Advertência
Os warrants são valores mobiliários que representam uma forma de investimento de risco elevado. O seu comportamento está sujeito a riscos gerais de mercado tais como: risco de preço do activo subjacente, risco de alterações de volatilidade do activo subjacente, risco de taxas de juro, risco de taxas de câmbio e a outros factores cuja alteração causará um impacto no seu valor.
A decisão de investir em warrants deverá basear-se num juízo fundado efectuado pelos investidores sobre o risco do seu
investimento e sobre as expectativas quanto à evolução do preço do activo subjacente até à data de maturidade do warrant. Os
investidores devem estar conscientes que evoluções diferentes ou até contrárias às expectativas formadas poderão levar, no limite, à perda do montante total investido. A entidade Emitente dos warrants não garante a rentabilidade do investimento efectuado, não faz qualquer previsão sobre a evolução do activo subjacente, nem qualquer recomendação de investimento nos warrants emitidos e adverte para o facto de rentabilidades passadas do activo
subjacente não constituírem garantia de rentabilidades futuras. Os warrants são instrumentos financeiros que requerem da parte dos investidores um acompanhamento diário e um nível de conhecimentos elevado. Previamente a qualquer decisão de investimento em warrants, os investidores deverão ser
conhecedores da metodologia de formação do seu preço bem como de todos os factores que influenciam o seu valor.
Advertem-se ainda os investidores para o facto de alguns warrants poderem apresentar características específicas e diferenciadas que poderão alterar o valor de liquidação, nomeadamente, por via da introdução de barreiras (knock-out) que podem levar à perda antecipada dos direitos inerentes aos warrants, inviabilizando, consequentemente, o seu exercício.
Os investidores devem analisar a documentação disponibilizada pela entidade Emitente relativa aos valores mobiliários em que
pretendem investir e identificar respectivas características avaliando, cuidadosamente, o seu interesse no eventual investimento.
A entidade Emitente não assume qualquer responsabilidade por eventuais perdas que o investidor venha a registar.
Cabe à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) um importante papel na defesa dos investidores nos mercados de valores mobiliários. Desta forma, pode apresentar à CMVM: participações, reclamações ou queixas relativas a quaisquer factos ocorridos nesses mercados (www.cmvm.pt).
| 3 | Warrants |
Warrants em Portugal: um caso de sucesso
Quando, em Outubro de 2000, o Banco Santander de Negócios Portugal lançou os primeiros certificados no mercado português, foram muitos os cépticos relativamente à evolução notável que este tipo de produtos viria a ter em Portugal.
O sucesso deste mercado e a crescente inovação verificada, viria a dissipar as dúvidas que à altura existiam.
Produtos com características diversas, adequados a investidores com diferentes perfis de risco, a nítida profissionalização dos investidores, e o surgimento de novas entidades emitentes, têm impulsionado o reconhecimento por parte de todos os participantes, nacionais e internacionais, que temos, actualmente, em Portugal, um mercado de warrants e certificados desenvolvido e evoluído.
Em nome da Euronext Lisbon, dou as boas vindas ao regresso do Banco Santander de Negócios Portugal enquanto emitente de warrants para o mercado português, acreditando que o seu novo projecto contribuirá activamente para o crescimento do mercado e a sua sofisticação.
Envio, pois, ao BSNP bem como às demais entidades que têm estado presentes neste mercado, votos dos maiores sucessos para o futuro.
Miguel Athayde Marques
Presidente do Conselho de Administração da Euronext Lisbon
A constante evolução dos mercados
financeiros origina uma permanente
renovação dos instrumentos
neles transaccionados que
inevitavelmente se adaptam às
necessidades e exigências dos seus
participantes.
Global e gradualmente têm sido
introduzidos, nos mercados
financeiros, novos tipos de aplicações
financeiras que aumentam o leque de
alternativas de investimento
disponíveis.
Os Warrants permitem aos seus
investidores, independentemente da
sua capacidade de investimento,
beneficiar de uma expectativa sobre a
evolução do mercado, de uma forma
usualmente destinada a “profissionais”.
Introdução
O que são Warrants?
Porquê investir em Warrants?
Como avaliar um Warrant?
Medidas de sensibilidade dos Warrants
Regime Fiscal
Conselhos Úteis
Riscos e Advertências
Glossário
05
07
11
13
15
17
19
20
21
ÍNDICE
| 5 | Warrants |Para além da natural curiosidade que possa sentir por um instrumento financeiro inovador, conhecer o funcionamento dos Warrants deverá ser do seu interesse por se tratar de um instrumento financeiro que possibilita:
Obter um retorno superior ao que seria tipicamente obtido por via de um investimento em outros activos financeiros com o mesmo valor investido (ou a obter o mesmo retorno com um investimento inferior);
A protecção da carteira face a movimentos adversos no mercado;
Diversificar o investimento por um conjunto alargado de activos;
Beneficiar com valorizações (call Warrants) ou com desvalorizações (put Warrants) do mercado;
Assegurar um preço de aquisição ou alienação para uma data futura.
E tudo isto com base em:
Liquidez, permanente e muito competitiva, assegurada pelo Santander Central Hispano (para Warrants emitidos pelo BSNP - Banco Santander Negócios Portugal
Simplicidade, por via da negociação em mercados organizados.
