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apostila financas corporativas

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Academic year: 2021

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Este material é parte integrante da disciplina “Finanças Corporativas” oferecido pela Este material é parte integrante da disciplina “Finanças Corporativas” oferecido pela UNINOVE. O acesso às atividades, as leituras interativas, os exercícios, chats, UNINOVE. O acesso às atividades, as leituras interativas, os exercícios, chats,

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 AULA 01

 AULA 01 • CONCEITOS BÁSICOS • CONCEITOS BÁSICOS E AREAS E AREAS DE ATUAÇÃO...DE ATUAÇÃO...66

Intro Introduçãodução ...6...6

Hist Históricoórico ...7...7

Funcões Funcões principais principais do do administraadministrador dor financeirofinanceiro ...88

Objetivos Objetivos e e Funcões Funcões da da Administração Administração FinanceiraFinanceira ...10..10

Intro Introdução dução ...10...10

Objeti Objetivos vos da da admiadministrnistração ação financfinanceiraeira ...10...10

Funç Funções ões financfinanceiras eiras ...11...11

Conc Conceitos eitos finafinanceinceiros ros básicbásicosos ...12...12

Intro Introduçãodução: : objeobjetivo tivo das das emprempresasesas ...12...12

 Atividades empresariais...  Atividades empresariais...1212 Regime Regime de de competência competência e e regime regime de de caixacaixa ...13...13

Exerc Exercícioícios...s...14...14

 AULA 02  AULA 02 • RISCO E • RISCO E RETORNO ...RETORNO ...15..15

Intro Introduçãodução ...15...15 Retor Retorno no ...15...15 Risc Riscoo ...16...16  Avaliação do risco ...  Avaliação do risco ...1717 Distribuição de probabilidades...18 Distribuição de probabilidades...18

O desvio padrão como medida de risco...19

O desvio padrão como medida de risco...19

Exerc Exercícioícios...s...20...20

 AULA 03  AULA 03 • MERCADO FINANCEIRO.• MERCADO FINANCEIRO...2222 Sistem Sistema a financfinanceiro eiro nacinacional...onal...22...22

Intro Introdução dução ...22...22

Evolu Evolução ção histhistóricaórica ...22...22

 Autoridades monetárias...  Autoridades monetárias...2...244

Insti Instituiçõtuições es finanfinanceirceirasas ...26...26

Mercados Financeiros Classificação...27

Mercados Financeiros Classificação...27

Mer Mercado cado monemonetário..tário...28...28

Mer Mercado cado de de crédcrédito...ito...28...28

Mer Mercado cado de de capitcapitais ais ...29...29

Mer Mercado cado de de câmbcâmbioio...29...29

Exerc Exercícioícios...s...30...30

 AULA 04  AULA 04 • CONTABILIDADE FINANCEIRA....• CONTABILIDADE FINANCEIRA...31....31

Cont Contabiliabilidaddade e ...31...31

Conc Conceitoeito ...31...31

Objet Objeto o da da contacontabilibilidade...dade...31....31

Objeti Objetivo vo da da contacontabilibilidade dade ...32...32

Final Finalidadidade...e...32...32

Princ Principais ipais catecategoriagorias s de de usuárusuáriosios ...32...32

Técnic Técnicas as contcontábeiábeis s básicbásicas...as...33...33

Campos de atuação da contabilidade...33

Campos de atuação da contabilidade...33

 Aplicação da contabilidade:  Aplicação da contabilidade: ...3...333

O O patripatrimônimônio...o...34...34

Conc Conceitoeito ...34...34

Sumário

Sumário

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Introdução ...36

Origens e aplicações de recursos...39

Passivo – origem dos recursos...39

 Ativo - aplicação de recursos...39

Classificação dos componentes patrimoniais ...40

Exercícios...40

 AULA 05 • ANALISE DOS DEMONSTRATIVOS FINANCEIROS...42

 Análise horizontal e vertical ...42

Introdução ...42

 Análise horizontal ...42

 Análise vertical ...42

 Análise por índices: índices de estrutura de capital ...43

Introdução – Análise por Índices...43

Classificação dos índices...43

Índices de estrutura de capital...44

 Análise por índices: índices de liquidez e rotação...45

Introdução ...45

Índices de liquidez...46

Índices operacionais...47

 Análise por índices: índices de rentabilidade e retorno ...48

Introdução ...48

Índices de Rentabilidade ...48

Margem Bruta...49

Margem Operacional...49

Giro dos ativos...50

Lucro por ação...50

Índices de retorno...50

 A fórmula da Dupont...50

Exercícios...51

 AULA 06 • FLUXO DE CAIXA ...53

Introdução ...53

Conceitos ...53

Representação através de tabela ...53

Representação gráfica...54

Cálculos e componentes ...54

Fluxos de caixa relevantes ...54

Determinação do investimento inicial...55

 AULA 07 • ANALISE DE INVESTIMENTOS ...57

Decisão de investimentos: valor presente líquido (vpl) ...57

Valor presente líquido...57

Fluxo...57

Critérios de decisão...58

Decisão de investimentos: taxa interna de retorno (tir) ...59

Taxa interna de retorno ...59

Critérios de decisão...60

Estimação do valor presente líquido...60

 AULA 08 • GESTÃO DE TESOURARIA...63

Rentabilidade vs Risco ...63

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Estoques ...64

Contas a receber...65

 A função de Crédito...65

Cobrança...65

Capital de Giro – Capital Circulante Líquido ...66

Introdução ...66

Capital Circulante Líquido...66

Situações do Capital Circulante Líquido ...67

Fontes de Financiamento ...67

Fontes de Capital de Giro...67

Planejamento Financeiro – Visão Integrada do Fluxo de Caixa...68

Introdução ...68

Fluxo de Caixa ...68

Manutenção do Saldo de Caixa...69

Fontes de Financiamento em Curto Prazo...69

Introdução ...69

Financiamentos Externos ...70

Desconto de Títulos...70

Empréstimos para Capital de Giro...71

Conta Garantida ...71

Principais Aplicações de Fundos ...71

Introdução ...71

 Aplicação Sobras de Caixa...71

Caderneta de poupança...72

 Aplicações de renda fixa...72

Fundos mútuos de renda fixa ...72

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Não podemos perder de vista que existe um componente financeiro em todas as decisões de negócio. Este fato obriga todos os executivos, inclusive aqueles que atuam em áreas tidas como não financeiras, a ter conhecimentos que lhes permitam transitar com algum conforto nesta área. No mundo atual, é impossível uma pessoa fazer uma carreira em negócios sem uma base em administração financeira.

No entanto, esta função empresarial nem sempre teve a importância que tem nos dias de hoje. Inicialmente voltada para os aspectos legais nas fusões e aquisições empresariais e nas diversas formas de levantar capitais, vem evoluindo para uma posição extremamente sofisticada na empresa moderna.

 A função financeira corresponde aos esforços despendidos objetivando a formulação de um esquema que seja adequado à maximização dos retornos dos proprietários das ações ordinárias da empresa, ao mesmo tempo em que possa propiciar a manutenção de um certo grau de liquidez.

Na verdade, a função financeira dentro de uma empresa está diretamente relacionada com a decisão de se fazer um investimento e à decisão de se fazer um financiamento, sem esquecer  que estas duas funções principais estão interligadas.

Seguem alguns aspetos relacionado à Administração Financeira, segundo diversos autores:

Administração financeira cuida de planejamento, análise de investimentos, política de crescimento, financiamento, contabilidade, etc. (Lima Netto, 1978).

