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FUNDAÇÃO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL CELOS. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 (Em R$ MIL)

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(Em R$ MIL)

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NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL

A Fundação Celesc de Seguridade Social – CELOS, instituída pela Centrais Elétricas de

Santa Catarina S.A. – Celesc, nas Assembléias Gerais Extraordinárias – AGE de

acionistas realizadas em 9 de dezembro de 1969 e em 19 de setembro de 1973. A

CELOS é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia

administrativa e financeira, regida pela legislação das Entidades Fechadas de

Previdência Complementar – EFPC, pelo seu Estatuto, pelos regulamentos dos planos

de benefícios, normas, instruções, planos de ação e demais atos aprovados pelo seu

Conselho Deliberativo, tem por objetivos primordiais:

• Instituir, administrar e executar planos de natureza previdenciária aos empregados

das patrocinadoras que assinaram ou que venham assinar o Contrato de Adesão,

conforme consta em seu Estatuto e Regulamento do Plano de Benefícios, na forma

da Lei;

• Administrar e executar planos preexistentes as Leis Complementares n

o

108 e n

o

109, de 29 de maio de 2001, de natureza assistencial à saúde dos participantes

ativos, assistidos e beneficiários;

• Estabelecer acordo, contrato ou convênio com entidades de direito público ou

privado, objetivando a consecução de seus objetivos;

• Instituir plano de seguro pessoal, pecúlio, mediante contribuição específica,

respeitada a legislação pertinente.

NOTA 2 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

As Demonstrações Contábeis da CELOS estão sendo apresentadas em atendimento às

disposições legais dos órgãos normativos e reguladores das atividades das Entidades

Fechadas de Previdência Complementar – EFPC, especificamente a resolução CGPC

n

o

28, de 26 de janeiro de 2009, instrução SPC n

o

34 de 24 de setembro de 2009,

Resolução do Conselho Federal de Contabilidade n

o

1.272 de 22 de janeiro de 2010,

que aprova a Norma Brasileira de Contabilidade - NBC TE 11 - Entidade Fechada de

Previdência Complementar e Resolução do Conselho Nacional de Previdência

Complementar (CNPC) nº 1, de 03 de março de 2011. Essas diretrizes não requerem a

divulgação em separado de ativos e passivos de curto prazo e de longo prazo, nem a

apresentação da demonstração do fluxo de caixa. A estrutura da planificação contábil

padrão das EFPC reflete o ciclo operacional de longo prazo de sua atividade, de forma

que a apresentação de ativos e passivos, observadas as gestões previdencial,

(2)

2

assistencial e administrativa e o fluxo dos investimentos, proporcione informações mais

adequadas, confiáveis e relevantes do que a apresentação em circulante e não

circulante, em conformidade com o item 63 da Norma Brasileira de Contabilidade

-

NBC

T 19.27.

A sistemática introduzida pelos órgãos normativos apresenta, além das características

descritas, a segregação dos registros contábeis em três gestões distintas (Previdencial,

Assistencial e Administrativa) e o Fluxo dos Investimentos, que é comum às gestões

Previdencial e Administrativa, segundo a natureza e a finalidade das transações. A

contabilização e os relatórios contábeis da Gestão Assistencial seguem as normas

contábeis determinadas pela Agência Nacional de Saúde – ANS, sendo apresentados

para fins destas demonstrações contábeis somente os valores patrimoniais

consolidados da Gestão Assistencial (ativo e passivo) e a movimentação que

demonstra a variação da Gestão Assistencial consolidada. Outras características

apresentadas nas demonstrações contábeis da CELOS: Balancetes por Plano de

Benefícios Previdenciais, Balancete do Plano de Gestão Administrativa, Balancete

Auxiliar utilizado para efetuar a consolidação das demonstrações contábeis balancete

consolidado.

Para efeito de comparabilidade, os dados contábeis de 2009 foram reclassificados, e

estão sendo apresentados de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil

aplicáveis às entidades reguladas pela Superintendência Nacional de Previdência

Complementar – PREVIC, conforme a Resolução do Conselho de Gestão de

Previdência Complementar (CGPC) nº 28, de 26 de janeiro de 2009, Instrução SPC nº

34, de 24 de setembro de 2009.

NOTA 3 - RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS

a) Apuração do resultado

As Adições e Deduções da Gestão Previdencial, Receitas e Despesas da Gestão

Administrativa, as Rendas/Variações Positivas e Deduções/Variação Negativas do

Fluxo de Investimento, bem como as variações patrimoniais da Gestão Assistencial são

escrituradas pelo regime de competências de exercícios.