Flexibilidade, resultante da facilidade com que podem ser abertas ou fechadas posições para um conjunto alargado de activos.
Apoio permanente e local, através de um conjunto de canais de comunicação disponíveis para os investidores.
As suas vantagens?
Como se comportam?
Os Seus Riscos?
O que são?
Convidamo-lo a conhecer
melhor os Warrants
Introdução
1
| 6 | Warrants |Um Warrant é um instrumento
financeiro que concede ao seu detentor
o direito, mas não a obrigação, de
adquirir (no caso de se tratar de um
call Warrant) ou alienar (tratando-se de
um put Warrant) um determinado
activo financeiro a um preço pré
definido (preço de exercício, também
denominado de strike price) numa data
pré estabelecida ou até essa data
(dependendo do estilo de exercício:
Europeu ou Americano).
Após a data de exercício (maturidade),
os direitos concedidos ao detentor do
Warrant cessarão, independemente
desse Warrant ter sido exercido ou não.
O
Q
U
E
S
Ã
O
W
A
R
R
A
N
T
S
?
Apesar do seu nome ser pouco familiar para ageneralidade dos investidores, os Warrants são, na sua concepção, instrumentos financeiros utilizados há bastante tempo.
Os Warrants são caracterizados como instrumentos derivados (ou seja são instrumentos financeiros cujo valor depende de outros activos, denominados, activos subjacentes).
Os contratos derivados mais antigos de que há referência remontam ao século XVII, em que eram simples acordos sobre o preço futuro de determinado activo/bem.
O conhecimento antecipado do preço do bem permitia, quer ao comprador como ao vendedor, o planeamento do futuro com maior tranquilidade.
A redução de risco (ou cobertura de risco) é sem dúvida a origem dos derivados. A generalização do seu uso e a padronização das características dos seus contratos deu origem aos mercados organizados de derivados.
Os Warrants são um tipo de instrumento financeiro cujo preço deriva do valor de um activo subjacente;
São instrumentos negociáveis, o que significa que os investidores poderão, livremente, comprar ou vender os Warrants por um número de vezes ilimitado. Os investidores não necessitam de manter os Warrants até ao seu vencimento para que possam obter os benefícios inerentes ao seu investimento. Sendo um Valor Mobiliário, não poderão ser alienados Warrants sem que anteriormente tenham sido adquiridos. Os Warrants incorporam um direito, mas não uma obrigação. A decisão de fazer valer o direito inerente ao Warrant compete ao seu detentor.
Os investidores podem adquirir o direito de comprar (call) ou o direito de vender
(put), dependo da sua perspectiva de evolução futura do activo subjacente. O activo subjacente é um activo financeiro
(acções, índices, divisas, etc. …) cujo preço de mercado se utiliza para determinar o valor do Warrant. Importa no entanto referir que o preço do activo subjacente não representa a única variável determinante do valor do Warrant.
O preço de exercício (ou strike price)
corresponde ao valor a que o investidor poderá exercer o seu direito. Este valor, assim como a data em que o direito pode ser exercido (data de maturidade ou vencimento) são definidos no momento da emissão do Warrant.
Ao exercer um Warrant, o investidor está a fazer valer o direito que adquiriu.
O exercício poderá ocorrer segundo dois estilos, estilo americano ou estilo europeu. Um Warrant de estilo americano poderá ser exercício em qualquer momento da sua vida útil, um Warrant de estilo europeu apenas poderá ser exercido na data de maturidade.
Conceitos a Reter
2
Os Warrants podem assumir duas formas de investimento, e consequentemente duas alternativas estratégicas de investimento – Call Warrants e Put Warrants.
Os Call Warrants concedem o direito de adquirir o activo subjacente a um preço pré definido (preço de exercício), os Put Warrants concedem o direito de alienar o activo subjacente ao preço de exercício.
Concedendo direitos opostos, a escolha de investimento por parte do investidor, num dos dois tipos de Warrants, deverá ser sustentada na sua perspectiva face à evolução do activo subjacente.
Os Warrants permitem a obtenção de ganhos quer com valorizações quer com desvalorizações do subjacente, dependo da opção tomada pelo investidor.
Tipos de Warrants
Call
Put
retorno activo subjacente preço de exercício prémio retorno preço de exercício ponto de equilíbrio activo subjacenteprémio ponto de equilíbrio
Funcionamento
Exemplo
Preço de exercício igual a €10
Cotação actual do subjacente €9.50
Maturidade 18-Ago -06
Cotação actual do Warrant €0.25
Paridade 1/1
Call
Data “Actual” 14-Fev-06
Preço de exercício igual a €10
Cotação actual do subjacente €10.50
Maturidade 18-Ago -06
Cotação actual do Warrant €0.25
Paridade 1/1
Put
Data “Actual” 14-Fev-06
Ao comprar este Warrant, o investidor está a adquirir o direito (mas não a obrigação) de poder comprar o activo subjacente por €10 (preço de exercício) em 18 Agosto de 2006 ou até essa data (dependendo do estilo de exercício).