Segundo Sanvicente (1987), o objetivo básico implícito nas decisões de administração financeira é a maior rentabilidade possível sobre o investimento efetuado por indivíduos ou instituições caracterizados como proprietários acionistas ordinários, no caso de uma sociedade anônima. Entretanto, é feita uma ressalva à rentabilidade máxima, desde que não seja comprometida a liquidez da empresa.

AUL 01 • CONCEITOS BÁSICOS E AREAS DE ATUAÇÃO

Introdução

a)

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Interna e Benefício/Custo. A decisão de investimento é feita em cima de alguns métodos, citados a seguir e descritos; nem todos são recomendáveis, mas são incluídos, devido ao seu grande uso na prática.

• Período de pagamento – consiste em medir o número de períodos em que se paga um investimento, e existem duas variantes desses métodos. A primeira consiste em medir-se quantos anos o lucro acumulado paga o capital. Outra variante do método consiste em considerar-se toda a geração de fundos do projeto, no caso, lucro líquido mais depreciação. A segunda variante é preferível, pois considera a depreciação.

• Lucro Médio – consiste em calcular o Lucro Líquido Médio de um investimento durante todos os seus períodos e dividir este lucro pelo investimento.

• Valor Presente – consiste em calcular o Valor Presente do fluxo de fundos do investimento, a uma certa taxa de juros. Os investimentos de maior valor presente são preferidos. O problema crucial é a escolha da taxa de juros, devendo ser usada a taxa mínima alternativa.

• Valor Futuro – é bem parecido com o método de valor presente, exceto pelo fato de que se comparam valores futuros nas alternativas.

• Taxa de Retorno Interna – O valor presente de um investimento depende da taxa de juros considerada. Em quase todos investimentos considerados na prática existe uma taxa de  juros, em alguns casos mais que uma, e o valor presente do investimento é zero.

Nos anos 30, época de grandes crises financeiras, era natural que a função financeira estivesse voltada para falências e concordatas. No momento seguinte, volta-se para a regulamentação do mercado de títulos, com o intuito de evitar novos desastres. Neste período, começam a tomar forma melhores controles internos e métodos mais sofisticados de preparação de relatórios financeiros, com a finalidade de demonstrar com maior fidelidade a posição real das empresas.

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(17)

Vinte anos depois, na década de 70, o foco volta-se para a administração do capital de giro e a obtenção de melhor forma de controlar os ativos, buscando melhores métodos de manutenção dos registros financeiros e análise dos relatórios.

 A partir dos anos 90, testemunhamos uma grande expansão da Administração Financeira, buscando prever com maior acuidade a utilização de recursos cada vez mais escassos e buscando investimentos mais eficazes com menores riscos. Desenvolvem-se, ainda, técnicas de simulação mais sofisticadas, utilizando Tecnologia da Informação, que permitam decisões mais seguras.

Todas as atividades de uma empresa envolvem recursos. Isso irá refletir de forma direta ou indireta nas operações financeiras. Assim, apesar de não participar diretamente das decisões operacionais, cabe ao Administrador Financeiro – em última análise – prover os recursos necessários para materializar as atividades operacionais.

 As empresas normalmente possuem uma função dedicada exclusivamente à gestão dos assuntos financeiros. Veja um organograma típico da função financeira – também chamada de Tesouraria.

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 As funções principais da Administração Financeira são:

• Planejamento, controle e análise financeira: consiste em determinar o nível de capital necessário para a operação adequada da empresa. Para tanto, busca reduzir as operações da empresa a dados financeiros que permitam uma análise adequada das atividades.

• Decisões de investimentos: consiste na escolha da destinação dos recursos para aplicá-los: em curto prazo – em ativos circulantes; em longo prazo – em investimentos não correntes; ou ativos permanentes – tendo em vista a relação apropriada entre risco e retorno dos investimentos.

• Decisões de financiamento: em determinadas situações, as operações da empresa necessitam da obtenção de recursos financeiros em curto ou longo prazo que satisfaçam estas necessidades dentro do perfil de endividamento mais adequado à estrutura da empresa.

• Geração de previsões financeiras para uso da alta administração: projeções que demonstrem as necessidades e excedentes de caixa ao longo do tempo. Estas informações são essenciais para decisões de produção, comercialização e investimentos.

 As principais áreas de finanças são:

Serviços financeiros, concepção e prestação de assessoria financeira e entrega de produtos financeiros:

• Bancos e instituições correlatas • Planejamento das finanças pessoais • Investimentos

• Bens imóveis • Seguros

 Administração financeira: responsabilidades do administrador financeiro: • Análise financeira

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• Análise/ gerência de crédito

• Administração de fundos de pensão • Gerência de câmbio

 A administração financeira pode ser exercida nas mais diversas organizações: indústria, comércio ou serviços; empresas estatais ou privadas; voltadas ou não para lucro; governo, escolas, hospitais, clubes recreativos, ONGs e outras. Suas funções principais são planejamento, controle, orçamento, previsões, fluxo de caixa, investimentos, financiamentos, crédito, cobrança, câmbio, operações bancárias e gerenciamento de risco. Ao exercer essas funções, o administrador financeiro procura responder a questões como: quais investimentos devem ser  feitos? Quais fontes de financiamentos devem ser utilizadas? Qual deve ser a política de remuneração dos acionistas? Estamos agregando valor aos acionistas?

Existem inúmeros enfoques da administração financeira, destacando-se os de retorno, risco, liquidez, endividamento, eficácia operacional, alavancagem, valor, fusões e aquisições, mercados financeiro e de capital, mercados futuros e de opções.

De acordo com Ross (1998), é objetivo normativo da empresa" maximizar o valor de mercado do capital dos proprietários existentes". Esse objetivo deve atender também a um desejo mais específico do acionista: a remuneração de seu capital, sob a forma de distribuição de dividendos.

 A maximização do lucro, tida por muito tempo como o objetivo principal da empresa, é objetivo impreciso, pois ações tomadas para maximizar os lucros atuais podem diminuir os lucros futuros e vice-versa. A maximização da riqueza é mais precisa porque envolve o conceito de valor  presente líquido da empresa, incorporando conceitos de risco e de custo de capital. Nas instituições não voltadas ao lucro, existem outros objetivos que não a maximização da riqueza. No entanto, essas organizações não prescindem da boa administração, pois precisam garantir sua

Objetivos e Funcões da Administração Financeira

Introdução

(22)
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O Quadro 1 apresenta as principais funções da administração financeira, agrupadas em duas grandes áreas: tesouraria e controladoria. No Brasil, de modo geral, as funções de tesouraria são exercidas pelo gerente financeiro, e as funções de controladoria são exercidas pelo controller . Essas funções surgem e se expandem ou desaparecem dependendo das necessidades de cada empresa, variando segundo sua natureza, porte e estágio de desenvolvimento.

Quadro 1. Funções do Administrador Financeiro

• Administração de caixa • Administração de custos e preços • Administração de crédito e cobrança • Auditoria interna

• Administração do risco • Contabilidade • Administração de câmbio • Orçamento • Decisão de financiamento • Patrimônio

• Decisão de investimento • Planejamento tributário • Planejamento e controle financeiro • Relatórios gerenciais

• Proteção de ativos • Desenvolvimento e acompanhamento de sistemas deinformação financeira • Relações com acionistas e

investidores

• Relações com bancos

 As funções financeiras podem ser de curto ou longo prazo. As funções financeiras de curto prazo envolvem a administração do caixa, do crédito, das contas a receber e a pagar, dos estoques e dos financiamentos de curto prazo. A empresa precisa dispor de recursos suficientes para saldar os compromissos com fornecedores, salários, tributos e demais contas. Para tanto, os recebimentos das vendas e/ ou prestação de serviços aos clientes precisam ocorrer  simultaneamente ao vencimento dos compromissos. Quando existem prazos diferentes entre os recebimentos e os pagamentos, na maioria das vezes a empresa precisa buscar recursos no mercado financeiro, por meio de empréstimos ou da aplicação dos recursos excedentes. A administração financeira de curto prazo também é chamada de administração do capital

O objetivo da administração financeira é maximizar a riqueza do acionista.

