Análise Fundamentalista
Carteiras Recomendadas
Análise XP
Portfólios Carteira XP
A Carteira XP teve um desempenho de +11,3% no mês de agosto, enquanto que o Ibovespa se valorizou 9,8%, novamente muito influenciado por questões políticas. No ano, a Carteira XP mantém o bom desempenho, gerando um ganho expressivo de 22,7%, cerca de 3,7 p.p. acima do Ibovespa.
Carteira XP Dividendos
A Carteira XP Dividendos obteve uma performance positiva de 8,6% no mês de agosto. Esse desempenho foi cerca de 1,2 p.p abaixo do Ibovespa, por se tratar de um portfólio mais defensivo e com menor beta em relação ao índice. No ano, a Carteira XP Dividendos segue com uma ótima performance de 24,3%, frente aos 19,0% do Ibovespa.
Carteira XP Small Caps
Esse não tem sido um ano bom para os papéis de menor valor de mercado em nossa bolsa. No mês, nossa Carteira XP Small Caps apresentou performance positiva de 5,1%, abaixo do Ibovespa (+9,8%).
Carteira XP Alpha
A Carteira XP Alpha se valorizou 9,1% em agosto, contra a valorização de 9,8% do Ibovespa.
Índice
Portfólios Performance Trocas Panorama Macroeconômico Carteira XP Carteira XP Dividendos Carteira XP Small Caps Carteira XP Alpha DisclaimerPerformance
Carteira XP 22,7 -2,8 37,5 -12,1 15,9 76,5 35,4 29,8 187,3 dif. p.p. 3,7 p.p. 12,7 p.p. 30,1 p.p. 6,0 p.p. 14,8 p.p. 31,5 p.p. 12,8 p.p. 22,4 p.p. 157,7 p.p. Carteira XP Dividendos 24,3 14,1 16,4 3,6 29,3 41,8 37,0 55,6 202,9 dif. p.p. 5,3 p.p. 29,6 p.p. 9,0 p.p. 21,7 p.p. 28,3 p.p. -32,7 p.p. 14,5 p.p. 48,2 p.p. 147,0 p.p. Carteira XP Small Caps -8,9 -8,0 26,6 -18,9 - - -4,8 -11,9 -13,9 dif. p.p. -27,9 p.p. 7,5 p.p. 19,2 p.p. 0,0 p.p. - - -27,3 p.p. -19,3 p.p. -1,5 p.p. Carteira XP Alpha 2,0 -3,3 - - - -1,4 dif. p.p. -17,0 p.p. -11,8 p.p. - - - - - - -30,5 p.p. Ibovespa 19,0 -15,5 7,4 -18,1 1,0 45,0 22,5 7,4 29,6 Carteira XP -6,5 2,5 3,7 3,7 -0,1 4,7 2,3 11,3 - - - -dif. p.p. 1,0 p.p. 3,7 p.p. -3,3 p.p. 1,3 p.p. 0,7 p.p. 0,9 p.p. -2,7 p.p. 1,5 p.p. - - - -Carteira XP Dividendos -4,1 0,0 6,0 2,8 2,7 5,6 0,9 8,6 - - - -dif. p.p. 3,4 p.p. 1,1 p.p. -1,1 p.p. 0,4 p.p. 3,5 p.p. 1,9 p.p. -4,1 p.p. -1,2 p.p. - - - -Carteira XP Small Caps -9,6 -1,4 -3,4 0,4 2,4 0,7 -2,9 5,1 - - - -dif. p.p. -2,1 p.p. -0,2 p.p. -10,4 p.p. -2,0 p.p. 3,2 p.p. -3,1 p.p. -7,9 p.p. -4,7 p.p. - - - -Carteira XP Alpha -9,3 2,5 8,9 -5,3 -5,3 4,5 -1,5 9,1 - - - -dif. p.p. -1,8 p.p. 3,6 p.p. 1,8 p.p. -7,7 p.p. -4,5 p.p. 0,8 p.p. -6,5 p.p. -0,7 p.p. - - -
-Ibovespa -7,5 -1,1 7,1 2,4 -0,8 3,8 5,0 9,8 - - -
-*Inicial: Carteira XP 30/4/2009, Carteira XP Dividendos 2/1/2009, Carteira XP Small Caps 30/12/2010, Carteira XP Alpha 28/6/2013.
mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 Portfólio jan/14 fev/14 mar/14 abr/14
Performance: Carteiras XP
Portfólio 2014 2013 2012 2011 2010 2009 Últimos 12 m Últimos 24 m Inicial* -5,0 0,0 5,0 10,0 15,0ago-13 set-13 out-13 nov-13 dez-13 jan-14 fev-14 mar-14 abr-14 mai-14 jun-14 jul-14 ago-14
Trocas
Carteira XP
Modificações:
Retirada das ações de Petrobras PN (PETR4): troca por PETR3 (racional mais detalhado abaixo).
Retirada das ações de Lojas Americanas (LAME4): optamos pela saída de LAME4, não porque não gostamos do ativo, mas porque acreditamos que a companhia
apresentou bom desempenho e cumpriu o seu papel. Como ela se beneficia menos de queda de juros, olhando para 2016, preferimos exposição a HGTX3 a LAME4.
Redução de 5% em Cielo (CIEL3): reflexo da adequação do portfólio ao ambiente mais propenso ao risco. Observamos uma procura acentuada por instituições com
influência baseada na alternância de poder (cenário mais provável neste instante) e aliado a isso, optamos por empresas com preços/múltiplos mais reduzidos.
Entrada de 15% em Petrobras ON (PETR3): optamos pela entrada de PETR3 no lugar da PETR4 por acreditarmos que a última semana de agosto foi fundamental
para aumentar a probabilidade da alternância de poder e, isso ocorrendo, as ações ONs da Petrobras são mais beneficiadas do que as PNs, pois as mesmas, hoje, operam com desconto em relação as PNs, por pagarem 50% menos de dividendos. Acreditamos que as chances de equalização nos dividendos aumentarão. Aliado a isso, com o provável fluxo de investidores estrangeiros, as ADRs da Petrobras com maior liquidez são as das ações ONs, corroborando nossa visão de retorno de dividendos para as ações ONs, que seguem negociando com desconto em relação as PNs. Além da troca de PETR4 por PETR3, resolvemos aumentar nossa exposição as ações da Petrobras, pois acreditamos que a companhia é a que mais se beneficia numa possível alternância de poder, devido ao seu beta político. E como o cenário ficou um pouco mais claro, resolvemos elevar nossa exposição ao ativo, que terá aumento de participação no Ibovespa. Vale ressaltar que as ações ONs serão mais beneficiadas do que as PNs em relação ao aumento de participação no índice Bovespa.
Entrada de 8% em Hering (HGTX3): optamos pela inclusão de Hering na nossa carteira mensal, pois acreditamos que o pior momento já passou, quando a
companhia reportou um SSS (Vendas Mesmas Lojas) negativo em 9,9% no 2T13. Acreditamos que aquele foi um momento de inflexão e a Hering acertou na coleção que está apresentando boas vendas no 3T13. Aliado a isso, as ações, apesar da alta em agosto, após a divulgação de resultados, negociam a múltiplos, ainda baixos, de 12x P/E 2015E. Já temos recomendação via estruturadas e agora resolvemos incluir o ativo na nossa carteira mensal.
Carteira XP Dividendos
Modificações:
Retirada das ações de Multiplus (MPLU3): reflexo da adequação do portfólio ao ambiente mais propenso ao risco. Observamos uma procura acentuada por
instituições com influência baseada na alternância de poder (cenário mais provável neste instante). Com base nisso, notamos boas oportunidade em outras empresas boas pagadoras de dividendos e que sofrem certa influencia do call político.
Retirada das ações de Ambev (ABEV3): optamos pela saída de ABEV da nossa carteira dividendos, pois acreditamos que o cenário piorou em relação ao aumento
da taxação a companhia e isso deve impactar em distribuição de dividendos, com yields menores. Assim, acreditamos que não se justifica exposição ao ativo com yield menor.
