ILUSTRÍSSIMO SENHOR SUPERINTENDENTE DE INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS DE TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS
AUDIÊNCIA PÚBLICA N.º 140/2013
CONSTRUTORA ANDRADE GUTIERREZ S.A., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob o n.º 17.262.213/0001-94, com endereço na Av. do Contorno, 8.123, na cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, vem à presença de V. Sa., em atenção ao Edital de Audiência Pública em referência, apresentar suas contribuições em relação aos estudos preliminares que compõem o procedimento.
1. ESTUDO PRELIMINAR – RELATÓRIO II ESTUDO DE ENGENHARIA –
VOLUME I
1.1. Capítulo 5, item 5.3.3: metodologia utilizada
O item 5.3.3 do Estudo de Engenharia - Relatório II – Volume 1, trata da metodologia utilizada para o cálculo dos volumes de corte a aterro:
“5.3.3 Metodologia Utilizada
Definidas as características das seções transversais com auxilio do software Autodesk Civil 3D, foram obtidas as áreas de corte e aterro e a definição dos off-sets decorrente da interseção das seções gabaritadas e o terreno.
As áreas obtidas destas seções foram levadas para uma planilha Excel para o cálculo de volumes de cortes e aterros elaborados a partir da somatória dos volumes dos segmentos entre seções.”
Os dados dos volumes de escavação e cortes estão apresentados de forma muito resumida (Tabela-3), de forma que não é possível avaliar as distribuições das DMT´s.
No exemplo abaixo, o trecho analisado é de 274,3 km (Km final – Km inicial):
Solicitamos a disponibilização das planilhas detalhadas em Excel para melhor análise dos dados apresentados.
2. ESTUDO PRELIMINAR – RELATÓRIO II ESTUDO DE ENGENHARIA –
VOLUME III
2.1. Capítulo 2: metodologia
Conforme mencionado no item “Metodologia”, os custos de Superestrutura foram elaborados com base no SICFER.
Na Audiência Pública de nº 137/2013 (Documento: Consolidação das Contribuições Recebidas e Considerações da Equipe Técnica no Âmbito da Audiência Pública nº 137/2013), a ANTT informou que as composições e manuais do SICFER seriam divulgadas oportunamente. No entanto, esta divulgação ainda não ocorreu.
Apesar de entendermos que cabe aos interessados efetuar levantamentos que considerar pertinentes para formação de seus preços, a divulgação das composições e manuais do SICFER é de suma importância para o entendimento da elaboração dos custos de Superestrutura e conseqüentemente do CAPEX elaborado pela ANTT.
Solicitamos que sejam divulgadas as composições e manuais do SICFER nos mesmos moldes do SICRO – DNIT, antes da conclusão da fase de audiências públicas.
2.2. Capítulo 3, item 3.1 e Anexos (planilha): serviços preliminares
No item 3.1 – Serviços Preliminares, assim como na Planilha do CAPEX, não constam os serviços de:
• Corte de árvore 0,15m < D < 0,30m com motosserra; • Corte de árvore D > 0,30m com motosserra;
• Carga, transp. Descarga e empilhamento de material lenhoso D > 5cm; e • Carga, transp. e descarga de solo vegetal até 1 km.
Todos estes serviços são práticas obrigatórias comumente previstas nos Planos Básicos Ambientais (PBA) emitidos pelos órgãos ambientais.
Além disso, no item 3.2.2 do mesmo documento, a própria ANTT considera uma remoção de camada vegetal com espessura de 0,20m ao longo de todo o trecho: “Foi considerada uma remoção da camada vegetal com espessura de 0,20 m ao longo de todo segmento”.
Sabendo-se, a priori, que tais serviços são necessários e obrigatórios, dentro dos princípios da razoabilidade e coerência, deve se incluir tais verbas na previsão de custos do CAPEX.