Funções financeiras

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circulante. No curto prazo, o administrador financeiro preocupa-se ainda com o planejamento tributário.

O hiato entre recebimentos e pagamentos origina-se nas políticas de concessão de crédito a clientes e obtenção de crédito junto a fornecedores; diferentes prazos legais para pagamentos de salários e tributos; diferentes políticas de estocagem e diferentes ciclos de produção dos produtos vendidos e serviços prestados.

 As funções financeiras de longo prazo envolvem as decisões financeiras estratégicas, tais como orçamento de capital, estrutura de capital, custo de capital, relacionamento com investidores entre outras. No longo prazo, as decisões financeiras envolvem a obtenção de recursos para projetos e investimentos e a definição dos critérios a serem adotados para a escolha entre investimentos alternativos. O administrador financeiro é responsável pela saúde econômica e financeira da empresa.

 A maioria dos estudantes acredita que o objetivo das empresas é o lucro. Na realidade, o lucro é apenas um meio. O objetivo real das empresas é a maximização de seu valor em longo prazo – daí o lucro ser um meio e não o fim.

Os investimentos são feitos com a expectativa de um retorno alinhado com os riscos assumidos. Este retorno deve ser alcançado através da produção de resultados econômicos e financeiros – lucros e caixa – adequados por um extenso período de tempo.

 A contabilidade define esta situação através do Postulado da Continuidade, que considera a empresa como uma entidade em continuidade, ou, de forma mais simples, considera a empresa como sendo um empreendimento que foi realizado com a finalidade de manter-se em funcionamento.

De um modo geral, podemos agrupar as atividades de uma empresa como a seguir:

Conceitos financeiros básicos

Introdução: objetivo das empresas

(26)
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• Atividades operacionais: são aquelas executadas para preencher a finalidade da empresa, visando a obter um retorno adequado para os investimentos feitos pelos proprietários. Estas atividades geralmente refletem-se no Demonstrativo Resultado do Exercício (DRE), que geram o resultado operacional.

• Atividades de investimento: este grupo inclui as operações de aplicações de recursos para dar continuidade à empresa e permitir seu funcionamento. Estas aplicações referem-se, normalmente, às contas do Ativo Circulante ou Permanente, de acordo com o prazo destes investimentos.

• Atividades de Financiamento: são reflexo da forma com que a empresa decidiu financiar  seus investimentos (Ativos); financiamento de terceiros (Exigível); ou financiamento próprio (Patrimônio Líquido). Até este ponto, acreditamos que já se tornou evidente que as atividades operacionais refletem-se na DRE (no Ativo) e as operações de investimento e de financiamento refletem-se no Balanço (no Passivo).

Enquanto o Contador trabalha com o Regime de Competência, o Administrador Financeiro trabalha em regime de Caixa.

No Regime de Caixa, a Receita e a Despesa são reconhecidas (registradas) apenas quando realizadas, ou seja, no efetivo recebimento ou pagamento. Assim, quando apuramos o Lucro (que, por definição, é o resultado da subtração: Receitas – Despesas), o valor obtido é palpável e tangível, e deve estar todo na gaveta da caixa registradora do feliz proprietário da empresa.

Por seu turno, no Regime da Competência, a Receita e a Despesas são reconhecidas quando incorridas, independentemente do recebimento efetivo.

Com isto, o Lucro é o resultado puro e simples da contraposição de receitas e despesas incorridas no mesmo período, independentemente do recebimento de uma e do pagamento da outra.

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As funções básicas de um administrador financeiro são:

a) controle financeiro, tomadas de decisões de investimentos e tomadas de decisões de financiamentos.

b) análise, planejamento e controle financeiro; tomadas de decisões de investimentos; e tomadas de decisões de financiamentos.

c) operacionalização do contas a pagar e receber, estoques, fluxo de caixa e contabilidade. d) controle financeiro, tomadas de decisões de investimentos tomadas de decisões de

financiamentos e operacionalização do contas a pagar e receber, estoques, fluxo de caixa e contabilidade.

Com relação aos regimes de competencia e de caixa, podemos afirmar que (escolha a alternativa correta):

a) o regime de competência mede o resultado financeiro e o regime de caixa mede o resultado econômico.

b) o regime de competencia mede o resultado economico e o regime de caixa mede o resultado financeiro.

c) ambas medem o lucro operacional. d) ambos medem a liquidez no curto prazo.

Qual o objetivo da empresa: a) o lucro.

b) a maximização do lucro. c) a venda.

d) a maximização de seu valor em longo prazo.

Exercícios

1.

2.

3.

4. Como podemos agrupar as atividades de uma empresa: a) Atividades de financiamento e Atividades operacionais.

b) Atividades de compra, Atividades de venda, Atividades produção, Atividades de controle. c) Atividades de financiamento, Atividades de investimento, Atividades operacionais.

d) Atividades de investimento, Atividades operacionais.

As funções básicas de um administrador financeiro são:

Com relação aos regimes de competencia e de caixa, podemos afirmar que (escolha a alternativa correta): Qual o objetivo da empresa:

Respostas do Exercícios 1. RESPOSTA CORRETA: B 2. RESPOSTA CORRETA: B 3.

4. Como podemos agrupar as atividades de uma empresa: RESPOSTA CORRETA: C

(30)
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Os investidores, de um modo geral, estão conscientes de que retorno e risco caminham sempre juntos. Cabe ao gerente financeiro decidir qual o nível que irá obter do retorno, dentro de determinados limites que está disposto a aceitar do risco.

 A primeira variável a ser examinada em qualquer investimento é o retorno. Retorno é o resultado – ganho ou perda – de qualquer investimento em um período. O que estamos dizendo é que um investimento qualquer muda de valor no decorrer do tempo, seja um aumento ou uma redução no seu valor.

O retorno de um investimento normalmente é medido sob a forma de porcentagem, e não em valores monetários. Exprime a variação do valor do investimento acrescido de qualquer  retorno em caixa que este tenha rendido no período. Assim, podemos exprimir esta variação como a seguir:

Onde:

I0 - Investimento inicial (no tempo 0)

I1 - Valor final do investimento (investimento no tempo t)

Ct - Lucro corrente (fluxo de caixa, dividendos, ou juros) recebido do investimento no

tempo t

kt - taxa de retorno do investimento durante o tempo t

I0 Ct I0)  – (I1 kt + =

AUL 02 • RISCO E RETORN

Introdução

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Veja um exemplo de cálculo do retorno de um investimento. Observe que o retorno está intimamente ligado aos valores de mercado do investimento através do tempo.

Exemplo: A empresa NRM efetuou um investimento de R$ 1.000,00 em ações. No final do período do investimento estas ações estavam valendo R$ 1.400,00; a empresa recebeu de dividendos destas ações o valor de R$120,00. Qual seria a taxa de retorno deste investimento?

kt = ???????

