SEMINÁRIO BÍBLICO MINEIRO
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ESCATOLOGIA
DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS
ESCATOLOGIA
Doutrina das Últimas Coisas
1. OBJETIVOS GERAIS
1.1. Levar o aluno a ter uma visão do plano divino para a raça humana desde a morte até a consumação de todas as coisas.
2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
2.1. Traçar um breve histórico do desenvolvimento da doutrina das Últimas Coisas desde a Igreja Primitiva até hoje.
2.2. Citar seis razões pelo estudo da Escatologia.
2.3. Estudar uma série de normas de hermenêutica que ajudarão na interpretação da profecia bíblica.
2.4. Estudar as três interpretações da Segunda Vinda do Senhor Jesus: O Pós Milenar, a Milenar e o Pré-Milenar.
a) Descrever cada interpretação b) Distinguir entre as três
c) Especificar onde há diferenças importantes e não tão importantes
d) Formular o ponto de vista que você considera como o mais bíblico e prová-lo pela Bíblia.
2.5. Descrever o lugar de Israel no programa de Deus e:
a) Provar que tanto no presente como no futuro, Israel tem um lugar especial no plano de Deus.
b) Reunir a evidência bíblica mostrando os significados das bênçãos prometidas a Israel que ainda não se cumpriram.
2.6. Fazer um estudo da língua grega das palavras usadas para morte no Novo Testamento e usá-las no seu contexto para descrever os termos.
2.7. Alistar e descrever três idéias a respeito da imortabilidade e formular o ponto de vista bíblico.
2.8. Descrever o significado das duas palavras Sheol e Qeber no Antigo Testamento.
2.9. Provar pela Bíblia que haverá uma ressurreição, tanto dos justos como dos ímpios, no futuro, e descrever a natureza desta ressurreição.
2.10. Descrever a natureza do dia do juízo, e distinguir entre o julgamento do salvo e do ímpio.
3. BIBLIOGRAFIA
3.1. A Vida no Além - Ray Summers 3.2. Imortalidade - Lorraine Boettner
3.3. Jesus Virá em Breve - José Bezerra Duarte 3.4. Setenta Semanas de Daniel
INTRODUÇÃO
Escatologia é a doutrina das Últimas Coisas e o termo vem de duas palavras gregas: s últimas, e s = estudo , raciocínio , palavra.
O estudo das últimas coisas é bastante melindroso e ao mesmo tempo abençoado, e não podemos deixar de estudar um assunto tão importante, só porque há diferenças de opiniões.
I) Relacionar a Escatologia com a Pessoa de Cristo.
II) Daremos mais ênfase aos fatos claros onde todos os evangélicos concordam. Pensar no significado da Segunda Vinda do Senhor para nossas vidas e viver à luz deste fato.
Estudaremos assuntos como:
1) Será que a morte é aniquilação, ou sono, ou passar para a presença de Cristo? 2) A vinda de Cristo e o cumprimento da profecia:
a) Uma ou duas vindas?
b) Como interpretar profecia. Literalmente ou alegorizar? c) A ressurreição. Uma ou duas?
d) Haverá uma tribulação? Quem vai passar por ela? e) Haverá um milênio.
3) Qual o lugar de Israel no plano profético?
4) Quais são as escolas escatológicas principais, e como harmonizam com a Bíblia?
UNIDADE 1
A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA ESCATOLOGIA
Objetivo:
a) Citar uma série de razões que revelam a importância do estudo de profecia e das Últimas Coisas.
Importância
Para que estudar profecia? Existem muitas pessoas hoje em dia que relegam o estudo de profecia a esfera de fanatismo. Normalmente os que pensam assim, ou não tem estudado o assunto com profundidade para si mesmos, ou não respeitam a autoridade e integridade das Sagradas Escrituras. O argumento muito usado contra o estudo de profecia bíblica é que o presente é mais importante do que o futuro. Porém, se considerarmos o fato de que 25% da Bíblia era profética quando escrita, sentiríamos a importância de prestar bastante atenção a tão grande parte das Escrituras. Temos de aprender e ensinar todo o Conselho de Deus.
Os Perigos
Sim, existe perigos também, o perigo de preocupar-se exclusivamente com profecia, a tal ponto de negligenciarmos o resto da palavra de Deus. Existe o perigo do orgulho espiritual, quando alguém começa aprender verdades profundas sobre as coisas futuras, e pensa que sabe distinguir entre o Rei do norte e o Rei do sul, e tornam-se insuportáveis.
Existe também o perigo de usar profecia como base para comunhão entre cristãos. Se alguém tem uma interpretação diferente da minha, não posso ter comunhão com ele. Tal atitude é contra o ensino claro das Escrituras. Comunhão entre os salvos é baseado na pessoa e obra de Cristo, e não se a doutrina é a Milenar ou Pré-milenar. Quem deve estar no centro da profecia bíblica é Jesus Cristo. Ele é o tema central, Ele tem a primazia, não a besta, nem o anticristo.
Existe o perigo de estudar a profecia bíblica apenas para satisfazer a curiosidade sobre o futuro. Da mesma maneira em que o povo procura mecromantes e advinhos para satisfazer a curiosidade sobre o futuro. Há aqueles que estudam as profecias bíblicas por este mesmo motivo.
a) Cite quatro perigos relacionados com o estudo da profecia bíblica:
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R.M. a) O perigo de preocupar-se exclusivamente com profecia e negligenciar o resto
da Bíblia; perigo de orgulho espiritual; o perigo de usar uma profecia como base para comunhão com irmãos; perigo de estudar a profecia para satisfazer a curiosidade
O Propósito
É importante conhecer a Escatologia bíblica por causa da Escatologia das seitas herética.
Uma das coisas que atrai muitas pessoas para as seitas heréticas é que aparentemente tem um conhecimento profundo e diferente das coisas futuras. Exemplos disso podem ser vistos nos Testemunhas de Jeová e Mormons. O povo de Deus precisa saber o que Deus tem dito sobre o assunto.
