UNTVERSIDADE DE
EVORA
MESTRADo EM INTERvENÇÃO
SÓCrO-OnCmuzlCroNAL
Nl
slÚou
Curso ministrado em parceria oom a Escoln Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (DR
-
tr Série, n" 250 de 29 de Outubro de 2002)Área Oe especialização em
Políticas de Adminishação e Gestão dos Semiços de Saúde
A
roRMAÇÃo
CONTÍNUA
DOS TÉCIrgICO5 DEanÁr,rSrs
CLÍNICAS
E
SAÚDE
PÚBLICA-
O CASODO
DISTRITO
DE
SETÚBAL.
Dissertação de Mesüado apresentada por:
Imbel Marialúarques
PrataeSilva
Orielrtador:
Prof.
Doúor
Eduardo Figueira[Esta dissertação não
inclui
as críticas e sugestões feitas pelojtrÍi]
Évora
Mtço,2007
TINTYERSIDAI)E DE
ÉVORA
MDSTRADO EM
INIERyENÇÃO
SOCIGORGAIITZACIONAL
na
SlÚor
Curso ministrado em parceria com a Escola §uperior de Tecnologa dâ Serúde de Lisboa
(DR-
U Serie no 250 de 29 ds0rÚubro de 2002\Area de esPocialização em
potíticas de Admini§tração e Gestão dos serviços de
súde
A
roRMAÇÃO
CONTÍNUA
DOSTúCNICOS
DE
lXÁusrs
cr'Írrcls
r
SAÚDE
PI]BLICA
-
OCASO
I}O DISTRITO
DE
SETÚBAL.
Dissertação de Mestrado apresentada por:
Isabel Maria Marques Prata e Silva
g
Orientador:
Prof. Dotrtor Eduardo Figueira
Bsta
dissertação nãoinclui
as críticas e srgestões feitas pelojúril
Evom
lvlarep,2007
ERRATA
aO
a
o
pá$!aa
85,
linha
14, onde selê,
totatidade da amostra, deve ler-se, populaçãoalvo;
Página 119,
linha 10
e
ll,
onde se
lê,
capacidadepara descobrir quais
as convicçõese
necessidades acerca da saúde, deve-seexcluir
na totalidade estetecho
do texto;Página 119,
linha
13
e
14, onde selê, e
as2
ultimas com
igual n" (82)
de respostas assinaladas (\2o/o),deve ler-se , e 76 (76y") das respostas assinaladas; Página 121, Quadro 28, onde se 1ê, No, deve ler-se,N.
AFormação cmtínuados Térnicosde Áoálisescltoicasesaúdehlblica-o caso doDisEito de
ffiibal
m
À pORMAÇÃO CONTÍNUA
DOSIÉCNICOS
DE
ANÁLISES C1,frnC6S
u
§AÚDE
PTIBLICA-
OCA§O
IX)
DISTRITO
DE
SETÚBAL
o
direito
ao aperfeiçoarnentoe
aúntizarfiados
Twnicos
de Analisesclínioas
e saudepública, visando a melhoria da presação de serviços e o aumento de qualificação destes
profissionais,
torna-§enos dias de hoje
imprescindível'
A
formação corúnua
vem colmatar deficiênciasou
inzuficiênciasd*orrentes
da forma@oinicial'
alémde
que permite acompanhar a evoluçãotenológica
e con§equente§ Í@§trutuÍaçõe§ prodÚiva§' agmento da competitividadee
a aquisição de novas competência§'O
presenteestpdo gllrge
na
sequênciade
algumas práticasúvenciadas durante
a actiüdade profissional,«)mo por
exemplo, afrlta
de lenantamento de nece§sidades de formação coutínua tanto pelos Íecursos humanos como pelos Técnicos coordenadoresdos
serviçosde
Paologia ctínica,
oom
uma
notória
falta de
gestãoestrdegica
da formação profissional contínua, deforma a
que se possa antecipar objectivosa
longo pÍazoque
visem
acompanharas
mudançase
pr€paÍar
o
futuro'
As
actividades deformação
codínua
diÍigida§
maioritariamente
aos
enferrreiros
e
ao§
medicoscortinuando
a
haver defeÍeffes
represertações
sooiais
e
diferentes
rajectórias
identitárias. Outro dos aspectos importantes, é o fasto de que $ralrdo há a possibilidade de frequentar as acçõe§ de formação condnua, não há a participação esperada no que
diz
respeito aos Técnicos de Análisesclínicas
e sande Fública.Assiq
em redor desta probtemâtica' pretende-se:-
coúwer
o perfil
de perce,pção dosT€nicos
de
Analis€s Qlínica§e
saude Púbüca relativameúe às neo€ssidades de formação coutíuuq'-
Identificar
o§
processo§paÍa
a
aqúsição
e
de
desenvolümento
de
competências nwessárias ao desempeúo da zua actividade profissional;-
conhecer
a
pocepção
do
Téc,nicode
Análises
clínicas
e
satrdeFública
face
àspolíticas
ou estrdqias
adoptadaspelos
reü5§o§ hgmanos relativamenteà
formação conünua;-
Ide,ntificare
carwteflT;1Íos
factores condicionantesà
participação dos Técnicos de Análisesclínicas
esúde
Pública na formação cortínua.contlnuados Técnicos deAnálises clínicas e sarldePrlblica
-o
câ§odo Distsito de setlbal
IV
A Formaçâo13.0.
para
desenvolveneste
estudo,
para além
da
pesquisadocumental recoÍÍeu-§e
aoinqufito
por que§tionáÍio aplicando-o ao conjuüto dos Técnicos de Anatises Clínicas esúde
púlica
de cinco organizações de saúde dodistrito
de setúbar.os
questionários fora^m entregues aos Tecnicos coordenadores dosvários
serviços de Patologiaclínioa
de cada instituição, o
qral
§e encaÍregou dedisfibuir
por todos os Técnicos deAnálises
clínicas
e
sade
públioa
do
serviço.
Dos
97
questionáriosdistribuídos,
foram
devolvidos g4 questionáriog 3 dos quais foram anulados.