Assumindo que na data de exercício a cotação do subjacente é de €11, a valorização obtida com o investimento directo no activo subjacente seria de 15,8% (de €9.5 para €11). Por seu lado, a valorização do Warrant seria ((cotação actual—preço de exercício)* Paridade) ou (€11—€10) * 1 = €1. Assim e atendendo ao custo de aquisição do Warrant (€0.25), a rentabilidade do investimento no Warrant seria de 300%.
Ao comprar este Warrant, o investidor está a adquirir o direito (mas não a obrigação) de poder vender o activo subjacente por €10 em 18 Agosto de 2006 ou até essa data (dependendo do estilo de exercício).
Assumindo que na data de maturidade a cotação do subjacente é de €9.
A desvalorização obtida com o investimento directo no activo subjacente seria de 14% (de €10.5 para €9).
A valorização do Warrant seria ((preço de exercício—cotação actual)* Paridade) ou (€10—€9) * 1 =€1, atendendo ao custo de aquisição do Warrant, a valorização teria sido de 300%. Cabazes de acções Acções Taxas de Juro Asiáticos Europeus Americanos Outros Índices Taxas de Câmbio Commodities Estruturados
A definição de Warrant anteriormente apresentada refere que o Warrant “concede ao seu detentor o direito, mas não a obrigação, de adquirir ou alienar um determinado activo financeiro”. No entanto, importa referir que um Warrant poderá corresponder ao direito de adquirir ou alienar: (i) uma fracção do subjacente; (ii) uma unidade ou; (iii) um conjunto de unidades. A relação entre o Warrant e seu subjacente é indicada como rácio do Warrant ou
paridade(que corresponde ao inverso do rácio).
Rácio: Número de unidades do activo subjacente a que corresponde um Warrant (por exem-plo, 1:10)
Paridade: Número de Warrants necessários para comprar ou vender uma unidade do activo subjacente (por exemplo, 10:1).
Activos Subjacentes
Rácios e paridade de um Warrant
Os Warrants podem ser emitidos com dois estilos diferentes, estilo americano ou estilo europeu. Estes dois estilos divergem quanto ao momento (data) em que os Warrants podem ser exercidos. No caso dos Warrants estilo americano, o exercício pode ocorrer em qualquer momento desde a admissão até à data de maturidade. Nos Warrants de estilo europeu apenas é possível exercer o direito inerente ao Warrant na data de maturidade.
Estilos dos Warrants
Exercício
Ao “exercer” um Warrant, o investidor está a fazer valer o direito adquirido sobre o activo subjacente do Warrant que detém.
O exercício do Warrant dará ao seu detentor o direito de receber, dependendo da forma de liquidação, a diferença, se positiva, entre o valor de exercício e o valor corrente de mercado.
Liquidação Financeira: Se a diferença entre o preço do activo subjacente e o preço de exercício for positiva, no caso de call Warrants, negativa no caso de put Warrants, o diferencial é liquidado financeiramente, não havendo lugar à entrega física do activo subjacente sobre o qual se detém o direito de compra ou de venda.
Liquidação Física: O investidor recebe (call Warrant) ou entrega (put Warrant) o activo subjacente contra o pagamento ou recebimento do preço de exercício.
O investidor pode obter o retorno do seu investimento em Warrants de duas formas distintas: 1. Por via do exercício;
2. Através de venda no mercado;
Considerando que ao exercer um Warrant, o investidor receberá apenas o seu valor intrínseco, a alternativa de venda ao mercado é, dependendo da liquidez, geralmente mais aconselhável.
Vender ou Exercer?
Os Warrants permitem a obtenção de
ganhos alavancados com valorizações
ou desvalorizações dos subjacentes.
P
ORQUÊ
INVESTIR
EM
W
ARRANTS
?
O investimento em Warrants é justificado peloleque alargado de possibilidades e vantagens que oferece.
O facto de permitir beneficiar tanto de valorizações (call) como de desvalorizações (put) do mercado e principalmente, a possibilidade de incluir numa carteira de
investimento um conjunto alargado e diversificado de activos, nomeadamente, índices, acções, divisas, mercadorias e outros, justificam o grande interesse que este tipo de instrumento financeiro tem suscitado junto dos investidores.
Vantagens
Possibilidade de investimento reduzido comelevado potencial de retorno (alavancagem) A elevada sensibilidade do valor de um Warrant face aos movimentos do seu subjacente, permite que o seu desempenho seja mais do que proporcional face às “movimentações” do subjacente, este efeito, conhecido como “alavancagem”, consiste numa das vantagens mais relevantes dos Warrants.
Perda máxima conhecida antecipadamente; O risco assumido na aquisição de um Warrant está limitado ao valor pago (prémio) por esse mesmo Warrant. Sendo o retorno do investimento, teoreticamente, ilimitado, o investidor sabe no momento do seu investimento qual será a sua perda máxima.
Diversificação;
Os Warrants representam uma forma fácil e económica de diversificar o investimento. Por via dos Warrants, os investidores poderão criar eficientemente uma carteira multi-activos e geograficamente diversificada.
Liquidez garantida;
A liquidez dos Warrants emitidos pelo BSNP-Banco Santander Negócios Portugal será assegurada, por via de um contrato de Criação de Mercado celebrado com a entidade gestora, pelo Santander Central Hispano.
Através deste contrato, o Santander Central Hispano, compromete-se a assegurar permanentemente a liquidez dos Warrants abrangidos pelo contrato celebrado.
