(Em R$ MIL)
1
NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL
A Fundação Celesc de Seguridade Social – CELOS, instituída pela Centrais Elétricas de
Santa Catarina S.A. – Celesc, nas Assembléias Gerais Extraordinárias – AGE de
acionistas realizadas em 9 de dezembro de 1969 e em 19 de setembro de 1973. A
CELOS é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia
administrativa e financeira, regida pela legislação das Entidades Fechadas de
Previdência Complementar – EFPC, pelo seu Estatuto, pelos regulamentos dos planos
de benefícios, normas, instruções, planos de ação e demais atos aprovados pelo seu
Conselho Deliberativo, tem por objetivos primordiais:
• Instituir, administrar e executar planos de natureza previdenciária aos empregados
das patrocinadoras que assinaram ou que venham assinar o Contrato de Adesão,
conforme consta em seu Estatuto e Regulamento do Plano de Benefícios, na forma
da Lei;
• Administrar e executar planos preexistentes as Leis Complementares n
o108 e n
o109, de 29 de maio de 2001, de natureza assistencial à saúde dos participantes
ativos, assistidos e beneficiários;
• Estabelecer acordo, contrato ou convênio com entidades de direito público ou
privado, objetivando a consecução de seus objetivos;
• Instituir plano de seguro pessoal, pecúlio, mediante contribuição específica,
respeitada a legislação pertinente.
NOTA 2 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
As Demonstrações Contábeis da CELOS estão sendo apresentadas em atendimento às
disposições legais dos órgãos normativos e reguladores das atividades das Entidades
Fechadas de Previdência Complementar – EFPC, especificamente a resolução CGPC
n
o28, de 26 de janeiro de 2009, instrução SPC n
o34 de 24 de setembro de 2009,
Resolução do Conselho Federal de Contabilidade n
o1.272 de 22 de janeiro de 2010,
que aprova a Norma Brasileira de Contabilidade - NBC TE 11 - Entidade Fechada de
Previdência Complementar e Resolução do Conselho Nacional de Previdência
Complementar (CNPC) nº 1, de 03 de março de 2011. Essas diretrizes não requerem a
divulgação em separado de ativos e passivos de curto prazo e de longo prazo, nem a
apresentação da demonstração do fluxo de caixa. A estrutura da planificação contábil
padrão das EFPC reflete o ciclo operacional de longo prazo de sua atividade, de forma
que a apresentação de ativos e passivos, observadas as gestões previdencial,
2
assistencial e administrativa e o fluxo dos investimentos, proporcione informações mais
adequadas, confiáveis e relevantes do que a apresentação em circulante e não
circulante, em conformidade com o item 63 da Norma Brasileira de Contabilidade
-
NBC
T 19.27.
A sistemática introduzida pelos órgãos normativos apresenta, além das características
descritas, a segregação dos registros contábeis em três gestões distintas (Previdencial,
Assistencial e Administrativa) e o Fluxo dos Investimentos, que é comum às gestões
Previdencial e Administrativa, segundo a natureza e a finalidade das transações. A
contabilização e os relatórios contábeis da Gestão Assistencial seguem as normas
contábeis determinadas pela Agência Nacional de Saúde – ANS, sendo apresentados
para fins destas demonstrações contábeis somente os valores patrimoniais
consolidados da Gestão Assistencial (ativo e passivo) e a movimentação que
demonstra a variação da Gestão Assistencial consolidada. Outras características
apresentadas nas demonstrações contábeis da CELOS: Balancetes por Plano de
Benefícios Previdenciais, Balancete do Plano de Gestão Administrativa, Balancete
Auxiliar utilizado para efetuar a consolidação das demonstrações contábeis balancete
consolidado.
Para efeito de comparabilidade, os dados contábeis de 2009 foram reclassificados, e
estão sendo apresentados de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil
aplicáveis às entidades reguladas pela Superintendência Nacional de Previdência
Complementar – PREVIC, conforme a Resolução do Conselho de Gestão de
Previdência Complementar (CGPC) nº 28, de 26 de janeiro de 2009, Instrução SPC nº
34, de 24 de setembro de 2009.