o
volume de respostas
situou-se
nos
83,5yo.os
dadosobtidos
foran
üatados estatisticamenteno
programasPss
As
conclusõesdo
estudo, paraum nível de
significância
de
5o/o'so
apresentadas seguidamente:-
A
maioria dos inquiridos considera a formação contínua impresoindível(50'67o) sendoas
aotividadesmais
frequentadasas jornadag encontrog
congre§sose
colóquios
(95,1Y);
-
A
percepçãodos inquiridos
relativamenteàs
necessidadesde
formação corÚínua"dizem
respeitoa
necessidades que se prendemoom
o
facto
de poderemmelhorar
o satário, aumentaÍo
prestígiono local
de trabalho, assegurar a progressão na carreirae
superaÍ as dificutdades profissionais diárias, aspectos esses considerados instnrmentais;
-
Os inquiridos do presente esnrdo consideram que o§ factores que contribuempara a
aqtrisição
e
desa,lrvolvimetrtoda§
competênoiasneoe§úÍia§
a§
desempenho da actividadeprofissional
sãoos
cursos, investigaçãoe
pubücação de artigos científicosQ2,lYü;
-
os
inçiridos
consideraram, nasn
maioria(61,7yü
que a§ acções de formação nas organizações de saírdetêm
objwtivos
a
aJ[|topram
(comopor
CI(emplo aperfeiçoaro
desempeúo
de uma unidadeou
o
desempeúo individual do
profissionalde
saride)'deixando para segundo plano os objectivos e médio/longo prazo;
-
Relativameuteao objectivo
proposto,os
factores condicionantesà
não partioipação dos Téútricos de Análisesclínicas e
saude Pública nas acções de formação contínua'dizem respeito ao facto da frequência das acções de formação prejudicar a
üda
familiar'
não quererem sacrificaÍ os tempos lirnes e das acaões de formação contínuanão serem
AFmmação cmúínuados Técmicos deAnálises clíricase sarflePíúlica-o ca§o doDi§tsito de
s€úlhl v
Por
fim
faz-seuma
propsta
de interyençãocom
o
objectivo de poder
melhorar aspolíticas
de rwrrso§
humano§relativamefte às
acçõesde
formação conúnua
dosTwnicos
de
Analises Ctínicase
§úde
Pública
assim como aumetrtara
participaçãoAFormaçãoContínrradosTémicosdeArátisesClfuicasesaúilehüüca_oca§odoDisuitodeseúibal
VI
THECLIMCALANALYSESANDPIIBLICHEAIETECENICIANS-Tm
CASE OF SETTIBAL
DISTRICT
The
presentstudy
appeaͧin
sequenceof
some pra§ticesüved deeply' during
tle
professional
activity,
asfoÍ
example,úe
lack
of
suweyof
necessitie§of
corÚinuousformation,
boú
the
human
re§ouÍcesand
úe
TeohnicianCoordinators
of
Clinical
Pathology §ervices,
with
awell-known
lackof
strategic managemetrt of the continuous professional formation, so that one can anticipateobjwtives
in longterm' which
aim atfotlowing the
changes and preparingúe
future'
Theactiüties
of
continuou§formation
aremainly
directd
to
úe
nur§e§ andúe
doctorq but
it
continues exis;ting deferentialsocial repreeutations and differetrt identity
trajwtories.
Anoúer
important a§pffit is thefact that,
whenever possible
to
attend
the
sharm
of
continuousformÚion' Clinic
Analyses and Public
Heúh
Techniciansdon't
participate' as it would be expected' Therefore,inwhaÍ
conceÍns this problematic'it
isintendd:
l.
To
know
úe
profile
of
peroe,pÚionof
úe
clinical
Analyses and
Public
HeathTechnicianq considering
úe
necessities of continuous formation;2. To
identify the
processesfor
úe
aoquisition and
the
developmentof
necessaryúilities
to the performance ofúe
professionalactivity;
3.ToknowtheperceptionofúeClinicalAnalysesandPublicHeaúTechniciansface
to
the politics
or
stategies
adoped
for
the
human resource§in
what
concerns thecontinuous formation;
4. To
ideúiry
and characteúrerheinfluencing
factors toúe
participation ofúe clinical
Analyses and PublioH@ú
Twhnioians in cortinuous formation'To
developúis
stgdy, beyondúe
doanmertary research anenqu§
for
questionnaire was held applyingto
set of theClinioal
Analyses and PublioHeú
Techniciansof five
organizationsof
helth
of
sedrbaldi§tÍict.
Tte
questioülaires hadben
deliverd
to the Technician
coordinators
of sweral service of clinical
Pathologyof
eachinstitutioÍl'
whohadbenchargedwiththedistributiontoalltheClinicalAnalysesandPublic
Heath Technicians
of
the
service.of
the 97
distributedquestionnúe§, 84
had beenÍeturnd
and3
of
úese
had beenannulld.
The volumeof
answers was placedin
83'5o/o.Mahad
beent'edd
sai*ically
in
sPss
13.0 program.A Formação contínua dos Téqricos deAnálises clínicase saúdePública-o çaso
do Distsito de setibal
VII
l.ThemajoÍityofpeopleinquired(50,6vo)consideressentialthecontinuousformation
being
working
day§,twhnical mwtingü
cotrgresse§ and conferences the mostattended
(95,1Y);
2.The perception
of
people inquired concerning the necessities of continuousformation
relateto
nwessitiesthat
dealwith
úe
factof improving to wagg
increasing prestige atwoÍh
assuÍingthe
progressionin
the
careerand
overcomingthe daily
professionaldifficúties,
aspects considered as instruments;3. The people inquired of
úe
present study consider that the factors whichconfibute for
the
acquisition and developmentof
úe
necessaryabilities
to
the
performanceof
the professionalactiüty
arethe scientific
oour§es,inquiry
andpublication
of
scientific
articles;
4.
The
peopleinquired had
consideredin
úe
majority (61,7
yo),that
úe
sharesof
formation
in
the heath
organizations haveobjectives
short-term(as
for
exampleto
p€rfectúeperformanceofanunitorúeindividualperformanceofthehealth
professional), leaving
for
second ptan the objectives of medium and long term;5.
In
relationto
the proposed objectives,úe
influencing
factorsto
úe
no participationofúeClinicalAnalysesandPublicHeathTechniciansinthesharesofcontinuous
formation,
concernúe
fact
of
the
frquency
of
the formation
shaÍe§' damaging thefamiliar life,
havingto
sacrifice free times and the sharesof
continuous formation being out of labour schedulg thus not leaüng availabletime'
Finally
it
is
propsed
an interventionwith
úe
objectiveof
being ableto
improve
thepolitics
of
human Íe§ources concerningúe
sharesof
contimrous formationof clinical
Analyses andpublio
Heath Technicians, aswell
as increasing the participationof úese
professionals.Keywords:
@ntinuous
professionalformation, nwessities
of
continuous formaüon' acErisition of abilities,participaion
in the continuous formation,politics or
strdegiesto
ÂFormação contlnuados Téoricos deÁoátises cllnicas e sarideP(úlica
-o
Gaso do Di§Eito des€Hibal
vItr
AGRADECIMEI{TOS
Para que estetrabalho fosse uma realidade o e§forço e ajuda de ogfias pessoa§
foi
muito importante. De§taforma, não quero deixar de agradecer:- A
todos os professores que ministraram aulas neste curso' que conSqUiram despertar o interesse e estimúar o incentivo pela investigação;-
Ao
meu orientador ProfessorDoÚor
Eduardo Figueira pelo apoio, disponibilidade ecoúecimentos
fiansmitidos;-
Ao
professor
Do,tor
Carlos Silva pela
determinação,pela zua
disponibilidadedesinteressada e pelos saberes que me concedeu;
.