Estratégias de Investimento
Para além das vantagens já enumeradas, o investimento em Warrants permite ainda que os investidores assumam posições em Warrants de acordo com determinados objectivos. Estes objectivos poderão ser atingidos nomeadamente por via das seguintes estratégias:
O efeito alavanca resulta da desproporcionalidade existente entre oscilações de preço nos Warrants e simultaneamente nos seus subjacentes. Geralmente uma oscilação de preço num determinado activo causa uma variação consideravelmente superior nos Warrants relacionados, este efeito origina uma das principais estratégias utilizadas em Warrants. A estratégia de
Alavancagem
3
Call Put 28 de Abril de 2006 Compra – PT@ €8.60 12 de Maio de 2006 Vende – PT €9.20 +7%
Compra Call Warrant
PT @ €0.230 +132% Vende Call Warrant PT @ €0.534
Nota: O exemplo apresentado assume que as restantes variáveis relevantes para cálculo do valor de um Warrant permanecem constantes.
• No dia 28 de Abril de 2006 – um determinado investidor acredita que as acções da Portugal Telecom valorizarão nas próximas semanas passando do seu preço actual €8.60 para um preço entre €9.20 - €9.30
• O investidor poderia adquirir directamente as acções da Portugal Telecom.
• Como alternativa, o investidor poderia ter adquirido um call Warrant com preço de exercício de €9 com maturidade 15/12/2006.
Cobertura
alavancagem consiste no aproveitamento de movimentos de preço através de investimentos em Warrants. Basicamente o investidor assume uma posição de acordo com a sua expectativa face ao comportamento de determinado activo.
• A 28 de Abril de 2006 um investidor pretende adicionar à sua carteira 100.000 de acções da EDP. Simultaneamente este investidor pretende proteger o seu investimento face a uma possível desvalorização do valor da acções da EDP.
• Adquirindo um Put Warrant com preço de exercício de €2.20 e com maturidade Setembro de 2006, o investidor protegeria o seu investimento da seguinte forma:
• O custo de cobertura para o exemplo apresentado representaria 16% do valor total investi-do.
• Os cálculos teóricos apresentados assumem que as restantes variáveis que influenciam o valor do Warrant permanecem constantes.
Cobertura Put Acções +
ª
-5% +31% 28 de Abril 2006 Compra EDP 100.000 @ €2.10Compra PUT Warrant EDP 91.332 @ €0.37 Total Portfolio €243.793 +0%
+
ª
+
ª
19 de Maio de 2006 Vende EDP 100.000 @ €2Vende Put Warrant EDP 91.332 @ €0.49
Total Portfolio €244.752
A possibilidade de eliminar (ou minimizar) o risco de perdas numa determinada carteira, mantendo, simultaneamente, a possibilidade de ganhos face a uma evolução positiva de preços, resulta numa estratégia popular que pode ser utilizada com os Warrants – Cobertura de risco. A forma de cobrir o risco associado a movimentos adversos no valor de determinado activo, consiste na compra de Put Warrants, na medida em que o risco, para o detentor de uma carteira, reside geralmente na desvalorização dos activos que detém.
Esta estratégia baseia-se na obtenção de liquidez pela simples transferência de um investimento em acções (ou uma parte de um investimento em acções) para um investimento em Warrants. Esta possibilidade resulta do efeito de alavancagem que permite aos Warrants uma variação mais do que proporcional face a oscilações do subjacente. Ou seja, o investidor poderá alienar acções adquirindo call warrants por um valor inferior mas com idêntico potencial de retorno.
Cash Extraction (Extracção de Liquidez)
• A 28 de Abril de 2006 um determinado investidor detém na sua carteira 100.000 acções da Portugal Telecom. Este investidor pretende manter a sua exposição a este activo mas pretende utilizar uma parte do valor que actualmente tem investido.
1º) O investidor vende 10.000 acções– realizando €85.400;
2º) O investidor compra 17.225 Warrants sobre a PT com preço de exercício de €8.5 @ €0.31, num investimento total de €5.340.
• Esta estratégia permitirá realizar €80.060 (€85.400 - €5.340)
• O investimento em Warrants assume um risco consideravelmente superior ao investimento em acções, o que permite que com um investimento significativamente inferior se obtenha uma exposição similar.
• O exemplo apresentado baseia-se em pressuposto teóricos e constantes.
€
C Acções+
ª
Call Cash “Extracted” €85.400Custo dos Warrants €5.340 Vende 10.000 Acções PT Compra 17.225 Call Warrants PT Posição inicial em PT €854.000 | 15 | Warrants |
C
OMO
AVALIAR
UM
W
ARRANT
O valor de um Warrant (normalmente conhecido como o seu prémio) é sempre composto por dois elementos distintos, o valor intrínseco e o valor temporal.
Composição do valor de um Warrant
O Valor Intrínseco corresponde ao montante que resultaria do exercício imediato do Warrant.
Para um call Warrant, o Valor Intrínseco (VI) corresponderá à diferença, quando positiva, entre o valor actual do activo subjacente e o preço de exercício. Se esta diferença for negativa, o VI é igual a zero.
VI = Max (0; Valor do activo subjacente – Preço de exercício)
No caso de um put Warrant, o VI será a diferença, se positiva, entre o preço de exercício e o valor actual do activo subjacente.