Outro fator é a Escatologia das filosofias modernas, como o comunismo, por exemplo.
Os comunistas tem a sua doutrina de predestinação, e ensinam que todas as coisas estão indo para o fim. Utopia aqui na terra e um mundo controlado pelo Comunismo. A dialética desta filosofia de vida; estamos avançando para o alvo de pão teto e trabalho para todos, porém, o alvo verídico é a manifestação da sociedade que absorve todos os indivíduos que são dirigidos por uma cúpula que é todo poderosa, o deus homem.
Por causa das implicações escatológicas da idade nuclear.
Trinta ou quarenta anos atrás, ninguém pensava na bomba atômica, em 1894 estas palavras foram escritas:
"Se crermos numa consumação final, é para nós um acontecimento no futuro mais remoto, um alvo tão distante que podemos esquecê-lo. Devemos pensar no presente como uma série de acontecimentos que durarão por muito tempo, se não for para sempre".
Não aceitamos esta idéia mais, pois sabemos que o homem pode acabar com o mundo, e o mundo está pronto para receber a nossa mensagem.
Porque é a esperança gloriosa do salvo em Cristo Jesus - O mundo em que vivemos oferece pouca esperança, porém ao verificarmos as promessas maravilhosas da Bíblia, notamos que temos uma viva esperança na presença do nosso Senhor. O nosso Deus nos promete uma pátria onde não há dor nem sofrimento, nem injustiça, esperamos com ansiedade a vinda desta pátria.
Cite três argumentos que revelam a importância do estudo da Escatologia:
________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ b) Qual dos três argumentos a favor do estudo da Escatologia pesa mais para você? Por que?
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________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ c) Pense em outro argumento:
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como Comunismo, por exemplo. As implicações da idade nuclear. b) A resposta é sua. c) A resposta é sua.
Outro argumento a favor do estudo da Escatologia é que prova a autoridade da Palavra de Deus.
A Bíblia é diferente de todos os outros livros religiosos. Desde Gênesis até Apocalípse temos a revelação de profecias inumeráveis e muitas delas já se cumpriram antes, durante e depois do nascimento de Jesus Cristo. As que já se cumpriram nos dá absoluta confiança na veracidade da Palavra de Deus, e certeza absoluta de que as outras hão de se cumprir.
O estudo das últimas coisas revela o poder e a sabedoria de Deus => A medida que estudamos as Escrituras proféticas, chegamos a compreender mais a respeito do poder e sabedoria de Deus. Isaías 7 ilustra este fato, onde o nascimento de Cristo foi predito 700 anos antes de acontecer.
O estudo das últimas coisas nos revela os propósitos de Deus => Deus revelou seus planos a Abraão em Gênesis 18, quando resolveu destruir Sodoma para que Abraão compreendesse que o Senhor é um Deus Santo e não pode ter comunhão com um povo pecador e rebelde.
A medida que vemos o desenrolar de alguns acontecimentos, como a volta de Israel para a Palestina, o anti-semitismo, a vinda do ditador mundial; vamos descobrindo que Deus continua no controle. Tudo está funcionando dentro do programa divino, e a profecia vai nos levar a um conhecimento mais íntimo dos propósitos de Deus.
a) Cite mais três argumentos que destacam a importância de estudar a doutrina das últimas coisas:
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________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ b) Por que acha que o Apocalípse começa com uma bênção? (Ap 1:1).
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________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ d) Você já foi abençoado assim?
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R.M. a) Prova a autoridade de Deus; Revela o poder e sabedoria de Deus; Revela os
propósitos de Deus.. b) A resposta é sua (Pessoalmente eu acho que é porque a profecia bíblica é de Deus e foi dada não para confundir , mas para edificar os cristãos, portanto, quem lê a Palavra de Deus com intenção de saber a verdade, será abençoado. c) Para quem lê e estuda o livro. d) A resposta é sua.
UNIDADE II
A HISTÓRIA DA DOUTRINA
Objetivo:
a) Traçar uma breve história da Doutrina das Últimas Coisas, mostrando os fatores que influenciaram na formação das três escolas ou pontos de vista sobre a Segunda Vinda do Senhor.
Uma breve história da Doutrina das Últimas Coisas
É importante evitar o dogmatismo excessivo, pois há lugar para a tolerância e amor entre cristãos quando consideramos a Segunda Vinda. Pode ser que você não tenha certeza sobre o esquema profético que vai adotar, porém, você pode ter certeza sobre a atitude espiritual que você adotará.
A Igreja Primitiva
No princípio esperavam a Vinda do Senhor a qualquer momento. Havia pouca tentativa de harmonizar todos os dados e detalhes proféticos, mas de modo geral adotavam um ponto de vista literalista. Havia bastante pensamentos a respeito do Anti-Cristo e os mil anos de Anti-Cristo na terra. Muitas vezes interpretaram grandes perseguições com a Grande Tribulação.
Os Gnósticos rejeitaram a Segunda Vinda de Cristo porque consideravam-na
materialista. Os grandes da fé aceitavam uma interpretação literal da Segunda Vinda, bem parecida com aquilo que chamamos Pré-Milenar.
Fromm no seu livro "The Profectis Faith of Our Fathers", escreveu: "A igreja
primitiva era distintamente Pré-Milenar no seu ponto de vista da Segunda Vinda do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (Vol. 1, pág. 207).
Harnack, historiador e teólogo liberal diz: "A esperança da vinda visível de
Cristo e a esperança de um reino milenar, aparece tão cedo, que deve ser considerada como parte essencial da religião cristã".
Os Pais da Igreja: Uma leitura dos pais da Igreja, deixa claro que existia uma
corrente bem grande de pensadores cristãos que aceitavam o ponto de vista Pré-Milenar. Clemente de Roma na sua I Epístola 23 e na II Epístola cap. 11 e 12, revela o ponto de vista Pré-Milenar.
