de justiça”.
Não precisamos de indicar que constituiu advogado visto que é ele que assina a queixa.
Crime Semi-Público: queixa
Em que, se for caso, nos limitamos a manifestar a intenção do queixoso de se constituir assistente.
“Tratando-se de crimes que permitem a constituição de assistente, a queixosa, por ter sido ofendida, vem assim manifestar a sua intenção de, oportunamente, se constituir assistente”.
Indicação dos meios de prova:
Aqui a prova documental vem a seguir às testemunhas. Prova testemunhal:
…(nome completo), …(estado civil), …(profissão), residente …(morada completa).
Prova documental:
Relatório Pericial do Instituto de Medicina Legal de Coimbra, por exemplo.
Junta:
-Queixa + constituição de assistente: procuração, duplicado, cópias legais, DUC e comprovativo do pagamento da taxa de justiça/Cópia do despacho de concessão do apoio judiciário e/ou cópia do despacho de nomeação de patrono (caso em que não se junta procuração).
O(a) Advogado(a) Patrono(a)
DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÃO E ACÇÃO PENAL DE COIMBRA
Exmo. Senhor Procurador-Adjunto
António Sacramento, casado, comerciante, residente na Rua do Brasil, n.º 230, 1.º Esquerdo, 3000 – 131 Coimbra, vem
Participar criminalmente De
Francisco Reis, divorciado, residente na Rua das Moitas, n.º 19, 2.º Direito, 3000 – 263 Coimbra,
Nos termos e com os seguintes fundamentos:
No dia 1 de Dezembro de 2008, o queixoso e a sua esposa resolveram aproveitar a tarde para dar um passeio pela cidade de Coimbra. Quando chegaram à Praça Velha, depararam-se com o participado. Este interpelou o queixoso, berrando-lhe “seu espanhol de merda, volta mas é para a tua terra”. O participado sabia que o pai do queixoso era espanhol e que, embora tenha crescido em Portugal, o queixoso sentiu dificuldades de adaptação. Assim, ao proferir aquelas palavras o participante agiu livre e conscientemente, com
intenção de atingir o queixoso na sua honra e consideração, desiderato que alcançou.
Dos factos narrados demonstra-se a prática de um crime de injúria, previsto e punido no art. 181.º CP, pelo que o queixoso requer que seja instaurado procedimento criminal contra o participado.
E mais requer, nos termos e para os efeitos do art. 68.º CPP, a sua constituição como assistente, porquanto tem legitimidade e está em tempo, tendo, para o efeito, liquidado a respectiva taxa de justiça.
O ofendido desde já declara que, oportunamente, deduzirá pedido de indemnização civil contra o participado.
Prova testemunhal:
• Matilde Lopes, casada, secretária, residente na Rua das Caveiras, n.º3, 1.º Esquerdo, 3000 – 540 Coimbra;
• Horácio Silva, viúvo, canalizador, residente na Quinta das Andorinhas, n.º 67, R/C, Direito, 3000 – 399 Coimbra.
Junta:
Procuração, duplicado, DUC e comprovativo do pagamento da taxa de justiça e cópias legais.
O(a) Advogado(a)
SERVIÇOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRIBUNAL JUDICIAL DE VISEU
Amália Santos, viúva, residente na Rua das Moitas, n.º 79, 2.º Direito, 3000 – 322 Viseu, vem
Apresentar queixa contra
Carlos Santos, solteiro, maior, residente na Rua da Liberdade, n.º3, 1.º Esquerdo, 3000 – 121 Viseu,
Nos termos e com os seguintes fundamentos:
No dia 2 de Dezembro de 2008, o participado foi à casa da queixosa, da qual tinha uma chave, e de lá retirou uma terrina de prata, oferecida à queixosa como presente de casamento, sendo avaliada em 2.500,00€.
O participado agiu livre e conscientemente com intenção de se apropriar da terrina da queixosa, o que já tinha feito em ocasiões anteriores, para posteriormente vendê-la.
Apercebendo-se do ocorrido, e como sabia que o dinheiro da venda da terrina se destinava à compra de estupefacientes, a queixosa, no dia 8 de Dezembro de 2008, confrontou o participado. Este, em reacção das palavras da queixosa, empurrou-a, fazendo-a cair nas escadas e causando-lhe lesões numa perna. O participado tinha pleno conhecimento do frágil estado de saúde em que se encontrava a queixosa, pelo que ao agir daquela forma tinha plena consciência de que a queda era susceptível de causar lesão.
Dos factos narrados retiramos que o participado cometeu um crime de furto e um crime de ofensa à integridade física qualificada, respectivamente previstos e punidos nos artigos 203.º e 145.º CP, pelo que a queixosa requer a instauração de procedimento criminal contra o participado.
Tratando-se de crimes que permitem a constituição de assistente, a queixosa, por ter sido ofendida, vem assim manifestar a sua intenção de, oportunamente, se constituir assistente.
1…. 2…
Prova documental:
Relatório Pericial do Instituto de Medicina Legal de Coimbra.
Junta:
Procuração, duplicados e cópias legais.
O(a) Advogado(a)
Denúncia Escrita de Crime Particular - Queixa
Exmo. Senhor Procurador da Republica na Comarca de...
...(nome do queixoso), ...(estado civil), ....(profissão), contribuinte fiscal Nº ...,residente em ...(morada completa), vem apresentar queixa contra ...(nome), ...(estado civil), maior, ....(profissão), residente em ...( morada completa ), pelos seguintes fundamentos:
1 – No …(dia) de ...(mês) de ....(ano), pelas ....(horas), na referida....(morada), onde o denunciante reside, a denunciada, sem que para tal o denunciante lhe
desse qualquer motivo, chamou ao denunciante: (descrição das ofensas ex: gatuno, vigrista, etc.).
2 - Na mesma ocasião a denunciada afirmou que o denunciante "fora despedido do emprego por ter roubado o patrão", e agora "vivia" à custa de mulheres.
3 - As imputações feitas ao denunciante atentam gravemente contra a sua honra e consideração.
4 - E foram proferidas em voz alta e na rua, de modo a poderem ser ouvidas, como efectivamente foram, pelos vizinhos e pessoas que passavam.
5 - A denunciada proferiu as referidas afirmações e imputações deliberada e conscientemente, com o manifesto propósito de atingir o denunciante na sua honra e consideração.
6 - Os factos atrás descritos preenchem os requisitos do crime de injúrias, p. e p. pelo artigo 181º do Código Penal.
7 - O denunciante pretende, por isso, proceder criminalmente contra a denunciada.
8 - O denunciante desde já declara, nos termos do artigo 246º , Nº 4 do Código de Processo Penal, que deseja constituir-se assistente.
Termos em que requer a V. Exa. se digne instaurar procedimento criminal contra a denunciada, instaurando-se o competente inquérito.
Mais requer:
a) Que lhe sejam passadas guias para pagamento da taxa de justiça devida pela constituição de assistente;
b) Que, paga a taxa de justiça, seja remetido o processo ao Mº Juiz de Instrução solicitando a admissão do denunciante como assistente, uma vez que
o denunciante é ofendido, tendo por isso legitimidade, está em tempo e encontra-se representado por advogado.
Testemunhas:
1ª - …(nome), ...(estado civil), ...(profissão), residente em ...(morada); 2ª - …(nome), ....(estado civil),....(profissão), residente em ....(morada); 3ª- ...(nome), ....(estado civil),...(profissão), residente em ....( morada );
Junta:
Procuração e duplicados legais.
O Advogado
Denúncia Escrita de Crime Semi-Publico: Queixa
Exmo. Senhor Procurador da República junto do Tribunal Judicial da Comarca de ...