VI = Max (0; Preço de exercício – Valor do activo subjacente)
Valor Intrínseco (VI)
Valor Temporal (VT)
O Valor Temporal é medido através da diferença entre o Valor Intrínseco e a cotação do Warrant (prémio). O Valor Temporal reduzir-se-á com a passagem do tempo, ou seja, quanto menor for a distância temporal até à maturidade do Warrant, mais reduzido será o seu valor temporal.
Preço de Exercício K €6.00
Cotação Call-Warrant CW €0.17
Paridade P 1/5
Cotação acção XYZ S €6.50
VI (Call) = Max (0; S—K) * P VI (Call) = Max (0; €6.50 - €6.00) * 0.2 VI (Call) = €0.10 VT (Call) = CW - VI VT (Call) = €0.17 - €0.10 VT (Call) = €0.07
Exemplo
Em função da diferença entre o preço de exercício e a cotação do activo subjacente, os Warrants poderão ser posicionados de 3 formas:
Out of the Money (OTM) – Um Warrant está OTM quando apenas tem Valor Temporal. At the Money (ATM) – Um Warrant diz-se ATM quando o preço activo do subjacente está próximo do preço de exercício;
In the Money (ITM) – Um Warrant encontra-se ITM quando tem Valor Intrínseco positivo.
Posicionamento de um Warrant face ao seu Valor (Valor Intrínseco e Valor Temporal)
| 16 | Warrants |
4
| 17 | Warrants |
O valor dos Warrants pode oscilar, o que se reflecte no seu prémio, sendo essas oscilações influenciadas pelos seguintes factores:
Preço do subjacente
Considerando que enquanto detentores de um Warrant, os investidores têm o direito de adquirir ou alienar determinado activo subjacente, então o seu investimento valorizar-se-á se:
a) o activo subjacente valorizar, no caso dos call Warrants; b) o activo subjacente desvalorizar, no caso dos put Warrants.
A volatilidade reflecte a amplitude das variações normais da cotação de determinado activo e a velocidade com que essas variações se produzem. A volatilidade não reflecte, no entanto, a tendência que o subjacente seguirá;
A volatilidade do activo subjacente é um parâmetro essencial na determinação do valor do Warrant. Quanto mais frequentes e intensas são as variações do preço do activo, maior será a sua volatilidade;
Aumentos na volatilidade reflectem-se no aumento do valor dos Warrants, sejam estes calls ou puts;
A volatilidade pode ser analisada de diversas formas: Volatilidade implícita;
Volatilidade histórica.
Para cálculo do valor de um Warrant deve utilizar-se a volatilidade implícita, também denomina-da volatilidenomina-dade de mercado (por ser esta a que o mercado cota). Esta medidenomina-da de volatilidenomina-dade reflecte as expectativas do mercado quanto à volatilidade do activo subjacente até a data de maturidade do Warrant.
Resumidamente, a volatilidade implícita corresponde à estimativa do mercado quanto à volatili-dade futura.
Volatilidade
A influência dos dividendos ou do nível das taxas de juro na determinação do valor dos Warrants é normalmente secundária (mas não sempre).
Apesar do seu impacto marginal na cotação de um Warrant, um aumento das taxas de juro provocará um aumento do valor dos call Warrants e a diminuição do valor dos put Warrants. Relativamente ao valor estimado de dividendos, sempre que estas estimativas sofrem algum ajustamento (nomeadamente quando os dividendos passam a ser conhecidos), o valor do Warrant varia em conformidade, pelo que quando o valor dos dividendos aumenta:
O prémio dos call Warrants diminui; O prémio dos put Warrants aumente; e Vice-versa.
Dividendos e Taxa de Juro
Call Warrant Put Warrant
Preço de Exercício > Preço do Subjacente Out of the Money (OTM) In the Money (ITM) Preço de Exercício ≈ Preço do Subjacente At the Money (ATM) At the Money (ATM) Preço de Exercício < Preço do Subjacente In the Money (ITM) Out of the Money (OTM)
Preço do
Subjacente Exercício Preço de Maturidade Data Taxa de Juro Expectativa Dividendos Volatilidade Implícita
Definição do valor do Warrant
Prémio do Warrant
Valorização de um Warrant
S
ENSIBILIDADE
DOS
W
ARRANTS
5
A compreensão da sensibilidade dos Warrants face a movimentos de cada um dos determinan-tes do seu valor permite aos investidores compreender as variações do preço do Warrant.Delta
Theta
O Delta representa a variação causada no preço de um Warrant pela variação de uma unidade no preço do seu subjacente.
Se, por exemplo, o Delta de determinado Warrant for 80%, isto significará que por cada variação de €1 no valor do activo subjacente, o valor do Warrant variará €0.80.
O Delta não é constante ao longo da vida do Warrant, podendo oscilar entre 0% e 100%, no caso dos call Warrants, e -100% e 0% no caso dos put Warrants.
Tipicamente, quanto mais out-of-the-money estiver um Warrant, mais o seu Delta se aproximará de 0%, pelo que oscilações do activo subjacente tenderão a ter pouco impacto no valor do Warrant. Da mesma forma, quanto mais in-the-money estiver o Warrant, mais o Delta convergirá para 100%, aumentando a sensibilidade às variações do preço do activo subjacente.