NOTA 3 - RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
a) Apuração do resultado
As Adições e Deduções da Gestão Previdencial, Receitas e Despesas da Gestão
Administrativa, as Rendas/Variações Positivas e Deduções/Variação Negativas do
Fluxo de Investimento, bem como as variações patrimoniais da Gestão Assistencial são
escrituradas pelo regime de competências de exercícios.
As Rendas/Variações Positivas de dividendos, bonificações e juros sobre capital próprio
recebidos em dinheiro, decorrentes de investimentos em ações, são reconhecidas após
a publicação da decisão da Assembléia Geral dos Acionistas das empresas investidas.
b) Provisões Matemáticas
(Em R$ MIL)
3
São apuradas com base em cálculos atuariais, procedidos por atuário externo.
Representam os compromissos acumulados no encerramento do exercício, quanto aos
benefícios concedidos e a conceder aos participantes e assistidos.
c) Estimativas Atuarias e Contábeis
As estimativas atuariais e contábeis são baseadas em fatores objetivos que refletem a
posição de 31 de dezembro de 2010 e 2009, com base no julgamento da administração
dos valores adequados a serem registrados nas demonstrações contábeis. Os itens
significativos sujeitos às referidas estimativas incluem as provisões matemáticas,
calculadas atuarialmente por profissional externo, e as contingências cuja probabilidade
de êxito foi informada pelos advogados que patrocinam as ações.
d) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa – PCLD
A provisão para perdas prováveis na realização dos ativos é constituída com base no
valor vencido, conforme o número de dias de atraso, atendendo ao disposto no item 11,
anexo “A” da Instrução SPC n
o34, de 24 de setembro de 2009.
Na constituição da provisão referente aos direitos creditórios de liquidação duvidosa
devem ser adotados os seguintes percentuais sobre os valores dos créditos vencidos e
vincendos:
• 25% (vinte e cinco por cento) para atrasos entre 61 e 120 dias;
• 50% (cinqüenta por cento) para atrasos entre 121 e 240 dias;
• 75% (setenta e cinco por cento) para atraso entre 241 e 360 dias;
• 100% (cem por cento) para atrasos superiores a 360 dias.
A constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa decorrente de
contribuições previdenciárias em atraso deve incidir somente sobre o valor das parcelas
vencidas.
e) Ativo Realizável – Fluxo dos investimentos
Os principais critérios de avaliação e de reconhecimento de receitas são os seguintes:
I.
Renda Fixa
Os investimentos em renda fixa estão registrados pelo custo, acrescido dos
rendimentos auferidos de forma pro rata até a data do encerramento do Balanço e
deduzidos, quando aplicável, das provisões para perdas.
4
As Rendas/Variações Positivas e Deduções/Variações negativas da carteira são
apropriadas em contas especificas diretamente vinculadas a modalidade de aplicação.
Marcação a Mercado e Curva do Papel – O Banco Central editou a Resolução
n
o2.931/02, alterando as normas de precificação dos ativos aplicados em carteira de
fundos de investimentos. Paralelamente, a partir de 29 de maio de 2002, com base na
Instrução Normativa n
o365, da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, os fundos
contabilizam seus ativos pelo valor de mercado e não mais pelo valor de vencimento
(curva do papel). Posteriormente, a CVM emitiu Instrução Normativa n
o375/02,
alterando os critérios de marcação a mercado para os fundos.
De acordo com as novas regras, os administradores dos fundos de pensão podem
marcar os títulos pré e pós-fixados e com vencimento superior a 365 dias pelo valor de
aquisição, acrescidos da rentabilidade acumulada desde a data da aquisição (marcar
pela “curva do papel”). A Secretaria de Previdência Complementar publicou a
Resolução CGPC n
o04/2002, permitindo as entidades fechadas de previdência
complementar à marcação pela “curva do papel” em alguns títulos e valores mobiliários
integrante de suas carteiras próprias e dos fundos de investimentos exclusivos, desde
que tais papéis sejam classificados como “mantidos até o vencimento”.