Entrada de 12% em Petrobras ON (PETR3): optamos pela entrada de PETR3 por acreditarmos que a última semana de agosto foi fundamental para aumentar a
probabilidade da alternância de poder e, isso ocorrendo, as ações ONs da Petrobras são mais beneficiadas do que as PNs, pois as mesmas, hoje, operam com desconto em relação as PNs, por pagarem 50% menos de dividendos. Acreditamos que as chances de equalização nos dividendos aumentarão. Aliado a isso, com o provável fluxo de investidores estrangeiros, as ADRs da Petrobras com maior liquidez são as das ações ONs, corroborando nossa visão de retorno de dividendos para as ações ONs, que seguem negociando com desconto em relação as PNs.
Aumento de 5% em BM&F Bovespa (BVMF3): na mesma linha de raciocínio da retirada de Multiplus, enxergamos melhores perspectivas para BVMF3 dado o
cenário político atual.
Aumento de 5% em Itausa (ITSA4): : consideramos a elevação da exposição em instituições financeiras privadas como forma de manter a qualidade do portfólio,
obtendo mais aderência a tendência de alta observada no curto prazo.
Carteira XP Small Caps
Modificações:
Para este mês, não realizamos alterações.
Carteira XP Alpha
Modificações
Panorama Macroeconômico
O mês de agosto se encerra com a corrida eleitoral sendo protagonista em todas as esferas, o Ibovespa registrou uma valorização de 7,99%.
O destaque do mês ficou com o campo político, a morte do então candidato à presidência da república Eduardo Campos atraiu de vez a atenção da população para o assunto eleições. A confirmação da candidatura de Marina Silva gerou uma enorme expectativa sobre a possibilidade de segundo turno, algo que não somente se confirmou nas pesquisas como foi além, com a candidata Marina Silva aparecendo na frente de Dilma Rousseff em um possível embate em segundo turno. A bolsa atingiu as máximas do ano com a divulgação das pesquisas Datafolha e Ibope. Nos dois primeiros dias de setembro será realizada uma reunião do COPOM, a expectativa é de que a taxa Selic seja mantida a 11%.
A economia brasileira seguiu apresentando resultados negativos, em índices de confiança, vendas no varejo, expectativa do mercado quanto a crescimento, culminando com a divulgação do PIB do segundo trimestre.
O resultado de contração de 0,6% no segundo trimestre surpreendeu o consenso de analistas que projetavam algo como -0.4%. Porém, a surpresa maior veio da revisão baixista que deslocou o resultado do primeiro trimestre de +0.2% para -0.2%, colocando, assim, o Brasil em caráter de recessão técnica.
No exterior, os dados também surpreenderam negativamente. A zona do euro apresentou dados de estagnação no segundo trimestre do ano, com destaque negativo para a Alemanha, os índices de confiança na Europa seguem fortemente influenciados pela crise entre Ucrânia e Rússia, e os índices de inflação dos países permanecem baixos, afastando a zona do euro de sua meta de 2%. Restou a Mario Draghi (presidente do Banco Central Europeu) em seu discurso em Jackson Hole acenar com uma possível nova política monetária aos moldes do quantitative easing realizado pelo Reino Unido e Estados Unidos.
Nos Estados Unidos a expectativa sobre o período que serão elevadas as taxas de juros segue nebulosa, o discurso de Janet Yellen reforçou que o FED não está decidido sobre a adequabilidade do momento atual para que tal medida seja tomada. O mês de setembro guardará forte atenção para dados relativos a desemprego e inflação na economia norte-americana.
Em setembro com a realização de novos debates e talvez um maior efeito das propagandas eleitorais a disputa eleitoral tenha sua direção mais clara, o novo elemento Marina já provoca uma reorientação na estratégia de campanha de Dilma e Aécio. No âmbito estadual, 14 dos candidatos que apoiam abertamente a candidata à reeleição Dilma Rousseff estão liderando as pesquisas contra 11 que apoiam o candidato Aécio Neves. Talvez o maior destaque das últimas pesquisas estaduais foi o candidato a governador do Pernambuco Paulo Câmara do PSB que subiu de 13% para 29%.
A disputa segue em aberto, no entanto, os mercados começam a considerar uma maior probabilidade de eventual vitória da oposição. Dilma faria história pela segunda vez em termos de disputa eleitoral, primeiro fez ao ser a primeira mulher eleita presidente, agora seria a primeiro pessoa a perder uma reeleição após a redemocratização do país .
