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Palavras-chaves: Análise ABC, gestão de estoques, controle, diferencial.

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ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO DE

FERRAMENTAS DE GESTÃO DE

ESTOQUE EM UMA EMPRESA

PRODUTORA DE BEBIDAS, COMO

AUXÍLIO À GESTÃO DA LOGÍSTICA DE

MATERIAIS EM UM CENÁRIO DE

DEMANDA VARIÁVEL

Eduardo Bezerra dos Santos (CESUPA)

[email protected]

Pedro Henrique Bueno Meirelles De Azevedo (CESUPA)

[email protected]

Ramiro Isac Bentes (CESUPA)

[email protected]

Luiz Rafael Thomaz Araujo (CESUPA)

[email protected]

Henrique Augusto Galvao Pinheiro (CESUPA)

[email protected]

Este artigo apresenta como objetivo fazer uma abordagem sobre as ferramentas de gestão de estoques, como análise ABC e ponto de reposição, em uma indústria do ramo de bebidas. A partir desse objetivo, primeiramente, identificou-se a importâância de se trabalhar com uma gestão de estoques eficaz, abordando no referencial teórico as principais ferramentas utilizadas para tal fim. Os procedimentos metodológicos utilizados para elaboração desse artigo foram a pesquisa bibliográfica para elaboração do embasamento teórico e pesquisa de campo para preparação do estudo de caso. Foi realizado um estudo de caso abordando a gestão de estoques dentro da organização, mostrando quais foram os resultados obtidos a partir da implantação das ferramentas na mesma. Por fim, concluiu-se que a gestão de estoques é um fator de extrema importância para as empresas, pois possibilita maior controle de seus recursos, tornando esse fator um diferencial para a organização, visto que muitas corporações não possuem certo controle de seus estoques. Diante do que foi apresentado, foram identificadas oportunidades de melhorias a partir da implantação das ferramentas na empresa e essas serão citadas posteriormente.

Palavras-chaves: Análise ABC, gestão de estoques, controle, diferencial.

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1. Introdução

No contexto atual das disputas no mercado, qualquer diferencial é decisivo para que uma empresa se destaque em relação à concorrência. Um desses diferenciais, por exemplo, é uma gestão de estoque eficaz. Apesar disso, são poucas as empresas que procuram gerenciar de forma organizada os mesmos.

Trabalhar com estoque torna-se cada vez mais inevitável para as empresas, visto que é impossível ou inviável determinar a demanda de produtos ou serviços. Deste modo, a gestão de estoque e suas ferramentas podem suprir as variações e evitar falhas de entrega para com os clientes, ou que seus produtos tornem-se impróprios para o consumo ou obsoletos.

Ferramentas de auxílio a este gerenciamento já foram desenvolvidas, entre elas estão cobertura de estoque, inventário físico, estoque de segurança, entre outras. O uso dessas ferramentas possibilita uma maior flexibilidade e rapidez durante a entrega de um produto, além do menor custo de manutenção do mesmo.

A melhoria na gestão de estoques possibilita que as empresas definam quanto a mesma deve guardar em caso de urgência, quanto deve ser comprado de mercadorias, entre outros pontos críticos. Ou seja, possibilita a empresa ter de forma organizada suas necessidades, para que não falte e nem exceda a capacidade e, consequentemente, gere mais custos.

Partindo da hipótese de que muitas empresas não costumam utilizar as ferramentas de controle na gestão de seus estoques, este artigo tem como objetivo esclarecer quais ferramentas oferecem suporte e auxiliam a gestão dos estoques, apresentando quais os benefícios alcançados por uma empresa de bebidas após implantação de tais ferramentas. Essa pesquisa se torna importante a partir do momento em que organizações apresentem dificuldades em relação à gestão de seus estoques, visto que uma deficiente organização de estoques pode acarretar custos à empresa, trazendo desvantagens perante o mercado competitivo.

2. Referencial teórico 2.1 Estoques

Os estoques estão presentes em grande parte das organizações. Esses estoques podem ser vistos por dois lados: negativo e positivo. Negativo no que diz respeito ao grande capital investido e sua capacidade de gerar custos, como de manuseio e armazenagem. Porém, seu lado positivo também deve ser levado em conta, pois os estoques podem trazer grandes vantagens à organização, como o pronto atendimento ao cliente, permitir economias de escalas, além da segurança em um ambiente de incerteza (SLACK, 2009).