A .... (nome, estado civil e profissão do requerente), residente em ....(morada do requerente), vem apresentar queixa contra B... (nome, estado civil e profissão do requerente), residente em ...(morada do requerido), com os seguintes fundamentos:
1 - No dia …, pelas ...horas, o denunciante dirigiu-se ao Café Ocidente, sito em ...(morada), com a intenção de beber um café.
2 - O denunciado é empregado do mencionado Café Ocidente.
3 - Inadvertidamente, o denunciante deu um pequeno encontrão no denunciado, quando este passava transportando uma bandeja com o serviço das mesas.
4 - O denunciado, em virtude desse encontrão, deixou cair a bandeja, entornando-se os cafés e quebrando-se a louça respectiva.
5 - Não obstante as desculpas que o denunciante lhe apresentou, prontificando-se até a indemnizar pelos prejuízos, o denunciado agrediu voluntariamente o denunciante com murros e pontapés.
6 - Colhido de surpresa, o denunciante caiu no local onde se encontravam ainda os fragmentos da louça e vidro.
7 - Como consequência da agressão e da queda o denunciante sofreu lesões várias, designadamente equimoses provocadas pelos murros e pontapés, e feridas no rosto causadas pelos vidros, sobre os quais caíra.
8 - Os factos descritos integram o crime de ofensas corporais simples, p. p. no artigo 143º do Código Penal.
9 - O denunciante pretende procedimento criminal contra o denunciado, para o que tem legitimidade e está em tempo, visto não ter decorrido ainda o prazo de 6 meses a contar da prática dos factos.
Pelo exposto requer a V. Exa. se digne instaurar procedimento criminal contra o denunciado, ordenando a abertura do competente inquérito.
O Denunciante
Denúncia de crime público: Art. 244.º CPP
Exmo. Senhor Procurador-Adjunto do Tribunal da Comarca de…
A, casado, residente …, vem denunciar a V. Exa. a prática de um crime de furto de que é ofendido e que consistiu no seguinte:
No dia…, ao chegar à sua residência, no local acima indicado, cerca das …horas, constatou que, durante a sua ausência, nesse dia, alguém aí se introduziu por uma janela, após ter rebentado a persiana e partido o vidro, apoderando-se de objectos diversos.
Embora não lhe seja possível discriminar todos os valores, notou que faltavam uma câmara de vídeo, etc…, atribuindo ao furto o valor de 5.000,00€, aproximadamente.
Data O Denunciante
Exercício do direito de queixa por crime semi-público: Arts. 49.º, 246.º, n.ºs 1 a 3, 243.º, n.º1 CPP
Exmo. Senhor Procurador da República Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra
A, solteira, maior, médica, residente em…, vem queixar-se criminalmente contra B…, divorciado, comerciante, residente em…, porque no dia…, pelas …
horas, junto do mercado municipal de Arroios, após uma troca de palavras, agrediu-a violentamente a murro e a pontapé, causando-lhe ferimentos na cara, costas e pernas, pelo que teve de ser assistida no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde recebeu tratamento e foi medicada.
A queixosa deseja procedimento criminal contra B, e reserva-se o direito de se constituir assistente, indicando como testemunhas do ocorrido:
C…. D… E…
Data A Queixosa
Apresentação de queixa por crime particular e constituição de assistente
Exmo. Senhor Comandante da Guarda Nacional Republicana – GNR Posto de Santa Comba Dão
F, casada, advogada, residente…, vem queixar-se criminalmente porque no dia…, pelas …horas, no lugar de …, contra B, casada, reformada, aí residente, no decurso de uma discussão entre ambas, injuriou-a, chamando-lhe …. (indicar palavras), expressões ditas de viva voz, estando muitas pessoas a ouvir, ofendendo-a assim na sua honra e consideração, pelo que deseja procedimento criminal contra ela.
Declara que se constituirá assistente (esta declaração é obrigatória, nos termos do art. 246.º, n.º4 CPP e deverá requerer a constituição no prazo de 10 dias (art. 68.º, n.º2 CPP)). Testemunhas: … Data A Queixosa NOTA:
EXEMPLOS DE CABEÇALHOS E PEDIDOS:
QUEIXA-CRIME:
…(nome completo), representante legal do menor… (nome completo), sendo-lhe conferida legitimidade pelo n.º4 do art. 113.º CP, vem apresentar queixa contra….
PARTICIPAÇÃO CRIMINAL:
Exmo. Senhor Procurador da República do Departamento de Investigação e Acção Penal de…
Ou
…
Vem PARTICIPAR CRIMINALMENTE ou vem apresentar PARTICIPAÇÃO CRIMINAL
…
Requer-se a V. Exa. se digne receber a presente Participação Criminal e ordenar se promovam averiguações em Inquérito, seguindo-se demais termos legais.
Ou
Pelo exposto, o Participante deseja participar criminalmente contra Desconhecidos, ora Participados, manifestando, desde já, o propósito de deduzir o Pedido de Indemnização Civil.
Requer-se a V. Exa. se digne receber a presente Participação Criminal e ordenar se promovam averiguações e diligências em Inquérito, seguindo-se os demais termos legais.
Ou
Nestes termos e nos demais de Direito, requer-se a V. Exa. se digne instaurar procedimento criminal contra os Denunciados/Participados e outros, porventura, também, implicados, pois indiciados estão os crimes de …, ordenando a competente investigação em sede de Inquérito.
Prova:
A.Testemunhal: …
… Junta: Procuração Forense Documentos Cópias Duplicados O(a) Advogado(a) QUEIXA CRIME:
Exmo. Senhor Procurador da
República do Departamento de Investigação e Acção Penal de… Ou
Exmo. Senhor Procurador da República no Tribunal da Comarca de… Ou
Exmo. Senhor Procurador da República junto do Tribunal da Comarca de…
…
Vem apresentar QUEIXA contra …
Pelo exposto, a Queixosa/Ofendida deseja apresentar Queixa contra Desconhecidos, manifestando, desde já, o propósito de se constituir Assistente e de deduzir o Pedido de Indemnização Civil.
Requer-se a V. Exa. se digne receber a presente Queixa e ordenar se promovam as averiguações e diligências em Inquérito, seguindo-se os demais termos legais.
Ou
Pelo exposto, a Queixosa/Ofendida deseja apresentar Queixa contra a Denunciada, manifestando, desde já, o propósito de se constituir Assistente e de deduzir o Pedido de Indemnização Civil.
Requer-se a V. Exa. se digne a receber a presente Queixa e ordenar a abertura do respectivo Inquérito, seguindo-se os demais termos legais.
Prova:
A.Testemunhal: …
B.Documental: …
Requer-se a V. Exa. que seja solicitado ao Hospital… a documentação clínica da Ofendida, respeitante aos tratamentos que lá recebeu, confrome supra se alude, a fim de servir de documento de prova.
Logo que tal documentação seja recebida nos Serviços do Ministério Público ou quando V. Exa. entender, mais se requer seja efectuado um exame de sanidade à ofendida.
Ou
Requer-se, a V. Exa., que se oficie ao Presidente do Conselho de Administração do Hospital… supra mencionado no sentido de fornecer o Relatório Médico e toda a documentação concernante à assistência e internamento da Queixosa/Ofendida no dia …, para efeitos comprovativos do Crime… em apreço. Junta: Documento; Procuração Forense; Cópias; Duplicados legais. O(a) Advogado(a) DIAP de Coimbra Proc. n.º… 1.ª Secção
Exmo. Senhor Procurador-Adjunto (Inquérito)
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito dos Juízos Criminais de Coimbra (Instrução)
…(nome completo), assistente nos autos à margem referenciado e aí melhor identificado, vem nos termos do art. 116.º, n.º2 CP (se for da queixa), ex vi do art. 117.º do mesmo Código (acusação particular) e para os efeitos do art. 51.º CPP, dar a conhecer a sua intenção de desistir da Queixa/Acusação Particular oportunamente deduzida/junto aos autos no dia…
Por ter legitimidade e estar em tempo, assim se requer.