O passar do tempo e a consequente aproximação da data de maturidade causa uma redução no valor do Warrant (por via da redução do valor temporal).
Normalmente o Theta é negativo e expresso nas mesmas unidades de valor do Warrant, em que a passagem de um dia implica que o Warrant se desvaloriza ao ritmo do Theta. O valor do Theta, e em particular dos Warrants out-of-the-money, aumenta com o passar do tempo, isto significa que a perda diária do valor temporal do Warrant aumenta com a aproximação da data de maturidade do Warrant. Esta tendência é explicada pelo facto de cada vez restarem menos dias para que o Warrant ganhe valor intrínseco.
Valor do Delta, para call Warrants,
face a variações no preço do activo
Evolução do Theta com a passagem
do tempo
Vega
O Vega representa a sensibilidade do preço do Warrant face a variações da volatilidade implí-cita negociada no mercado.
O efeito Vega tem geralmente uma incidência muito significativa no preço do Warrant. Quanto maior for o Vega de um Warrant maior será a sensibilidade do Warrant face a variações na volatilidade.
Esta medida reflecte a alteração do valor do Warrant na mesma unidade de valor do War-rant, por cada ponto percentual de variação na volatilidade implícita.
Rho
O Rho mede a sensibilidade do valor de um Warrant face a uma alteração da taxa de juro. Em temos absolutos, quanto maior for o Rho, maior será a sensibilidade do Warrant face a uma variação da taxa de juro.
Como referido anteriormente, o valor do Delta não é constante ao longo da vida útil de um Warrant. Variações no valor do activo subjacente implicam variações do valor do Delta.
O Gamma mede a variação do Delta face a variações do activo subjacente.
Gamma
Impacto no
preço do Warrant sensibilidade Medida de
Preço do Subjacente sobe È desce Ê Delta Theta Vega Rho Preço de Exercício sobe È desce Ê Prazo para a Maturidade sobe È desce Ê Taxa de Juro sobe È desce Ê Expectativa de dividendos sobe È desce Ê Volatilidade Implícita sobe È desce Ê Variável relevante Put Warrant Call Warrant sobe È desce Ê sobe È desce Ê sobe È desce Ê sobe È desce Ê sobe È desce Ê sobe È desce Ê sobe È desce Ê sobe È desce Ê È Ê sobe desce È Ê sobe desce È Ê sobe desce È Ê sobe desce | 20 | Warrants |
R
EGIME
F
ISCAL
6
Os potenciais investidores deverão,previamente a qualquer decisão de investimento, clarificar qualquer dúvida que tenham quanto à sua situação jurídico-fiscal relativamente à aquisição, titularidade, transmissão ou exercício de Warrants, junto dos seus próprios consultores jurídicos e/ou
fiscais, independentes e devidamente habilitados para tal.
A informação contida no presente capítulo constitui um simples resumo do actual regime fiscal a que estão sujeitas as emissões de Warrants e não dispensa a consulta da legislação aplicável.
Em sede de IRS, o regime dos Warrants autónomos surge autonomizado em relação aos restantes Instrumentos Financeiros Derivados. Contudo, o regime de tributação dos ganhos provenientes dos Warrants autónomos não difere, em termos substanciais, daquele que é aplicável à generalidade dos Instrumentos Financeiros Derivados.
Na realidade, à semelhança do que sucede com a generalidade dos instrumentos financeiros derivados, os ganhos obtidos com Warrants autónomos, que não sejam apurados no âmbito de actividades empresariais e profissionais, são considerados mais-valias, tributáveis no âmbito da Categoria G do Código do IRS (alíneas e) e f), do n.º 1 do art. 10º do Código do IRS).
Os ganhos obtidos com operações relativas a instrumentos financeiros derivados e com Warrants autónomos obtidos por pessoa singular, residente em território português, não sendo apuradas no âmbito de actividades empresariais e profissionais (Categoria B do
Código do IRS), encontram-se sujeitos a tributação enquanto mais-valias (Categoria G do Código do IRS). Em conformidade, os ganhos obtidos com estes produtos não estão sujeitos a retenção na fonte em Portugal, por não se qualificarem como rendimentos de capitais.
O saldo positivo entre as mais-valias e as menos valias apuradas durante o ano com operações relativas a Warrants autónomos bem como a transmissão onerosa de valores mobiliários, é tributado à taxa especial de 10% (independentemente do rendimento provir de alienação ou exercício, quer este seja realizado por liquidação física ou financeira), sem prejuízo do seu englobamento, por opção do titular residente em território português. No caso do investidor optar pelo englobamento poderá deduzir o saldo líquido negativo apurado em determinado ano aos saldos líquidos positivos que sejam apurados nos 2 anos seguintes com rendimentos da mesma natureza.
Pessoas Singulares
Imposto sobre Rendimento
Os ganhos obtidos com Warrants autónomos concorrem, nos termos gerais, para a formação do lucro tributável dos respectivos titulares, pessoas colectivas residentes em território português.
À semelhança do que sucede em relação às
pessoas singulares não há lugar a retenção na fonte em sede de IRC sobre os rendimentos provenientes de instrumentos financeiros derivados obtidos por pessoas colectivas residentes em território português.