Aos meus colegas defiúalho
pelo te,mpo e apoio disponibilizado;- As
institui@s
de saúde por aqtorizarem e facilitarem arecolha de dados;-
Aos
Técnicos Coordenadoresde todos
os
Se'rviçosde
PatologiaClínica pela
zuadisponibilidade em todo o proce§§o de recolha de dados;
- Ao
conjunto de profissionais pela disponibilidade manifestada ao aceitarem responder ao questionário;-
Finalmentg quero
agfaÁeosr a compreensão, ajuda e ânimo dispensado' em todos osmomertos
çe
necesitei,
ao
meumarido, à
minha mãee à
minhafilha túatilde
por
AFormação Contlnrmdos TfuicosdeAnálisesCllnicase SarldeRlblica-o §a§rl doDi§Eito de SeÚbal
D(
NDICE
GERAL
Resumo.... Abstract.... Agradecimentos. Ínaice g€ral .. .. . Índice de esquemas.. ÍnOice de figuras... ÍnAice de quadros Enquadramento teóÍico...1. Conoeitos e perspectivas da formação profissional cortínua...
...m
..vI
vItr
...D()(Itr
JilV
...xv
...16 Introdução...I
_CAPÍTt]LO...
Problemática e contextualizaçáo do estudo' 1. Tema e objectivos do estudo
2.
Caraúeítzaçíio dlprofissão do Técnico de Análises Clínicas e Saude Pública..."2.1. Génese e
wolução
...232.2. Formação inicial... ...27
2.3. Formação pós-graduada...-... ...2/
,o
2.
.EormaçÃocontínua dos Técnicos de Anátisesclínicas
esúde
Púb1ica..."""""30
2.4.l.Mecanismos
sociaisprodúores
de desiguatdades face à formaçãocontínua"""'31
I
I_ CAPÍTT]LO...
.37 ,.20 .20 .20 ..23 ,....,....,,...37 ...37 ...452.
Políticas de formação...2.1. Políticas de formação como processo global da gestão de recursos
humanos""""'45
2.2
Osgrandes objectivos da política de formação 50n.
Opamiz-a{ao dos meios.. ...522.4. Comparações euroPeias. ...55
2.5.
^construção
das políticas de formação nas
organizaçõe§...
...""56
3.A
emergência da noção decompet&rcia""""""""
"""""""""59
AForma$o contínuadosTécnicos deAnális clínims e saúdePrública-o casodoDisüito dG s€Úúbal
x
4.
Necessidadesde
formação condnuanos
Técnicosde
Análises
clínicas
e
sarlde .694.1. Análise de nece§sidades de
formação
""""""""'69
4.2.Oconceito
de necessidades deformação
""""""71
4.3. Metodologias de análise de necessidades deformação
""""78
4.4. Técnicas e insÊnrmentos de análise de neessidades deformação
""""'82
4.5.
Aproblemáúica da análise de necessidades de formação contínua dos Técnicos deAnáIises Clínicas e Saúde Pública/organização
...M
5. Participação na formação
condntra"'
""""""""""85
5.l.Conceitoeperspectivasdaparticiparfiamformaçilo...'...85
5.2.
Aparticipação
dos Técnicosde
Análisesclínicas e
saúdePúlica
na
formaçãocontÍrua...
""""""90
.93
Desenho metodológico....-..."
"
..-93l.
Carac.terrzaqÃogeral dametodologiaadoptada"
""""""""""93
2. Objecto e contextualização doestudo"
""""""""'95
3. Osinquiridos...
-.4. Conceptualização das
vatiáveis"'
...97Pública....
5.Insfumentação
6. Anrálise dos dados.
101 104
106
Análise e interpretação dos
resultados'
""""""""""106
l.C;araosirzaqílodapopulação em
estudo'
""""""'106
2.Perfildeperce,pçãodosTécnicosdeAnálisesClínicaseSaúdeFúblicarelativamente
às necessidades de formaçiio
condnua"'
""""""""'111
3.
Identificação
dos proce§sos paÍaa
aquisiçãoe
desenvolvimentode
competênciasnecessárias ao desempenho da actividade profissional dos Técnicos de Análises
clínicas
eSaudePú1ica....
""""""""116
AForma@ cmthrmdos Ttuicos abAdlismclfuicase safrdeFúbti§a-o cm do DisEito
de sEÚkl
)il
4.
Perce,pção dosTwnicos
de Análisesclínicas
e
súde
Pública face àspolítica§ ou
estrdégias adoPtadas pelos rec.ursos humanos relativamente às actividades de formação 118 condnua..
5.
Identificação
e
caraúeraaçãodos factores
condicionantesà
participação
dosTécnicos
de Aútises
Clínicas
e
Saúde
Pública na§
actividades
de
formaçãocontínua.
V
_CAPiTULO..
Considera@es finais..
l.
Notas conclusivasregião de Saude de Setúbal.
Apêndices APêndice
1...
APêndice2-...
Apêndice3...
....119....126
2.
plano
de intervenção sócioorganizacionalpaÍa
o§ Técnicosde
Análises clínicas e129
SaúdePública....--Referências bibliografioa§.
.'
132
Anexos
Anexo 1:
Requerimentode
aúorização para
aplicaçãodos
questionários noCentro Hospitalar de Setúbal,
E'P'E
"
'"
' 142Anexo
2:
Requerimentode
aúoí|,4rçáapua
aplicaqãodos
questionarios no Hospital doLitoral
Alentejano
"
"""'143
Anexo
3:
Requerimentode
autorizaçãopara
aplicaçãodos
questionarios no Hospital doMontijo
Arexo
4:
Rquerimento de u,fiottza$o
para
aplicação....,\M
dos
questionários noHospital de Nossa
Seúora
do Rosário,E'P'E'
Anexo 5:
Requoimento
de autorização para aplioação dos questionários naSub-...145
...,147
.. ....153
...154
A Formação contínua dos Técnicos de Análises clínicas e saÍrde Fública - o caso do Distrito de setúbal
)flI
155 156 Apêndice14...
161 164 Apêndice 19 Apêndice 20 167 Apêndice 22 Apêndice 23 Apêndice 24 Apêndice25...
t7l
t7l
172 1,74 177AFormaçâo contÍnnados Técricos de Análisesclínicas e saúde Prlblica-o caso do Disrito de s€ülbal
)otr
Íuorcp
DE ESQTIEMAS
Esquema
1:
Posicionamentodos
diferentesmodos
de
aquisiçãodas
competências'Fonte:
Meignaff
2003 .66Esqrema2: Componentes do
ooúeoimeuto
e o seu processo. Fonte:Ceitil 2006"""""'67
Esquema 3: Factores indutores das necessidades de formação. Fonte: Meignant 2003"77A Formaão contínua dos T&uicos ate Análises clíricas e saride Fública - o caso do Dishito dÊ
s€tibal
)(v
Íuorcu
DE
FrcuRas
Figura
I :fffico
represeúativo da frrixa etáíua" " " ""
106Figura 2: Gráfico da
distibui$o
doseno"""'
""""""""'107
Figura 3: Grafico da distribuição do estadocivil"""""
Figura 4: Grafico da distribuição do nível de escolaridade.
Figura 5: Grafico da
üstribuiçã§
dLoategoria profissional 109AFsnação conthtradosTécricos deÂnálisesCIÍnicase §aúePrlblis-o caso doDistito 'le s€fiibal
xv
Írorcn
DE
QUADRo§
Quadro 1: Fidelidade das dimensões do estudo"
101
102
tlz
113
Qnadro
2:Yalidadedos
construtos pela diferenciagão dasqcalas
Quadro 3:CIúPú
do teste deFrieúnqt
Qnadro 4:
Twte
deBstlett
eKMO...