2.3. Capítulo 3, item 3.3.1: brita para lastro ferroviário
Neste item, o cálculo do volume de brita padrão para lastro está sendo feito desconsiderando a extensão das pontes (14,39 km):
“Brita padrão para lastro ferroviário
Volume unitário de lastro para superestrutura: 2,50 m³/m Extensão total de linha: 1250,661 km
Extensão de lastro: 1250,661 km – extensão de pontes = 1.243,083 - 14,390 km = 1236,271 km
Quantitativo: 1236,271 km x 1000 x 2,50 m³/m = 3.090.677,500 m³”
Este cálculo não está correto, uma vez que nos tabuleiros das pontes também será colocado o lastro de brita. Solicitamos que este item seja revisado para correto dimensionamento do volume de brita e dos respectivos custos de implantação.
2.4. Capítulo 3, item 3.3.1 e Anexos (planilha): calços isoladores
Apesar da Tabela-12 “Pesos dos Acessórios Metálicos” deste item, incluir os quantitativos de calços isoladores (8.258.292 unidades), não consta este item na planilha do CAPEX.
Este item é necessário para implantação dos trilhos e solicitamos inclusão da quantidade calculada na planilha do CAPEX.
2.5. Capítulo 3, item 3.11: projeto executivo
Segundo o item 3.11 – Projeto Executivo, os custos considerados para o Projeto Executivo (dentre outros) foram os seguintes: “O custo do Projeto Executivo foi estimado em R$ 100.000,00 por quilômetro de projeto executivo, a supervisão em R$50.000,00 por quilômetro e o controle de obras em R$ 40.000,00, somando-se R$ 190.000,00 por quilômetro de serviços de Consultoria.”
Solicitamos esclarecimento quanto à origem e referência das estimativas acima adotadas. Essa informação é necessária para entendermos as referências utilizadas para formação do CAPEX.
2.6. Capítulo 3, item 3.12: desapropriação e aquisição de terras
No item 3.12 – Desapropriação e Aquisição de Terras, a ANTT, considera o seguinte: “Com a definição do eixo projetado, foram identificados os limites da faixa de domínio. Essa fase de estudo não contempla o cadastro de propriedades ao longo do eixo, portanto, para estimar o total de áreas a serem adquiridas foi definida a planta da área atingida.”
Nota-se que, conforme metodologia acima, não está contemplada nesta fase de estudo, ênfase em propriedades individuais, pois seria necessário cadastro de propriedades ao longo do eixo, além de apoio de campo.
Conclui-se, portanto, que, no montante considerado no CAPEX, estão somente os custos de aquisição de terras, não considerando outras atividades associadas e seus respectivos custos, como por exemplo:
• Reassentamentos;
• Indenizações de Benfeitorias; • Gerenciamento;
• Despesas Notariais de Cartórios;
• Projetos e Equipes de Topografia e Agrimensura.
Sabendo-se, a priori, que tais serviços são necessários e obrigatórios, dentro dos princípios da razoabilidade e coerência, solicitamos a inclusão destes serviços em rubrica específica na planilha do CAPEX.
2.7. Capítulo 4, itens 4.3.3.1.1 e 4.3.3.1.2: DMT
Com relação aos itens 4.3.3.1.1 e 4.3.3.1.2, deduzimos que a DMT para transportar os trilhos e os dormentes é de 50 km considerando que serão transportados a partir de cada um dos canteiros previstos.
Considerando que os trilhos serão transportados em barras longas de 216m, após as soldas e que os dormentes serão fabricados em canteiros industriais, isso obriga a montagem de uma infraestrutura de fabricação de dormentes assim como um pátio de solda específico para cada canteiro. Estes custos não estão previstos.
Concordamos que o Plano de Ataque e logística das obras são de responsabilidade de cada Concessionária, porém, desde que haja previsão orçamentária que dê margem de manobra para tal, o que não é o caso.
Portanto, solicitamos revisão das DMT´s para que seja viável a operação e logística destes itens. Além disso, solicitamos a divulgação das respectivas composições do SICFER.
2.8. Anexos (Planilha), item 2: terraplenagem
No item 2 – Terraplenagem, da planilha do CAPEX, não consta item para remunerar serviço de Escavação, Carga e Transporte de material de 1ª e 2ª Cat para DMT acima de 5.000m.