Carteira XP
Itaú Unibanco (ITUB4): a expansão das operações dos bancos privados começa a acelerar, se comparada com as taxa de concessão dos banco de controle estatal. Porém, a originação de créditos surge com melhor qualidade, apoiada em segmentos de melhor relação risco/retorno. Agrada-nos o fato de que os níveis de spread começam a demonstrar recuperação, dado o aumento nas taxas de juros básica e sinais de arrefecimento da pressão sobre as taxas praticadas no setor. Itaú Unibanco já negocia com múltiplos superiores a Bradesco, devido a sua perspectiva positiva e entrega de melhor retorno. Adicionalmente, a instituição enxugou custos e despesas nos últimos trimestres, além de ter realizado aquisições relevantes, como a participação remanescente da Redecard. Acreditamos que o desempenho divulgado no 1º trimestre continua sendo o melhor desempenho dentre as instituições financeiras. O banco demonstra que segue em tendência positiva em termos de queda de inadimplência, evolução de sua margem com clientes, custos operacionais sob controle, continuidade do foco em ganhos de eficiência, evolução relevante no lucro líquido e outras métricas de retorno final. Quanto ao imbróglio que tramita no STF a respeito dos planos econômicos, consideramos que a instituição detém excesso de capital o suficiente para absorver impactos relevantes. Além do fato de que sua exposição aos processos é relativamente reduzida, dado a sua representatividade no sistema financeiro nacional.
Petrobras (PETR3): a Petrobras dispensa apresentações. O principal motivo da inclusão de Petrobras na nossa carteira é a volatilidade, que só tende a se manter elevada. Como queremos reduzir essa volatilidade em relação ao índice, resolvemos ter uma exposição na companhia, que possui uma participação total de 12% no índice Bovespa, ON 3,96% e PN 8,119%. Assim, optamos por uma exposição ainda baixa em relação ao índice, 8%. Aliado ao mencionado, boa parte dos riscos e preocupações do mercado com a companhia estão precificados, com a empresa negociando a 54% do patrimônio. Além disso, acreditamos que, em algum momento, nesse ano ocorrerá reajuste de preços de combustíveis e, por último, o fluxo de capital, que tem vindo dos investidores que estavam posicionados na Rússia (todos sabem a razão da saída dos investidores da Rússia).
Hering (HGTX3): a Companhia Hering é uma empresa que opera na indústria de moda brasileira. A companhia é ativa no gerenciamento de marca, fabricação e varejo, vende os seus produtos sob diversas marcas, como: (a) Hering, (b) Hering for you, (c) Hering Kids, (d) PUC e (e) dzarm. A rede de lojas é distribuída através de lojas próprias e franquias, multimarcas e também por vendas on-line.
Embraer (EMBR3): a Embraer é hoje uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo. Com mais de 40 anos de existência, a instituição atua em todas as etapas de um processo complexo: projeto, desenvolvimento, fabricação, venda e suporte pós-venda de aeronaves para os segmentos de aviação comercial, aviação executiva, além de defesa e segurança. Já foram produzidos pela Embraer mais de 5 mil aviões, que operam em 80 países, nos cinco continentes, tornando-a líder no mercado de jatos comerciais com até 120 assentos, além da fabricação de alguns dos melhores jatos executivos em operação e da entrada em um novo patamar no setor de defesa. Com receitas bem diversificadas, o ativo detém correlação de desempenho com a economia mundial. Sendo uma instituição/escolha defensiva, em um momento de fundamentos brasileiros desfavoráveis na comparação com a América Latina e âmbito mundial. E ativo com movimentos descorrelacionados com questões políticas. Corrobora para a escolha de exposição o patamar de valor do grupo ( E2015 P/E: 14,4 % P/BV: 1,7) aliado as suas perspectivas de crescimento no médio/longo prazo.