Quadro
S:Autptttdofactor
rualysis:comunatidades"""
"""114
Quadro
6:
Outpttt
do
fac"tor
uutysis:
frafiz
dos
componentes
após
rotaçãoorüogonal..
Quadro 7: Outptttdo teste de
Frieúnot
...120
Qnadro 8: Teste
deBstlette KMO...
...,120Quadro
9:Outptttdofactor
outysis:comunalidades"""
""""""""'121
Quadro
10:
Outpttt
do
fafior malysis:
maAiz
dos
componentesapós
rotaçãoortogonal. 123
Quadro
l1:
Proposta deintenenção
sócio-organizacional paÍa o§ Técnicos de Análises...131
A Formação Contínua dos Técnicos de Análises Clínicas e Saúde Pública
-
o caso do Distrito de Setúal.INTRODUÇÃO
Desde
lgl4
até aos nossos dias,o
desenvolvimento da fimção Í@ursos humanos temsido
acompanhadade uma profimda
Íenovaçãodo
seuâmbito
de
acçãoem
que os grandes domínios da função têm sido modificados ao longo dos anos @eretti2004)-Face aos desafios económicos, sociais
e
tecnológioos,nos
anos90,
a
qualidade dagestâio
de
recgrsoshumanos
é
um
factor
chave
e
essencialpara
o
zucesso dasorganza$es
@eretti 2004).São funções
dos
Íecursos humanosa
gestâo adminishativado
pessoal,a
gestâo dopessoal e dos custos, o desenvolvimento social, a informação e comunicaçáo, amelhoria
das condições de nabalho, as relações sociais, consultadoria à hierarquia na gestâÍo do pessoal, relações externas
e
formação, sendo nestaúltima
fimção que este estudoiní
incidir
(Peretti 2004).A
formação responde, simultaneamente, aos desejos dosindiüduos
e às necessidades deuma
organização,contibuindo assim
paraa
obtençãode
satisfaçãoprofissional
eperformance económica,
logo,
deveríamos considerar
a
formação
como
um
investimento e não como uma despesa
No
campo da saúde, a prestação de cuidados de saúde, por razões de natureza social, demognáficae
política,
constituir nrls
sociedades modernas,um
campo
de
pnáticas sociais, profissionais e formativas em ple,lra expansão e diversificaçEio.,,O campo do saúde vive mutações importantes, decorrentes da revolução tecnológica e
informaciorul,
acelerada, que mnrca a segunda metade doséculd'(Canário 1997:.ll9).
Segundo o mesmo autor a formação emerge 'ocomo um instrumento essencial, querpara
Íuer
face a
mutações que decorrem daprópria
inércia social
querpars pro&tzir
egerír
mudanças deliberadas" (1997 :119)-Segundo
Cardim
(1999:84) "naformação
continuafu
saúde os obiectivosprincipais
são o aumento do esforço de actualização, aperfetçoamento e deserntolvimento de todosos profissionais, dando especial enfoque não apenas
àformação
técnico-científica, mastambém
àformação
em gestão, integrando as vertentes da qualidade e da humanizaçãoIsabel Prata e Silva
A Formação Contínua dos Técnicos de Análises Clínicas e Saude Prlblica- o caso do Distrito de Setúal'
rut prestação dos cuidados de saúde. É ainda
atribuída
elevafuprioridade àformação
para
a promoção da saúde e também à que visa o reforço das competênciascognittvo'
pefugó gicas da s formadare s"-Os beneficios da formação são
múlüplos
para os profissionais'É
possível observar odesenvolvimento
indiüduat
aonível
de:"motivação; conhecimentos; aptidões técnicas ede relacionamento; dispontbilidade
pora a
mufunça;
capacidadede tomar
decisões; autoconfiança; realização pessoal; sentimento de pertença em relaçãoà
organizoção; sentimento de progresso na aprendizagem; controlo de tensões e conflitos e eliminaçãoda
ftustração'
(Cardim
1990:14).Para
a
oryanizaqáo,os
be,neficiosda
formação, também
sãomultiplos
como
é
de espeÍaÍ, comopor
exemplo acontibúção
parao
desenvolvimsnto organizacional entreoutos.
A
profissãodos
Técnicosde
Diagnóstico
e
Terapêuticaé
frequentementesujeita
a mudanças nÍ15 stüls práticas face aos avançosda
ciênciae
da tecnologia sendo assim necessárioa
constante aquisiçãode novas
competências'As
mudançasno
contextosocial das organizações, obriga
a
que os profissionais se mantenham actualizados' deforma
a
darem resposta às necessidades das instituições de saúdee
da
comunidade,logo,
as políticas de formação adoptadas pelos recursos humanos das organizações de saúdetêm
necessidadede se
enquadraremem
novos
contextosde
formação
e
de aquisição e/ou desenvolvimento de competências como resposta aos desafios propostos'Mas
apesarde
se
genemlizana ideia de
que
a
formaçãose deve articular
com
as situaçõesde trabalho
ou
mesmo desenvolver-seno
seuinterior, como
refere Brioso(1996)
*não
épossível transformar
oprofissional
de saúde semmodificar de
modoarticulado
os contextos em que intervérn",parece que esta articulação não é totalmenteconsegUida
poÍque
há por
um
lado,
instituições onde não existe
uma política
de formação e,por outo,
instituigões que selimitam
apenasa
satisfazer os pedidos dos profissionais de algumas carreiras até se esgotar o orçamento destinado à formação'A
oferta de formação contÍnua édiÍigida
principalmente aos médicos e aos enfermeirostornando-se emergente
a
o'reconfigttraçãode
territórios profissionais
da
saúde"Isabel Prata e Silva
A Formação ContÍrua dos Téc,nicos de Análises Clínicas e Saude Prlblica- o caso do Distrito de Setúal'
(canário
1997:120),ou
seja, reformulaçãodo interior
das carreiras profissionaise
aintegração de
outos
grupos profissionais'Esta sifuação, deve-se, em parte, ao
facto
denão existir
uma entidade reguladora da formaçÍiro contínua dos profissionais podendo mesmo ser posto em cau§a ofutuo
destacarreira
profissional
assim comoo
seu desenvolvimento profissional.Na
maioria
doscasos, as formações propostas são
minis[adas por
profissionais de otrtras áreas, cujos temas não são seleccionados de acordo com as suas dificuldades mas de acordo com os conhecimentos do formador, se,lrdo este oresponúvel
pela selecção do te'ma a abordar' Deste modo,reflectir
sobre a formação contínua e as práticas dos Técnicos de Análisesclínicas e
saúdepública
assume especial importância,na
medidaem
que durante oexercício
profissional foram
surgindo dificuldades
no
ÍLcessoà
mesma
e,
tendoconsciência de que a formação contínua é firndamental
rfri?-amelhoria
do desempenhoprofissional
e
desenvolvimentode
competências, este estudotorrar-se-á
pertinentesobrefudo
pelo facto
de
aprofrmdar
os
conhecimentos
sobre
as
necessidades eimportância
da
formação
contínuaatribúda
pelos
Técnicosde
Análises Çlínicas
e saúde Pública, assim como,a
percepção dos mesmos sobre as poLíticase
estratégiasadoptadas pelos recgrsos humanos das organizações de saúde'
O
mesmo interesse terátambém identificar
os
proce§sospelos quais
consideramadquiú
e
desenvolvercompetências necessárias
ao
desempeúo
da
sua
actividade
profissional'
Importa igualmente faz-er relevar os factores condicionantes à participação destes profissionais nas acções de formaçãocontínua
Assim,
a motivação para desenvolver um trabalho no âmbito da formação profissionalcontínua dos Técnicos de Análises Clínicas
e
Saúde Pública, prende-se como
facto deter üvenciado
a realidade de algumas das organizações em estudo e, assim, pretenderconhecer
e
compreenderos
conshangimentos, sentimentos,dinâmicas deste
grupo profissional,no
sentidode
conceber estratégiaspaÍa
que esta carreira cÍesçaa
nívelsocial mais precisamente
o
aumento de prestígto social, profissional e também anível
organizacíonal onde ocontibuto
dos seus saberes, ainiciativa'
as competências e todo oenvolvimento mlma equipa
multidisciplinar,
como é o caso das organizações de saúde' éimprescindível.