O Didache no cap. 16, pág. 77 é claramente Pré-Milenar.
Barnabé , cap. 16, "Depois de 6.000 anos, Cristo voltará para destruir o Anti-Cristo, julgar o ímpio e descansar a terra por 1.000 anos".
Polycarpo "reinaremos com Ele na terra que está por vir."
Papias na exposição dos Oráculos do Senhor, depois da ressurreição dos mortos e vivos, teremos um reinado pessoal de Cristo na terra por 1.000 anos.
Justino Mártir - Todos os crentes salvos, tem certeza de que haverá uma
ressurreição dos mortos, 1.000 anos em Jerusalém que será reconstruída de acordo com os profetas: - Trypho cap. 90.
Seria possível ainda citar muitos outros como: Irineu, Tertúlio, Hipólito, Nepos, Lactâncio, e Hilário, que aceitavam o ponto de vista tradicional Pré-Milenar.
O Montanismo foi para o outro extremo, ensinando que o fim do mundo estava próximo e que o Milênio seria baseado na sede em Frígia.
Baseado naquilo que você leu até agora, qual era a crença da Igreja Primitiva e Pós apostólico a respeito da Segunda Vinda de Cristo? (Faça um resumo em suas próprias palavras do ponto de vista deles.)
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R.M. Haverá uma ressurreição dos mortos, o Anti-Cristo será morto, reinaremos 1.000
anos com Cristo na terra, haverá um julgamento do ímpio. O ponto de vista é basicamente aquele que já chamamos Pré-Milenar.
(Seria bom ler: "História da Igreja Cristã" de W. Walter ou "Documentos da Igreja Cristã" de Bettenson, onde você aprenderá mais alguma coisa sobre essas pessoas mencionadas "Os Pais da Igreja").
Do princípio do século 3, o Milenianismo, tornou-se menos popular no oriente, especialmente em Alexandria, onde originou o método alegórico de estudar as Escrituras. Caius, Origenes e Agostinho, foram os primeiros a ter dúvidas a respeito do ponto de vista milenar. A razão pela mudança de ponto de vista, não foi baseada no estudo das Escrituras, mas no triunfo do cristianismo sobre o paganismo.
Orígenes ensinou o triunfo do cristianismo sobre o mundo, através de um processo demorado de educação e a influência da filosofia. Ele não aceitou a idéia de uma intervenção divina no processo.
Dionísio, Bispo de Alexandria declarou o milenarismo impossível, pois o livro em que foi baseado era o Apocalípse, e segundo ele, não era inspirado por Deus.
Um dos problemas é que, desde a "conversão" de Constantino ao cristianismo, havia a tendência de identificar a igreja com o Reino de Deus vindouro. Tal foi a
identificação que quando as perseguições terminaram, ficaram confusos, pois, até aquele momento identificavam a perseguição com a Grande Tribulação.
Agostinho , no princípio do 5 século confirmou este conceito, identificando a Igreja com o reino de Deus. Ele começou a escrever do ponto de vista Pré-Milenar, depois mudou de idéia na "Cidade de Deus", onde escreve: "O Reino de Deus é a igreja dominando a terra". A primeira ressurreição é o novo nascimento. O milênio já está aqui na terra agora. Satanás foi preso na Primeira Vinda do Senhor Jesus Cristo, e o milênio iniciou. Depois de mil anos, Satanás será solto por um tempo, o Anti-Cristo levantará e Cristo voltará".
Agostinho é conhecido como o pai do ponto de vista A Milenar, que quer dizer: Não haverá um Milênio (futuro).
a) Que quer dizer o termo A Milenar?
________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ b) Quem é considerado o pai desta teoria?
________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ c) Por que tornou-se menos popular a ideia de Pré-Milenar?
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R.M. a) Não haverá Milênio. b) Agostinho. c) Porque a popularização do cristianismo
depois da "conversão de Constantino e a cessação das perseguições, levaram os cristãos a identificarem a Igreja como o Reino de Deus e o período de paz como o Milênio. A entrada do método alegórico de estudar as Escrituras foi outro motivo. Outro motivo ainda, um dos bispos da Igreja, não aceitava que o Apocalípse era inspirado por Deus, portanto, negava as doutrinas contidas nele.
A Idade Média
A teoria de Agostinho predominou na Igreja durante este período. Alguns escritores esperam que o Anti-Cristo aparecesse no mundo de Islã, quando esta religião começou seu avanço vitorioso. As derrotas que o Islã sofreu, fez com que esta idéia morresse. Na última parte do século dez, muitas pessoas esperavam que o Milênio terminasse, e assim surgiu um interesse maior em profecia bíblica.
No período de 1030 a 1033, houve muito interesse em profecia, e o Papa foi descrito como o Anti-Cristo. Com a passagem do tempo, os mil anos foram considerados como um grande período de tempo, e durante as Cruzadas a ocupação de Israel pelo Islã foi considerado como o período do Anti-Cristo . Muitos dos grandes homens de fé cristã
neste período, antes da Reforma, consideraram e identificaram o Papa como a Besta. Nomes como: Wicliffe, Huss, Savanarola , são associados a esta idéia que identifica o Papa e a Besta.
a) Porque surgiu mais interesse na profecia no período 1030 a 1033?
________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ b) O Anti-Cristo foi identificado de diversas maneiras neste período? Cite algumas: ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ c) Por que as pessoas começaram a pensar no período de mil anos como apenas um período qualquer de tempo?
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R.M. a) Porque as pessoas aceitaram as idéias de Agostinho que considerou aquele
tempo como um período milenar. Mil anos desde a morte de Cristo levaria até aquele período de 1030-33, portanto, as pessoas esperavam o fim. b) Certas pessoas identificaram o Anti-Cristo com a religião do Islã, e outras com o Papa. c) Porque no final dos mil anos previstos pela Escola de Agostinho e outros, nada aconteceu. Como resultado trataram os mil anos como um período simbólico de tempo.
