INSTITUTO AGRONÔMICO
DE PERNAMBUCO
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
CLIPPING
ELETRÔNICO
De 25 de setembro de 2014
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Forum de ajuda aos produtores de leite
agora será permanente em Pernambuco
A iniciativa é organizada pelos próprios produtores de leite do Sertão do Araripe e tem como parceiros entidades como o Sebrae de Pernambuco, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e o Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (ProRural). Como resultado dos encontros, tem a divulgação das experiências abordadas pelos técnicos e oferece aos produtores a oportunidade de coloquem em prática projetos que permitam a eles conviver de forma produtiva com os períodos de seca.
Entre os projetos em curso está uma unidade piloto de processamento de leite na cidade de Bodocó, bem como a implantação de novas técnicas envolvendo a produção e armazenagem de forragem para o rebanho leiteiro.
Atualmente, os produtores são referência em termos de convívio produtivo com a seca a partir da aplicação de técnicas de armazenamento de alimentos, economia de água e produção de alimentos para o gado por meio da técnica de gotejamento, além de ações como o melhoramento genético dos animais e da higiene na ordenha. Esse nível de organização foi possível a partir de trabalho desenvolvido pelo Sebrae/PE a partir do Projeto Fortalecimento da Pecuária - Sertão do Araripe, que permitiu que os grupos de produtores de leite das cidades de Bodocó, Exu e Granito se fortalecessem e conquistassem espaço na região.
em 25/09/2014
Em Ipojuca, Mostra dos produtos das Mães Corujas
vai expor peças customizadas
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O resultado das oficinas de artesanato realizadas com as mulheres inscritas pelo Programa Mãe Coruja do município será comercializado durante a FEIRUJA - Feira dos produtos das Mães Corujas do Ipojuca. A primeira mostra realizada pelo projeto, acontecerá no Hall da entrada do prédio seda da Prefeitura, no próximo dia 26, das 9h às 13h.
O bazar contará com peças customizadas com corujinhas em formato puxa saco, toalhinhas de prato e bandeja, bijus, além vários artesanatos confeccionados durante as aulas promovidas pelos cursos oferecidos pela Programa em Ipojuca. A exposição será aberta ao público e aos servidores municipais.
Blog do Tullyo Cavalcanti em 24/09/2014
Cultura no Vale conta com 2,2 milhões de hectares
irrigados
Fruticultura já teme o pior
A água do Rio São Francisco faz do Sertão abundante, quando dá à terra seca a possibilidade da irrigação. Torna o solo arenoso em terreno fértil para a produção da fruticultura. O Vale do São Francisco, mais especificamente Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), é a prova disso. Porém, de forma lastimável, a nascente do Velho Chico está com sede, depois que a pior estiagem já enfrentada no Sudeste fez desaparecer seu principal olho d’água, que inicia em São Roque, no estado de Minas Gerais. Por causa disso, o cenário de bons frutos pode mudar. Se São Pedro não mandar a tão aclamada chuva, esses perímetros irrigados irão sofrer com os impactos dessa morte anunciada. São 2,2 milhões de hectares de frutas, sobretudo manga e uva, dependentes da vazão do Reservatório de Sobradinho para continuarem produtivos. São mais de três mil produtores que atuam em projetos irrigados sem saber o que os próximos meses escondem, caso o escoamento da barragem baixe dos atuais 1,1 mil metros cúbicos por segundo (m³/s). “É uma situação extremamente preocupante, pois dependemos do nível da vazão. Se não houver chuva, é certo que poderemos ser afetados”, alertou o presidente da Associação dos Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto. Na visão do empresário, a situação chegou ao extremo, pois faltou sensibilidade do governo em aplicar políticas permanentes de preservação da bacia. “Faltou o trabalho de eficiência do uso da água, principalmente no que se refere à energia. Houve incentivo ao aumento do consumo, mas não se teve preocupação permanente com o rio”, criticou Gualberto. Ontem, o fiscal do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Lourenço Lemos da Silva, visitou a nascente do Rio
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São Francisco. De acordo com ele, os pequenos afluentes que a formam já deixaram de existir. Com o panorama alarmante - nunca visto na história do Velho Chico - o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) sugere a necessidade urgente da promoção do uso racional da água, antes que ela se acabe por completo. Além disso, o CBHSF defende que a situação sirva de alerta para o início de mudanças no modelo da matriz energética do rio. Segundo o presidente da Valexport, o consumo de água irrigada no Vale do São Francisco é inexpressivo quando comparada ao uso para a geração de energia. “O Brasil já deveria estar discutindo outras formas de energia”, concordou José Gualberto.