As Rendas/Variações Positivas de dividendos, bonificações e juros sobre capital próprio

recebidos em dinheiro, decorrentes de investimentos em ações, são reconhecidas após

a publicação da decisão da Assembléia Geral dos Acionistas das empresas investidas.

b) Provisões Matemáticas

(3)

(Em R$ MIL)

3

São apuradas com base em cálculos atuariais, procedidos por atuário externo.

Representam os compromissos acumulados no encerramento do exercício, quanto aos

benefícios concedidos e a conceder aos participantes e assistidos.

c) Estimativas Atuarias e Contábeis

As estimativas atuariais e contábeis são baseadas em fatores objetivos que refletem a

posição de 31 de dezembro de 2010 e 2009, com base no julgamento da administração

dos valores adequados a serem registrados nas demonstrações contábeis. Os itens

significativos sujeitos às referidas estimativas incluem as provisões matemáticas,

calculadas atuarialmente por profissional externo, e as contingências cuja probabilidade

de êxito foi informada pelos advogados que patrocinam as ações.

d) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa – PCLD

A provisão para perdas prováveis na realização dos ativos é constituída com base no

valor vencido, conforme o número de dias de atraso, atendendo ao disposto no item 11,

anexo “A” da Instrução SPC n

o

34, de 24 de setembro de 2009.

Na constituição da provisão referente aos direitos creditórios de liquidação duvidosa

devem ser adotados os seguintes percentuais sobre os valores dos créditos vencidos e

vincendos:

• 25% (vinte e cinco por cento) para atrasos entre 61 e 120 dias;

• 50% (cinqüenta por cento) para atrasos entre 121 e 240 dias;

• 75% (setenta e cinco por cento) para atraso entre 241 e 360 dias;

• 100% (cem por cento) para atrasos superiores a 360 dias.

A constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa decorrente de

contribuições previdenciárias em atraso deve incidir somente sobre o valor das parcelas

vencidas.

e) Ativo Realizável – Fluxo dos investimentos

Os principais critérios de avaliação e de reconhecimento de receitas são os seguintes:

I.

Renda Fixa

Os investimentos em renda fixa estão registrados pelo custo, acrescido dos

rendimentos auferidos de forma pro rata até a data do encerramento do Balanço e

deduzidos, quando aplicável, das provisões para perdas.

(4)

4

As Rendas/Variações Positivas e Deduções/Variações negativas da carteira são

apropriadas em contas especificas diretamente vinculadas a modalidade de aplicação.

Marcação a Mercado e Curva do Papel – O Banco Central editou a Resolução

n

o

2.931/02, alterando as normas de precificação dos ativos aplicados em carteira de

fundos de investimentos. Paralelamente, a partir de 29 de maio de 2002, com base na

Instrução Normativa n

o

365, da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, os fundos

contabilizam seus ativos pelo valor de mercado e não mais pelo valor de vencimento

(curva do papel). Posteriormente, a CVM emitiu Instrução Normativa n

o

375/02,

alterando os critérios de marcação a mercado para os fundos.

De acordo com as novas regras, os administradores dos fundos de pensão podem

marcar os títulos pré e pós-fixados e com vencimento superior a 365 dias pelo valor de

aquisição, acrescidos da rentabilidade acumulada desde a data da aquisição (marcar

pela “curva do papel”). A Secretaria de Previdência Complementar publicou a

Resolução CGPC n

o

04/2002, permitindo as entidades fechadas de previdência

complementar à marcação pela “curva do papel” em alguns títulos e valores mobiliários

integrante de suas carteiras próprias e dos fundos de investimentos exclusivos, desde

que tais papéis sejam classificados como “mantidos até o vencimento”.

II.

Renda Variável

As aplicações em fundos de Renda Variável estão demonstradas pelos valores de

realização, considerando o valor das cotas na data-base das demonstrações

financeiras. As aplicações em ações são contabilizadas pelo custo de aquisição,

acrescido das despesas de corretagem e outras taxas incidentes, sendo avaliadas pelo

valor de mercado, considerando-se a cotação de fechamento do mercado do último dia

do mês em que a ação foi negociada em Bolsa de Valores, conforme determinação da

Resolução CGPC n

o

25, de 30 de junho de 2008. Em caso de não haver negociação

nos últimos seis meses, a avaliação é efetuada pelo valor patrimonial da ação,

deduzidas as provisões para perdas, quando aplicável.