A Reforma e o Período Moderno
Lutero identificou o sistema papal com o Anti-Cristo, e interpretou o Apocalípse como se fosse um retrato da luta da Igreja contra o mal durante toda a sua história.
Calvino, até escreveu um pouco sobre a Segunda Vinda de Cristo, e identificou apenas o Pala com o Anti-Cristo e seguiu os conceitos de Agostinho. Quando escreveu seus comentários sobre a Bíblia, omitiu o Apocalípse.
A Contra Reforma, influi muito na interpretação da profecia. Os Jesuítas, para evitar a identificação do Papa com o Anti-Cristo, seguiram a Escola Preterista ou Futurista. Ou colocaram o cumprimento das profecias no Apocalípse, ou totalmente no passado ou no futuro.
Desde 1830, o interesse no ponto de vista Pré-Milenar (futurista) aumentou, especialmente a ideia de um Milênio futuro. Uma das influências importantes foi o movimento dos Irmãos Unidos, sob a direção de J.N. Darby, Willian Kelly, e Scofield da sua Bíblia anotada. Tal interesse veio de uma volta ao estudo da Bíblia por si mesmo, sem necessidade de colocar o ensino bíblico dentro dos sistemas teológicos dogmáticos então reinantes. Ainda havia muito interesse no sistema A-Milenar e Pós-Milenar entre os Presbiterianos e Anglicanos, porém, a maioria das denominações evangélicas
permaneceram sob a influência do avivamento Pré-Milenar. Três Escolas Pré-Milenistas evoluíram:
UNIDADE III
COMO INTERPRETAR PROFECIA
Objetivo:
a) Provar a necessidade de leis claras e definitivas na interpretação da profecia.
b) Citar dois métodos de interpretar que influem na interpretação da Escatologia bíblica.
c) Citar três problemas relacionados com o uso do método alegórico da interpretação.
d) Alistar dez normas hermenêuticas fundamentais que devem ser usadas no estudo de profecia bíblica; e aprender a aplicá-las.
Sem dúvida, o ponto de vista que a pessoa adota a respeito da Segunda Vinda do Senhor Jesus depende da maneira em que interpreta as Escrituras, portanto, a diferença entre as escolas Pós, Pré e A-Milenar, surge dos métodos totalmente diferentes usados para interpretar as Escrituras.
A razão primária de se ter um sistema de hermenêutica, é descobrir o significado da Palavra de Deus. É óbvio que nem todas as interpretações podem ser certas, porém é importante relembrar que o interprete está estudando um livro divino, não um livro humano, por essa razão um método acurado de interpretação ou o resultado do seu estudo está errado.
Se a palavra de Deus não pode ser interpretada constantemente sem alguns princípios e normas fundamentais, a metodologia hermenêutica assume o lugar de grande importância.
a) Que fator principal influa na escolha do Sistema Escatológico que a pessoa segue? ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ b) O que é imprescindível para um estudo acurado de Escatologia.
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Atualmente muitos métodos tem sido usados na interpretação das Escrituras; porém apenas dois métodos influenciam muito no estudo da Escatologia. O método alegórico e o método literal. Outro nome para o método literal é o Gramático-Histórico.
O Método Alegórico
Definição=> Ramm define o método Alegórico assim: "Alegorismo é o método
de interpretar um texto literário que considera o sentido literal apenas como um veículo para um ideal secundário que é mais espiritual e mais profundo".
De acordo com esta idéia o significado histórico é negado ou ignorado, e a ênfase cai sobre a idéia secundária ou acontecimentos atuais com pouco significado ou mesmo nenhum.
Os problemas
1) O Primeiro problema do método alegórico é o perigo de não interpretar a passagem mesmo.
Existe o perigo de ignorar o significado comum das palavras e permitir que o autor coloque o que quiser como a idéia certa. Não tendo princípios, leis bem definidas, é capaz de haver distorção com a maior facilidade.
2) O Segundo problema é a base de autoridade . Com o método alegórico existe o perigo de mudar a base de autoridade. Em vez de ter a autoridade final nas próprias palavras das Escrituras, a autoridade final, passa a ser o raciocínio do interprete.
A interpretação pode ser influenciada pela doutrina do interprete, a autoridade de sua igreja, etc.
3) O terceiro problema do método alegórico é que não temos um meio de testar as conclusões do intérprete.
B. Ramm escreve: "Asseverar que o significado principal da Bíblia é a idéia secundária, e que o método principal de interpretação é alegorizar ou espiritualizar, é abrir a porta para toda forma de especulação e imaginação descontrolada. Por essa razão, é necessário insistir que o controle na interpretação é o método literal.
a) Cite três perigos associados ao método alegórico:
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________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ R.M. a) releia o texto. b) Calvinismo
Um dos argumentos a favor do Método Alegórico citado por O.T. Allis é que Paulo usou este método em Gálatas 4:21-31. Porém, temos de notar que o apóstolo Paulo não está usando um método alegórico de interpretar as Escrituras do A.T., mas sim explicou uma alegoria. Existem alegorias nas Escrituras, porém, não exigem um método alegórico de interpretação que nos leva a negar o significado real. O uso de alegorias nas Escrituras não justifica o método alegórico de interpretação da Bíblia.
Algumas normas para ajudar na interpretação da profecia bíblica
1. Interpretar literalmente => Usamos as palavras como veículos de comunicação, portanto, toda exegese tem de começar com a interpretação das palavras. Horne nos ajuda aqui com alguns princípios:
a) Descobrir a idéia ligada com a palavra no contexto em que foi dita ou escrita.
b) Reter este sentido a não ser que seja contrário ao ensino claro do resto das Escrituras.
c) Onde a palavra traduz diversas idéias, usar no sentido mais de acordo com a passagem e os sentimentos do autor.
d) Observar qualquer distinção entre palavras que parecem sinônimas.
e) Em qualquer passagem aceitar o sentido mais simples ou aquilo que parece mais razoável a qualquer estudante das Escrituras, nascido do Espírito, que possui conhecimento competente da Bíblia, é provavelmente o sentido genuíno.
f) Devemos tirar o sentido das Escrituras, não levar nossa idéia às Escrituras. Palavras devem ser interpretadas no sentido normal, natural e literal.