P/L EV/EBITDA P/VPA ROE
25% ITAU UNIBAN-PREF ITUB4 Financeiro R$ 214.471 MM 10,5x - 2,1x 21%
15% PETROBRAS PETR3 - R$ 295.584 MM 9,2x 7,1x 0,8x 8%
8% CIA HERING HGTX3 Varejo R$ 4.607 MM 13,4x 9,1x 4,1x 32%
5% EMBRAER EMBR3 Bens de Capital R$ 16.150 MM 14,4x 7,0x 1,7x 12%
15% ESTACIO ESTC3 Educacional R$ 9.372 MM 16,4x 11,9x 3,7x 27%
10% CIELO SA CIEL3 Financeiro R$ 65.971 MM 17,3x 13,5x 12,5x 75%
10% BB SEGURIDADE PA BBSE3 Financeiro R$ 71.480 MM 18,6x 14,9x 8,7x 49%
12% RANDON PART-PREF RAPT4 Bens de Capital R$ 2.063 MM 9,3x 5,8x 1,3x 14%
Composição: Carteira XP
Carteira XP
Estácio (ESTC3): a Estácio é um dos mais relevantes grupos educacionais do país, com 78 cursos de graduação, mestrado, doutorado e cursos de extensão, para uma base de mais de 330 mil alunos. Atualmente conta com 260 mil alunos presenciais (com forte presença no RJ) e cerca de 70 mil alunos em EAD. Tanto no segmento presencial quanto no EAD, a empresa tem apresentado um crescimento de 2 dígitos em sua base de aluno. A empresa está em um momento de ganhos de margem e melhora operacional, que pode ser observado nos resultados dos últimos trimestres. Recentemente a Estácio adquiriu a UniSEB, marca muito forte em EAD, principalmente no estado de SP. Além do EAD ser um segmento muito promissor (cresce 2 dígitos nos últimos anos), com essa aquisição a Estácio entra em São Paulo, região em que a empresa não tinha uma presença muito forte. Outro ponto a se destacar é o FIES, financiamento oferecido pelo governo e que já está em andamento, proporcionando condições muito atraentes para os alunos, ao mesmo tempo que diminui a evasão e aumenta o ticket médio para as instituições participantes. Das empresas do setor de educação preferimos a Estácio, por se tratar de um case com maior visibilidade quanto aos ganhos de margem e crescimento, ao passo que para Kroton e Anhanguera ainda restam incertezas quanto as condições de aprovação da fusão pelo CADE.
Cielo (CIEL3): a Cielo tem como atividades principais a prestação de serviços de credenciamento de estabelecimentos comerciais e de estabelecimentos prestadores de serviços para a aceitação de cartões de crédito e de débito, bem como de outros meios de pagamento ou meios eletrônicos necessários para registro e aprovação de transações não financeiras. Atualmente a empresa se encontra em patamares considerados atrativos em termos de preço, visto o posicionamento diferenciado no mercado de adquirência, em que as margens e perspectivas de crescimento justificam o patamar de seus indicadores de valor e expectativas para o ativo. O racional de investimento está igualmente apoiado em seus resultados financeiros consistentes e ganhos de market share, mesmo com a atuação mais agressiva por parte de seus concorrentes com menor participação no mercado, no sentido de obter a fatia maior no segmento (GetNet e Rede). Os receios do mercado quanto a possíveis intervenções do governo já foram encerrados com a definição do Banco Central como o regulador oficial do setor. BB Seguridade (BBSE3): a BB Seguridade representa um agregado de instituições focadas em produtos no mercado de seguros (BB Seguros), corretagem (BB corretora) e resseguros (IRB-Brasil). Se é verdade que a empresa é controlada por um banco Estatal, o risco de intervenção é, em nossa visão, mitigado pela parceria com entes privados (ex: Mapfre). Consideramos igualmente atrativo o fato de que o setor de seguros ser ainda inicial no Brasil, considerando o todo da economia. Seguimos vendo a empresa como uma excelente forma de se expor a um setor com crescimento acima da média e menos correlacionado com o desempenho agregado. A empresa é bastante lucrativa, com retorno alto (ROE: 45%), capilaridade e ampla capacidade de expansão a partir da baixa penetração na base de cliente do Banco do Brasil. Vale ressaltar que o anúncio de criação de uma nova instituição financeira por parte do BB e Banco Postal é considerado uma nova possibilidade de expansão para suas operações.