As informações constantes do Estudo de Engenharia não são suficientes para concluir que não haverá a necessidade de transporte acima desta DMT. Portanto, levando em consideração que este anteprojeto está em nível de Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica, e não de um projeto básico, muito menos de um projeto executivo, solicitamos a inclusão de item para remuneração dos serviços de Escavação, Carga e Transporte de Mat de 1ª e 2ª Cat para DMT de 8.000 a 10.000m. A inclusão deste item é necessária para estimativa total do CAPEX.
2.9. Anexos (Planilha), item 3: drenagem e OAC
Apesar de que no Anteprojeto tenham sido determinados os locais de necessidade de bueiros, chegou-se a uma taxa de 17,8m/km (item 3, Drenagem e OAC, da planilha do CAPEX), o que consideramos extremamente
conservadora, levando-se em consideração que este anteprojeto está em nível de Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica e não de um projeto básico, muito menos de um projeto executivo.
Desta forma, solicitamos revisão dos quantitativos para que seja possível uma acomodação futura dos quantitativos reais. A inclusão de item necessário para estimativa total do CAPEX.
2.10. Anexos (planilha), item 5: marcos de referência e marcos quilométricos
No item 5 – Superestrutura da Via Permanente, da planilha do CAPEX, não identificamos item para remunerar Marcos de Referência e Marcos Quilométricos. Portanto, solicitamos inclusão deste serviço em rubrica específica na planilha do CAPEX.
A existência desse item na planilha de CAPEX é relevante para a formação do preço.
2.11. Anexos (planilha), item 3: colchão drenante
No item 3 – Drenagem e OAC, da planilha do CAPEX, não identificamos item para remunerar os serviços de colchão drenante, que englobam:
• Preenchimento de rebaixo de corte em rocha com rachão Dmax=0,20m; e • Transporte de material para colchão drenante e rebaixo.
Solicitamos a inclusão deste serviço em rubrica específica na planilha do CAPEX, já que a existência desse item na planilha de CAPEX é relevante para a formação do preço.
2.12. Anexos (planilha), item 3: Dreno Horizontal Profundo (DHP)
No item 3 – Drenagem e OAC, da planilha do CAPEX, não identificamos item para remunerar o serviço de Dreno Horizontal Profundo (DHP), necessário para estabilidade de taludes.
A existência desse item na planilha de CAPEX é relevante para a formação do preço. Desta forma, solicitamos a inclusão deste serviço em rubrica específica na planilha do CAPEX.
2.13. Anexos (planilha), item 6.2: Proteção de Talude e outras Áreas
No item 6.2 – Proteção de Talude e outras Áreas, da planilha do CAPEX, não identificamos os seguintes serviços, que entendemos serem necessários:
• Contenção com sacaria de solo cimento;
• Espalhamento e conformação de Muching em saia de aterro, bota-foras e outros;
• Execução de proteção de taludes em rocha fraturada com tela metálica hexagonal de dupla torção, inclusive fornecimento de materiais; e
• Contenção em RIP RAP com bloco de rocha de até D=0,50m.
Solicitamos a inclusão destes itens na planilha de CAPEX, que são relevantes para a formação do preço final.
2.14. Premissas gerais: Administração local
Observamos, no estudo apresentado, que a verba referente à Administração Local é definida por um percentual que compõe o BDI no valor de 2,83%. Considerando a logística, extensão, prazos, as dificuldades típicas deste tipo de empreendimento e os atuais benefícios conquistados pelos trabalhadores (tais como, seguro de saúde, cesta básica, liberações para visita a família, entre
outros), entendemos que tal percentual não é suficiente para atender todos esses custos.
Desta forma é importante que este tema seja tratado de forma analítica, isto é, detalhando-se cada insumo, de forma a compor a Administração Local como item da planilha do CAPEX e não do BDI.