Isabel Prata e Silva
A Formação CodÍnua dos Técnicos de Análiss Clínicas e Súde Prlblica-o caso do Distrito de Setiúal.
Em
suma,pela reflexão
de
todos
estes aspectos focados, poderãono
seu conjuntocontibuir
pdraamelhoria
das políticas de recuÍsos humanos e da formação contínuados Téc,nicos de Análises ClÍnicas e Sarlde
Púlica
euanto à
esfratégiade
investigaçâo optou-sepor um
estudoexploratório
descritivo, centradonurna
úordagem quantitaÍivg
utilizando como
instrumento4s
recolha
de dados a técnica de inquéritopor
questionário quefoi
apticada a todos os Técnicos de Análises Clínicas e SaúdePúlica
de cincoin*ituições
de saúde dodistito
de Sehrbal. Os dados obtidos foramanalisdos
e haÍados estatisticamente.O presente estudo, do ponto de vista estruhlÍal, é constituído por cinco capítulos:
-
No primeiro
capítglo faz-se a apresentação do estudo com referênciaà
caractenzaçáo da profissão de Técnico de Análises Clínicas e Saúde Púbüca Formtúam-se as questões de investigação e definem-se os objectivos para o estudo;-
O
segundo capítulo faz-se uma revisão da titeÍatura que sustenta o problemae
a sua abordagem;-
O terceiro capítglo descreve em ponnenor a condução do estudo fazendo referência àmetodologia adoptada
à
conceptualizaçãodas
variáveis,
insfmentaçao
e
aos inquiridos;-
O
quarto capítulo designadopor
análisee
interpretação dos restrltados, descreve deforma
sumáriaa
informaçãoque
foi
considerada relevante paÍ71a
compree,nsão dosobjectivos propostos.
Faz-se
a
avaliação
e a
interpretação
dos
resultadoscontextualizando-os
na
literaÍurae
sugere-se melhommentos possíveis e/oupro@-se
novas formas de abordage,m do estudo;- O quinto capítulo é constituído pelas considerações finais e faz referência às principais
conclusões
do
estudo
e,
1rcr
fim,
faz'se uma
proposta
de
intervenção
sócio-organizacional para os Técnicos de Anrf,lises Clínicas e Saúde
Fíúlica
Isabel Praúa e Silva
A Formação Contínuados T&nicos de Análises Clínicase Saude
Púlica-o
caso do DisEito de Setúbal'I
-
CAPÍTULO
pRoBLEn&(TrcA
ECONTEXTUALIZAÇÂO »O ESTIIDO
1.
Tema
e obiectivos do estudovrários
foram os
factoresque
interferiram
na
evoluçãoda profissão
de
Técnico
de Anrálises Ctínicase
SaúdePúlica
nomeadarnentea influência da
situação de estar àmargem da formação
inicial
face àniio
integraçãono
sistema educativo nacional. Eranotório
a
faltade
recoúecimento do nível
de
habilitações académicas afectando a inserção nas organizações, assim como, o seu estatuto profissional (Lopes, 1996)'Hoje'
com a
integfaçãoda
formaçãono
ensino superior, torna-se çl3u;aa
nafritez-ado
seu estafuto.No
decorrer
da
evolução
da
profissiio,
a
formação contínua
teve uma
influência
decisivq
na medidaem
que ooarelação
cotno
saber setorna mais
importante que opróprio
saber"
(Chene,
1g8S).A
formação contínuavem
colmatar
deficiências ouinsuficiências
decorrentesda
formaçilo
inicial,
além
de
que permite
acompanhar aevolução tecnológica
e
consequentes reestruturações
produüvas, aumento
da competitiüdade e, a aqúsição de novas competências'As
organizaçõesde
saúde,quer
a
dtulo
informal, quer
a
título
formal,
são
umacomponente firndamental do sistema educaÍivo.
No
entanto são cada vez mais as acçõesde
formaçãoprofissional
contínua organizadasou
requeridaspor
estas organizações,sem haver
o
cúdado de
procedera uma
gestiio esEafégica dos recursos humanos e, consequentementeuma
gestÍto estratégica da formação profissional, podendo mesmo nem sequer existir acções de formação.A
opção da política e recuÍsos humanos paÍa os planos de acção, ganha em apoiar'se emtécnicas
de
gestÍioprevisional
@odrigUes,1998). Para que
tal
aconteçaé
precisodefinir-se
o
modelo
organizacionalpaÍa
o
qual
a
organizaçáo pretendeevoluir'
Sódepois fará sentido avaliar o potencial dos üabalhadores existentes. E tendo em conta as
Isabel Prata e Silva
A Forma6o Contínua dos Téc,lricos de Análises Cllnicas e §aírde
Priblie-o
caso do Distito de Sehibal'necessidades
do
momentoo e tambémo
quadÍopreüsional,
que se poderá pÍogÍamarcom mais fimdamento a formação profissional a fornecer'
No
entanto, e,m Portugal, Í)or uma questiio de cultura e de práticas pÍedominantes, temsido
diffcil
implemelrtar
a
gestãoesfaÉgica da
formaçãoprofissionat.
E
de
notarcaracterísticas dominantes como' por exemplo:
-
as dificuldades de
gestãoou
atéme$no
de reflexão
estratégicadevido
à falta
de informação sobre a evolu@o tecnológica ou às insuficiências de formação de gestores;-
resistência à evolução organizacional, resistência a recorrer ao apoio técnico externo, atitgdes que tende,m a reduzir a base de construção de competências;- a insipiência de uma gestito voltada para o dese,lrvolvimento dos recursos humanos;
-
a dificuldade dos gestores da formação anteciparem objectivos com prazo longo quevise,m acompanhaÍ as mudanças e pre'parar o
fiÍuro;
- a oferta de financiamento para formação encoraja também a frequência da mesma sem que seja avaliada a sua nece§sidade.
Nesta perspectiva toÍna-se emergente
o
desenvolvimento da.s firngõesde
gestão emPortugal afiavés de uma mudança cultural e através da formação.