II.
Renda Variável
As aplicações em fundos de Renda Variável estão demonstradas pelos valores de
realização, considerando o valor das cotas na data-base das demonstrações
financeiras. As aplicações em ações são contabilizadas pelo custo de aquisição,
acrescido das despesas de corretagem e outras taxas incidentes, sendo avaliadas pelo
valor de mercado, considerando-se a cotação de fechamento do mercado do último dia
do mês em que a ação foi negociada em Bolsa de Valores, conforme determinação da
Resolução CGPC n
o25, de 30 de junho de 2008. Em caso de não haver negociação
nos últimos seis meses, a avaliação é efetuada pelo valor patrimonial da ação,
deduzidas as provisões para perdas, quando aplicável.
III.
Investimentos Imobiliários
São registrados ao custo de aquisição, corrigidos monetariamente até 31 de dezembro
de 1995, ajustados pelo valor das reavaliações efetuadas e deduzida da depreciação,
calculada pelo método linear, de acordo com o prazo de vida útil de cada bem,
estabelecido nos laudos de avaliação.
A provisão para perdas prováveis na realização dos ativos imobiliários (Valores a
Receber) é constituída com base no valor vencido, conforme o número de dias de
atraso, atendendo ao disposto no Item 11, Anexo "A" da Instrução SPC n
o34, de 24 de
(Em R$ MIL)
5
setembro de 2009.
As receitas e despesas relacionadas aos imóveis referem-se basicamente a aluguéis,
cotas de participação, depreciação e condomínio, sendo contabilizadas mensalmente
nos Investimentos.
f) Operações com Participantes
Estão registradas pelo valor atualizado dos débitos dos participantes oriundos de
empréstimos concedidos pela CELOS:
A partir de 14/06/2010, os empréstimos são concedidos pela CELOS com juros de
0,85% am. para os participantes que não foram inadimplente nos últimos 18 meses ou
1% am. para os demais. Em atendimento aos Normativos Legais e decisões internas
datadas de 14/10/2010, a carteira de empréstimos aos participantes passou a ser
indexada pela variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Os
empréstimos concedidos até 30/09/2010 foram Indexados pelo IGP-M – Índice Geral de
Preços Mercado, acrescidos de juros de 1% a.m.
g) Imobilizado – (Permanente)
Está demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995. Os
itens que compõem o Ativo Imobilizado da CELOS, são depreciados pelo método linear,
de acordo com a vida útil econômica do bem estimada na aquisição, às seguintes
alíquotas anuais:
Descrição Alíquota Anual
Imóveis do Fundo Administrativo 2%
Instalações em Geral 10%
Móveis, Utensílios, Máquinas e Equipamentos de Uso 10%
Computadores e Periféricos 20%
Veículos (exceto Utilitários) 20%
Ventiladores - Refrigeradores de Ar 25%
h) Diferido – (Permanente)
6
"diferido" foram corrigidos monetariamente até 31 de dezembro de 1995 – com exceção
dos valores referentes a programas e custos correlatos, cuja amortização foi iniciada
após a conclusão de sua implantação no prazo de 60 meses. Em conformidade com a
Resolução CGPC n
o28, de 26 de janeiro de 2009, e Instrução SPC n
o34, de 24 de
setembro de 2009, o saldo registrado no ativo diferido em 31 de dezembro de 2009,
permanecerá nesta classificação até sua completa amortização, não sendo permitido a
inclusão de novos valores no referido grupo contábil. No registro contábil das
amortizações, a CELOS observa as seguintes regras:
• a amortização do intangível e do diferido é contabilizada, mensalmente, como
redutora, em conta analítica do respectivo ativo, tendo como contrapartida a
conta de resultado do PGA;
• a amortização é calculada pelo método linear; e
• a amortização do intangível e do diferido independe da existência do resultado
do PGA.
i) Provisão de Férias e 13°, Salário e respectivos encargos
As férias vencidas e proporcionais, inclusive o adicional de um terço de férias, 13°
Salários são provisionadas no PGA segundo o regime de competência, acrescidos dos
encargos sociais.