A Administração Local tem grande impacto no CAPEX e o seu correto dimensionamento é imperativo para definição do mesmo. Os insumos que compõe a Administração Local não podem ser classificados como riscos e incertezas, já que são usuais em todo tipo de empreendimento.
2.15. Premissas gerais: densidades dos materiais
Solicitamos que sejam explicitadas, nos estudos de engenharia, as densidades dos materiais utilizados para os cálculos de empolamento e transportes (tkm) apresentados na planilha do CAPEX.
Essa informação é necessária para entendermos as quantidades calculadas na planilha do CAPEX.
2.16. Premissas gerais: serviços de regularização do subleito
Não identificamos, na planilha do CAPEX, a existência de itens para remunerar os serviços de regularização de subleito ao longo do eixo da ferrovia.
A existência desse item na planilha de CAPEX é relevante para a formação do preço, portanto, solicitamos a inclusão deste serviço na planilha.
2.17. Premissas gerais: BDI para fornecimento de materiais e equipamentos
Em referência ao cálculo do BDI diferenciado para fornecimento de materiais e equipamentos relevantes, observamos que no estudo apresentado pela ANTT, a composição deste BDI é a seguinte:
Entendemos que deveria ter sido considerado um percentual de lucro sobre os fornecimentos de materiais e equipamentos. Desta forma, solicitamos esclarecimento com relação a não adoção de um percentual de lucro para estes fornecimentos, já que os mesmo fazem parte do escopo do empreendimento.
2.18. Premissas gerais: BDI de materiais e serviços
Em referência à base de cálculo para BDI de materiais, identicamos que na planilha de detalhamento do CAPEX, disponibilizada pela ANTT, o BDI de 8,37% é aplicado sobre os itens de fornecimento materiais. A tabela abaixo mostra os itens referentes à Superestrutura Ferroviária com incidência deste BDI diferenciado:
Em alguns itens, deveria ser aplicado o BDI de 24,88% por se tratar não apenas de compra ou aquisição de materiais e sim de um serviço. Por exemplo, a fabricação de dormentes de concreto, uma vez que engloba, além de compra de insumos primários, mão de obra e equipamentos na sua fabricação. Assim como, os serviços de Escavação, Carga e Transporte de Mat 1ª CAT.
Os itens acima, assim como outros de Implantação, tem como referência o sistema SICFER, cujas composições ainda não foram disponibilizadas pela ANTT. Desta forma, não é possível aos proponentes identificar em quais composições estão os materiais e em quais estão sua respectiva aplicação, para verificação da correta aplicação do BDI diferenciado.
Solicitamos, portanto, correção da aplicação do BDI diferenciado em itens que não caracterizam exclusivamente processos de aquisição de materiais.
2.19. Premissas gerais: mobilizações e desmobilizações
Analisando-se os quantitativos e produtividades consideradas na planilha do CAPEX, entendemos que as mobilizações tanto de pessoal quanto de equipamentos são insuficientes para o porte deste empreendimento. Deverão ser levados em consideração os quantitativos de equipamentos e mão de obra resultantes dos histogramas gerados a partir das quantidades e produtividades das composições.
O correto dimensionamento das mobilizações e desmobilizações é relevante para a composição do CAPEX. Tais itens não podem ser classificados como riscos e incertezas, já que são usuais em todo tipo de empreendimento e deverão ter seus custos refletidos no CAPEX. Sugerimos que tais itens sejam tratados em rubrica especifica e incorporada à planilha do CAPEX
2.20. Premissas gerais: canteiros avançados de frente de serviço
De forma a atender as necessidades para a construção do empreendimento, entendemos que deverão ser contemplados canteiros avançados de frente de serviço, com estrutura adequada para atender os trabalhos de execução das obras de arte especiais e frentes de infraestrutura e superestrutura ferroviária. Considerando a grande extensão e logística para a realização das obras, entendemos que essas estruturas deverão ser contempladas de forma a oferecer apoio durante a execução dos trabalhos. Esses canteiros deverão possuir refeitório, sanitários, escritórios, ambulatório, almoxarifado, estacionamento de equipamentos, área para armazenamento de resíduos, e demais estruturas necessárias.