III.

Investimentos Imobiliários

São registrados ao custo de aquisição, corrigidos monetariamente até 31 de dezembro

de 1995, ajustados pelo valor das reavaliações efetuadas e deduzida da depreciação,

calculada pelo método linear, de acordo com o prazo de vida útil de cada bem,

estabelecido nos laudos de avaliação.

A provisão para perdas prováveis na realização dos ativos imobiliários (Valores a

Receber) é constituída com base no valor vencido, conforme o número de dias de

atraso, atendendo ao disposto no Item 11, Anexo "A" da Instrução SPC n

o

34, de 24 de

(5)

(Em R$ MIL)

5

setembro de 2009.

As receitas e despesas relacionadas aos imóveis referem-se basicamente a aluguéis,

cotas de participação, depreciação e condomínio, sendo contabilizadas mensalmente

nos Investimentos.

f) Operações com Participantes

Estão registradas pelo valor atualizado dos débitos dos participantes oriundos de

empréstimos concedidos pela CELOS:

A partir de 14/06/2010, os empréstimos são concedidos pela CELOS com juros de

0,85% am. para os participantes que não foram inadimplente nos últimos 18 meses ou

1% am. para os demais. Em atendimento aos Normativos Legais e decisões internas

datadas de 14/10/2010, a carteira de empréstimos aos participantes passou a ser

indexada pela variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Os

empréstimos concedidos até 30/09/2010 foram Indexados pelo IGP-M – Índice Geral de

Preços Mercado, acrescidos de juros de 1% a.m.

g) Imobilizado – (Permanente)

Está demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995. Os

itens que compõem o Ativo Imobilizado da CELOS, são depreciados pelo método linear,

de acordo com a vida útil econômica do bem estimada na aquisição, às seguintes

alíquotas anuais:

Descrição Alíquota Anual

Imóveis do Fundo Administrativo 2%

Instalações em Geral 10%

Móveis, Utensílios, Máquinas e Equipamentos de Uso 10%

Computadores e Periféricos 20%

Veículos (exceto Utilitários) 20%

Ventiladores - Refrigeradores de Ar 25%

h) Diferido – (Permanente)

(6)

6

"diferido" foram corrigidos monetariamente até 31 de dezembro de 1995 – com exceção

dos valores referentes a programas e custos correlatos, cuja amortização foi iniciada

após a conclusão de sua implantação no prazo de 60 meses. Em conformidade com a

Resolução CGPC n

o

28, de 26 de janeiro de 2009, e Instrução SPC n

o

34, de 24 de

setembro de 2009, o saldo registrado no ativo diferido em 31 de dezembro de 2009,

permanecerá nesta classificação até sua completa amortização, não sendo permitido a

inclusão de novos valores no referido grupo contábil. No registro contábil das

amortizações, a CELOS observa as seguintes regras:

• a amortização do intangível e do diferido é contabilizada, mensalmente, como

redutora, em conta analítica do respectivo ativo, tendo como contrapartida a

conta de resultado do PGA;

• a amortização é calculada pelo método linear; e

• a amortização do intangível e do diferido independe da existência do resultado

do PGA.

i) Provisão de Férias e 13°, Salário e respectivos encargos

As férias vencidas e proporcionais, inclusive o adicional de um terço de férias, 13°

Salários são provisionadas no PGA segundo o regime de competência, acrescidos dos

encargos sociais.

j) Exigível Contingencial

Registra o montante das provisões em decorrência de ações judiciais passivas

mantidas contra a CELOS. É atualizado através das informações jurídicas sobre o curso

dessas ações, de acordo com a possibilidade de êxito determinada pelos advogados

patrocinadores dos processos, além dos seguintes critérios:

• efetivar o registro da provisão no Passivo dos planos, em contrapartida da

despesa que lhe deu origem; e

• existindo depósito judicial este deverá ser registrado no Passivo Contingencial do

plano em conta redutora.

(7)

(Em R$ MIL)

7

Atendendo à determinação legal contida nas Resoluções CGPC n

o

28, de 26 de janeiro

de 2009, CGPC n

o

29, de 31 de agosto de 2009 e Instrução SPC n

o

34, de 24 de

setembro de 2009, as receitas administrativas da CELOS são debitadas aos Planos

Previdenciais em conformidade com o plano de custeio vigente. Os valores relativos à

taxa de administração da Gestão Assistencial são apurados em valores equivalentes às

suas despesas administrativas apuradas, e devidamente reembolsadas.