Pessoas Colectivas
Os Warrants permitem a obtenção de
ganhos com valorizações ou
desvalorizações dos subjacentes.
A utilização de call Warrants ou put
Warrants permitirá, aos investidores,
beneficiar dos movimentos de mercado
independentemente da sua tendência.
C
ONSELHOS
Ú
TEIS
7
Após adquiridos os conceitos fundamentaissobre o comportamento, método de avaliação e variáveis que influenciam o seu valor, os potenciais investidores em Warrants deverão estabelecer as suas próprias regras de intervenção neste tipo de instrumento financeiro.
As “regras” impostas por cada investidor na sua estratégia de investimento deverão adequar-se à sua perspectiva de mercado e ao seu perfil de risco.
A fixação de objectivos (quer de ganhos quer de perdas) associada a uma disciplina rígida no cumprimento das regras estabelecidas é um factor crítico no sucesso do investimento neste tipo de instrumentos financeiros.
Previamente a qualquer decisão de investimento, o investidor deve ter em conta algumas regras essenciais, nomeadamente:
Ter uma visão objectiva da tendência que julga que o activo subjacente vai seguir no prazo do seu investimento;
Ser conhecedor de todas as características dos instrumentos financeiros nos quais pretende investir, particularmente quanto ao activo subjacente, ao preço de
exercício, à data de maturidade e à paridade;
O investidor deverá determinar do nível de perda máxima que está disposto a suportar;
Os Warrants deverão ser revendidos antes da data de maturidade (caso o investidor não pretenda efectuar o exercício nessa data);
O investimento em Warrants não deverá ser realizado por via de financiamentos; O investidor deverá ser conhecedor dos modelos de avaliação de Warrants e das diversas variáveis que influenciam o seu valor;
O efeito alavancagem permite a obtenção de um retorno superior ao que ocorreria por via do investimento directo no activo subjacente, o que também justifica o maior risco dos Warrants.
Consequentemente, o investidor deverá afectar somente uma parcela reduzida da sua carteira a este tipo de instrumentos;
O investidor deverá analisar o regime fiscal aplicável aos Warrants que pretende negociar.
R
ISCOS
E
A
DVERTÊNCIAS
8
Os Warrants são valores mobiliários que representam uma forma de investimento de risco elevado. O seu comportamento está sujeito a riscos gerais de mercado tais como: risco de preço do activo subjacente, risco de alterações de volatilidade do activo subjacente, risco de taxas de juro, risco de taxas de câmbio e a outros factores cuja alteração causará um impacto no seu valor. A decisão de investir em Warrants deverá basear-se num juízo fundado efectuado pelo investidor sobre o risco do seu investimento e sobre as expectativas quanto à evolução do preço do activo subjacente até à data de maturidade do Warrant. Os investidores devem estar conscientes que evoluções diferentes ou até contrárias às expectativas formadas poderão levar, no limite, à perda do montante total investido.
A entidade emitente, o criador de mercado (market maker), o líder/organizador de emissão de Warrants, a entidade responsável pelo cálculo ou difusão do nível do activo subjacente ou qualquer outra entidade não garantem a rentabilidade do investimento efectuado, não faz qualquer previsão sobre a evolução do activo subjacente, nem qualquer recomendação de investimento nos Warrants emitidos e adverte para o facto de
rentabilidades passadas do activo subjacente não constituírem garantia de rentabilidades futuras.
Os Warrants são instrumentos financeiros que requerem da parte dos investidores um acompanhamento diário e um nível de conhecimentos elevado. Previamente a qualquer decisão de investimento em Warrants, os investidores deverão ser conhecedores da metodologia de formação do seu preço bem como de todos os factores que influenciam o seu valor.
Adverte-se ainda os investidores para o facto de alguns Warrants poderem apresentar características específicas e diferenciadas que poderão alterar o valor de liquidação, nomeadamente, por via da introdução de barreiras (knock-out) que podem levar a perda antecipada dos direitos inerentes aos Warrants, inviabilizando, consequentemente, o seu exercício.
Os investidores devem analisar toda a documentação disponibilizada pela Entidade Emitente, ou qualquer outra entidade, relativa aos valores mobiliários em que pretendem investir e identificar as respectivas características avaliando, cuidadosamente o seu interesse no eventual investimento.
G
LOSSÁRIO
9
Activo subjacente: Activo sobre o qual é emitido um Warrant. Os subjacentes mais comuns são: acções, índices de acções, taxas de juro, divisas e com-modities.
Alavancagem: Rácio que repre-senta a relação entre o investi-mento no activo subjacente e o investimento equivalente no Warrant, necessário para pro-porcionar uma exposição ou delta total similar.
At the Money (ATM): Um War-rant está at-the-money quando o preço de mercado do activo subjacente coincide com o pre-ço de exercício do Warrant.
Cabaz de acções: É uma selec-ção de acções, geralmente per-tencentes a uma determinada zona geográfica ou sector, que pode ser utilizada como activo subjacente.
Call Warrant: Warrant que con-fere ao seu titular o direito, mas não a obrigação, de com-prar determinada quantidade de um determinado activo sub-jacente, a um determinado preço e numa, ou até uma, data futura predeterminada. Com a compra de um call War-rant, beneficia-se com a subida do preço do activo subjacente.