Junta:
Duplicados legais.
O Requerente ou o Advogado (precisa de poderes especiais)
Declaração de desistência de queixa
Proc. n.º...
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do ...Juízo Criminal de...
Xavier Bastos, ofendido nos autos à margem referenciados, vem comunicar a V. Exa. que desiste da queixa apresentada em... contra....
Data
Declaração de Desistência de Queixa
A ...(nome), ...(estado civil), ...(profissão), contribuinte fiscal Nº ..., residente em (morada completa), declara, nos termos e para os efeitos do artigo 116° do Código Penal, que desiste da queixa que apresentou. contra M ...(nome) pelo crime de ofensas corporais, e que deu origem ao processo Nº .../...., que corre no ....º Juízo Criminal, ...ª Secção, de ...( comarca ).
...( Local ), ...( Dia ) de ...( Mês ) de ...( Ano )
O Ofendido
Requerimento de Desistência de Queixa-Crime
Exmo. Dr. Juiz de Direito do Tribunal Criminal da Comarca de ……….
Proc.º n.º… Juízo … Secção…
A…(nome do requerente), ofendido no processo à margem referido, vem aos autos declarar que desiste da queixa crime anteriormente formulada contra C... (nome do requerido), arguido nos presentes autos.
Mais se requer, por isso, que os autos em referência sejam mandados arquivar. E.D.
O Ofendido, (Assinatura reconhecida)
DESISTÊNCIA DE QUEIXA:
Exmo. Senhor Procurador da República do Departamento de Investigação e Acção Penal de… Ou
Exmo. Senhor Procurador da República no Tribunal da Comarca de…
Ou
Exmo. Senhor Procurador da República junto do Tribunal da Comarca de… Ou
Exmo. Senhor Dr. Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de…
Proc. n.º… Secção ou Juízo
…Queixoso nos Autos à margem referenciados, e, neles, melhor identificado, vem, tempestivamente, e ao abrigo do art. 116.º CP, desistir da Queixa, por si apresentada no dia…, contra …, requerendo a V. Exa. se digne homologar a presente desistência, nos termos e efeitos perfigurados no art. 51.º CPP, e a extinção do Procedimento Criminal.
E. D.
Junta:
Procuração Forense; Cópias; Duplicados.
O(a) Advogado(a)
REQUERIMENTO DE NÃO OPOSIÇÃO À DESISTÊNCIA DE QUEIXA:
Exmo. Senhor Procurador da República do Departamento de Investigação e Acção Penal de…
Ou
Exmo. Senhor Procurador da República no Tribunal da Comarca de…
Ou
Exmo. Senhor Procurador da República junto do Tribunal da Comarca de… Ou
Exmo. Senhor Dr. Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de…
Proc. n.º… Secção ou Juízo
…Arguido nos Autos à margem referenciados, e, neles melhor identificado, vem declarar, ao abrigo do art. 51.º, n.º3 CPP, que não se opõe à desistência de queixa apresentada por… Queixoso.
E. D.
Junta:
Procuração Forense; Cópias; Duplicados.
O(a) Advogado(a)
Não Oposição à Desistência de Queixa-Crime
Exmo. Senhor Juiz de Direito do Tribunal Criminal da Comarca de…
Proc.º Nº: ………. Juízo ……….
……ª Secção
A …, arguido e melhor identificado no processo à margem referido, vem declarar que não se opõe à desistência de queixa apresentada pelo participante B …
E.D. O Advogado
Requerimento autónomo de Constituição de Assistente
Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra NIUPC n.º…
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra
…(nome completo), …(estado civil), …(profissão), B.I. n.º…, emitido em…, pelo Serviço de Identificação Civil de…, NIF…, residente em…, comerciante porque é ofendido e estando em tempo, vem requerer a sua constituição como assistente, nos termos e para os efeitos dos arts. 68.º e seguintes do CPP, tendo para tal, procedido à liquidação da respectiva taxa de justiça.
Junta:
O(a) Advogado(a)
Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra
NUIPC n.º…
Proc. n.º…(Instrução) …Juízo/Secção…
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra
António Belchior, assistente nos autos à margem identificados (se não tiver havido constituição de assistente temos de identifica-lo de forma completa), vem, nos termos do disposto nos arts. 69.º, n.º2, alínea a) e 271.º CPP (é o art. 294.º CPP se o pedido for feito durante a instrução), requerer a V. Exa., que venha a tomar declarações para memória futura das testemunhas Daniel Nascimento e Carolina Nascimento, com o seguinte fundamento:
O aqui requerente tomou conhecimento de que as referidas testemunhas, que presenciaram os factos descritos nos autos, tencionam deslocar-se para a Austrália, no dia de 5 de Janeiro de 2009 (Cfr. Cópia dos bilhetes de avião que se juntam e se dão por integralmente reproduzidos como Docs. n.ºs 1 e 2), por motivos laborais (Cfr. Cópias dos Contratos de Trabalho que se juntam e se dão por integralmente produzidos como Docs. n.ºs 3 e 4), sendo, portanto, de presumir que não se encontrem em Portugal à data de discussão e julgamento do processo supra identificado.
Junta:
4 Documentos, Duplicados e Cópias legais.
O(a) Advogado(a)
Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra
NUIPC n.º…
Proc. n.º…(Instrução) …Juízo/Secção…
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra António Belchior, assistente nos autos à margem identificados (se não tiver havido constituição de assistente temos de identifica-lo de forma completa), vem, nos termos do disposto nos arts. 69.º, n.º2, alínea a) e 271.º CPP (é o art. 294.º CPP se o pedido for feito durante a instrução), requerer a V. Exa., a inquirição da testemunha…, oportunamente identificada, para efeitos de declarações para memória futura, com o seguinte fundamento:
No dia…, à testemunha identificada foi diagnosticado um cancro nos pulmões. Após vários tratamentos, os médicos que a acompanhavam declararam que não havia cura para o mesmo (Cfr. Relatório Médico que se junta e se dá por integralmente reproduzido como Doc. n.º1)
Dado o estado avançado da doença receia o aqui requerente que a testemunha em causa, que presenciou os factos descritos nos autos, possa falecer antes da audiência de discussão e julgamento supra identificado.
Junta:
1 Documentos, Duplicado e Cópias legais.
O(a) Advogado(a)
Requerimento para constituição de assistente
Exmo. Senhor Juiz do Tribunal de Instrução Criminal de...
(art. 68.º, n.º4 CPP)
Inquérito n.º...
Xavier Dias, queixoso nos autos à margem identificados porque é ofendido e está em tempo, vem requerer a V. Exa. se digne admiti-lo a intervir nos autos como assistente.
Junta:
DUC e comprovativo do pagamento de taxa de justiça.
O(a) Advogado(a)
Exmo. Senhor Juiz do Tribunal de Instrução Criminal de...
(art. 68.º, n.º4 CPP)
Inquérito n.º...
Xavier e Anabela Dias, casados entre si, ofendidos e queixoso nos autos de inquérito à margem identificados, prendendo constituir-se assistentes nos mesmos, porque têm legitimidade nos termos do art. 68.º, n.º1, alínea a) CPP, estão em tempo e encontram-se representados por advogado, vêm requerer a V. Exa. se digne admiti-los a intervir nos autos como assistente.