Para Slack (2009, p.381) “estoque é definido como a acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema de transformação”, além de descrever estoques como “qualquer recurso armazenado”.

Segundo Moreira (1993, p.463) os estoques são quaisquer quantidades de bens

físicos que sejam conservados, de forma improdutiva, por algum intervalo de tempo; constituem estoques tanto os produtos acabados que aguardam venda ou despacho, como matérias-primas e componentes que aguardam utilização na produção.

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Lustosa et al (2008) definem os estoques como representantes de “um importante ativo nas empresas de manufaturas e, por isso, devem ser gerenciados de forma eficaz para não comprometer os resultados da empresa”. Sendo assim, as organizações buscam estratégias para minimizar seus estoques para que as mesmas reduzam a importância no ativo que o estoque representa.

Outra abordagem em relação de estoques é que estes podem ser produtos acabados, matérias-primas e produtos em processo de fabricação. Esses recursos estão presentes nas organizações como uma medida para o processo de fabricação e venda dos produtos consiga trabalhar com os desníveis entre oferta e demanda (DIAS, 1997).

Os estoques podem ser classificados em cinco tipos, que são: matérias-primas; peças e outros itens comprados de terceiros; peças e outros itens fabricados internamente; material em processo (produtos semiacabados ou montagens parciais), e; produtos acabados (MOREIRA, 1993).

2.2 Ferramentas de gestão de estoques

Viana (2009, p. 117) defende que “a gestão é um conjunto de atividades que visa, por meio das respectivas políticas de estoque, o pleno atendimento das necessidades da empresa, com máxima eficiência e ao menor custo, através do maior giro possível para o capital investido em materiais”. Já para Dias (1995, p. 19) “a função da administração de estoques é maximizar o efeito lubrificante no feedback de vendas e o ajuste do planejamento da produção”.

Wankee (2006) afirma que a importância atribuída à gestão de estoques como elemento fundamental para a redução e o controle dos custos totais e melhoria do nível de serviço prestado pela empresa é crescente.

Partindo da hipótese de que muitas empresas tenham dificuldade no que se diz respeito à gestão de estoques, pelo fato desses requererem espaço, mão de obra, máquinas, e outros fatores que contribuem para sua manutenção, algumas ferramentas foram criadas para oferecer auxilio ao gerenciamento. Para gerir os estoques, existem ferramentas que proporcionam amparo às organizações a trabalharem com esta gestão. Deste modo, estas ferramentas e ações serão explanadas a seguir.

2.2.1 Análise ABC

Esta análise consiste em verificar e caracterizar, em graus de importância, quais devem ser os itens que devem receber maior atenção a partir de sua importância para a empresa. A partir disto, os mesmos serão tratados com prioridade, por apresentarem maior demanda valorizada, a qual se refere à quantidade de demanda vezes o custo unitário do item (TUBINO, 2000).

De acordo com Dias (1995, p.85) a curva ABC é um importante instrumento para o

administrador, ela permite identificar aqueles itens que justificam atenção e tratamento adequados quanto á sua administração. Obtêm – se a curva ABC através da ordenação dos itens conforme a sua importância relativa.

Martins e Laugeni (2006, p.272) definem que a classificação ABC obedece uma ordenação de itens que são consumidos através da função de um valor financeiro, e os classifica como: a) Classe A: constituída por poucos itens (até 10% ou 20% dos itens), o valor de consumo acumulado é alto (acima de 50% ate 80% em geral);

b) Classe B: formada por um numero médio de itens (20% a 30% em geral), apresenta um valor de consumo acumulado ao redor de 20% a 30%, e;

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c) Classe C: constituída por um grande número de itens (acima de 50%), o valor de consumo acumulado é baixo entre 5% e 10%.

Já Slack (2009) classifica os itens que compõem a curva ABC da seguinte forma:

a) Itens classe A são os 20% de itens de alto valor que representam cerca de 80% do valor total do estoque;

b) Itens classe B são aqueles de valor médio, usualmente os seguintes 30% dos itens que representam cerca de 10% do valor total, e;

c) Itens classe C são os itens de baixo valor que, apesar de compreender cerca de 50% do total de tipos de itens estocados, provavelmente representam somente cerca de 10% do valor total de itens estocados.