No
campo da sagdg,aofqtade
formação contínuaé
caÃavez maior e, todos os sectoressão alvos
de
formação
deüdo
à
ineütávet
evolu@o técnica
e
às
conseqtrelrtesnecessidades
de
formação.
E,
como nâo existe
neúuma
entidade reguladora
daformação contíntra dos profissionais
de
saride,há por
um
lado
in*ituições
onde nâoexiste
política
de formação o,poÍ
outo,
instituiçõe§ que §elimitâm aFnas
a saÍisfazer os pedidos dos profissionais de atgumas carreims, até seesgotr
o
orçamento destinado à formação. Os profissionais de saúde continuam a apresentar diferentes representações sociais assim como diferentestajectórias
identitárias que resultam da convivênciaente
a grande diversidade de actores sociais (Canário 1997:149). Deste modo,reflectir
sobrea formação contínua dos Téc,lricos de Análises Clínicas e
Súde
Fública assume especialimportância
na
medida
em
que se
assiste
à
explosão
de
acções
de
formaçãoindepndentemente da qualidade destas. Com o objecúvo de apenas acumular diplomas
e, não
é
sabidode
as acçõesde
formação contínua frequentadas contribuem para aIsabel PraÍa e Silva
A Formação Contínua dos Técnicos de Análises Clínicas e Súde Píúlica
-
o caso do Distrito de Seüibal'aquisição e/ou desenvolvimento de competências dos profissionais de saúde' Por
outo
laÃo,
a
noção
que
o
profissional
de
saúdetem
relativame,lrteàs
necessidades deformação
condnua
poderá
não
corÍesponder
à
sua
realidade profissional
ousimplesmente não ser satisfeita por inúmeras razões. Porém, ouÚas vezes, stlÍge a recusÍL
no
quediz
respeito à participação nas acções de formação contínua, quando existe aoportunidade de as frequentar.
É em redor desta problemática que se situam Í!s pÍeocupações na presente investigação, pretendendo-se assim fazer uma
úordagem
em torno da percepção que os Técnicos deAnálises
clínicas
e
saúde
púlica
têm
sobre
a
formação
profissional
contínuanomeadamente
no
quediz
respeitoà
suaimportiincia, do
que consideram §er as $uls necessidadesde
formação
contÍnua,
como
é
a
melhor forma
de
adquirirem
edesenvolverem competências,
de como
são
delineadasas
esÚatégiasdos
recursoshumanos relativamente
à
formação contínuae
quaisos
factores que impedema
suaparticipação nas acções de formação contínua
Assim, o desafio consiste em conceb eÍ
a
oÍgaÍlizÂ*lão como um ambiente educativo emque
a
formação contínua seja encarada comoum
processo permanente, integrado nodia-a-dia
dos
profissionais,
e
não
como
uma
função que intervém
à
margem
dos projectosprofissionais
e
organiza§ionais,definindo
então,o tipo
de formação
e
de esüatégiasque
deverãoser privilegiadas para
o
desenvolvimentodas
competênciasdeste
gupo
de
profissionais
paÍa
que
seja
asseguradoo
pÍogresso
da
calreira profissional affavés da percepção que têm relativamente a estaproblemática
Assim pretende-se dar resposta às segUintes questões de investigação:
l.
eual
a percepção que os Técnicos de Análises Clínicas e Saúde Pública têmsobre
a
importância
e
tipo de
acüüdades
formativas,
modos
de
aqúsição
decompetências e necessidades de formação profissional contínua?
2.
Qual(is)
a(0
política(s)
ou
esfiatégia(s)
adoptada§)
pelos
R'H'
dasinstituições
de
saúde, relativamenteà
formação contínuados
Técnicosde
AnrflisesClínicas e Saúde Pública?
3.
Quaisos
factores que estÍio associados à não participação dos Técnicos deAnrálises
clínicas
e saúde Pública na formação continua?Isabel Prara e Silva
A Formação Contínua dos Técnicos de Análises Clínicas e Sarlde Púbtca- o caso do Distrito de SetíúaL
Na sequência das questões anteriores, definiram-se os seguintes objectivos:
Objectivo geral:
-
Aprofirndar
os
conhecimentossobre as
necessidadese
importância
da
formação contínuaatibüda
pelos Técnicos de Análises Clínicas e Saúde Pública, assim como aspolíticas e esüatégias adoptadas pelos r@ursos humanos e os factores que condicionam
a participaç ãa na formação
contÍnuq
-
Contibuir
püÍaamelhoria
das políticas de recursos humanos e a formação contínua dos Tecnicos de Anátisss Qlínicas e Saúde Fúbüca.Objectivos específicos:
l.
Conhecer operfil
de percepção dos Técnicos de Análises Clínicase
Saúde Fúblicarelativamente às necessidades de formação contínua, assim
«)mo,
a importÍincia etipo
de actividades de formaçãocontÍnuq
2.
Identificar os
processos paÍaa
aquisiçãoe
de
desenvolvimentode
competênciasnecessárias ao desempenho da sua actividade profissional;
3.
Conhecera
percepçãodo
Técnico de Análises
clínicas
e
saúdePública face
àspolíticas
ou
estatégias
adoptadaspelos
recursos humanos relativamenteà
formaçãocontínu4
4. Identificar
e
camctet'rzar os factores condicionantes à participação dos Técnicos de Análises ClÍnicas e Saúde Púbticanas actiüdades de formaçilocontínua
2.
Caracteriulçíloda
profrssão de Técnico de AnálisesclÍnicas
e saúdePública
2.1.
Génse
e evoluçãoEm
1882, ao serem criados os primeiros laboratórios municipais de Lisboa e Porto, com a designação deLúoraÍórios
de Higiene, surgiu a necessidade de haver profissionais de saúde cuja intervenção não fosse apenas aonível
da clínica, mas também de apoio aoexercício
clínico em
áreas actualmente identificadas como râreas das tecnologias daIsabel Prah e Silva
A Formaçâo contÍnua dos Técnicos de Análises clínicas e saúde Pública-o caso do DisEito de setÍúal'
saúde,
nomeadamente,
anáIises
clínicas,
anatomia
patológicq radiologia
e cardiopneumologia (Gonçalves Fe'lreiÍa, I 990)'Mas
éem
1901, coma
oÍgani,4lúo
de um laboratório de análises clínicas no Hospitalde
s.