Junta:
DUC e comprovativo do pagamento de taxa de justiça.
O(a) Advogado(a)
NOTA:
EXEMPLOS DE REQUERIMENTO PARA CONSTITUIÇÃO DE ASSISTENTE:
Exmo. Senhor Juiz do Tribunal da Comarca de… Ou
Proc. n.º … …Juízo Criminal Ou
Proc. n.º…
…Secção do Ministério Público
…, Queixosa/Ofendida melhor identificada nos Autos à margem referenciados, vem, respeitosamente, requerer, ao abrigo do disposto no Art. 68.º, n.º 1, alíneas a) e b) CPP, seja admitida intervir nos Autos como Assistente, porque
está em tempo e é Ofendida.
Ou
…., Queixosa/Ofendida, já melhor identificada nos Autos à margem designados,
EXPÕE
Pretende consituir-se Assistente porque está em tempo (Art. 68.º, n.º2 CPP), tem legitimidade (Art. 68.º, n.º1 CPP), liquidou a respectiva Taxa de Justiça (Art. 519.º CPP e Art. 8.º Regulamento das Custas Judiciais) e está devidamente representada (Art. 70.º CPP).
REQUER
A V. Exa. se digne admiti-la a intervir nos presentes Autos como Assistente.
Junta:
Procuração forense; Cópias; Duplicados e DUC e comprovativo do pagamento da Taxa de Justiça.
O(a) Advogado(a)
Exmo. Senhor Juiz do Tribunal da Comarca de… Ou
Exmo. Senhor Juiz de Instrução do Tribunal Judicial da Comarca de…
Proc. n.º … …Juízo Criminal Ou
Proc. n.º…
…Secção do Ministério Público
… Queixosa/Ofendida, estado civil, profissão, residente na Rua…, em…, Freguesia de…, Concelho de…, Distrito de…, melhor identificada nos Autos à margem referenciados
Expõe
Os factos denunciados nos autos são susceptíveis de integrar um crime de natureza particular. ( Cfr. arts. 205º e 207, al. a) do C. Penal)
Assim a Denunciante pretende constituir-se Assistente nos presentes autos. Dado que não dispõe de meios económicos que lhe permitam suportar as despesas com o presente processo requereu já o beneficio do Apoio Judiciário na modalidade de total dispensa do pagamento de encargos judiciais bem
como pagamento de honorários a Patrono Oficioso por si escolhido. ( Cfr. doc. nº 1 que se junta e aqui se dá por reproduzido)
Ao momento aguarda decisão da Segurança Social quanto ao pedido formulado.
Requer
A V. Exa. se digne ordenar a remessa dos elementos necessários ao competente Juiz de Instrução Criminal a fim de ser a Denunciante admitida a intervir nos autos como Assistente.
Junta:
1 Documento, Cópias e Duplicados.
O(a) Patrono(a) Oficioso(a)
REQUERIMENTO PARA CONSTITUIÇÃO DE ASSISTENTE NO CASO DE O OFENDIDO SER MENOR DE 16 ANOS
Exmo. Senhor Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de… Ou
Exmo. Senhor Juiz de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Comarca de… Ou
Exmo. Senhor Juiz do Tribunal de Instrução Criminal de…
…Juízo Criminal
…, maior, nascido a …, estado civil, profissão, titular do B.I. n.º…, emitido em…, pelo SIC de…, e do NIF n.º…, residente na Rua…, Freguesia de…, Concelho de…, Distrito de…, na qualidade de representante legal da sua filha… (cfr. Assento de Nascimento junto como Doc. n.º1 cujo teor se dá por integralmente reproduzido para todos os efeitos), Queixosa e Ofendida nos Autos à margem identificados e porque está em tempo, vem requerer a V. Exa. se digne admitir a sua intervenção nos presentes Autos como Assistente.
Junta:
Procuração forense; Documento; Cópias; Duplicados e DUC e comprovativo do pagamento da Taxa de Justiça.
O(a) Advogado(a)
Justificação de falta - Falta previsível:
Proc. n.º...
Exmo. Senhor Juiz de Direito do Tribunal da Comarca de...
António Mendes, testemunha nos autos à margem indicados, tendo sido notificado para comparecer neste Tribunal no dia..., às ...horas, comunica a V. Exa. que não poderá estar presente por ter uma viagem de negócios a S.
Paulo, Brasil, marcada para essa data, no voo n.º..., TAP, com partida de Lisboa às ...horas.
O impedimento durará 8 dias e o signatário declara que poderá ser contactado em S. Paulo, através do contacto telefónico...., Hotel D. Pedro, sito na Rua..., ou, antes da partida e após o regresso, na morada indicada nos autos.
Solicita a V. Exa. que considere a falta justificada.
Junta:
Fotocópia do bilhete.
E.D.
(Data) O Requerente
Justificação de falta: falta imprevisível:
Proc. n.º...
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal Criminal da Comarca de...
Xavier Pereira, arguido nos autos à margem referenciados, não lhe tendo sido possível comparecer na audiência de julgamento no dia..., às ...horas, por
motivo de doença súbita, de que deu oportuno conhecimento, via fax, vem requerer a justificação.
Prevê-se que a impossibilidade perdure por 8 dias, período durante o qual o requerente pode ser encontrado na sua residência que consta dos autos.
Junta:
Atestado médico comprovativo da impossibilidade de comparência.
E.D.
O(a) Advogado(a)
Justificação de falta do arguido
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito da Comarca de ...
Proc. Nº .../... ...º Juízo ....ª Secção
... (Nome), arguido nos autos à margem referenciados, não tendo podido comparecer à audiência de julgamento designada para o passado dia ...( dia, mês e ano) por se encontrar doente, como prova o atestado junto, vem, nos
termos do artigo 117º , Nº 2 e Nº 3 do Código de Processo Penal, requerer a V.ª Ex.ª se digne justificar-lhe a falta.
Junta: Atestado médico
O Advogado
Requerimento de Constituição de Assistente
Exmo. Senhor Dr. Juiz do Tribunal de Instrução Criminal da Comarca de…
Proc. de Inquérito Nº …... ...ª Secção DIAP
.... (nome do queixoso), queixoso nos autos de inquérito em epígrafe e no qual é arguido… (nome), vem ao abrigo do artigo 68º do Código de Processo Penal requerer a sua constituição como assistente, porque está em tempo, tem para isso legitimidade, na qualidade de ofendido, e é representado por advogado.
O Advogado,
Requerimento de Constituição de Assistente e Pedido de Apoio Judiciário
...ª Secção
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal Judicial ...
...(nome do requerente),...(estado civil do requerente), ... (profissão do requerente), residente em ...(morada completa do requerente), denunciante e ofendida nos autos de inquérito acima referenciados, notificada nos termos do artigo 50º , Nº 1 do Código de Processo Penal, pretende constituir-se Assistente, pelo que, tendo legitimidade nos termos do artigo 68° , Nº 1, alínea b) do Código de Processo Penal e estando em tempo, vem requerer a V. Ex.ª digne a admiti-la como Assistente.
Mais requer a V. Ex.ª o Benefício de Apoio Judiciário na modalidade de dispensa de pagamento de taxas de Justiça e Custas, nos termos e com os fundamentos seguintes:
1º
A Requerente tem grandes dificuldades económicas. 2°
É reformada por invalidez, auferindo uma reforma no valor de ...( euros ) mensais.
3°
Não possui qualquer outra fonte de rendimentos. 4°
Com essa reforma tem de fazer face às despesas normais de uma casa: água, electricidade, gás, telefone, renda de casa, entre outras.