I0 = R$ 1.000,00

I1 = R$ 1.400,00

Ct= R$120,00

“Risco total de um investimento é a variabilidade total dos retornos previstos em torno do retorno médio.” (Hélio Paula Leita)

“Risco é o grau de incerteza associado a um investimento.” (A. A, Gropelli e Ehsan Nikbakht)

“Risco é o desvio dos resultados esperados em relação a uma média ou valor esperado.” (A. A, Gropelli e Ehsan Nikbakht)

“Risco é a chance de perda financeira.” (Lawrence J. Gitman)

“Risco é a possibilidade de que algum acontecimento desfavorável venha a ocorrer.” (J. Fred Weston e Eugene F, Brigham)

Determinados investimentos apresentam resultados maiores que outros. Os resultados menores estão relacionados a riscos menores. Os executivos financeiros, de um modo geral, preferem riscos mais baixos, mesmo que isto represente retornos menores. Este raciocínio é lógico se considerarmos que os recursos investidos por eles pertencem aos investidores e, por  conseguinte, precisam ser protegidos.

Uma das formas de se analisar o risco é dividi-lo em dois componentes:

1.000 120 1.000) -(1.400 0,52 ou 52% I C ) I  – (I k 0 t 0 1 t= + = + =

Risco

(34)
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• – o risco aumenta com o tempo de aplicação dos recursos.

Não há dúvida de que o prazo de um investimento tem uma grande influência sobre o risco deste mesmo investimento. Veja abaixo uma tabela comparando diversos investimentos – a tabela (Gropelli, 2002: 78) mostra a mensuração para títulos do governo americano com diferentes prazos de resgate, e como o risco se altera com os prazos:

Letras do Tesouro 90 dias 5 0 5

Notas do Governo 1 ano 5 2 7

Obrigações do Tesouro 20 anos 5 4 9

Obrigações do Tesouro 20 anos 5 5 10

Esta tabela ajuda a avaliar os méritos relativos dos ativos. Gropelli (2002) assim se expressa:

“Um estudo dos retornos desses ativos indicaria que os preços dos títulos de curto   prazo são menos voláteis que os dos de longo prazo. As chances de  inadimplência para os títulos de curto prazo são menores que para os de longo   prazo. Conseqüentemente, o risco atribuído aos títulos de curto prazo é menor 

que o atribuído aos títulos de prazos mais longos e incertos.”.

O risco de uma carteira de investimento pode ser dividido como abaixo:

• – é o risco que se origina nas flutuações da economia como um todo. • – relaciona-se a um empreendimento ou a um setor.

O risco sistêmico b (ou Beta) é diversificável, enquanto o risco não sistêmico ou a (Alfa) não é diversificável.

Segundo William Sharpe, professor da Universidade de Stanford, e Prêmio Nobel de Economia de 1990, somente o risco sistêmico paga prêmio. O risco não sistêmico é diversificável, e, por este motivo, não paga prêmio.

Podemos analisar o risco empregando a análise de sensibilidade e a distribuição de probabilidades para verificar o comportamento dos retornos. Desta forma, podemos ter uma visão

Risco de prazo

Prazo d

Resgate de Risco (%)Taxa Livre Prêmio peloRisco (%) RiscoTotal

Risco sistêmico Risco não sistêmico

(36)
(37)

do nível de risco embutido em um determinado ativo. Na análise de sensibilidade, utilizamos uma quantidade de estimativas de retornos possíveis para analisar a variabilidade entre os resultados. Normalmente estimamos uma possibilidade pessimista (pior), a mais provável (esperada), e uma otimista (a melhor), associadas a um determinado ativo. O risco será medido pelo intervalo obtido pela subtração entre o resultado otimista e o pessimista.

 A empresa XYZ tem duas alternativas de investimento: A e B. Ambos exigem um desembolso inicial de caixa de R$30 000 e ambos têm a taxa de retorno mais provável de 15%. Para avaliar o risco de cada um destes ativos, a administração fez estimativas pessimistas e otimistas dos resultados associados a cada um deles:

Investimento Inicial R$30 000 R$30 000 Taxa anual de retorno

Pessimista 8% 4%

Mais provável 12% 12%

Otimista 16% 20%

Intervalo 8% 16%

O ativo A parece ser menos arriscado do que B, uma vez que seu intervalo (8%) é menor  do que o de B (16%). Assim, apesar de os dois ativos apresentarem o mesmo retorno mais provável, o ativo B aparenta um risco maior e o administrador financeiro, avesso ao risco, iria preferir o primeiro.

 Apesar de este método ser muito simples, dá ao administrador uma visão global do comportamento esperado dos investimentos, servindo para uma avaliação bruta dos resultados.

Outro modelo que pode ser utilizado para avaliação de risco é a distribuição de probabilidades. Neste modelo, relacionamos probabilidades de acontecimento a cada um dos retornos projetados. A probabilidade de um dado resultado é, na realidade, sua chance de ocorrer. Um retorno com a probabilidade de 100% é uma certeza.

No caso da XYZ, estas probabilidades de ocorrência – em ambos os investimentos – são, respectivamente de 25%, 50% e 25% para os retornos pessimistas, mais prováveis e otimistas.

Ativo A Ativo

(38)
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Observe que a soma das probabilidades deve ser sempre 100%, ou seja, as probabilidades devem cobrir todas as alternativas consideradas.

O retorno esperado, ou retorno médio (m), seria a média de todos os retornos, levando-se em conta as probabilidades de cada um destes retornos. Assim, o retorno esperado do ativo A seria:

m = k1p1 + k2p2 + k3p3

m = (8 x .25) + (12 x .5) + (16 x .25) = 12%

O retorno médio ou retorno esperado seria 12%.

 A forma mais aceita de determinar o risco de um investimento é calcular os desvios dos retornos em relação a um retorno médio esperado (v. o exemplo apresentado). Supomos, inicialmente, que todos os valores envolvidos têm uma distribuição normal. Desse modo, podemos medir a volatilidade dos retornos para cada projeto em relação ao retorno esperado, ou retorno médio.O desvio padrão dos retornos prováveis de um investimento em relação ao investimento médio é a medida de risco do investimento. Veja a seguir como é feito o cálculo do Desvio Padrão de um investimento.

Vamos calcular o desvio padrão dos dois investimentos planejados pela XYZ. O investimento que apresentar um desvio padrão menor deverá ser o escolhido, uma vez que terá um risco menor. k p m k – m (k - m)2 (k - m)2 2 Pessimista 8 0,25 2,00 (4,00) 16 4,00 + provável 0,50 6,00 - - -Otimista 12 0,25 4,00 4,00 16 4,00 Média 16 12,00 - 32 8,00 Intervalo 8 -Total

Risco (Desvio Padrão) s = ((k-m)2 * )1/2 s = 2,8284

O desvio padrão como medida de risco

Ativo A

Retorno Probabil. RetornoMédio Dispersão Variância PonderadaVariância

(40)
(41)

k p m k – m (k - m) 2 (k - m)2 2 Pessimista 4 0,25 1,00 (4,00) 64 16,00 + provável 0,50 6,00 - - -Otimista 12 0,25 5,00 4,00 64 16,00 Média 20 12,00 - 128 32,00 Intervalo 16 -Total

Risco (Desvio Padrão) s = ((k-m)2 * )1/2 s = 5,6569

Sem qualquer dúvida, o investimento A deverá ser escolhido, uma vez que seu desvio padrão é menor.

Como pode ser dividido o risco de uma carteira de investimento? a) pode ser dividido em nível de risco e risco de prazo.

b) pode ser dividido em risco sistêmico e risco não-sistêmico. c) pode ser dividido em alto e baixo risco.

d) pode ser dividido em risco permanente e risco periódico.

Qual dos itens a seguir normalmente é medido sob a forma de percentual e exprime a variação do valor do investimento acrescido de qualquer retorno em caixa que este tenha rendido no período:

a) Taxa de juros de um investimento. b) Risco de um investimento.

c) Retorno de um investimento.

d) Taxa de risco de um investimento. Assinale a alternativa correta:

a) a forma mais aceita de determinar o risco de um investimento é calcular os desvios dos retornos em relação a um retorno médio esperado.

b) em hipótese alguma, o desvio padrão dos retornos prováveis de um investimento em relação ao investimento médio é a medida de risco do investimento.

c) a forma mais aceita de determinar o risco de um investimento é calcular os desvios dos retornos em relação a um retorno mínimo esperado.