I) Operações Administrativas

Em conformidade com a Resolução CGPC n

o

28, de 26 de janeiro de 2009, e Instrução

SPC n

o

34, de 24 de setembro de 2009, os registros das operações administrativas são

efetuados através do Plano de Gestão Administrativa – PGA, que possui patrimônio

próprio segregado dos planos de benefícios previdenciais.

O patrimônio do PGA é constituído pelas receitas (previdencial, investimentos e diretas)

e reembolsos (assistenciais) administrativos, deduzidas das despesas comuns e

específicas da administração previdencial, assistencial e dos investimentos, sendo as

sobras ou insuficiências administrativas alocadas ou revertidas ao Fundo

Administrativo. O saldo do Fundo administrativo é segregado por plano de benefício

previdencial, não caracterizando obrigações ou direitos aos patrocinadores,

participantes e assistidos dos planos.

As receitas administrativas da CELOS são debitadas aos Planos Previdenciais em

conformidade com o plano de custeio vigente. Os valores relativos à taxa de

administração da Gestão assistencial são apurados em valores equivalentes às

despesas administrativas assistencial, e devidamente reembolsadas. Para a

determinação do saldo do Fundo administrativo de cada plano a CELOS utiliza o

seguinte critério:

• O saldo do fundo administrativo de cada plano é proporcional ao saldo dos

recursos garantidores do referido plano previdenciário;

• Despesas Específicas: alocadas diretamente ao plano que as originou;

• Despesas Comuns: utilização de critério de rateio que leva em consideração o

número de participantes e assistidos, modalidade do plano e seus benefícios

oferecidos, entre outros, que é base para apuração do percentual de participação

de cada plano nas despesas administrativas comuns.

(8)

8

As fontes de custeio da Gestão administrativa obedecem às determinações contidas no

Regulamento do PGA, aprovado pelo Conselho Deliberativo da CELOS, e estão em

conformidade com a Resolução CGPC n

o

29, datada de 31 de agosto de 2009.

NOTA 4 - GESTÃO PREVIDENCIAL - REALIZÁVEL

É composto pelos seguintes grupos de contas, cujos saldos em 31 de dezembro de

2010 e 2009 são apresentados a seguir:

As Contribuições do mês referem-se às contribuições de dezembro de 2010 e 13º

salário, descontadas em dezembro de 2010, e quitadas em janeiro de 2011.

As Contribuições contratadas são decorrentes do contrato firmado com a Patrocinadora

em 30 de novembro de 2001, para pagamento em 277 parcelas mensais e sucessivas,

com a incidência de juros à taxa de 6% ao ano e atualização pela variação do indexador

atuarial (IPCA a partir de outubro de 2010). Em 31 de dezembro de 2010 restam 168

parcelas a pagar.

NOTA 5 - GESTÃO ADMINISTRATIVA - REALIZÁVEL

A composição da Gestão administrativa em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 é a

seguinte:

O saldo em outros recursos a receber, refere-se a valores a receber contabilizados

contra o Celos saúde, decorrente de movimentações financeiras realizadas entre o

plano de previdência e o plano assistencial, os valores para quitação encontram-se no

passivo na gestão administrativa.

2010

2009

Contribuições do mês

10.063

8.329

Contribuições contratadas

493.954 475.139

Adiantamentos

546

209

Outros Realizáveis

2

7.535

Total

504.565 491.212

2010

2009

Responsabilidade de empregados

12

-

Responsabilidade de Terceiros

16

13

Outros Recursos a Receber

4.410

-

Outros Realizáveis

171

774

(9)

(Em R$ MIL)

9

NOTA 6 - INVESTIMENTOS - REALIZÁVEL

É composto pelos seguintes grupos de contas, cujos saldos em 31 de dezembro de

2010 e 2009 são apresentados a seguir:

2010

2009

Créditos Privados e Depósitos

4.316

4.316

Investimento

73.815

10.338

(-) Provisão

(69.499)

(6.022)