Bem como, às suas despesas pessoais com alimentação, vestuário, calçado e cuidados de saúde.
6º
Pelo que, a Requerente não dispõe de meios económicos suficientes que lhe permitam custear as despesas inerentes a este processo, nomeadamente o pagamento de taxa de justiça pela constituição de Assistente .
7º
Tendo até, por tal motivo, sido concedido à Requerida o Benefício de Apoio Judiciário na modalidade de nomeação de patrono.
Termos em que se requer:
- A Constituição da ofendida como Assistente nos autos;
- Seja concedido à Requerente o Beneficio de Apoio Judiciário na modalidade de dispensa de pagamento de taxas de justiça e custas, bem como,
- A apensação aos autos do processo de nomeação de patrono N° .../... ( número do processo ) do ...° Juízo do Tribunal Judicial de ...
Junta: Duplicados Legais
O Advogado
Requerimento de Abertura de Instrução
Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra
NUIPC....
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra
António Alves, arguido nos autos à margem identificados, não se conformando com a acusação referido/tendo sido notificado da dedução da acusação do MP. vem, nos termos e para os efeitos dos arts. 286.º e seguintes CPP, REQUER A ABERTURA DE INSTRUÇÃO, nos termos e com os fundamentos seguintes/porquanto:
1.º
Resulta dos autos que, no dia 20/07/2008, na Rua Infanta D. Maria, o arguido perdeu controlo da sua viatura, despistando-se e embatendo contra o muro do queixoso.
2.º
No seguimento da queixa e do inquérito foi o arguido acusado de crime de dano, previsto e punido no art. 212.º CP.
3.º
Ora, tratando-se de um crime estrutural, o preenchimento do tipo depende da verificação do dolo.
4.º
No caso, a douta acusação não refere qualquer elemento factual susceptível de se indiciar o elemento subjectivo do dolo.
Termos em que, requer a V. Exa., seja declarada a abertura da instrução, produzida a prova indicada, devendo, após a realização do debate instrutório, ser proferido despacho de não pronúncia, com o subsequente arquivamento dos autos.
Ou
Desta forma, praticados os actos instrutórios requeridos, e realizado o debate, não deixará V. Exa., a final, de concluir pela falta de condição essencial para qualificar a conduta como crime e, consequentemente, proferir despacho de não pronúncia (com o subsequente arquivamento dos autos).
Requer a seguinte prova: ...
Junta:
Procuração (se não constar dos autos)/cópia do despacho de nomeação do patrono (a colocar no fim da juntada), duplicados legais, DUC e comprovativo do pagamento de taxa de justiça/cópia do despacho de concessão do apoio judiciário.
O(a) Advogado(a)/O(a) Defensor(a) nomeado(a)
Requerimento de Abertura de Instrução
...Secção
NUIPC.... (Inquérito)
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra
António Costa, arguido nos autos em epígrafe, não se conformando com a acusação referida/tendo sido notificado da dedução da acusação do MP, vem, nos termos e para os efeitos dos arts. 286.º e seguintes CPP, REQUER A ABERTURA DE INSTRUÇÃO, nos termos e com os fundamentos seguintes/porquanto:
1.º O arguido diverge da acusação.
De facto,
2.º
Em que lhe foi imputada a prática de um crime de injúria, previsto e punido no art. 181.º CP.
3.º
Em que o elemento da ilicitude se preenche com a imputação de facto ou quando sejam proferidas palavras ofensivas.
Ora, no caso, o arguido não teve tal conduta. 5.º
Pois limitou-se a relembrar ao queixoso que este tinha uma factura por liquidar (Cfr. cópia da factura que se junta e se dá por integralmente reproduzida como Doc. n.º1).
6.º
Não tendo proferido nenhuma palavra ofensiva, como sejam "vigarista" e "caloteiro", como declarado pelo queixoso.
7.º
Assim, não se encontra preenchido o tipo de crime de injúria, do qual foi acusado.
8.º
A toda a situação, sabe-se agora ter assistido dois colegas do arguido, que se vem, nos termos do art. 68.º, n.º2, alínea a), a final indicar.
Termos em que, requer a V. Exa., seja declarada a abertura da instrução, produzida a prova indicada e designado o dia para realização do debate instrutório, devendo, a final proferidir despacho de não pronúncia.
Ou
Desta forma, praticados os actos instrutórios requeridos, e realizado o debate, não deixará V. Exa., a final, de concluir pela falta de condição essencial para qualificar a conduta como crime e, consequentemente, proferir despacho de não pronúncia (com o subsequente arquivamento dos autos).
Requer a seguinte prova:
1.Documento: factura, que se junta para prova do facto alegado no Artigo 5.º do presente requerimento.
2.Inquirição das seguintes testemunhas: ....
Junta:
Procuração (se não constar dos autos)/cópia do despacho de nomeação do patrono (a colocar no fim da juntada), documento, duplicados legais, DUC e comprovativo do pagamento de taxa de justiça/cópia do despacho de concessão do apoio judiciário.
O(a) Advogado(a)/O(a) Defensor(a) nomeado(a)
Requerimento de Abertura de Instrução
…Secção Inquérito n.º ...
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Instrução Criminal de...
A ...(nome do requerente), assistente nos autos do inquérito acima referenciados em que é arguido B …(nome do requerido) identificado nos autos, tendo sido notificada da acusação do Ministério Público vem requerer a
Abertura da Instrução Com os fundamentos que seguem:
1. O Ministério Público deduziu a sua douta acusação contra o Arguido pelo crime de ofensas corporais por negligência, p. e p. pelo artigo 148º , Nº 1 do Código Penal.
2. A Requerente, por sua vez, entende que a acusação deverá ser dada pelo crime de homicídio por negligência, com culpa grave, p. e p. pelo artigo 137º , Nº 2 do Código Penal.
3. A divergência apontada não se situa, porém, e apenas na qualificação jurídica dos factos.
Com efeito,
4. Não há, na verdade divergência substancial nos factos imputados ao Arguido, em sede da sua conduta.
5. Tal divergência existe, porém, quanto às consequências ou resultados desse comportamento, que constituem elementos tipos de um e outro crime.
6. Ou seja, enquanto que o Ministério Público aceita a conclusão do relatório da autópsia no sentido de que "não existe, aparentemente, nexo de causalidade entre as lesões traumáticas e a doença que foi responsável pela morte“,
7. A requerente entende que tal nexo de causalidade se verifica. Na verdade,
8. A vítima, que à data do acidente tinha 21 anos, nunca apresentara quaisquer queixas que pudessem fazer suspeitar da existência de úlcera ou úlceras gástricas.
9. Acontece até que, desde os 15 anos, a vítima sofria de diabetes.
10. A diabetes, como é do conhecimento geral, exige uma assistência médica frequente.
11. Por essa razão, a vítima, nos 6 anos que precederam a sua morte, vinha a ser assistido no Posto de Saúde Nº 3 de.... e, pela médica Dra. M... (nome) . 12. Nesse espaço de tempo - dos 15 aos 21 anos - a vítima foi observada e medicada com regularidade, não lhe tendo sido detectada qualquer possível úlcera.
13. No hospital que assistiu a vítima e onde esta permaneceu internada até morrer (durante 10 dias) , tampouco foi diagnosticada ou detectada úlcera gástrica, quer como doença principal, quer coexistente, conforme pode ver-se da documentação hospitalar de fls. 44 a 47, da qual tem especial relevância a observação clínica de fls. 46 e o diagnóstico de fls. 47.