Ao contrário do que foi respondido em pergunta semelhante realizada durante o período da Audiência Pública de nº 137/2013 (Documento: Consolidação das Contribuições Recebidas e Considerações da Equipe Técnica no Âmbito da Audiência Pública nº 137/2013), tais canteiros são necessários para atender a legislação trabalhista vigente e, apesar do nível de estudo preliminar elaborado nesta etapa, tais custos devem compor o CAPEX do empreendimento.
2.21. Premissas gerais: benefícios trabalhistas
Executamos levantamento das Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho no entorno do empreendimento e constatamos que são exigidos benefícios além dos contemplados no SICRO.
Identificamos a exigência do fornecimento de cesta básica com valores atingindo até R$ 300,00 mensais por funcionário, incidência de hora in itinere de até 2,5 horas por dia de trabalho, contratação de plano de saúde para todos os funcionários e em alguns casos estendendo-se aos dependentes, seguro de vida e folga periódica para visita à família.
Apesar dos parâmetros utilizados para a elaboração das composições (SICRO) estabelecerem regras e critérios para elaboração do orçamento elas não contemplam estas exigências legais, que deverão ser consideradas no CAPEX e não podem ser consideradas como incertezas e riscos já que tais exigências são comuns nesse tipo de empreendimento.
2.22. Premissas gerais: adicional à mão-de-obra
Com base na referência utilizada pelo SICRO para cálculo do “adicional à mão de obra”, isto é, parcela incidente sobre os custos de mão de obra de 20,51%, temos:
• Os custos de alimentação (9,60%), transporte (4,79%), ferramentas manuais (5%) e equipamentos de proteção individual (1,12%) não devem ser considerados proporcionais aos salários e suas referencias são insuficientes para remunerar estes gastos;
• Os custos de alimentação são fixos para cada funcionário e variam de acordo com a condição de recrutamento e turno de trabalho, isto é, funcionários alojados terão direito a todas as refeições, já os locais somente receberão refeições no período trabalhado;
• Em relação aos EPI´s eles variarão por função e trabalho executado, podemos classificar basicamente em 5 tipos: EPI´s básicos, EPI´s para funções com trabalhos com solda, EPI´s para funções com trabalhos em altura. EPI´s para funções de sinalização e EPI´s para operadores de máquinas e equipamentos;
• O transporte é fixo por funcionários e deverá ser dimensionado considerando-se a capacidade do ônibus, seu reaproveitamento (número de viagens) e sua distância de deslocamento até as frentes de serviço; • Alem dos itens que já compõem o “adicional de mão de obra”
o Cesta básica o Seguro de Vida o Assistência Médica
• Não identificamos o cálculo do “adicional à mão de obra” para os operadores e motoristas, cujos custos estão incluídos no custo horário de equipamentos. Da mesma forma que os demais funcionários, também deverá ser prevista essa verba.
O correto dimensionamento dos custos associados à mão de obra são relevantes para a composição do CAPEX e deverão ser reavaliados considerando as premissas e novas exigências trabalhistas. Da mesma forma que já informado em contribuições anteriores este custos não podem ser consideradas como incertezas e riscos já que são necessárias para a execução do empreendimento e deverão ser previstos no CAPEX. Considerando a limitação presente nas referências utilizadas para o presente estudo, sugerimos que tais itens sejam tratados em rubrica especifica e incorporada à planilha do CAPEX.
2.23. Premissas gerais: tempo de implantação
Nos documentos desta Audência Pública, prevê-se um tempo de implantação de 36 meses, o que está destoante quando comparado ao trecho Açailândia – Barcarena, cuja extensão de 457km é menos da metade deste trecho (1.065km) e tem o mesmo prazo de implantação de 36 meses.
Portanto, solicitamos revisão deste prazo para 72 meses e, consequentemente, a atualização dos Estudos Econômicos e Financeiros. Esta adequação é necessária para correta previsão dos recursos ao longo do tempo de implantação assim como durante a operação.