Ações

63.596

44.328

Patrocinadores

63.596

44.328

Fundos de Investimentos

1.675.498 1.516.767

Ações

225.665

169.485

Múltimercado

1.313.019 1.252.994

Empresas Emergentes

552

579

Participações

136.262

93.709

Investimentos Imobiliários

77.501

55.452

Imóveis em Construção

47.758

15.078

Alugueis e Renda

21.186

28.768

Direitos em Alienação

8.557

11.606

Empréstimos e Financiamentos

48.306

48.698

Empréstimos

48.306

48.698

Total

1.869.217 1.669.561

a) Títulos e Valores Mobiliários mantidos até o Vencimento

Em 31 de dezembro de 2010 existem R$ 973.617 mil (R$ 959.266 mil em 2009) em

Títulos mantidos até o Vencimento. Estes títulos estão alocados em fundos exclusivos

da CELOS. A composição e os vencimentos destes títulos estão relacionados abaixo:

(10)

10

Os títulos emitidos pelo Governo Federal foram classificados como "mantidos até o

vencimento" e estão avaliados pelo valor de aquisição, acrescido dos rendimentos

auferidos até 31 de dezembro de 2010. Os demais títulos e as aplicações em Fundos

de Investimento foram classificados como "Títulos para Negociação" e estão avaliados

pelo valor de mercado.

A CELOS encaminhou declaração ao banco responsável pela custódia e controle dos

títulos e valores mobiliários integrantes da carteira própria e das carteiras de fundos

dirigidos exclusivamente a investidores institucionais, sobre sua capacidade financeira e

intenção de manter, até o vencimento, os títulos classificados na categoria “Títulos

mantidos até o Vencimento”.

De acordo com o previsto no Artigo 6

o

da Resolução CGPC n

o

4, de 30 de janeiro de

2002, não houve a necessidade de reavaliação quanto à classificação dos títulos e

valores mobiliários, por ocasião da elaboração dos balanços anuais.

2010 R$ mil 2009 R$ mil Classificação Fator de

Correção Vencimento Valor

Fator de

Correção Vencimento Valor

Títulos Públicos IGP-M 2031 426.221 IGP-M 2031 375.786

TR 2010-2014 TR 2010-2014 1.674 TR 2012 TR 2012 9.069 426.221 386.529 Títulos Privados Taxa pré 2020 55.564 Taxa pré 2020 48.636 CDI 2011-2012 8.981 CDI 2011-2012 13.987 IPCA 2016-2017 36.106 IPCA 2016-2017 36.700 IGP-M 2009-2011 3.012 IGP-M 2010-2011 16.262 IGP-M 2012-2015 71.609 IGP-M 2012-2015 94.510 IGP-M 2016-2018 69.475 IGP-M 2016-2018 150.351 IGP-M 2020-2022 161.343 IGP-M 2020-2022 87.747 IGP-M 2025-2027 82.201 IGP-M 2025-2027 71.272 IGP-M 2028-2029 43.550 IGP-M 2028-2029 39.000 IGP-M 2031 15.555 IGP-M 2031 14.272 547.396 572.737 Total 973.617 959.266

(11)

(Em R$ MIL)

11

NOTA 7 – IMOBILIZADO

Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, o imobilizado está composto da seguinte forma

:

Taxa Anual

Depreciação

2010

2009

Instalações

10%

45

1

Móveis e Utensílios

10%

293

338

Máquinas e Equipamentos

20%

773

679

Veículos

20%

61

61

Equipamentos de Comunicação

10%

45

49

Edificações

2%

2.305

2.305

Direito e Uso de Telefone

29

30

Depreciação Acumulada

(718)

(727)

Total

2.833

2.736

NOTA 8 – GESTÃO ASSISTENCIAL – REALIZÁVEL

Registra as atividades de controle das contribuições e dos benefícios, bem como do

resultado do plano de benefícios de natureza assistencial. Os planos assistenciais à

saúde, com registro e em situação ativa na Agência Nacional de Saúde Suplementar –

ANS, devem efetuar e manter sua contabilidade em separado, de forma a possibilitar a

identificação, a independência do patrimônio e a adequação à legislação aplicável ao

setor de saúde suplementar, bem como proceder o desdobramento analítico das contas

relativas à gestão assistencial de acordo com a planificação contábil estabelecida pela

ANS.

NOTA 9 - EXIGÍVEL OPERACIONAL

Os compromissos do Exigível Operacional em 31 de dezembro de 2010 e 2009 são

assim demonstrados:

a) Gestão Previdencial

(12)

12

refere-se a retenções efetuadas na folha de assistidos do mês de dezembro de 2010 e

resgates contabilizados.

b) Gestão Administrativa

Em 31 de dezembro de 2010, do montante de R$ 7.310 mil (R$ 6.618 mil em 2009),

refere-se retenções de valores na folha de pagamento, provisões de pessoal, e outros

valores a pagar de caráter administrativo.

c) Investimentos

Em 31 de dezembro de 2010, o montante de R$ 10.144 mil (R$ 2.357 mil em 2009), do

valor acima mencionado R$ 9.348 mil, refere-se a saldo a pagar de investimentos

imobiliários e R$ 796 mil de empréstimos a participantes.