Ativo B

Retorno % Probabil. RetornoMédio Dispersão Variância PonderadaVariância

1,00

Exercícios

1.

2.

(42)
(43)

d) os estudos feitos até hoje mostram que não há formas de determinar o risco de um investimento.

Assinale a alternativa correta:

a) Não há dúvida de que o prazo de um investimento tem uma pequena influência sobre o retorno e o risco deste mesmo investimento.

b) Não há dúvida de que o prazo de um investimento não tem nenhuma influência sobre o risco deste mesmo investimento.

c)Não há dúvida de que o risco de um investimento tem uma grande influência sobre o prazo deste mesmo investimento.

d)Não há dúvida de que o prazo de um investimento tem uma grande influência sobre o risco deste mesmo investimento.

Como pode ser dividido o risco de uma carteira de investimento?

Qual dos itens a seguir normalmente é medido sob a forma de percentual e exprime a variação do valor do investimento acrescido de qualquer retorno em caixa que este tenha rendido no período:

Assinale a alternativa correta: Assinale a alternativa correta: 4.

Respostas dos Exercícios 1. RESPOSTA CORRETA: B 2. RESPOSTA CORRETA: C 3. RESPOSTA CORRETA: A 4. RESPOSTA CORRETA: D

(44)
(45)

O Sistema Financeiro Nacional – SFN tem por finalidade intermediar os fluxos de recursos entre os diversos participantes do mercado financeiro. Foi criado pela Lei 4595 de 31 de dezembro de 1964, com a seguinte constituição:

• Conselho Monetário Nacional • Banco Central do Brasil

• Banco do Brasil S/A

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (este nome foi posteriormente trocado para Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES).Demais instituições financeiras públicas e privadas. Posteriormente, com a Lei 6385 de 7 de dezembro de 1976, o Sistema Financeiro Nacional foi completado com a criação da Comissão de Valores Mobiliários – CVM. O Conselho Monetário Nacional, o Banco Central do Brasil, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e a Comissão de Valores Mobiliários são as chamadas Autoridades Monetárias, e têm a função de regular e fiscalizar o mercado.

predominância do setor monetário - Razões:

Lei estabelecia teto máximo da taxa de juros de 12% a.a.

Lei impossibilitava correção dos débitos pela variação cambial ou do preço do ouro taxas de inflação crescentes, particularmente depois de 1957.

carência de recursos para empréstimos de longo prazo.

AULA 03 • MERCADO FINANCEIRO

Sistema financeiro nacional

Introdução

Evolução histórica

Até 1965: a) 1) 2) b) c)

(46)
(47)

política de substituição de

política de substituição de importaçõimportações.es.

Leis nº 4380/64 - criação do BNH e SFH, e 4357/64 - instituição da correção monetária. Leis nº 4380/64 - criação do BNH e SFH, e 4357/64 - instituição da correção monetária. Lei nº 4595/64 - lei da reforma bancária, institucionaliza o sistema financeiro nacional e Lei nº 4595/64 - lei da reforma bancária, institucionaliza o sistema financeiro nacional e cria o CMN e o BC.

cria o CMN e o BC.

Lei nº 4728/65 - disciplina o mercado de capitais e estabelece medidas para o seu Lei nº 4728/65 - disciplina o mercado de capitais e estabelece medidas para o seu crescimento. crescimento. e) e) Reformas 1964/1965: Reformas 1964/1965: a) a) b) b) c) c) d)

d) Essas Essas mudanças possibilitaram:mudanças possibilitaram: - surgimento de

- surgimento de intermediários financintermediários financeiros não monetárioseiros não monetários - diversificação da pauta de ativos financeiros

- diversificação da pauta de ativos financeiros - desenvolvimento do mercado de ações - desenvolvimento do mercado de ações - recursos para financiamento de longo prazo - recursos para financiamento de longo prazo

criação de mecanismos de poupança compulsória: PIS/PASEP - LC 07/70, e FGTS - Lei criação de mecanismos de poupança compulsória: PIS/PASEP - LC 07/70, e FGTS - Lei 5107/66.

5107/66.

crise das bolsas de valores. crise das bolsas de valores. aceleração da inflação. aceleração da inflação. endividament

endividamento das o das empresas (faltou capital de giro).empresas (faltou capital de giro). concentração das instituições financeiras.

concentração das instituições financeiras.

vigência da lei das S/A - 6404/76; criação das entidades de previdência - Lei 6435/77. vigência da lei das S/A - 6404/76; criação das entidades de previdência - Lei 6435/77.

modernização das bolsas de valores. modernização das bolsas de valores. criação dos fundos de

criação dos fundos de investimentinvestimentos.os. Anos 70: Anos 70: a) a) b) b) c) c) d) d) e) e)

f)f) regulamentação de operações de leasing - Lei 6099/74; criação da CVM - Lei 6385/76;regulamentação de operações de leasing - Lei 6099/74; criação da CVM - Lei 6385/76;

g) g) h) h) Anos 80: Anos 80:

(48)
(49)

redução dos níveis

redução dos níveis de investimento.de investimento.

redução do endividamento das empresas. redução do endividamento das empresas.

ausência quase total de recursos de longo prazo. ausência quase total de recursos de longo prazo. concentração do sistema financeiro nos títulos

concentração do sistema financeiro nos títulos públicos.públicos. surgimento e crescimento dos mercados futuro e de opções. surgimento e crescimento dos mercados futuro e de opções.

surgimento dos bancos múltiplos. surgimento dos bancos múltiplos. b) b) c) c) d) d) e) e) f)f) g) g) Anos 90: Anos 90: a)

a) criação de novos fundos de investimentos e expansão dos recursos neles aplicados.criação de novos fundos de investimentos e expansão dos recursos neles aplicados. incremento do programa de desestatização.

incremento do programa de desestatização. incremento dos recursos estrangeiros no

incremento dos recursos estrangeiros no mercadmercado financeiro.o financeiro. extinção da correção monetária.

extinção da correção monetária.

criação do primeiro mercado de balcão no país – SOMA. criação do primeiro mercado de balcão no país – SOMA. criação do PROER e PROES.

criação do PROER e PROES.

alterações nas leis de mercados de capitais e das S/A. alterações nas leis de mercados de capitais e das S/A.

competência é definida pelo art. 4

competência é definida pelo art. 4oo da Lei 4595. É um órgão normativo, não tendo, portanto,da Lei 4595. É um órgão normativo, não tendo, portanto, funções executivas. É o responsável pela regulamentação das diretrizes de política monetária, funções executivas. É o responsável pela regulamentação das diretrizes de política monetária, creditícia e cambial (art. 3

creditícia e cambial (art. 3oo incisos I a VII e art 4o incisos I a XXXI e par. 1incisos I a VII e art 4o incisos I a XXXI e par. 1oo ao ao 77oo ). O Ministro da). O Ministro da

Fazenda é presidente do CMN. Fazenda é presidente do CMN.

ao Banco Central do Brasil (BACEN) cabem as seguintes ao Banco Central do Brasil (BACEN) cabem as seguintes atribuições, entre outras (art. 10

atribuições, entre outras (art. 10oo):):

Emitir moeda dentro dos

Emitir moeda dentro dos limites autorizados pelo Conselho Monetário Nacional;limites autorizados pelo Conselho Monetário Nacional; Receber os recolhimentos compulsórios e voluntários das