Randon (RAPT4): a Randon é líder nacional nos segmentos que atua. Fundada em 1949, tem um marca extremamente forte e histórico de rentabilidade muito consistente. Atua nos mercados de Veículos e Implementos (cerca de 53% da Receita Líquida), Autopeças (aproximadamente 45% da Receita Líquida) e Serviços Financeiros (segmento menos relevante, representando apenas 2% da Receita Líquida). Está entre os 5 maiores fabricantes mundiais de semirreboques (quase 30% de market share no Brasil) e é líder nacional na fabricação de materiais de fricção, freios a ar e outras autopeças para veículos comerciais. Os níveis de preços atuais não refletem o retorno que a empresa pode proporcionar, dado que 2014 tem tudo para ser um ano tão bom quanto 2013 (um dos melhores anos da companhia), mas está nos patamares de preço de 2012, um dos piores anos da empresa. Acreditamos que ao longo do tempo os investidores irão ver os resultados da empresa, e os fundamentos devem começar a se refletir no preço das ações.
Carteira XP
Carteira XP Dividendos
Cielo (CIEL3): ver comentário página 6.
Itaúsa (ITSA4): O grupo foi constituído para centralizar as decisões financeiras e estratégicas de um conjunto de empresas. Atualmente sua composição está, quase exclusivamente, apoiada em Itaú Unibanco (96%). Neste sentido, a melhor definição do ativo e suas perspectivas podem ser obtidas através de uma análise a respeito do banco Itaú Unibanco. O banco enxugou custos e despesas nos últimos trimestres, além de ter realizado aquisições relevantes, como a participação remanescente da Redecard e CorpBanca. Acreditamos que o desempenho continua superando as expectativas do mercado, sendo a melhor performance dentre as instituições financeiras. O banco demonstra que segue em tendência positiva em termos de queda de inadimplência, evolução de sua margem com clientes, custos operacionais sob controle e continuidade do foco em ganhos de eficiência. Principal risco de curto prazo, o julgamento que tramita no STF, pode gerar desconforto e volatilidade no período de investimento. Porém, acreditamos que a instituição dispõe de excesso de capital suficiente para absorver impactos significativos tendo um cenário mais favorável mais favorável para instituições financeiras. Vale ressaltar que consideramos que o ativo se encontra em patamar descontado, se comparado ao seu desempenho operacional (P/E 2014: 7,2, 2015:6,4/ Div. Yield: 4,1%). No relativo, o setor em questão torna-se mais atrativo. Em função da evolução em termos de preço dos demais setores do meio financeiro.
BB Seguridade (BBSE3): ver comentário na página 6.
BM&FBovespa (BVMF3): a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros é líder na América Latina, sendo a principal instituição brasileira de intermediação para
operações no mercado de capitais, a companhia desenvolve, implanta e provê sistemas para negociação de ações, derivativos de ações, derivativos financeiros, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, moedas à vista e commodities agropecuárias. Acreditamos que a empresa detém e deverá manter no curto, médio e longo prazo uma participação bem consolidada nas plataformas de negociação e pós-negociação de ativos financeiros, evoluindo no processo de integração verticalizada de seus negócios, incentivando e investindo em iniciativas incipientes/rentáveis. Em nossa concepção, o patamar de valor para o ativo é injustificado, observando o nível elevado de suas margens operacionais (66%), retorno final, geração de caixa, configurando uma boa oportunidade de compra para geração de valor no médio/longo prazo.
Kroton (KROT3): a Kroton é uma das maiores empresas do setor de Educação no Brasil. Atualmente conta com mais de 500 mil alunos, distribuídos na modalidade presencial e EAD (Ensino a Distância). Recentemente foi aprovada a sua fusão com a Anhanguera, formando a maior empresa de capital aberto no setor de Educação. A Kroton tem mostrado uma enorme capacidade de gerar valor e concretizar sinergias das recentes aquisições. O resultado do 1T14 continuou surpreendendo o mercado que já tinha altas expectativas. Com ganhos de margem e bom crescimento na base de alunos, a empresa deve ultrapassar seu guidance mais um ano. Vale lembrar que não só o operacional da empresa é sólido, mas o setor de Educação como um todo tem performado muito bem, e com boas perspectivas para 2014.