NOTA 10 - EXIGÍVEL CONTINGENCIAL

O exigível contingencial em 2010 e 2009 possui a seguinte composição:

A CELOS registra na Gestão previdencial, a título de provisão para contingências, o

montante de R$ 7.923 mil (R$7.519 mil em 2009), referente a processos judiciais,

compreendendo basicamente a revisão de cálculos previdenciários (benefícios) ou

isenção da contribuição para pensão ou custeio administrativo, cuja probabilidade de

perda foi considerada “provável” pelos assessores jurídicos, porém como existem

depósitos judiciais/recursais para todo o valor, que foram contabilizados em conta

redutora do exigível contingencial, o valor não é representado no balanço de 2010.

NOTA 11 - PROVISÕES MATEMÁTICAS

As reservas matemáticas em 2010 e 2009 são compostas da seguinte forma,

segregadas por plano de benefícios previdenciais:

(13)

(Em R$ MIL)

13

2010 R$ mil 2009 R$ mil Plano Transitório Plano Misto Total Plano Transitório Plano Misto Total BENEFÍCIOS CONCEDIDO 600.960 721.876 1.322.836 568.436 617.445 1.185.881 Benefício do Plano 600.960 721.876 1.322.836 568.436 617.445 1.185.881 BENEFÍCIOS A CONCEDER 3.410 1.007.119 1.010.529 3.444 912.595 916.039 Benefícios do Plano com a

Geração Atual Contribuição Definida - 1.043.665 1.043.665 - 949.292 949.292 Benefício Definido 3.666 - 3.666 3.774 - 3.774 Outras Contribuições da Geração Atual (256) (36.546) (36.802) (330) (36.697) (37.027) Total 604.370 1.728.995 2.333.365 571.880 1.530.040 2.101.920

Em outubro de 2010 a Fundação Celesc alterou o seu indexador atuarial que era

IGP-M, passando a utilizar o IPCA.

NOTA 12 - EQUILÍBRIO TÉCNICO

O resultado previdencial apurado no exercício social de 2010 e 2009, segregado por

plano de benefícios, apurado pela avaliação atuarial em 31 de dezembro de 2010, está

apresentado no quadro a seguir:

2010

R$ mil

2009

R$ mil

Plano

Transitório

Plano

Misto

Total

Plano

Transitório

Plano

Misto

Total

Superávit

- 18.881

18.881

-

39.113

39.113

Déficit

(19.238)

- (19.238)

(18.546)

- (18.546)

Equilíbrio

Técnico

(19.238) 18.881

(357)

(18.546)

39.113

20.567

(14)

14

previdenciários de R$ 357 mil, sendo R$ 19.2386 mil de déficit no Plano Transitório e

R$ 18.881 mil de superávit no Plano Misto, contra um superávit técnico de R$ 20.567

mil em 2009, sendo R$18.546 mil (déficit) do Plano Transitório e R$ 36.113 mil

(superávit) do Plano Misto.

A variação observada decorreu principalmente do provisionamento para perdas, dos

investimentos em alguns CCB’s em 2010, no montante de R$ 63.477 mil.

NOTA 13 - FUNDOS

O Fundo de Gestão previdencial (Pecúlio) é calculado atuarialmente pelo atuário

externo, JESSE MONTELLO – Serviços Técnicos em Atuária e Economia Ltda., os

demais fundos são constituídos/revertido, conforme legislação vigente, e a sua

composição em 31 de dezembro de 2010 e 2009 é assim apresentada:

2010

2009

Fundo Administrativo (PGA)

13.119

11.767

Fundo Plano Pecúlio

(Previdenciário)

6.829

6.043

Fundo de Investimentos

(FQQ)

8.505

7.692

28.453

25.502

a) Fundo da Gestão Administrativa

O Fundo da gestão administrativa é constituído pela diferença entre as receitas, taxa de

administração, carregamento previdencial, receitas diretas e

as despesas

administrativas.

b) Fundo dos Investimentos

O Fundo dos investimentos é denominado Fundo Quota de Quitação – FQQ é

constituído para fazer face á quitação dos empréstimos concedidos aos participantes na

eventualidade de seu falecimento.

Referências

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