2. Interpretar no Contexto
a) Examinar o que vem antes e depois
b) Investigar as palavras e os particípios que ligam cada parte. c) Respeitar parênteses não são colocados sem razão.
d) Só aceitar uma explicação que está de acordo com o texto.
e) O autor, a vida, o lugar, as circunstâncias, vão formar o fundo histórico destes escritos.
f) Conhecer o autor, data histórica, destinatários e as circunstâncias em que foi escrito o livro.
a) Resuma em poucas palavras o que é essencial na primeira norma:
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________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ R.M. É necessário interpretar as palavras no sentido literal e normal, a não ser que
seja contrário aos ensinos claros do resto das Escrituras.
a) Que queremos dizer por interpretar o contexto?
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verificar as circunstâncias históricas, sociais e espirituais, geográficas , etc. b) Nabucodonosor teve um sonho que Daniel interpretou mostrando os reinos deste mundo que no final seriam destruídos e substituídos pelo Reino de Deus.
Interpretar Historicamente => Vamos resumir as palavras de Contexto
histórico de L. Berckof em "Princípios de Interpretação sobre isso"
a) A palavra de Deus originou num contexto histórico, portanto, deve ser compreendida neste contexto.
b) Nunca vamos compreender um autor e interpretar sua mensagem corretamente a não ser que esta seja compreendida como palavra viva que veio ao coração do autor.
c) O lugar, o tempo, circunstâncias, ponto de vista do mundo e vida em geral , tem de influenciar os escritores produzidos neste lugar, tempo e circunstância.
d) Devemos conhecer o autor, caráter, temperamento, qualidades , intelectuais, morais e religiosas.
e) Devemos conhecer os destinatários, os propósitos e circunstâncias em que foi efetuada a Escritura.
Interpretar de acordo com as Regras Gramaticais
a) O princípio fundamental é descobrir das Escrituras o significado que os escritores tentaram comunicar. É aplicação das mesmas regras e normas de bom senso, e seguir o mesmo processo gramático que se usou no estudo de outros livros.
Tenny escreve: "O método gramático-histórico tem como seu princípio fundamental, o descobrir dentro das Sagradas Escrituras, o significado exato que o escritor sagrado pretendeu comunicar".
Quer dizer, por exemplo, vamos interpretar o significado das idéias de Paulo, no contexto bíblico, não pelas idéias helenísticas ou escrito de Filó.
a) Interpretar historicamente: quais as circunstâncias em que a visão de um vale de ossos foi dada? (Antes de responder, leia Ezequiel 26:37-38 e também um bom comentário da Bíblia, e descreva a situação de Ezequiel , do povo de Israel e o significado da visão do vale de ossos secos:
________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ b) Interpretar de acordo com as Regras Gramaticais. Coloque essa regra com suas próprias palavras: ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ R.M. a) Interpretar Historicamente: A idolatria e desobediência dos israelitas aos
mandamentos de Deus, foi o motivo justo para sua deportação da Palestina. Eram péssimos embaixadores de Deus, portanto foram levados a Babilônia como castigo. Capítulo 37 é uma profecia prometendo uma restauração de Israel, obra esta que levaria a conversão dos pagãos e a glória de Deus. Tal conversão nacional ainda não aconteceu, portanto é algo que há de acontecer no futuro, quando Israel, como um povo, voltará a servir o Senhor. Se interpretar como uma promessa para a Igreja de Cristo, estaremos alegorizando e saindo do sentido claro do texto, que reza, Judá e Israel. b) Interpretação de Acordo com as Regras Gramaticais. Seguir o bom senso, e as regras gramaticais normais tentando descobrir o significado das palavras no contexto e de acordo com o uso normal nas Sagradas Escrituras.
a) Aliste as quatro normas hermenêuticas que você aprendeu até agora:
________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ R.M. a) Releia o texto sobre o assunto.
Distinguir claramente entre linguagem Literal e linguagem figurada
Só interpretação literal de qualquer palavra ou expressão é de bom senso no seu contexto, é literal, e se não tiver qualquer sentido, a interpretação é figurada.
Uma regra que funciona:
a) Aceitar o sentido literal, a não ser que a passagem seja obviamente figurada.
b) Aceitar o sentido literal a não ser que o ensino claro do Novo Testamento, autorize outro sentido.
c) Aceitar como literal a não ser que este sentido contradiga verdades, princípios ou afirmações categóricas nos outros livros do N.T.
d) Interpretar as partes difíceis das Escrituras, pelas partes fáceis das mesmas Escrituras.
e) Onde há dúvidas, procure passagens paralelas que tratam do mesmo assunto de uma maneira mais explicita.
Como interpretar a linguagem figurada
O propósito de linguagem figurada é comunicar uma verdade literal, que pode ser comunicada melhor através do uso de figuras.
Horne coloca as seguintes normas:
a) O significado literal deve ser retido, nos livros históricos, mais do que nos poéticos.
b) Só abandonar o sentido literal se for impossível esta interpretação ou que contradiga o resto da Bíblia.
c) O sentido figurado será conhecido se a semelhança entre objetos ou coisas comparadas for tão clara que são percebidas logo.
d) Muitas vezes o sentido de uma expressão figurada será conhecida pela explicação que o próprio escritor deu.
e) Consultar passagens paralelas onde a verdade é explicada literalmente. f) Estudar a história.
g) Considerar o contexto e outras passagens doutrinárias sobre os ouvintes. O uso da linguagem figurada não implica uma interpretação não literal.
Se você não está lembrando das figuras usadas nas Escrituras, volte a ler a apostila de Hermenêutica ou um bom livro sobre o assunto. L. Berkhof - Princípios de Interpretação.