José, que sefaz
refeÍência à existência de Preparadores (designados actualmentepor
Técnicosde
Anátisesclínicas
e
saúde Fública), como
elementos adjuntos dos respectivos chefes.Assim,
foi
aprovado o regulamento do exame paÍaaobtenção do diploma de habilitaçãopara
o
exercício
de
firnções
de
Preparadordos
serviços das
análisesclínicas
dosHospitais Civis de Lisboa, afiavés do Decreto-Lei no 13:974 de 28 de Junho de 1927 '
Em
1938, com a reorganização dos quadros de pessoal dos HospitaisCiüs
deLisboa
os Preparadores eftlm contaÍados entre osindiüduos
aprovados em concurso de provaspráticas
(certidãovalidada
por
3
anos)ao qual só
podiam
concolTeros
candidatoshabilitados com exame de pnática (efectuado nos respectivos serviços) e o curso geral da Escola de Enfermagem
ArturNavara
Em
l94g o Ministério
da EducaçãoNacional
atavés do
Decreto
no37.029de
25
deAgosto,
promulgao
Estatutodo
Ensino ProfissionalIndusüial
e
Comercial'
qve faz referência a vários cllÍsos de formaçâo profissional, nomeadamente cursos deAuxiliar
de Lúoratório,
de
aperfeiçoamentoe
a
cunios especiais ministradosem
escolas deensino profissional,
industiat
e comercial'O
desenvolvimentoda
profissão
teve início com
a
criação das primeiras
Escolas Técnicas dos serviçosde
saúdee
Assistência nas ex-provínciasuttamarinas, afavés
das Portarias no 2:955 de 7 de Janeiro de 1959 (Angola) e no 15
9M
de 19 de Março de 1962 (Moçambique). E, nesta alturao
Estado intervém pelaprimetravez no
sentido deuniformizar
e
centralizaro
ensinoe
sedefinem
indicações clarase
precisas sobre o ensino teórico e pratico do curso de Preparador de Laboratório.o
curso tinha a duração de 3 anos e os candidatos deviam possuir pelo menos o 2o ciclo dos liceus ou habilitaçãoequivalente.
As
aulasdividiam-se em
teóricase
pnáÍicascom
a
obrigatoriedade doestágio.
O
estágiopermitia que os
aftrnos tansportassempaÍa
o
lúoratório o
rigor
científico
que faltava aos pnâticos e, por outro [ado, assegurava aadaptaçáo do aluno aoIsabel Prata e Silva
A Formação ContÍrua dos Téc,lricos de Análises Clínicas e Saude Pública-o caso do Di§trito de SetÍúal.
local de tabalho de modo
a
que
quando este terminasseo
curso, iniciasse
a
suaactividade profi ssional.
Em portugal o processo de formação é diferente .
A
12 de Junho de196l
a Portaria no 18523 preconrm que os profissionais sejam formados através de cursos ministrados em centros de formagão dos hospitais centrais, cujos cursos tinham a duração de
um
ano eüês
mesesde
estágio,cúendo à
comissÍiointer
hospitalarde Lisboa
estabelecer ascondi@es
a
que
deveriam
obedeceros
planos
dos
cursose
fixar
as
noflnas
queasseguÍassem a uniformidade de programas.
Em
1971,com a
criaçãoda
carreirade
TécnicosAuxiliares de Laboratório
dá-se o reconhecimento destes profissionaisatavés
doDecreto-Lei
ro4l4
de27
de setembro.No
mesmo ano é publicada a Portaria que trata da equivalência dos cursos ministrados noInstitúo
Superior de Higiene do Dr. Ricardo Jorge'Em
1977, actualiza-sea
calreira
atravésdo
Decreto
Regulamentarno
87 de 30
de Dezembro, passandoa
designar-sepor
carreira
de
Técnico
Auxiliar
dos
SenriçosComplementares de Diagnóstico e Terapêutica Este Decreto refere ainda que os ctlÍsos eram
de
nafirezaadequada aotipo
de firnções a que se destinassem os interessados, nãosendo
a
sua
duraçãoinferior
a
cinco
semestes
e,
aplicável
tanto
no
território
do continente como no das Regiões Autónomas dos Açores e daMadeira- Como referenciaDinis
(2000:53), não sendojá
uma pré-história, é um tempo de desenvolvimento em que o importante éir
buscar ensinamentos paraumaesfieita relação com a realidade, em que ,,tambémo
ensino tnicial poderá beber nestas fontes e salvaguardar a dimensão saúdee
pratica
corno componenteorigirut'.
Com
a
descolonizaçãoe o
Íegressoa
Portugal dos profissionais
diplomados pelas Escolas Técnicasdos
Serviçosde
Saúdee
Assistênciado [Jltamar,
foi
publicadalegislação que permitisse a sua
integação
nacareira
de TécnicoAuxiliar
dos serviçoscomplementares
de
Diagnóstico
e
Terapêuticu
c,jlaÂapelo
Decreto
Regulamentarsupracitado.
No
mesmo Decreto são ainda contemplados os profissionais que, não sendopossúdores
de
habilitações profissionais
adequadas,mas
que se
enconfavam
a desempenhar fungões de Preparador de Laboratório, frequentem cursos de promoçÍÍo' Estes cnrsosüeram
a ser regulamentados afiavés da Portarian"
217180 de3
deMaio'
Isab€l Prata e Silva
,.8-§[.&
.25!:-*-','
', |,frti
-,'',';"'JÉ
Jr I ''ai ;)t 'j- , lá,úruH#'
AFormação Contínuados Técnicos de Análises Clfoicas e Sdde P{úIica-o caso do Distito de S€hibal'
Coúe,
entâo, à Escola Nacional de Saude Fública a responsabiüdade da organização e zupervisão dos cursos de promoção.os
cursos tinham uma dnração que oscilavaente
os seise oito
mese§, sendo afixadoo
PÍazo de 31 de Deze'mbrode
1981 comolimite
mráximo.Nos anos 80, apesar de
já
anrmciadaafutura sriaçâo da Escola Técnica dos Serviços desaúde
de
Lish4
é
publicada
a
Portarian"
709/80
de 23 de
setembro em que
osNúcleos de Formação passam
a
ser designadospor
Centros de Formação de TécnicosAr»rilires
dos Serrriços Comple,mentares de Diaggóstico e TerapêuticaA
duração docurso era
de cinco
a
seis §emesües, consoante as característicasde
cada cursoe,
ashabilitaçõ€s
literárias
mínimasde
admissão eramo
ge anode
escolaridade dando-sepreferência aos candidatos que possússem
o
l lo
ano.Era
obrigatóriaa
prestação deuma prova eliminatória
de
selecçãoe
avaliaçãode
coúecimento§
pÜa
admissão a qualquer um dos cllͧos minisfiados.Em
l9g2
oDecreto-LeiÍ.
37ltr2de
l0
de Sete,mbro, são criadas as Escolas Técnicasdos serviços de saúde de Lisboa,
Porto e
coimbra
que vê'm substituiros centros
deFormaçtío. Estas Escolas juntamente
com
a Escola de Reabilitação doAlcoitão
criadapela Portaria no
22
034
de4
de
Junhode
L966, compete desenvolver as actividadesrelacionadas
com
a
formaçãoe
aperfeiçoamentodo
pessoalt&nico
dos
serviços de saúde. Estas instituigões têm autonomia técnica, ar{minisEativa e pedagógica Dispõem também de sedes próprias e firncionamento com ligação aos estabelecimentos e serviços de saúde aÊravés dos Centros de Formação'Em
1983
aravés
do
Despachodo
Departamentode
Recursos Humanosda
saúdepúlicado
noDiário
da Reprlblica no 38,tr
Sériede
16 de Fevereiro,foram
prúlicados os planos de estudos dos cgrsos assim como as fimções dos profissionais pertencentesao
pessoaltécnico dos
serviços complementaresde
diagnósticoe terapêúica com
a duração de3
anos.Com o
novo plano de estudos, era possíveladquirir
o
má:rimo decompetências,
ao longo da
formação
inicial,
para
de
modo eficiente
iniciar
a
suaactividade profissional logo que terminasse o curso'
Isabel Prata e Silva
A Formação Conthua dos Técnicos de Análises Clínicas e Satlde Pública-o caso do Dí§Eito de Setíúal.