Petrobras (PETR3): ver comentário na página 5.
P/L EV/EBITDA P/VPA ROE
18% KROTON KROT3 Educacional R$ 27.093 MM 16,6x 16,8x 4,5x 27%
15% CIELO SA CIEL3 Financeiro R$ 65.971 MM 17,3x 13,5x 12,5x 75%
25% ITAUSA-PREF ITSA4 Financeiro R$ 66.483 MM 8,1x - - 194%
15% BB SEGURIDADE PA BBSE3 Financeiro R$ 71.480 MM 18,6x 14,9x 8,7x 49%
15% BM&FBOVESPA SA BVMF3 Bolsa R$ 25.650 MM 17,0x 14,8x 1,3x 12%
12% PETROBRAS PETR3 - R$ 295.584 MM 9,2x 7,1x 0,8x 8%
Carteira XP Dividendos
Carteira XP Small Caps
Valid (VLID3): a Valid é uma empresa com atuação em 4 segmentos: Meios de Pagamento (principalmente cartões bancários), Sistemas de Identificação (emissão de CNH, documentos de veículos, RG, dados biográficos e biometria), Telecomunicações (venda de chips de celular ou serviços gráficos para telefonia) e Certificado Digital. Essas diferentes frentes de negócio possibilitam uma diversificação de risco e simultaneamente abrem diversas oportunidades de crescimento. Hoje a maior parte da geração de caixa operacional da empresa (60%) vem do segmento de Sistemas de Identificação, que conta com barreiras de entradas consideráveis (confiabilidade de serviço e investimento alto para troca de operador), além de proporcionar uma geração de caixa recorrente para sustentar e dar conforto para criação de novas linhas de negócios. Recentemente o segmento de Meios de Pagamento e Telecomunicações não tem performado bem, porém a empresa já realizou uma reestruturação para a nova realidade de menores volumes. A ação sofreu bastante por causa dessa queda, alinhando as expectativas dos investidores ao novo patamar de produção desses segmentos. Porém um ponto crucial foi o anúncio de associação com os Correios, que a empresa divulgou dia 02/12 e que pode ser um ponto de mudança estrutural no case de investimento. Alguns serviços que podem estar no escopo são: transmissão eletrônica de contas/extratos, que hoje são feitos via papel, e transmissão/distribuição de documentos oficiais autenticados digitalmente (a Valid já tem o segmento de Certificação Digital em operação). Lembrando que os Correios têm atuação nacional e capilaridade extremamente relevante. Apesar de não termos nenhuma informação adicional sobre a associação, sabemos que a Valid já foi escolhida como parceira e, em breve, a empresa deve divulgar mais detalhes. O ponto importante é que ninguém está colocando isso na conta ainda, e a medida que saírem mais informações a ação pode performar.
Ânima (ANIM3): a Ânima atua em um nicho mais específico, se compararmos com as demais empresas abertas. A empresa tem uma presença muito forte em BH e tem um foco maior na qualidade (ticket médio maior). A empresa tem mostrado um bom crescimento de receita e base de alunos, e um bom incremento de margem. Um outro ponto importante é a possibilidade do MEC credenciar o EAD da empresa ainda este ano, lembrando que o ensino a distância é um vetor de crescimento extremamente importante para o setor de ensino superior. A Ânima continua com a estratégia de crescimento por aquisição e tem mostrado um bom histórico nos recentes investimentos. Sua aquisição mais recente foi a Universidade São Judas Tadeu, extremamente positiva para continuidade de expansão da companhia. A São Judas tem uma marca muito forte em São Paulo e está em linha com o perfil dos demais ativos da Ânima, ensino de qualidade com ticket médio e margens maiores. Estamos bem otimistas com as possibilidades de captação de sinergia com essa aquisição ao longo do tempo.