O São Francisco de todos nós
Segundo a Agência Nacional de Água “o Rio São Francisco nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e escoa no sentido Sul-Norte pela Bahia e Pernambuco, quando altera seu curso para o Sudeste, chegando ao Oceano Atlântico na divisa entre Alagoas e Sergipe. Ele tem 2.700 quilômetros de extensão”. Descrição apurada, precisa e didática. Mas, nós, os nordestinos, falamos do rio de outra forma. Para nós, ele é místico, é familiar, é cultural, é milagroso, é uma entidade tão importante que mexe conosco. Ao saber da notícia de que a nascente do Velho Chico tinha secado, senti um peso no coração. Colegas experientes da redação também ficaram tristes. Notícia chata de escrever. Queremos ver o rio jorrando, com a água batendo no pôr-do-sol. Não a sombra da morte caindo sobre ele, deixando o sol refletindo em pedregulhos e lamaçal. Acredito que todo nordestino ficou sentido com a informação. Olha aí, vejam só, nosso rio: seco, alquebrantado, maltratado, quase destruído pela tão pesada mão do “progresso”. O Velho Chico, nome que a intimidade que temos com ele nos permite usar, é um símbolo de pertencimento. Sabe aquela sensação de que somos parte de algo e algo é parte de nós? De que alguma coisa contribui para o que somos, pensamos, temos como ideologia? O Chico é isso. Ele nos alimenta. Nutre nossos corpos e nossas almas. É o salvador dos agricultores ribeirinhos, é a bacia de água para os criadores de animais, é a fonte de sustento dos pescadores. É um chafariz de vida. Quem molha os pés com a água do rio, não molha somente os pés com a água do rio, molha o espírito. Quem tem o corpo mergulhado dentro de suas águas, não tem só o corpo mergulhado dentro de suas águas, tem o corpo abraçado por uma entidade tão sagrada, capaz de nos livrar do peso da vida. Chico é poesia, é sustento, é lenda, é história pra criança dormir... É vida. E que assim seja.
em 25/09/2014
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Secou, em São Roque de Minas MG), a principal nascente do Rio ão Francisco. “O rio da unidade naional”, como é conhecido há muitas écadas, nasce na Serra da Canastra, nde fluem os primeiros filetes de gua que vão encorpar outras fontes ara formar omaior rio totalmente braileiro em seus 2.700 kmde extensão. Sua bacia hidrográfica abrange 504 unicípios de sete estados – Minas erais, Bahia, Pernambuco, Alagoas, ergipe, Goiás e Distrito Federal. A inormação divulgada ontem pelos eios de comunicação desperta naural preocupação no País. “Nunca vi essa situação em toda a história”, afirmou Luiz Arthur Castanheira, diretor do Parque Nacional da Serra da Canastra, ao G1 CentroOeste de Minas, atribuindo a ocorrência do fenômeno à estiagem. “Essa nascente é a original, a primeira do rio. É dela que corre por toda sua extensão, sendo um símbolo do rio. Imagina isso secar?”, arrematando que a difícil situação aconteceu de forma gradativa. O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, ressaltou que embora o fato ainda não tenha chegado oficialmente ao conhecimento do órgão, não constitui uma surpresa em virtude de o atual período de seca ser de extrema gravidade desde quando vem se processando o acompanhamento histórico do rio. A estiagem, acrescentou, é preocupante, pois já se reflete no nível das barragens, ameaçando a biodiversidade do rio. As opiniões de outros especialistas reconhecem que estão se verificando mudanças no ecossistema em grande escala. As principais barragens do Alto São Francisco – Três Marias e Sobradinho – estão sendo ameaçadas e aproximando-se do limite de volume útil de água. Três Marias registrou 6% nesta semana, enquanto Sobradinho, 31%. A nascente que secou em São Roque de Minas, por sua vez, não é determinante para o volume de água da bacia, mas serve de “termômetro”, uma vez que o nível dos reservatório da região é fundamental para o Sã Francisco. Pelo que é possível concluir das opiniões de especialistas em hidrologia independentemente de mudança climáticas, a situação é emergencial exigindo, para ser amenizada, modificações no modelo da bacia energética do rio, realizando-se um grande pacto das águas. Esta prioridade deveria ser adotada imediatamente pelos setores competentes, devido à importância do Grande Rio para o semiárido, outras áreas do Nordeste e grande parte de Minas Gerais.