Receber os recolhimentos compulsórios e voluntários das instituições financeiras;instituições financeiras; Realizar operações de redesconto e empréstimo a instituições financeiras;

Realizar operações de redesconto e empréstimo a instituições financeiras; b) b) c) c) d) d) e) e) f)f) g) g)

Autori

Autoridade

dades

s monetária

monetária

Conselho Monetário Nacional:

Conselho Monetário Nacional: é o órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional. Aé o órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional. A

Banco Central do Brasil: Banco Central do Brasil:

a) a) b) b) c) c)

(50)
(51)

Controlar o crédito sob todas as formas; Controlar o crédito sob todas as formas; Efetuar o controle dos capitais estrangeiros; Efetuar o controle dos capitais estrangeiros;

Ser o depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira; Ser o depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira;

Fiscalizar as

Fiscalizar as instituições financeiras;instituições financeiras;

Conceder autorização de funcionamento, instalação, transformação, fusão e Conceder autorização de funcionamento, instalação, transformação, fusão e incorporação de instituições f

incorporação de instituições financeirinanceiras.as. d) d) e) e) f)f) g) g) h) h)

Comissão de Valores Mobiliários:

Comissão de Valores Mobiliários: de acordo com o art. 8de acordo com o art. 8oo da lei 6385, à Comissão deda lei 6385, à Comissão de

Valores Mobiliários cabe disciplinar e fiscalizar o mercado de capitais. Valores Mobiliários cabe disciplinar e fiscalizar o mercado de capitais.

mercado de ações de debêntures – além de fomentar seu mercado de ações de debêntures – além de fomentar seu desenvolvimento, compete ainda à CVM fiscalizar a emissão e negociação de títulos emitidos desenvolvimento, compete ainda à CVM fiscalizar a emissão e negociação de títulos emitidos pelas sociedades anônimas, de forma a permitir um funcionamento adequado das bolsas de pelas sociedades anônimas, de forma a permitir um funcionamento adequado das bolsas de valores.

valores.

o Banco do Brasil S/A é essencialmente um banco múltiplo, participando o Banco do Brasil S/A é essencialmente um banco múltiplo, participando normalmente do mercado financeiro. Além disto, o art. 19 da lei 4595 especifica que o Banco do normalmente do mercado financeiro. Além disto, o art. 19 da lei 4595 especifica que o Banco do Brasil também agirá como instrumento da execução da política creditícia e financeira do Governo Brasil também agirá como instrumento da execução da política creditícia e financeira do Governo Federal.

Federal.

definido no par. 2

definido no par. 2oo do art. 22do art. 22

da lei 4595 como o principal instrumento da execução de política de investimentos do Governo da lei 4595 como o principal instrumento da execução de política de investimentos do Governo Federal. Federal. Mercado de Capitais: Mercado de Capitais: Banco do Brasil: Banco do Brasil:

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social:

Figura 2. Estrutur

(52)
(53)

De acordo com a lei 4595, as instituições financeiras dividem-se em públicas e privadas. De acordo com o art. 22, as Instituições Financeiras Públicas são os órgãos auxiliares da execução da política de crédito do Governo Federal. As Instituições Públicas terão suas atividades reguladas pelo CMN ao qual deverão submeter seus programas de recursos e aplicações.

Por outro lado, as instituições financeiras privadas deverão ser constituídas unicamente sob a forma de sociedade anônima, sendo a totalidade de seu capital com direito a voto sob a forma de ações nominativas. Esta norma não se aplica, no entanto, às cooperativas de crédito.

 As instituições financeiras podem se apresentar sob os seguintes tipos:

• Bancos Comerciais: formando a base de todo o sistema financeiro. Representam os intermediadores financeiros cujo objetivo principal é levantar os recursos necessários

(54)
(55)

para financiar as operações em curto e médio prazos de pessoas físicas e jurídicas. Prestam também uma variedade de serviços, como cobrança de títulos e recebimento de tributos. Realizam também operações de câmbio.

• Caixas Econômicas: são essencialmente instituições com objetivos sociais que concedem empréstimos e financiamentos a programas e projetos habitacionais, assistência social, saúde, educação e outros de cunho semelhante. Além destas operações, também agem como bancos comercias. São parte do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e do Sistema Financeiro da Habitação. A Caixa Econômica Federal é a administradora dos Recursos do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

• Bancos de Investimento: são basicamente intermediadores de fundos de médio e longo prazos para financiamento de capital fixo ou de giro. Não podem captar recursos através de depósitos, mas apenas através de CDB’s – Certificados de Depósito Bancário ou venda e cotas de fundos de investimento.

• Sociedades de Arrendamento Mercantil: são as empresas de leasing . Seus recursos são captados principalmente através de empréstimos em médio e longo prazo, e financiam as operações de arrendamento mercantil.

Monetário Curtíssimo e curto Controle da liquidez monetária da economia,

suprimentos momentâneos de caixa Bancária e nãobancária Crédito Curto, médio e

aleatório Financiamento do consumo e capital de girodas empresas Bancária e nãobancária Capitais Médio, longo e

indeterminado Financiamento de capitais fixo, de giro eespeciais (habitação) Não bancária Câmbio À vista e curto Conversão de valores em moedas

estrangeiras e nacional Bancária e auxiliar (corretoras)

O mercado financeiro se divide em: Mercado monetário

Mercado de crédito Mercado de capitais

Mercados Financeiros Classificação

Segmentos Prazos Fim Tipo intermed

(1) (2) (3)

(56)
(57)

Mercado de Câmbio

Veja a seguir um pouco mais sobre cada categoria.

No mercado monetário acontecem, normalmente, as operações de curto e curtíssimo prazos. Além destas operações, cabem a este mercado as necessidades de caixa dos agentes econômicos e intermediadores financeiros.

É neste mercado que as autoridades monetárias regulam a liquidez geral do sistema, através da negociação de títulos emitidos pelo Banco Central. Caso seja necessário reduzir a liquidez do mercado, o governo aumenta o volume do depósito compulsório – que é o depósito obrigatório feito pelos bancos no Banco Central. Uma outra estratégia de política monetária para reduzir o excesso de moeda em circulação consiste na venda de títulos públicos, que, uma vez adquiridos pelos agentes financeiros, reduzem a liquidez do mercado.

 Aqui também são negociados títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional: Notas do Tesouro Nacional – NTN, e Letras do Tesouro Nacional - LTN. Também são negociados títulos emitidos pelos Estados e Municípios e por instituições privadas: CDI - Certificado de Depósitos Interbancários, e CDB - Certificado de Depósito Bancário.

 A função básica do mercado de crédito é suprir as necessidades de crédito em curto e médio prazos, tanto das pessoas físicas quanto jurídicas. Os créditos, de um modo geral, são financiamentos concedidos para capital de giro (pessoas jurídicas) e financiamentos de bens e serviços (pessoas físicas). Os recursos negociados originam-se nos depósitos captados pelas instituições financeiras, repasse de linhas de crédito – nacionais e estrangeiras – e recursos próprios das instituições financeiras.

 As operações mais comuns são as seguintes: Empréstimos para capital de giro

Conta garantida

Adiantamento de contrato de câmbio (4)

Mercado monetário

Mercado de crédito

1) 2) 3)

(58)
(59)

Repasses de recursos externos (Resolução 2.770) Financiamento de importações

Financiamento de serviços e bens de consumo duráveis

O mercado de capitais atende às necessidades de financiamento em médio e, principalmente, longo prazo dos agentes produtores. A maior parte dos financiamentos destina-se a capital fixo, e se origina, normalmente, de agentes financeiros não-bancários.