j) Exigível Contingencial
Registra o montante das provisões em decorrência de ações judiciais passivas
mantidas contra a CELOS. É atualizado através das informações jurídicas sobre o curso
dessas ações, de acordo com a possibilidade de êxito determinada pelos advogados
patrocinadores dos processos, além dos seguintes critérios:
• efetivar o registro da provisão no Passivo dos planos, em contrapartida da
despesa que lhe deu origem; e
• existindo depósito judicial este deverá ser registrado no Passivo Contingencial do
plano em conta redutora.
(Em R$ MIL)
7
Atendendo à determinação legal contida nas Resoluções CGPC n
o28, de 26 de janeiro
de 2009, CGPC n
o29, de 31 de agosto de 2009 e Instrução SPC n
o34, de 24 de
setembro de 2009, as receitas administrativas da CELOS são debitadas aos Planos
Previdenciais em conformidade com o plano de custeio vigente. Os valores relativos à
taxa de administração da Gestão Assistencial são apurados em valores equivalentes às
suas despesas administrativas apuradas, e devidamente reembolsadas.
I) Operações Administrativas
Em conformidade com a Resolução CGPC n
o28, de 26 de janeiro de 2009, e Instrução
SPC n
o34, de 24 de setembro de 2009, os registros das operações administrativas são
efetuados através do Plano de Gestão Administrativa – PGA, que possui patrimônio
próprio segregado dos planos de benefícios previdenciais.
O patrimônio do PGA é constituído pelas receitas (previdencial, investimentos e diretas)
e reembolsos (assistenciais) administrativos, deduzidas das despesas comuns e
específicas da administração previdencial, assistencial e dos investimentos, sendo as
sobras ou insuficiências administrativas alocadas ou revertidas ao Fundo
Administrativo. O saldo do Fundo administrativo é segregado por plano de benefício
previdencial, não caracterizando obrigações ou direitos aos patrocinadores,
participantes e assistidos dos planos.
As receitas administrativas da CELOS são debitadas aos Planos Previdenciais em
conformidade com o plano de custeio vigente. Os valores relativos à taxa de
administração da Gestão assistencial são apurados em valores equivalentes às
despesas administrativas assistencial, e devidamente reembolsadas. Para a
determinação do saldo do Fundo administrativo de cada plano a CELOS utiliza o
seguinte critério:
• O saldo do fundo administrativo de cada plano é proporcional ao saldo dos
recursos garantidores do referido plano previdenciário;
• Despesas Específicas: alocadas diretamente ao plano que as originou;
• Despesas Comuns: utilização de critério de rateio que leva em consideração o
número de participantes e assistidos, modalidade do plano e seus benefícios
oferecidos, entre outros, que é base para apuração do percentual de participação
de cada plano nas despesas administrativas comuns.
8
As fontes de custeio da Gestão administrativa obedecem às determinações contidas no
Regulamento do PGA, aprovado pelo Conselho Deliberativo da CELOS, e estão em
conformidade com a Resolução CGPC n
o29, datada de 31 de agosto de 2009.
NOTA 4 - GESTÃO PREVIDENCIAL - REALIZÁVEL
É composto pelos seguintes grupos de contas, cujos saldos em 31 de dezembro de
2010 e 2009 são apresentados a seguir:
As Contribuições do mês referem-se às contribuições de dezembro de 2010 e 13º
salário, descontadas em dezembro de 2010, e quitadas em janeiro de 2011.
As Contribuições contratadas são decorrentes do contrato firmado com a Patrocinadora
em 30 de novembro de 2001, para pagamento em 277 parcelas mensais e sucessivas,
com a incidência de juros à taxa de 6% ao ano e atualização pela variação do indexador
atuarial (IPCA a partir de outubro de 2010). Em 31 de dezembro de 2010 restam 168
parcelas a pagar.