14. Em contrapartida, quer do relatório da autópsia, quer, mais explicitamente quanto às fracturas, da ficha hospitalar, resulta que o acidente provocou na vítima um forte traumatismo, que o pode incluir na categoria de "grande traumatizado“.
15. Ora, a experiência adquirida em outros casos mostra que é frequente, nos grandes traumatizados como nos grandes queimados, o aparecimento de úlceras gástricas agudas e perfurações em consequência dessas gravíssimas situações.
16. Essas úlceras gástricas agudas e perfurações são, em regra, a causa de hemorragia ou peritonite, e estas a causa directa da morte, mas numa sequência desencadeada pelo traumatismo.
17. Isto é, a úlcera poderá determinar a peritonite e esta a morte, mas foi o traumatismo que determinou a úlcera aguda e/ou perfuração.
18. Tal como pode determinar uma embolia ou uma pneumonia mortais.
19. O nexo de causalidade existe, portanto, na medida em que as causas da morte, foram necessariamente desencadeadas pelo traumatismo sofrido com o sinistro.
20. Seria, de resto, estranha coincidência a proximidade temporal entre o acidente e a peritonite que causou a morte.
21. Tanto mais que as úlceras, mesmo perfuradas, constituem situações clinicamente tratáveis e normalmente curáveis.
22. Como seria logo de alertar a existência de „múltiplas úlceras gástricas agudas“, sem quaisquer antecedentes clínicos.
23. Aliás, a conclusão do relatório da autópsia nem sequer se pode considerar categórica.
24. A expressão "aparentemente“ usada na conclusão 5ª (e adoptada pelo Ministério Público na acusação) mostra que a situação não foi devidamente investigada, sendo certo que
25. O nexo de causalidade que aí se põe em causa se situa entre as lesões (fracturas) e a úlcera e peritonite, e não entre estas doenças e o acidente. 26. De resto, ainda que por hipótese a vítima fosse portadora de úlceras gástricas, sempre haveria que averiguar se a sua perfuração não fora determinada pelo traumatismo.
27. Havia, assim, necessidade de aprofundar e esclarecer as conclusões da autópsia, o que efectivamente não foi feito.
28. Finalmente, a referência na acusação do Ministério Público as lesões que, segundo aí se diz, terão causado 10 dias de doença com impossibilidade de trabalho é desnecessária, minimizante e enganosa.
29. O tempo de doença e/ou de impossibilidade para o trabalho não é hoje elemento do crime.
30. Ainda que o fosse, o seu sentido seria o de indicar a gravidade das lesões sofridas.
31. Por isso, num caso em que apesar das circunstâncias apontadas se não se considera a morte com consequência da ofensa, não deveria utilizar-se o tempo de sobrevivência para caracterizar as demais lesões.
32. E é evidência que várias fracturas graves nas 2 pernas e fractura de um braço e demais lesões apontadas são lesões cuja gravidade correspondem meses de doença e impossibilidade para o trabalho.
Ora,
33. A instrução visa, precisamente, a comprovação judicial da acusação.
34. A Requerente pretende, por isso, ver judicialmente esclarecidos e comprovados os pontos da acusação que lhe suscitam dúvidas atrás denunciadas com vista a estabelecer o nexo da causalidade entre o acidente e a morte da vítima, com as legais consequências.
35. Nesse sentido, desejaria a Requerente: que fossem averiguados e apreciados os antecedentes clínicos da vítima; que fossem ouvidos peritos médicos sobre a possibilidade e/ou frequência de ocorrência de úlceras gástricas, com perfuração, em situações de grandes traumatismos; ou a possibilidade e frequência de ruptura de úlceras, porventura existentes, em consequência do traumatismo; que fossem conciliados o grave traumatismo sofrido no acidente e a proximidade da verificação inesperada da causa directa da morte; bem como a gravidade das fracturas sofridas traduzida em tempo previsível de cura.
36. Para tanto, e sem prejuízo das demais diligências que V. Exa. entender por bem ordenar, a Requerente permite-se sugerir:
a) Que seja requisitado ao Posto Médico Nº 3 de ... a ficha clínica da vítima;
b) Que seja ouvida a médica assistente da vítima, Dra. M... (nome) , acerca dos antecedentes clínicos da vítima, designadamente sobre a existência de úlcera ou úlceras gástricas;
c) Que seja ouvido o médico que realizou a autópsia, Dr. F... (nome) , residente em...(morada), sobre as causas prováveis da úlcera ou úlceras gástricas e sua ruptura, momento da sua ocorrência e perfuração referidos à data do acidente, bem como o contributo para a morte da vítima dado pelas lesões referidas na rubrica "Hábito interno“, e, ainda,
d) Se é frequente o aparecimento de úlceras e sua perfuração em casos de grandes traumatizados e grandes queimados;
e) Que seja solicitado parecer ao Conselho Médico Legal sobre as questões aqui debatidas, designadamente o nexo de causalidade entre o acidente (fortemente traumático) e a sequência de situações (úlceras, ruptura e peritonite) que determinaram directamente a morte da vítima;
f) Que seja solicitado ao I. M. L. Informação sobre o tempo provável de doença das fracturas constantes do relatório de autópsia e documentação clínica da vítima.
Termos em que deve ser recebido o presente requerimento, sustendo-se os seus termos até à admissão da Requerente como assistente, e, seguidamente, ordenando-se a abertura de instrução, praticando-se todas as diligências julgadas adequadas ao esclarecimento dos factos, e pronunciando-se, a final, o Arguido pelo crime de homicídio por negligência p. e p. pelo artigo 137º , Nº 2 do Código Penal, conforme acusação que, por cautela, também nesta data se deduz.
Junta:
Documentos, Duplicados e Cópias legais.
O Advogado
Requerimento para abertura de instrução – por parte do arguido:
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de…
A, arguido nos autos de inquérito à margem identificados, tendo sido notificado do despacho de acusação, vem, nos termos da alínea a) do n.º1 do art. 287.º CPP, requer a abertura de instrução, com os seguintes fundamentos:
1.º
Da acusação não constam os requisitos previstos nos n.ºs 1 e 2 do art. 283.º CPP pelo que a mesma não devia ter sido recebida.
2.º
Não existem nos autos indícios suficientes da verificação do crime, e a ter-se verificado, de que o requerente tenha sido o seu autor.
3.º
Dos autos não consta qualquer elemento de prova credível de que o arguido tenha praticado os factos que lhe são imputados.
4.º
Por mera cautela, o arguido oferece prova testemunhal.
Pelo exposto, requer:
-Seja declarada aberta a instrução;
-Sejam ouvidas por V. Exa. as testemunhas indicadas, e -A final, seja proferido despacho de não pronúncia.
Testemunhas: 1…
2…
Devem ser ouvidas à matéria dos Artigos… e …da acusação.
O(a) Advogado(a)
Requerimento para abertura de instrução – por parte do assistente:
NUIPC…
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de…
A, assistente nos autos de inquérito à margem indicados, tendo sido notificado do despacho de arquivamento, vem, nos termos da alínea b) do n.º1 do art. 287.º CPP, requerer a abertura de instrução, com os seguintes fundamentos:
1.º
O Ministério Público fundamentou o arquivamento do inquérito na falta de indícios de que o arguido B tenha praticado o crime denunciado.
2.º Esse fundamento assentou na….
3.º (…)
O arguido B cometeu um crime de…, previsto e punível no art…
Pelo exposto requer:
a)Seja declarada aberta a instrução;
b)Sejam tomadas declarações às testemunhas abaixo indicadas; c)A final, B seja pronunciado pela prática do crime…
Testemunhas: 1…
2…
Devem ser ouvidas à matéria dos artigos… deste requerimento.