Será que as duas testemunhas de Apocalípse 11:3-14, são pessoas ou apenas figuras de linguagem? Explique sua resposta.
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________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ R.M. Fala de pessoas que virão e serão mortas e ressuscitadas . Fala de uma morte
literal, o espírito de vida entrando neles, (10) diz que são profetas. Quer dizer, o contexto demonstrou claramente que são pessoas.
Observar certas leis especiais na interpretação da profecia:
O elemento tempo => Os profetas muitas vezes falam de acontecimentos futuros
como se estivessem presentes (Is 9:6).
Às vezes falam das coisas futuras como acontecimentos passados. Quando o tempo certo não estava revelado, os profetas descreveram os acontecimentos separados, como algo que teria acontecido de uma só vez.
A lei da Referência Dupla=> As mesmas profecias, muitas vezes, tem um
significado duplo. Referem-se a acontecimentos diferentes, um mais perto, outro mais remoto, um temporal outro espiritual ou eterno. Portanto, muitas vezes os profetas tem diversos acontecimentos em vista, às vezes as profecias aplicam-se em parte a um acontecimento e em parte a outro. O que não se cumpriu em primeiro lugar tem que cumprir-se depois; e muitas vezes o que já aconteceu numa primeira época, pode ser considerado como tipo daquilo que há de se cumprir.
Leia Daniel 2:31-35, 36-46. ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ R.M. Porque Deus é soberano, e Ele antes fez uma aliança com Abraão, que é
irrevogável, e absoluta no seu cumprimento. Portanto, uma aliança incondicional que dependia unicamente de Deus.
Interpretar de uma maneira consistente
Não misture os métodos de interpretação. Adotar e usar um método de interpretação e chegar-se-á a uma interpretação correta.
UNIDADE IV
ALIANÇA BÍBLICA
Objetivo:
a) Definir o que é uma Aliança
b) Descrever a diferença entre uma Aliança Condicional e uma Incondicional, e dada uma lista de Alianças Bíblicas, separá-las de acordo com a sua categoria.
c) Descrever a natureza das Alianças bíblicas.
d) Mostrar a importância , provisões e caráter da Aliança feita com Abraão e seu relacionamento com Israel.
Os concertos ou Alianças Bíblicas
As Alianças ou Concertos Bíblicos são de suma importância para o estudante de Escatologia, pois o programa divino para o mundo é determinado e revelação através das alianças. O que cremos sobre as Últimas Coisas é determinado pela interpretação destas Alianças.
Definição
A palavra “aliança”, “pacto”, ou “concerto” é uma tradução da palavra hebraica, “berith” , que significa: “Comer pão com alguém”. Kohler, “ter uma refeição em comunidade”. Desta etmologia, o substantivo significa, compartilhar de uma refeição, ou relacionamento efetuado pelo compartilhar de uma refeição e finalmente, aliança, acordo mútuo.
No Antigo Testamento, “berith” significa um contrato ou acordo que tem obrigações legais. Usa-se de três maneiras distintas no Antigo Testamento.
a) Quando dois grupos são iguais, a aliança tem dois lados. É um acordo voluntário aceito pelos dois grupos. Tal aliança pode ser entre indivíduos, clãs ou nações.
b) Quando os dois grupos não são iguais, o “berith” torna-se uma imposição de um grupo ou pessoa superior. A Bíblia usa “berith” neste sentido, para descrever o relacionamento que existe entre Deus o Senhor, e o homem, o servo. Neste sentido Deus usa a Palavra “berith”, para descrever sua vontade soberana. Pode ser que apareça condições que são obrigatórias, porém, a vontade de Deus é soberana.
c) Quando os componentes da aliança são Deus e o homem, o “berith” tornou-se uma obrigação que Deus impõe a si mesmo para salvar o pecador. Torna-se o instrumento para efetuar o amor de Deus (Dt 7:6-8; Sl 89:3-4).
1. Os três usos do termo concerto , qual a mais importante para o nosso estudo de Escatologia? Por que?
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Ex 23:32 ________________________________________________________________ Ex 34:12-15 _____________________________________________________________ Os 12:1 ________________________________________________________________ 3. Usa-se de Concertos entre um indivíduo e nações. Coloque a pessoa e nações.
Gn 26:28 _______________________________________________________________ I Sm 11:1-2 _____________________________________________________________ 3. Usa-se de Concertos entre pessoas.
Gn 21:32 _______________________________________________________________ I Sm 18:3 _______________________________________________________________ 4. Usa-se de Concertos entre Deus e os homens
Gn 12:1-3 ______________________________________________________________ Ex 19:5 - Dt 18:15-48 _____________________________________________________ II Sm 7:10-16 ___________________________________________________________ R.M 1) O terceiro, pois fala da soberania de Deus, o plano que Ele tem para a
humanidade, portanto é o único em quem podemos confiar. - De 2 a 4) a resposta é sua, confira na Bíblia.
As referências principais são aquelas que falam dos concertos feitos entre Deus e os homens. São cinco em número. Quatro são Incondicionais e uma Condicional. Convém frisar as diferenças entre os dois tipos.
A Aliança Incondicional => Neste tipo de concerto, o que é prometido ao
recepiente é feito e depende exclusivamente da autoridade e integridade daquele que fez o concerto. Não depende do mérito do recepiente, não impõe condições.
A Aliança Condicional => É aquela que é prometida dependendo do
cumprimento de certas exigências feitas ao beneficiário da Aliança. O cumprimento ou não das promessas depende do beneficiado.
Leia as passagens que seguem e separe as Alianças Condicionais das Incondicionais, e escreva a razão da sua escolha ao lado.