NOTA 5 - GESTÃO ADMINISTRATIVA - REALIZÁVEL
A composição da Gestão administrativa em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 é a
seguinte:
O saldo em outros recursos a receber, refere-se a valores a receber contabilizados
contra o Celos saúde, decorrente de movimentações financeiras realizadas entre o
plano de previdência e o plano assistencial, os valores para quitação encontram-se no
passivo na gestão administrativa.
2010
2009
Contribuições do mês
10.063
8.329
Contribuições contratadas
493.954 475.139
Adiantamentos
546
209
Outros Realizáveis
2
7.535
Total
504.565 491.212
2010
2009
Responsabilidade de empregados
12
-
Responsabilidade de Terceiros
16
13
Outros Recursos a Receber
4.410
-
Outros Realizáveis
171
774
(Em R$ MIL)
9
NOTA 6 - INVESTIMENTOS - REALIZÁVEL
É composto pelos seguintes grupos de contas, cujos saldos em 31 de dezembro de
2010 e 2009 são apresentados a seguir:
2010
2009
Créditos Privados e Depósitos
4.316
4.316
Investimento
73.815
10.338
(-) Provisão
(69.499)
(6.022)
Ações
63.596
44.328
Patrocinadores
63.596
44.328
Fundos de Investimentos
1.675.498 1.516.767
Ações
225.665
169.485
Múltimercado
1.313.019 1.252.994
Empresas Emergentes
552
579
Participações
136.262
93.709
Investimentos Imobiliários
77.501
55.452
Imóveis em Construção
47.758
15.078
Alugueis e Renda
21.186
28.768
Direitos em Alienação
8.557
11.606
Empréstimos e Financiamentos
48.306
48.698
Empréstimos
48.306
48.698
Total
1.869.217 1.669.561
a) Títulos e Valores Mobiliários mantidos até o Vencimento
Em 31 de dezembro de 2010 existem R$ 973.617 mil (R$ 959.266 mil em 2009) em
Títulos mantidos até o Vencimento. Estes títulos estão alocados em fundos exclusivos
da CELOS. A composição e os vencimentos destes títulos estão relacionados abaixo:
10
Os títulos emitidos pelo Governo Federal foram classificados como "mantidos até o
vencimento" e estão avaliados pelo valor de aquisição, acrescido dos rendimentos
auferidos até 31 de dezembro de 2010. Os demais títulos e as aplicações em Fundos
de Investimento foram classificados como "Títulos para Negociação" e estão avaliados
pelo valor de mercado.
A CELOS encaminhou declaração ao banco responsável pela custódia e controle dos
títulos e valores mobiliários integrantes da carteira própria e das carteiras de fundos
dirigidos exclusivamente a investidores institucionais, sobre sua capacidade financeira e
intenção de manter, até o vencimento, os títulos classificados na categoria “Títulos
mantidos até o Vencimento”.
De acordo com o previsto no Artigo 6
oda Resolução CGPC n
o4, de 30 de janeiro de
2002, não houve a necessidade de reavaliação quanto à classificação dos títulos e
valores mobiliários, por ocasião da elaboração dos balanços anuais.