2.2.2 Giro de estoque

Esta ferramenta apresenta como característica o fato de determinar, quantas vezes, em determinado período, o estoque renovou-se. A partir disto, nota-se que é favorável para a empresa conseguir estar renovando seu estoque em períodos cada vez menores, de modo que evite a obsolescência ou que seus produtos estejam sem condições de consumo, no caso de serem perecíveis.

O cálculo do giro de estoques é obtido, de acordo com Martins e Laugeni (2006), pela seguinte fórmula:

Fonte: Adaptado de Martins e Laugeni (2006).

2.2.3 Inventário físico

Esta ferramenta tem a função de fazer a contagem física dos itens que constam no estoque. A partir disto, pode-se verificar se há divergências entre o inventário físico e o que realmente consta nos registros de controle de estoque. A ferramenta é importante para verificar a discrepância entre o inventario físico e o contábil (DIAS, 1995).

Para Martins e Laugeni (2006, p.268) a certificação dessa realidade é importante

não somente para a área contábil/fiscal da empresa, mas também para os sistemas computadorizados da manufatura [...] que somente apresentarão cálculos corretos da quantidade necessária de materiais se os níveis dos estoques estiverem corretos. 2.2.4 Ponto de reposição ou de pedido

Para que a gestão de estoque seja bem-sucedida, um fator importante é que não haja falta. E, para evitá-la, o ponto de pedido ou ponto de reposição tem papel decisivo. É ele que determina, no modelo de revisão contínua, a hora ideal de se fazer um pedido para a reposição de estoque, baseado na demanda, no lead time e no estoque de segurança. Sendo assim, é estabelecido um nível mínimo de estoque que, quando atingido, dispara um pedido.

Segundo Lustosa et al (2008) o ponto de pedido deve suportar uma quantidade suficiente para alimentar a produção enquanto o pedido está sendo entregue, ou seja, o tempo que o fornecedor demora para efetuar a entrega do lote que foi pedido.

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Outro fator fundamental nessa ferramenta é a presença do estoque de segurança, que para Lustosa et al (2008) tem a finalidade de dar margem de segurança em relação ao suporte à produção, ou seja, se há variações na demanda o estoque de segurança previne a falta de itens até a chegada de um novo lote.

Segundo Slack (2009, p.396) tanto a demanda como o lead time de pedido são

prováveis de variar [...]. Nessas circunstâncias, é necessário fazer pedidos de reabastecimento antes do que seria o caso em uma situação puramente determinística. Isso vai resultar, em média, em algum estoque ainda presente quando os pedidos de reabastecimento chegam. Isso é estoque isolador ou de segurança. Quanto mais cedo o pedido de reabastecimento é colocado, mais alto será o nível esperado de estoque de segurança quando o pedido de reabastecimento chega.

De acordo com Ching (1999) o PR é o produto entre o tempo de ressuprimento e o consumo previsto. Já para Dias (1997) o ponto de pedido, ou ponto de reposição, é representado pelo saldo do item em estoque, quantidade de reposição até a entrada de um novo ressuprimento no almoxarifado. Esse ponto pode ser determinado pela seguinte fórmula:

Fonte: Adaptado de Dias (1997)

2.2.5 Acurácia de estoques

A acurácia é uma importante ferramenta para o controle dos estoques. Basicamente, ela funciona como um complemento ao inventário físico. Depois de feito o levantamento, Martins e Laugeni (2006) definem o cálculo da acurácia, percentualmente, por:

Fonte: Adaptado de Martins e Laugeni (2006)

2.2.6 Cobertura de estoque

Segundo Lustosa et al (2008) cobertura de estoque é o tempo médio de duração do estoque, sem novas reposições. Por exemplo, o número de dias que o estoque médio pode suprir a demanda média. Para Lustosa et al (2008) a cobertura de estoque pode ser calculada pela seguinte formula:

Fonte: Adaptado de Lustosa et al (2008)

3. Metodologia

Para elaboração e desenvolvimento deste artigo, os procedimentos adotados dividem-se em três etapas: pesquisa bibliográfica, visando o desenvolvimento do referencial teórico; a segunda etapa refere-se à pesquisa de campo; por fim, a terceira etapa que faz referência à coleta de dados e análise de resultados.