Em
19g5 assiste-seà
criação
da
carreira
de
Técnico
de
Diagnóstico
e
Terapêuticaafiavés
do Decreto-Lei
no384-8,
assimcomo
a
sua posterior integração nos coÍpos especiais da saúde e,m 1989 pelo Decreto-Lei no 184189'Mais
tarde, com
a
introdução de
alteraçõesno
exercícioprofissional
desta ca:reira,houve necessidade de especificar
o
conteúdo firncionalrelativo
às várias profissões e àdefiniçÍio
das competências pelas várias categorias dacareirq
as quais vêm definidas na PortaÍia256-Ade28
deMaio
de 1986.Z.2.Bormação
inicial
Decorrente da evolução descrita anteriormente, a formação
inicial
destes profissionais pÍrssouatgr
aduração detês
anos desde 1980, mas só em 1993, aquando da integraçãodas
escolasno
sistemaeducativo nacional
ao nível do
ensino superior politécnico,aüavés do Decreto-Lei no
4l5tg3
de 23 de Dezembro, se dá orecoúecimento
de grau de bacharel aos cursosministados
pelas Escolas Técnicas dos Serviços de Saúde' Coma
ntegnçaa no
sistemaeducativo
nacional tornou-se necessariorever os
planos de estudos dos cursos, cuja revisão ocorreuem
1994 através da Portarian"
791194 de 5 de Setembro.o
curso superior de
Análises
clÍnicas
e
de
saúde Pública
é
um
dos
1l
cursosministrados pelas escolas públicas, se'lrdo estas:
- Escola Superior de
Tecnologadasaúde
de Lisboa;- Escola Superior de
Tecnologiadlsaúde
de Coimbra;- Escola Superior de
TecnologadaSaúde
do Porto;- Escola Superior de
Súde
de Bragança;- Escola Superior de Saúde
Dr.
Lopes Dias em Castelo Branco;- Escola Superior de Saúde de Faro.
No
entanto,o
mesmocurso
{
minisüado
por
vrárias instituições particulares, sendo estas:Isabel Prab e Silva
A Formaçito Contínua dos Técnicos de Análises Clínicas e Súde Priblica-o caso do Di§Eito de Setúbal'
- Escola Superior de Saúde Egas
Moniz;
- Escola Superior de Saúde Jean Piaget de
VilaNova
de Gaia; - Escola Superior de Saúde Jean Piaget/l''[ordeste;- Escola Superior de
SÚde
do Vale doAve;
- Instituto Superior de Saúde do
Alto Ave;
- Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches;
- Escola Superior de Saúde Atlântica;
- universidade Fernando Pessoa- Escola superior de saúde.
Com
a
publicaçãoda
Portaria no413-A de
17 de Jutho
de
1998
é
aprovado, peloMinistro
da Educação, o Regulamento Geral dos CursosBietípicos
de Licenciatura nas Escolas de Ensino superior Politécnico. Assim,em
1999, atavés da Portaria no 505-D, de 15 de Julho,foi
criada um conjrmto de cursos Bietápicos de Licenciatura nas Escolas Superiores de Tecnologras da Saúde.Actualmente,
o
Cursode Análises Ctínicas
e
Saúde Púbtica desenvolve-seem
dois ciclos defomação.
Oprimeiro ciclo
é composto por seis semes6es e confere o grau de bacharel.O
segundo ciclo teve início no ano lectivode
1999t2000, é composto por dois semesfies e confere o grau de licenciado em que só poderão candidatar-se os titulares do grau de bacharel @ortaria no 692101de 10 de Julho)'com a
declaração deBolonh4
assinadaem
19 de Junho de 1999 pelosMinistros
daEducação
de
29
países etpopeut,
acordo que contem como objectivo central
oestabelecimento até 2010,
no
espaço euÍopeudo
ensino zuperior coerente' compatível'competitivo
e
afiactivo
para
estudantes europeuse de
paísesterceiros'
espaço que pÍomovaa
coesão europeiaatavés
do conhecimento, competitividade, a mobilidade e empregabiüdade no EspaçoEtropeu
o
Decreto-Lerf4gt2005
de 30 de Agosto tem como objectivointroduzir
as alteraçõesindispenúveis
à concretização do Processo deBoloúa
e veio alterar aLei
de Bases dosistema
Educativo.
Alguns
exemplos são:a
adopçãodo
modelo
de
organização do ensino superior em três ciclos-
licenciatura, mestradoe
doutoramento; a üansição deIsâbel Prata e Silva
A Formação Contínua dos Téc,nicos de Análises Clínicas e Salde Pírblica-o caso do Di§trito de Seüibal
um
sistemade
ensino
baseadona ideia da
transmissâode
conhecimentos para umsistema baseado no desenvolvimento de competências; a adopção do sistema europeu de
céditos
curriculares.Actualmente o ensino do Curso Superior de Análises Clínicas e de Saúde Pública ainda não está definido quanto à duração do mesmo (seis ou oito semestres).
Verifica-se, portanto, que nas ultimas décadas se têm desenvolvido esforços, por forma
a
reforçar os
sakres
analíticos sustelrtadospor um
co{po sistemáticode
teori4
quepermita aos profissionais compreendeÍ a srra
própria
pránca, caÃavez mais vocacionadapaÍaodesempenhodasactividadesdeconcelryão,planificaçãa'organiraúo'aplicaçãoe
avalnq,áodo processo de
tabalho
no âmbito darespectivaprofissão.23. Fomação pós4raduada
Relativamelrte
à
formação pós-graduada,verifica-se
que teveinício
ooma
criação do Curso Comple,mentar de Ensino e AdminisEação, afiavés da Portariaf
549186 de 24 deSetembro,
minisüado
nas Escolas Técnicas dos Serviços de Saúde deLisboq
Porto eCoimbra e Escola De Reabilitação de
Alcoitão.
A
criação deste cursocontibuiu
paÍa odesempenho
de
novas fimções
no
seio
da
saúde, nomeadamentenas
áreas
dainvestigação, do e,nsino e da adminisfação. O curso
.Íftaaduração
de um ano lectivo e compreendiaum
conjunto de
disciplinase
estágios nas áreasde
administraçâoe
deensino.
Em
1997,o
Decreto-Lei no
281
de
15 de outubro
de
1997
reconhece atit,laridade
doDiploma
de Estudos Superiores Especializados aos titulares do diploma do Cprso Comptememtar de Ensino eAdministação,
desde que fossem titulares do grau de bacharel.Em
2001
atravésdo
Decreto-Lei
no99 de 28 de
M*ço,
as Escolas Superiores deTecnologia
da
Saúde, soba
tutela exclusiva
do Ministério
da
Educação, criou-se a possibilidade dos profissionais prosseguirem os seus estudos em outros domÍnios'Actualmente existem
vários
Cursosde
Pós-graftração,Mesffido
e
Especializaçõesminis6alss
por Escolas Superiores, Universidades, Sindicatos.Isabel Prata e Silva