O(a) Advogado(a)
NOTA:
EXEMPLOS DE REQUERIMENTO PARA ABERTURA DE INSTRUÇÃO:
REQUERIMENTO PARA ABERTURA DE INSTRUÇÃO POR PARTE DO ARGUIDO:
Em face do exposto, o Arguido vem requerer a V. Exa. que seja declarada aberta a fase processual da Instrução, com inquirição das testemunhas abaixo indicadas, e que, a final, seja proferido despacho de não pronúncia.
Exmo. Senhor Juiz do Tribunal de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga
NUIPC n.º 708/08.2PBAVR
2.ª Secção do Ministério Público do DIAP de Aveiro
Paulo R., Arguido nos autos referidos em epígrafe, discordando integralmente (não se conformando) do Despacho de Acusação vem, ao abrigo do disposto no arts. 287.º, n.º1, alínea a) e 283.º, n.ºs 1 e 2 CPP,
REQUERER A ABERTURA DE INSTRUÇÃO,
nos termos e com os seguintes fundamentos: 1.º
O Arguido vem acusado da prática, em co-autoria material (art.26.º CP), de um crime de ofensa à integridade física, previsto e punido pelo art.143.º, n.º1 CP.
2.º
Tal acusação assenta, única e exclusivamente, no conteúdo dos Autos de Inquirição das Testemunhas, constantes das fls. 7 a 39, 45 a 49, 65 e 66 do Apenso e 507 a 510 dos Autos principais.
3.º
Do teor dos Autos de Inquirição não resultam indícios suficientes da prática deste crime pelo ora Arguido.
Contrariamente ao afirmado pelo Ofendido, o ora Arguido não praticou os factos que lhe são imputados.
Porquanto,
5.º
Relativamente aos factos que são imputados ao ora Arguido, as testemunhas não possuem conhecimento pessoal e directo dos mesmos, logo, os seus Depoimentos nunca poderão valer como meio de prova (arts.128.º e 129.º CPP).
6.º
Nos termos do art. 283.º CPP a dedução de Acusação pelo Ministério Público depende da recolha de indícios suficientes da prática de um crime, definindo-se estes como a possibilidade razoável de se aplicar em Julgamento uma pena ou uma medida de segurança.
8.º
Consequentemente, não deveria ter sido deduzida Acusação contra o Arguido.
Termos em que e nos demais de Direito requer a V. Exa. seja declarada a abertura de instrução e, consequentemente, proferido despacho de não pronúncia do Arguido pelo crime de que vem acusado.
JUNTA:
Procuração Forense; Duplicados e Cópias legais.
Os Defensores
Exmo. Senhor Juiz do Tribunal de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga
Processo n.º 708/08.2PBAVR 2.ª Secção do Ministério Público
Adriano R, Ofendido melhor identificado nos autos acima designados, discordando integralmente do Despacho de Arquivamento, vem, de acordo com o disposto nos arts.68.º, n.º3, alínea b) e 287.º, n.º1, alínea b) CPP,
REQUERER A CONSTITUIÇÃO DE ASSISTENTE E A ABERTURA DE INSTRUÇÃO,
nos termos e com os seguintes fundamentos: I.DA CONSTITUIÇÃO DE ASSISTENTE:
1.º
O Denunciante porque é ofendido e está em tempo, requer seja admitida a sua constituição como assistente nos presentes autos.
II.DA ABERTURA DE INSTRUÇÃO: 2.º
Os presentes autos foram arquivados, porquanto o comportamento do Arguido alegadamente «é insusceptível de integrar a prática do tipo incriminador de injúria, previsto e punido no art.181.º CP».
3.º
4.º
Vejamos os factos alegados na participação do ora Assistente que, grosso modo, estão demonstrados nos Autos das Declarações das Testemunhas juntos nos presentes autos:
a) Os factos ilícitos tiveram lugar no dia 13 de Julho de 2008, cerca das 5h e 30m, no interior do Estabelecimento de Diversão Nocturna - “Clube Oito”, no Cais do Paraíso.
b) O Arguido, Paulo é Sócio-Gerente do referido Estabelecimento de Diversão , actuando sempre como seu único representante nas relações comerciais com o Assistente (cfr. Auto de Inquirição a fls.83 e 86);
c) Naquela data (dia 13 de Julho de 2008), o Assistente fora injuriado pelo Arguido, Paulo R. (cfr. Auto de Inquirição a fls.71, 83 e 86).
5.º
No dia 13 de Julho de 2008, cerca das 5h.30m., o Ofendido/Assistente, encontrando-se no Estabelecimento de Diversão Nocturna - “Clube Oito”, viu-se confrontado com o Arguido, Paulo, Sócio-Gerente daquele Estabelecimento, em direcção a si, pronunciando, as seguintes palavras e expressões: «tu és uma merda. Nunca mais aqui metes os pés. És um grande filho da puta; um garoto de merda. Se tivesse hipótese fodia-te todo».
PREENCHIMENTO DOS ELEMENTOS DO CRIME DE INJÚRIA: 5.º
O crime de injúria, previstos no art.181.º CP, «(...)tem como elementos constitutivos, objectivamente, a acção adequada a produzir um resultado consubstanciado na ofensa à honra ou consideração de outrem, e, subjectivamente, o dolo, constituído pelo conhecimento dos elementos objectivos do tipo e pela vontade de agir por forma a preenchê-los – cfr. art.13.º e 14.º CP» (Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra, de 17/12/2008, Proc. n.º 377/07.7TACNT.C1, in www.dgsi.pt)
Todos os insultos foram proferidos em voz alta, a um ponto tal, que as pessoas, conhecidas e desconhecidas que se encontravam no interior e exterior do Estabelecimento acima identificado, tiverem oportunidade de ouvir.
7.º
O Arguido pretendeu de forma clara, inequívoca e consciente, afectar, irremediavelmente, a honra, dignidade e reputação do Ofendido/Queixoso, como veio a concretizar-se.
8.º
O Arguido embora soubesse que a sua conduta era proibida e punida por normas jurídico-penais, não deixou de materializá-la.
9.º
Em face do descrito, facilmente de conclui que a conduta livre, deliberada e consciente do Arguido configura um Crime de Injúria, previsto e punido no art.181.º, n.º1 Código Penal (CP).
10.º
Pelo exposto, não restam dúvidas que o Ministério Público não poderia determinar o Arquivamento. Aliás, conforme resulta, desde logo, dos elementos probatórios que constam dos autos.
Termos em que e nos demais de Direito requer a V. Exa.: I. Seja admitida a constituição de assistente e
II. Seja declarada a abertura de instrução e, em consequência, proferido despacho de pronúncia do participado pela prática do crime de injúria, previsto e punido no n.º1 do art.181.º CP.
DUC e Comprovativo do pagamento do Taxa de Justiça; Duplicados e Cópias legais.
O Advogado com procuração nos autos
Requerimento de constituição de assistente e abertura de instrução:
Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra
...Secção NUIPC... (Inquérito)
Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra
Marta Costa, queixosa nos autos à margem identificados, tendo sido notificada do Despacho de Arquivamento, vem, nos termos e para os efeitos dos arts. 68.º, n.º3, alínea b) e 287.º, n.º1, alínea a) CPP, requerer a CONSTITUIÇÃO DE ASSISTENTE E A ABERTURA DE INSTRUÇÃO, nos termos e com os seguintes fundamentos:
A queixosa porque ofendida e estando em tempo, requer que seja a sua intervenção como assistente nos presentes autos, juntando, para o efeito, o DUC e comprovativo do pagamento da taxa de justiça.