Cobertura de risco (hedging): Actuação no mercado com o objectivo de eliminar, total ou
parcialmente, o risco de mer-cado de um portfolio de acti-vos. O hedge é conseguido realizando uma operação que proporcione uma exposição inversa à do investimento para o qual se deseja fazer a cober-tura.
Data de Maturidade (vencimento): Data até à qual, no caso de Warrants americanos, ou na qual, no caso de Warrants europeus, o Warrant pode ser exercido. Corresponde ao últi-mo dia de vida do Warrant.
Delta: O delta é o parâmetro que mede a variação, em ter-mos absolutos, do preço do Warrant resultante de uma variação unitária do preço do activo subjacente. Através do delta um investidor pode calcu-lar o efeito de alavancagem ou elasticidade de determinado Warrant.
Elasticidade: Variação percen-tual do preço do Warrant perante uma variação de 1% no preço do activo subjacente num determinado momento. O efeito de elasticidade permite, com um investimento inicial mais reduzido, obter a mesma rendibilidade que se obteria caso se investisse directamente no activo subjacente.
Exercício: Acto pelo qual o detentor de um Warrant
expressa a sua intenção de proceder à transacção de com-pra ou à transacção de venda em contrapartida de pagar ou receber o preço de exercício (liquidação física) ou em que o emitente liquida o valor devido na data de exercício (liquidação financeira).
Exercício Automático: Quando o emitente do Warrant liquida automaticamente o valor intrínseco do Warrant, se posi-tivo, na data de exercício sem que o detentor do Warrant o tenha informado das suas intenções de exercê-lo.
Gamma: Parâmetro que mede quanto o delta de um Warrant varia, em termos absolutos, em resultado da variação uni-tária do preço do activo subja-cente.
In the Money: Um Warrant está in-the-money quando o preço de mercado do activo subjacente é superior ao preço de exercício do Warrant, para o caso de um call Warrant, e quando o preço de mercado do activo subjacente é inferior ao preço de exercício do Warrant, no caso de se tratar dum put Warrant.
Liquidação Financeira: Caso em que o detentor de um call Warrant (put Warrant) recebe na data de exercício a
ça, se positiva, entre o preço de referência final do activo subjacente (preço de exercício) e o preço de exercício (preço de referência final do activo subjacente), multiplicado pela respectiva paridade.
Liquidação Física: Caso em que o detentor do call (put) War-rant recebe do (entrega ao) emitente o activo subjacente em contrapartida de pagar (receber) o preço de exercício, multiplicado pela respectiva paridade.
Market Maker (Criador de Mer-cado): Entidade que fomenta a liquidez do Warrant em merca-do secundário, asseguranmerca-do a qualquer momento e em condi-ções normais de mercado, um preço de compra e um preço de venda para o Warrant.
Out of the Money: Um Warrant está out-of-the-money quando, no caso de um call Warrant, o preço de mercado do activo subjacente é inferior ao preço de exercício do Warrant e quando, no caso de um put Warrant, o preço de mercado do activo subjacente é superior ao preço de exercício do War-rant.
Paridade (ou rácio): Rácio, expresso sob a forma 1/n, que indica o número de Warrants (n) que terão de ser
compra-física ou financeira.
Theta: Parâmetro que indica a perda de valor que um Warrant sofre com a passagem do tem-po, admitindo que os outros parâmetros, nomeadamente o preço do activo subjacente, se mantêm inalterados.
Valor Intrínseco: Corresponde ao montante que resultaria do exercício imediato do Warrant (caso fizesse sentido exercer).
Valor Temporal: Valor resul-tante da probabilidade do valor intrínseco de um Warrant aumentar durante o seu perío-do de vida.
Vega: Parâmetro que mede o impacto da variação da volatili-dade do activo subjacente no preço do Warrant.
Volatilidade: Medida de disper-são que mede o grau de incer-teza em relação aos movimen-tos futuros do preço de deter-minado activo financeiro. Pode também ser entendido como a amplitude e velocidade das variações do preço do activo subjacente.
Warrant Americano: Warrant que pode ser exercido a qual-quer momento até ao seu ven-cimento.
Warrant Europeu: Warrant que apenas pode ser exercido na data de maturidade.
dos para se ter direito a vender ou comprar uma unidade do activo subjacente. O rácio é fixado pelo emitente no momento de emissão do War-rant.
Preço de Exercício: Preço fixa-do pelo emitente fixa-do Warrant, no momento da sua emissão, ao qual o titular do Warrant tem direito de comprar (call) ou vender (put) o activo subja-cente do Warrant, no caso de liquidação física. No caso de liquidação financeira o preço de exercício é relevante para cal-cular o montante que o emi-tente terá de liquidar ao deten-tor do Warrant.
Prémio: É o valor pago por cada Warrant, pelo direito que o Warrant confere ao seu titu-lar de exercer ou não a opção de compra ou de venda do activo subjacente na data de vencimento.
Put Warrant: Warrant que con-fere ao seu titular o direito, mas não a obrigação, de ven-der determinada quantidade de um determinado activo subja-cente, a um preço e numa, ou até uma, data futura predeter-minada. Com a compra de um put Warrant, beneficia-se com a descida do preço do activo subjacente. A liquidação na data de maturidade poderá ser