Os principais meios de financiamento são: ações

debêntures

notas promissórias (commercial papers).

De um modo geral, as ações e as debêntures são negociadas inicialmente no mercado primário. Neste mercado, os títulos são emitidos pelas empresas e obtêm novos recursos para satisfazer suas necessidades. No mercado secundário, estes títulos são transacionados entre os proprietários dos mesmos, sem que o resultado das transações seja destinado às empresas emissoras. Os recursos pertencem aos próprios investidores, os quais negociam estes títulos – ações e títulos de crédito, nas bolsas de valores.

 As negociações com moeda estrangeira são realizadas por empresas que mantenham operações de comércio internacional ou que captem recursos no exterior, além das instituições financeiras autorizadas a operar com câmbio. As instituições que realizam operações de câmbio devem ser autorizadas pelo Banco Central, que controla e autoriza estas operações. A legislação brasileira não permite operações em moeda estrangeira no Brasil. Assim, as moedas estrangeiras recebidas devem ser vendidas aos agentes de câmbio quando do recebimento, e os importadores devem trocar o valor em moeda local pelo equivalente em moeda estrangeira para efetuar seus pagamentos no exterior. Esta sistemática aplica-se também a outros tipos de operações que envolvam moeda estrangeira – investimentos, empréstimos, financiamentos, pagamentos de juro, remessa de dividendos, viagens internacionais, etc.

4) 5) 6)

Mercado de capitais

(1) (2) (3)

Mercado de câmbio

(60)
(61)

Assinale a alternativa correta, levando-se em consideração a divisão do mercado financeiro: a) Mercado de futuros e Mercado a termos.

b) Mercado de capitais, Mercado de cambio, Mercado futuro e Mercado de crédito. c) Mercado monetário, Mercado de crédito, Mercado de capitais e Mercado de Câmbio.

d) Mercado monetário, Mercado de crédito imobiliario, Mercado de capitais e Mercado de Câmbio.

Assinale a alternativa onde temos as operações mais comuns no mercado de crédito:

a) Empréstimos para capital de giro, Conta garantida, Adiantamento de contrato de câmbio, Repasses de recursos externos, Financiamento de importações e Financiamento de serviços e bens de consumo duráveis.

b) Empréstimos para capital de giro, Adiantamento de contrato de câmbio, Financiamento de importações e Financiamento de serviços e bens de consumo duráveis.

c) Empréstimos para capital de giro, CDB e RDB, Poupança, Repasses de recursos externos, Financiamento de importações e Financiamento de serviços e bens de consumo duráveis. d) Empréstimo pessoal, Conta Corrente, Adiantamento de contrato de câmbio, Repasses de

recursos externos, Financiamento de importações e Financiamento de serviços e bens de consumo duráveis.

No mercado de capitais os principais meios de financiamento são: a) BNDES, CDI, CDB e RDB.

b) ações, debêntures e notas promissórias (commercial papers). c) ações preferenciais, debêntures, Dbonds e titulos publicos.

d) ações, ouro, certificados bancarios, debêntures e moeda estrangeira.

Exercícios

1.

2.

3.

4. Não faz parte do Sistema Financeiro Nacional: a) Banco Central e CVM.

b) Banco do Brasil e Caixa Economica Federal.

c) Corretora de títulos e valores mobiliarios e corretora de imóveis. d) Bancos Multiplos e Bancos Comerciais.

Assinale a alternativa correta, levando-se em consideração a divisão do mercado financeiro: Assinale a alternativa onde temos as operações mais comuns no mercado de crédito: No mercado de capitais os principais meios de financiamento são:

Não faz parte do Sistema Financeiro Nacional: Respostas dos Exercícios

1. RESPOSTA CORRETA: C 2. RESPOSTA CORRETA: A 3. . 4. RESPOSTA CORRETA: C

(62)
(63)

Diversos são os conceitos apresentados para a contabilidade. Apresentamos a seguir  alguns deles.

• Contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositiva e a interpretação dos fatos nele ocorridos, com o fim de oferecer informações sobre sua composição e suas variações, bem como sobre o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial (Franco, 1982).

• A contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio das entidades (pessoas e organizações), em seus aspectos qualitativos (físico) e quantitativos (monetários). Para tanto, utiliza-se de um conjunto de conhecimentos, leis, princípios e métodos próprios, no sentido de estudar, registrar, controlar e demonstrar as evoluções ocorridas no patrimônio.

• Sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade com relação à entidade objeto de estudo.

O objeto da contabilidade é o estudo do patrimônio, geralmente constituído por um conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma determinada entidade, avaliado em moeda.

 A Contabilidade estuda o patrimônio sob dois aspectos: (tipo de item que compõe o patrimônio: caixa, estoques, contas a pagar) e (mensuração monetária dos itens que compõem o patrimônio).

AUL 04 • CONTABILIDADE FINANCEIRA

Contabilidade

Conceito

Objeto da contabilidade

o qualitativo o quantitativo

(64)
(65)

O objetivo da contabilidade é permitir o estudo e o controle dos fatos decorrentes da gestão do patrimônio das entidades.

 A contabilidade deve prover os usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização.

capital, patrimônio, receitas e despesas. fluxo de caixa e capital de giro.

estoques, número de ações.

lucro por ação, depósitos por cliente, custo por produto.

São inúmeros os usuários das informações contábeis, tendo em vista que a complexidade do mundo atual não permite que tenhamos pleno controle sobre os destinatários das informações geradas e tornadas públicas. Para fins didáticos, poderíamos citar os principais usuários como sendo:

• administradores, diretores e executivos: permite o uso da informação contábil no processo de tomada de decisão, servindo como instrumento de apoio à decisão.

• Sócios e/ ou acionistas: permite aos investidores do capital na entidade acompanhar o desempenho obtido pelo seu investimento na entidade em estudo.

• Bancos, financiadores e investidores: permite obter informações patrimoniais, econômicas e financeiras com vistas a avaliar o potencial das garantias oferecidas quando da concessão de empréstimos e de aplicações de recursos na entidade.

• Fornecedores: permite saber se o cliente terá condições de honrar os compromissos com as compras efetuadas.

• Empregados: permite saber se a organização em que trabalha lhe proporciona segurança

Objetivo da contabilidade

Finalidade

Análise econômica: Análise financeira Análise física: Análise de produtividade:

(66)
(67)

• Poder Público (Federal, Estadual e Municipal): permite a elaboração de estudos para o planejamento e controle das receitas tributárias, bem como das políticas macro-econômicasl.

• Escrituração: trata-se dos registros dos fatos contábeis nos livros de escrituração contábil (Diário e Razão) e nos livros auxiliares;

• Demonstrações Contábeis – dados técnicos que apresentam dados extraídos dos registros contábeis das entidades. As demonstrações contábeis mais conhecidas são: Balanço Patrimonial, Demonstração dos Resultados do Exercício, Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido; • Auditoria – verificação da exatidão dos dados contidos nas demonstrações financeiras, através do exame minucioso dos registros contáveis e dos documentos que deram origem a eles;

• Análise das Demonstrações Contábeis – exame e interpretação dos dados contidos nas demonstrações financeiras, com o fim de transformar esses dados em informações úteis aos diversos usuários da contabilidade.

 A Contabilidade é aplicada a pessoas físicas e jurídicas, públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos.

• Gerenciamento das atividades de uma empresa. • Concessão de empréstimos pelos bancos.

• Cobrança de impostos pelo Governo.

• Prestação de contas à sociedade (entidades públicas). • Análise de investimentos.

Técnicas contábeis básicas

Campos de atuação da contabilidade

(68)
(69)

• Matéria-prima para as atividades de fiscalização de órgãos públicos ou privados.