O objetivo escolhido neste artigo aponta uma pesquisa de caráter descritivo, pois busca abordar como as práticas de adoção de ferramentas de gestão de estoques podem trazer

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benefícios para a organização, tanto em relação aos custos, quanto em relação à organização e pronta entrega ao cliente. Sendo assim, será apresentado um estudo de caso, que abordará uma empresa que utiliza tais ferramentas, mostrando o suporte que essas oferecem principalmente no que diz respeito à organização e controle de estoques.

A etapa inicial deste artigo foi a pesquisa bibliográfica, na qual se procurou conhecimentos relacionadas às ferramentas de gestão de estoque, baseando-se em estudos de autores reconhecidos como Slack (2009), o qual contribuiu com suas teorias para o desenvolvimento das ferramentas mencionadas neste trabalho.

A segunda etapa é composta pela visita à empresa Z de bebidas, a qual será mencionada posteriormente no estudo de caso, enfatizando a utilização de algumas ferramentas de gestão de estoques. A pesquisa foi realizada em campo, utilizando-se da técnica qualitativa de coleta de dados, através de entrevista padronizada e semiestruturada com o responsável pelas áreas de produção e estoques da empresa de bebidas em estudo. Tal entrevista era composta de algumas perguntas referentes às ferramentas utilizadas pela empresa e de que maneira estas contribuem para a organização.

Por fim, os dados coletados foram analisados a partir de uma abordagem qualitativa para que fossem mencionadas as melhorias provindas da adoção das ferramentas e o suporte que estas oferecem à organização.

4. Estudo de caso

O estudo de caso aborda um estudo feito em uma empresa de bebidas e mostra como a mesma faz uso das ferramentas de gestão de estoques.

4.1 Empresa Z

A empresa inicia sua história no mercado em 1932 com a industrialização de uvas, transformando-as em vinhos. Segundo o site da empresa, que por motivos éticos não será apresentado nesse trabalho, com o aumento da demanda, a produção de vinhos teve que se expandir, dando início à elaboração de novos produtos.

4.2 Ferramentas de gestão de estoque na empresa Z

A empresa faz uso de diversas ferramentas que auxiliam o gerenciamento de seus estoques. Uma das ferramentas utilizadas é o inventário físico o qual é feito semanalmente pela empresa. Outra ferramenta é acurácia dos estoques, que é um complemento para o inventário físico, e serve para analisar as divergências entre os produtos contatos e o valor total dos itens, ou seja, é a relação dos itens corretos e valor total dos itens, como defende Martins e Laugeni (2006). Segundo o responsável pela área de produção e estoques da empresa, essa ferramenta é utilizada pela empresa semestralmente.

Além dessas ferramentas, há outras ferramentas que constituem a administração de seus estoques, as quais são: o ponto de pedido, o qual auxilia a reposição de itens, evitando a falta dos mesmos e o uso do estoque de segurança; a cobertura de estoque do mesmo modo ajuda e juntamente com o giro de estoque, está sendo implantadas em um sistema automático, como explica o responsável pela produção.

O responsável pela área de produção também esclarece que a curva ABC é utilizada no programa de controle de fornecedores, apenas para classificação da importância dos itens com relação aos fornecedores, “na verdade a empresa utiliza a classificação ABCD, ou seja, categorização é feita até itens de classe D, com uma porcentagem prevista pela empresa”

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defende o mesmo. Além disso, vale ressaltar que a empresa estudada não utiliza um autor específico para definir sua classificação da curva ABC.

A empresa utiliza as ferramentas em diversas áreas da empresa para controle de estoques, como auxilio do planejamento mestre da produção, no programa dos fornecedores entre outros. Segundo o técnico de produção, são diversos os benefícios alcançados pela empresa pela utilização das ferramentas, principalmente quando a empresa encontra-se frente a anormalidades e momentos imprevisíveis e inesperados como a alta variação da demanda. Nesse aspecto, o uso das ferramentas tem um papel importante no que se diz respeito ao suporte oferecido pela implantação de tais ferramentas.