2010 R$ mil 2009 R$ mil Classificação Fator de
Correção Vencimento Valor
Fator de
Correção Vencimento Valor
Títulos Públicos IGP-M 2031 426.221 IGP-M 2031 375.786
TR 2010-2014 TR 2010-2014 1.674 TR 2012 TR 2012 9.069 426.221 386.529 Títulos Privados Taxa pré 2020 55.564 Taxa pré 2020 48.636 CDI 2011-2012 8.981 CDI 2011-2012 13.987 IPCA 2016-2017 36.106 IPCA 2016-2017 36.700 IGP-M 2009-2011 3.012 IGP-M 2010-2011 16.262 IGP-M 2012-2015 71.609 IGP-M 2012-2015 94.510 IGP-M 2016-2018 69.475 IGP-M 2016-2018 150.351 IGP-M 2020-2022 161.343 IGP-M 2020-2022 87.747 IGP-M 2025-2027 82.201 IGP-M 2025-2027 71.272 IGP-M 2028-2029 43.550 IGP-M 2028-2029 39.000 IGP-M 2031 15.555 IGP-M 2031 14.272 547.396 572.737 Total 973.617 959.266
(Em R$ MIL)
11
NOTA 7 – IMOBILIZADO
Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, o imobilizado está composto da seguinte forma
:
Taxa Anual
Depreciação
2010
2009
Instalações
10%
45
1
Móveis e Utensílios
10%
293
338
Máquinas e Equipamentos
20%
773
679
Veículos
20%
61
61
Equipamentos de Comunicação
10%
45
49
Edificações
2%
2.305
2.305
Direito e Uso de Telefone
29
30
Depreciação Acumulada
(718)
(727)
Total
2.833
2.736
NOTA 8 – GESTÃO ASSISTENCIAL – REALIZÁVEL
Registra as atividades de controle das contribuições e dos benefícios, bem como do
resultado do plano de benefícios de natureza assistencial. Os planos assistenciais à
saúde, com registro e em situação ativa na Agência Nacional de Saúde Suplementar –
ANS, devem efetuar e manter sua contabilidade em separado, de forma a possibilitar a
identificação, a independência do patrimônio e a adequação à legislação aplicável ao
setor de saúde suplementar, bem como proceder o desdobramento analítico das contas
relativas à gestão assistencial de acordo com a planificação contábil estabelecida pela
ANS.
NOTA 9 - EXIGÍVEL OPERACIONAL
Os compromissos do Exigível Operacional em 31 de dezembro de 2010 e 2009 são
assim demonstrados:
a) Gestão Previdencial
12
refere-se a retenções efetuadas na folha de assistidos do mês de dezembro de 2010 e
resgates contabilizados.
b) Gestão Administrativa
Em 31 de dezembro de 2010, do montante de R$ 7.310 mil (R$ 6.618 mil em 2009),
refere-se retenções de valores na folha de pagamento, provisões de pessoal, e outros
valores a pagar de caráter administrativo.
c) Investimentos
Em 31 de dezembro de 2010, o montante de R$ 10.144 mil (R$ 2.357 mil em 2009), do
valor acima mencionado R$ 9.348 mil, refere-se a saldo a pagar de investimentos
imobiliários e R$ 796 mil de empréstimos a participantes.
NOTA 10 - EXIGÍVEL CONTINGENCIAL
O exigível contingencial em 2010 e 2009 possui a seguinte composição:
A CELOS registra na Gestão previdencial, a título de provisão para contingências, o
montante de R$ 7.923 mil (R$7.519 mil em 2009), referente a processos judiciais,
compreendendo basicamente a revisão de cálculos previdenciários (benefícios) ou
isenção da contribuição para pensão ou custeio administrativo, cuja probabilidade de
perda foi considerada “provável” pelos assessores jurídicos, porém como existem
depósitos judiciais/recursais para todo o valor, que foram contabilizados em conta
redutora do exigível contingencial, o valor não é representado no balanço de 2010.
NOTA 11 - PROVISÕES MATEMÁTICAS
As reservas matemáticas em 2010 e 2009 são compostas da seguinte forma,
segregadas por plano de benefícios previdenciais:
(Em R$ MIL)
13
2010 R$ mil 2009 R$ mil Plano Transitório Plano Misto Total Plano Transitório Plano Misto Total BENEFÍCIOS CONCEDIDO 600.960 721.876 1.322.836 568.436 617.445 1.185.881 Benefício do Plano 600.960 721.876 1.322.836 568.436 617.445 1.185.881 BENEFÍCIOS A CONCEDER 3.410 1.007.119 1.010.529 3.444 912.595 916.039 Benefícios do Plano com aGeração Atual Contribuição Definida - 1.043.665 1.043.665 - 949.292 949.292 Benefício Definido 3.666 - 3.666 3.774 - 3.774 Outras Contribuições da Geração Atual (256) (36.546) (36.802) (330) (36.697) (37.027) Total 604.370 1.728.995 2.333.365 571.880 1.530.040 2.101.920