O conceito de patrimônio origina-se na antiguidade, delineando-o como uma ciência que controlaria a riqueza. Atualmente, o conceito mais utilizado para o patrimônio é:

São as coisas úteis, capazes de satisfazer as necessidades das pessoas e das empresas. Consideram-se bens as coisas que possuem valor de troca, sendo, portanto, consideradas como itens de riqueza. Neste sentido, é importante salientar que somente devem

ser considerados os bens que efetivamente são . Os bens

podem ser:

• Tangíveis: conjunto de bens que têm forma física, sendo palpáveis. Ex: carros, móveis e utensílios, imóveis, instalações, ferramentas, etc.

• Intangíveis: compõem o conjunto de bens que não são constituídos de matéria, mas que possuem valor econômico e de troca. Ex: Marcas de empresas (Coca-Cola), patentes de invenção (documento pelo qual o Estado garante a uma pessoa ou empresa o direito exclusivo de explorar uma invenção).

Os bens podem ainda ser divididos em:

• Bens imóveis: são aqueles vinculados ao solo, que não podem ser retirados sem destruição ou danos: edifícios, construções, árvores, etc.

• Bens móveis: são aqueles que podem ser removidos por si próprios ou por outras pessoas: animais, máquinas, equipamentos, estoques de mercadorias, etc.

em contabilidade, direito refere-se ao poder de exigir alguma coisa. São exemplos de direito: títulos a receber, duplicatas a receber correspondentes a vendas a prazo, notas promissórias a receber, depósitos bancários, aluguéis a receber, etc.

São dívidas com outras pessoas (entidades). Em contabilidade, estas dívidas são denominadas de obrigações exigíveis. São as obrigações que serão exigidas, cujo

“Um conjunto de bens, direitos e obrigações, mensuráveis em dinheiro, pertencentes a uma essoa física ou urídica.”

O patrimônio

Conceito

Bens:

suscetíveis de avaliação econômica

Direitos:

(70)
(71)

pagamento deverá ser efetuado na data de vencimento. Como exemplo de obrigações exigíveis, temos as dívidas com fornecedores (compras a prazo), os empréstimos bancários, as dívidas para com funcionários (salários a pagar), as dívidas para com o governo (impostos a pagar), as contas a pagar (água, energia elétrica, telefone, aluguel, etc.).

é a parte do patrimônio que efetivamente sobra para o seu proprietário, após somar bens e direitos e subtrair do total das obrigações. Também pode ser  denominado de situação líquida ou riqueza líquida Este enunciado pode ser representado pela seguinte equação:

Todos os relatórios elaborados a partir da contabilidade e de sua escrituração deverão ressaltar esses dois aspectos:

• Qualitativo: consiste em qualificar, dar nomes aos elementos componentes do respectivo relatório, permitindo que se conheça a natureza de cada um;

• Quantitativo: consiste em atribuir, aos respectivos elementos, seus valores em moeda.

Podemos representar o patrimônio por um gráfico em forma de “T”

No lado esquerdo, denominado lado do Ativo, são classificados os elementos positivos (Bens e Direitos). No lado Direito, denominado lado do Passivo, são classificados os elementos negativos (Obrigações). Representa-se pelo seguinte gráfico:

Patrimônio Líquido = Bens + Direitos (-) Obrigações Patrimônio Líquido:

Aspectos qualitativo e quantitativo do patrimônio

(72)
(73)

No tópico anterior, vimos que a equação patrimonial é representada pela diferença entre a soma dos bens e direitos menos as obrigações, que resultará na situação líquida ou patrimônio líquido. Por dedução, temos que a soma dos bens + direitos, comparada com a soma das obrigações + patrimônio líquido, dará uma relação de igualdade. O demonstrativo contábil que representa esta relação de igualdade é o BALANÇO PATRIMONIAL.

De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade, o Balanço Patrimonial pode ser  assim conceituado:

O balanço patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, quantitativa e qualitativamente, numa determinada data, o Patrimônio e o Patrimônio Líquido da entidade.

O Balanço Patrimonial é constituído pelo Ativo, pelo Passivo e pelo Patrimônio Líquido: O Ativo compreende as aplicações de recursos (destino dos recursos) representados pelos bens e direitos.

O Passivo compreende as origens de recursos (de onde vêm os recursos), representados pelas obrigações para com terceiros (dívidas).

O Patrimônio Líquido compreende os recursos próprios da Entidade e seu valor é a diferença entre o valor do Ativo e do Passivo (Ativo menos Passivo). Portanto, o valor do Patrimônio Líquido pode ser positivo, negativo ou nulo. O Patrimônio Líquido negativo pode ser também denominado de Passivo a Descoberto.

Balanço patrimonial

Introdução

a)

b)

(74)
(75)

Desta forma, o gráfico do balanço patrimonial será assim representado:

Considerando os aspectos qualitativo e quantitativo do Balanço Patrimonial, resultará em uma demonstração em que, obrigatoriamente, deverá haver um equilíbrio perfeito entre o Ativo (lado direito) e o Passivo (lado esquerdo). Note que o Passivo é resultante da soma das obrigações (exigíveis) e do Patrimônio Líquido, que são as obrigações da entidade para com os seus sócios (não exigível). Desta forma, este enunciado resultará no seguinte gráfico:

O Patrimônio Líquido, portanto, é a medida exata da riqueza patrimonial à disposição dos seus acionistas ou quotistas.

 As três situações possíveis de existência de Patrimônio Líquido podem ser representadas Passivo Exigível (obrigações) mais o Patrimônio Líquido. Dessa forma, sempre que

falarmos em Passivo, abordaremos o conjunto de obrigações exigíveis e não exigíveis (Passivo mais Patrimônio Líquido).

(76)
(77)

Bens + Direitos > Obrigações Exigíveis = Patrimônio Líquido Positivo Bens + Direitos = Obrigações Exigíveis = Patrimônio Líquido Neutro Bens + Direitos < Obrigações Exigíveis = Patrimônio Líquido Negativo ou

Passivo a Descoberto

Situação Líquida Positiva

Situação Líquida Negativa (Passivo a Descoberto):

(78)
(79)

 Ao observarmos um Balanço Patrimonial, podemos visualizar o total de recursos que a empresa obteve e que estão à sua disposição. O lado do Passivo mostra onde a empresa conseguiu esses recursos; o lado do Ativo, onde ela aplicou os referidos recursos.

Os recursos totais que estão à disposição da empresa podem originar-se de duas fontes: • Recursos de terceiros: correspondem às obrigações, isto é, são recursos de terceiros que

a empresa utiliza no seu capital de giro normal. Esses recursos, por sua vez, provêm de duas fontes:

• Dívidas de funcionamento: obrigações que surgem das atividades normais de gestão da organização, tais como obrigações com fornecedores, salários a pagar, impostos a pagar, etc.

• Dívidas de financiamentos: são recursos obtidos pela organização junto a instituições financeiras, destinadas a financiar as atividades normais da empresa.

• Recursos Próprios – também podem provir de duas fontes:

• Proprietários ou sócios: parcela do capital que foi investida na empresa pelo titular ou pelos sócios;

• Resultado da gestão: acréscimos ocorridos no Patrimônio Líquido em decorrência da gestão normal da empresa. Esses acréscimos são obtidos pelos lucros, que poderão ser  representados na conta de Lucros Acumulados ou em Conta de Reservas.

O lado do Ativo mostra onde a empresa aplicou os recursos que tem à sua disposição. O  Ativo representa, como já foi assinalada anteriormente, o conjunto de bens e direitos à disposição

da empresa.

Origens e aplicações de recursos

Passivo – origem dos recursos

(80)

Referências

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