A organização estudada ainda enfrenta algumas dificuldades mesmo com o uso de uma boa gestão de estoques. Uma dessas dificuldades é a distância entre os centros produtores de matéria-prima e o controle do tempo para que elas cheguem até a fábrica. Além disso, o técnico de produção afirma que sem o uso das ferramentas de gestão de estoques em certos momentos a empresa poderia perder o controle sobre os seus estoques e da necessidade dos mesmos.

Sendo assim, pode-se afirmar que a utilização das ferramentas de gestão de estoque traz grande amparo e ajuda à empresa, pois vários setores foram beneficiados. Por exemplo, a utilização da curva ABC no programa de qualificação de fornecedores, o qual melhorou cerca de 30% o padrão e a qualidade dos fornecedores, como defende o responsável pela área de produção.

Outros dados e resultados não podem ser apresentados nesse trabalho, pois os mesmos são considerados sigilosos, sendo assim, restritos a algumas áreas da empresa.

5. Conclusão

Como foi abordado nesse estudo, trabalhar com estoques é praticamente inevitável pelo fato de a demanda sofrer variações constantemente. Sendo assim, o que cabe à empresa é administrá-los da melhor forma possível para que esses estoques não tragam custos muito altos. Para isso existem as ferramentas de gestão de estoque, as quais buscam auxiliar empresas a gerenciar, de uma forma mais adequada, seus recursos, sejam produtos acabados ou matéria-prima, para que não exceda e ao mesmo tempo não falte na linha de produção. A implantação das ferramentas de gestão de estoques em uma organização é um fator que traz diferencial para a empresa frente ao mercado competitivo atual. Uma administração de estoques eficaz faz com que a empresa tenha mais controle de seus recursos, como podemos citar o inventário físico, o qual permite que a organização tenha controle da entrada e saída de materiais, por exemplo, do almoxarifado, do estoque, entre outros. Perante abordagem mostrada anteriormente, esse artigo tem como objetivo esclarecer quais ferramentas proporcionam suporte e auxiliam a gestão dos estoques, deixando claro os benefícios trazidos pela implantação das mesmas.

Após a implantação da gestão de estoques dentro da organização e, com as ferramentas sendo devidamente utilizadas, nota-se a importância desta no que se diz respeito ao controle de seus estoques, tanto de produtos finais quanto das matérias primas. Para a empresa Z, além do controle de todos os itens, estas ferramentas sevem como um diferencial em relação ao processo produtivo, uma vez que evitam perdas, atrasos e obsolescência de seus produtos, entre outros. Deste modo, isso se torna responsável por menores custos e uma maior

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produtividade dentro da organização e, desta maneira, faz com que a empresa apresente resultados melhores e mais expressivos.

A partir desta nova gestão para a empresa, também se percebeu melhorias em um problema abordado pela organização em relação à variação da demanda. Com o controle de estoques devidamente realizado, podem-se obter melhorias em outros setores da empresa, como o responsável pela previsão de demanda, visto que o estoque tem uma grande influencia na mesma, pois este ditará os itens e a quantidade que estarão disponíveis para pronta-entrega e pedidos futuros.

Diante desse cenário, algumas oportunidades de melhorias podem ser encontradas. A principal delas trata da necessidade de melhoria quanto à distância dos centros produtores de matéria prima até a fábrica, o que dificulta o controle de estoque nesses centros e a utilização das ferramentas tratadas nesse artigo. Uma sugestão é a implantação dessas ferramentas nos centros produtores, o que teria como conseqüência o controle do estoque desde a sua chegada à fábrica, facilitando os trabalhos posteriores.

Referências

CHING, H.Y. Gestão de Estoques na Cadeia de Logística Integrada. São Paulo: Atlas, 1999.

DIAS, MARCO AURÉLIO P. Administração de materiais: edição compacta. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. LUSTOSA, L. et al. Planejamento e Controle da Produção. 1ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

MARTINS, P. G.; LAUGENI, F. P. Administração da Produção. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2005. MOREIRA, D. A. Administração da Produção e Operações. 1ª ed. São Paulo: Pioneira, 1993.

SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2009. TUBINO, D. F. Manual de Planejamento e Controle da Produção. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2000.

VIANA, JOÃO JOSÉ. Administração de materiais: um enfoque prático. 1. ed. 8. reimpressão. São Paulo:

Atlas, 2009.

WANKE, PETER. Gestão de estoques na cadeia de suprimento: decisões e modelos quantitativos. 1. ed. 2.

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