Gn 12:1-3; Dt 30:1-10; II Sm 7:10-16; Jr 31:40; Ex 19:5-11; Dt 28:1-68. Alianças Condicionais: ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Alianças Incondicionais: ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ R.M. Incondicionais: Gn 12:1-3; II Sm 7:10-16; Jr 31:31-40; Dt 30:1-10 - Porque
dependem exclusivamente da vontade de Deus, Ele tem um plano que tem de se cumprir de qualquer modo, e este começou com a eleição de Israel. A palavra chave é “Eu farei”, “Eu engrandecerei” . Quem promete é Deus. Condicional: São aquelas onde o povo tem de obedecer certas exigências, de acordo com a obediência ou não, tem a benção ou a maldição. A aliança mosaica é desta natureza em Ex 19:5; Dt 26:1-68. A palavra chave é: “Se ouvirdes”, “se guardares”, depende do cumprimento das exigências impostas ao homem.
É importante notar que uma Aliança Incondicional pode ter certas bençãos prometidas que são condicionadas à obediência ou não do beneficiado. Porém, a natureza fundamental da Aliança não muda, a promessa principal continua.
A natureza das Alianças => Existem certos fatos que temos de notar a respeito
das Alianças feitas por Deus.
a) As alianças são literais: devem ser interpretadas literalmente. Peters, define a situação assim: “Em todos os negócios terrenos quando uma promessa, acordo ou contrado é feito, através de promessa, é aceito universalmente, que o costume é interpretar o relacionamento e as promessas pelas leis bem conhecidas de linguagem
conhecida nas gramáticas. Seria absurdo interpretá-las de outro modo” (G.N.H. Peters - The Theocratic Kingdon - 290-291).
b) As alianças são eternas: Todas as alianças de Israel são eternas, menos a Moisaica, que é temporal (até a vinda da semente prometida) .
Veja bem:
A aliança com Abraão é eterna (Gn 17:10-19; I Cr 16:17; Sl 105:10; S; 16:60). A aliança com Davi (II Sm 23:5; Is 55:3; Ez 37:25)
A nova aliança (Is 24:5; 61:8; Jr 32:40; 50:5; Hb 13:20)
c) Exatamente porque estas alianças são literais e eternas, e dependem só de Deus para serem cumpridas, devem ser consideradas como Incondicionais.
d) Deus fez essas alianças com o povo da aliança (eleito).
Em Romanos 9:4, o apóstolo Paulo afirmou que Israel recebeu Aliança do Senhor. Em Efésios 2:11-12, ele afirma que os gentios não receberam uma Aliança assim com Deus.
Quais são os quatro princípios básicos que descrevem a natureza dasd Alianças feitas com Israel?
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A Aliança feita com Abraão
Quando Deus chamou Abraão de Ur dos Caldeus (11:31), tinha o propósito da criação de uma nação totalmente diferente, distinta das outras. Um povo santo, povo exclusivamente Seu, um povo eleito (Dt 7::6).
Balaão declarou: “Eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações” (Nm 23:9).
Deus tinha como propósito, criar uma Teocracia (nação dirigida só por Deus), que manifestaria a magestade e soberania, santidade e autoridade Dele, para todas as nações. Num mundo corrúpto e idólatra, Deus escolheu Israel na sua soberania, salvou esta nação para demonstrar a Sua santidade.
Deus fez uma série de promessas a Israel a respeito das bençãos futuras, e comprometeu-se de tal maneira que esta Aliança é mencionada nada menos que dez vezes.
Leia Gênesis 12:1-3; 13:14-17; 15:1-7; 17:1-8.
Vamos ver a Aliança básica feita com Abraão. Leia o versículo ou texto, depois anote ao lado o que é prometido:
a) Gn 12:1 e 13:14-15,17
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b) Gn 12:3; 22:18; Gl 3:16 ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ c) Gn 12:2; 13:16; 17:2-6 ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ R.M. De a) a c) a promessa de uma terra nacional - A promessa da redenção (nacional e
universal). A promessa de uma descendência numerosa que seria uma grande nação.
Podemos resumir as promessas feitas a Abraão em 12:1-3, depois ampliadas e confirmadas em Gn 12:6-7; 13:14-17; 15:1-21; 17:1-14; 22:15-18, assim:
Deus prometeu a Abraão
a) Uma grande nação da sua descendência
b) Que ele seria uma benção para todas as nações
c) Que ele pessoalmente, junto com sua descendência, receberia a Palestina como herança
d) Que a sua semente seria numerosa como o pó da terra.
e) Pessoas ou nações que o abençoassem seriam abençoados e os que o amaldiçoassem seriam amaldiçoados.
f) Pai de muitas nações g) Teria reis na sua semente h) A aliança seria perpétua
i) Canaã seria possessão para sempre j) Deus seria o seu Deus e da sua semente.
l) Todas as nações da terra seriam abençoadas através da sua semente.
Deve-se notar que existem promessas individuais, feitas a Abraão. Promessas nacionais, feitas a nação de Israel da qual ele foi pai, e algumas promessas universais, que incluíam todas as nações.
a) Quais as promessas individuais que se encontram em Gn 12:2 e 17:6?
________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ b) Quais as promessas nacionais à semente de Abraão em Gn 12:1; 13:16; 15:5 e 17:7-8. ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ c) Quais as promessas aos gentios. Gn 12:3
________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________
________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ R.M. a) As promessas a Abraão incluiram, “Pai de uma grande nação”, “engrandecerei
o teu nome”, “uma benção sobre os amigos” de Abraão, “nações e reis procederão de ti” . b) A sua semente, “uma grande nação”, “tua descendência como o pó da terra”, “posteridade tão numerosa quanto as estrelas do céu”, “uma terra para sempre”, “toda Canaã em possessão perpétua”, “serei o seu Deus”. c) As promessas aos gentios - “todas as famílias serão abençoadas”.
É importante notar que as promessas pessoais a Abraão não podem ser aplicadas à nação, e as promessas feitas a nação de Israel, não podem ser transferidas para os gentios, de outro modo, só teremos confusão.
O Caráter desta Aliança
É condicional ou incondicional? É literal ou figurada? De acordo com a resposta, vamos poder ver a importância da interpretação correta das alianças. A aliança feita com Abraão e Israel, promete uma terra, que é a Palestina, e redenção para gozar o fruto da terra.