Saraiva (SLED4): a Saraiva tem o capital aberto há 40 anos, e atualmente tem 2 segmentos de negócios: Varejo e Editora. O Varejo corresponde a cerca de 80% da Receita Líquida e a Editora 20%. Em Abril desse ano a empresa começou uma mudança na forma de olhar o negócio, focando no serviço e experiência do consumidor (tripé acervo, atendimento e serviço). Recentemente contrataram o ex-CEO da Microsoft, Michel Levy, para comandar essa nova fase da empresa. O foco da empresa daqui para frente será a rentabilidade e não crescimento a qualquer custo. O segmento de Varejo vem apresentando um bom crescimento de receita, principalmente puxado pela parte de e-commerce. Outra vertente interessante é a abertura de lojas nos aeroportos (recentemente abriram em Guarulhos e anunciaram mais 5 lojas no aeroporto de Viracopos), que conta com um fluxo interessante e baixa concorrência. O segmento Editorial vem passando por varias ações de reestruturação na parte de marketing e a parte de Sistemas de Ensino tem um grande potencial, lembrando que a margem desse segmento é maior que a do Varejo. O modelo operacional da empresa nos agrada e a empresa tem apresentado consistência no crescimento das principais linhas financeiras. Enxergamos muito valor na empresa, principalmente com a reestruturação pela qual a empresa está passando. Além disso, a Saraiva negocia a múltiplos consideravelmente baixos (P/L 2014E 5,4x e EV/EBITDA de 4x) se compararmos tanto com empresas de varejo quanto educação (dado que não existe empresa similar para compararmos).
Randon (RAPT4): ver comentário na página 6.
P/L EV/EBITDA P/VPA ROE
25% VALID SA VLID3 Tecnologia R$ 2.119 MM 15,1x 7,8x 3,0x 22%
20% RANDON PART-PREF RAPT4 Bens de Capital R$ 2.063 MM 9,3x 5,8x 1,3x 14%
25% ANIMA ANIM3 - R$ 2.483 MM 14,5x 11,6x 3,6x 28%
15% SARAIVA SA-PREF SLED4 - R$ 477 MM 6,4x 4,0x 0,8x 13%
15% EVEN EVEN3 Contrução Civil R$ 1.579 MM 4,8x 5,9x 0,6x 14%
Carteira XP Small Caps
Carteira XP Alpha
Observação:
Lembramos que a carteira XP Alpha é uma carteira essencialmente quantitativa, na medida em que a definição dos ativos que a compõe obedecem alguns parâmetros pré-definidos baseados em indicadores fundamentalistas. O processo de definição dos ativos acontece da seguinte forma: (i) aplicamos um filtro de liquidez de forma a trabalhar com ativos que satisfaçam certos requerimentos mínimos; (ii) a partir dessas empresas aplicamos filtros com parâmetros fundamentalista que foram previamente definidos pela equipe fundamentalista; (iii) com as empresas que satisfaçam tais filtros elaboramos um ranking que segue um esquema de pontuação com objetivo de selecionar as que apresentam um melhor conjunto de tais parâmetros fundamentalistas. Importante mencionar ainda que os ativos definidos não representam necessariamente as preferências dos analistas, uma vez que o juízo de valor do analista não se aplica à definição dos ativos.
Sua revisão é mensal e o objetivo dessa carteira é gerar alpha para aqueles que a seguirem. Mas o que é alpha? É a diferença entre a rentabilidade de um portfólio e seu benchmark, ponderada pelo risco. É uma carteira que busca alcançar retornos superiores ao seu benchmarking (Ibovespa), levando em conta o diferencial de risco no investimento na carteira comparativamente ao índice.
P/L EV/EBITDA P/VPA ROE
16% GAFISA GFSA3 Contrução Civil R$ 1.468 MM 9,7x 8,6x 0,4x 5%
14% OI SA-PREF OIBR4 Telecom R$ 12.562 MM 20,1x 5,4x 0,5x 0%
14% CEMIG-PREF CMIG4 Energia Elétrica R$ 24.052 MM 11,2x 8,0x 1,7x 15%
14% BANCO DO BRASIL BBAS3 Financeiro R$ 100.261 MM 8,6x - 1,2x 15%
14% EVEN EVEN3 Contrução Civil R$ 1.579 MM 4,8x 5,9x 0,6x 14%
14% LIGHT SA LIGT3 Energia Elétrica R$ 5.017 MM 8,3x 5,8x 1,3x 18%
14% EZ TEC EZTC3 Contrução Civil R$ 3.623 MM 5,8x 6,0x 1,2x 25%
Carteira XP Alpha
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