DA ABERTURA DE INSTRUÇÃO: 1.º
No dia 26/07/2008, a requerido tinha estendido um vestido ao sol, na sua varanda.
2.º
A arguida despejou um balde de água com lixívia sobre o vestido. 3.º
Descolorando-o e estragando-o.
4.º
A arguida, seguidamente, atirou o balde à cabeça da requerente, causando-lhe ferimentos.
5.º
Ora, negou a arguida nas suas declarações que lhe seja imputável tal conduta, por se tratar de um acidente e não de um acto intencional.
6.º
Não correspondem tais declarações à verdade dos factos, sendo sobejamente conhecidas por toda a vizinhança as relações de animosidade entre a arguida e a requerente.
7.º
Existindo indícios suficientes de que a arguida agiu livre e conscientemente ao despejar o conteúdo do balde, com o intuito de estragar o vestido da requerente, causando-lhe um dano.
8.º
Retiramos ainda que a arguida agiu com dolo ao atirar o balde à cabeça da requerente, com a intenção de lhe causar lesão, desiderato que alcançou.
9.º
A toda a situação, sabe-se agora ter assistido dois vizinhos, que se vem, nos termos do disposto na alínea a) do n.º2 do art. 69.º CPP indicar.
10.º
A arguida incorre, assim, na prática de um crime de ofensa à integridade física, previsto e punido no art. 143.º CP e na prática de um crime de dano, previsto e punido no art. 212.º CP.
Termos em que requer a V. Exa. que seja admitida a sua intervenção como assistente nos presentes autos e que seja declarada a abertura da instrução e, consequentemente, produzida a prova indicada e realizado o debate instrutório, devendo, a final ser proferido despacho de pronúncia.
Prova:
Requer que sejam inquiridas as seguintes testemunhas: ...
Junta:
Procuração, duplicados legais, DUC e comprovativo de pagamento da taxa de justiça.
Estrutura de acusação particular
Arts. 285.º e 283.º CPP
O assistente tem de cumprir as regras da acusação pública.
A acusação particular é um requerimento: -Dá entrada no MP;
-É dirigido ao juiz que deverá conhecer do processo e não ao juiz de instrução criminal.
• Começamos por identificar o requerente - assistente; • Enunciamos a dedução de acusação particular;
• Requeremos o julgamento em processo comum, com intervenção do tribunal, sendo este, em princípio, singular.
Art. 15 CPP
Para determinar se há lugar a julgamento por tribunal colectivo ou de júri: quando haja mais do que um crime somam-se as molduras abstractas.
Nota:
• Identificamos o arguido - devemos identificá-lo cabalmente: nome completo, filiação, estado civil, profissão e residência.
• Juízo de prognose - "porque os autos indiciam que", "porque há indícios suficientes de...", "por quanto indiciam suficientemente os autos".
• Narração dos factos: situando-se espacial e temporalmente e indicando a motivação do arguido.
-Não devemos usar expressões mitigadas. Ou seja, se o arguido chamou ao assistente cabrão então é isso que pomos na acusação particular.
-Devemos concluir com o elemento subjectivo do tipo - dos factos retira-se que o agente agiu com dolo directo, com negligência, etc.
-Temos de atender ao modo como o arguido agiu e qual o seu objectivo.
• Subsumir os factos nas nomas legais. ("Com a conduta descrita, praticou o arguido um crime de..., previsto e punido no art.... CP")
• Conclusão (pedido);
• Indicação dos meios de prova passíveis de corroborar os factos constantes da narração (pode inclusivamente requerer-se prova pericial);
• É aqui deduzimos o pedido de indemnização civil, formulando o respectivo pedido e apresentando a devida prova.
• Data e assinatura do mandatário.
Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra
NUIPC 345/08.7PCTCCBR (Inquérito)
Exmo. Senhor Dr. Juiz dos Juízos Criminais de Coimbra
Amélia Silva, assistente nos autos em epígrafe e aí melhor identificada, tendo sido notificada nos termos e para os efeitos do art. 285.º CPP, vem deduzir ACUSAÇÃO PARTICULAR e requerer o julgamento de Bruno Silva, filho de Amélia e Pedro Silva, solteiro e maior, estudante, residente na Avenida dos Clérigos, n.º 20, 1.º Direito, 3000 - 123 Coimbra, em processo comum, com intervenção de tribunal singular.
(E ainda formular pedido de indemnização civil nos termos do art. 77.º, n.º4 CPP)
I.DA ACUSAÇÃO:
Porquanto indiciam suficientemente os autos:
No dia 20/03/2008, o arguido deslocou-se à residência da assistente, dizendo-lhe que o seu relógio se tinha avariado e que demoraria cerca de uma semana a repará-lo. Para que o arguido não ficasse muito tempo sem relógio. a assistente emprestou-lhe um relógio, no valor de 400€, que pertencia ao seu marido, entretanto falecido.
Aquando a data prevista para a conclusão da reparação, a assistente foi à residência do arguido, para lhe pedir de volta o relógio que lhe tinha emprestado, visto que já não precisaria dele.
O arguido recusou-se a dar-lhe o relógio, vindo a assistente, posteriormente, a apurar que o mesmo já não se encontrava na disposição do arguido, que o vendeu para ter dinheiro para comprar estupefacientes. A assistente tomou conhecimento destes factos através do dono da ourivesaria em que o arguido vendeu o relógio. Com efeito, aquele era amigo de longa data da assistente e reconheceu de imediato o relógio.
O arguido tinha plena consciência que o relógio lhe tinha sido entregue a título de empréstimo, pelo que ao aceitá-lo, ele agiu livre e conscientemente, com o intuito de se apropriar do referido relógio, embora soubesse não ser seu legítimo proprietário.
Com a conduta descrita, cometeu o arguido, em autoria material, o crime de abuso de confiança, previsto e punido no art. 205.º CP, devendo ser submetido a julgamento nos termos requeridos, a fim de lhe serem aplicadas as sanções previstas na lei.
Prova:
Declarações da assistente - Amélia Silva; Testemunhal:
1.Carolina Cunha, solteira, estudante, residente na Av. da Liberdade, n.º 2, R/C. Esquerdo, 3000 - 300 Coimbra;
2.Daniel Patrício, casado, ourives, residente na Rua do Brasil, n.º 76, 1.º Esquerdo, 3000 - 129 Coimbra.
II.DO PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL:
A demandante dá aqui por reproduzida, para todos os efeitos legais, a factualidade descrita na Acusação Particular supra deduzida.
Em virtude da conduta do arguido, ficou a demandante privada do supra referido relógio, de valor não só monetário, mas principalmente sentimental. Ora, sendo o demandado o único responsável pelos danos causados, consequência directa da sua conduta, deverá por tal ser obrigada a indemnizar a lesada, considerando-se ter a demandada sofrido danos patrimoniais comutados em 300,00€.
Uma vez que resultam preenchidos os pressupostos da responsabilidade civil por factos ilícitos (art. 483.º CC).
Termos em que, deve o presente pedido ser julgado procedente, por provado, e consequentemente, deve o demandado ser condenado no pagamento à demandada da quantia de 300,00€, acrescidos de juros à taxa legal, custas e demais encargos do processo.
Prova:
Declarações da assistente; Testemunhal:
1.Carolina Cunha, solteira, maior, estudante, residente na Av. da Liberdade, n.º2, R/C Esquerdo, 3000 - 300 Coimbra;
2.Daniel Patrício, casado, ourives, residente na Rua do Brasil, n.º 76, 1.º Esquerdo, 300 - 129 Coimbra.
Junta:
Duplicados legais e cópias.