Se a Aliança for cumprida literalmente, então Israel será preservado, convertido e restaurado. Se a aliança for incondicional , os acontecimentos na vida nacional serão inevitáveis.
Vamos ver se existia o elemento condicional nesta aliança. Abraão vivia na sua terra quando Deus o chamou mandando-o deixar sua terra em Ur e partir para uma terra estranha. Abraão obedeceu parcialmente, porém deixou seus parentes ficando em Hara até a morte de seu pai (Gn 11:31-32). É importante notar que não recebeu a promessa até chegar na terra, onde Deus reafirma a promessa original (Gn 12:4-7).
Deus só fez a aliança com Abraão quando ele obedeceu a chamada, deixando a sua terra natal. Uma vez que Abraão obedeceu, Deus fez uma aliança incondicional e irrevogável com seu servo. Uma vez que cumpriu as condições, não há mais menção de outras condições, e a Aliança só depende da veracidade de Deus para seu cumprimento.
A favor da natureza incondicional desta Aliança, Walwoord cita os seguintes argumentos:
a) Todas as alianças com Israel são incondicionais => menos a mosaica. A aliança com Abraão é eterna, portanto é incondicional, portanto é incondicional. (Gn 17:7,13,19; I Cr 16:17; Sl 105:10. A aliança davídica (II Sm 7:13,16,19; I Cr 17:12; 22:10; Is 55:3).
A nova aliança é eterna (Is 61:8; Jr 32:40; 50:5; Hb 13:10).
b) Fora da condição original, não se menciona nenhuma outra exigência. c) Aliança com Abraão é confirmada e ampliada em várias outras ocasiões. Não se fala da continuação que depende da fidelidade da semente.
d) A aliança com Abraão foi selada num pacto de sangue. Tal cerimônia foi feita para confirmar que a sua semente herdaria a terra de acordo com os limites marcados em Gn 15:18-21.
e) A aliança com Abraão foi confirmada pela repetição da promessa aos filhos Isaque e Jacó (Gn 17:9; 28:12-13).
f) Muitas vezes Abraão desobedeceu ao Senhor, porém, no ato Deus repete as promessas.
g) Muitas vezes Deus repete a promessa quando Israel está em apostasia (Jr 31:36).
h) O Novo Testamento declara que a Aliança feita com Abraão é imutável (Hb 6:13-18 com Gn 15:8-21).
i) Toda a revelação bíblica a respeito de Israel e seu futuro, se for interpretada literalmente sustenta e confirma o caráter incondicional das promessas feitas a Abraão.
Que resposta daria aos argumentos que seguem, e que negam a natureza literal e incondicional da Aliança feita com Abraão e a sua semente (Israel).
a) Deve ser notado que a condição é implícita numa aliança ou promessa, mesmo que não mencionada especificamente.
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1. Que circuncisão é uma condição de benção em Israel, portanto, obediência é necessária para receber benção.
2. Obediência é exigida de Abraão em Gênesis 18:17, onde Deus disse que na escolha de Abraão, Ele propusera criar “uma semente que guardasse o caminho do Senhor e praticasse justiça”. ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ c) Se a Aliança com Abraão era Incondicional, porque Esaú foi excluído das bençãos da Aliança?
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Deus nunca fez promessas a nenhuma raça ou povo, como povo. Todas as promessas foram feitas a comunidade da Aliança.
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na Bíblia. Tal argumento é fraco e inútil podemos provar qualquer coisa que quisermos usando o argumento do silêncio. b) Abraão recebeu a promessa muito antes da instituição da circuncisão e da lei, e não pode ser anulada a promessa. Também, a circuncisão foi relacionada com o gozo das bençãos da Aliança e não a instituição da mesma. 2) Deus iniciou a Aliança quando Abraão obedeceu e deixou Ur, porém, uma vez iniciada continuou sem qualquer exigência. c) Esaú foi excluído da Aliança porque desprezou a promessa, vendendo a primogenitura (Gn 25:27-34) - capítulo 27. A rejeição de Esaú ilustra o fato que a aliança foi seletiva e seria através da linha escolhida por Deus. d) Mesmo no auge da glória dos reinos de Davi e Salomão, a terra possuída por Israel, não alcançou o que fora prometido por Deus a Abraão, do Nilo até o Eufrates. O Novo Testamento categoricamente nega essa possibilidade em Hebreus 11:13. e) A Bíblia usa a palavra semente de três maneiras: quando fala dos descendentes naturais de Abraão, que é limitado aos descendentes de Jacó, nas 12 tribos. 2) f) Existe uma linhagem espiritual dentro do natural. São os israelitas que creram em Deus, guardam a lei e cumpriram as condições necessárias para gozar as bençãos da aliança. As pessoas que possuirão a terra no milênio futuro, também pertencerão a Israel espiritual. Fala da semente espiritual de Abraão, que são os israelitas naturais.
Nesse ponto a promessa “a todas as famílias da terra”, tem seu lugar. Gálatas 3:29 - A única maneira pela qual um gentio pode pertencer a semente espiritual de Abraão está no contexto de Gálatas, “em Cristo Jesus” (Gl 3:28-29).
Enquanto concordamos que a semente espiritual de Abraão inclue os gentios, também negamos que as bençãos prometidas a semente natural de Abraão se cumprem na semente espiritual, ou a igreja. A igreja não é Israel, e tal fato é claro no Novo Testamento, onde são contrastados um com o outro. (At. 3:12; 4:8; 21:28; Rm 10:1).
A aliança feita com Abraão, conta promessas individuais feitas a Abraão, promessas de preservação de Israel como nação, e promessas de uma terra para esta nação. Tais promessas foram feitas para um povo eleito, portanto, para que Deus não seja considerado como infiel no cumprimento das promessas, será necessário que Israel herde esta terra e receba as bençãos espirituais.